
O Secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres apresentou propostas de reforma da ONU em seu novo relatório de progresso da Iniciativa ONU80, “Mudando Paradigmas: Unidos para Entregar, que o UNAIDS planeja discutir com a Junta de Coordenação do Programa (PCB) e demais partes interessadas.
Como destacou o secretário-geral, cabe aos Estados-membros e órgãos de governança determinar os próximos passos sobre como as reformas da ONU80 serão implementadas.
O UNAIDS tem atuado dentro da visão do secretário-geral da ONU80 e consultou a equipe da Iniciativa ONU80 ao desenvolver seus planos de mudança.
O UNAIDS vem avançando em seu caminho de transição e tem orgulho de ajudar a liderar o processo enquanto o sistema das Nações Unidas passa por reformas.
Um novo modelo operacional e um caminho de transição em duas fases foram desenvolvidos por meio de um amplo e inclusivo processo de consulta, sendo aprovados pela PCB do UNAIDS em junho de 2025.
Esse processo foi baseado nas recomendações do Painel de Alto Nível sobre um Programa Conjunto do UNAIDS resiliente e adequado ao propósito, composto por diversos Estados-membros, sociedade civil e outras partes interessadas.
Em julho de 2025, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC) tomou nota do novo modelo operacional e do processo de transformação proposto.
Esse novo modelo operacional está alinhado à visão da ONU80 de um sistema de desenvolvimento da ONU mais integrado, coerente e impactante.
Trata-se de uma transformação em duas fases — a primeira já em implementação, e a segunda com início em 2027, levando a uma integração mais ampla no sistema da ONU.
A primeira fase da transformação inclui uma redução de 55% no quadro de pessoal do Secretariado do UNAIDS (de 661 para 294 funcionários). A presença do UNAIDS nos países está sendo consolidada de 85 para 54 países, com uma presença reduzida em 40 deles.
Esse formato prioriza países onde vivem 80% das pessoas com HIV e onde ocorrem 71% das novas infecções. Está previsto que Coordenações Seniores do UNAIDS sejam incorporados em 21 escritórios de Coordenadores Residentes da ONU (40% da cobertura do UNAIDS nos países), e que haja a realocação de especialistas programáticos para polos regionais em Nairóbi, Joanesburgo e Bangkok. A presença do UNAIDS em Genebra está sendo reduzida em mais de 80%.
Na segunda fase, conforme decisão da PCB, o Programa Conjunto apresentará à sua Junta, em junho de 2027, um plano para consideração de novas transformações, consolidações e integração, com vistas ao eventual encerramento do Secretariado do UNAIDS em sua forma atual. Isso incluirá maiores fusões e integrações com Copatrocinadores e a transferência de algumas funções para países e outras entidades, como os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Com base nas decisões do PCB, a resolução programada do ECOSOC sobre o Programa Conjunto em 2027 revisará o mandato do UNAIDS.
A prioridade do UNAIDS é apoiar respostas nacionais ao HIV que sejam inclusivas, multissetoriais e sustentáveis, lideradas por governos e comunidades, e cada vez mais financiadas por recursos domésticos.
A AIDS não acabou; a resposta global à AIDS foi abalada nos últimos meses e muito mais precisa ser feito para alcançar a meta dos ODS de acabar com a AIDS até 2030.
Em 2025 e 2026, em paralelo à implementação de seu novo modelo operacional, o UNAIDS está focado em entregar uma nova e ambiciosa Estratégia Global contra a AIDS 2026-2031 e em obter o consenso dos Estados-membros sobre as metas de HIV para 2030, por meio da Reunião de Alto Nível sobre HIV em junho de 2026. O UNAIDS mantém o compromisso de assegurar que novas inovações de prevenção do HIV — capazes de mudar de forma decisiva a trajetória das novas infecções — sejam disponibilizadas, e que mais de 40 milhões de pessoas vivendo com HIV tenham acesso contínuo e ininterrupto ao tratamento, permanecendo com carga viral suprimida.