Diariamente, o UNAIDS Brasil recebe, por meio dos canais oficiais, dúvidas frequentes relacionadas aos temas HIV e AIDS. Caso não encontre a informação desejada, entre em contato com a equipe do UNAIDS Brasil pelo e-mail [email protected].
Abaixo, apresentamos alguns dos temas mais frequentemente questionados. Por esse motivo, organizamos respostas rápidas, categorizadas conforme os tópicos que envolvem o HIV e a AIDS.
O que é o HIV e o que é a AIDS?
HIV é o Vírus da Imunodeficiência Humana.
AIDS é a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida.
Aqui estão algumas referências bibliográficas relevantes sobre o HIV e AIDS, em inglês e português:
Publicação | Fonte | Tema | Idioma | Ano | Acesso |
Global HIV & AIDS statistics | UNAIDS | HIV | Inglês | 2023 | Link |
Four Decades of HIV/AIDS—Much Accomplished, Much to Do | New England Journal of Medicine | HIV | Inglês | 2020 | Link |
OPAS/OMS | World Health Organization | HIV | Inglês | 2023 | Link |
Boletim Epidemiológico | Ministério da Saúde | HIV | Português | 2023 | Link |
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Manejo da Infecção pelo HIV em Adultos | Ministério da Saúde | HIV/AIDS | Português | 2022 | Link |
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) – PrEP | Ministério da Saúde | Profilaxia | Português | 2022 | Link |
O HIV pode ser transmitido por diversas vias. Conheça abaixo alguns mitos e verdades sobre formas de infeção pelo HIV.
O uso consistente de preservativos, material perfurocortante descartável, testes regulares e TARV contribuem significativamente para a redução de infecção pelo HIV. Educação e conscientização sobre práticas seguras desempenham papel crucial na prevenção da transmissão do vírus.
Quais as formas de tratamento para o HIV?
Medicamentos antirretrovirais (ARVs) constituem a base do tratamento para o HIV, buscando controlar a replicação do vírus, impedindo sua propagação no organismo e preservando o sistema imunológico. As principais abordagens terapêuticas atuais incluem:
O tratamento do HIV é organizado em linhas. Inicialmente, pacientes seguem o esquema de primeira linha, a menos que apresentem coinfecções específicas ou condições de saúde relevantes. Se ocorrer falha virológica, é realizada uma genotipagem do HIV. No Brasil, busca-se cada vez mais que pacientes sigam os esquemas de tratamento na ordem estabelecida pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), com exceções apenas em casos específicos. Essa abordagem visa controlar melhor a resistência aos antirretrovirais (ARV).
Viagem nacional / exterior ou intercâmbio
Infelizmente, alguns países ainda impõem diferentes tipos de restrições para entrada de pessoas que vivem com HIV em seus territórios.
De acordo com dados do UNAIDS de 2019, aproximadamente 48 países ainda mantêm algum tipo de restrição de viagem relacionada ao HIV.
Destes, 18 países impõem restrições de entrada, permanência ou residência para pessoas vivendo com HIV devido ao estado sorológico; 11 países proíbem a permanência de curto e/ou longo prazo com base no estado sorológico para o HIV; e 19 países deportam pessoas estrangeiras com base no estado sorológico para o HIV.
Há também países que proíbem a permanência de curto e/ou longo prazo com base no status de HIV.
Abaixo, segue mapa interativo com os status de restrições impostas por cada país.
O UNAIDS recomenda o uso de medidas proativas no planejamento viagens, como acionar a embaixada do destino ou contato com ONGs locais. Essas organizações podem fornecer informações detalhadas sobre a legislação local para indivíduos vivendo com HIV que desejam viajar ao país.
Não deixe de conferir a página HIV Travel*, que oferece uma ampla base de dados de ONGs envolvidas em questões relacionadas ao HIV. Ao selecionar o país desejado, você terá acesso às informações necessárias para uma viagem segura e informada.
*Informamos que o UNAIDS Brasil não possui responsabilidade sobre os conteúdos produzidos por esta instituição.
O Ministério da Saúde não define diretrizes para a entrega de medicamentos em períodos inferiores a 90 dias em situações de intercâmbio, estudo ou viagens a trabalho.
Recomendamos a consulta a Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM) para verificar a disponibilidade de estoque, assim comoa possibilidade de obter uma liberação para um período de três meses, pois algumas unidades já adotam essa prática.
O Ministério da Saúde estabelece diretrizes para a dispensação de medicamentos em situações de intercâmbio, estudo, viagem a trabalho ou férias prolongadas, com um período que pode variar de 90 a 180 dias.
Conforme a Norma Informativa nº 55/2018, é importante seguir as recomendações abaixo:
Ao seguir essas diretrizes, você assegura uma gestão eficiente da dispensação de medicamentos em situações relacionadas a viagens.
Para distribuição de medicamentos em trânsito, cada indivíduo está associado a uma UDM e possui a flexibilidade de realizar retiradas em outras UDM, inclusive em diferentes estados, por motivo de viagens ou imprevistos.
É permitido, portanto, a realização de até duas dispensações por ano. Para isso, basta apresentar o receituário SICLOM, uma receita simples e um documento de identificação.
Também é permitido que outra pessoa retire o medicamento em seu nome e o envie pelo correio. Para isso, a pessoa precisa estar cadastrada na farmácia em seu nome para garantia da retirada do medicamento.
*Importante ressaltar que o UNAIDS não faz distribuição de medicamentos antirretrovirais, nem intermedeia contatos ou tratamentos com instituições públicas ou privadas de atenção à saúde. Neste sentido, é fundamental que cada pessoa planeje sua viagem com antecipação e busque informar-se sobre as restrições potenciais para viajantes vivendo com HIV e onde recorrer localmente, caso, por exemplo, tenha necessidade emergencial de obter medicamentos antirretrovirais ou outro tipo de atenção médica.
Dados brasileiros HIV/AIDS ou sobre populações-chave
O Ministério da Saúde fornece os dados específicos para Brasil por meio dos Boletins Epidemiológicos de HIV/AIDS, divulgados anualmente perto do dia 1o de dezembro, data que se celebra o Dia Mundial da AIDS, e dos Indicadores e Dados Básicos de Monitoramento Clínico de HIV.
Se a informação buscada for o número global de pessoas que vivem com HIV, sugerimos que acesse a página de estatísticas no site do UNAIDS.
O UNAIDS atualiza semestralmente a página de estatística, de acordo com uma estimativa produzida a partir de dados que governos fornecem sobre seus países.
De qualquer forma, vale reforçar que o número não é exato, é uma estimativa baseada em tendências dos últimos anos e programas de políticas públicas.
A plataforma do UNAIDS AIDSInfo disponibiliza atualizações mais frequentes de informações sobre HIV/AIDS.
Oportunidades no UNAIDS Brasil
Todas as vagas para o escritório nacional do UNAIDS são publicadas nos canais oficiais da instituição no Instagram, Twitter, Facebook e na página Trabalhe Conosco.
Sugerimos, portanto, que você acesse frequentemente estes canais para observar novas oportunidades de trabalho.
O preenchimento de todas as oportunidades é padronizado, por meio de candidatura, teste e entrevista.
Direitos das Pessoas que vivem com HIV e/ou AIDS
A legislação brasileira não garante a aposentadoria exclusivamente devido à condição de HIV ou AIDS. Anteriormente, durante o surgimento da epidemia de AIDS, a aposentadoria era concedida devido à debilidade extrema e à falta de alternativas terapêuticas. No entanto, com os avanços biomédicos, é possível viver de forma saudável.
Para obter orientações sobre a elegibilidade ao Benefício de Prestação Continuada (Lei 8.742/1993 e Decreto 3.048/1999), consulte um profissional de direito ou Serviço Social. Além disso, verifique com um profissional de medicina a possibilidade de acessar a aposentadoria por invalidez (Lei 7.670/1988) com base em sua condição de saúde.
ONGs e serviços públicos, como CRAS e Defensorias Públicas, podem oferecer assistência nesse processo.
Para mais informações, acesse a página Legislação Brasileira e o HIV.
Esse benefício é concedido a qualquer cidadão ou cidadã do Brasil que esteja segurado e não possa trabalhar por mais de 15 dias consecutivos devido a doença ou acidente, e tenha qualidade de segurado.
Para pessoas com HIV ou hepatopatia grave, não é necessário cumprir o prazo mínimo de contribuição. A regulamentação está nos artigos 26, II, e 151 da Lei 8.213/91, além dos artigos 300 a 317 da Instrução Normativa INSS nº 117/2021.
Pessoas vivendo com HIV têm o direito de manter em sigilo sua condição sorológica no ambiente de trabalho, incluindo testes de admissão, periódicos ou de demissão. Exames admissionais só podem avaliar a capacidade laborativa conforme Art. 168 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sem mencionar seu estado sorológico. Violações devem ser registradas na Delegacia do Trabalho mais próxima.
Testagem para HIV para oportunidades de emprego também é vedada, conforme Portaria nº 1.246/2010, que diz que: “Não será permitida, de forma direta ou indireta, nos exames médicos por ocasião da admissão, mudança de função, avaliação periódica, retorno, demissão ou outros ligados à relação de emprego, a testagem do trabalhador quanto ao HIV”.
A Lei nº 14.289/2022, torna obrigatória a preservação do sigilo sobre a condição de pessoa vivendo com HIV, hepatites crônicas (HBV e HCV), hanseníase e tuberculose, nos casos que estabelece.
Pessoas que vivem com HIV têm a garantia do direito à isenção do Imposto de Renda, incluindo a possibilidade de reembolso de valores retroativos a até 5 anos a partir da confirmação da infecção.
Essa prerrogativa está estabelecida no artigo 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713/88.
É permitido o saque do FGTS por motivo de Doenças Graves quando a pessoa trabalhadora ou a pessoa dependente estiverem acometidas pelas enfermidades abaixo:
Alienação Mental | Doença de Paget (Osteíte Deformante) – Estado avançado | Cardiopatia Grave | Hanseníase | Paralisia Irreversível e Incapacitante |
Cegueira | Contaminação por Radiação, com base em conclusão da Medicina Especializada | Hepatopatia Grave | Neoplasia Maligna | Tuberculose Ativa |
Doença de Parkinson | Espondiloartrose Anquilosante (Espondilite Anquilosante/Ancilosante) | HIV/AIDS | Estágio Terminal | Nefropatia Grave |
Para solicitar o saque do FGTS por motivo de doença, é necessário apresentar os seguintes documentos:
Para o trabalhador:
Para pessoa dependente acometida por doença grave:
Todas as informações detalhadas podem ser encontradas no site da Caixa Econômica Federal, o banco responsável pelo FGTS.
Até 2021, estava em vigor a Lei nº 8.989, de 1995, que regulamentava parte desses descontos, prorrogada posteriormente pela Lei 13.146/2015, até 2026.
No decorrer de 2021, algumas alterações foram realizadas na Lei, prorrogando e ajustando algumas regras vigentes, como o valor do teto de desconto e a inclusão de mais condições de saúde para beneficiários, incluindo pessoas que vivem com HIV.
Segundo as novas regras da Lei, a pessoa compradora precisa:
Quem tem direito à isenção:
Amputações ou ausência de membros | Artrite reumatoide | Artrodese | Autismo | AVC |
Cardiopatia | Condromalácia patelar | Doenças degenerativas | Deficiência intelectual severa ou profunda | Doenças neurológicas |
Deficiência auditiva | Deficiência visual com acuidade visual =< 20/200 (tab Snellen); campo visual < a 20 graus; ocorrência simultânea das duas situações; visão monocular | Encurtamento de membros e más formações | Esclerose múltipla | Escoliose acentuada |
Falta de força em membros | Falta de sensibilidade | Hemiparesia ou hemiplegia | Hérnia de Disco | Lesão por Esforço Repetitivo (LER) |
Linfomas | Lesões com sequelas físicas | Lesão no manguito rotador | Mastectomia | Membros com deformações congênitas ou adquiridas |
Monoparesia | Monoplegia | Nanismo | Neuropatias diabéticas | Ostomia |
Paralisia | Paraplegia | Paresia | Parestesia | Parkinson |
Poliomielite | Problemas graves na coluna | Próteses internas e externas | Quadrantectomia | Renal crônico |
HIV/AIDS | Talidomida | Tendinite crônica | Tetraparesia | Triplegia |
Sugerimos, então, que procure o Detran da sua cidade para informações mais direcionadas.
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