Junta de Coordenação do UNAIDS destaca importância de recursos para o fim da epidemia de AIDS até 2030


Em  sua 39ª reunião, a Junta de Coordenação do Programa do UNAIDS (PCB, em inglês), comemorou os significativos progressos realizados na resposta ao HIV e destacou a necessidade de investimentos constantes, de um maior empenho, de parcerias e de inovação para permitir que mais países entrem na Via Rápida (Fast-Track) para acabar com a epidemia de AIDS até 2030.

Em seu discurso de abertura, Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS, fez o balanço de um ano importante para a resposta à AIDS, durante o qual o acesso à terapia antirretroviral chegou à mais de 18 milhões de pessoas e mais países adotaram as metas da Via Rápida para a Aceleração da Resposta pelo fim da epidemia de  AIDS até 2030. Uma resposta acelerada inclui um conjunto de metas mensuráveis que devem ser atingidas até 2020, para que o mundo esteja em curso para acabar com a epidemia de AIDS até 2030.

Sidibé destacou a necessidade de continuar a responder às questões subjacentes que aumentam a vulnerabilidade das pessoas à infecção pelo HIV, particularmente populações específicas, incluindo mulheres jovens e adolescentes e populações-chave, como profissionais do sexo, pessoas trans, homossexuais e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas privadas de liberdade e pessoas que injetam drogas. Ele anunciou planos para uma nova coalizão de prevenção através de diferentes iniciativas e entre diferentes líderes, implementadores e representantes da comunidade comprometidos em fechar as lacunas existentes na prevenção.

Apesar dos progressos alcançados na resposta ao HIV, Sidibé alertou para os desafios globais emergentes que ameaçam tirar  a Aceleração à Resposta do caminho desejado.

“É essencial que os países continuem a ter acesso a recursos de longo prazo, previsíveis e sustentáveis”, disse Sidibé. “Se isso não acontecer, eles não serão capazes de sustentar e acelerar suas respostas ao HIV e poderemos ver um retorno da epidemia de AIDS nos próximos anos”.

Durante a reunião de três dias, o PCB  reconheceu a redução dos compromissos de financiamento para o trabalho do UNAIDS e enfatizou a necessidade de o Programa Conjunto estar totalmente financiado. Ao mesmo tempo, a Junta pediu a intensificação dos esforços para eliminar novas infecções entre as crianças e manter suas mães vivas, de modo a atingir as metas estabelecidas na Declaração Política de 2016 para o Fim da AIDS e na iniciativa Comece Livre, Fique Livre, Livre da AIDS (Start Free, Stay Free, AIDS Free). O Conselho comemorou a reposição bem-sucedida do Fundo Mundial de Luta contra a AIDS, a Tuberculose e a Malária e solicitou um maior investimento na prestação de serviços de saúde baseados na comunidade e nos parceiros da sociedade civil envolvidos na resposta à AIDS como forma de aumentar e fortalecer o envolvimento da comunidade.

Start Free Stay Free AIDS Free, High-level Ministerial Dialogue, 5 December 2016, UNAIDS Headquarters, Geneva, Switzerland. ©UNAIDS/Pierre Albouy

Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé (dir.), e os Diretores Executivos Adjuntos, Luiz Loures (centro) e Jan Beagle (esq.), durante a 39ª Reunião do PCB, em Genebra. Foto: UNAIDS

 

O PCB enfatizou que a liderança comunitária se tornará ainda mais importante para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que exigem respostas inclusivas capazes de atingir as pessoas em maior risco de serem deixadas para trás. As respostas comunitárias estiveram na vanguarda da resposta à AIDS desde o início, mas não substituem as respostas nacionais. Pelo contrário, elas constituem um componente integrante dos planos nacionais de implementação fundamentados em evidências, em particular para uma Aceleração da Resposta.

Durante o dia temático, a Junta  deu enfoque ao estado da epidemia entre pessoas vivendo com HIV e em risco de adquirir HIV com idade igual ou superior a 50 anos, o impacto do envelhecimento com HIV e respostas relacionadas ao setor de saúde e a questões sociais. Houve um amplo consenso quanto à necessidade de apoiar programas e estruturas de sistemas de saúde para atender, de forma abrangente, às necessidades de um número crescente de pessoas que vivem com HIV e que têm 50 anos ou mais.

Representantes dos Estados-Membros, Organizações Internacionais, sociedade civil e Organizações Não-Governamentais participaram da reunião, presidida pela Suíça. A delegação de Gana foi a  vice-presidente e a relatoria ficou a cargo da delegação do Equador.

Veja aqui o relatório do Diretor Executivo do UNAIDS ao PCB clique aqui para conhecer as decisões do PCB durante este último encontro