A importância das métricas na identificação de populações-chave e lacunas nos países

A Associação Internacional de Prestadores de Cuidados em AIDS (IAPAC) organizou a Reunião sobre o Controle da Epidemia de HIV de 2018 em Genebra, na Suíça, nos dias 3 e 4 de maio. Os palestrantes discutiram novas métricas para avaliar o progresso das respostas nacionais e subnacionais ao HIV e maneiras de ampliar os serviços relacionados ao HIV para que incluam outras condições de saúde, como a tuberculose.

Soumya Swaminathan, Vice-Diretora Geral da Organização Mundial da Saúde, fez o discurso de abertura, enfatizando a importância de integrar e vincular os serviços de saúde. Por exemplo, as pessoas que vivem com HIV também devem ter acesso a testes e tratamento de doenças não transmissíveis.

Tim Martineau, Diretor Executivo Adjunto Interino do UNAIDS, destacou que, até a metade de 2017, quase 21 milhões de pessoas tiveram acesso ao tratamento, mas 15,8 milhões ficaram para trás. Além disso, em 2016, as novas infecções por HIV ultrapassaram a meta para 2020 de menos de 500 mil infecções por ano. Martineau ressaltou que mais precisa ser feito para populações-chave e mulheres jovens e adolescentes.

Deborah Birx, Coordenadora Global de AIDS dos Estados Unidos e Representante Especial para Diplomacia da Saúde Global, explicou como o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Combate à AIDS (PEPFAR) concentrou-se em 13 países para o controle da epidemia. Segundo ela, os recursos sozinhos não trazem mudanças. A vontade política, o compromisso do governo, a redução do estigma e a análise de dados são fundamentais para acabar com a AIDS. Uma vez que as políticas básicas são adotadas com base nas necessidades e lacunas do programa e a comunidade está envolvida, os países podem realmente ampliar os esforços nacionais, disse ela.

Todos concordaram que não há um tamanho único que funcione para todos. A resposta deve ser adaptada aos países e segmentos da população. Entre as estratégias motivadoras estão os kits de autoteste de HIV, o aumento das responsabilidades dos enfermeiros, os espaços reservados aos homens, nos quais enfermeiros e médicos podem fornecer cuidados e tratamento e a oferta do tratamento no mesmo dia do recebimento do resultado positivo para o HIV, a fim de evitar uma segunda visita a centros de saúde.

 

CITAÇÕES

“Passamos de um objetivo ambicioso para uma realidade onde as ferramentas estão à nossa disposição para controlar epidemias nacionais de HIV sem uma vacina ou cura”.

JOSÉ ZUNIGA PRESIDENTE, IAPAC

“O trabalho para acabar com a epidemia de AIDS precisa ser construído em sistemas de saúde fortes em cada país e uma comunidade de saúde global alinhada.”

SOUMYA SWAMINATHAN, VICE-DIRETORA GERAL DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE

“O envolvimento da comunidade e os serviços baseados na comunidade são essenciais para alcançar nossas metas globais de testagem, tratamento e cuidados relacionados ao HIV”.

TIM MARTINEAU, DIRETOR EXECUTIVO ADJUNTO INTERINO PARA PROGRAMA, UNAIDS

“É fundamental usar dados para determinar o que foi feito na luta contra a AIDS e o que ainda precisa ser feito. Tornar o impossível em possível.

DEBORAH BIRX, COORDENADORA GLOBAL DE AIDS DOS ESTADOS UNIDOS E REPRESENTANTE ESPECIAL PARA DIPLOMACIA DA SAÚDE GLOBAL

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