UNAIDS revisa política interna sobre licença paternidade, adoção e gestação por substituição

O UNAIDS revisou sua política interna de licença paternidade e de adoção e introduziu novas regras sobre a licença de mulheres em caso de gestação por substituição, marcando um passo importante para garantir um ambiente de trabalho mais inclusivo.

A política revisada inclui: extensão da licença de adoção de oito para 16-18 semanas, dependendo do número de crianças sendo adotadas, extensão da licença paternidade de quatro a 16 semanas e introdução de 16 semanas de licença por parto para mães por substituição e 18 semanas para nascimentos múltiplos por gestação por substituição.

A nova política é resultado de esforços combinados de advocacy da Associação de Funcionários do UNAIDS (USSA), em colaboração com a administração do UNAIDS, e é um dos compromissos assumidos no Plano de Ação sobre Gênero 2018-2023, lançado recentemente pelo UNAIDS.

“A política revisada permitirá que os pais passem mais tempo com suas famílias em um estágio fundamental da vida,” disse um membro da equipe que logo se tornará pai. “Os homens podem e devem desempenhar um papel importante no cuidado infantil e desafiar ativamente as normas de gênero que passam a maior responsabilidade pelo cuidado das crianças para as mulheres,” disse ele.

A adoção de uma estrutura política mais equitativa que apoia o cuidado por homens e mulheres pode ajudar a derrubar percepções de que mulheres em idade fértil são potencialmente muito caras ou um risco quando comparadas a homens com qualificações semelhantes.

“A Associação de Funcionários do UNAIDS dá boas-vindas a esse marco importante em nossa estrutura de política interna, que não apenas trará benefícios diretos aos membros da equipe que se tornarão pais, mas a todos os funcionários, pois desafia as normas de gênero,” disse Pauliina Nykanen-Rettaroli, Presidente da Associação.

A introdução da licença específica para nascimentos por gestação por substituição reflete o compromisso do UNAIDS com a diversidade. “Não faz diferença se você se torna pai por nascimento natural, adoção ou gestação por substituição; você ainda se torna pai e deve ter direito aos mesmos benefícios,” disse um membro da equipe. “Essa política reflete o compromisso da organização em ser o mais inclusiva o possível e promover o diálogo sobre o que defende, que é dignidade e respeito por todos,” acrescentou ela.

“Em nosso novo Plano de Ação de Gênero, nos comprometemos em adotar uma política única de licença parental e tenho orgulho de que o UNAIDS já tenha cumprido isso. Todos os pais devem ser apoiados para passar tempo com seus filhos. Ao apoiar isso, o UNAIDS está contribuindo para mudar a sobrecarga do cuidado infantil e promover a igualdade de gênero,” disse Gunilla Carlsson, Diretora Executiva Adjunta para Gestão e Governança.

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