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	<title>Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>No Brasil, 53% das pessoas com HIV já foram alvo de discriminação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 15:07:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda depois de mais de 40 anos da resposta ao HIV, estigma e discriminação em ambientes de saúde, trabalho e entre a própria família ainda são presentes na vida das pessoas que vivem com HIV. Lançado no dia 08 de maio, o Índice de Estigma em Relação às pessoas vivendo com HIV 2025 foi, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/05/no-brasil-53-das-pessoas-com-hiv-ja-foram-alvo-de-discriminacao/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Ainda depois de mais de 40 anos da resposta ao HIV, estigma e discriminação em ambientes de saúde, trabalho e entre a própria família ainda são presentes na vida das pessoas que vivem com HIV.</p>



<span id="more-30214"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado no dia 08 de maio, o Índice de Estigma em Relação às pessoas vivendo com HIV 2025 foi liderado pela sociedade civil e apresenta dados que demonstram o quanto barreiras sociais e estruturais ainda impactam a vida das pessoas que vivem com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi apoiado pelo UNAIDS, executado pela <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://gestos.org.br/" target="_blank" rel="noopener" title="">Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero</a></span> e PUC-RS, e produzido pelo Consórcio de Redes de Pessoas que vivem com HIV, que é composto pela Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+), a Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS (RNTTHP), a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (RNAJVHA), o Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP) e a Articulação Nacional de Luta Contra a Aids (ANAIDS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira abaixo alguns dados de destaque:</p>



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<ul class="wp-block-list">
<li>52,9% das pessoas entrevistadas já sofreram discriminação em função da sorologia ao longo da vida;</li>



<li>34,8% relataram discriminação dentro da própria família;</li>



<li>46,1% não têm certeza ou sabem que seu estado sorológico não é mantido em sigilo nos serviços de saúde;</li>



<li>13,1% foram tratadas de forma discriminatória em serviços de saúde nos últimos 12 meses;</li>



<li>29,1% demonstraram sintomas de depressão e 41,2% relataram sintomas de ansiedade relacionados ao estigma.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Sobre o estudo</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Conduzido em sete capitais brasileiras — São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Recife, Brasília e Manaus —, o levantamento revela dados sobre a persistência do estigma, da discriminação e das violações de direitos humanos que ainda impactam diretamente a vida das pessoas vivendo com HIV no país, mesmo depois de 40 anos de resposta ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A edição de 2025 incluiu, pela primeira vez dados sobre saúde mental e sobre os efeitos das crises climáticas e da pandemia da Covid-19 no acesso à saúde das pessoas vivendo com HIV, além de informações sobre saúde mental – segundo o estudo, 20,5% enfrentaram dificuldades para obter medicamentos devido a esses eventos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Aspas-Andrea_VF-scaled.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="161" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Aspas-Andrea_VF-1024x161.png" alt="" class="wp-image-30223" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Aspas-Andrea_VF-1024x161.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Aspas-Andrea_VF-300x47.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Aspas-Andrea_VF-768x121.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Aspas-Andrea_VF-1536x242.png 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Aspas-Andrea_VF-2048x323.png 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Aspas-Andrea_VF-1800x283.png 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/05/Aspas-Andrea_VF-720x113.png 720w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Sobre o lançamento</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento aconteceu na quinta-feira, dia 08, na Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR). Participaram do lançamento representantes da sociedade civil, do governo, da academia e de organismos internacionais comprometidos com a resposta ao HIV e à AIDS no Brasil.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV/AIDS faz parte dos <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/ods/" target="_blank" rel="noopener" title="">Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</a></span> (ODS), correspondendo ao ODS 3: Saúde e Bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma de suas metas visa acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose, malária e doenças tropicais negligenciadas, e combater a hepatite e outras doenças transmissíveis até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assista abaixo à gravação do lançamento do Índice de Estigma.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>UNAIDS e OIT promovem primeira reunião do GT UNAIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2023/04/unaids-e-oit-promovem-primeira-reuniao-do-gt-unaids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Apr 2023 13:22:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quinta-feira, dia 13 de abril, aconteceu a primeira reunião do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (GT UNAIDS) de 2023. O encontro foi realizado no escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil que no biênio 2023-2024 assume a coliderança do GT UNAIDS, cujo objetivo é promover e orientar as, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2023/04/unaids-e-oit-promovem-primeira-reuniao-do-gt-unaids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Nesta quinta-feira, dia 13 de abril, aconteceu a primeira reunião do Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (GT UNAIDS) de 2023.</p>



<span id="more-24165"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O encontro foi realizado no escritório da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.ilo.org/brasilia/lang--es/index.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Organização Internacional do Trabalho</a></span> (OIT) no Brasil que no biênio 2023-2024 assume a coliderança do GT UNAIDS, cujo objetivo é promover e orientar as ações conjuntas das Nações Unidas em temas relacionados ao HIV/AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A OIT reconhece que o HIV tem um impacto potencialmente devastador sobre o mundo do trabalho e a produtividade, e representa um enorme desafio para as pessoas que trabalham, suas famílias e comunidades em uma série de maneiras. Por exemplo, o estigma e a discriminação relacionados ao HIV ameaçam direitos fundamentais no trabalho e prejudica as oportunidades de obter um emprego decente e sustentável.”, destaca Vinícius Pinheiro, diretor do Escritório da OIT para o Brasil. “<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.ilo.org/brasilia/noticias/WCMS_827411/lang--pt/index.htm" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pesquisas recentes da OIT</a></span> apontam que 8% das empresas que responderam exigem a testagem para HIV em processos seletivos, o que gera estigma e discriminação no ambiente de trabalho”, explica.</p>



<h5 class="has-medium-font-size wp-block-heading">Índice de Estigma</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua reunião, o GT UNAIDS abordou a segunda edição do Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS, cujo objetivo é detectar e medir a mudança de tendências em relação ao estigma e à discriminação relacionados ao HIV, a partir da perspectiva das pessoas vivendo com HIV/AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançada em 2019, <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/indice-estigma/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a primeira edição</a></span> da pesquisa revelou que 64,1% das pessoas entrevistadas haviam sofrido alguma forma de estigma ou discriminação por viverem com HIV ou com AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado revelou que 19,6% das pessoas entrevistadas haviam perdido uma fonte de renda ou emprego, ou foram rejeitadas em uma oferta de trabalho por viverem com HIV ou com AIDS.</p>



<div class="flourish-embed flourish-chart" data-src="visualisation/13408465"><script src="https://public.flourish.studio/resources/embed.js"></script></div>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">“A ideia do Índice de Estigma, como um questionário padronizado globalmente, é que sirva como um monitoramento do nível de estigma em relação ao HIV/AIDS em vários países”, explica o Professor Dr. Angelo Brandelli, coordenador da pesquisa. “O Índice parte de dois princípios que conferem um envolvimento significativo das pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS em todas as etapas do processo. Ou seja, as pessoas com HIV participam ativamente na elaboração, na coleta de dados e em todas as fases posteriores”, explica Ângelo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, durante a reunião do GT UNAIDS foram discutidas, também, estratégias para inserir o HIV e pessoas que vivem com HIV nas atividades das agências, fundos e programas das Nações Unidas, além de formas de ampliar a integração e o acesso a direitos relacionados a partir do Governo Federal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como definiu a <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/estrategia-global-para-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estratégia Global para AIDS 2021-2026</a></span>, precisamos acabar com as desigualdades para acabar com a AIDS. Por isso, é fundamental a integração da resposta ao HIV em áreas para além da saúde, como o trabalho e a educação”, finaliza Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS Brasil.</p>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow" data-effect="fade"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24193" data-id="24193" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto1-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto1-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto1-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto1-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto1-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto1-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto1-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto1-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“Como diz Estratégia Global para AIDS 2021-2026, precisamos acabar com as desigualdades para acabar com a AIDS. Por isso, é fundamental a integração da resposta ao HIV em áreas para além da saúde, como o trabalho e a educação”, diz Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS Brasil Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida </figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="869" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24185" data-id="24185" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto2-1024x869.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto2-1024x869.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto2-300x255.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto2-768x652.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto2-1536x1304.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto2-2048x1738.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto2-1414x1200.jpg 1414w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto2-720x611.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“Cabe salientar que pessoas vivendo com HIV/AIDS têm proteção legal – isso está na Lei 1.294, e na recomendação 200 da OIT, que é a primeira norma internacional do trabalho focada na proteção dos Direitos Humanos no trabalho para pessoas que vivem ou que são afetadas pelo HIV”, menciona Vinícius Pinheiro, diretor do Escritório da OIT para o Brasil. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24184" data-id="24184" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto3-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto3-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto3-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto3-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto3-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto3-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto3-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto3-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“A agenda do HIV é superimportante para o UNFPA. Trabalhamos sob a premissa de acesso a saúde para todas as pessoas. Já sabemos quais são as pessoas que estão sendo deixadas para trás. Essas pessoas precisam ser atendidas primeiro”, diz Florbela Fernandes, Representante do UNFPA no Brasil. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24182" data-id="24182" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto4-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto4-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto4-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto4-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto4-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto4-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto4-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto4-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“Fico pensando em como os estigmas relacionado ao HIV se cruzam em relação às vidas da população LGBTQIA+. As pessoas têm medo do acúmulo dos estigmas e do impacto moral sobre isso. Portanto, esses estigmas impactam diretamente no não cuidado e no não acesso”, destaca Symmy Larrat, Secretária Nacional dos LGBTQIA+ do Ministério de Direitos Humanos. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="831" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24183" data-id="24183" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto5-831x1024.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto5-831x1024.jpg 831w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto5-243x300.jpg 243w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto5-768x946.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto5-1246x1536.jpg 1246w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto5-1461x1800.jpg 1461w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto5-974x1200.jpg 974w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto5-584x720.jpg 584w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto5.jpg 1511w" sizes="auto, (max-width: 831px) 100vw, 831px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“O tema de estigma e discriminação relacionados às pessoas vivendo com HIV/AIDS é muito caro para o departamento e estamos aqui para assumir o compromisso nessa colaboração”, salienta Jair Brandão, Assessor de Articulação com os Movimentos Sociais do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DATHI) do Ministério da Saúde. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24181" data-id="24181" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto6-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto6-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto6-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto6-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto6-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto6-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto6-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto6-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“Pesquisas como essas são fundamentais para a nossa população, mas é importante considerar também o interior dos estados porque a realidade das cidades menores é muito diferente das capitais”, alerta Cleonice Araújo, representante da Rede Nacional de Pessoas Trans e Travestis Vivendo com HIV/AIDS (RNTTHP). Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida </figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24180" data-id="24180" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto7-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto7-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto7-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto7-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto7-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto7-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto7-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto7-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“Há um aumento significativo de HIV em jovens. É necessário olhar para os dados a partir de adolescentes e jovens”, diz Katiana da Silva Rodrigues, representante da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (RNAJVHA). Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida </figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24179" data-id="24179" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto8-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto8-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto8-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto8-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto8-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto8-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto8-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto8-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24178" data-id="24178" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto9-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto9-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto9-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto9-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto9-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto9-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto9-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto9-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“A gente precisa trabalhar o contexto social. A AIDS é uma questão social, não é só um problema de saúde pública”, destaca Rodrigo Pinheiro, representante do ANAIDS e Fórum de ONG/AIDS. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24192" data-id="24192" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto10-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto10-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto10-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto10-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto10-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto10-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto10-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto10-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“Estigma e discriminação matam antes mesmo da própria AIDS. As PVHIV procuram auxílio-doença e outras proteções, porém encontram grande dificuldade de acessar esses espaços de direitos já disponibilizados”, reforça Vanessa Campos, representante da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+). Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24191" data-id="24191" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto11-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto11-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto11-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto11-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto11-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto11-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto11-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto11-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“A organização e o plano de trabalho do UNAIDS agora são compartilhados. Isso demonstra que o trabalho é interagencial e interseccional, para que possamos cumprir a meta do UNAIDS para redução das desigualdades e para que a epidemia de HIV/AIDS deixe de ser uma ameaça à saúde pública”, explica Ariadne Ribeiro, Oficial de Igualdade e Direitos do UNAIDS Brasil. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="896" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24190" data-id="24190" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto12-1024x896.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto12-1024x896.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto12-300x262.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto12-768x672.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto12-1536x1344.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto12-2048x1792.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto12-1372x1200.jpg 1372w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto12-720x630.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“A Recomendação 200 da OIT, assim como o marco legal da Lei 1.294 de 2014, são marcos que precisam ser trabalhados de forma mais sistemática, mas que ainda são muito desconhecidos pelas pessoas vivendo com HIV. O Índice de Estigma é uma oportunidade para divulgação desses marcos legais”, ressalta Diego Calixto, Oficial de Projeto do Escritório da OIT no Brasil. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24189" data-id="24189" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-683x1024.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-683x1024.jpg 683w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-200x300.jpg 200w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-768x1151.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-1025x1536.jpg 1025w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-1367x2048.jpg 1367w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-1201x1800.jpg 1201w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-801x1200.jpg 801w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-480x720.jpg 480w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto13-scaled.jpg 1708w" sizes="auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">“Essa pesquisa parte de dois princípios que conferem um envolvimento significativo das pessoas vivendo e convivendo com HIV/AIDS em todas as etapas do seu processo. Ou seja, as pessoas com HIV estão envolvidas na elaboração das pesquisas, na coleta de dados e em todas as fases”, explica Ângelo Brandelli, pesquisador responsável pela pesquisa. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24188" data-id="24188" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto14-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto14-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto14-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto14-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto14-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto14-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto14-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto14-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">O encontro aconteceu na sede da OIT, que no biênio 2023-2024 é a agência que assume a liderança do GT UNAIDS. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-24187" data-id="24187" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto15-1024x683.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto15-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto15-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto15-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto15-1536x1025.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto15-2048x1367.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto15-1798x1200.jpg 1798w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2023/04/2023_04_13_1GT_Foto15-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Na reunião foram discutidas estratégias para inserir HIV e pessoas que vivem com HIV nas atividades das agências, fundos e programas das Nações Unidas e formas de ampliar a integração e o acesso a direitos relacionados a partir do Governo Federal. Crédito: UNAIDS / Eduardo Almeida</figcaption></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>
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	            data-title="UNAIDS e OIT promovem primeira reunião do GT UNAIDS" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2023/04/unaids-e-oit-promovem-primeira-reuniao-do-gt-unaids/">UNAIDS e OIT promovem primeira reunião do GT UNAIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>23,8% das pessoas que vivem com HIV em Porto Alegre reduziram contato social com amigos e família em razão de sua sorologia</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/12/238-das-pessoas-que-vivem-com-hiv-em-porto-alegre-reduziram-contato-social-com-amigos-e-familia-em-razao-de-sua-sorologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2020 23:42:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O webinário que apresentou a análise em profundidade do Índice de Estima em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e AIDS da cidade de Porto Alegre, realizado na última sexta-feira, dia 11, destacou que o diagnóstico positivo influencia a maneira que as pessoas se veem e se relacionam com parentes e amigos. De acordo, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/12/238-das-pessoas-que-vivem-com-hiv-em-porto-alegre-reduziram-contato-social-com-amigos-e-familia-em-razao-de-sua-sorologia/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O webinário que apresentou a análise em profundidade do Índice de Estima em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e AIDS da cidade de Porto Alegre, realizado na última sexta-feira, dia 11, destacou que o diagnóstico positivo influencia a maneira que as pessoas se veem e se relacionam com parentes e amigos. De acordo com a pesquisa, 23,8% das pessoas entrevistadas afirmaram se isolarem de amigos e família em função do diagnóstico; 32,7% decidiram não fazer sexo e 26,4% decidiram não se candidatarem para uma vaga de emprego.</p>



<span id="more-16752"></span>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="375" src="https://lh6.googleusercontent.com/D2C_rGrbjTanxEBUd0YvpPZdJF1s1BeeRT1Cf2j13FNYK0eY6Qu5yWeBiqE61Cvq2EApAFSS1NkVGj5cbP-JmRYgv430Xb7Oy75SQDFmSx737WBL6GShYRJIayEt7nthTJor4EXW"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início de novembro, o UNAIDS, a Gestos &#8211; Soropositividade, Comunicação e Gênero e a  PUC-RS realizaram uma série de webinários para apresentação das análises em profundidade de cinco cidades (Manaus/AM, São Paulo/SP, Recife/PE, Salvador/BA e Porto Alegre/RS); e quatro populações-chave: mulheres cis, população trans, população negra, homens gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens. Os webinários foram direcionados para movimentos sociais e pessoas que atuam em defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV e Aids; para profissionais de saúde; para parlamentares e profissionais que trabalham nos Poderes Legislativo e Judiciário. O último webinário apresentado foi o de Porto Alegre.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na cidade, 29% das pessoas que vivem com HIV perderam a fonte de renda ou emprego, ou foram rejeitadas em uma oferta de emprego em função de sua sorologia. O Brasil possui <a href="https://unaids.org.br/legislacao-e-hiv/">legislação específica</a> que garante o direito ao sigilo da sorologia para o HIV. Ainda em relação à situação trabalhista, 14% afirmaram que a natureza de seu trabalho já mudou, ou uma promoção já lhe foi negada porque a pessoa é soropositiva(o) para o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estamos entrando na quarta década e não considero que tenhamos avançado em relação ao estigma e ao preconceito em relação às pessoas vivendo com HIV e Aids. Diante das pesquisas científicas e de tudo o que já se avançou em relação à prevenção e ao tratamento, é injustificável que exista ainda um estigma tão forte em relação ao HIV e à Aids, que faz com que as pessoas reduzam sua vida social e reduzam sua existência por medo de serem discriminadas e excluídas&#8221;, considera Jô Meneses, coordenadora de Programas Institucionais da Gestos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos serviços de saúde, 23,6% das pessoas entrevistadas afirmaram que o despreparo para lidar com sua sorologia foi o que as afastou ou as fez evitarem receber cuidados e/ou tratamento relativo ao HIV. Cerca de 11% também disseram ter medo que profissionais de saúde as tratassem mal ou revelassem a sorologia sem consentimento.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" width="602" height="384" src="https://lh4.googleusercontent.com/GpTihw0bJS2HzuRH7VBSsL9tbB63X3d7ua86Lfui8vhiN4o-829iigHYs5JU0IYaPpLJGJoaP97xk9A0FmlfBrJYR7mxk-u15jGZe39B1Xr054FZKKbPd3chOcVkwjNXKBDqhQkm"></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Gostaria de fazer um apelo especial para que as pessoas presentes nesse seminário: usem a ferramenta do Índice de Estigma relacionado às pessoas que vivem com HIV para que as políticas públicas mais efetivas contribuam para que os serviços de saúde fiquem livres de estigma. Desejo que as pessoas que vivem com HIV e AIDS tenham suas vozes ouvidas, seus direitos assegurados e suas demandas atendidas&#8221;, destacou Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS publicado pelo Ministério da Saúde em 2020, o Rio Grande do Sul é o estado que apresenta a maior taxa de detecção de AIDS do Brasil: 28,3 para 100 mil habitantes. A capital, Porto Alegre apresenta uma taxa ainda maior: 58,5 a cada 100 mil habitantes. Este valor é mais que o dobro do estado e 3,3 vezes maior que a taxa média do Brasil, que é de 17,8%</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A gente sabe que apesar dos avanços biomédicos e novas tecnologias, ainda enfrentar estigma é muito difícil. Pouco mudou nesse campo se comparado ao início da epidemia. No caso das mulheres que vivem com HIV, elas são afetadas de uma forma diferente. Por isso, este recorte de gênero, raça e local da pesquisa é fundamental para delinear as nossas ações&#8221;, analisou Silvia Aloia, do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Brasil é promovida pelas Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (<a rel="noreferrer noopener" href="http://www.rnpvha.org.br/" target="_blank"><strong>RNP+</strong></a>); Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (<a rel="noreferrer noopener" href="https://mncp.org.br/" target="_blank"><strong>MNCP</strong></a>); Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/rnajvhabrasil/" target="_blank"><strong>RNAJVHA</strong></a>); Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/AIDS (<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.facebook.com/RNTTHP/" target="_blank"><strong>RNTTHP</strong></a>). A pesquisa foi apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o HIV e a Aids (UNAIDS), pela <a rel="noreferrer noopener" href="https://gestos.org.br/" target="_blank"><strong>Gestos</strong></a> — Soropositividade, Comunicação e Gênero, e pela PUC do Rio Grande do Sul (<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.pucrs.br/" target="_blank"><strong>PUC-RS</strong></a>), e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.br.undp.org/" target="_blank"><strong>PNUD</strong></a>). Foi realizada em sete capitais: Manaus-AM; São Paulo-SP; Recife-PE; Rio de Janeiro-RJ; Brasília-DF; Salvador-BA; e Porto Alegre-RS.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados completos da análise em profundidade de Porto Alegre encontram-se <strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/12/Stigma-Index-2019_-Porto-Alegre_4aprova.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste link.</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira outras informações <a href="https://unaids.org.br/2020/10/seminarios-detalham-indice-de-estigma-em-relacao-as-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-em-sete-capitais-brasileiras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>sobre os seminários locais do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids.</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse o <a href="https://unaids.org.br/indice-estigma/#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Estigma%20em,com%20HIV%20e%20com%20AIDS." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids.</strong></a></p>
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		<title>Estigma: 27,2% das pessoas com HIV e Aids em Salvador perderam a fonte de renda ou foram demitidas em função de sua sorologia</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/12/estigma-272-das-pessoas-com-hiv-e-aids-em-salvador-perderam-a-fonte-de-renda-ou-foram-demitidas-em-funcao-de-sua-sorologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Dec 2020 13:34:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A análise em profundidade da cidade de Salvador, Bahia do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids apontou como o preconceito e a discriminação afetam diretamente a vida das pessoas. Na capital baiana, nada menos que 27,2% das pessoas vivendo com HIV e Aids entrevistadas declararam terem perdido a, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/12/estigma-272-das-pessoas-com-hiv-e-aids-em-salvador-perderam-a-fonte-de-renda-ou-foram-demitidas-em-funcao-de-sua-sorologia/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A análise em profundidade da cidade de Salvador, Bahia do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids apontou como o preconceito e a discriminação afetam diretamente a vida das pessoas. Na capital baiana, nada menos que 27,2% das pessoas vivendo com HIV e Aids entrevistadas declararam terem perdido a fonte de renda ou o emprego por ser soropositivo para o HIV nos últimos 12 meses. Outras 20,8% das pessoas entrevistadas revelaram já terem sofrido assédios verbais e agressões físicas (6,8%) por viverem com HIV e Aids.</p>



<span id="more-16721"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma e o preconceito se revelam também no ambiente e no convívio social. As pessoas entrevistadas relataram que a forma de discriminação mais experienciada foi saber de outras pessoas que não são membros da família fazendo comentários discriminatórios ou fofocando porque se é soropositiva(o) para o HIV (53,0%). Essa forma de discriminação também aconteceu entre membros da família (50,2%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revelação da sorologia sem o consentimento das pessoas – um crime previsto em lei – também foi elatada pelas pessoas entrevistadas. Entre os principais responsáveis pelas principais ocorrências desta violação estiveram os vizinhos (29,6%), colegas de escola (11,1%) e amigas(os) (10,9%), apontando como o bairro e o ambiente escolar podem ser constrangedores para pessoas soropositivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Brasil é promovida pelas Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (<a href="http://www.rnpvha.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNP+</strong></a>); Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (<a href="https://mncp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>MNCP</strong></a>); Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (<a href="https://www.instagram.com/rnajvhabrasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNAJVHA</strong></a>); Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/AIDS (<a href="https://www.facebook.com/RNTTHP/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNTTHP</strong></a>). A pesquisa foi apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o HIV e a Aids (UNAIDS), pela <a href="https://gestos.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Gestos</strong></a> — Soropositividade, Comunicação e Gênero, e pela PUC do Rio Grande do Sul (<a href="https://www.pucrs.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PUC-RS</strong></a>), e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (<a href="https://www.br.undp.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PNUD</strong></a>). Foi realizada em sete capitais: Manaus-AM; São Paulo-SP; Recife-PE; Rio de Janeiro-RJ; Brasília-DF; Salvador-BA; e Porto Alegre-RS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Salvador, 82,9% das entrevistas apontaram dificuldades das pessoas em revelarem que vivem com HIV e Aids. A atitude predominante entre os/as entrevistados/as foi esconder a condição (75,5%). O estigma e o preconceito fazem muitas das pessoas vivendo com HIV e Aids em Salvador sentirem vergonha (41%) e culpa (40,8%) por serem soropositivas. E também prejudicou o início do atendimento de saúde dessas pessoas, já que 54,4% relataram terem adiado o início do tratamento por terem medo que pessoas que não fossem familiares soubessem do diagnóstico; enquanto 43,7% disseram que não estavam preparadas para o fato de serem soropositivas para o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O preconceito também se reflete em relação às pessoas responsáveis pelo atendimento nos serviços saúde. As pessoas entrevistadas pelo Índice de Estigma em Salvador-BA relataram que profissionais de saúde evitaram contato físico ou tomaram precauções por causa da sorologia positiva para o HIV (9,6%); fizeram comentários negativos ou fofocas sobre a pessoa (8,4%); e revelaram para outras pessoas sem o consentimento a sorologia positiva para o HIV (9,6%). Essas experiências podem estar entre os fatores que fazem as pessoas vivendo com HIV e Aids entrevistadas em Salvador-BA acreditarem que seus prontuários médicos não são confidenciais. Nada menos que 42,6% dos entrevistados/as disseram não saber se os prontuários são confidenciais, enquanto 19% acreditam que os prontuários não são mantidos em sigilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estamos entrando na quarta década e não considero que tenhamos avançado em relação ao estigma e ao preconceito em relação às pessoas vivendo com HIV e Aids. Diante das pesquisas científicas e de tudo o que já se avançou em relação à prevenção e ao tratamento, é injustificável que exista ainda um estigma tão forte em relação ao HIV e à Aids, que faz com que as pessoas reduzam sua vida social e reduzam sua existência por medo de serem discriminadas e excluídas&#8221;, considera Jô Meneses, coordenadora de Programas Institucionais da Gestos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As violações de direitos seguem também para a questão da saúde sexual e reprodutiva das pessoas vivendo com HIV e Aids. Entre as entrevistas apareceram “recomendações” do atendimento de saúde para que as pessoas não engravidassem ou se tornassem pai/mãe (3,2%); além da pressão para serem esterilizados/as (1,6%); e condicionamento do tratamento para HIV/Aids à necessidade de adotar métodos contraceptivos (2,2%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Caminhamos para a quarta década de epidemia de HIV e Aids e infelizmente ainda vemos dados como estes. Ainda hoje profissionais de saúde orientam a interrupção da gravidez e incentivam a esterilização das pessoas vivendo com HIV e Aids – uma violência à saúde sexual e reprodutiva das mulheres”, analisou Gladys Almeida, do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia (GAPA-BA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acreditamos que esses dados podem aclarar ainda mais o caminho de luta pelos direitos das pessoas vivendo com HIV contra todo o tipo de discriminação e estigma. Que as pessoas que vivem com HIV e AIDS tenham suas vozes ouvidas&#8221;, afirmou Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados completos da análise em profundidade de Salvador encontram-se <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/12/Stigma-Index-2019_-Salvador_4aprova.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>neste link.</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira outras informações <a href="https://unaids.org.br/2020/10/seminarios-detalham-indice-de-estigma-em-relacao-as-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-em-sete-capitais-brasileiras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>sobre os seminários locais do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids.</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse o <a href="https://unaids.org.br/indice-estigma/#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Estigma%20em,com%20HIV%20e%20com%20AIDS." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids.</strong></a></p>
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		<title>No Recife, 34,3% das pessoas que vivem com HIV e Aids evitaram iniciar tratamento por não se sentirem preparadas</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/12/recife/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2020 19:59:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentada neste dia 1º de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, a análise em profundidade do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids da cidade do Recife/PE mostrou como ainda é difícil para as pessoas vivendo com HIV e Aids externarem sua condição na sociedade e como, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/12/recife/">Read More</a></p>
<p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/12/recife/">No Recife, 34,3% das pessoas que vivem com HIV e Aids evitaram iniciar tratamento por não se sentirem preparadas</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Apresentada neste dia 1º de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, a análise em profundidade do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids da cidade do Recife/PE mostrou como ainda é difícil para as pessoas vivendo com HIV e Aids externarem sua condição na sociedade e como o preconceito e o estigma ainda afetam diretamente a possibilidade de uma vida plena de direitos para estas pessoas. Para 87% das pessoas entrevistadas no Recife é difícil contar para a família que vive com HIV e Aids.</p>



<span id="more-16643"></span>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="767" height="541" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/12/graphrecifeqw.jpg" alt="" class="wp-image-16654" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/12/graphrecifeqw.jpg 767w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/12/graphrecifeqw-300x212.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/12/graphrecifeqw-720x508.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 767px) 100vw, 767px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as pessoas vivendo com HIV e Aids no Recife entrevistadas, a forma mais experienciada foi saber de outras pessoas que não são membros da família fazendo comentários discriminatórios ou fofocando porque se é soropositiva(o) para o HIV (44,7%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo entre membros da família essa forma de discriminação foi bastante relatada (42,9%), não ficando restrita a fofocas ou comentários discriminatórios, pois também foram relatados assédios verbais (19,3%), agressões físicas (4,3%) e até mesmo perda de fonte de renda ou emprego por ser soropositivo para o HIV (8,7%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A discriminação provoca uma atitude de isolamento das pessoas soropositivas para o HIV. Isolamento da família ou dos amigos e não fazer sexo por ser soropositivo para o HIV são relatados por pouco menos de 30% dos participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas entrevistadas no Recife também relataram violações de direitos e agressões por viverem com HIV/Aids. Das pessoas entrevistadas que sofreram violações de direitos, 28% não sabiam a quem recorrer para fazer uma denúncia e 20% se sentiram intimidados/as e assustados/as para denunciar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dado que chamou atenção nos resultados do Índice de Estigma e Discriminação em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Recife foi que 34,3% evitaram iniciar o tratamento, após se saberem soropositivos para o HIV, por não se sentirem preparados para lidar com o fato de ser soropositivo; e 28% se preocuparam de que ao iniciar o tratamento, familiares e pessoas conhecidas descobrissem a sorologia para o HIV. Outros 24,7% tiveram medo de que profissionais de saúde e médicos revelassem para conhecidos que ela vivia com HIV/Aids.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados indicam que existe uma insegurança sobre a confidencialidade dos prontuários médicos e sobre o sigilo da sorologia. Somadas as proporções de participantes que indicaram não saber se seus prontuários são confidenciais (45,6%) com a proporção de participantes para quem está claro que seu prontuário não está sendo mantido em sigilo (5,2%), chega-se à proporção de 50,8% dos participantes que não sabem ou não têm certeza que seus prontuários estão sendo violados. Evidencia-se assim uma falha na explicitação e manutenção da confidencialidade dos prontuários das pessoas soropositivas que deve ser alvo de intervenções nos serviços de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acreditamos que esses dados podem aclarar ainda mais o caminho de luta pelos direitos das pessoas vivendo com HIV contra todo o tipo de discriminação e estigma. Que as pessoas que vivem com HIV e AIDS tenham suas vozes ouvidas&#8221;, afirmou Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Jô Meneses, coordenadora de Programas Institucionais da Gestos &#8211; Soropositividade, Comunicação e Gênero, os seminários são importantes por levarem as informações sobre estigma e preconceito para as cidades onde a pesquisa foi realizada. “Os seminários possibilitam um diálogo sobre os dados do Índice de Estigma e podem dar visibilidade a essas informações com um recorte local. O mais importante é que estão sendo pensadas formas para enfrentar o estigma e o preconceito em cada contexto e em cada território onde a pesquisa foi realizada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Brasil é promovida pelas Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (<a href="http://www.rnpvha.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNP+</strong></a>); Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (<a href="https://mncp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>MNCP</strong></a>); Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (<a href="https://www.instagram.com/rnajvhabrasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNAJVHA</strong></a>); Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/AIDS (<a href="https://www.facebook.com/RNTTHP/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNTTHP</strong></a>). A pesquisa foi apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o HIV e a Aids (UNAIDS), pela <a href="https://gestos.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Gestos</strong></a> — Soropositividade, Comunicação e Gênero, e pela PUC do Rio Grande do Sul (<a href="https://www.pucrs.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PUC-RS</strong></a>), e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (<a href="https://www.br.undp.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PNUD</strong></a>). Foi realizada em sete capitais: Manaus-AM; São Paulo-SP; Recife-PE; Rio de Janeiro-RJ; Brasília-DF; Salvador-BA; e Porto Alegre-RS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados completos da análise em profundidade de Recife encontram-se&nbsp;<strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/12/Stigma-Index-2019_Recife_3aprova.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste link</a></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira outras informações sobre os <strong><span style="text-decoration: underline;"><span class="has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color"><a href="https://unaids.org.br/2020/10/seminarios-detalham-indice-de-estigma-em-relacao-as-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-em-sete-capitais-brasileiras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">seminários locais do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</a>.</span></span></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse o <strong><span style="text-decoration: underline;"><span class="has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color"><strong><a href="https://unaids.org.br/indice-estigma/#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Estigma%20em,com%20HIV%20e%20com%20AIDS." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</a></strong></span></span></strong>.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Divulgação dos resultados regionais continua neste mês de dezembro</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A divulgação dos dados regionais do <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/indice-estigma/#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Estigma%20em,com%20HIV%20e%20com%20AIDS." target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</a></span></strong> está sendo feita através de seminários online para as sete capitais brasileiras onde a pesquisa foi realizada. O levantamento, feito pela primeira vez no Brasil, é um espelho do que acontece na vida das pessoas vivendo com HIV e Aids mesmo depois de 40 anos do início da epidemia e mostra como essa população ainda é discriminada e sofre com o preconceito e a desinformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os seminários são direcionados para movimentos sociais e pessoas que atuam em defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV e Aids; para profissionais de saúde; para parlamentares e profissionais que trabalham nos Poderes Legislativo e Judiciário. A série de eventos começou em Manaus, em 03 de novembro, em São Paulo, no dia 06 de novembro, e aconteceu neste 1º de Dezembro com foco no Recife-PE. Os próximos seminários serão: Rio de Janeiro-RJ (04/12), Brasília (07/12), Salvador-BA (08/12); Porto Alegre-RS (11/12).<br><br>Os eventos acontecerão sempre das 14h às 17h (horário local), através da Plataforma Zoom. Para participar é preciso fazer a inscrição através do <a rel="noreferrer noopener" href="https://forms.gle/VmkQ2oawYg1XKRGPA" target="_blank"><strong><span style="text-decoration: underline;">link</span></strong></a>. São 50 vagas por seminário.</p>
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	            data-title="No Recife, 34,3% das pessoas que vivem com HIV e Aids evitaram iniciar tratamento por não se sentirem preparadas" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/12/recife/">No Recife, 34,3% das pessoas que vivem com HIV e Aids evitaram iniciar tratamento por não se sentirem preparadas</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Em São Paulo, 80,7% das pessoas que vivem com HIV entrevistadas para o Índice de Estigma relatam dificuldade para contar às pessoas sobre seu diagnóstico</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/11/em-sao-paulo-807-das-pessoas-que-vivem-com-hiv-entrevistadas-para-o-indice-de-estigma-relatam-dificuldade-para-contar-as-pessoas-sobre-seu-diagnostico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Nov 2020 12:53:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apresentado na tarde do dia 06 de novembro, a análise em profundidade do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids da cidade de São Paulo/SP trouxe dados alarmantes em relação à forma que essa população se sente e é tratada nos sistemas de saúde. Entre os dados divulgados pela, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/11/em-sao-paulo-807-das-pessoas-que-vivem-com-hiv-entrevistadas-para-o-indice-de-estigma-relatam-dificuldade-para-contar-as-pessoas-sobre-seu-diagnostico/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Apresentado na tarde do dia 06 de novembro, a análise em profundidade do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids da cidade de São Paulo/SP trouxe dados alarmantes em relação à forma que essa população se sente e é tratada nos sistemas de saúde. Entre os dados divulgados pela pesquisa, se destacam o alto percentual de pessoas que vivem com HIV que confirmaram ter recebido diagnóstico de problemas de saúde mental (58,4%) e dificuldade em contar às pessoas sobre seu diagnóstico (80,7%).</p>



<span id="more-16419"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A forma de discriminação mais experienciada pelos participantes da pesquisa em São Paulo foi saber de outras pessoas que não são membros da família fazendo comentários discriminatórios ou fofocando porque se é soropositiva(o) para o HIV (43,2%). Mesmo entre membros da família, essa forma de discriminação foi bastante relatada (41,6%), não ficando restrita a fofocas ou comentários discriminatórios, pois também foram relatados assédios verbais (27,4%), agressões físicas (7,7%) e até mesmo perda de fonte de renda ou emprego por ser soropositivo para o HIV (16,6%).&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma em relação ao HIV e AIDS pode levar as pessoas que vivem com o vírus à redução do contato social. O Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids perguntou às pessoas entrevistadas se elas já tinham tomado alguma atitude de isolamento nos últimos 12 meses em virtude de serem soropositivas para o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><img loading="lazy" decoding="async" width="633" height="392" src="https://lh4.googleusercontent.com/wTUS34n-mO63MJtApi0gTMw-yQ6b7sX69wWuoQ-8Z7RER15Xlysm8YpOCt60EMLuWH-L7TSiB7x-OOhHCJY4O0B2z5EBlJ2ZvTOWh4v9-duZ_JQ95G9a33hAO-_2cAc3SostNLXB"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Interações com o serviço de saúde</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços de saúde são essenciais para que as pessoas que vivem com HIV e Aids tenham acesso a seus medicamentos e possam buscar supressão da carga viral e qualidade de vida. Para que esse serviço de saúde atenda a pessoa que vive com HIV ou vive com AIDS é necessário que o sistema esteja preparado para receber essa pessoa desde o momento de prevenção e diagnóstico até o momento de tratamento, acolhendo a população e principalmente fornecendo um serviço que seja <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://unaids.org.br/zero-discriminacao-nos-servicos-de-saude/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Zero Discriminação.</a></strong></span> Os dados, porém, trazem números preocupantes em relação à preparação do sistema de saúde para apoiar as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><img loading="lazy" decoding="async" width="643" height="419" src="https://lh6.googleusercontent.com/6ofYl4tJrGPDVKJYDyFZniJWSb-EvpESLo8296muRim85grTRPiFV8f1BZPuNmVArhVtZJ0aMz2Bpn8-J3DW_TiX2DI0vGXRq_cpY55SzbTOQbEFNjAbtp4tJ6ryNlBRz4oyUaoq"></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado que merece uma atenção especial é o percentual de pessoas entrevistadas que relataram o diagnóstico de outros problemas de saúde. 58,4% relataram problemas de saúde mental, além de infecções sexualmente transmissíveis (21,6%), Hepatite (6,2%) e Tuberculose (5,9%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acreditamos que esses dados podem aclarar ainda mais o caminho de luta pelos direitos das pessoas vivendo com HIV contra todo o tipo de discriminação e estigma. Que as pessoas que vivem com HIV e AIDS tenham suas vozes ouvidas&#8221;, afirmou Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É mais um acesso de total protagonismo, onde conseguimos chegar até a ponta e ter informações que a população necessita. Esses dados vêm para fortalecer&#8221;, destacou Fernanda Falcão, da Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans Vivendo e convivendo com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Jô Meneses, coordenadora de Programas Institucionais da Gestos &#8211; Soropositividade, Comunicação e Gênero, os seminários são importantes por levarem as informações sobre estigma e preconceito para as cidades onde a pesquisa foi realizada. “Os seminários possibilitam um diálogo sobre os dados do Índice de Estigma e podem dar visibilidade a essas informações com um recorte local. O mais importante é que estão sendo pensadas formas para enfrentar o estigma e o preconceito em cada contexto e em cada território onde a pesquisa foi realizada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Brasil é promovida pelas Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (<a href="http://www.rnpvha.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNP+</strong></a>); Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (<a href="https://mncp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>MNCP</strong></a>); Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (<a href="https://www.instagram.com/rnajvhabrasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNAJVHA</strong></a>); Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/AIDS (<a href="https://www.facebook.com/RNTTHP/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNTTHP</strong></a>). A pesquisa foi apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o HIV e a Aids (UNAIDS), pela <a href="https://gestos.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Gestos</strong></a> — Soropositividade, Comunicação e Gênero, e pela PUC do Rio Grande do Sul (<a href="https://www.pucrs.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PUC-RS</strong></a>), e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (<a href="https://www.br.undp.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PNUD</strong></a>). Foi realizada em sete capitais: Manaus-AM; São Paulo-SP; Recife-PE; Rio de Janeiro-RJ; Brasília-DF; Salvador-BA; e Porto Alegre-RS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados completos da análise em profundidade de São Paulo encontram-se <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Stigma-Index-2019_Sao-Paulo_2aprova_FINAL.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste link</a></span></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira outras informações sobre os <strong><span style="text-decoration: underline;"><span class="has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color"><a href="https://unaids.org.br/2020/10/seminarios-detalham-indice-de-estigma-em-relacao-as-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-em-sete-capitais-brasileiras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">seminários locais do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</a>.</span></span></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse o <strong><span style="text-decoration: underline;"><span class="has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color"><strong><a href="https://unaids.org.br/indice-estigma/#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Estigma%20em,com%20HIV%20e%20com%20AIDS." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</a></strong></span></span></strong>.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Divulgação dos resultados regionais acontecerá até dezembro em seminários online</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A divulgação dos dados regionais do <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/indice-estigma/#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Estigma%20em,com%20HIV%20e%20com%20AIDS." target="_blank" rel="noreferrer noopener sponsored nofollow">Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</a></span></strong> está sendo feita através de seminários online para as sete capitais brasileiras onde a pesquisa foi realizada. O levantamento, feito pela primeira vez no Brasil, é um espelho do que acontece na vida das pessoas vivendo com HIV e Aids mesmo depois de 40 anos do início da epidemia e mostra como essa população ainda é discriminada e sofre com o preconceito e a desinformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os seminários são direcionados para movimentos sociais e pessoas que atuam em defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV e Aids; para profissionais de saúde; para parlamentares e profissionais que trabalham nos Poderes Legislativo e Judiciário. A série de eventos começou em Manaus, em 03 de novembro, em São Paulo, , no dia 06 de novembro, e segue até dezembro nas demais cinco capitais onde a pesquisa foi realizada: Recife-PE (01/12), Rio de Janeiro-RJ (04/12), Brasília (07/12), Salvador-BA (08/12); Porto Alegre-RS (11/12).<br>Os eventos acontecerão sempre das 14h às 17h (horário local), através da Plataforma Zoom. Para participar é preciso fazer a inscrição através do <a href="https://forms.gle/VmkQ2oawYg1XKRGPA" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">link</span></strong></a>. São 50 vagas por seminário.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/11/em-sao-paulo-807-das-pessoas-que-vivem-com-hiv-entrevistadas-para-o-indice-de-estigma-relatam-dificuldade-para-contar-as-pessoas-sobre-seu-diagnostico/">Em São Paulo, 80,7% das pessoas que vivem com HIV entrevistadas para o Índice de Estigma relatam dificuldade para contar às pessoas sobre seu diagnóstico</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Mais de 50% das pessoas que vivem com HIV em Manaus informam que sofreram preconceito por seu estado sorológico</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/11/mais-de-50-das-pessoas-que-vivem-com-hiv-em-manaus-informam-que-sofreram-preconceito-por-seu-estado-sorologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2020 20:17:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A divulgação da análise em profundidade do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids da cidade de Manaus/AM na última semana mostrou como o preconceito ainda é um grande empecilho para as pessoas vivendo com HIV e Aids, impedindo que tenham uma vida plena de direitos. Entre os dados, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/11/mais-de-50-das-pessoas-que-vivem-com-hiv-em-manaus-informam-que-sofreram-preconceito-por-seu-estado-sorologico/">Read More</a></p>
<p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/11/mais-de-50-das-pessoas-que-vivem-com-hiv-em-manaus-informam-que-sofreram-preconceito-por-seu-estado-sorologico/">Mais de 50% das pessoas que vivem com HIV em Manaus informam que sofreram preconceito por seu estado sorológico</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A divulgação da análise em profundidade do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids da cidade de Manaus/AM na última semana mostrou como o preconceito ainda é um grande empecilho para as pessoas vivendo com HIV e Aids, impedindo que tenham uma vida plena de direitos. Entre os dados divulgados pela pesquisa, os que mais chamam a atenção mostram a falta de privacidade e respeito ao sigilo da sorologia das pessoas – provocando situações de constrangimento e insegurança.</p>



<span id="more-16402"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A forma de discriminação mais experienciada pelos participantes da pesquisa em Manaus foi saber de outras pessoas que não são membros da família fazendo comentários discriminatórios ou fofocando porque se é soropositiva(o) para o HIV (55,1%). Mesmo entre membros da família, essa forma de discriminação foi bastante relatada (42,5%), não ficando restrita a fofocas ou comentários discriminatórios, pois também foram relatados assédios verbais (23,9%), agressões físicas (5,6%) e até mesmo perda de fonte de renda ou emprego por ser soropositivo para o HIV (22,6%).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="680" height="587" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/image.png" alt="" class="wp-image-16408" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/image.png 680w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/image-300x259.png 300w" sizes="auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma em relação ao HIV e AIDS pode levar as pessoas que vivem com o vírus à redução do contato social. O Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids perguntou aos entrevistados se eles já tinham tomado alguma atitude de isolamento nos últimos 12 meses em virtude de serem soropositivos para o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As respostas apontam para um isolamento não apenas de eventos sociais. Nada menos que 35% dos participantes da pesquisa na cidade de Manaus relataram que se isolaram da própria família ou amigos e optaram por não fazer sexo por serem soropositivos. Das pessoas entrevistadas, 20,9% decidiram não participar de eventos sociais; 22,1% disseram que pararam de se candidatar a vagas de emprego; 20,7% deixaram de procurar apoio social; e 18% decidiram não procurar atendimento de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta última resposta é ainda mais alarmante, quando se analisa o percentual de pessoas vivendo com HIV e AIDS entrevistadas que evitam, demoram, ou são até mesmo impedidas de receberem cuidados ou tratamentos relativos ao HIV e à Aids. 59,1% relataram que não estavam preparados para lidar com o fato de serem positivos para o HIV e 41,4% tinham medo que os profissionais de saúde tratassem mal ou revelassem a sorologia sem o consentimento das pessoas. A interrupção no tratamento dificulta a supressão da carga viral, que tornaria o <strong><span style="text-decoration: underline;">HIV intransmissível</span></strong> e garantiria segurança na vida da pessoa que vive com HIV, bem como em seus parceiros sexuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma permeia também o atendimento de saúde para as pessoas que vivem com HIV e Aids. Dos participantes da pesquisa em Manaus, 10,9% tiveram atendimento de saúde recusado por profissionais da área, após revelarem a sorologia positiva para o HIV; 5,4% relataram recusa no atendimento por parte de profissionais de odontologia, após a revelação da condição sorológica; e 7% ouviram comentários negativos ou fofocas no atendimento de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dos entrevistados, 19,5% relataram terem sido forçados a fazer sexo quando não queriam e 16,2% foram forçados a divulgar a sorologia publicamente ou ela foi revelada sem consentimento. Apesar de terem seus direitos violados, o Índice de Estigma mostrou que 41,4% das pessoas vivendo com HIV e Aids em Manaus pesquisadas não sabiam onde recorrer, ou como fazer para garantir seus direitos, enquanto 20,7% declararam-se intimidados ou assustados para fazer uma denúncia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Que com esses dados possamos fazer um movimento para mudar a forma de acolher as pessoas que vivem com HIV e vivem com AIDS e que a gente possa, juntos, buscar caminhos para combater de uma forma mais efetiva todo o estigma e a discriminação que vem se perpetuando nesses 40 anos de AIDS no Brasil”, Vanessa Campos da Rede Nacional de pessoas vivendo com HIV e vivendo com AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este projeto, que começou em 2018, é mais uma prova que nosso esforço conjunto e que a parceria com a sociedade civil trouxe esse resultado que esperamos que guie políticas públicas, projetos e leis que visam eliminar qualquer forma de discriminação”, destacou Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Jô Meneses, coordenadora de Programas Institucionais da Gestos &#8211; Soropositividade, Comunicação e Gênero, os seminários são importantes por levarem as informações sobre estigma e preconceito para as cidades onde a pesquisa foi realizada. “Os seminários possibilitam um diálogo sobre os dados do Índice de Estigma e podem dar visibilidade a essas informações com um recorte local. O mais importante é que estão sendo pensadas formas para enfrentar o estigma e o preconceito em cada contexto e em cada território onde a pesquisa foi realizada.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Brasil é promovida pelas Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (<a href="http://www.rnpvha.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNP+</strong></a>); Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (<a href="https://mncp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>MNCP</strong></a>); Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (<a href="https://www.instagram.com/rnajvhabrasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNAJVHA</strong></a>); Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/AIDS (<a href="https://www.facebook.com/RNTTHP/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNTTHP</strong></a>). A pesquisa foi apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o HIV e a Aids (UNAIDS), pela <a href="https://gestos.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Gestos</strong></a> — Soropositividade, Comunicação e Gênero, e pela PUC do Rio Grande do Sul (<a href="https://www.pucrs.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PUC-RS</strong></a>), e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (<a href="https://www.br.undp.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PNUD</strong></a>). Foi realizada em sete capitais: Manaus-AM; São Paulo-SP; Recife-PE; Rio de Janeiro-RJ; Brasília-DF; Salvador-BA; e Porto Alegre-RS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados completos da análise em profundidade de Manaus encontram-se <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/Stigma-Index-2019_-Manaus_3aprova_FINAL-1.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">neste link</span></strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira<a href="https://unaids.org.br/2020/10/seminarios-detalham-indice-de-estigma-em-relacao-as-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-em-sete-capitais-brasileiras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></a>outras informações sobre os <strong><span style="text-decoration: underline;"><span class="has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color"><a href="https://unaids.org.br/2020/10/seminarios-detalham-indice-de-estigma-em-relacao-as-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-em-sete-capitais-brasileiras/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">seminários locais do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</a>.</span></span></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse o <strong><span style="text-decoration: underline;"><span class="has-inline-color has-cyan-bluish-gray-color"><a href="https://unaids.org.br/indice-estigma/#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Estigma%20em,com%20HIV%20e%20com%20AIDS." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</a>.</span></span></strong></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Divulgação dos resultados regionais acontecerá até dezembro em seminários online</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A divulgação dos dados regionais do <a href="https://unaids.org.br/indice-estigma/#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Estigma%20em,com%20HIV%20e%20com%20AIDS." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</span></strong></a> está sendo realizada através de seminários online para as sete capitais brasileiras onde a pesquisa foi realizada. O levantamento, feito pela primeira vez no Brasil, é um espelho do que acontece na vida das pessoas vivendo com HIV e Aids mesmo depois de 40 anos do início da epidemia e mostra como essa população ainda é discriminada e sofre com o preconceito e a desinformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os seminários são direcionados para movimentos sociais e pessoas que atuam em defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV e Aids; para profissionais de saúde; para parlamentares e profissionais que trabalham nos Poderes Legislativo e Judiciário. A série de eventos começou em Manaus, em 03 de novembro, e segue até dezembro nas demais seis capitais onde a pesquisa foi realizada: São Paulo-SP (06/11), Recife-PE (01/12), Rio de Janeiro-RJ (04/12), Brasília (07/12), Salvador-BA (08/12); Porto Alegre-RS (11/12).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os eventos acontecerão sempre das 14h às 17h (horário local), através da Plataforma Zoom. Para participar é preciso fazer a inscrição através do <a href="https://forms.gle/VmkQ2oawYg1XKRGPA" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">link</span></strong></a>. São 50 vagas por seminário.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/11/mais-de-50-das-pessoas-que-vivem-com-hiv-em-manaus-informam-que-sofreram-preconceito-por-seu-estado-sorologico/">Mais de 50% das pessoas que vivem com HIV em Manaus informam que sofreram preconceito por seu estado sorológico</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Seminários detalham Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids em sete capitais brasileiras</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/10/seminarios-detalham-indice-de-estigma-em-relacao-as-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-em-sete-capitais-brasileiras/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2020 19:06:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A partir do próximo dia 03 de novembro começa uma série de seminários online para divulgar o detalhamento dos resultados da Pesquisa sobre o Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Brasil. O levantamento, feito pela primeira vez no Brasil, é um espelho do que acontece na vida, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/10/seminarios-detalham-indice-de-estigma-em-relacao-as-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-em-sete-capitais-brasileiras/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A partir do próximo dia 03 de novembro começa uma série de seminários online para divulgar o detalhamento dos resultados da Pesquisa sobre o Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Brasil. O levantamento, feito pela primeira vez no Brasil, é um espelho do que acontece na vida das pessoas vivendo com HIV e Aids mesmo depois de 40 anos do início da epidemia e mostra como essa população ainda é discriminada e sofre com o preconceito e a desinformação.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Os seminários são direcionados para movimentos sociais e pessoas que atuam em defesa dos direitos das pessoas vivendo com HIV e Aids; para profissionais de saúde; para parlamentares e profissionais que trabalham nos Poderes Legislativo e Judiciário. A série de eventos começará em Manaus, em 03 de novembro, e seguirá até o mês de dezembro nas demais seis capitais onde a pesquisa foi realizada: São Paulo-SP (06/11), Recife-PE (01/12), Rio de Janeiro-RJ (04/12), Brasília (07/12), Salvador-BA (08/12); Porto Alegre-RS (11/12).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os eventos acontecerão sempre das 14h às 17h (horário local), através da Plataforma Zoom. Para participar é preciso fazer a inscrição através do <a href="https://forms.gle/VmkQ2oawYg1XKRGPA" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">link</span></strong></a>. São 50 vagas por seminário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ideia é que, ao apresentar os dados específicos de cada localidade, seja possível mobilizar pessoas dos poderes executivos dos estados e municípios e também representantes dos poderes Legislativo e Judiciário em torno das questões de estigma e discriminação às pessoas vivendo com HIV e Aids. Também queremos sensibilizar profissionais de saúde a adotar medidas contra o estigma e a discriminação nos serviços de saúde e divulgar a pesquisa de maneira ativa entre os/as usuários/as dos serviços de saúde que atendem pessoas vivendo com HIV e Aids, a sociedade civil e formadores/as de opinião”, explica Jair Brandão, assessor de Projetos da Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Claudia Velasquez, Diretora e Representante do UNAIDS no Brasil, as análises em profundidade são uma ferramenta necessária para fundamentar as ações e políticas para as pessoas que vivem com HIV e pessoas que vivem com AIDS. “As evidências são necessárias para que as políticas sejam eficazes. Para isso, precisamos ouvir as pessoas, em seus diferentes contextos, para garantir que a resposta à epidemia seja centrada nas pessoas e baseada em direitos humanos”, destaca Claudia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que é o Índice de Estigma?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a rel="noreferrer noopener" href="https://unaids.org.br/indice-estigma/#:~:text=O%20%C3%8Dndice%20de%20Estigma%20em,com%20HIV%20e%20com%20AIDS." target="_blank"><strong><span style="text-decoration: underline;">Índice de Estigma em relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids</span></strong></a> é uma ampla pesquisa realizada durante o ano de 2019 com pessoas vivendo com HIV e Aids no Brasil, que identificou como o preconceito e o estigma ainda afetam a vida das pessoas que vivem o vírus HIV. O Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV e Aids no Brasil é promovida pelas Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (<a rel="noreferrer noopener" href="http://www.rnpvha.org.br/" target="_blank"><strong>RNP+</strong></a>); Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (<a href="https://mncp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>MNCP</strong></a>); Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.instagram.com/rnajvhabrasil/" target="_blank"><strong>RNAJVHA</strong></a>); Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/AIDS (<a href="https://www.facebook.com/RNTTHP/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>RNTTHP</strong></a>). A pesquisa foi apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o HIV e a Aids (UNAIDS), pela <a href="https://gestos.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Gestos</strong></a> — Soropositividade, Comunicação e Gênero, e pela PUC do Rio Grande do Sul (<a href="https://www.pucrs.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PUC-RS</strong></a>), e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (<a href="https://www.br.undp.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PNUD</strong></a>). Foi realizada em sete capitais: Manaus-AM; São Paulo-SP; Recife-PE; Rio de Janeiro-RJ; Brasília-DF; Salvador-BA; e Porto Alegre-RS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento mostrou que das 1.784 pessoas entrevistadas, 64,1% já́ sofreram alguma forma de estigma ou discriminação pelo fato de viverem com HIV ou com AIDS. Comentários discriminatórios ou especulativos já afetaram 46,3% delas, enquanto 41% do grupo dizem ter sido alvo de comentários feitos por pessoas da própria família. As situações de discriminação incluem assédio verbal (25,3%), perda de fonte de renda ou emprego (19,6%) e também agressões físicas (6,0%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os resultados do levantamento, um dado que chama atenção é a discriminação sofrida pelas pessoas vivendo com HIV/Aids no sistema de saúde. Das pessoas entrevistadas, 15,3% afirmaram ter sofrido algum tipo de discriminação por parte de profissionais da saúde pelo fato de viverem com HIV ou com AIDS, incluindo atitudes como o esquivamento do contato físico (6,8%) e a quebra de sigilo sem consentimento (5,8%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As entrevistas foram feitas por pessoas vivendo com HIV/Aids, capacitadas pela Gestos. A realização desse estudo inédito no país foi possível graças a uma parceria entre diversas organizações e instituições. Também estiveram envolvidos no estudo, a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (<strong><a href="http://www.rnpvha.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><span style="text-decoration: underline;">RNP+</span></a></strong>); o Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (<a href="https://mncp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">MNCP</span></strong></a>); a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (<a href="https://www.instagram.com/rnajvhabrasil/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">RNAJVHA</span></strong></a>); e a Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/AIDS (<a href="https://www.facebook.com/RNTTHP/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">RNTTHP</span></strong></a>).</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço</strong><br>Webnário: Índice de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS no Brasil<br>Datas: Manaus (03/11), São Paulo-SP (06/11), Recife-PE (01/12), Rio de Janeiro-RJ (04/12), Brasília (07/12), Salvador-BA (08/12); Porto Alegre-RS (11/12).<br>Horário: 14h às 17h (horário local)<br>Inscrição: <a href="https://forms.gle/VmkQ2oawYg1XKRGPA" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">Formulário</span></strong></a> (50 vagas por cidade)</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1000" height="1000" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CARD-GERAL-TODAS-AS-DATAS.jpeg" alt="" class="wp-image-16353" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CARD-GERAL-TODAS-AS-DATAS.jpeg 1000w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CARD-GERAL-TODAS-AS-DATAS-300x300.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CARD-GERAL-TODAS-AS-DATAS-150x150.jpeg 150w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CARD-GERAL-TODAS-AS-DATAS-768x768.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CARD-GERAL-TODAS-AS-DATAS-720x720.jpeg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/10/CARD-GERAL-TODAS-AS-DATAS-640x640.jpeg 640w" sizes="auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px" /></figure>
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		<title>Mais de 90% da população trans já sofreu discriminação na vida</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/01/mais-de-90-da-populacao-trans-ja-sofreu-discriminacao-na-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jan 2020 14:52:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Dia da Visibilidade Trans]]></category>
		<category><![CDATA[Estigma e discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Índice de Estigma]]></category>
		<category><![CDATA[Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV]]></category>
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		<category><![CDATA[visibilidade trans]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo dados do Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS – Brasil— estudo inédito no país realizado em sete capitais brasileiras—, mais de 90% da população trans já sofreu discriminação da vida por conta da sua identidade de gênero. Entre as situações de estigma e discriminação mais comuns, comentários discriminatórios, principalmente, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/01/mais-de-90-da-populacao-trans-ja-sofreu-discriminacao-na-vida/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do <em><strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS – Brasil (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/12/2019_12_06_Exec_sum_Stigma_Index-2.pdf" target="_blank">Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS – Brasil</a></strong></em>— estudo inédito no país realizado em sete capitais brasileiras—, mais de 90% da população trans já sofreu discriminação da vida por conta da sua identidade de gênero.  </p>



<span id="more-14109"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as situações de estigma e discriminação mais comuns, comentários discriminatórios, principalmente por membros da família, é o que mais afeta a população trans: ao menos 80,6% das pessoas relataram já terem passado por essa situação. Assédio verbal (74,2%), exclusão de atividades familiares (69,4%) e agressão física (56,5%) também aparecem como as situações de violência relacionadas à identidade de gênero que mais afetam essa população.  Ao todo, 90,3% de travestis e transexuais que participaram da entrevista, sofreram alguma forma de estigma e discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados, levantados entre abril e agosto de 2019, foram apresentados pelo UNAIDS na tarde de hoje (29), durante uma reunião técnica realizada no escritório da Organização Pan-americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em Brasília. A atividade faz parte das celebrações do Dia da Visibilidade Trans, e foi realizada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil e a representação do Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos (ACNUDH) no Brasil, através das campanhas Livres &amp; Iguais e Zero Discriminação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas análises foram feitas para darmos visibilidade, no dia de hoje, a um problema que antecede a disponibilidade e qualidade do tratamento para o HIV. O estigma relacionado ao HIV é mais um entre os diversos estigmas que as pessoas trans vivenciam diariamente e que implicam diretamente no acesso a todas as tecnologias de prevenção e tratamento disponíveis”, explica a assessora de apoio comunitário do UNAIDS no Brasil, Ariadne Ribeiro. “Um dos princípios norteadores dos objetivos de desenvolvimento sustentável é não deixar ninguém para trás. Enquanto não combatermos o estigma para alcançarmos as metas de zero discriminação, zero nova infecção e zero morte relacionada a AIDS, são as populações mais vulneráveis que vão continuar morrendo.&#8221; </p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Educação e Trabalho </strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A população trans enfrenta uma série de vulnerabilidades sociais, que vão da rejeição familiar até a privação de emprego e educação digna e de qualidade. Entre as pessoas trans que participaram do estudo, 73,4% informaram não estar estudando no momento da pesquisa, e apenas 16,5% afirmaram ter o ensino superior completo.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dado que chama a atenção é que enquanto 30,6% da população cis gênero (pessoas cuja identidade de gênero corresponde ao gênero que lhes foi atribuído no nascimento) afirma possuir ensino superior completo, 30,6% da população trans chegou apenas ao ensino fundamental, primeiro grau ou equivalente. Isso mostra que a discriminação por identidade de gênero também é um fator que contribui para a evasão escolar dessa população. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no aspecto do trabalho, 36,7% dos entrevistados se declararam desempregados, e 63,9% declararam ter enfrentado, nos últimos 12 meses, dificuldades momentâneas ou frequentes para atender às suas necessidades básicas de alimentação, moradia ou vestuário. Apenas 12,8% dos entrevistados declararam estar trabalhando como empregada(o) em tempo integral. Entre a população cis gênero, o número de pessoas em trabalho integral é praticamente o dobro (22,5%).  </p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Saúde  </strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Dados do UNAIDS de 2019 mostram que, globalmente, a população trans tem 12 vezes mais chance de infecção pelo HIV do que a população em geral. No Brasil, a Agenda estratégica para ampliação do acesso e cuidado integral das populações-chaves em HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis, lançada em 2018 pelo Ministério da Saúde, estima que a taxa de infecção da população trans pode chegar a até 36,9%.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma e a discriminação são barreiras que impedem o acesso a serviços de saúde e de uma cobertura universal. A população transgênero, assim como outras populações-chave e vulneráveis, têm diariamente o seu direito a serviços de saúde negados, consequência da desinformação, falta de privacidade, e quebra de confidencialidade. De acordo com a pesquisa, 31,9% das pessoas trans relataram ter experenciado alguma situação ruim com algum profissional de saúde, e 36,3% tinham medo de que o profissional de saúde (médicos(as), enfermeiros(as) ou outro profissional) tratassem mal ou revelassem seu estado sorológico positivo para o HIV sem consentimento.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatos dos entrevistados mostram que 13,9% da população trans já foi vítima de comentários negativos ou fofocas feitas por profissionais de saúde, relacionadas ao fato de viver com HIV, enquanto 11,1% relataram ter vivido alguma situação de diminuição do contato físico ou precauções extras (como utilização de duas luvas, por exemplo), e 6,5% já foram vítimas de agressão verbal. Outro dado importante é que 1,9% da população trans chegou a ser agredida fisicamente, enquanto apenas 0,1% da população cis gênero relatou ter sofrido algum tipo de agressão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Na unidade de saúde em que me trato, logo quando recebi o meu diagnóstico, um médico expôs a minha sorologia na sala da recepção da enfermaria”, relatou por escrito uma das entrevistadas—mulher trans, parda, 37 anos. “Na hora, me senti muito envergonhada e constrangida, pois havia outros pacientes presentes. Fiquei muito desconfortável.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Estigma também mostra que as pessoas trans também são mais vulneráveis a outros problemas de saúde e doenças oportunistas. Nos últimos 12 meses, 43,1% declararam terem sido diagnosticadas com alguma infecção sexualmente transmissível, como herpes, gonorreia, clamídia ou sífilis. Quando considerada a população cis gênero, o número cai pela metade (20%). As pessoas trans também relataram terem sido diagnosticas com Tuberculose (9,4%) e com Hepatite (10,4%).  </p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Inclusão Social </strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">A população trans é mais vulnerável aos impactos do estigma também na saúde. A vulnerabilidade e a exclusão social muitas vezes agravam problemas como ansiedade, depressão, insônia, estresse, e outros problemas que envolvem a saúde mental. Um dado bastante preocupante do estudo, é que mais da metade da população trans (57,4%) já foi diagnosticada com algum destes problemas. Esse dado coloca luz sobre a urgência da expansão e do aprimoramento dos serviços e políticas de atenção à saúde mental das pessoas que vivem com HIV/AIDS, principalmente para as populações-chave e mais vulneráveis. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A discriminação relacionada à identidade de gênero e ao estado sorológico positivo para o HIV, também agrava a exclusão da população trans em diversos contextos. Das pessoas trans entrevistadas, 33% informaram que se afastaram da família ou amigos, 29,8% desistiram de se candidatar a uma vaga de emprego, 27,7% deixaram de participar de eventos sociais, 24,2% relataram que decidiram não buscar apoio social e 12,7% procuraram atendimento de saúde.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A culpa também é um sentimento muito presente na vida das pessoas trans que vivem com HIV. Dos participantes da pesquisa, 36,3% sentem culpa por estar vivendo com HIV ou vivendo com AIDS. Já um(a) em cada cinco participantes da pesquisa relataram se sentir sujos por viver com HIV. Estes dados demonstram que viver com HIV, principalmente em um contexto envolvendo outras vulnerabilidades sociais, produz percepções e sentimentos que não afetam apenas a relação com os outros, mas também consigo mesmo.  </p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>O Índice de Estigma </strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Realizado pela primeira vez no país, o Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS – Brasil foi uma pequisa realizada entre abril e agosto de 2019, com 1.784 pessoas vivendo com HIV e com AIDS em sete capitais brasileiras: Manaus (AM), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). </p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.stigmaindex.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Índice de Estigma (opens in a new tab)">Índice de Estigma</a> em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS é uma ferramenta para detectar e medir a mudança de tendências em relação ao estigma e à discriminação relacionados ao HIV, a partir da perspectiva das pessoas vivendo com HIV e com AIDS. Iniciado em 2008, o índice é uma iniciativa conjunta da Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV (GNP+), Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/AIDS (ICW), Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Desde sua criação, em 2008, o estudo já foi aplicado em mais de 100 países ultrapassando a marca de 100 mil pessoas entrevistadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre o estudo <a rel="noreferrer noopener" aria-label="aqui (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/2019/12/estudo-revela-como-o-estigma-e-a-discriminacao-impactam-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-no-brasil/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.</p>
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	            data-title="Mais de 90% da população trans já sofreu discriminação na vida" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/01/mais-de-90-da-populacao-trans-ja-sofreu-discriminacao-na-vida/">Mais de 90% da população trans já sofreu discriminação na vida</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Estudo revela como o estigma e a discriminação impactam pessoas vivendo com HIV e AIDS no Brasil</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/12/estudo-revela-como-o-estigma-e-a-discriminacao-impactam-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2019 17:30:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A maioria das pessoas que vivem com HIV e das pessoas que vivem com AIDS no Brasil já passou por pelo menos alguma situação de discriminação ao longo de suas vidas. É o que indica um estudo feito com 1.784 pessoas, em sete capitais brasileiras, entre abril e agosto de 2019. Os dados fazem, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/12/estudo-revela-como-o-estigma-e-a-discriminacao-impactam-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-no-brasil/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A maioria das pessoas que vivem com HIV e das pessoas que vivem com AIDS no Brasil já passou por pelo menos alguma situação de discriminação ao longo de suas vidas. É o que indica um estudo feito com 1.784 pessoas, em sete capitais brasileiras, entre abril e agosto de 2019. Os dados fazem parte do <strong><em><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/01/Exec_Sum_ARTE_2_web.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS - Brasil (opens in a new tab)">Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS &#8211; Brasil</a></em></strong>, realizado pela primeira vez no país.</p>



<span id="more-13761"></span>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a pesquisa, 64,1% das pessoas entrevistadas já́ sofreram alguma forma de estigma ou discriminação pelo fato de viverem com HIV ou com AIDS. Comentários discriminatórios ou especulativos já afetaram 46,3% delas, enquanto 41% do grupo diz ter sido alvo de comentários feitos por membros da própria família. O levantamento também evidencia que muitas destas pessoas já passaram por outras situações de discriminação, incluindo assédio verbal (25,3%), perda de fonte de renda ou emprego (19,6%) e até mesmo agressões físicas (6,0%).</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/12/2019_12_10_Capa_Indice_Estigma-1.png" alt="Estudo mostra como o estigma impacta pessoas vivendo com HIV/AIDS. " class="wp-image-13769" width="344" height="484" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/12/2019_12_10_Capa_Indice_Estigma-1.png 682w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/12/2019_12_10_Capa_Indice_Estigma-1-213x300.png 213w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/12/2019_12_10_Capa_Indice_Estigma-1-511x720.png 511w" sizes="auto, (max-width: 344px) 100vw, 344px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa brasileira para a realização deste estudo inédito no país, tornou-se possível graças a uma parceria entre diversas organizações e instituições: Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS (RNP+); Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP); Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e AIDS (RNAJVHA); Rede Nacional de Mulheres Travestis e Transexuais e Homens Trans vivendo e convivendo com HIV/AIDS (RNTTHP); ONG Gestos &#8211; Soropositividade, Comunicação e Gênero; Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil; Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil; e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O UNAIDS tem destacado, a partir de estudos em todo o mundo, que o estigma e a discriminação estão entre as principais barreiras para o acesso a serviços de prevenção e testagem para o HIV. Em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS, a discriminação tem se demonstrado como um dos grandes obstáculos para o início e adesão ao tratamento, além de ter um impacto negativo nas relações sociais nos âmbitos familiar, comunitário, de trabalho, entre outros”, destacou Cleiton Euzébio de Lima, diretor interino do UNAIDS no Brasil. “Os dados desse estudo trazem um retrato importante e preocupante das situações de discriminação cotidianas a que estão expostas as pessoas que vivem com HIV/AIDS no Brasil.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perfil dos participantes </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua maioria, as quase 1.800 pessoas que participaram do Índice de Estigma no Brasil são negras e vivem com HIV, em média, há dez anos. Dados recentes sobre a epidemia de HIV no Brasil, divulgados pelo Ministério da Saúde no Boletim Epidemiológico HIV/AIDS 2019, mostram que o número de óbitos por causas relacionadas à AIDS cresceu 22,5% entre a população negra na última década enquanto, entre a população branca, a tendência é inversa: queda de 22,2%. Considerada a proporção de pessoas negras respondentes nesta pesquisa do Índice de Estigma, este estudo surge como uma importante fonte de referência para a análise de possíveis causas sociais subjacentes para estas tendências verificadas no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado que se destaca do estudo é que mais de 30% dos participantes declararam estar desempregados no momento da pesquisa e quase metade enfrentaram, nos últimos 12 meses, dificuldades momentâneas ou frequentes para atender às suas necessidades básicas de alimentação, moradia ou vestuário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Revelação do diagnóstico e discriminação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de termos completado quase quatro décadas de epidemia e de termos alcançado muitos avanços tecnológicos e biomédicos, para 81% das pessoas entrevistadas ainda é muito difícil revelar que vivem com HIV. Em geral, as pessoas responderam que não têm boas experiências ao revelar sua condição positiva para o HIV a quem não é próximo. Vizinhos e vizinhas foram as pessoas que, com mais frequência (24,6%), souberam dessa condição sem o consentimento das pessoas vivendo com HIV. Cenário semelhante foi relatado entre colegas de escola (18,2%), professores e demais profissionais do ambiente escolar (15,3%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aprendi nesses anos de soropositividade a nunca revelar o meu estado de saúde sem ter a absoluta confiança na outra pessoa”, respondeu por escrito uma das entrevistadas—mulher cisgênero, indígena, heterossexual, 34 anos. “Decepções, discriminações, preconceitos e outras formas de machucar psicologicamente, quando contei sem ter essa segurança e confiança, deixaram marcas profundas que nunca cicatrizaram.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas preferem falar abertamente sobre seu estado sorológico positivo para o HIV somente com parceiros e parceiras fixas (80,4%). Contudo, este dado revela também o outro lado da moeda: ainda hoje, quase 20% das pessoas que vivem com HIV ou que vivem com AIDS não conseguem revelar a parceiros e parceiras fixas a sua condição por medo do estigma e da discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As diversas formas de estigma e discriminação que afetam pessoas vivendo com HIV e vivendo com AIDS incluem, entre suas consequências mais frequentes, o assédio moral, a exclusão social, a agressão física e a perda do emprego—mesmo com o arcabouço legal já existente no país para proteger estas pessoas, reforçado pela lei 12.984/2014, que tornou crime punível com reclusão e multa atos de discriminação contra pessoas vivendo com HIV ou com AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O medo de sofrer discriminação e a culpa por estar vivendo com HIV ou vivendo com AIDS são sentimentos frequentes entre as pessoas que participaram desta pesquisa. Estes dados do estudo demonstram que viver com HIV produz percepções e sentimentos que não afetam apenas a relação com os outros, mas também consigo mesmo. Um(a) em cada 3 respondentes declararam ter vergonha de ser soropositivo(a) para o HIV e se sentirem culpados por sua condição de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dado bastante preocupante do estudo, é o de que quase metade dos respondentes (47,9%) declararam ter sido diagnosticados com algum problema de saúde mental nos últimos 12 meses. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse dado coloca luz sobre a urgência da expansão e do aprimoramento dos serviços e políticas de atenção à saúde mental das pessoas que vivem com HIV/AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Discriminação nos serviços de saúde</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na relação com os serviços de saúde, o estudo aponta que 15,3% das pessoas entrevistadas afirmaram ter sofrido algum tipo de discriminação por parte de profissionais da saúde pelo fato de viverem com HIV ou com AIDS, incluindo atitudes como o esquivamento do contato físico (6,8%) e a quebra de sigilo sem consentimento (5,8%). Estes dados contrastam com qualquer diretiva de atendimento humanizado preconizada no Sistema Único de Saúde (SUS). Apesar de os relatos terem vindo de uma minoria participante do estudo, é importante ressaltar que os protocolos e as leis garantem que ninguém deveria passar por este tipo de constrangimento ou agressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maior parte das pessoas (72%) indicou que sua testagem para o HIV aconteceu por vontade própria. Mas o estudo apontou que ainda há um contingente bastante significativo (24%) entre elas que afirmou não ter tido autonomia completa para tal. A questão da autonomia também pesa na área de exercício dos direitos sexuais e reprodutivos de pessoas vivendo com HIV ou vivendo com AIDS. O Índice de Estigma Brasil mostrou que houve clara violação destes direitos para 8,9% das pessoas por terem sido pressionadas a renunciar à maternidade ou à paternidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando a diversidade das pessoas que vivem com HIV/AIDS e a sobreposição de outros importantes marcadores sociais que também são permeados por estigma e discriminação, o estudo apresenta dados sobre discriminação sofrida por motivo que não a sorologia positiva para o HIV. Foram compilados dados relacionados a orientação sexual, identidade de gênero, por ser profissional do sexo e por ser uma pessoa que usa drogas. O relatório aponta que todas as populações sofrem com elevados níveis de discriminação, sendo a população de trans e travestis a que apresentou os maiores números – 90,3% das pessoas trans e travestis relataram já ter sofrido pelo menos uma das situações de discriminação avaliadas no estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este trabalho é um grande passo para a ampliação do debate de sociedade em torno do HIV e da AIDS, principalmente no que diz respeito ao estigma e à discriminação, que ainda afetam pessoas vivendo com HIV e vivendo com AIDS no Brasil e no mundo”, aponta o estudo em seu Posfácio. “Esperamos que este sumário executivo sirva de inspiração para o surgimento de outras pesquisas acadêmicas e debates em torno do tema no Brasil, cumprindo seu papel de manter viva a discussão sobre a importância da Zero Discriminação na efetiva resposta à epidemia de AIDS para sua eliminação enquanto ameaça à saúde pública até 2030.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NOTA PARA EDITORES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Índice de Estigma</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.stigmaindex.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Índice de Estigma (opens in a new tab)">Índice de Estigma</a> em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS é uma ferramenta para detectar e medir a mudança de tendências em relação ao estigma e à discriminação relacionados ao HIV, a partir da perspectiva das pessoas vivendo com HIV e com AIDS. Iniciado em 2008, o índice é uma iniciativa conjunta da Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV (GNP+), Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/AIDS (ICW), Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF) e o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). Desde sua criação, em 2008, o estudo já foi aplicado em mais de 100 países ultrapassando a marca de 100 mil pessoas entrevistadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Índice de Estigma é uma pesquisa de abordagem mista descritiva, transversal, que visa a adaptação e aplicação do survey internacional por entrevistadores e entrevistadoras vivendo com HIV ou vivendo com AIDS. Esta versão brasileira, foi executada em sete capitais: Manaus (AM), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Recife (PE), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerou-se o nível de confiança de 99% e o limite de confiança de 5%. A amostra final do estudo foi constituída por histórias e memórias de 1.784 pessoas vivendo com HIV/AIDS. O estudo segue os princípios GIPA (sigla em inglês para Princípio do Maior Envolvimento das Pessoas que Vivem com HIV/AIDS) e MIPA (sigla em inglês para Envolvimento Significativo das Pessoas que Vivem com HIV/AIDS) que amparam a proposta internacional de que as entrevistas sejam feitas por pessoas vivendo com HIV/AIDS.</p>
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