Mensagem do Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, para o Dia Internacional da Mulher 2018

 

No Dia Internacional da Mulher, o mundo celebra o poder das organizações de mulheres e de ativistas que promovem o direito das mulheres à saúde, à igualdade de gênero e ao empoderamento. O empoderamento e a liderança das mulheres são fundamentais para garantir o sucesso de todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Mulheres e meninas continuam sendo afetadas pelo HIV de maneira desproporcional. Globalmente, as mulheres jovens são duas vezes mais propensas a se infectarem pelo HIV do que os homens jovens. Na África subsaariana, três a cada quatro novas infecções por HIV entre pessoas de 15 a 19 anos acontecem entre mulheres jovens. Globalmente, cerca de 30% das mulheres sofrem violência física e/ou sexual por um parceiro íntimo pelo menos uma vez na vida.

Mas a mudança está acontecendo. Este ano, o Dia Internacional da Mulher está sendo celebrado em um momento de destaque muito necessário sobre questões de assédio sexual em vários setores, incluindo o setor privado, governos, organizações internacionais e a sociedade civil. Movimentos como #MeToo (#EuTambém, em português) estão desafiando comportamentos e crenças que perpetuam a desigualdade de gênero, a violência de gênero e o assédio sexual. O UNAIDS reafirma seu compromisso de zero tolerância ao assédio sexual e assume sua responsabilidade em relação ao exercício dos mesmos padrões de ética, equidade e respeito que promove e exige dos outros.

Cada vez mais vozes se unem para desafiar as desigualdades socioculturais, econômicas e políticas que tornam as mulheres e as meninas mais vulneráveis ao HIV. Essas mudanças são boas para elas. Sabemos que, ao apoiar que mulheres e meninas usufruam de seus direitos à saúde, à educação e à autodeterminação, a transformação torna-se possível. As infecções por HIV diminuem. A saúde melhora. A educação aumenta. Mulheres e meninas prosperam.

Essas mudanças também são boas para as comunidades, para as famílias e para homens e meninos. Mulheres e meninas que conseguem exercer seus direitos são mais capazes de trabalhar, participar da sociedade civil e do governo, assim como manter suas famílias saudáveis, felizes e desfrutar de relações de gênero equitativas.

Está claro que podemos acabar com a epidemia da AIDS até 2030. Mas alcançar este objetivo depende do avanço de uma agenda de justiça social que exige acesso à serviços de saúde, educação, emprego, justiça e representação política, livres de discriminação e violência. A resposta à AIDS e as pessoas que a conduzem devem ser capacitadas e habilitadas para fazê-lo, em ambientes seguros e equitativos.

A mudança está acontecendo, e esta mudança é boa.

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