O UNAIDS se entristece com a morte de Patrick O’Connell, o diretor fundador da Visual AIDS

O UNAIDS se entristece com a morte de Patrick O’Connell, que viveu com o HIV por quase quatro décadas, por causas relacionadas à AIDS. Patrick O’Connell foi o diretor fundador da Visual AIDS.

A Visual AIDS foi fundada em 1988 por profissionais das artes como uma resposta aos efeitos da AIDS na comunidade artística e como uma forma de organizar instituições, espectadores, espectadoras e artistas para uma ação direta sobre o HIV. A organização também auxilia artistas que vivem com HIV. Talvez sua realização que mais recebeu destaque, no entanto, tenha sido projetar a fita vermelha usada por milhões de pessoas em todo o mundo a cada Dia Mundial da AIDS, no 1º de dezembro.

Em 1991, artistas da Visual AIDS se reuniram para projetar um símbolo visual para demonstrar compaixão pelas pessoas vivendo com HIV e pelas pessoas que as cuidam. Tendo como inspiração as fitas amarelas em homenagem aos soldados americanos que serviam na Guerra do Golfo, artistas optaram por criar uma fita vermelha para simbolizar apoio e solidariedade para as pessoas que viviam com HIV e para lembrar as pessoas que haviam morrido de doenças relacionadas à AIDS. A cor vermelha foi escolhida por sua “conexão com o sangue e a idéia de paixão—não apenas raiva, mas amor, como uma pessoa apaixonada”, disseram as pessoas que fundaram o projeto. A iniciativa ficou conhecida como o Red Ribbon Project (Projeto Laço Vermelho, na tradução livre para o português).

Patrick O’Connell foi fundamental para ajudar a organizar a elaboração e distribuição de milhares de fitas em torno de sua cidade natal, Nova York. Ele fez parte da campanha para enviar cartas e fitas vermelhas a todas as pessoas participantes do Tony Awards de 1991 nos Estados Unidos da América, evento no qual o ator Jeremy Irons saiu em rede nacional com uma fita vermelha presa de forma destacada em seu microfone.

O UNAIDS se lembra de Patrick O’Connell por seu fundamental trabalho de advocacy. A fita vermelha, que hoje é um símbolo de solidariedade e apoio às pessoas vivendo com HIV não apenas nos Estados Unidos, mas internacionalmente, não teria existido sem ele.