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	<title>relatório - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>Relatório do UNAIDS mostra que expansão da resposta ao HIV impulsiona ganhos em saúde </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Apr 2024 17:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Investir agora para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 não apenas impacta no fim da pandemia, mas também amplia os benefícios deste investimentos para outros setores. Esta é uma das principais conclusões do relatório “Expandindo a resposta ao HIV para impulsionar ganhos amplos em saúde”, em tradução livre para, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2024/04/relatorio-do-unaids-mostra-que-expansao-da-resposta-ao-hiv-impulsiona-ganhos-em-saude/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Investir agora para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 não apenas impacta no fim da pandemia, mas também amplia os benefícios deste investimentos para outros setores. Esta é uma das principais conclusões do relatório “Expandindo a resposta ao HIV para impulsionar ganhos amplos em saúde”, em tradução livre para o português, lançado esta semana pelo UNAIDS e pela organização Amigos da Luta Global Contra a AIDS, Tuberculose e Malária. </p>



<span id="more-27603"></span>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Exemplos de sucesso em seis países</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório traz exemplos da Colômbia, Costa do Marfim, Jamaica, África do Sul, Tailândia e Uganda.&nbsp;Experiências nesses seis países indicam que respostas robustas ao HIV têm contribuído para benefícios de saúde mais amplos.&nbsp;</p>



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												<div class="slideshow_title">Trabalhadora sexual Shakira Ndagire conversa com um conselheiro na Clínica MARPI dentro do Hospital Mulago em Kampala, Uganda. Créditos: O Fundo Global/Jiro Ose.</div>
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												<div class="slideshow_title">Testagem para HIV em paciente no Centro de Testes de Saúde da Fundação MAP, Chiang Mai, Tailândia. Crédito: O Fundo Global/Jonas Gratzer.</div>
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												<div class="slideshow_title">Educadores da Alliance Côte d&#8217;Ivoire realizam uma campanha de informação e prevenção do HIV em um ponto de transporte para ônibus, táxis e caminhões. Toumodi, Costa do Marfim. Créditos: O Fundo Global/JB Russel/Panos.</div>
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<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Serviços integrados para melhorar o acesso&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As evidências mostram que os programas de tratamento, prevenção e cuidados do HIV acabam ajudando a construir sistemas de saúde mais robustos, impactando a melhoria do acesso ao cuidado centrado nas pessoas e o fortalecimento da preparação para outras pandemias.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração de serviços específicos para o HIV aos que não são direcionados diretamente para esta pandemia está aumentando o acesso a serviços de saúde holísticos e abrangentes necessários para as pessoas vivendo com e afetadas pelo HIV. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Costa do Marfim, Jamaica, África do Sul e outros países, plataformas de serviços originalmente desenvolvidas para responder ao HIV estão sendo aproveitadas para fornecer uma ampla gama de serviços de saúde, incluindo prevenção, triagem e tratamento de outras doenças não transmissíveis.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Modelos de cuidado para o HIV inspirando outros formatos&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV está inspirando formatos de cuidado em outras áreas. Na Colômbia, um modelo de cuidado especificamente desenvolvido para o HIV agora está sendo usado para a prestação de atenção abrangente e coordenada para outras doenças crônicas, incluindo diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Componentes do sistema de saúde fortalecidos por meio de investimentos em HIV também estão melhorando uma ampla variedade de resultados de saúde, além daqueles relacionados ao HIV e à AIDS.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Costa do Marfim, sistemas de laboratório fortalecidos por meio de investimentos em HIV estão contribuindo para serviços de diagnóstico para múltiplos problemas de saúde, incluindo saúde materna e infantil, tuberculose, hepatite viral e COVID-19.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frente à lentidão no progresso na conquista de muitas das metas de saúde dos <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/ods/" target="_blank" rel="noopener" title="">Objetivos de Desenvolvimento Sustentável</a></span>, os esforços para acabar com a AIDS se destacam como uma luz de esperança.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2010, as novas infecções pelo HIV e as mortes relacionadas à AIDS diminuíram <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://aidsinfo.unaids.org/" target="_blank" rel="noopener" title="">globalmente em 38% e 51%</a></span>, respectivamente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este relatório destaca a necessidade de esforços mais direcionados, por parte dos países, para identificar e aproveitar oportunidades de &#8216;ganha-ganha&#8217; que aumentem, de forma eficiente e eficaz, o alcance dos serviços de saúde. Com isso garantimos progresso no sentido de acelerar o progresso em direção ao fim da AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030 e para alcançar outras metas de desenvolvimento sustentável relacionadas à saúde&#8221;, diz Angeli Achrekar, diretora executiva adjunta de Programas do UNAIDS.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Conclusão e recomendações futuras&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório traz uma série de recomendações para alavancar ainda mais os benefícios de saúde mais amplos obtidos por meio de investimentos em HIV ampliados e sustentáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Registra, ainda, que uma atenção particular é necessária para manter e fortalecer os investimentos em redes comunitárias robustas e sustentáveis de pessoas vivendo com HIV e populações-chave, incluindo redes lideradas por mulheres e jovens.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Chris Collins, presidente e CEO dos Amigos da Luta Global, disse: &#8220;A resposta ao HIV representa uma força para o engajamento de múltiplas partes interessadas, desenvolvimento de programas baseados em direitos humanos, liderança comunitária e constante inovação. Essas são forças que precisamos trazer para os serviços de saúde de forma mais ampla, incluindo a preparação para pandemias e garantia de Cobertura Universal de Saúde. Mas esse papel catalítico para a resposta ao HIV só é possível se governos, doadores e comunidades investirem adequadamente e se comprometerem com um progresso acelerado contra o HIV&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para acessar os dados completos do relatório, em inglês, acesse <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/relatorios-e-publicacoes/" target="_blank" rel="noopener" title="">aqui</a></span>. </p>
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		<title>Países da Coalizão Global de Prevenção do HIV reduzem novas infecções por HIV, mas é preciso acelerar o progresso global</title>
		<link>https://unaids.org.br/2024/03/paises-da-coalizao-global-de-prevencao-do-hiv-reduzem-novas-infeccoes-por-hiv-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2024 13:29:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As taxas de infecção pelo HIV continuam a diminuir de forma mais acentuada nos países participantes da Coalizão Global de Prevenção do HIV (GPC) em comparação com o restante do mundo. É o que demonstra o relatório &#8220;Prevenção do HIV: Da Crise à Oportunidade&#8220;, disponível em inglês, lançado pelo UNAIDS nesta semana. A GPC, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2024/03/paises-da-coalizao-global-de-prevencao-do-hiv-reduzem-novas-infeccoes-por-hiv-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As taxas de infecção pelo HIV continuam a diminuir de forma mais acentuada nos países participantes da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://hivpreventioncoalition.unaids.org/" target="_blank" rel="noopener" title="">Coalizão Global de Prevenção do HIV</a></span> (GPC) em comparação com o restante do mundo. É o que demonstra o relatório &#8220;<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/relatorios-e-publicacoes/" target="_blank" rel="noopener" title="">Prevenção do HIV: Da Crise à Oportunidade</a></span>&#8220;, disponível em inglês, lançado pelo UNAIDS nesta semana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A GPC é uma coalizão de 38 países que trabalham juntos para acelerar a diminuição das novas infecções por HIV. O objetivo é atingir a meta de que 95% das pessoas em risco de HIV tenham acesso a opções eficazes de <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/prevencao-combinada/" target="_blank" rel="noopener" title="">métodos combinados de prevenção</a></span>.</p>



<span id="more-27306"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil, junto com outras 10 nações designadas como foco da GPC, alcançou uma redução de pelo menos 66% em suas taxas anuais de novas infecções por HIV desde 2010. Em contraste, a média global de redução de novas infecções por HIV nesse mesmo período é de 38%.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Coalizão Global de Prevenção do HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os países da GPC que priorizaram a prevenção primária e o acesso ao tratamento, direcionando esforços para atender as populações mais vulneráveis, registraram as reduções mais significativas e consistentes nas novas infecções por HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, no âmbito global, o avanço na prevenção do HIV tem sido muito desigual, com a maioria dos países não seguindo trajetórias adequadas para alcançar as metas estabelecidas para 2025. Muitos países enfrentam sérias crises de prevenção, caracterizadas por um acesso limitado aos serviços e um alarmante aumento nas novas infecções por HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As conclusões deste relatório oferecem lições cruciais para ação&#8221;, disse Angeli Achrekar, diretora executiva adjunta de Programas do UNAIDS. &#8220;Ele evidencia a necessidade crucial de liderança política contínua, investimentos em programas eficazes de prevenção do HIV e um ambiente político favorável para alcançar o objetivo de acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030.&#8221;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Redução de infecção e métodos combinados de prevenção</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As reduções significativas nas novas infecções por HIV foram impulsionadas pela eficácia acumulada das estratégias de prevenção combinada do HIV, aliadas ao aumento do acesso ao tratamento antirretroviral. Esse acesso ampliado ao tratamento também tem contribuído para a supressão viral em pessoas vivendo com HIV. <strong>Pessoas em tratamento e com carga viral suprimida não transmitem o HIV</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É notável observar os avanços alcançados na resposta à AIDS nos últimos 20 anos. No entanto, devemos reconhecer que esse progresso não tem sido uniforme e ainda enfrenta desafios de sustentabilidade. Nunca devemos confundir progresso com garantia de sucesso&#8221;, disse Mitchell Warren, copresidente da GPC e diretor executivo da AVAC. &#8220;Nosso progresso é frágil e existe o risco de perdê-lo mais rapidamente do que conquistamos, se cedermos à complacência.&#8221;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Brasil e as altas incidências do HIV em populações-chave</h5>



<p class="wp-block-paragraph">As populações-chave e as mulheres adolescentes e jovens continuam a enfrentar um alto risco de novas infecções por HIV.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">A incidência persistente do HIV permanece alarmantemente elevada em comunidades onde as lacunas nos investimentos em prevenção do HIV persistem. Isto afeta especialmente as populações-chave em todas as regiões do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, dados de 2022 mostram que, a cada semana, aproximadamente 37 mulheres jovens com idades entre 15 e 24 anos foram infectadas pelo HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, há uma disparidade significativa entre os sexos nos resultados dos <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/publicacoes/2023/relatorio-de-monitoramento-clinico-do-hiv-2022.pdf/view" target="_blank" rel="noopener" title="">diagnósticos, com os homens apresentando uma trajetória mais favorável em comparação com as mulheres</a></span>. Essa disparidade persiste em todas as fases subsequentes do processo, desde o acesso ao diagnóstico até à vinculação e retenção nos serviços, o tratamento e a consequente supressão viral.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/03/2024_03_14-Grafico-Paises-da-Coalizao-Global-de-Prevencao-do-HIV-reduzem-novas-infeccoes-por-HIV-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global.png"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/03/2024_03_14-Grafico-Paises-da-Coalizao-Global-de-Prevencao-do-HIV-reduzem-novas-infeccoes-por-HIV-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global-1024x576.png" alt="" class="wp-image-27309" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/03/2024_03_14-Grafico-Paises-da-Coalizao-Global-de-Prevencao-do-HIV-reduzem-novas-infeccoes-por-HIV-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global-1024x576.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/03/2024_03_14-Grafico-Paises-da-Coalizao-Global-de-Prevencao-do-HIV-reduzem-novas-infeccoes-por-HIV-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global-300x169.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/03/2024_03_14-Grafico-Paises-da-Coalizao-Global-de-Prevencao-do-HIV-reduzem-novas-infeccoes-por-HIV-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global-768x432.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/03/2024_03_14-Grafico-Paises-da-Coalizao-Global-de-Prevencao-do-HIV-reduzem-novas-infeccoes-por-HIV-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global-1536x864.png 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/03/2024_03_14-Grafico-Paises-da-Coalizao-Global-de-Prevencao-do-HIV-reduzem-novas-infeccoes-por-HIV-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global-1800x1013.png 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/03/2024_03_14-Grafico-Paises-da-Coalizao-Global-de-Prevencao-do-HIV-reduzem-novas-infeccoes-por-HIV-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global-720x405.png 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/03/2024_03_14-Grafico-Paises-da-Coalizao-Global-de-Prevencao-do-HIV-reduzem-novas-infeccoes-por-HIV-mas-e-preciso-acelerar-o-progresso-global.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">HIV nos país da GPC</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os países da GPC tenham alcançado avanços significativos na redução das novas infecções por HIV, ainda persistem desafios em escala global para alcançar as populações-chave mais vulneráveis, tais como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas injetáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cada semana, mais de 11 mil novas infecções por HIV são registradas entre as populações-chave e suas parcerias sexuais em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados revelam, também, que apenas uma parcela minoritária dessas populações acessou dois ou mais serviços de prevenção do HIV nos três meses anteriores. Apenas 44% de profissionais do sexo, 28% de homens gays e outros homens que fazem sexo com homens e 37% das pessoas que usam drogas injetáveis conseguiram acessar esses serviços, de acordo com os valores médios relatados pelos países da GPC &#8211; quando a meta prevista é de 90%.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Falta de financiamento + leis punitivas = Prevenção comprometida</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A eficácia da prevenção do HIV tem sido severamente comprometida pela escassez de financiamento em programas de prevenção, bem como pela persistência de leis punitivas. O estigma social, a violência, a discriminação e a exclusão social representam barreiras significativas ao acesso aos serviços de saúde e informações para as populações-chave, agravando o risco de infecção pelo HIV. A reforma das leis é um catalizador fundamental para promover programas de prevenção eficazes. Para proteger a saúde de todas as pessoas é preciso proteger os direitos de cada pessoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns países mais afetados pela epidemia de HIV, os investimentos em programas de preservativos e circuncisão médica voluntária masculina, ambos comprovadamente eficazes na prevenção do HIV, diminuíram notavelmente. Além disso, opções inovadoras de prevenção do HIV, como a profilaxia pré-exposição (PrEP), continuam inacessíveis para a maioria das pessoas que mais precisam delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, dados do Ministério da Saúde, referentes a 2023, revelam o perfil das pessoas que majoritariamente utilizam a PrEP:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alta escolaridade: Em média, 12 ou mais anos de estudos;</li>



<li>Predominantemente brancas: 56% das dispensações;</li>



<li>Faixa etária entre 30 e 39 anos: representando 42% das dispensações;</li>



<li>Gays e HSH (homens que fazem sexo com homens): esse grupo corresponde a 82% das dispensações.</li>
</ul>



<div class="flourish-embed flourish-chart" data-src="visualisation/13055594"><script src="https://public.flourish.studio/resources/embed.js"></script></div>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Oportunidades de prevenção</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, estamos diante de oportunidades sem precedentes para a prevenção do HIV. Já está disponível uma variedade crescente de opções de prevenção, incluindo ferramentas existentes e novas tecnologias de prevenção de longa duração. Além disso, exemplos de países que implementaram com sucesso a prevenção em grande escala estão se multiplicando, o que amplia as escolhas disponíveis para as comunidades em todo o mundo</p>



<p class="wp-block-paragraph">É imperativo que os programas de prevenção do HIV sejam abrangentes, eficientes e equitativos. As estratégias necessárias para o sucesso e a sustentabilidade já são conhecidas, comprovadas e amplamente aceitas: colaboração, base na ciência, combate às desigualdades, proteção dos direitos de todas as pessoas, liderança das comunidades e investimento adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer retrocesso no financiamento ou na inclusão prejudicaria a todas as pessoas, ao mesmo tempo em que a solidariedade traz benefícios para toda a sociedade. Conjuntamente, comunidades, países e parcerias internacionais têm o poder de prevenir novas infecções por HIV e criar um futuro mais saudável e inclusivo.</p>
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	            data-title="Países da Coalizão Global de Prevenção do HIV reduzem novas infecções por HIV, mas é preciso acelerar o progresso global" 
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		<title>Novo relatório indica o impacto da diminuição da contribuição do Reino Unido na resposta global ao HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/09/relatorio-indica-impacto-da-diminuicao-da-contribuicao-do-reino-unido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Sep 2021 20:59:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O novo relatório divulgado hoje, 21, destaca o impacto da decisão do Reino Unido de cortar seu nível de assistência oficial ao desenvolvimento de 0,7% para 0,5% da renda nacional bruta. O relatório, Jeopardising Progress: Impact of UK Government AIDS Cuts on HIV/AIDS Worldwide (Compromisso sobre o Progresso: Impacto do corte de financiamento do, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/09/relatorio-indica-impacto-da-diminuicao-da-contribuicao-do-reino-unido/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O novo relatório divulgado hoje, 21, destaca o impacto da decisão do Reino Unido de cortar seu nível de assistência oficial ao desenvolvimento de 0,7% para 0,5% da renda nacional bruta. O relatório, <strong><a href="https://stopaids.org.uk/resources/jeopardising-progress-impact-of-the-uk-governments-aid-cuts-on-hiv-aids-worldwide/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><span style="text-decoration: underline;">Jeopardising Progress: Impact of UK Government AIDS Cuts on HIV/AIDS Worldwide</span></a></strong> (Compromisso sobre o Progresso: Impacto do corte de financiamento do governo britânico à resposta ao HIV/AIDS no mundo, em tradução livre para o português), é o trabalho do All-Party Parliamentary Group on HIV/AIDS, Stop AIDS and Frontline AIDS (Grupo Parlamentar pluripartidário sobre HIV/AIDS, Fim da AIDS e linha de frente AIDS).</p>



<span id="more-18453"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório adverte que o mundo está caminhando em direção a uma nova emergência de AIDS e diz que é necessária uma ação urgente para colocar a resposta ao HIV de volta no caminho certo. O documento mostra como a COVID-19 tem interrompido os serviços de HIV, levando a reduções significativos nos testes de HIV e encaminhamentos para tratamento em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, reuniu-se com parlamentares britânicos para discutir as conclusões do relatório durante sua visita a Londres no início deste mês.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Winnie Byanyima também se encontrou com o secretário de Estado da Saúde, Sajid Javid, e com a ministra da Vizinhança Européia e das Américas no Escritório de Relações Exteriores, Commonwealth e Desenvolvimento, Wendy Morton. Durante as reuniões, Winnie elogiou o próprio progresso do Reino Unido em relação à epidemia do HIV e disse que a liderança e a participação do país na resposta global à AIDS é mais necessária do que nunca.</p>
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		<title>Junta de Coordenação discute o caminho a seguir para o novo orçamento, resultados e estrutura de responsabilidade do UNAIDS 2022-2026</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/07/junta-de-coordenacao-discute-o-caminho-a-seguir-para-o-novo-orcamento-resultados-e-estrutura-de-responsabilidade-do-unaids-2022-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2021 11:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A 48ª reunião da Junta de Coordenação de Programa do UNAIDS (PCB), que teve início em 29 de junho de 2021, encerrou-se em 2 de julho. Na sua fala inicial, a Diretora Executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, atualizou o PCB sobre o progresso feito nas áreas prioritárias em que ela se comprometeu a se, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/07/junta-de-coordenacao-discute-o-caminho-a-seguir-para-o-novo-orcamento-resultados-e-estrutura-de-responsabilidade-do-unaids-2022-2026/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A 48ª reunião da Junta de Coordenação de Programa do UNAIDS (PCB), que teve início em 29 de junho de 2021, encerrou-se em 2 de julho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua fala inicial, a Diretora Executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, atualizou o PCB sobre o progresso feito nas áreas prioritárias em que ela se comprometeu a se concentrar em sua primeira reunião do PCB, em dezembro de 2019: desenvolver a próxima estratégia do UNAIDS, transformar a cultura interna do Secretariado do UNAIDS, aumentar e otimizar o uso de recursos para o Programa Conjunto e as prioridades programáticas emergentes para ação.</p>



<span id="more-18266"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Refletindo sobre a recente adoção da nova <strong><a href="https://unaids.org.br/2021/03/o-conselho-do-unaids-adota-nova-estrategia-global-para-a-aids-que-prepara-o-caminho-para-acabar-com-a-aids-ate-2030/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estratégia Global para AIDS 2021-2026: Acabar com as Desigualdades, acabar com a AIDS</a></strong> e a Declaração Política da Assembleia Geral das Nações Unidas: Acabando com as Desigualdades e Entrando no caminho certo para acabar com a AIDS até 2030, Winnie Byanyima aconselhou os países a não esquecerem o HIV durante a pandemia de COVID-19. &#8220;A AIDS ainda não acabou. Ela ainda é uma das pandemias mais mortíferas de nosso tempo. Perdemos quase 35 milhões de pessoas devido à AIDS. E no ano passado, houve 1,5 milhão de novas infecções pelo HIV, todas evitáveis, e 690 mil mortes, todas tratáveis&#8221;, disse ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Winnie Byanyima falou sobre como o UNAIDS respondeu rapidamente à pandemia de COVID-19, explicando como cerca de 70 escritórios do UNAIDS em todo o mundo apoiaram os planos de resposta e estão engajados em respostas rápidas à COVID-19 e ao HIV. Ela também falou sobre como o UNAIDS está respondendo a uma série de preocupações urgentes sobre direitos humanos desencadeadas pela COVID-19 e lockdowns que estão impactando negativamente o acesso aos serviços de HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua atualização sobre a construção de um local de trabalho seguro, igual e capacitador para todas as pessoas, a Diretora Executiva expôs as ações práticas que haviam sido tomadas para mitigar o impacto da COVID-19 no bem-estar do staff, o progresso feito no Plano de Ação de Gestão para um local de trabalho saudável, equitativo e capacitador para todo o staff do UNAIDS, melhorias no sistema de justiça interna e como a transformação cultural está progredindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a reunião do PCB, várias áreas importantes relacionadas com o trabalho do UNAIDS foram discutidas. O relatório financeiro do UNAIDS e os demonstrativos financeiros auditados para 2020 e uma atualização sobre questões estratégicas de gestão de recursos humanos foram examinados. O PCB recebeu, pela primeira vez, um relatório do escritório de ética e uma resposta da administração aos relatórios anuais de supervisão organizacional, incluindo os relatórios de auditores internos e externos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PCB também acompanhou o segmento temático da última reunião do PCB sobre câncer cervical e HIV e foi atualizado sobre a resposta ao HIV para populações migrantes e móveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a reunião, foi apresentado ao PCB um esboço do Orçamento Unificado do UNAIDS, Resultados e Quadro de Responsabilização (UBRAF) para 2022-2026. A versão final do UBRAF, que maximiza a coerência, coordenação e impacto da resposta das Nações Unidas ao HIV, combinando os esforços dos co-patrocinadores e da Secretaria do UNAIDS de 2022 a 2026, será submetida ao PCB em uma sessão especial em outubro deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Com a orientação e apoio do PCB, podemos moldar nossa nova UBRAF para ser uma estrutura sólida e significativa que nos permitirá traduzir nosso compromisso revigorado e o melhor valor para o investimento em ações de resultados em apoio aos países e comunidades, além de continuar a demonstrar forte responsabilidade para com o PCB e a comunidade mais ampla da AIDS&#8221;, disse Winnie Byanyima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Winnie Byanyima agradeceu a Meryame Kitir, Ministra de Cooperação para o Desenvolvimento da Bélgica, por sua liderança política e pelo anúncio de um novo acordo plurianual em apoio ao UNAIDS, modelando uma boa doação e demonstrando verdadeira solidariedade internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">John Nkengasong, Diretor dos Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças, falou sobre o PCB em sua sessão sobre liderança na resposta ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PCB concluiu com um segmento temático sobre COVID-19 e HIV, que explorou a epidemiologia da colisão de pandemias, como a COVID-19 está impactando a programação e as desigualdades do HIV e o papel vital que as comunidades têm desempenhado na mitigação dos impactos, além de como sustentar os ganhos obtidos na resposta ao HIV e construir de volta uma resposta melhor e mais justa ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reunião foi presidida pela Namíbia, com a Tailândia servindo como Vice-Presidente e os Estados Unidos como Relator. O relatório do PCB apresentado pela Diretora Executiva do UNAIDS e as decisões do PCB podem ser encontrados <strong><a href="http://unaids.org/en/whoweare/pcb/48" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></strong> (em inglês).</p>
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		<title>&#8216;Venceremos a COVID-19 e a AIDS se, de fato, valorizarmos os direitos e a dignidade de cada pessoa&#8217;, diz diretora do UNAIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/08/venceremos-a-covid-19-e-a-aids-se-de-fato-valorizarmos-os-direitos-e-a-dignidade-de-cada-pessoa-diz-diretora-do-unaids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2020 13:05:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Leia abaixo a tradução para o português do Prefácio, assinado pela diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, no relatório Direitos em uma pandemia &#8211; lockdowns, direitos e lições do HIV na resposta inicial à COVID-19 &#8220;A crise de COVID-19 abalou o mundo. Isso deixou todas as pessoas com medo e muitas delas enlutadas. Prejudicou, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/08/venceremos-a-covid-19-e-a-aids-se-de-fato-valorizarmos-os-direitos-e-a-dignidade-de-cada-pessoa-diz-diretora-do-unaids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Leia abaixo a tradução para o português do Prefácio, assinado pela diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, no relatório<strong> </strong><em><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/10/2020_09_25_RightsInAPandemic_Portugues_V3-1.pdf">Direitos em uma pandemia &#8211; lockdowns, direitos e lições do HIV na resposta inicial à COVID-19</a></strong></em><strong> </strong></p>



<span id="more-15965"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A crise de COVID-19 abalou o mundo. Isso deixou todas as pessoas com medo e muitas delas enlutadas. Prejudicou economias, enfraqueceu os sistemas de saúde e prejudicou progresso rumo a todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Atingiu as pessoas mais vulneráveis com mais força. Em todo o mundo, tomadores de decisão se encontraram em situações extremamente desafiadoras, mal preparados e com poucos recursos, e tiveram a responsabilidade de agir rapidamente com base em informações incertas. Muitas ações exemplares foram tomadas, salvando vidas e protegendo meios de subsistência enquanto os governos trabalharam com as comunidades para fornecer transporte médico de emergência gratuito, estender serviços de água, colocar moratórias em ações de despejos, fornecer abrigo temporário, suprimentos de comida de emergência ou benefícios em dinheiro, implementar entrega comunitária ou distribuição de remédios para múltiplos meses, instituir programas de liberação de detentos para reduzir a superlotação e diminuir o risco de pandemia e gastar milhões para mitigar as perdas salariais. No entanto, para garantir uma resposta eficaz a esta crise que se desenrola, é necessário aprender com o que não deu certo.</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-solid-color"><blockquote class="has-text-color has-very-dark-gray-color"><p><strong><em>&#8220;Para garantir uma resposta eficaz a esta crise que se desenrola, é necessário aprender com o que não deu certo.&#8221; </em></strong>  </p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é crucial para cumprir o mandato do UNAIDS e seu Programa Conjunto. Em nosso trabalho em nível local, apoiando governos e comunidades, vimos como a crise de COVID-19 exacerbou as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que vivem com HIV, inclusive no acesso a cuidados de saúde capazes de salvar vidas. Também vimos como a crise ampliou as desigualdades sociais e econômicas que aumentam a vulnerabilidade ao HIV de grupos marginalizados – incluindo meninas adolescentes e mulheres jovens, pessoas LGBTI, migrantes, trabalhadoras e trabalhadores do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas privadas de liberdade. É claro também que a crise não é apenas um problema de vírus. Em muitos casos, os efeitos indiretos da resposta tiveram um impacto ainda mais profundo que o vírus sobre os grupos marginalizados. A derrota da AIDS depende de como o mundo responde à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quatro décadas de aprendizado com o HIV demonstraram a relação essencial entre os direitos humanos e a saúde pública e, portanto, como uma referência para esse aprendizado, o UNAIDS recebeu o mandato de ajudar a colocar essas lições em prática. Para superar a COVID-19 e evitar atrasos no progresso da superação da AIDS, os países precisarão construir respostas à COVID-19 com base no respeito aos direitos humanos e na escuta dos mais marginalizados. O objetivo deste relatório é ajudar os governos e outras partes interessadas nacionais a fazer exatamente isto.</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-solid-color"><blockquote><p><strong><em>&#8220;Quatro décadas de aprendizado com o HIV demonstraram a relação essencial entre os direitos humanos e a saúde pública.&#8221; </em></strong></p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Este relatório foi produzido porque observamos, na primeira fase da resposta à COVID-19, muitos casos em que as abordagens punitivas e discriminatórias prejudicavam os mais vulneráveis e, ao fazê-lo, impediam o progresso no combate à COVID-19 e ao HIV. É vital estudá-los para garantir que sejam evitados no futuro. Os exemplos compartilhados no relatório são de 16 países com prevalência significativa de HIV e onde estudos de casos mais completos puderam ser reunidos. As questões evidenciadas por estes exemplos vão muito além desses países e os elementos neles descritos foram relatados em todo o mundo. Os exemplos ilustrativos são incluídos não para restringir o foco da discussão apenas aos seus países de origem, mas para ilustrar abordagens que refletem muitas nações. Os exemplos são uma fotografia  instantânea de um período entre fevereiro e maio de 2020. Em várias situações, os governos tomaram medidas muito bem-vindas para abordar casos específicos, e tanto o relatório quanto o progresso de nosso trabalho em conjunto nos países se beneficiaram muito das nossas  conversas construtivas sobre os exemplos incluídos. O objetivo de compartilhá-los neste relatório não é atribuir culpas, mas ajudar o mundo a aprender lições de casos concretos, incluindo exemplos onde ações judiciais ou governamentais ajudaram a retificar impactos prejudiciais aos direitos registrados anteriormente, para apoiar os avanços na eficácia da resposta em todos os países do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos aprendendo mais sobre a COVID-19 e sobre a resposta no dia a dia. Aprender e se adaptar é fundamental para o sucesso. Nós convidamos e esperamos continuar as conversas com governos e outras partes interessadas para trocar experiências, fortalecer planos e continuar a aprender sobre como podemos melhor apoiar os países em nosso trabalho conjunto.</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-solid-color"><blockquote><p><strong><em>&#8220;Estamos aprendendo mais sobre a COVID-19 e sobre a resposta no dia a dia. Aprender e se adaptar é fundamental para o sucesso.&#8221;  </em></strong></p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O que este relatório destaca, acima de tudo, é que, em vez de uma resposta de saúde pública e uma resposta baseada em direitos serem pólos opostos, as respostas de saúde pública só são totalmente eficazes se forem absolutamente fundamentadas nos direitos humanos e tiverem a confiança e a segurança inabaláveis das comunidades. Quando a transmissão de doenças ocorre entre humanos, os direitos humanos devem ser o motor fundamental da resposta. Discriminação, estigmatização e criminalização de comunidades marginalizadas são ruins para a saúde de todas as pessoas. Nenhuma pessoa está segura até que todos nós estejamos seguros. Quando, em contraste, garantimos que nenhuma pessoa seja deixada para trás ou empurrada para trás, isso nos ajuda a seguir em frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que não precisamos abrir mão de nossos direitos humanos para preservar nossa saúde. Os direitos humanos não são apenas intrínsecos, mas também o meio pelo qual os governos podem vencer uma pandemia. Venceremos a COVID-19 e venceremos a AIDS, enquanto – e se de fato – valorizarmos os direitos e a dignidade de cada pessoa. As conversas geradas por este relatório nos ajudarão a fazer isso.</p>



<figure class="wp-block-pullquote is-style-solid-color"><blockquote><p><strong><em>&#8220;</em></strong><em style="font-weight: bold;">Venceremos a COVID-19 e venceremos a AIDS, enquanto – e se de fato – valorizamos os direitos e a dignidade de cada pessoa. As conversas geradas por este relatório nos ajudarão a fazer isso.&#8221;</em> </p></blockquote></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Programa Conjunto está trabalhando lado a lado com governos, sociedade civil e comunidades para promover uma resposta baseada em direitos humanos para as pandemias duplas de HIV e COVID-19 e juntos seremos bem-sucedidos. &#8220;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Winnie Byanyima<br>Diretora Executiva, UNAIDS</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Clique aqui para saber mais sobre o relatório Direitos em uma pandemia  (opens in a new tab)" href="http://licoes-do-hiv:-unaids-alerta-sobre-os-perigos-do-desrespeito-aos-direitos-humanos-na-resposta-a-covid-19" target="_blank"><strong>Clique aqui para saber mais sobre o relatório </strong></a><em><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Clique aqui para saber mais sobre o relatório Direitos em uma pandemia  (opens in a new tab)" href="http://licoes-do-hiv:-unaids-alerta-sobre-os-perigos-do-desrespeito-aos-direitos-humanos-na-resposta-a-covid-19" target="_blank"><strong>Direitos em uma pandemia</strong></a></em><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Clique aqui para saber mais sobre o relatório Direitos em uma pandemia  (opens in a new tab)" href="http://licoes-do-hiv:-unaids-alerta-sobre-os-perigos-do-desrespeito-aos-direitos-humanos-na-resposta-a-covid-19" target="_blank"><strong> </strong></a></p>
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		<title>40 anos após a epidemia do HIV, AIDS ainda é a principal causa de morte de mulheres em idade reprodutiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2020 17:50:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Antes do Dia Internacional da Mulher, o UNAIDS lançou o novo relatório “Nós temos o poder”, mostrando que as grandes desigualdades de gênero continuam a tornar as mulheres e meninas mais vulneráveis ​​ao HIV. Temos o poder de estimular os governos a fazerem mais para empoderar mulheres e meninas e cumprirem seus direitos humanos., <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/03/40-anos-apos-a-epidemia-do-hiv-aids-ainda-e-a-principal-causa-de-morte-de-mulheres-em-idade-reprodutiva/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Antes do Dia Internacional da Mulher, o UNAIDS lançou o novo relatório <em><strong>“<a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2020/2020_women-adolescent-girls-and-hiv" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (opens in a new tab)">Nós temos o poder</a>”</strong></em>, mostrando que as grandes desigualdades de gênero continuam a tornar as mulheres e meninas mais vulneráveis ​​ao HIV. Temos o poder de estimular os governos a fazerem mais para empoderar mulheres e meninas e cumprirem seus direitos humanos. </p>



<span id="more-14572"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A epidemia do HIV reflete as desigualdades e injustiças enfrentadas por mulheres e meninas e como as lacunas de direitos e serviços estão exacerbando a epidemia&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;Isso é inaceitável, é evitável e deve acabar.&#8221; </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/nós-temos-o-poder.png" alt="" class="wp-image-14604" width="250" height="354" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/nós-temos-o-poder.png 523w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/nós-temos-o-poder-211x300.png 211w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/nós-temos-o-poder-507x720.png 507w" sizes="auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Vinte e cinco anos atrás, os governos deram o passo histórico de adotar a Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, o roteiro de política global mais abrangente e progressivo para buscar os direitos humanos de mulheres e meninas e alcançar a igualdade de gênero. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Houve progresso em áreas-chave. Mais meninas estão na escola e as lacunas de gênero na educação primária estão diminuindo globalmente; em alguns países, há mais mulheres envolvidas na liderança política e outros países trabalharam para proteger os direitos das mulheres na legislação. O tratamento do HIV também foi ampliado, de modo que, em meados de 2019, havia mais de 24 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento, incluindo mais de 13 milhões de mulheres com 15 anos ou mais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório mostra, no entanto, que muitas das promessas feitas para melhorar a vida de mulheres e meninas em todo o mundo não foram cumpridas. Com quase 40 anos de resposta, a AIDS ainda é a principal causa de morte de mulheres com idades entre 15 e 49 anos e cerca de 6.000 jovens com idades entre 15 e 24 anos são infectadas pelo HIV a cada semana. O relatório “Nós temos o poder” descreve algumas áreas críticas a serem abordadas, incluindo a eliminação da violência contra as mulheres. Em áreas com alta prevalência de HIV, verificou-se que a violência por parceiro íntimo aumenta o risco de mulheres se infectarem com HIV em 50%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter o estado sorológico positivo para o HIV também pode ser um gatilho para a violência, com as mulheres vivendo com HIV frequentemente denunciando a violência de parceiros íntimos, familiares e membros da comunidade e nos serviços de saúde. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="596" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESWqx-XWoAI5d2--1024x596.jpg" alt="" class="wp-image-14579" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESWqx-XWoAI5d2--1024x596.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESWqx-XWoAI5d2--300x175.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESWqx-XWoAI5d2--768x447.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESWqx-XWoAI5d2--1800x1047.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESWqx-XWoAI5d2--720x419.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption> Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS, durante lançamento do relatório &#8220;Nós temos o poder&#8221;.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca que fora da África subsaariana, a maioria das mulheres com risco de infecção por HIV pertence a comunidades marginalizadas, como profissionais do sexo, mulheres que usam drogas injetáveis, mulheres trans e mulheres privadas de liberdade. Contudo, a desigualdade de gênero, estigma e discriminação, criminalização, violência e outras violações dos direitos humanos continuam impedindo-as de acessar os serviços de que precisam. As leis e políticas precisam ser reestruturadas para acabar com a criminalização prejudicial e práticas coercitivas baseadas na sexualidade, atividade sexual, estado sorológico para o HIV e gênero das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que a resposta à AIDS  seja totalmente eficaz, as políticas e os serviços devem responder ao que mulheres e meninas querem e precisam. Isso inclui garantir abordagens voltadas para adolescentes e sistemas de apoio entre pares, onde os componentes de direitos, gênero e não-violência sejam integrados à educação sexual abrangente. Dados mostram que em 2019, adolescentes com menos de 18 anos precisavam do consentimento dos pais ou responsáveis para fazer o teste de HIV em 105 dos 142 países pesquisados. Em 86 dos 138 países eles precisavam de consentimento para acessar o tratamento e os cuidados para o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas de 2013 a 2018 também mostram que o conhecimento da prevenção do HIV permanece preocupantemente baixo, principalmente entre mulheres e meninas. Na África subsaariana, a região mais afetada pelo HIV, sete em cada 10 mulheres jovens não tinham conhecimento abrangente sobre o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, os países que investem na ampliação de programas eficazes de prevenção do HIV mostram resultados impressionantes. Quando o Lesoto forneceu um pacote abrangente de programas de prevenção do HIV, viu novas infecções por mulheres e meninas caírem 41% entre 2010 e 2018.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem grandes lacunas na educação em geral. Estudos mostram que manter as meninas na escola pode ter um efeito protetor contra o HIV. Quando o Botsuana estendeu o ensino médio obrigatório, constatou que cada ano adicional de escolaridade após o nono ano estava associado a uma redução de 12% no risco de infecção por HIV em meninas. No entanto, quase uma em cada três meninas adolescentes das famílias mais pobres do mundo nunca frequentou a escola.</p>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-effect="slide"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrappper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="680" height="474" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-14580" data-id="14580" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESWqvEjWAAIPXsv-1.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESWqvEjWAAIPXsv-1.jpg 680w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESWqvEjWAAIPXsv-1-300x209.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="682" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-14581" data-id="14581" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOaGUcAEHlKo-682x1024.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOaGUcAEHlKo-682x1024.jpg 682w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOaGUcAEHlKo-200x300.jpg 200w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOaGUcAEHlKo-768x1152.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOaGUcAEHlKo-800x1200.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOaGUcAEHlKo-480x720.jpg 480w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOaGUcAEHlKo.jpg 853w" sizes="auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="682" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-14582" data-id="14582" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOZuXYAAl5NY-682x1024.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOZuXYAAl5NY-682x1024.jpg 682w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOZuXYAAl5NY-200x300.jpg 200w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOZuXYAAl5NY-768x1152.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOZuXYAAl5NY-800x1200.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOZuXYAAl5NY-480x720.jpg 480w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/03/ESZxOZuXYAAl5NY.jpg 853w" sizes="auto, (max-width: 682px) 100vw, 682px" /></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<p class="wp-block-paragraph">A autonomia econômica das mulheres é crucial por si só e um componente importante da resposta à AIDS, mas as mulheres ainda têm muito menos oportunidades econômicas do que os homens e realizam a maioria dos trabalhos não remunerados e domésticos. Apenas 88 entre 190 países tinham leis que exigiam remuneração igual por trabalho igual. Garantir proteções legais para acabar com a discriminação de gênero e garantir a igualdade das mulheres perante a lei é fundamental para avançar na resposta ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Mulheres e meninas adolescentes estão exigindo seus direitos&#8221;, disse Byanyima. “Os governos devem agir de acordo com essas demandas, fornecendo recursos e serviços para proteger seus direitos e responder adequadamente a suas necessidades e perspectivas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca uma série de caminhos a serem seguidos. Isso inclui investir em políticas e programas de HIV comprovadamente eficazes na promoção da igualdade de gênero, investir em educação, incluindo educação sexual abrangente e capacitação econômica de mulheres e meninas, reformar leis que defendem os direitos iguais de todas as mulheres e meninas, incluindo medidas para acabar com o estigma e discriminação, violência e criminalização dirigida a mulheres e meninas, cuidado holístico e tratamento digno, participação significativa das mulheres em todas as tomadas de decisão relacionadas à programação do HIV e apoio à liderança e engajamento de mulheres e jovens na tomada de decisões em todos os níveis de a resposta à AIDS.</p>
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		<title>75% de todas as pessoas que vivem com HIV conhecem seu estado sorológico, diz novo relatório do UNAIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2018 18:14:39 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo relatório do UNAIDS mostra que os esforços intensificados em testagem e tratamento do HIV estão alcançando mais pessoas que vivem com o vírus. Em 2017, três quartos das pessoas que vivem com o HIV (75%) conheciam seu estado sorológico, comparado a apenas dois terços (67%) em 2015. Em 2017, 21,7 milhões de pessoas vivendo com HIV (59%) tiveram acesso à terapia antirretroviral, sendo que em 2015 esse número era de 17,2 milhões.  No entanto, o relatório mostra que 9,4 milhões de pessoas vivendo com HIV não sabem que vivem com o vírus e precisam urgentemente estar vinculadas aos serviços de testagem e tratamento do HIV.<span id="more-10248"></span></p>
<p>O relatório <em>Conhecimento é Poder</em> (<a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/jc2940_knowledge-is-power-report_en.pdf" target="_blank" rel="noopener"><strong>veja em inglês aqui</strong></a>) revela que, embora o número de pessoas que vivem com HIV com carga viral suprimida tenha subido cerca de 10 pontos percentuais nos últimos três anos, chegando a 47% em 2017, 19,4 milhões de pessoas vivendo com HIV ainda não alcançaram a supressão da carga viral. Para se manter saudável e prevenir a transmissão, o vírus precisa ser suprimido para níveis indetectáveis ​​ou muito baixos por meio de terapia antirretroviral continuada. E para monitorar a carga viral de forma eficaz, as pessoas que vivem com HIV precisam ter acesso ao teste de carga viral a cada 12 meses.</p>
<p>“O teste de carga viral é o ‘padrão ouro’ Do monitoramento do tratamento do HIV”, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “O teste mostra que o tratamento está funcionando, mantendo as pessoas vivas e bem e mantendo o vírus firmemente sob controle.”</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/CDqsypXIMFs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O relatório descreve que o acesso ao teste de carga viral é variado. Em algumas partes do mundo, fazer um teste de carga viral é fácil e totalmente integrado ao tratamento do HIV, mas em outros lugares existe apenas uma máquina de carga viral para todo o país.</p>
<p>“O monitoramento da carga viral precisa estar disponível tanto em Lilongwe, quanto em Londres”, disse Sidibé. “Testes de HIV e de carga viral devem ser iguais e acessíveis a todas as pessoas vivendo com HIV, sem exceção.”</p>
<p>Na Costa do Marfim, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS (PEPFAR) está apoiando um plano nacional para o aumento dos testes de carga viral. Em apenas três anos, o número de pessoas em tratamento duplicou e 10 laboratórios adicionais iniciaram testes de carga viral. Em seguida, a cobertura de testes de carga viral aumentou de 14% em 2015 para 66% em 2017 e está projetada para chegar a 75% até o final de 2018.</p>
<p>“O tema do UNAIDS para o Dia Mundial contra a AIDS deste ano reitera o fato de que o teste de HIV continua sendo a única maneira de conhecer seu estado sorológico e adotar um plano de vida saudável”, disse Eugène Aka Aouele, Ministro da Saúde e Higiene Pública da Costa do Marfim.</p>
<p><strong>Teste de HIV e de carga viral em crianças</strong></p>
<p>O teste de carga viral é particularmente importante para recém-nascidos, pois o HIV avança muito mais rápido em crianças—o pico de mortalidade para crianças que nascem com HIV é de 2 a 3 meses de vida. O teste de diagnóstico rápido padrão é ineficaz até os 18 meses de idade. O único teste de HIV válido para uma criança pequena é o teste virológico, que precisa ser feito dentro das primeiras quatro a seis semanas de vida. No entanto, em 2017, apenas metade (52%) das crianças expostas ao HIV em países com altas taxas de infecção pelo vírus recebeu um teste nos primeiros dois meses de vida.</p>
<p>Estão sendo feitos avanços importantes. Novas tecnologias de testagem em postos de atendimento, que acontecem em um ambiente mais próximo das pessoas, mostraram que o tempo necessário para receber os resultados dos testes das crianças diminuiu de meses para minutos, o que está salvando vidas.</p>
<p><strong> </strong><strong>As barreiras persistentes para que as pessoas conheçam seu estado sorológico</strong></p>
<p>O relatório mostra que estigma e discriminação são as maiores barreiras ao teste do HIV. Estudos entre mulheres, homens, jovens e populações-chave revelaram que o medo de ser visto em serviços de HIV e de que esta informação seja compartilhada com familiares, amigos, parceiros sexuais ou comunidade em geral, estava impedindo o acesso aos serviços de HIV, incluindo o teste.</p>
<p>Para as populações-chave—profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, pessoas trans, pessoas privadas de liberdade, gays e outros homens que fazem sexo com homens—essas barreiras podem afetar o acesso de forma ainda mais intensa. O estigma e a discriminação, na sociedade e nos serviços de saúde, podem impedir que membros de populações-chave tenham acesso a cuidados de saúde, enquanto leis punitivas podem aumentar a discriminação e as taxas de violência, criando barreiras adicionais, incluindo medo de prisão e assédio.</p>
<p>“Na Costa do Marfim, a prevalência do HIV entre profissionais do sexo é de 11%, entre homens que fazem sexo com homens é de 13% e de e 9,2% para pessoas que usam drogas injetáveis”, disse Pélagie Kouamé, presidente da Rede de Populações-Chave da Costa do Marfim. “Não podemos deixar as populações-chave para trás. As coisas devem mudar e evoluir para que possamos sair das sombras e viver sem medo.”</p>
<p>Outras barreiras incluem a violência ou a ameaça de violência, especialmente entre mulheres jovens e meninas. As leis e políticas de consentimento parental também são barreiras, uma vez que em alguns países jovens com menos de 18 anos precisam do consentimento dos pais para fazer o teste de HIV. Além disso, os serviços são frequentemente muito distantes e difíceis de acessar ou muito caros. Também pode haver atrasos ou falhas nos resultados do teste de HIV e atrasos no início do tratamento. Em alguns países, as pessoas não procuram fazer o teste do HIV, pois acham que não estão em risco—no Maláui, um estudo descobriu que entre adolescentes e mulheres jovens (com idades entre 15 e 24 anos) em maior risco de infecção por HIV, mais da metade (52%) não se considerava em risco de contrair o vírus e, por isso, é improvável que procurassem serviços de testagem.</p>
<p><strong>Novas opções de testagem</strong></p>
<p>O relatório <em>Conhecimento é Poder </em>destaca como o fornecimento de uma variedade de opções de testes e serviços, como testes baseados na comunidade e testes domiciliares, pode ajudar a mitigar muitas das barreiras logísticas, estruturais e sociais para a testagem do HIV. As novas opções são oferecidas para pessoas que moram longe dos serviços de saúde, não têm restrições de horários inconvenientes, o que é particularmente importante para homens e populações-chave, e não vem com o estigma e a discriminação geralmente percebidos em serviços de saúde tradicional e de HIV.</p>
<p>“Não podemos esperar que as pessoas adoeçam&#8221;, disse Harouna Koné, Presidente da Plataforma de Redes na Luta Contra a AIDS. “Temos que ir às nossas comunidades e oferecer serviços de testagem e tratamento do HIV.”</p>
<p>O relatório destaca a importância de adotar uma abordagem composta por cinco pilares essenciais: consentimento, confidencialidade, aconselhamento, testes com resultados corretos e conexão/vinculação com prevenção, cuidado e tratamento. “Não existe uma abordagem única para todos os testes de HIV”, disse Sidibé. “Há várias estratégias diferentes necessárias para alcançar as pessoas em risco de infecção pelo vírus, incluindo abordagens inovadoras, como o autoteste, em que as pessoas podem se sentir mais à vontade para que sua privacidade seja respeitada.”</p>
<p>Outro passo importante é integrar serviços de testagem para HIV dentro de outros serviços de saúde, incluindo serviços de saúde materno-infantil, serviços de tuberculose e serviços para infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais. A tuberculose é a principal causa de morte de pessoas que vivem com HIV, sendo responsável por uma em cada três mortes relacionadas à AIDS; no entanto, estima-se que 49% das pessoas que vivem com HIV e tuberculose desconhecem sua coinfecção e, portanto, não estão recebendo os cuidados.</p>
<p>O acesso ao teste do HIV é um direito humano básico, e o UNAIDS está pedindo um compromisso global para remover as barreiras que impedem as pessoas de fazer o teste, o que inclui a eliminar o estigma e discriminação relacionados ao HIV, assegurar confidencialidade nos serviços de testagem e tratamento do HIV, implantar uma combinação ideal de estratégias de testagem para alcançar as populações mais necessitadas, integrar os serviços de HIV com outros serviços de saúde, remover barreiras políticas e legais que dificultam o acesso ao teste e tratamento do HIV, expandir o acesso ao monitoramento de carga viral em países de baixa e média renda e garantir o acesso ao diagnóstico precoce para recém-nascidos.</p>
<p>O relatório demonstra que a implementação dessas medidas levará a um enorme progresso para assegurar que todas as pessoas vivendo com HIV e afetadas pelo vírus tenham acesso aos serviços capazes de salvar vidas.</p>
<p><strong>Em 2017, estima-se que:</strong></p>
<ul>
<li>36,9 milhões [31,1 milhões – 43,9 milhões] de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV;</li>
<li>21,7 milhões [19,1 milhões – 22,6 milhões] de pessoas com acesso à terapia antirretroviral;</li>
<li>1,8 milhão [1,4 milhão – 2,4 milhões] de novas infecções por HIV;</li>
<li>940.000 [670.000 – 1,3 milhão] de mortes por doenças relacionadas à AIDS.</li>
</ul>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2018/11/75-de-todas-as-pessoas-que-vivem-com-hiv-conhecem-seu-estado-sorologico-diz-novo-relatorio-do-unaids/">75% de todas as pessoas que vivem com HIV conhecem seu estado sorológico, diz novo relatório do UNAIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>UNAIDS alerta: o progresso está lento e nosso tempo está acabando para alcançarmos as metas de HIV até 2020</title>
		<link>https://unaids.org.br/2018/07/unaids-alerta-o-progresso-esta-lento-e-nosso-tempo-esta-acabando-para-alcancarmos-as-metas-de-hiv-ate-2020/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2018 13:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento de relatório]]></category>
		<category><![CDATA[Miles to go]]></category>
		<category><![CDATA[Novo relatório do UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[relatório]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[Um longo caminho a percorrer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório do UNAIDS emite um alerta duro aos países. O documento lançado hoje, em Paris (França), durante um evento coorganizado pela Coalition Plus, o UNAIDS alerta que a resposta global ao HIV está em um ponto delicado. Na metade do caminho para as metas de 2020, o relatório Um longo caminho a, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/07/unaids-alerta-o-progresso-esta-lento-e-nosso-tempo-esta-acabando-para-alcancarmos-as-metas-de-hiv-ate-2020/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo relatório do UNAIDS emite um alerta duro aos países. O documento lançado hoje, em Paris (França), durante um evento coorganizado pela <em>Coalition Plus</em>, o UNAIDS alerta que a resposta global ao HIV está em um ponto delicado. Na metade do caminho para as metas de 2020, o relatório <strong><em><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/miles-to-go_en.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Um longo caminho a percorrer—fechando lacunas, quebrando barreiras, corrigindo injustiças</a></em></strong>, adverte que o ritmo do progresso não está em linha com a ambição global. O relatório exige ações imediatas que coloquem o mundo no caminho certo para atingir as metas cruciais de 2020.<span id="more-9312"></span></p>
<p>&#8220;Estamos acionando o alarme&#8221;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “Regiões inteiras estão ficando para trás, os enormes avanços que alcançamos para as crianças não estão sendo sustentados, as mulheres ainda são as mais afetadas, os recursos ainda não correspondem aos compromissos políticos e as populações-chave continuam sendo ignoradas. Todos esses elementos estão impedindo o progresso e precisam ser encarados de frente urgentemente.”</p>
<p><div id="attachment_9313" style="width: 257px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/miles-to-go_en.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9313" class="wp-image-9313" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo-212x300.png" alt="Clique na imagem para acessar o relatório completo em inglês" width="247" height="350" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo-212x300.png 212w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo-509x720.png 509w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo.png 713w" sizes="auto, (max-width: 247px) 100vw, 247px" /></a><p id="caption-attachment-9313" class="wp-caption-text">Clique na imagem para acessar o relatório completo em inglês</p></div></p>
<p><strong>Crise na prevenção ao HIV</strong></p>
<p>O número de novas infecções por HIV está aumentando em cerca de 50 países e a novas infecções globais por HIV caíram apenas 18% nos últimos sete anos, de 2,2 milhões em 2010 para 1,8 milhão em 2017. Embora seja quase metade do número de novas infecções em comparação com o pico registrado em 1996 (3,4 milhões), o declínio não é rápido o suficiente para alcançar a meta de menos de 500.000 pessoas até 2020.</p>
<p>A redução de novas infecções por HIV tem sido mais forte na região mais afetada pela epidemia, África Oriental e Austral, onde o número de novas infecções por HIV caiu  30% desde 2010. No entanto, na Europa Oriental e Ásia Central, o número anual de novas infecções por HIV dobrou e as novas infecções por HIV aumentaram em mais de 25% no Oriente Médio e Norte da África nos últimos 20 anos.</p>
<p><strong>A ampliação do tratamento em grande escala não deve ser considerada como garantia</strong></p>
<p>Devido ao impacto da implantação da terapia antirretroviral, o número de mortes relacionadas à AIDS é o menor deste século (940.000), tendo caído para menos de 1 milhão pela primeira vez em 2016. No entanto, o ritmo atual de declínio não é rápido suficiente para alcançar a meta para 2020 de menos de 500.000 mortes relacionadas à AIDS.</p>
<p>Em apenas um ano, mais 2,3 milhões de pessoas iniciaram o tratamento antirretroviral. Este é o maior aumento anual na história, elevando o número total de pessoas em tratamento para 21,7 milhões. Quase 60% dos 36,9 milhões de pessoas que vivem com HIV estavam em tratamento em 2017, o que representa uma conquista importante. Mas, para alcançar a meta de 30 milhões, é necessário um aumento anual de 2,8 milhões de pessoas, e há indícios de que essa a taxa de ampliação está se desacelerando.</p>
<p><strong>África Ocidental e Central está ficando para trás</strong></p>
<p>Apenas 26% das crianças e 41% dos adultos que vivem com HIV tiveram acesso ao tratamento na África Ocidental e Central em 2017, em comparação com 59% das crianças e 66% dos adultos na África Oriental e Austral. Desde 2010, as mortes relacionadas à AIDS diminuíram 24% na África Ocidental e Central, em comparação com um declínio de 42% na África Oriental e Austral.</p>
<p>A Nigéria responde por mais da metade (51%) do peso da epidemia de HIV na região e obteve pouco progresso na redução de novas infecções por HIV nos últimos anos. As novas infecções por HIV caíram apenas 5% (9.000) em sete anos (de 179.000 para 170.000), e apenas uma em cada três pessoas vivendo com HIV está em tratamento (33%), embora a cobertura para tratamento tenha crescido de apenas 24% há dois anos.</p>
<p><strong>O progresso para as crianças diminuiu</strong></p>
<p>O relatório mostra que os ganhos alcançados para as crianças não estão sendo sustentados. Novas infecções por HIV entre crianças diminuíram apenas 8% nos últimos dois anos. Só metade (52%) de todas as crianças que vivem com HIV estão recebendo tratamento; 110.000 crianças morreram por doenças relacionadas à AIDS em 2017. Embora 80% das mulheres grávidas vivendo com HIV tenham conseguido acesso a medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão do HIV para seus bebês em 2017, um número inaceitável de 180.000 crianças foram infectadas pelo vírus durante o parto ou amamentação—longe da meta de menos de 40.000 até o final de 2018.</p>
<p>“Uma criança infectada com HIV ou uma criança morrendo por causas relacionadas à AIDS é inaceitável”, disse Sidibé. &#8220;Acabar com a epidemia de AIDS não é uma certeza e o mundo precisa responder a esse alerta e dar o pontapé inicial para um plano de aceleração para alcançar as metas.&#8221;</p>
<p><strong>Populações-chave representam quase metade de todas as novas infecções por HIV em todo o mundo</strong></p>
<p>O relatório também mostra que populações-chave não estão sendo suficientemente levadas em consideração pelos programas de HIV. Populações-chave e seus parceiros sexuais respondem por 47% das novas infecções por HIV no mundo e por 97% das novas infecções pelo HIV na Europa Oriental e Ásia Central, onde um terço das novas infecções por HIV se concentra entre as pessoas que usam drogas injetáveis.</p>
<p>Metade de todas as trabalhadoras do sexo em Suazilândia, Lesoto, Malawi, África do Sul e Zimbábue vivem com o HIV. O risco de contrair o HIV é 13 vezes maior entre as mulheres profissionais do sexo, 27 vezes maior entre os homens que fazem sexo com homens, 23 vezes maior entre as pessoas que usam drogas injetáveis e 12 vezes maiores entre mulheres transexuais.</p>
<p>&#8220;O direito à saúde para todos é inegociável&#8221;, disse Sidibé. “Profissionais do sexo, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas privadas de liberdade, migrantes, refugiados e pessoas trans são os mais afetados pelo HIV, mas ainda estão sendo deixados de fora nos programas de HIV. Mais investimentos são necessários para atingir essas populações-chave ”.</p>
<p><div id="attachment_9321" style="width: 970px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9321" class="wp-image-9321 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02.jpg" alt="&quot;O direito à saúde para todos é inegociável&quot;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS" width="960" height="618" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02.jpg 960w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-9321" class="wp-caption-text">&#8220;O direito à saúde para todos é inegociável&#8221;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS</p></div></p>
<p><strong>O estigma e a discriminação persistem</strong></p>
<p>Discriminação por profissionais de saúde, policiais, professores, empregadores, pais, líderes religiosos e membros da comunidade está impedindo que jovens, pessoas que vivem com HIV e populações-chave tenham acesso à prevenção, ao tratamento e a outros serviços de saúde sexual e reprodutiva.</p>
<p>Em 19 países, entre pessoas vivendo com HIV que responderam a pesquisas, uma em cada cinco relatou que teve assistência médica negada e uma em cada cinco evitou buscar um serviço de saúde por medo de estigma ou discriminação relacionados ao seu estado sorológico positivo para HIV. Em cinco dos 13 países com dados disponíveis, mais de 40% das pessoas disseram achar que as crianças que vivem com o HIV não devem frequentar a escola com crianças que são HIV-negativas.</p>
<p>&#8220;As comunidades estão ecoando o apelo do UNAIDS&#8221;, disse Vincent Pelletier, Diretor Executivo da Coalition PLUS. “Precisamos de acesso universal a serviços de prevenção adaptados e proteção contra a discriminação. Apelamos aos líderes mundiais para que combinem compromissos com financiamento, tanto nos países doadores como nos países implementadores.”</p>
<p><strong>Nova agenda necessária para acabar com a violência contra as mulheres</strong></p>
<p>Em 2017, cerca de 58% de todas as novas infecções pelo HIV entre adultos com mais de 15 anos de idade ocorreram em mulheres; a cada semana, 6.600 jovens mulheres de 15 a 24 anos adquiriram HIV no ano passado. O aumento da vulnerabilidade ao HIV tem sido associado à violência. Mais de uma em cada três mulheres em todo o mundo sofreram violência física ou sexual, muitas vezes nas mãos de seus parceiros íntimos.</p>
<p>“A desigualdade, a falta de empoderamento e a violência contra as mulheres são violações dos direitos humanos e continuam alimentando novas infecções pelo HIV”, disse Sidibé. “Não devemos desistir de nossos esforços para enfrentar e erradicar o assédio, abuso e violência, seja em casa, na comunidade ou no local de trabalho.”</p>
<p><strong>As metas 90–90–90 podem e devem  ser alcançadas</strong></p>
<p>Houve progresso rumo às metas 90-90-90. Três quartos (75%) de todas as pessoas que vivem com o HIV foram testadas e agora conhecem seu estado sorológico positivo para o vírus; das pessoas que foram testadas, 79% tinham acesso ao tratamento em 2017; e das pessoas com acesso ao tratamento, 81% tinham carga viral suprimida.</p>
<p>Seis países—Botswana, Camboja, Dinamarca, Suazilândia, Namíbia e Holanda— já alcançaram as metas de 90–90–90 e outros sete estão prestes a alcançá-las. A maior lacuna está nos primeiros 90: na África Ocidental e Central, por exemplo, apenas 48% das pessoas que vivem com o HIV foram diagnosticadas.</p>
<p><strong>Um grande ano para a resposta à tuberculose</strong></p>
<p>Houve ganhos no tratamento e diagnóstico do HIV entre pessoas com tuberculose (TB)—cerca de nove em cada 10 pessoas com TB  e que foram diagnosticadas com HIV estão em tratamento. No entanto, a TB ainda é a maior causa de mortes de pessoas que vivem com o HIV e três em cada cinco pessoas que iniciam o tratamento do HIV não são examinadas, testadas ou tratadas para TB. A Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Tuberculose, em setembro de 2018, é uma oportunidade para impulsionar os esforços para o alcance das metas de TB relacionadas ao HIV.</p>
<p><strong>O custo da inação</strong></p>
<p>Cerca de 20,6 bilhões de dólares estavam disponíveis para a resposta à AIDS em 2017—um aumento de 8% desde 2016 e o equivalente a 80% da meta de 2020 estabelecida pela Assembléia Geral das Nações Unidas. No entanto, não houve novos compromissos significativos e, como resultado, é improvável que esse aumento anual de recursos se sustente. Só será possível alcançar as metas de 2020 se os financiamentos de doadores e de fontes domésticas aumentarem.</p>
<p><div id="attachment_9323" style="width: 970px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9323" class="wp-image-9323 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01.jpg" alt="O relatório mostra que os ganhos alcançados para as crianças não estão sendo sustentados. Novas infecções por HIV entre crianças diminuíram apenas 8% nos últimos dois anos. " width="960" height="618" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01.jpg 960w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-9323" class="wp-caption-text">O relatório mostra que os ganhos alcançados para as crianças não estão sendo sustentados. Novas infecções por HIV entre crianças diminuíram apenas 8% nos últimos dois anos.</p></div></p>
<p><strong>Caminhos à frente</strong></p>
<p>De vilarejos na África Austral a aldeias remotas na Amazônia e megacidades na Ásia, as dezenas de inovações contidas nas páginas do relatório mostram que a colaboração entre sistemas de saúde e comunidades individuais pode reduzir de forma bem-sucedida o estigma e a discriminação e prestar serviços à grande maioria das pessoas que mais precisam deles.</p>
<p>Essas abordagens inovadoras continuam a impulsionar soluções necessárias para atingir as metas de 2020. Quando a prevenção combinada do HIV —incluindo preservativos e circuncisão masculina cirúrgica—for adotada em grande escala, o declínio de novas infecções em nível populacional será alcançado. A profilaxia pré-exposição (PrEP) já tem demonstrado impacto, particularmente entre populações-chave. Oferecer testagem e aconselhamento para HIV a membros da família e parceiros sexuais de pessoas diagnosticadas com HIV melhorou significativamente o acesso aos testes.</p>
<p>A África Oriental e Austral tem visto significativos investimentos nacionais e internacionais, juntamente com um forte compromisso político e envolvimento da comunidade, e está mostrando um progresso significativo no cumprimento das metas de 2020.</p>
<p>&#8220;Para cada desafio há uma solução&#8221;, disse Sidibé. “É responsabilidade dos líderes políticos, dos governos nacionais e da comunidade internacional fazer investimentos financeiros suficientes e estabelecer os ambientes jurídicos e políticos necessários para elevar o trabalho de quem está inovando nesta área à escala global. Se fizermos isso, criaremos o impulso necessário para alcançar as metas até 2020.”</p>
<p><strong> </strong><strong>Estima-se que, em 2017:</strong></p>
<ul>
<li>36,9 milhões [31,1 milhões &#8211; 43,9 milhões] de pessoas em todo o mundo viviam com HIV</li>
<li>21,7 milhões [19,1 milhões &#8211; 22,6 milhões] de pessoas tinham acesso ao tratamento</li>
<li>1,8 milhão [1,4 milhão – 2,4 milhões] de novas infecções por HIV.</li>
<li>940.000 [670.000–1,3 milhão] de pessoas morreram por causas relacionadas à AIDS em 2017.</li>
</ul>
<p><strong><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/miles-to-go_en.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse aqui o relatório completo em inglês</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/2018_07_17_Fact-Sheet_miles-to-go.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse aqui o resumo informativo em português</a></strong></p>
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	            data-cat="noticias" 
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		<title>Retrospectiva 2017 do UNAIDS no Brasil</title>
		<link>https://unaids.org.br/2018/06/retrospectiva-2017-do-unaids-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2018 20:06:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[relatório]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório 2017]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Retrospectiva 2017 do UNAIDS no Brasil tem o objetivo de celebrar um ano de conquistas e de ações que contribuíram para importantes avanços no debate nacional sobre HIV e AIDS. Foi um ano de consolidação de diversas estratégias iniciadas em 2013 e também um ano marcado pelo lançamento de novas frentes e novas, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/06/retrospectiva-2017-do-unaids-no-brasil/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A Retrospectiva 2017 do UNAIDS no Brasil tem o objetivo de celebrar um ano de conquistas e de ações que contribuíram para importantes avanços no debate nacional sobre HIV e AIDS. Foi um ano de consolidação de diversas estratégias iniciadas em 2013 e também um ano marcado pelo lançamento de novas frentes e novas bases para a mobilização de parceiros e setores da sociedade capazes de apoiar nossos esforços para alcançar as metas de Aceleração da Resposta (Fast-Track) rumo ao fim da epidemia de AIDS até 2030.<span id="more-9124"></span></p>
<p>Três pilares fundamentais pautaram essas ações: a Cidades Fast-Track, com a promoção da Aceleração da Resposta nas cidades para o cumprimento das metas 90-90-90; Jovens e Populações Vulneráveis, engajando os jovens na resposta à epidemia e fortalecendo o acesso à prevenção combinada entre jovens e populações vulneráveis; e Zero Discriminação, com a promoção dos direitos humanos através de ações no âmbito da plataforma homônima lançada mundialmente pelo UNAIDS em 2014.</p>
<p>A parceria renovada com o Departamento de Vigilância e Prevenção das IST, HIV/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde (DIAHV), firmada através do escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil—um dos copatrocinadores do UNAIDS—, permitiu ao Programa Conjunto dar seguimento a diversas ações e fomentar outras tantas parcerias, mobilizando recursos adicionais para ampliar as vozes das pessoas vivendo com HIV e, em especial, pautar o debate de sociedade em torno de informações estratégicas e relevantes na construção da resposta ao HIV.</p>
<p>Um exemplo importante deste sucesso foi a consolidação da parceria com a área de Responsabilidade Social da TV Globo, qu permitiu não apenas o lançamento, em rede nacional, da campanha <strong><a href="https://unaids.org.br/2017/07/jovens-youtubers-influenciadores-e-ativistas-digitais-debatem-hiv/" target="_blank" rel="noopener">#EseFosseComVocê?</a></strong>—estrelada pelos Embaixadores de Boa Vontade do UNAIDS Mateus Solano e Wanessa Camargo—, mas também de ações pontuais como o apoio a filmes de publicidade social da <a href="https://unaids.org.br/2017/06/plataforma-tudo-comeca-pelo-respeito-lanca-filme-sobre-homofobia/" target="_blank" rel="noopener"><strong>plataforma Respeito</strong></a> e parcerias para promoção do debate sobre HIV na grade de entretenimento da emissora: na supersérie <a href="https://unaids.org.br/2017/08/unindo-ficcao-realidade-unaids-erede-globo-promovem-debate-em-torno-da-aids/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Os Dias Eram Assim e na minissérie Sob Pressão</strong></a>.</p>
<p>No ambito das cidades, em parceria com a Frente Nacional dos Prefeitos, <a href="https://unaids.org.br/2017/07/campinas-oito-prefeituras-assinam-declaracao-de-paris/" target="_blank" rel="noopener"><strong>7 novos municípios aderiram aos compromissos da Declaração de Paris</strong></a>, unindo-se a outras 30 cidades, ao Rio Grande do Sul e ao Distrito Federal e a mais de 200 municipalidades ao redor do mundo, no esforço coletivo de acabar com a epidemia de AIDS até 2030.</p>
<p>A juventude e as populações-chave também estiveram no centro das ações do UNAIDS em 2017, tanto por meio da participação de eventos, encontros, debates e capacitações quanto do engajamento em ações de mobilização virtual.</p>
<p>Um dos destaques de 2017 foi a <a href="https://unaids.org.br/2018/05/conheca-o-video-favorito-escolhido-pelo-publico-entre-os-3-finalistas-do-desafiounaids/" target="_blank" rel="noopener"><strong>campanha #DesafioUNAIDS</strong></a>. Trinta e oito influenciadores digitais foram mobilizados e aceitaram se engajar, de forma voluntária, para falar sobre as principais dúvidas encontradas na internet em relação a HIV, sexualidade e direitos humanos. Em um mês, a iniciativa gerou mais de 1,1 milhão de visualizações espontâneas, mais de 6 mil comentários e um sentimento praticamente 100% positivo entre os internautas que se engajaram.</p>
<p>No campo político, uma vitória importante: o esforço conjunto do UNAIDS, Ministério da Saúde e da sociedade civil para derrubar o <a href="https://unaids.org.br/2017/05/pl-19815-que-criminaliza-transmissao-hiv-vai-audiencia-publica/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Projeto de Lei 198 de 2015</strong></a>—que previa tornar crime hediondo a transmissão intencional do HIV. Foram quase dois anos de muitas reuniões, campanhas, notas técnicas e debates dentro e fora do Congresso Nacional para que o movimento de AIDS conseguisse pôr fim a essa tentativa de retrocesso na resposta à epidemia.</p>
<p>A publicação Retrospectiva 2017 do UNAIDS no Brasil busca celebrar estas conquistas e inspirar todas a pessoas engajadas de alguma forma na promoção dos direitos humanos e na mobilização da sociedade por uma resposta efetiva e propositiva para dar fim à epidemia de AIDS no Brasil e no mundo.</p>
<p>Inspirada pela visão de zero nova infecção pelo HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS, a Equipe Conjunta do UNAIDS busca, no registro dessas ações, renovar diariamente seu compromisso de liderar e inspirar o país e o mundo no cumprimento dos compromissos assumidos na Declaração Política de 2016 da Assembleia Geral da ONU sobre o Fim da AIDS, bem como daqueles dispostos na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, dentro da qual se encontram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p>
<p>&#8220;Esperamos que este documento possa trazer a todos os leitores um retrato importante do que tem sido construído pelo UNAIDS no país, de forma conjunta com parceiros dos mais diversos setores, com o objetivo de promover a Aceleração da Resposta ao HIV e rumo ao fim da epidemia de AIDS&#8221;, escreva na Introdução do documento a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard.</p>
<p><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/06/Retrospectiva-2017-UNAIDS_160618_web.pdf" target="_blank" rel="noopener"><strong>Clique aqui para conhecer o trabalho desenvolvido pelo UNAIDS no Brasil em 2017.</strong></a></p>
<p><a href="https://unaids.org.br/2017/07/unaids-brasil-publica-relatorio-2016/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Conheça o trabalho realizado pelo UNAIDS no Brasil em 2016.</strong></a></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2018/06/retrospectiva-2017-do-unaids-no-brasil/">Retrospectiva 2017 do UNAIDS no Brasil</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>OPAS e UNAIDS recomendam intensificação dos esforços de prevenção do HIV para prevenir novas infecções</title>
		<link>https://unaids.org.br/2017/11/opas-e-unaids-recomendam-intensificacao-dos-esforcos-de-prevencao-do-hiv-para-prevenir-novas-infeccoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Nov 2017 17:53:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina e Caribe]]></category>
		<category><![CDATA[OPAS]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção da infecção pelo HIV sob a lupa - Uma análise da perspectiva do setor de saúde na América Latina e no Caribe]]></category>
		<category><![CDATA[relatório]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do UNAIDS destaca que expandir o acesso a todas as opções disponíveis de prevenção ao HIV pode reduzir o número de novas infecções pelo vírus na América Latina e no Caribe, que se mantêm em 120 mil por ano desde 2010. Lançado na véspera, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/11/opas-e-unaids-recomendam-intensificacao-dos-esforcos-de-prevencao-do-hiv-para-prevenir-novas-infeccoes/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e do UNAIDS destaca que expandir o acesso a todas as opções disponíveis de prevenção ao HIV pode reduzir o número de novas infecções pelo vírus na América Latina e no Caribe, que se mantêm em 120 mil por ano desde 2010.<span id="more-7801"></span></p>
<p>Lançado na véspera do Dia Mundial contra a AIDS, o relatório <em>Prevenção do HIV sob a lupa &#8211; Uma análise da perspectiva do setor de saúde na América Latina e no Caribe</em> analisa os avanços e desafios dos serviços de saúde na prevenção da transmissão do HIV.</p>
<p>&#8220;O progresso da resposta à AIDS na região tem sido importante, com grandes reduções nas infecções em crianças, melhorias no tratamento e redução do número de mortes por causas relacionadas à AIDS, mas ainda não atingiu o impacto desejado no número de novas infecções em adultos&#8221;, disse a Diretora da OPAS, Carissa Etienne. &#8220;Evitar novas infecções requer intensificar os esforços e que as pessoas mais vulneráveis ​​tenham acesso a todas as opções de prevenção existentes em um ambiente livre de discriminação.&#8221;</p>
<p>O relatório recomenda o enfoque na abordagem da prevenção combinada, que informado por evidências científicas, respeitando os direitos humanos e livre de discriminação, inclui três elementos: a oferta ampla de intervenções biomédicas mais adequadas aos usuários, a promoção de comportamentos saudáveis ​​e a estabelecimento de ambientes que facilitem o acesso e a prática de medidas de prevenção.</p>
<p>De acordo com o relatório e com os dados do UNAIDS, a maioria (64%) dos novos casos de HIV na região ocorre em homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e seus clientes, mulheres trans, pessoas que usam drogas injetáveis e nos parceiros dessas populações-chave. Além disso, um terço das novas infecções ocorre em jovens de 15 a 24 anos.</p>
<p>&#8220;Reduzir as novas infecções por HIV entre as populações-chave e as mais vulneráveis, incluindo mulheres e jovens, exigirá ações de prevenção do HIV que sejam específicas e de alto impacto, além de acesso a evidências, tratamento para todos e ações conjuntas contra a discriminação&#8221;, disse o Diretor Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe, César Núñez. Além disso, acrescentou, esse esforço exigirá &#8220;um compromisso inabalável com o respeito, a igualdade de gênero, a proteção e a promoção de direitos humanos, incluindo o direito à saúde&#8221;.</p>
<p><strong>Oferecer uma variedade de métodos de prevenção</strong></p>
<p>Atualmente, existem muitas opções de prevenção cientificamente comprovadas que os serviços de saúde podem oferecer à população para prevenir a infecção pelo HIV e proteger sua saúde. Essas medidas incluem algumas novas opções, como o autoteste de HIV, que pode ser feito em até mesmo em casa (para os testes comprados em farmácia), e a expansão da oferta de testagem fora dos centros de saúde. Na América Latina, duas de cada 10 pessoas vivendo com HIV, e 4 em cada 10 no Caribe, não sabem que têm o vírus. O diagnóstico precoce melhora a qualidade de vida das pessoas com HIV e pode prevenir novas infecções.</p>
<p>Outras recomendações são a oferta de profilaxia pré-exposição (PrEP), para pessoas que se encontram em situação de alto risco de contrair o HIV, e de profilaxia pós-exposição (PEP), após qualquer situação em que exista o risco de exposição ao vírus, incluindo uma relação sexual consensual com um parceiro de sorologia desconhecida ou positiva.</p>
<p>O relatório também defende a distribuição de preservativos e lubrificantes, a oferta do teste de sífilis simultâneo ao teste de HIV e o acesso universal ao tratamento, o que melhora significativamente a saúde da pessoa vivendo com HIV e reduz o risco de infecção de seus parceiros. O relatório também recomenda a realização de atividades comunitárias de pares e a prestação de informações e de educação sobre saúde sexual.</p>
<p>A publicação alerta igualmente sobre a dependência de fundos internacionais para realizar ações de prevenção (como educação de pares e oferta de preservativos e testagens por ONGs) para populações-chave e destaca o papel decisivo da sociedade civil para tornar a resposta ao HIV mais eficaz, particularmente na área da prevenção.</p>
<p>A este respeito, o relatório pede por trabalhos de parceria entre governos, sociedade civil e organizações internacionais para expandir a oferta de opções de prevenção e garantir o acesso universal aos serviços de prevenção do HIV para reduzir o número de novas infecções e acabar com a epidemia de AIDS até 2030.</p>
<p><strong>Situação da epidemia de AIDS na América Latina em 2016 *</strong></p>
<p>• 1,8 milhão [1,4 milhão – 2,1 milhões] de pessoas vivendo com HIV na América Latina</p>
<p>• Aproximadamente 97.000 [79.000 – 120.000] novas infecções por HIV</p>
<p>• O número de novas infecções por HIV não variou de 2010 a 2016</p>
<p>• 36.000 [28.000 – 45.000] pessoas morreram por causas relacionadas à AIDS</p>
<p>• Entre 2010 e 2016, o número de mortes por causas relacionadas à AIDS na região caiu 12%</p>
<p>• A cobertura do tratamento alcançou 58% [42% – 72%] de todas as pessoas vivendo com HIV</p>
<p>• 1.800 [1.300 – 2.400] novas infecções por HIV entre crianças.</p>
<p><strong>Situação da epidemia de AIDS no Caribe 2016 *</strong></p>
<p>• 310.000 [280.000 – 350.000] pessoas vivendo com HIV</p>
<p>• Aproximadamente 18.000 [15.000 – 22.000] novas infecções por HIV</p>
<p>• 9.400 [7.300 – 12.000] pessoas morreram por complicações relacionadas à AIDS</p>
<p>• Entre 2010 e 2016, o número de mortes por complicações relacionadas à AIDS na região caiu 28%</p>
<p>• A cobertura do tratamento alcançou 52% [41% – 60%] de todas as pessoas vivendo com HIV</p>
<p>• Menos de mil novas infecções por HIV entre em crianças.</p>
<p>* <a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/UNAIDS_FactSheet_en.pdf" target="_blank" rel="noopener">Dados do UNAIDS</a>.</p>
<p><strong><a href="http://iris.paho.org/xmlui/handle/123456789/34381" target="_blank" rel="noopener">O relatório completo pode ser acessado aqui (em inglês).</a></strong></p>
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