Sociedade civil se reúne com Equipe Conjunta do UNAIDS para debater Plano de Ação com foco em 2019

Representantes da sociedade civil formada por pessoas vivendo com HIV se reuniram com integrantes da Equipe Conjunta do UNAIDS em Brasília para debater as estratégias e ações do Plano Conjunto da ONU sobre AIDS no Brasil em 2019 e os encaminhamentos das ações realizadas em 2018. Realizado na manhã desta quinta-feira (18/10), o encontro acontece no âmbito da estratégia global do UNAIDS para a destinação de fundos e implementação de ações voltadas para a Aceleração da Resposta à epidemia de HIV em países considerados prioritários, como o Brasil.

Participaram da reunião representando a sociedade civil Silvia Aloia, do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP), Jorge Beloqui, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+), Emerson Faria Correia, da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (RNAJHVA), Rafael Batista e Alberto Carlos Andrade de Souza, representantes eleitos pelo Encontro Nacional de ONG’s/Aids (ENONG). Estas cinco pessoas representam também a sociedade civil dentro do Grupo Temático Ampliado as Nações Unidas sobre HIV/AIDS (GT UNAIDS), cujo último encontro de 2018 aconteceu na tarde do mesmo dia, em Brasília.

Representantes da sociedade civil se reuniram com integrantes da Equipe Conjunta do UNAIDS em Brasília para debater as estratégias e ações do Plano Conjunto da ONU sobre AIDS no Brasil em 2019 e os encaminhamentos das ações realizadas em 2018.

“É muito importante ouvir o que a sociedade civil tem a dizer para contribuir com o planejamento de nossas ações para 2019. É uma visão diferente de quem está na ponta, e uma reunião apenas para falar sobre isso nos dá tempo para aprofundar questões importantes”, destacou a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, durante o encontro. “Mais do que apenas apoiar na construção das ações, a sociedade civil também tem um papel importante no apoio à implementação e à articulação locais.”

Entre os pontos levantados pelos representantes sociedade civil formada por pessoas vivendo com HIV, destaca-se a necessidade de ampliação das ações para além das populações-chave. “O importante é que ninguém seja deixado para trás, por isso precisamos sair das caixinhas e ampliar a nossa visão sobre como abordar as práticas envolvendo o HIV”, reforçou Jorge Beloqui, da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+).


Plano de Ação do Programa Conjunto

Como parte de sua Estratégia 2016-2021 e do contexto delineado pela Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustantável (ODS), o UNAIDS traçou um caminho para sua renovação através do reposiconamento de recursos dentro do UNAIDS e entre agências copatrocinadoras e da reestruturação do Secretariado a fim de alcançar impacto máximo de suas ações, o que incluiu o fortalecimento da capacidade de Aceleração da Resposta nos países e a convocação de uma revisão independente do modelo do Programa Conjunto por meio da convocação do Painel Global de Revisão.

Além de validar o valor agregado e os elementos fundamentais da coalização única de agências das Nações Unidas que compõem o UNAIDS, as recomendações do Painel enfatizaram o revigoramento do trabalho conjunto em âmbito nacional e a ação colaborativa. Para isso, o UNAIDS desenvolveu o Plano de Ação do Programa Conjunto, com três objetivos principais: implementar recursos humanos e financeiros onde são necessários; revigorar o trabalho conjunto em nível nacional e a ação colaborativa; e reforçar a responsabilização e os resultados para as pessoas.

Dessa forma, o Programa Conjunto implementou um modelo dinâmico e diferenciado de alocação de recursos para distribuir os fundos disponíveis diretamente para os países, com foco nos países prioritários, chamados de Fast-Track (Aceleração da Resposta) e em populações-chave. O Plano de Ação contempla, portanto, a implementação dos recursos repassados às agências copatrocinadoras do UNAIDS através dos chamados Envelopes de País, cujo objetivo é alavancar ações conjuntas que representem essa nova forma catalisadora de trabalho, com foco nas priorização programática em nível nacional e na expansão de capacidades por meio de soluções inovadoras e específicas ao contexto local.

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