UNAIDS destaca importância da prevenção ao HIV durante atividades relacionadas ao Dia Internacional do Orgulho LGBTI em São Paulo

Entre os dias 18 e 23 de junho, a equipe do UNAIDS Brasil esteve em São Paulo para participar de atividades relacionadas à celebração do Dia Internacional do Orgulho LGBTI, celebrado em todo o mundo no dia 28 de junho.

O CINUSP Paulo Emílio, recebeu na terça-feira (18 de junho), uma sessão especial de cine debate com exibição do webdocumentário Luz, Câmera, Zero Discriminação, sobre a importância do protagonismo trans e travesti no audiovisual, realizada pelo UNAIDS. Durante a sessão também foram exibidos quatro curtas produzidos inteiramente por participantes do curso homônimo realizado em São Paulo, em 2018, que capacitou 15 pessoas trans e travestis em fotografia, sonorização e produção, além de roteiro, pré-produção, direção, fotografia, filmagem, edição e pós-produção. A exibições foram seguidas por um debate sobre a importância do protagonismo trans e travesti no audiovisual.

Na quinta-feira, 20 de junho, o UNAIDS esteve na 19ª Feira Cultural LGBT, organizada pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (APOGLBT-SP) na Praça da República.  A Feira integra o calendário de atividades em torno da 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo.

Na tenda do UNAIDS, pessoas que passaram pela Feira puderam assistir aos vídeos do Deu Positivo, E Agora? e conferir materiais sobre HIV, prevenção combinada e direitos das pessoas vivendo com HIV no Brasil. Voluntários, selecionados em parceria com a USP Diversidade, também distribuíram os materiais e divulgaram o projeto durante a Feira.

Além dos materiais, apresentadores passaram mensagens de prevenção e Zero Discriminação aos participantes no palco da Feira. Também foram exibidos teasers do Deu Positivo, e Agora? no telão do palco durante o dia.

A Feira Cultural LGBT ocupou toda a extensão da Praça da República, reunindo tendas comerciais com produtos de segmentos variados, como moda, acessórios, livros, artes plásticas e música.  Equipes da prefeitura e do governo estadual de São Paulo estiveram presentes oferecendo serviços de testagem para o HIV, bem como diversos materiais e informações sobre direitos humanos. Também foi montado um setor específico para divulgação dos trabalhos de Organizações Não Governamentais (ONGs) e outras organizações que apoiam a causa LGBTI no Brasil. A estimativa é de que 20 mil pessoas tenham participado da Feira.

“Esta foi a primeira vez que o UNAIDS Brasil participou da Feira e ficamos muito felizes com a oportunidade de contribuir com o evento, levando informações sobre o HIV em uma linguagem direta, acessível e sem discriminação. A juventude LGBTI, que é uma população prioritária para a resposta à epidemia, esteve em peso na Feira”, disse Cleiton Euzébio de Lima, diretor interino do UNAIDS no Brasil. “Tiveram ali a oportunidade de acessar serviços de testagem e prevenção do HIV, e conhecer inúmeras iniciativas de promoção da saúde e zero discriminação, como o projeto Deu Positivo, E Agora?

Ainda no dia 20, o UNAIDS apoiou a primeira edição do Chama Festival – Trans/Versalidades, que aconteceu no Teatro Oficina. O evento teve como objetivo divulgar o trabalho da Casa Chama, uma associação que articula colaboradores e voluntários para a criação de mais suporte nas áreas de saúde, jurídico, cultura e inclusão para a população TRANSvestigênere—termo cunhado pela ativista Indianare Siqueira e usado pela Casa Chama, que une o significado das palavras travesti, transexual e transgênero.

O Festival aconteceu das 13h às 23h e buscou aproximar o público transvestigênere e o público aliado (pessoas cis) com rodas de conversa, eventos relacionados à saúde e ao empreendedorismo, performances e shows culturais. O UNAIDS apoiou o evento com doação de preservativos e materiais sobre prevenção combinada ao HIV.

Na sexta-feira, 21 de junho, o diretor interino do UNAIDS no Brasil, Cleiton Euzébio de Lima, participou da mesa de abertura do II Encontro Brasileiro de Organizações de Paradas LGBT em São Paulo, organizado pela APOGLBT-SP. O UNAIDS também foi um dos apoiadores do evento.

O diretor do UNAIDS falou sobre o projeto Deu Positivo, E Agora e destacou a importância de falar sobre HIV durante as paradas LGBT. “Estamos aqui com pessoas poderosas, que realizam Paradas LGBT em todo o Brasil e que são, provavelmente, o maior evento cívico de suas cidades”, disse Cleiton Euzébio durante a mesa de abertura. “Essa mobilização é mais poderosa ainda porque é baseada no amor e na vontade de ser quem verdadeiramente somos”.

Durante o Encontro Brasileiro de Organizações de Paradas LGBT, os participantes tiveram a oportunidade de pensar em estratégias de visibilidade para ações de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis, especialmente o HIV, nas Paradas, criar uma agenda de atuação e cooperação entre as organizações, trocar experiências e definir estratégias de fortalecimento dos direitos da população LGBT, entre outras iniciativas.

Já no domingo, dia 23 de junho, dia da 23ª Parada do Orgulho LGBT, o diretor interino do UNAIDS no Brasil, Cleiton Euzébio de Lima, esteve presente no Camarote Solidário, organizado pela Agência de Notícias da AIDS, que contou com o apoio do UNAIDS. Cerca de 600 pessoas, entre artistas, ativistas, gestores, personalidades e políticos estiveram no Camarote, que aconteceu no Parque Mário Covas. O prefeito Bruno Covas esteve presente no Camarote e conheceu também o projeto Deu Positivo, E Agora?.

A iniciativa está em sua 17ª edição, e somente neste ano, o Camarote Solidário arrecadou 3,5 toneladas de alimentos não perecíveis, que foram doados para dez ONGs que acolhem pessoas vivendo com HIV em situação de vulnerabilidade.