UNAIDS apresenta uma agenda transformadora para criar um ambiente de trabalho modelo na organização

O UNAIDS está implementando uma agenda de mudanças para transformar o Secretariado da organização em um modelo de ambiente de trabalho para toda a equipe, capaz de garantir a segurança e a inclusão e defender os mais altos padrões de responsabilidade e integridade. A agenda ressalta que o assédio, incluindo assédio sexual, intimidação e abuso de poder em qualquer nível, não será tolerado e que os perpetradores serão responsabilizados por suas ações.

A agenda é baseada em uma abordagem centrada no sobrevivente em relação ao assédio e garantirá que toda a equipe seja treinada, equipada e apoiada para alertar sobre incivilidade, sexismo, intolerância e outros comportamentos indesejáveis ​​e inaceitáveis. A agenda fortalecerá os sistemas de gestão para atender às demandas de uma organização descentralizada e garantirá que a tomada de decisões ocorra nos níveis corretos, com total transparência e com controles internos para a conformidade com as políticas e os parâmetros.

A agenda baseia-se em um forte trabalho já em andamento para criar um ambiente de trabalho modelo e em recomendações feitas pelo Painel de Especialistas Independentes. O Painel foi convocado pelo Diretor Executivo do UNAIDS em fevereiro de 2018 para fornecer recomendações sobre como fortalecer ainda mais a implementação da política de tolerância zero do UNAIDS em relação ao assédio sexual.

As recomendações do Painel, a resposta da gestão do Secretariado do UNAIDS e a agenda para a mudança serão apresentadas à Junta de Coordenação do UNAIDS no primeiro dia de sua 43ª reunião, que acontecerá de 11 a 13 de dezembro de 2018.

“Impulsionado pela crise da AIDS, o UNAIDS tem sido um modelo para esforços harmonizados em todo o Sistema das Nações Unidas. Hoje, inspirados pelo movimento #MeToo, pretendemos ser um local de trabalho modelo, para o sistema das Nações Unidas e além, ”disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “A equipe é nosso principal ativo e deve ser capaz de desempenhar suas funções em um ambiente seguro, capacitador e estimulante. Essa transformação garantirá que possamos atrair os maiores talentos e capacitar ainda mais nossa equipe para cumprir nosso mandato crucial.”

A agenda para a mudança concentra-se em cinco áreas-chave de ação: uma abordagem centrada na equipe; compliance (conformidade) e parâmetros; liderança e governança; gerenciamento; e capacidade. Cada área descreve um conjunto de ações que o Secretariado do UNAIDS irá realizar.

Em linha com sua abordagem centrada na equipe, a agenda para mudança incluirá treinamento ativo de espectadores para garantir que todos no UNAIDS se sintam equipados e apoiados para alertar sobre incivilidade, sexismo, intolerância e outros comportamentos indesejáveis ​​e inaceitáveis. Também estabelecerá mecanismos para encaminhamento confidencial ao aconselhamento centrado em sobreviventes, expandirá os quadros de Conselheiro para Dignidade no Trabalho (Dignity at Work Advisers) e proporcionará capacitação para todos os funcionários na prevenção e na abordagem de assédio, ética e integridade, conhecendo seus direitos no trabalho, diversidade e inclusão.

Um componente-chave é a recomendação do Painel para estabelecer uma investigação externa e independente, sistema disciplinar e de reparação, e o UNAIDS trabalhará com as partes interessadas, incluindo sobreviventes e especialistas em direitos das mulheres, para examinar as opções para levar isso adiante.

O UNAIDS estará fortalecendo sua capacidade de gestão em níveis seniores através da implementação de um novo processo para a seleção de cargos de Diretor de País, que procurará expandir para todos os outros cargos de diretoria. Isso garantirá que os líderes do UNAIDS tenham a combinação certa de habilidades e experiência para gerenciar o pessoal, bem como habilidades e experiência em áreas técnicas.

Além disso, o UNAIDS implementará um mecanismo de feedback 360 ​​graus em avaliações de gestão para funcionários em nível de direção para avaliar a competência no gerenciamento de pessoas e recursos e para detectar sinais de má administração e comportamentos inaceitáveis.

Para continuar a mostrar maior transparência, o UNAIDS publicará relatórios sobre as medidas disciplinares e de responsabilização tomadas e encaminhará proativamente casos de suspeita de assédio sexual, assédio, intimidação e abuso de poder.

O UNAIDS também continuará a impulsionar a implementação do Plano de Ação para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres das Nações Unidas, bem como o Plano de Ação de Gênero atualizado, para ampliar as conquistas significativas feitas nos últimos anos e avançar nas novas metas de longo alcance estabelecidas pelo UNAIDS.

Em suas conclusões, o Painel fez observações sobre a liderança do UNAIDS e pediu mudanças. “Eu aceitei as críticas feitas pelo Painel”, disse Sidibé. “Ao propor esta agenda, estou confiante de que podemos nos concentrar em avançar. Eu passarei os próximos meses implementando esta agenda de mudanças e tornando o local de trabalho do UNAIDS um local onde todos se sintam seguros e incluídos.”

O relatório também destaca que a resposta global à AIDS testemunhou grandes sucessos sob a liderança de Sidibé. Seu pedido para a eliminação de novas infecções por HIV entre crianças galvanizou a ação, e reduções significativas em novas infecções pelo HIV foram alcançadas em todas as partes do mundo. Onze países já eliminaram novas infecções por HIV entre crianças.

Da mesma forma, durante esse período, as metas 90–90–90 do UNAIDS impulsionaram um movimento importante para o acesso ao tratamento do HIV. Hoje, mais de 21,7 milhões de pessoas têm acesso à terapia antirretroviral capaz de salvar vidas , em comparação com pouco mais de 5 milhões no final de 2008.

O UNAIDS tem apoiado ativamente o engajamento da sociedade civil, defendido os direitos humanos e defendido os direitos das trabalhadoras do sexo, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam drogas injetáveis, homens e mulheres transexuais, prisioneiros e migrantes para que consigam ter acesso aos serviços de HIV. O Diretor Executivo do UNAIDS tornou os direitos das mulheres e meninas uma prioridade, incluindo o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva, eliminando a violência baseada em gênero e removendo normas prejudiciais de gênero.

Hoje há maior liberdade de movimento para as pessoas que vivem com o HIV, pois a UNAIDS tem trabalhado com os países para remover restrições de viagens. As questões de HIV e saúde foram mantidas no topo das agendas políticas. O UNAIDS foi pioneiro no conceito de solidariedade global e responsabilidade compartilhada, e hoje mais da metade de todos os recursos investidos em países de baixa e média renda vêm de fontes domésticas. A agenda do UNAIDS para a mudança será fundamental para garantir que a equipe do UNAIDS possa continuar a contribuir para estes resultados extraordinários.

O UNAIDS está resoluto em seu compromisso de liderar pelo exemplo na eliminação de todas as formas de assédio, intimidação e abuso de poder dentro da organização, criando um ambiente respeitoso, transparente e responsável que permita que todo a equipe contribua com todo o seu potencial para as pessoas a quem servem.

Relatório do Painel de Especialistas Independentes sobre prevenção e resposta ao assédio, incluindo assédio sexual, intimidação e abuso de poder no Secretariado do UNAIDS em inglês aqui.

Transformando o UNAIDS, uma agenda para eliminar todas as formas de assédio e defender a dignidade, a responsabilidade e o bem-estar no local de trabalho. Resposta da equipe de gestão do UNAIDS ao relatório do Painel de Especialistas Independentes em inglês aqui.

 

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