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	<title>trans - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>Como o amor de uma avó por seu neto trans é capaz de promover a transformação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 May 2021 03:28:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mampolokeng Mosolo é a imagem de uma digna e orgulhosa gogo africaao (avózinha). Vestida com sua camisa branca mais apertada de domingo, saia lápis preta de comprimento de joelho, cabelo impecável e saltos — Mampolekeng comanda a reunião do Conselho Comunitário de Khoelenya em Mohale&#8217;s Hoek, uma área remota no oeste de Lesoto, de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/05/como-o-amor-de-uma-avo-por-seu-neto-trans-e-capaz-de-promover-a-transformacao/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Mampolokeng Mosolo é a imagem de uma digna e orgulhosa gogo africaao (avózinha). Vestida com sua camisa branca mais apertada de domingo, saia lápis preta de comprimento de joelho, cabelo impecável e saltos — Mampolekeng comanda a reunião do Conselho Comunitário de Khoelenya em Mohale&#8217;s Hoek, uma área remota no oeste de Lesoto, de uma forma sensível.</p>



<span id="more-18034"></span>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas do conselho estão discutindo saúde e direitos sexuais e reprodutivos. A Mampolekeng se dirige aos seus pares no conselho com a tranquilidade de alguém que esteve em uma jornada de mudança de vida que ela não poderia ter imaginado para si mesma como uma mulher mais jovem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a Mampolekeng descobriu pela primeira vez que seu neto — que foi designado do gênero feminino ao nascimento e que foi criado como uma menina — foi identificado como um menino, ela pensou que Mampolekeng tinha sido sugado para um culto satânico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não aceitei muito bem quando ouvi que meu neto se considerava um menino trans&#8221;, diz a Mampolekeng, termo que ouviu pela primeira vez quando Mpho lhe deu a notícia de sua identidade de gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Mpho tinha 16 anos, ele usava calças na escola, enquanto a política da instituição dava às meninas a opção de usar vestidos ou calças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando as estudantes foram então aconselhadas a usar vestidos, ele recusou a orientação e parou de ir à escola&#8221;, diz Mampolekeng.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mpho acabou voltando à escola no final daquele ano para fazer exames, mas reprovou em suas avaliações. Ele desistiu e depois foi para uma escola vocacional local para aprender a costura. Isso também não durou muito, diz a Mampolekeng, pois seu neto enfrentou o estigma e a discriminação de estudantes e professores por ser membro da comunidade LGBTI (Lésbica, Gay, Bissexual, Transexual e Travestis e Intersexo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tampose Mothopeng, um ativista Mosotho e defensor dos direitos humanos, diz que as pessoas LGBTI pequeno país montanhosoem Lesoto muitas vezes enfrentam uma reação contrária de suas famílias, colegas e da comunidade em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As pessoas LGBTI enfrentam muitos desafios diariamente&#8221;, diz ele. &#8220;Rejeição, acesso limitado aos serviços de saúde, estigma e discriminação e questões psicológicas são alguns deles. Por exemplo, o sistema de saúde é projetado pelo próprio sistema que o rejeitou. Devemos desafiar o sistema até que ele nos veja como seres humanos&#8221;, enfatiza Tampose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tampose dirige a People&#8217;s Matrix Association (em tradução livre para o português Associação de Matrizes do Povo), uma organização de base comunitária que defende a comunidade LGBTI e as pessoas que não estão em conformidade com o gênero em Lesoto. Tampose diz que é essencial ter uma comunidade dirigindo seu próprio mandato, caso contrário as organizações não podem compreender completamente, &#8220;os verdadeiros desafios pelos quais as comunidades estão passando&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sem paixão não há como sustentar o voluntariado&#8221;, continua ele. &#8220;As comunidades podem defender seus direitos melhor do que as outras. Precisamos de comunidades executando seus próprios projetos.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De fato, o relacionamento da Mampolokeng e Mpho tomou um rumo positivo depois que a Mampolokeng foi encaminhada à People&#8217;s Matrix Association após participar de uma oficina local sobre HIV e violência de gênero em sua comunidade, onde foram levantadas questões de orientação sexual e identidade de gênero, e ela queria saber mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Recebi treinamento da People&#8217;s Matrix Association. Eu então chamei Mpho e disse: ‘Meu filho, eu aceitei isto porque isto é algo que existe’. Eles dizem que você nasceu com isso e que sente isso em seu sangue&#8221;, diz ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A People&#8217;s Matrix Association trabalha com uma ampla gama de parcerias para conduzir oficinas de sensibilização sobre questões LGBTI e trabalha de perto com organizações baseadas na fé em Lesoto para fomentar uma cultura de aceitação entre a igreja e a população LGBTI.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Conselho Comunitário de Khoelenya trabalha em parceria com Phelisanang Bophelong, uma organização de base comunitária que oferece apoio na prevenção e tratamento do HIV para pessoas vivendo com HIV. PB, como é conhecida localmente, com o apoio do UNAIDS, apóia o conselho na realização de diálogos sobre HIV, saúde sexual e reprodutiva e direitos e sensibilização para a violência baseada no gênero com a comunidade local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através deste fórum, Mampolokeng teve mais contato com a população LBGTI e, através desta experiência, veio a entender melhor seu neto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mpho tem agora 23 anos de idade e trabalha na Cidade do Cabo, África do Sul. Mampolokeng espera que ele volte um dia para casa em Lesoto. Ela diz que gostaria de construir para ele e sua futura esposa um lar em sua terra. &#8220;Eu descansaria sabendo que Mpho tem um lugar para chamar de seu&#8221;, diz ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jornada da Mampolokeng lhe trouxe uma grande aceitação, uma qualidade que ela promove a seus pares no conselho e às pessoas de sua comunidade. Ela também se tornou uma defensora dos direitos humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como pessoas, precisamos aceitar e abraçar que isto está aqui. Eu vi com meus próprios olhos que alguns homens se apaixonam por homens. Precisamos abraçá-lo para que as crianças possam progredir com suas vidas&#8221;, diz ela.</p>
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		<title>Novo estudo recomenda estratégias para apoiar a comunidade trans caribenha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2021 19:22:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Internacional da Visibilidade Trans (31 de março), a United Caribbean Trans Network, UCTRANS, (Rede Caribenha de pessoas Trans, na tradução livre para o português) lançou os resultados de sua pesquisa Super-policiadas, Desprotegidas: As Experiências das Comunidades Trans e de Gênero Diverso no Caribe. O estudo foi conduzido em 2020 com o apoio, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/04/novo-estudo-recomenda-estrategias-para-apoiar-a-comunidade-trans-caribenha/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">No Dia Internacional da Visibilidade Trans (31 de março), a United Caribbean Trans Network, UCTRANS, (Rede Caribenha de pessoas Trans, na tradução livre para o português) lançou os resultados de sua pesquisa <a href="https://outrightinternational.org/content/over-policed-under-protected" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">Super-policiadas, Desprotegidas: As Experiências das Comunidades Trans e de Gênero Diverso no Caribe.</span></strong></a></p>



<span id="more-17510"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi conduzido em 2020 com o apoio da OutRight Action International. O material apresenta o feedback de pessoas trans e de outros gêneros diversos de 11 países, obtido a partir de pesquisas, entrevistas individuais e sessões de grupos focais de discussão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas entrevistadas identificaram a incapacidade de mudar seu marcador de gênero, a discriminação no emprego e a discriminação nos serviços de saúde como os principais desafios enfrentados pela comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com exceção de Cuba, nenhum país caribenho permite que pessoas trans modifiquem seu gênero no documento oficial de identificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O reconhecimento da identidade de gênero é importante&#8221;, disse Alexus D&#8217;Marco, diretora executiva da UCTRANS. &#8220;Cada aspecto do acesso de uma pessoa trans à educação, emprego, moradia e saúde depende de sua capacidade de mostrar uma carteira de identidade válida ou documentação que se alinhe com sua identidade e expressão de gênero.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Está além dos hormônios&#8221;, disse Yaisah Val da Action Communautaire pour l&#8217;integration des Femmes Vulnerable en Haiti, ACIFVH, (Ação Comunitária para a Integração das Mulheres Vulneráveis no Haiti, na tradução livre para o português). &#8220;Precisamos de reconhecimento legal e documentos.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">42% das pessoas entrevistadas pelo estudo indicaram que estavam sem emprego na época. De acordo com o relatório, a discriminação e a falta de local de trabalho e de proteção social agravam esta questão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_texto.jpg" alt="" class="wp-image-17511" width="490" height="653" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_texto.jpg 450w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_texto-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 490px) 100vw, 490px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tivemos alguém que estava trabalhando com o governo e disse que elas tinham que ir para casa&#8221;. O governo disse que não contratou &#8216;ela&#8217;, e sim contrataram &#8216;ele'&#8221;, disse Brandy Rodriguez da Trinidad and Tobago Transgender Coalition (Coalizão Trinidad e Tobago Trans, na tradução livre para o português), retratada acima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de quatro entre cinco pessoas entrevistadas (78%) relataram ter experimentado depressão ou ansiedade. Mas apenas um terço (32%) das pessoas que estavam recebendo acesso aos serviços de saúde disseram que eram trans-afirmativo ou pelo menos trans-competente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevalência do HIV é desproporcionalmente alta entre pessoas trans do Caribe—51% na Jamaica, 28% na República Dominicana, 8% na Guiana e 3% em Cuba. Em 2019, 5% das novas infecções pelo HIV no Caribe estavam entre as pessoas trans.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O ciclo de deslocamento contribui significativamente para este risco de contrair HIV&#8221;, disse Alexus. &#8220;Se você for expulso ou expulsa do país desde cedo, experimentar violência baseada no gênero e se encontrar dormindo nas praias ou nas ruas, é mais provável que você tenha relações sexuais para uma refeição ou um lugar para ficar. Alguém com educação, acesso a moradia e saúde teria menos probabilidade de contrair o HIV.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV na comunidade trans exige maiores investimentos em apoio psicossocial. Brandy, que é uma educadora entre pares para pessoas trans com acesso ao tratamento do HIV em Trinidad e Tobago, diz que a COVID-19 aumentou a proporção de clientes que não têm dinheiro para transporte, alimentação e moradia. Uma pessoa entrevistada da Guiana disse que muitos de seus amigos cometeram suicídio por não serem capazes de lidar com seu status de HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O advocacy para a população trans na região floresceu durante a última década com avanços importantes feitos para aumentar a consciência pública e a vontade política. Alexus D&#8217;Marco credita à RedLacTrans, a rede regional trans para a América Latina e o Caribe, a ajuda para construir a capacidade de advocacy no Caribe. Em muitos países, ativistas e organizações comunitárias têm ampliado a conscientização pública e os esforços de engajamento político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS está apoiando este movimento de diferentes maneiras. O UNAIDS Jamaica ajudou a TransWave a desenvolver a Estratégia Nacional de Saúde Trans e Não Conformidade de Gênero, um roteiro de cinco anos baseado em direitos para o avanço da saúde e bem-estar da comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS Caribe colaborou com a Caribbean Vulnerable Communities Coalition, the Caribbean Broadcasting Union, the Caribbean Media Workers Association and the University of the West Indies Rights Action Project para conduzir treinamentos práticos de jornalistas regionais e nacionais sobre como cobrir pessoas trans e seus assuntos de forma responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS Caribe também tem apoiado o engajamento comunitário e a comunicação estratégica em torno de dois casos bem sucedidos de litígio estratégico que desafiam leis discriminatórias que afetam pessoas LGBT, incluindo uma lei de travessias da era colonial na Guiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;À medida que aumentamos nosso foco em alcançar excelentes resultados na prevenção, tratamento e direitos humanos do HIV para todos os principais grupos populacionais, é fundamental que enfrentemos os desafios únicos que a comunidade trans do Caribe enfrenta&#8221;, disse Dr. James Guwani, diretor do UNAIDS para o Caribe. &#8220;Precisamos de mais informações estratégicas, mais investimentos em serviços baseados na comunidade e estratégias abrangentes para aumentar o acesso das pessoas trans à educação, emprego, justiça e saúde.&#8221;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_Foto2.jpg" alt="" class="wp-image-17531" width="679" height="437" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_Foto2.jpg 632w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_Foto2-300x193.jpg 300w" sizes="(max-width: 679px) 100vw, 679px" /><figcaption><em>&#8220;O reconhecimento da identidade de gênero é importante&#8221;, disse Alexus D&#8217;Marco, diretor executivo da UCTRANS. &#8220;Cada aspecto do acesso de uma pessoa trans à educação, emprego, moradia e saúde depende de sua capacidade de mostrar uma carteira de identidade válida ou documentação que se alinhe com sua identidade e expressão de gênero.”</em></figcaption></figure></div>
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		<title>Mulheres no espelho: enxergando a si mesma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2021 01:38:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite anterior ao início das filmagens, a produtora Swati Bhattacharya passou longas horas com uma das atrizes para garantir que ela entendesse o espírito de seu filme. &#8220;Por causa da COVID-19, eu não pude participar, então falamos ao telefone e eu disse a ela que, sem utilizar palavras, ela precisava transmitir medo seguido, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/03/mulheres-no-espelho-enxergando-a-si-mesma/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Na noite anterior ao início das filmagens, a produtora Swati Bhattacharya passou longas horas com uma das atrizes para garantir que ela entendesse o espírito de seu filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por causa da COVID-19, eu não pude participar, então falamos ao telefone e eu disse a ela que, sem utilizar palavras, ela precisava transmitir medo seguido de aceitação&#8221;, disse Bhattacharya.</p>



<span id="more-17302"></span>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Dia Internacional da Visibilidade Trans 2021 | O Espelho" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/kK9xNuHUbdg?start=27&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O filme “O espelho” retrata um menino que está chateado e escolhe não brincar com outras crianças durante um festival indiano de pipa. Sua mãe o provoca para participar, mas ele sai escada abaixo sozinho. Ele se envolve em um lenço de uma mulher e sorri ao ver seu reflexo em um espelho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Momentos depois, sua mãe e sua avó o pegam dançando vestido com pulseiras e batom. A música para e as mulheres olham para o menino. Alguns segundos de susto passam e, de repente, as mulheres se juntam a ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Vejam, esta história se desenrola em muitos níveis&#8221;, disse Bhattacharya. &#8220;O ponto principal é que temos que aceitar as crianças como elas são e, neste caso, construir a confiança&#8221;. Ela apontou para o fato de que 98% das pessoas trans na Índia deixam seus lares ou são expulsas. Inevitavelmente, muitas vivem nas ruas sem dinheiro ou educação, muitas vezes realizando trabalho sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A visibilidade também é algo importante&#8221;, disse a executiva de publicidade. &#8220;Ou você não gosta do corpo em que vive ou odeia a sociedade em que vive.&#8221; Ela queria captar o momento crucial do autorreconhecimento. Muitas vezes, explicou ela, olhamos as crianças como nossos projetos e queremos torná-las extrovertidas, estudiosas e obedientes, recusando vê-las pelo que elas são e como elas querem crescer&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu queria mostrar como as pessoas (trans) estão vendo o que querem ver e não como o mundo as vê&#8221;, disse Bhattacharya.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Citando uma frase frequentemente utilizada, ela acrescentou: &#8220;É mais fácil aceitar uma criança do que consertar um adulto quebrado&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua opinião, a maioria dos adultos foi agredida e machucada de alguma forma, mas as pessoas trans em seu país e em todo o mundo sofrem ainda mais—por falta de moradia, por violência sexual e por doenças mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estatísticas mostram que adolescentes trans têm mais propensão a tentar o suicídio do que adolescentes cujas identidades correspondem ao que consta em suas certidões de nascimento. Além disso, pessoas trans enfrentam discriminação e em alguns países podem ser presas apenas por ser quem são. Além disso, as mulheres trans têm algumas das maiores taxas de HIV, até 40% em alguns casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bhattacharya conhece muito bem estes números sombrios. Uma de suas campanhas publicitárias anteriores focava em desafiar as tradições de exclusão de longa data. Sua equipe tornou uma celebração tradicionalmente restrita às mulheres casadas e a abriu a todas as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como publicitária, percebi que estávamos usando a versão padrão de mulher ideal, quando, na verdade, as mulheres são muito diversas&#8221;, disse ela. Rindo, Bhattacharya disse que percebeu que durante anos ela não tinha atendido consumidoras como ela. Isso a levou a conhecer mais mulheres e a buscar suas histórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha <em>Sindoor Khela</em> não só ganhou elogios e prêmios, como também abriu seus olhos para a diversidade e também para as muitas divisões sociais. &#8220;Mulheres casadas contra não casadas, mães contra não casadas, divorciadas contra viúvas, etc.&#8221;, disse Bhattacharya.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produtora queria reunir essas divisões enfatizou que a irmandade é um recurso inexplorado. Seu filme, “O Espelho”, reforça esse recurso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;De certa forma, a mãe tem uma aspiração, ela está tomando a decisão de aceitar seu filho e transformá-lo em uma celebração&#8221;, disse Bhattacharya. &#8220;O filme tem uma forte agenda feminista porque as duas mulheres são como um manto, ou duas luzes de palco, se você preferir.&#8221;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2.png" alt="" class="wp-image-17304" width="637" height="446" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2.png 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2-300x210.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2-768x539.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2-720x505.png 720w" sizes="auto, (max-width: 637px) 100vw, 637px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Tea Uglow, acima, descreveu o filme como descarado. &#8220;No final das contas é um conto de fadas e sabemos que é um conto de fadas. No entanto, você se pergunta ‘o que realmente está impedindo que isto seja perfeitamente bom?’&#8221; Como uma mulher trans que vive na Austrália, ela deseja que as famílias reajam exatamente assim. O que também a impressionou sobre o filme é que ele não tem tons emocionais negativos. Sem raiva, sem medo. &#8220;Ninguém tem motivos para temer uma criança trans… ainda que nos digam isso repetidamente&#8221;.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo3.jpg" alt="" class="wp-image-17305" width="502" height="671" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo3.jpg 449w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo3-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 502px) 100vw, 502px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Para Jas Pham, acima, uma mulher trans que vive em Bangkok, Tailândia, o vídeo tocou seu coração. &#8220;Basicamente, eu chorei ao ver o vídeo. Isso me fez lembrar da minha infância&#8221;, disse ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela disse que se concentrou na criança, mas depois pensou mais sobre o espelho. &#8220;É apenas um reflexo; você se vê e não há julgamento&#8221;, disse ela, acrescentando que esta é uma mensagem poderosa de reconhecimento e aceitação para as famílias de crianças trans e com gênero diverso em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cole Young, um americano trans, sabe que os pais nem sempre abraçam seus filhos desta maneira aberta e acolhedora, mas ele gosta da sensação positiva e feliz do filme. &#8220;Conhecemos as más reações e já as experimentamos, por isso não precisamos retraumatizar as pessoas trans&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cole e Jas trabalham para a Asia Pacific Transgender Network, uma organização não-governamental que promove os direitos das pessoas trans e de diversidade de gênero. Além disso, concordaram que, mesmo que o vídeo tenha sido filmado na Índia, a mensagem é universal.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4.jpg" alt="" class="wp-image-17307" width="629" height="472" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4-300x225.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4-768x576.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4-720x540.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 629px) 100vw, 629px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Keem Love Black, acima, uma mulher trans ugandense, disse que o filme ressoou com ela porque na mesma idade ela viveu momentos semelhantes, e ainda vive até hoje. &#8220;Eu tenho momentos em frente ao espelho o tempo todo, especialmente quando estou saindo&#8221;, disse ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Keem Love Black dirige a <em>Trans Positives Uganda</em>, uma organização comunitária que cuida de mulheres trans trabalhadoras do sexo e refugiadas que vivem com HIV. Ela tem usado a mídia social para aumentar a conscientização sobre questões relativas a lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e pessoas intersexo (LGBTI) porque poucas pessoas se atrevem a falar. Uganda criminaliza a homossexualidade, de modo que ainda lida com a homofobia persistente e a transfobia entre seus pares e entre a comunidade e nos serviços de saúde. Refletindo sobre o filme, ela disse: &#8220;Devemos aproveitar todas as oportunidades que surgem para nossa visibilidade&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS lança “O Espelho” no Dia Internacional da Visibilidade Trans. A diversidade de gênero não é uma escolha de estilo de vida, mas um direito inerente de todas as pessoas. Os estereótipos de gênero, especialmente em relação às pessoas LGBTI, levam ao estigma e à discriminação. Isto é mais acentuado em crianças e adolescentes, pois a diversidade entre esse grupo não é comumente compreendida e a sociedade os e as pressiona maciçamente para que se conformem às normas de gênero atribuídas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5.jpg" alt="" class="wp-image-17308" width="642" height="427" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 642px) 100vw, 642px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Acima, Kanykei (que preferiu não dar um sobrenome) é uma das poucas pessoas trans que vive abertamente na capital quirguizistanesa de Bishkek. Ela se lembra de colocar lenços de pescoço quando era uma criança, um pouco como a criança do filme. No entanto, sua família não a levou a sério. Desde que ela se lembra, antes de perceber a diferença entre meninos e meninas, ela se sentia como uma menina. &#8220;Eles riam como se uma criança pequena estivesse brincando, mas, com o tempo, era percebida de maneira diferente, tanto na família quanto na sociedade&#8221;, disse ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela teve que ajustar seu comportamento e se comportar como um homem. Antes da morte de sua avó, há cinco anos, ela começou a considerar a transição, mas não podia lhe dizer a verdade. &#8220;Eu vivia com este conflito de identidade de gênero o tempo todo até que decidi fazer a transição e viver como eu me sinto&#8221;, disse ela.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="450" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6.jpg" alt="" class="wp-image-17309" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6-300x169.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6-768x432.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6-720x405.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ariadne Ribeiro, acima, uma mulher trans brasileira, compara seu próprio momento espelho como se estivesse tentando se encontrar dentro de si mesma. Dito isso, também a assustou. &#8220;Havia sempre um medo muito grande de que as pessoas pudessem me ver através do espelho como eu me via e meu segredo seria revelado, e eu não estava pronta&#8221;, disse ela. &#8220;Sinto que o vídeo aproxima uma realidade do ideal de aceitação, algo que eu, aos 40 anos de idade, não vivi&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como ativista trans de longa data e agora assessora de para apoio Comunitário no UNAIDS, a Ariadne disse que a mudança está acontecendo, mas que é preciso haver mais engajamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era exatamente isso que Bhattacharya pretendia mostrar em seu filme. Para ela, quando o trabalho ganha força, é isso que faz com que tudo isso valha a pena. Ela também enfatizou que as &#8220;dores de crescimento&#8221; que muitos de amigos e amigas de gênero fluido sofreram ao longo dos anos são reais. &#8220;Eu queria abrir os portões e fazer com que as pessoas continuassem o diálogo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kK9xNuHUbdg&amp;t=27s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Veja o filme</a></strong></span>. Participe da campanha #Seemeasiam on this #TransDayOfVisibility #TDOV2021.</p>
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	            data-title="Mulheres no espelho: enxergando a si mesma" 
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		<title>Fundo Solidário apoia pessoas trans durante a pandemia de COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Mar 2021 16:40:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto a pandemia de COVID-19 permanece, as contínuas crises globais de saúde e as consequências econômicas resultantes das medidas impostas para conter a COVID-19 destacaram as vastas e crescentes desigualdades que ameaçam a subsistência das pessoa mais vulneráveis. Essa situação tem acontecido especialmente para as pessoas trans em todo o mundo, que suportaram desproporcionalmente, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/03/fundo-de-solidario-apoia-pessoas-trans-durante-a-pandemia-de-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Enquanto a pandemia de COVID-19 permanece, as contínuas crises globais de saúde e as consequências econômicas resultantes das medidas impostas para conter a COVID-19 destacaram as vastas e crescentes desigualdades que ameaçam a subsistência das pessoa mais vulneráveis.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Essa situação tem acontecido especialmente para as pessoas trans em todo o mundo, que suportaram desproporcionalmente as dificuldades socioeconômicas da pandemia. Falando sobre a comunidade trans na Índia, a ativista trans Laxmi Narayan Tripathi disse: &#8220;As pessoas não tinham dinheiro para pagar aluguel. Nem mesmo para comprar arroz. As pessoas podem morrer de COVID-19, mas podem morrer de fome ainda mais cedo.&#8221;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="632" height="407" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_03_30_Solidarity-fund_India-1.jpg" alt="" class="wp-image-17294" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_03_30_Solidarity-fund_India-1.jpg 632w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_03_30_Solidarity-fund_India-1-300x193.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 632px) 100vw, 632px" /><figcaption><em>O Kineer Services, uma iniciativa criada pela ativista trans Laxmi Narayan Tripathi com foco na criação de empregos para a comunidade trans na Índia, organizou e criou uma plataforma para fornecer alimentos à comunidade trans em vários estados da Índia, a fim de enfrentar as dificuldades imediatas das pessoas.</em></figcaption></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Os Serviços Kineer, uma iniciativa criada por Tripathi com foco na criação de empregos para a comunidade trans na Índia, tem como objetivo organizar e criar uma plataforma para fornecer alimentos para a comunidade trans em vários estados da Índia, a fim de enfrentar as dificuldades imediatas das pessoas. O apoio sustentável, entretanto, é um desafio. &#8220;O que seria melhor do que capacitarmos nosso próprio povo, as pessoas que vivem à margem da sociedade, a se tornarem empreendedores?”, acrescentou Tripathi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao reconhecer que o acesso ao financiamento é um fator crítico para apoiar as populações vulneráveis para a sobrevivência durante a crise e do impacto do lockdown, o UNAIDS e parceiros lançaram o Solidarity Fund for Key Population Social Entrepreneurship (Fundo Solidário para Empreendedorismo Social para Populações-Chave, na tradução livre para o português) e apoiarão oito propostas de empreendimentos sociais liderados pela comunidade trans em sua fase piloto. O piloto está acontecendo no Brasil, Gana, Índia, Madagascar e Uganda. O Fundo Solidário, que terá o resultado lançado no início de abril, financiará uma série de subsídios para empreendimentos sociais selecionados liderados por populações-chave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Solidarity Fund é um pequeno passo para enfrentar as desigualdades econômicas enfrentadas pelas comunidades trans. Precisamos construir e apoiar pessoas empreendedoras da comunidade trans para enfrentar a extrema discriminação e vulnerabilidade que a comunidade enfrenta&#8221;, disse Pradeep Kakkattil, diretor de inovações do UNAIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A variedade de iniciativas sociais recebidas da comunidade trans através da primeira chamada de propostas do Solidarity Fund é uma prova do talento das organizações lideradas pela comunidade diante das dificuldades. Em Uganda, a Tranz Network Uganda estabeleceu o programa piloto TREE (Transgender Resilience and Economic Empowerment) a fim de contribuir para a transformação econômica das pessoas trans em Uganda. <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://tranznetwork.org/2021/02/02/tree-project-launch/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O projeto TREE</a></strong></span> construirá o capital social e a resiliência das pessoas trans em Uganda através da formação de grupos de poupança, da promoção da inclusão financeira, do empreendedorismo, do desenvolvimento de habilidades vocacionais e de vínculos com outras atividades de empoderamento econômico social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os projetos selecionados para a fase piloto do Solidarity Fund mostraram como as organizações e redes da sociedade civil estão desempenhando um papel fundamental no fornecimento de redes de segurança social para as comunidades vulneráveis e populações trans durante a pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Gana, a Hope Alliance Foundation (HAF) e a Iniciativa OHF vêm trabalhando juntos nos últimos nove anos na implementação de numerosos programas relacionados ao HIV que incluem apoio de emergência, cuidados domiciliares, capacitação e apoio de pares. Com a pandemia e os lockdowns, ainda há um a ter um forte impacto no mercado de trabalho ganense, particularmente para profissionais mais vulneráveis, a HAF e a Iniciativa OHF têm como objetivo enfrentar os desafios econômicos resultantes através de programas de capacitação e da implementação de atividades que geram renda. Através do Community Economic Empowerment Program (Programa de Empoderamento Econômico Comunitário, na tradução para o português) as duas organizações trabalharão com lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, pessoas intersexo e pessoas vivendo com HIV para promover treinamento de habilidades e técnicas para revitalizar as pequenas e médias empresas que foram afetadas pela crise econômica devido aos lockdowns elacionados à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Bihar, na Índia, Reshma Prasad vê uma oportunidade única para a comunidade trans, que desenvolveu habilidades únicas em dança, canto, arte e entretenimento dentro da cultura local e em todo o país. Através da Nachbaja, Prasad quer preencher a lacuna atual entre a comunidade trans e a mídia digital, fornecendo uma plataforma online na qual a população pode comercializar suas habilidades, permitir que as pessoas se conectem diretamente com os e as artistas. O objetivo é colaborar para que os e as artistas tenham uma oportunidade de apresentar preços justos e possam expor seus serviços de forma mais ampla. A Nachbaja.com já registrou mais de 1000 artistas para sua plataforma e tem como objetivo fazer crescer a plataforma para alcançar toda a Índia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="515" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_03_30_Solidarity-fund_CozinhaSolidaria.jpg" alt="" class="wp-image-17295" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_03_30_Solidarity-fund_CozinhaSolidaria.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_03_30_Solidarity-fund_CozinhaSolidaria-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_03_30_Solidarity-fund_CozinhaSolidaria-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_03_30_Solidarity-fund_CozinhaSolidaria-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://gtp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Grupo De Trabalhos em Prevenção Posithvo</a></strong></span> (GTP+) tem apoiado pessoas vivendo com HIV, fornecendo-lhes segurança alimentar desde 2016 através do Projeto Cozinha Solidária. Percebendo uma grande e rápida queda na renda das pessoas beneficiadas no ano passado devido à pandemia e aos lockdowns no Brasil, o GTP+ viu uma oportunidade única de combinar seus conhecimentos em confeitaria e gastronomia com empreendimentos para as pessoas beneficiadas. Através da Confeitaria Escola/Cozinha Solidária, a organização terá como objetivo comercializar e aumentar suas operações através da criação de cestas de confeitos e alimentos para ocasiões comemorativas, ao mesmo tempo em que provará orientação de treinamento empresarial relevante para todos as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A gente criou a Confeitaria Solitária pensando em qualificar pessoas para que essas pessoas criassem outras agendas. A maior parte do nosso público é muito específico, por isso sempre tratamos as questões de HIV e AIDS, mas sempre transversalizando com outras questões, como travestilidade, transexualidade e pessoas saídas do cárcere&#8221;, diz Fernanda Falcão, coordenadora do GTP+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O UNICEF reconhece a importância fundamental da prevenção do HIV entre as populações-chave jovens se quisermos acabar com a epidemia de AIDS. Acreditamos que esse objetivo pode ser melhor alcançado se capacitarmos diretamente as comunidades&#8221;. O Solidarity Fund é um recurso único que fará exatamente isso&#8221;. Para as pessoas jovens, estes investimentos produzirão oportunidades para toda a vida&#8221;, disse Chewe Luo, diretor associado e chefe do Programa de HIV do UNICEF.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que as comunidades trans se tornam cada vez mais marginalizadas, especialmente durante a pandemia de COVID-19 e as medidas de lockdown, o UNAIDS está empenhado em erradicar todas as formas de discriminação enfrentadas pelas comunidades trans e está ao lado delas para impulsionar a igualdade no local de trabalho.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/03/fundo-de-solidario-apoia-pessoas-trans-durante-a-pandemia-de-covid-19/">Fundo Solidário apoia pessoas trans durante a pandemia de COVID-19</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Filmes produzidos por travestis e pessoas trans são destaque em festival de cinema LGBTI+ de Brasília</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/06/filmes-produzidos-por-travestis-e-pessoas-trans-sao-destaque-em-festival-de-cinema-lgbti-de-brasilia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2019 16:45:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O IV Festival Internacional de Cinema LGBTI+ de Brasília exibiu, nesta quinta-feira (30/5), na Aliança Francesa, os curtas-metragens produzidos totalmente por travestis e pessoas trans, incluindo roteiro, fotografia, filmagem, direção, pós-produção e edição. Os curtas foram produtos finais do curso de formação audiovisual “Luz, Câmera, Zero Discriminação”, realizado com 16 travestis, homens e mulheres trans, em 2017, pelo UNAIDS em parceria com o M.A.C. AIDS Fund e apoio da Coordenação de Políticas LGBTI+, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/06/filmes-produzidos-por-travestis-e-pessoas-trans-sao-destaque-em-festival-de-cinema-lgbti-de-brasilia/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O IV Festival Internacional de Cinema LGBTI+ de Brasília exibiu, nesta quinta-feira (30/5), na Aliança Francesa, os curtas-metragens produzidos totalmente por travestis e pessoas trans, incluindo roteiro, fotografia, filmagem, direção, pós-produção e edição. Os curtas foram produtos finais do curso de formação audiovisual “Luz, Câmera, Zero Discriminação”, realizado com 16 travestis, homens e mulheres trans, em 2017, pelo UNAIDS em parceria com o M.A.C. AIDS Fund e apoio da Coordenação de Políticas LGBTI+ da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo.  </p>



<span id="more-12868"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos objetivos desta formação em audiovisual&nbsp;foi mostrar que&nbsp;travestis e&nbsp;pessoas&nbsp;trans&nbsp;podem usar a arte para assumir uma posição de protagonismo e decisão na hora de contar suas próprias histórias, vivências e, acima de tudo, expressar sua criatividade&nbsp;através de suas próprias perspectivas e visões de mundo.&nbsp;A capacitação buscou também&nbsp;construir pontes para a inserção&nbsp;profissional&nbsp;destas pessoas no&nbsp;mercado&nbsp;audiovisual.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos curtas, o público também assistiu ao&nbsp;webdocumentário&nbsp;“Luz, Câmera, Zero Discriminação”, produzido pela&nbsp;Brodagem&nbsp;Filmes—que retrata os bastidores desta formação, os anseios e visões dos participantes e pessoas envolvidas—e ao filme intitulado de “Bandeira”—uma peça de sensibilização cujo roteiro e execução também fizeram parte da formação prática dos curso.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="721" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/2019_09_12_Filmes-LGBT-2-1024x721.jpg" alt="" class="wp-image-12897" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/2019_09_12_Filmes-LGBT-2-1024x721.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/2019_09_12_Filmes-LGBT-2-300x211.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/2019_09_12_Filmes-LGBT-2-768x540.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/2019_09_12_Filmes-LGBT-2-640x450.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/2019_09_12_Filmes-LGBT-2-1705x1200.jpg 1705w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/2019_09_12_Filmes-LGBT-2-720x507.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Debate durante o IV Festival Internacional de Cinema LGBTI&nbsp;de Brasília </figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em debate&nbsp;realizado após a exibição dos filmes, o ativista do movimento&nbsp;trans&nbsp;e estudante de produção em áudio e vídeo, João Henrique Machado, destacou a importância de expressar sua voz por meio do audiovisual. “Normalmente, sempre escutamos coisas do tipo ‘é de verdade o que você tem no meio das pernas? Você operou? Quer dizer que você é mulher?”, conta Machado. “Na verdade, queremos ouvir coisas normais, como qualquer outra pessoa. Somos normais, não somos só corpo, todos os corpos são diferentes. Somos individuais e cada é de um jeito.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pedagoga e ativista do movimento&nbsp;trans, que também foi uma das participantes do curso, Janaína Lima, também esteve presente,&nbsp;representanto&nbsp;o grupo. “Rever estes vídeos me traz muitas emoções, e o roteiro que fiz, vejo como se fosse uma criança que botei no mundo para as pessoas verem”, contou Janaína.&nbsp;Talvez eu queira sair dessa identidade e um dia as pessoas possam me perguntar ‘como é trabalhar com cinema ou com pedagogia’ e não só falar como é ser transexual.”&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CKHE0831-1-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-12894" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CKHE0831-1-1024x576.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CKHE0831-1-300x169.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CKHE0831-1-768x432.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CKHE0831-1-640x360.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CKHE0831-1-720x405.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CKHE0831-1.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Janaína e João em visita ao UNAIDS</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Aos 43 anos, Janaína disse que agora se considera também roteirista. Ela buscou sensibilizar a plateia que participou do cine-debate sobre o estigma e a discriminação. “O HIV é tão colocado na nossa vida [de travesti e mulher&nbsp;trans], é tão comum que não impacta a gente. Temos tentado fugir disso, mas não sei se é possível. Sou uma vítima de uma tentativa de assassinato, quase me tornei uma estatística. Grande maioria das&nbsp;trans&nbsp;são assassinadas”, afirma. “Sou uma pessoa vivendo com HIV há mais de 20 anos. Isso para mim é só um detalhe. Mas a violência que sofro, que&nbsp;é&nbsp;múltipla, às vezes um olhar, alguém cutucando quando entro em um local, na academia, no trabalho, não é diferente. E como travesti, negra, nordestina, que vive com HIV,&nbsp;acumulo&nbsp;todos os estereótipos imagináveis. Quero vencer isso e mostrar que travestis podem chegar até os 95 anos. Chamo atenção para olharmos para tudo isso”, acrescenta.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cineasta e responsável pela cultura e comunicação da Aliança Francesa, Bárbara Cabral, completou os pontos levantados pelos estudantes do curso: “O desafio é a própria noção de entender que as pessoas não podem ser taxadas só pelo gênero, mas por outras qualidades”, conta. “Além da formação, fiz cinema e jornalismo e não estudei com nenhuma&nbsp;pessoa&nbsp;trans, logo em uma área tão importante para a divulgação dos direitos humanos. Para mim é um absurdo. Não há protagonismo do próprio discurso.” Para ela, os principais desafios são:&nbsp;“entender que as pessoas são mais do que&nbsp;trans, pensar em identidade dos gêneros igualmente e focar na questão da formação, em ter uma política pública para incentivar as pessoas a terem esse discurso.”&nbsp;</p>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-effect="slide"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrappper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="3024" height="2056" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-12899" data-id="12899" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/20190530_175524456_iOS-2-1.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/20190530_175524456_iOS-2-1.jpg 3024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/20190530_175524456_iOS-2-1-300x204.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/20190530_175524456_iOS-2-1-768x522.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/20190530_175524456_iOS-2-1-1024x696.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/20190530_175524456_iOS-2-1-640x435.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/20190530_175524456_iOS-2-1-1765x1200.jpg 1765w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/20190530_175524456_iOS-2-1-720x490.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 3024px) 100vw, 3024px" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="2094" height="1396" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-12900" data-id="12900" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CJOR0785.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CJOR0785.jpg 2094w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CJOR0785-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CJOR0785-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CJOR0785-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CJOR0785-640x427.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CJOR0785-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/CJOR0785-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2094px) 100vw, 2094px" /></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor interino do UNAIDS, Cleiton Euzébio de Lima, contou que a ideia do curso de formação em audiovisual para travestis e pessoas&nbsp;trans&nbsp;surgiu&nbsp;em&nbsp;2015. “Durante uma reunião com algumas pessoas&nbsp;trans, apresentamos a ideia de dar espaço para a representação desta população no audiovisual. Mas a reação foi outra”, relembra. “Ouvimos algo muito importante, que acabou pautando o curso e o resultado do que estamos vendo aqui hoje. Elas nos disseram que a sociedade já estava falando muito sobre as pessoas&nbsp;trans, mas que as pessoas&nbsp;trans&nbsp;não estavam falando de si mesmas e por si mesmas.”&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, travestis e mulheres&nbsp;trans&nbsp;fazem&nbsp;parte&nbsp;das&nbsp;populações-chave&nbsp;e populações vulneráveis à epidemia de HIV.&nbsp;Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que a prevalência de HIV nesta população pode chegar a 36%, quase 100 vezes maior do que na população em geral, que é de 0,4%.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uso a analogia dos óculos, a ideia de que cada um tem uma perspectiva de vida diferente. Mesmo sendo gay, não posso ver o mundo de uma pessoa&nbsp;trans, mesmo&nbsp;que eu tenha&nbsp;muito interesse e queira apoiar muito a causa, é diferente.&nbsp;Por isso que a questão da representatividade é fundamental”,&nbsp;concluiu Lima.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cine-debate no CINUSP</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também como parte das celebrações do Mês do Orgulho LGBTI+, os curtas e o webdocumentário retratando os bastidores do curso foram exibidos no CINUSP do Campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP). A sessão foi fruto da parceria entre o UNAIDS e o programa USP Diversidade, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária.  </p>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-effect="slide"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrappper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="681" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-12887" data-id="12887" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-15-1-1024x681.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-15-1-1024x681.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-15-1-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-15-1-768x511.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-15-1-640x426.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-15-1-1800x1198.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-15-1-720x479.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="4256" height="2832" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-12888" data-id="12888" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-5-2.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-5-2.jpg 4256w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-5-2-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-5-2-768x511.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-5-2-1024x681.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-5-2-640x426.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-5-2-1800x1198.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-5-2-720x479.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 4256px) 100vw, 4256px" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="4256" height="2832" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-12889" data-id="12889" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-24-1.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-24-1.jpg 4256w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-24-1-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-24-1-768x511.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-24-1-1024x681.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-24-1-640x426.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-24-1-1800x1198.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/09/Cinusp-24-1-720x479.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 4256px) 100vw, 4256px" /></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<p class="wp-block-paragraph"><a rel="noreferrer noopener" href="https://unaids.org.br/2019/01/unaids-lanca-webdocumentario-luz-camera-zero-discriminacao-sobre-capacitacao-em-audiovisual-para-pessoas-trans-e-travestis/" target="_blank">Saiba mais sobre o projeto e assista ao material completo</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conheça um pouco mais sobre João Henrique Machado</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conheça um pouco mais sobre Janaína Lima</strong></p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Em Porto Alegre (RS), Projeto Transdiálogos capacita profissionais para acabar com a discriminação nos serviços de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 May 2018 13:00:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Imagine essa situação: uma travesti procura o serviço de saúde precisando de atendimento básico em função de uma dor de cabeça, uma tosse insistente ou mal estar no estômago. Ao chegar na unidade de saúde, ela já encontra obstáculos a partir da entrada, quando o segurança do estabelecimento já lhe pede informações adicionais que, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/05/em-porto-alegre-rs-projeto-transdialogos-capacita-profissionais-para-acabar-com-discriminacao-nos-servicos-de-saude/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine essa situação: uma travesti procura o serviço de saúde precisando de atendimento básico em função de uma dor de cabeça, uma tosse insistente ou mal estar no estômago. Ao chegar na unidade de saúde, ela já encontra obstáculos a partir da entrada, quando o segurança do estabelecimento já lhe pede informações adicionais que não seriam pedidas a outras pessoas. Ao fazer seu cadastro, mesmo com o documento do nome social, ela é tratada pelo nome civil, no gênero masculino e, muitas vezes, ridicularizada diante de todos que ocupam a sala de espera—quando não é ignorada de diversas formas.<span id="more-8867"></span></p>
<p>Motivadas por preconceito ou desinformação, situações como essa são muito comuns nos serviços de saúde espalhados pelo Brasil. Pensando em reduzir estes casos, e melhorar o atendimento para a população de travestis e transexuais, a prefeitura de Porto Alegre (RS) desenvolveu, em 2014, em parceria com a ONU e organizações locais, o projeto Transdiálogos, que busca capacitar profissionais de serviços de saúde, desde médicos e enfermeiros a profissionais terceirizados de segurança e limpeza, sobre temas como igualdade de gênero e orientação sexual, respeito à diversidade e ética profissional.</p>
<p>A ação é organizada e acompanhada por uma equipe da Coordenação de Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/AIDS, Hepatites Virais e Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, em parceria com a Igualdade (Associação de Travestis e Transexuais do Estado do Rio Grande do Sul) e apoio do UNAIDS. Desde o início do projeto, mais de 50 Unidades Básicas de aúde na região já receberam a capacitação por meio do projeto.</p>
<p>“Elaboramos uma estratégia em que fosse possível sensibilizar os servidores e profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, a partir das próprias contradições ou rotinas equivocadas, colocar essas experiências para uma discussão em grupo”, conta Claudio Nunes, Assessor Técnico da Coordenação de HIV e AIDS de Porto Alegre. “A própria formação profissional passa por cima dessas questões, que são tão importantes para o nosso município.”</p>
<p>Porto Alegre é uma das cidades signatárias da <strong><a href="https://unaids.org.br/2016/03/adesao-de-cidades-a-declaracao-de-paris-ja-beneficia-35-mi-de-brasileiras-e-brasileiros-hiv-aids/">Declaração de Paris</a></strong>, um compromisso assumido por mais de 200 cidades ao redor do mundo pela Aceleração da Resposta ao HIV e o cumprimento das metas de tratamento 90-90-90—que, até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas; que destas, 90% esteja em tratamento antirretroviral; e que destas, 90% esteja com carga viral indetectável.</p>
<p>Além de contribuir para o alcance das metas de tratamento propostas na Declaração de Paris, o projeto Transdiálogos tem papel fundamental na demonstração prática dos princípios da<strong><a href="https://unaids.org.br/2017/06/doze-agencias-da-onu-se-unem-pelo-fim-da-discriminacao-nos-servicos-de-saude/"> Agenda para Zero Discriminação nos Serviços de Saúde</a></strong>, também proposta pelo UNAIDS como ponto de partida para garantir acesso de qualidade das populações mais vulneráveis ao HIV aos serviços de saúde. Juntos, os 15 municípios que formam a região metropolitana de Porto Alegre respondem por 10% do número de pessoas vivendo com HIV no Brasil.</p>
<p>“Se a gente não acaba com a epidemia nesta região, a gente não acaba com a epidemia no país”, explica a Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard. “O que está faltando é a parte humana. Temos que ter esse olhar humano sobre discriminação e sobre direitos humanos dentro da saúde, porque só assim vamos conseguir quebrar esse ciclo.&#8221;</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/bWjMUiz8hMM" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Saiba como funciona o Transdiálogos</strong></p>
<p>Como parte da metodologia do projeto, a atriz Evelyn Ligocki, que interpreta a travesti Beth, procura uma unidade de saúde relatando algum problema de saúde comum, sem muita complexidade. Durante o atendimento, observa de que maneira esse atendimento é feito. Todo tipo de reação é esperada, desde atitudes mais rudes, até um atendimento acolhedor e inclusivo por parte dos profissionais e servidores.</p>
<p>“Em uma das unidades, a atendente me olhou e disse ‘De onde é que isto saiu?’. Assim, como se ela estivesse pensando alto. Tinha uma colega do lado, elas se olharam, e começaram a fofocar uma com a outra”, lembra Evelyn. “Uma enfermeira viu a situação e falou ‘vem cá que eu te atendo’. Quando eu entrei no consultório ela me pediu desculpas pela forma com que as colegas me trataram.”</p>
<p><div id="attachment_8872" style="width: 5194px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_7364.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8872" class="wp-image-8872 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_7364.jpg" alt="" width="5184" height="2912" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_7364.jpg 5184w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_7364-300x169.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_7364-768x431.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_7364-1024x575.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_7364-1800x1011.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/05/IMG_7364-720x404.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 5184px) 100vw, 5184px" /></a><p id="caption-attachment-8872" class="wp-caption-text">A atriz Evelyn Ligocki se prepara para interpretar a travesti Beth no Projeto Transdiálogos.</p></div></p>
<p>A participação de uma atriz mulher, cisgênero, fazendo o papel de uma travesti durante a capacitação, não foi por acaso.</p>
<p>“A escolha de uma atriz foi pensada para evitar situações de constrangimento entre os envolvidos e não expor a população trans e travesti à carga emocional gerada por uma situação de preconceito e discriminação”, explica Georgiana.</p>
<p>Depois do episódio envolvendo a atriz, a equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde e uma mulher travesti ou transexual, representando a Associação Igualdade, participam da reunião de capacitação que acontece como parte do trabalho de sensibilização e conscientização. Até o início da discussão, os funcionários envolvidos na atividade desconhecem que a travesti interpretada por Evelyn faz parte dessa atividade de formação. E, ao final, a discussão ganha uma nova perspectiva quando ela revela a todos que é uma atriz.</p>
<p>“A gente deixa que o grupo tome o protagonismo, no sentido de identificar condutas inadequadas ou que podem ser melhor encaminhadas”, reforça Nunes. “A gente arma toda essa encenação, e as pessoas que estão na situação junto com a atriz conseguem observar depois os procedimentos que adotaram e se poderiam ter agido de outra maneira.”</p>
<p>A metodologia empregada no projeto é uma das coisas que mais chamam a atenção, já que trata de um tema sério de maneira diferente das capacitações às quais os funcionários estão acostumados. “Gostei bastante da atividade, foi uma coisa inovadora. Jamais imaginei que a Prefeitura faria algo tão dinâmico como o teatro em uma capacitação. Foi muito produtivo e o diálogo foi muito bom”, conta Denise Mattos, enfermeira na Unidade Básica de Saúde São José, no bairro Partenon, em Porto Alegre.</p>
<p>Os profissionais de saúde que participam da atividade também recebem material de apoio. O guia<em> <strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/06/Cartilha-Garantia-Acesso-WEB.pdf">Garantia de Acesso—Atendimento à Diversidade</a></strong> </em>explica que é fundamental “assumir atitudes que reflitam o respeito aos direitos humanos e à diversidade sexual e de gênero” para fazer uma “diferença positiva” na vida das pessoas.</p>
<p>É comum que muitas travestis e transexuais acabem se afastando dos serviços de saúde após passar por situações constrangedoras ou discriminatórias, o que demonstra a necessidade de se ter equipes preparadas para prestar o atendimento de maneira inclusiva e respeitosa.</p>
<p>“Minhas amigas evitam ao máximo procurar um serviço de saúde porque, na maioria das vezes, elas são destratadas. Elas acham que aquele espaço não é delas, quando é delas sim”, conta Evelyn Mendes, convidada da Associação Igualdade para acompanhar as ações do projeto Transdiálogos. Profissional da área de tecnologia, Evelyn explica que considera “muito legal e interessante” participar de ações voltadas para a saúde, já que, dessa forma, ela pode ter um pouco mais de “propriedade para conversar sobre o tema com outras pessoas trans e travestis”.</p>
<p>“Me incomoda saber que uma amiga não vai procurar assistência porque tem certeza que não será bem tratada. Para mim, é muito importante poder discutir isso, passar adiante essas informações e falar: ‘vai naquele posto que ali o pessoal está treinado e pode te atender melhor’”, conclui Evelyn.</p>
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	            data-title="Em Porto Alegre (RS), Projeto Transdiálogos capacita profissionais para acabar com a discriminação nos serviços de saúde" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2018/05/em-porto-alegre-rs-projeto-transdialogos-capacita-profissionais-para-acabar-com-discriminacao-nos-servicos-de-saude/">Em Porto Alegre (RS), Projeto Transdiálogos capacita profissionais para acabar com a discriminação nos serviços de saúde</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Mulheres trans enfrentam injustiças no Peru</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2018 15:08:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tamara, uma mulher trans que vive em Lima, no Peru, enfrentou discriminação relacionada a sua identidade de gênero desde o ensino fundamental, quando sofreu tanto bullying que evadiu da escola. Quando tinha 18 anos, com poucas opções, começou a trabalhar nas ruas como profissional do sexo. Tamara costumava dizer que não viveria além dos, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/04/mulheres-trans-enfrentam-injusticas-no-peru/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Tamara, uma mulher trans que vive em Lima, no Peru, enfrentou discriminação relacionada a sua identidade de gênero desde o ensino fundamental, quando sofreu tanto bullying que evadiu da escola. Quando tinha 18 anos, com poucas opções, começou a trabalhar nas ruas como profissional do sexo. Tamara costumava dizer que não viveria além dos 30 anos. Como poderia, perguntou desafiadora, se a sociedade a tratava como menos que humana?<span id="more-8973"></span></p>
<p>Como uma profecia autorrealizável, Tamara morreu de tuberculose e doenças relacionadas à AIDS menos de um mês após o seu trigésimo aniversário. Sua morte tão precoce é tristemente comum, já que a maioria das mulheres trans na América Latina morre antes de chegar aos 35 anos. A América Latina é a região com mais homicídios de pessoas trans—quase 80% dos homicídios globais de pessoas trans ocorrem na região. E a prevalência do HIV entre mulheres trans é de cerca de 38%—as mulheres trans têm 50% mais chances de se infectarem por HIV do que a população em geral, de acordo com um estudo recente do <em>Jornal da Sociedade Internacional sobre AIDS</em>.</p>
<p>As violações de direitos humanos cometidas contra mulheres trans em toda a América Latina são o resultado de forças da sociedade. A cultura altamente machista, conservadora e transfóbica da região ostraciza e estigmatiza as pessoas trans, representando uma séria ameaça à sua saúde, segurança, expectativa de vida e perspectivas de emprego. Com poucas opções ou apoio, muitos se envolvem em trabalho sexual. Como profissionais do sexo sem proteções legais, correm maior risco de violência e abuso sexual e de drogas. A maioria tem pouco acesso aos serviços de saúde. Sem reconhecimento, muitos casos de violência e assassinato não são documentados.</p>
<p>A fotojornalista Danielle Villasana documentou uma comunidade de mulheres trans em Lima nos últimos anos, fotografando as realidades terríveis enfrentadas por elas, como complicações relacionadas ao HIV, abuso da polícia, parceiros e clientes e mortes. &#8220;Como a maioria dos governos na América Latina e no mundo não protege as mulheres trans, estou determinada a mostrar como essas injustiças, em grande parte ignoradas, frequentemente levam a consequências fatais&#8221;, ela disse.</p>
<p>Como resultado, Villasana lançou uma campanha na plataforma <em>Kickstarter</em> para publicar essas histórias importantes como um livro de fotos bilíngue. O objetivo é aumentar a conscientização entre a polícia, instituições médicas e legisladores—setores que, segundo ela, ignoram o abuso contra as mulheres trans por causa do preconceito institucional e da falta de compreensão. Você pode apoiar e saber mais sobre o projeto em: <a href="https://www.kickstarter.com/projects/2066133663/a-light-inside" target="_blank" rel="noopener"><strong>http://bit.ly/a-light-inside</strong></a>.</p>
<p>Desde jovens, as pessoas trans enfrentam estigma, discriminação e rejeição social em suas casas e comunidades. Tal discriminação, violência e criminalização impedem as pessoas trans de obter os serviços de HIV que precisam para se manterem saudáveis. O UNAIDS está trabalhando em conjunto com governos, parceiros e comunidades de pessoas trans para aumentar o acesso das pessoas trans aos serviços de saúde.</p>
<p><em>Fotos: Danielle Villasana</em></p>
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	            data-title="Mulheres trans enfrentam injustiças no Peru" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2018/04/mulheres-trans-enfrentam-injusticas-no-peru/">Mulheres trans enfrentam injustiças no Peru</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Em SP, encerramento de formação técnica em audiovisual marca comemorações do Dia Internacional da Visibilidade Trans</title>
		<link>https://unaids.org.br/2018/04/em-sp-encerramento-de-formacao-tecnica-em-audiovisual-marca-comemoracoes-do-dia-internacional-da-visibilidade-trans/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Apr 2018 13:13:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como parte das celebrações pelo Dia Internacional da Visibilidade Trans (31/3), o UNAIDS concluiu no fim de março (28/3), em São Paulo, o curso de noções básicas de técnicas em audiovisual Luz, Câmera, Zero Discriminação. A formação fez parte de um projeto do UNAIDS financiado pelo M·A·C AIDS Fund—no âmbito da iniciativa Fast-Track Cities, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/04/em-sp-encerramento-de-formacao-tecnica-em-audiovisual-marca-comemoracoes-do-dia-internacional-da-visibilidade-trans/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Como parte das celebrações pelo Dia Internacional da Visibilidade Trans (31/3), o UNAIDS concluiu no fim de março (28/3), em São Paulo, o curso de noções básicas de técnicas em audiovisual </span><i><span style="font-weight: 400;">Luz, Câmera, Zero Discriminação</span></i><span style="font-weight: 400;">. A formação fez parte de um projeto do UNAIDS financiado pelo </span><a href="http://www.macaidsfund.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">M·A·C AIDS Fund</span></a><span style="font-weight: 400;">—no âmbito da iniciativa </span><a href="https://unaids.org.br/2016/03/adesao-de-cidades-a-declaracao-de-paris-ja-beneficia-35-mi-de-brasileiras-e-brasileiros-hiv-aids/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">Fast-Track Cities</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Aceleração da Resposta ao HIV nas Cidades)—e foi realizada com apoio da Coordenação de Políticas para LGBTI+ da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. </span><span id="more-8680"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Mesmo em uma área considerada de fácil acesso para todas as pessoas, como a Internet, constatamos que as pessoas trans ainda encontram obstáculos para ter voz e espaço garantidos e respeitados. Essa formação surgiu com o objetivo de ampliar essa voz, para que vocês possam produzir seus próprios conteúdos e também trabalhar em conjunto entre si e no mercado de audiovisual para conquistar esse espaço”, explica Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil. “E chegamos ao final desta etapa muito satisfeitos de saber que a partir de agora, temos uma rede de pessoas trans engajadas com uma área tão importante, como a do audiovisual, para a consolidação dessa estratégia.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das 48 inscrições recebidas pelo UNAIDS para o curso, 20 pessoas foram selecionadas, das quais 16 efetivamente iniciaram o curso e conseguiram concluir todas as etapas para receber o certificado de conclusão. Os dez encontros aconteceram no Centro de Cidadania LGBTI+ Luiz Carlos Ruas, em São Paulo, entre 27 de fevereiro e 28 de março, e abordaram temas como fotografia, sonorização e produção, além de roteiro, pré-produção, direção, fotografia, filmagem, edição e pós-produção. A produtora Brodagem Filmes foi selecionada para montar e conduzir o treinamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Quando comecei, eu confesso que tive dificuldade de compreender as diferentes visões e desejos de muitas pessoas no grupo. Eu mesmo ficava muito trancado em casa, e quase não me relacionava com outras pessoas trans. Fomos construindo um ambiente muito bacana e, ao final, formamos um grande time de pessoas engajadas com o audiovisual e parceiras para a vida”, relata Raphael Menezes, um dos participantes do curso. “Agora, eu quero trabalhar nessa área. Podem me contratar”, brincou com a plateia durante a cerimônia de encerramento.</span></p>
<p><div id="attachment_8691" style="width: 2210px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8691" class="wp-image-8691 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-147.jpg" alt="" width="2200" height="1460" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-147.jpg 2200w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-147-300x199.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-147-768x510.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-147-1024x680.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-147-1800x1195.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-147-720x478.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2200px) 100vw, 2200px" /><p id="caption-attachment-8691" class="wp-caption-text">Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil, Raphael Menezes, participante do curso e Ivan Batista, Coordenador do Centro para Políticas LGBTI da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Foto: Bernardo Enoch</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final de cada parte teórica, os participantes tiveram que colocar em prática o conteúdo aprendido. Para a realização dos projetos de conclusão do curso, a turma foi dividida em três grupos, que produziram dois curtas ficcionais—</span><i><span style="font-weight: 400;">(R)Existir</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Somos Todxs Humanxs</span></i><span style="font-weight: 400;">—e um documental —</span><i><span style="font-weight: 400;">TransMasculinidades</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><div id="attachment_8688" style="width: 5690px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8688" class="wp-image-8688 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/produtos.png" alt="" width="5680" height="1055" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/produtos.png 5680w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/produtos-300x56.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/produtos-768x143.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/produtos-1024x190.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/produtos-1800x334.png 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/produtos-720x134.png 720w" sizes="auto, (max-width: 5680px) 100vw, 5680px" /><p id="caption-attachment-8688" class="wp-caption-text">(R)Existir, Somos Todxs Humanxs e TransMasculinidades</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Como desenvolvedores e condutores do curso, foi um desafio enorme, e ao mesmo tempo uma oportunidade maravilhosa, poder oferecer neste mês o melhor da nossa experiência profissional, o que carregamos ao longo dos anos de conhecimento teórico e prático&#8221;, conta Lucas Kakuda, um dos sócios da empresa responsável pela construção e execução do curso. &#8220;Trocar e compartilhar com tantas pessoas distintas e talentosas foi enriquecedor, não só como ministrantes mas como pessoas mesmo.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, juntos os participantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">Luz, Câmera, Zero Discriminação </span></i><span style="font-weight: 400;">se uniram para a produção de uma campanha a ser veiculada nas redes sociais—provisoriamente intitulada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bandeira</span></i><span style="font-weight: 400;">—alertando as pessoas sobre a importância da representatividade trans no audiovisual. Este último vídeo foi inspirado no filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CsdpCHR4Mvo" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="font-weight: 400;">Trans 102</span></a><span style="font-weight: 400;">, produzido em inglês pela </span><a href="https://www.refinery29.com/?bucketed=true" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i><span style="font-weight: 400;">Refinery29</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma empresa de entretenimento e mídia digital focada em mulheres jovens, em parceria com a MAC Cosmetics. </span></p>
<p><div id="attachment_8694" style="width: 2709px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8694" class="wp-image-8694 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-190.jpg" alt="" width="2699" height="1792" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-190.jpg 2699w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-190-300x199.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-190-768x510.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-190-1024x680.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-190-1800x1195.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-190-720x478.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2699px) 100vw, 2699px" /><p id="caption-attachment-8694" class="wp-caption-text">Convidados e participantes assistem aos projetos de conclusão do curso. Foto: Bernardo Enoch</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Foi uma honra poder receber aqui em São Paulo e poder apoiar esse projeto tão importante para a cidade e para o que temos promovido em nosso trabalho”, disse Ivan Batista, Coordenador do Centro para Políticas LGBTI da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. “Desejo sucesso a cada participante e já aproveito para convidar todo mundo a se unir a nós nas iniciativas de resposta à epidemia de HIV, como a Caminhada da AIDS, que terá sua segunda edição na cidade no início de dezembro.”</span></p>
<p><div id="attachment_8692" style="width: 2794px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-8692" class="wp-image-8692 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-140.jpg" alt="" width="2784" height="1848" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-140.jpg 2784w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-140-300x199.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-140-768x510.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-140-1024x680.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-140-1800x1195.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/04/UNAIDS-EVENTO-CONCLUSAO-140-720x478.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2784px) 100vw, 2784px" /><p id="caption-attachment-8692" class="wp-caption-text">Ivan Batista, Coordenador do Centro para Políticas LGBTI da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, fala sobre o curso Luz, Câmera, #ZeroDiscriminação. Foto: Bernardo Enoch</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo do projeto de formação em audiovisual é contribuir para a redução do estigma e da discriminação em relação às pessoas trans e abrir espaços para que elas possam se apropriar das mídias sociais e de outras plataformas de audiovisual, fomentando o acesso a esse mercado de trabalho, tanto diante quanto atrás das câmeras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Dar voz e apoiar a tomada dos espaços pelas pessoas trans significa, em última instância, construir a agenda para Zero Discriminação no mercado de trabalho, nas escolas, na saúde e nas diversas áreas da vida em sociedade”, explicou a Diretora do UNAIDS durante a cerimônia. “Queremos que travestis e pessoas trans, ao lado de outras populações-chave para a resposta à epidemia de HIV, sejam não apenas incluídas na sociedade, mas acima de tudo respeitadas.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados mais recentes do Ministério da Saúde estimam que mais de 31% das travestis e pessoas trans vivam com HIV no Brasil, enquanto na população em geral, a prevalência é de algo em torno de 0,4%. Assim como mais de 200 cidades ao redor do mundo, São Paulo é uma das signatárias da Declaração de Paris, que prevê um compromisso de Aceleração da Resposta ao HIV para alcançar, entre outras coisas, as metas 90-90-90, propostas pelo UNAIDS: ter, até 2020, 90% das pessoas estimadas com HIV diagnosticadas; ter 90% destas em tratamento antirretroviral; e ter 90% deste grupo com carga viral indetectável—quando a quantidade de vírus circulando no organismo é tão baixa que a chance de transmissão do HIV para outra pessoa é praticamente zero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O MAC AIDS Fund, responsável por parte dos recursos utilizados na realização da formação, é pioneiro no financiamento de campanhas em torno do HIV e da AIDS, fornecendo apoio financeiro a organizações que trabalham com regiões e populações mais vulneráveis à epidemia. “Na qualidade de maior doador corporativo não farmacêutico dessa área, o M·A·C AIDS Fund se dedica a enfrentar a ligação que existe entre pobreza e o HIV por meio do apoio a diversas organizações no mundo inteiro que oferecem amplo leque de serviços a pessoas vivendo com HIV ou vulneráveis ao vírus”, explica o Fundo em seu website.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cerimônia de encerramento aconteceu no Centro Brasileiro Britânico (CBB), em São Paulo, com o apoio da  Cultura Inglesa. O evento teve um pocket show da cantora Renata Peron, uma das alunas do projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">Luz, Câmera, Zero Discriminação</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><a data-flickr-embed="true" href="https://www.flickr.com/photos/unaidsbrasil/sets/72157689472270570" title="Coquetel de Encerramento do curso Luz, Câmera, #ZeroDiscriminação by UNAIDS Brasil, on Flickr"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://farm1.staticflickr.com/784/39399613470_d8dc4f52fc_c.jpg" width="800" height="531" alt="UNAIDS EVENTO CONCLUSAO 270"></a><script async src="https://embedr.flickr.com/assets/client-code.js" charset="utf-8"></script></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2018/04/em-sp-encerramento-de-formacao-tecnica-em-audiovisual-marca-comemoracoes-do-dia-internacional-da-visibilidade-trans/">Em SP, encerramento de formação técnica em audiovisual marca comemorações do Dia Internacional da Visibilidade Trans</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Casa Trans: um centro comunitário para pessoas trans em Buenos Aires</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Mar 2018 16:59:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Kimi Avalos é uma jovem trans que mora em Buenos Aires, na Argentina. Por causa do estigma e da discriminação, ela não pôde continuar seus estudos e concluir o ensino médio. Ela diz que sofreu bullying e assédio; seus colegas de classe a insultaram e agrediram fisicamente, sob o olhar indiferente de seus professores., <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/03/casa-trans-um-centro-comunitario-para-pessoas-trans-em-buenos-aires/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Kimi Avalos é uma jovem trans que mora em Buenos Aires, na Argentina. Por causa do estigma e da discriminação, ela não pôde continuar seus estudos e concluir o ensino médio. Ela diz que sofreu bullying e assédio; seus colegas de classe a insultaram e agrediram fisicamente, sob o olhar indiferente de seus professores. &#8220;Eu realmente queria aprender, mas tive que abandonar a escola. Agora, graças à Casa Trans, meu sonho de terminar o ensino médio logo se tornará realidade&#8221;, disse Avalos.</span><span id="more-8668"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kimi Avalos é uma das 30 alunas trans que iniciaram recentemente um novo programa educacional, através do qual podem estudar para conseguir diplomas de escolas primárias e secundárias, participando de uma combinação de aulas presenciais e virtuais. Este projeto inovador é implementado na Casa Trans, um centro comunitário para treinamento e capacitação de pessoas trans fundado em Buenos Aires em junho de 2017 por Marcela Romero, Coordenadora da ATTTA (Associação de Travestis, Transsexuais e Transgêneros da Argentina) em colaboração com a Câmara Municipal de Buenos Aires.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Para as pessoas trans, ter essa casa significa que podemos sair da escuridão. O centro está em um espaço visível, em uma das principais ruas de Buenos Aires, no bairro de San Cristóbal. Essa é a nossa conquista, mostra que temos uma comunidade e que temos direito a um espaço como qualquer outra organização&#8221;, explica Romero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Argentina, assim como no resto da América Latina e do Caribe, o estigma e a discriminação prejudicam as oportunidades de aprendizagem e de educação das pessoas trans, afetando suas perspectivas de emprego. A discriminação e o estigma também impedem o acesso de pessoas trans aos serviços de saúde apropriados, incluindo serviços de prevenção ao HIV, proteção social e justiça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na região, as pessoas trans experimentam frequentes violências físicas e sexuais e crimes de ódio. Segundo dados da ATTTA, 20 pessoas trans foram mortas na Argentina desde o início de 2018 e a violência baseada em gênero está aumentando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Discriminação, violência baseada em gênero e exclusão também contribuem para aumentar a vulnerabilidade das pessoas trans ao HIV. As mulheres trans ainda são fortemente afetadas pelo HIV.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Casa Trans foi criada com o objetivo de proporcionar um espaço seguro onde as pessoas trans possam se capacitar e adquirir conhecimento e habilidades sem medo de serem discriminadas, rejeitadas ou atacadas. A iniciativa trabalha em parceria com agências governamentais, sociedade civil e setor privado para fornecer uma ampla gama de serviços e programas baseados nas necessidades específicas das pessoas trans.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre outras iniciativas, a Casa Trans estabeleceu serviços integrados de aconselhamento e orientação profissional para a busca por emprego, bem como assessoria jurídica de advogados, que estão disponíveis 24 horas por dia. Em colaboração com o Ministério da Educação, a Casa Trans iniciou recentemente projetos educacionais que vão desde a implementação do ensino primário e secundário até a formação profissional, como a prestação de cuidados aos idosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras atividades importantes incluem a promoção da prevenção do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, testes de HIV e campanhas de vacinação. A Casa Trans também oferece assistência psicológica contínua e, por meio de uma parceria com o Hospital Fernandez, serviços de aconselhamento sobre hormonioterapia. Além disso, a Casa é engajada em um trabalho de extensão com uma equipe de agentes comunitários de saúde que visitam profissionais do sexo em seus locais de trabalho à noite, distribuindo preservativos e material informativo sobre a prevenção do HIV.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Casa Trans é atualmente um projeto de sucesso, um ponto de referência para pessoas trans em Buenos Aires e tem várias parcerias na cidade, mas não foi fácil chegar a este ponto. Marcela Romero diz que se aproximou pela primeira vez da Prefeitura de Buenos Aires há oito anos, defendendo um espaço onde as pessoas trans pudessem se encontrar. Finalmente, há dois anos, a prefeitura aprovou a reforma de um de seus prédios e, com a ajuda de um arquiteto e a visão da coordenadora da ATTTA, a Casa Trans tornou-se uma realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;A Casa Trans é boa prática de prestação de serviços à comunidade que está contribuindo para a aceleração da resposta, sem deixar ninguém para trás&#8221;, disse Carlos Passarelli, Diretor do UNAIDS para Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cerca de 400 pessoas visitam a Casa Trans todos os meses para receber aconselhamento e informações, e aproximadamente 600 pessoas participam regularmente de workshops, reuniões de grupos e cursos. “Eu não poderia estar mais feliz e grata pela oportunidade que recebi na Casa Trans. Espero que este modelo de respeito e promoção dos direitos humanos sirva de exemplo para transformar a sociedade para que todos possamos viver com dignidade”, afirmou Kimi Avalos.</span></p>
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	            data-title="Casa Trans: um centro comunitário para pessoas trans em Buenos Aires" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2018/03/casa-trans-um-centro-comunitario-para-pessoas-trans-em-buenos-aires/">Casa Trans: um centro comunitário para pessoas trans em Buenos Aires</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>São Paulo será sede do I Encontro Brasileiro de Saúde Trans</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Oct 2017 11:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De 1 a 4 de novembro deste ano, São Paulo irá sediar o I Encontro Brasileiro de Saúde Trans, a ser realizado no Teatro Marcos Lindemberg, Universidade Federal de São Paulo (Rua Pedro de Toledo, 697 &#8211; Vila Clementino, São Paulo –SP). O evento é organizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/10/sao-paulo-sera-sede-do-i-encontro-brasileiro-de-saude-trans/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>De 1 a 4 de novembro deste ano, São Paulo irá sediar o I Encontro Brasileiro de Saúde Trans, a ser realizado no Teatro Marcos Lindemberg, Universidade Federal de São Paulo (Rua Pedro de Toledo, 697 &#8211; Vila Clementino, São Paulo –SP).<span id="more-7152"></span></p>
<p>O evento é organizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Coordenação Estadual de IST/AIDS e apoio do Programa Municipal de DST-AIDS da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, Departamento de IST-AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da UNICAMP, Aids Healthcare Foundation (AHF), Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, ONG Ecos Comunicação em Sexualidade, Fóruns e Redes de movimentos sociais de Travestis e Transexuais.</p>
<p>O encontro contará com a participação de palestrantes nacionais e internacionais com expertise em populações transgênero, além de membros da World Professional Association for Transgender Health—WPATH (Associação Profissional Mundial para Saúde de Pessoas Transgênero, na traduçã livre para o português). Os coletivos trans, parceiros desse evento, protagonizarão a discussão do contexto e demandas da população trans no Brasil hoje, assim como o papel da militância, questões de empregabilidade e sua relação com o direito à saúde física, mental, e de reconhecimento da identidade autodeclarada (nome/gênero/sexo).</p>
<p>Denise Vieira, vice-coordenadora do Ambulatório do Núcleo Trans Unifesp, e Ricardo Martins, coordenador do Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP, explicam que esse evento tem como objetivo, para além da discussão em torno das boas práticas de cuidado em saúde, a criação da Associação Brasileira de Saúde Trans (Brazilian Professional Association for Transgender Health – BRPATH) como um capítulo da WPATH, projeto esse iniciado quando da participação de diversos pesquisadores brasileiros na reunião da WPATH em Amsterdã em 2016.</p>
<p>“Durante o evento, esperamos debater temas de interesse da pessoa trans com a própria população e representações trans, profissionais de saúde e pesquisadores, como políticas públicas específicas, aportes teóricos e conceituais sobre identidade de gênero, despatologização das vivências trans e seu impacto sobre o acesso e avanço das tecnologias de modificação corporal”, relata o professor da Unifesp Magnus R. Dias da Silva. Ainda de acordo com ele, outras questões de saúde e de direito das pessoas intersexo, gênero queer e gênero não-binário serão também abordadas, reforçando a importância do BRPATH para todo o país.</p>
<p>Para Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP, espera-se durante o encontro consolidar, fortalecer e promover os vínculos entre pessoas trans, ativistas, gestores e profissionais da saúde para reduzir agravos decorrentes do estigma, preconceito e exclusão em torno desta população.</p>
<p>A coordenadora adjunta do Programa Estadual DST/Aids-SP, Rosa Alencar, ressalta que o evento visa sobretudo promover a atualização e discussão de boas práticas em saúde voltada à população de homens trans, mulheres transexuais e travestis, dentro de um amplo ambiente de discussão multiprofissional de promoção de cuidados em saúde e enfrentamento da transfobia.</p>
<p>“A população trans é, sem dúvidas, uma das mais desprovidas de direitos, principalmente quando constatamos que até mesmo o próprio direito de existir lhe é negado na maioria das muitas vezes”, destaca Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil. “Falar de saúde da população trans é um passo fundamental para promover a inclusão e a zero discriminação.”</p>
<p>“É fundamental aproximar e discutir com pessoas interessadas na promoção de políticas públicas de saúde que garantam os direitos de acesso e qualificação dos serviços prestados para a população trans, no sentido de promover bem-estar de travestis, mulheres transexuais e homens trans”, observa a pró-reitora de Extensão e Cultura da Unifesp, Raiane Assumpção.</p>
<p>Para os organizadores do encontro a união das representações das comunidades trans, profissionais da saúde e gestores fortalecerá os vínculos de representações e, certamente, contribuirá muito para a promoção de políticas mais efetivas, uma vez que teremos mais acesso à informação frente ao desafio de promover autonomia, cidadania e saúde integral para população trans.</p>
<p>Acesse o comunicado de imprensa completo <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/2017_09_21_Congresso_Trans.pdf" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p>
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