Jovens abraçam campanha em Curitiba

Em Curitiba, os esforços da Proteja o Gol foram encerrados em junho, com o fim dos jogos da Copa do Mundo na cidade – e já é hora de começar a fazer um balanço do sucesso da campanha na capital paranaense, que contabilizou um bom número de atendimentos e grande adesão de jovens voluntários. A iniciativa do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e do Ministério da Saúde foi realizada durante as Fan Fest na Pedreira Paulo Leminski e, assim como nas outras 11 cidades-sede da Copa, promoveu ações de prevenção e testagem ao longo da duração do evento, em parceria com governos locais e com o apoio da sociedade civil.

“Essa foi a primeira experiência de Curitiba com a testagem pública em grandes eventos – e foi muito bem-sucedida”, diz Liza Bueno Rosso, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Agravos Crônicos Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba. Até o dia 26 de junho – o último da Proteja o Gol na capital paranaense –, 25 exames para testagem de HIV foram realizados a cada dia de campanha em Curitiba, em média. Os testes rápidos e gratuitos para detecção do HIV foram oferecidos em um trailer de duas salas estacionado na Pedreira. A campanha também distribuiu preservativos e disseminou informações sobre HIV/AIDS entre residentes e turistas.

A adesão de jovens voluntários também marcou a campanha Proteja o Gol local. “Os voluntários da campanha fizeram um intenso corpo-a-corpo com o público”, diz Liza, explicando que o esforço solidário reuniu principalmente jovens – e de várias áreas de conhecimento. Segundo Liza, todos se mostraram interessados em se tornar multiplicadores de informação e em levar esse trabalho adiante em outras ocasiões.

Voluntária da Proteja o Gol, a professora de idiomas Linite Adma de Oliveira não é exceção. “Fiquei bastante feliz, porque vi que os voluntários, apesar de jovens, estavam muito comprometidos”, disse, entusiasmada – acrescentando que, apesar do “estigma, do medo e da insegurança” que cercam a AIDS, ela acredita “plenamente em uma cura no futuro” e no poder transformador da informação: “É importante as pesssoas saberem que podem viver com HIV e amar uma pessoa com HIV”. Para colaborar com a campanha, Linite não se importou em percorrer o trajeto Ponta Grossa, onde mora, a Curitiba nos dias de campanha na capital paranaense. “Eu vejo esse vírus como um desafio para a gente repensar a relação consigo mesmo e com o outro”, diz.

A iniciativa Proteja o Gol integra os esforços do UNAIDS rumo à sua grande meta: alcançar a visão de zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à aids – e é fruto de sua parceria com o Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), o Ministério da Saúde, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, o Governo da Bahia e a Prefeitura de Salvador. A campanha também conta com o apoio da Embaixada da França; da Foundation for AIDS Research (amfAR); da Editora Abril; do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge); da Escola Paulista de Propaganda e Marketing (ESPM); e, por fim, de diversas organizações da sociedade civil.

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