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	<title>Relatório Global - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>Relatório Global - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>“Um momento perigoso” que pode reverter avanços históricos na resposta ao HIV, alerta UNAIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:38:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório &#8220;Unidas e unidos para acabar com a AIDS&#8220;, divulgado nesta sexta-feira (12) pelo UNAIDS, mostra que os cortes no financiamento internacional, o enfraquecimento dos direitos humanos, a redução dos investimentos em prevenção e a falta de prioridade para serviços comunitários relacionados ao HIV ameaçam reverter décadas de avanços na resposta global, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2026/06/um-momento-perigoso-que-pode-reverter-avancos-historicos-na-resposta-ao-hiv-alerta-unaids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Um novo relatório &#8220;<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/relatorios-e-publicacoes/" target="_blank" rel="noopener" title="">Unidas e unidos para acabar com a AIDS</a></span>&#8220;, divulgado nesta sexta-feira (12) pelo UNAIDS, mostra que os cortes no financiamento internacional, o enfraquecimento dos direitos humanos, a redução dos investimentos em prevenção e a falta de prioridade para serviços comunitários relacionados ao HIV ameaçam reverter décadas de avanços na resposta global à AIDS.</p>



<span id="more-31633"></span>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Não há dúvida de que esta é a interrupção mais grave da resposta ao HIV desde que o mundo se uniu para enfrentar essa doença</em>”, afirmou Winnie Byanyima, diretora-executiva do <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en" target="_blank" rel="noopener" title="">UNAIDS</a></span>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Winnie-Byanyima-UNAIDs.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="465" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Winnie-Byanyima-UNAIDs-1024x465.jpg" alt="" class="wp-image-31525" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Winnie-Byanyima-UNAIDs-1024x465.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Winnie-Byanyima-UNAIDs-300x136.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Winnie-Byanyima-UNAIDs-768x349.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Winnie-Byanyima-UNAIDs-720x327.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/05/Winnie-Byanyima-UNAIDs.jpg 1170w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><sup><em>“Os cortes de financiamento, somados à redução do espaço cívico e ao aumento da criminalização de populações marginalizadas, criaram a maior tempestade já enfrentada pela resposta ao HIV&#8221;, diz Winnie Byanyima, diretira executiva do UNAIDS.</em></sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os cortes drásticos na ajuda internacional, da qual dependem muitos países de baixa renda e alta incidência da epidemia, tiveram impactos devastadores. Em 2025, a assistência global ao desenvolvimento caiu 23%, a maior redução já registrada. Como consequência, os programas de HIV foram fortemente afetados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 2024 e 2025, os programas de testagem para HIV diminuíram 22% em contextos de alta prevalência. Isso significa que menos pessoas conseguem acessar o tratamento, enquanto novas infecções continuam sendo registradas. Em alguns países, o financiamento para preservativos foi reduzido em mais de 90%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o uso da profilaxia pré-exposição (PrEP), medicamento diário para prevenir o HIV, caiu 38% entre 2024 e 2025 nos 62 países que reportaram dados ao UNAIDS.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Prevenção do HIV sofre retrocessos</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção do HIV está sendo fragilizada justamente quando o mundo mais precisa ampliá-la. Esse desafio se torna ainda mais preocupante diante da chegada de novas tecnologias de prevenção de longa duração, consideradas revolucionárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, a prevenção representava apenas 11% de todo o investimento global em HIV. Agora, esse percentual continua diminuindo, sem sinais de que os recursos nacionais conseguirão compensar a perda do financiamento externo.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Uma das maiores histórias de sucesso da saúde global</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV é considerada uma das iniciativas mais bem-sucedidas da saúde global nos últimos 25 anos. As mortes relacionadas à AIDS caíram 56%, passando de 1,3 milhão em 2010 para 570 mil em 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mesmo período, as novas infecções por HIV diminuíram 43%, chegando a 1,2 milhão de casos. Atualmente, 78% das 40,9 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo estão em tratamento, o equivalente a 32,1 milhões de pessoas. No entanto, esse progresso permanece frágil. Cerca de 9 milhões de pessoas ainda não têm acesso à terapia antirretroviral.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Risco de interrupção do tratamento</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A redução do financiamento externo coloca em risco os avanços conquistados no tratamento do HIV. Na África Ocidental e Central, por exemplo, aproximadamente 90% dos programas de tratamento dependem de recursos internacionais. Sem financiamento contínuo e sem aumento dos investimentos domésticos, existe um sério risco de interrupções no tratamento. Caso isso aconteça, o resultado será o aumento das mortes relacionadas à AIDS e o crescimento das novas infecções por HIV.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Desigualdades persistem entre regiões</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços na resposta ao HIV continuam extremamente desiguais. Enquanto algumas regiões apresentam melhorias, outras registram crescimento nas novas infecções. Desde 2010, a Europa Oriental, a Ásia Central, o Oriente Médio, o Norte da África e a América Latina registraram aumento no número de novos casos de HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na África Subsaariana, cerca de 3 mil novas infecções são registradas entre adolescentes e mulheres jovens todas as semanas. Esse dado representa um dos sinais mais evidentes de que o mundo ainda falha em alcançar algumas das populações mais vulneráveis.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Organizações comunitárias enfrentam crise de financiamento</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Organizações lideradas pela comunidade, pela sociedade civil, por pessoas vivendo com HIV, por jovens e por profissionais do sexo estão entre as estruturas mais eficazes para levar serviços às populações afetadas pela epidemia. Esses grupos oferecem prevenção, tratamento e apoio para até 60% de suas próprias comunidades. Entre elas estão homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que fazem uso de drogas injetáveis e suas parcerias sexuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desse papel fundamental, o financiamento para essas organizações foi drasticamente reduzido. Ao mesmo tempo, não há sinais explícitos de aumento dos recursos nacionais. Um estudo recente, conduzido por organizações comunitárias em 47 países da África, América Latina e Ásia-Pacífico, identificou uma redução de 50% nos serviços de apoio para pessoas vivendo com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento também apontou queda de 82% nos serviços voltados para profissionais do sexo e de 85% nos serviços destinados a homens que fazem sexo com homens. Além disso, os serviços de apoio para sobreviventes de violência baseada em gênero também estão diminuindo. Quando as comunidades perdem financiamento, toda a resposta ao HIV perde alcance, confiança e efetividade.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Retrocessos nos direitos humanos preocupam</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também revela um preocupante retrocesso nos direitos humanos. Pela primeira vez desde que o UNAIDS começou a monitorar essa tendência, houve aumento na criminalização de populações marginalizadas. Em 2025, dois países passaram a criminalizar relações sexuais consensuais entre pessoas do mesmo sexo. Já em 2026, outro país ampliou as penalidades relacionadas a essas práticas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/06/2026_06_12-United-To-End-AIDS-Text-1-scaled.png"><img decoding="async" width="1024" height="528" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/06/2026_06_12-United-To-End-AIDS-Text-1-1024x528.png" alt="" class="wp-image-31635" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/06/2026_06_12-United-To-End-AIDS-Text-1-1024x528.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/06/2026_06_12-United-To-End-AIDS-Text-1-300x155.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/06/2026_06_12-United-To-End-AIDS-Text-1-768x396.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/06/2026_06_12-United-To-End-AIDS-Text-1-1536x792.png 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/06/2026_06_12-United-To-End-AIDS-Text-1-2048x1056.png 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/06/2026_06_12-United-To-End-AIDS-Text-1-1800x928.png 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2026/06/2026_06_12-United-To-End-AIDS-Text-1-720x371.png 720w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando as pessoas têm medo de prisão, perseguição ou discriminação, elas deixam de fazer o teste de HIV e evitam procurar serviços de saúde. Como resultado, a epidemia continua avançando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As doenças se espalham mais rapidamente onde os direitos humanos são mais frágeis”, afirmou Winnie Byanyima. “O retrocesso nos direitos humanos e no espaço cívico não é acidental. Ele é organizado, político e produz graves consequências para a saúde pública e para os resultados da resposta ao HIV.”</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Oportunidades para retomar o progresso</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos desafios, o relatório aponta importantes oportunidades. A participação dos recursos domésticos no financiamento da resposta ao HIV aumentou de 28% em 2010 para 52% em 2024. Desde janeiro de 2025, mais de 54 países assumiram compromissos para ampliar seus investimentos nacionais. No entanto, muitos deles enfrentam graves crises de endividamento. Atualmente, 28 países africanos gastam mais com pagamento de dívidas do que com saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS também destaca positivamente novos compromissos de organismos e organizações doadoras internacionais, incluindo os Estados Unidos e o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Integração dos serviços de saúde e inovação</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A integração dos serviços de HIV aos sistemas de saúde mais amplos também apresenta resultados promissores. Atualmente, 25% dos 152 países analisados incorporou o HIV em estratégias nacionais de saúde. Em mais de 80 países, por exemplo, os serviços de prevenção e tratamento do câncer do colo do útero já fazem parte das diretrizes nacionais de HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inovação tecnológica também pode acelerar os avanços. Até o final de março de 2026, mais de 6 mil pessoas utilizavam o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/tag/lenacapavir/" target="_blank" rel="noopener" title="">lenacapavir</a></span>, medicamento de longa duração para prevenção do HIV, em cinco países da África Subsaariana. Ainda assim, o esforço precisa ser ampliado. O UNAIDS estima que 20 milhões de pessoas necessitam de medicamentos antirretrovirais para prevenção.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Reunião da ONU definirá os próximos passos</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Nos dias 22 e 23 de junho, a Assembleia Geral das Nações Unidas realizará uma <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/reuniao-de-alto-nivel-sobre-aids-2026/" target="_blank" rel="noopener" title="">Reunião de Alto Nível sobre HIV/AIDS</a></span>. Durante o encontro, os países deverão adotar uma nova Declaração Política sobre HIV. Este será o último documento político global antes do prazo de 2030 para acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova declaração estabelecerá metas para 2030 alinhadas à <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/estrategia-global-2026-2031/" target="_blank" rel="noopener" title="">Estratégia Global contra a AIDS</a></span>. Entre os objetivos estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Garantir tratamento antirretroviral para 40 milhões de pessoas até 2030;</li>



<li>Assegurar acesso à prevenção medicamentosa para 20 milhões de pessoas;</li>



<li>Garantir serviços livres de estigma e discriminação para todas as pessoas.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Ainda é possível acabar com a AIDS até 2030</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o relatório, as metas para 2030 continuam ao alcance. Caso sejam atingidas, será possível evitar 3,2 milhões de novas infecções adicionais por HIV. Para isso, será necessário manter a cooperação internacional, fortalecer a liderança dos países e colocar as comunidades no centro da resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Nós sabemos como acabar com a AIDS</em>”, concluiu Winnie Byanyima. “<em>A questão agora é política: vamos investir ou recuar? Se seguirmos a Estratégia Global contra a AIDS e os Estados-membros adotarem uma Declaração Política forte para orientar a resposta nos próximos cinco anos, ainda poderemos acabar com a AIDS até 2030. Porém, se falharmos em agir, corremos o risco de perder décadas de progresso conquistado com muito esforço.</em>”</p>
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		<title>“A AIDS não acabou e conquistas estão em risco”, diz secretário-geral da ONU; UNAIDS pede renovação da solidariedade global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 21:50:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS recebe relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, publicado antes da Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre HIV/AIDS, que ocorrerá em Nova York nos dias 22 e 23 de junho de 2026. No relatório, António Guterres, secretário-geral da ONU, transmite uma forte mensagem: o mundo alcançou avanços, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2026/06/a-aids-nao-acabou-e-conquistas-estao-em-risco-diz-secretario-geral-da-onu-unaids-pede-renovacao-da-solidariedade-global/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS recebe relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, publicado antes da Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre HIV/AIDS, que ocorrerá em Nova York nos dias 22 e 23 de junho de 2026.</p>



<span id="more-31619"></span>



<p class="wp-block-paragraph">No relatório, António Guterres, secretário-geral da ONU, transmite uma forte mensagem: o mundo alcançou avanços históricos na resposta ao HIV, mas essas conquistas estão cada vez mais ameaçadas caso os governos não renovem urgentemente seu compromisso com a resposta global à AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>A resposta global ao HIV encontra-se em um momento crítico. O progresso é real e mensurável, mas está cada vez mais vulnerável a crises convergentes</em>”, afirmou Guterres, citando a redução do financiamento externo, o aumento do endividamento dos países, as emergências humanitárias e os retrocessos nos direitos humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Guterres destaca que, dos 40,8 milhões de pessoas vivendo com HIV em 2024, 31,6 milhões estavam em tratamento — o maior número já registrado. O relatório também aponta que as mortes relacionadas à AIDS caíram 54% desde 2010, alcançando o menor nível desde o início da década de 1990.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento mostra que os países da África Oriental e Austral — região que concentra a maioria das pessoas vivendo com HIV — lideraram os avanços globais. Em 2024, sete países da região alcançaram as metas globais 95-95-95 de testagem e tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Essas conquistas são uma demonstração brilhante do progresso rumo ao fim da AIDS quando liderança política, ação comunitária e investimento sustentado atuam em conjunto</em>”, afirmou Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o relatório ressalta que o mundo está longe de atingir as metas para 2025 estabelecidas na <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2021/06/estados-membros-das-nacoes-unidas-adotam-nova-declaracao-politica-para-enfrentar-desigualdades-e-acabar-com-a-aids/" target="_blank" rel="noopener" title="">Declaração Política sobre HIV/AIDS de 2021</a></span>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns dados são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cerca de 9,2 milhões de pessoas ainda não têm acesso ao tratamento para o HIV;</li>



<li>aproximadamente 630 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS em 2024 — mais que o dobro da meta de 250 mil mortes para 2025; e</li>



<li>foram registradas 1,3 milhão de novas infecções por HIV em 2024, número 3,5 vezes superior à meta de 370 mil novas infecções prevista para 2025.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca ainda que o progresso permanece desigual. As novas infecções por HIV aumentaram significativamente no Oriente Médio e Norte da África (94% desde 2010) e cresceram na América Latina – cerca de 13% –, bem como na Europa Oriental e Ásia Central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento alerta para a necessidade de enfrentar as desigualdades estruturais que dificultam o acesso aos serviços de HIV, reduzir as lacunas de financiamento e acelerar a expansão sustentável dos serviços. Os registros de novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens na África Subsaariana continuam sendo infectadas cerca de três a quatro vezes superiores às pessoas do sexo masculino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As populações-chave respondem por 74% das novas infecções fora da África Subsaariana. Guterres alerta que o financiamento externo para a saúde poderá sofrer redução de até 40%, o que põe em risco principalmente os serviços de prevenção ao HIV e as iniciativas lideradas pela comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na África Ocidental e Central, 90% dos recursos destinados ao tratamento dependem de doadores externos. Já os programas de prevenção na África Subsaariana dependem de financiamento externo para cerca de 80% de seus recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Sem ações urgentes para suprir a lacuna de financiamento, milhões de vidas estarão em risco</em>”, afirmou Winnie Byanyima. “<em>Não podemos permitir que choques financeiros, ataques aos direitos humanos ou retrocessos políticos revertam décadas de progresso</em>”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também apresenta importantes oportunidades para acelerar os avanços. Ferramentas de prevenção de longa duração, incluindo medicamentos injetáveis para prevenção do HIV, estão se tornando mais acessíveis, com versões genéricas previstas para custar cerca de US$ 40 (R$ 207) por pessoa anualmente. No entanto, a implementação dessas tecnologias ainda avança lentamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As organizações lideradas pela comunidade, cuja eficácia na ampliação da testagem, adesão ao tratamento e supressão viral já foi comprovada, devem ser protegidas, financiadas e integradas aos planos nacionais de resposta. Além disso, novos roteiros nacionais de sustentabilidade desenvolvidos em parceria com o UNAIDS em mais de 30 países estão fortalecendo a apropriação nacional das respostas ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O secretário-geral da ONU convoca os Estados-Membros a aprovarem novas e metas globais ambiciosas para 2030 na Declaração Política sobre HIV/AIDS que será adotada durante a próxima Reunião de Alto Nível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As metas darão continuidade aos compromissos assumidos para 2025 e buscarão garantir avanços contínuos rumo ao objetivo de acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030, assegurando a sustentabilidade desses resultados no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>O caminho para acabar com a AIDS até 2030 existe e continua aberto</em>”, conclui Guterres. “<em>Mas somente se agirmos em conjunto</em>.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS conclama todos os governos a utilizarem a próxima Reunião de Alto Nível sobre HIV/AIDS para renovar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>seu compromisso com o fim da AIDS como ameaça à saúde pública até 2030;</li>



<li>proteger e ampliar o financiamento para prevenção, tratamento e serviços liderados pela comunidade, especialmente por meio do aumento dos recursos domésticos;</li>



<li>eliminar leis e políticas punitivas que reforçam o estigma e impedem o acesso aos serviços de HIV; e</li>



<li>garantir acesso equitativo às inovações, incluindo métodos de prevenção e tratamento de longa duração.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">“<em>Acabar com a AIDS é uma escolha política. Com coragem, solidariedade e investimento, podemos concluir essa missão</em>”, afirmou Winnie Byanyima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório do secretário-geral da ONU constitui uma referência fundamental para orientar as negociações dos Estados-Membros sobre a nova Declaração Política sobre HIV/AIDS, em preparação para a Reunião de Alto Nível sobre HIV/AIDS, que ocorrerá nos dias 22 e 23 de junho de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais informações, incluindo o relatório e a Declaração da Sociedade Civil para a Reunião de Alto Nível, estão disponíveis na página especial do UNAIDS dedicada à Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre HIV/AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Clique nos links para acessar as versões completas do relatório em: <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/2026-06/A-80-724_AR.pdf" target="_blank" rel="noopener" title="">Árabe</a></span> | <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/2026-06/A-80-724_CH.pdf" target="_blank" rel="noopener" title="">Chinês</a></span> | <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2026/20260604_UNSG_report_AIDS" target="_blank" rel="noopener" title="">Inglês</a></span> | <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/fr/resources/documents/2026/20260604_UNSG_report_AIDS_fr" target="_blank" rel="noopener" title="">Francês</a></span> | <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/ru/resources/documents/2026/20260604_UNSG_report_AIDS_ru" target="_blank" rel="noopener" title="">Russo</a></span> | <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/es/resources/documents/2026/20260604_UNSG_report_AIDS_es" target="_blank" rel="noopener" title="">Espanhol</a></span></p>
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		<title>UNAIDS divulga seu relatório do Dia Mundial da Luta contra a AIDS 2025: Eliminar as barreiras, transformar a resposta à AIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2025/11/unaids-divulga-seu-relatorio-do-dia-mundial-da-luta-contra-a-aids-2025-eliminar-as-barreiras-transformar-a-resposta-a-aids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thaina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2025 15:10:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A resposta global ao HIV sofreu seu revés mais significativo em décadas, alerta um novo relatório do UNAIDS divulgado hoje, às vésperas do Dia Mundial da Luta contra a AIDS 2025. O relatório detalha as consequências de longo alcance das reduções no financiamento internacional e da falta de solidariedade global, que causaram um choque, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/11/unaids-divulga-seu-relatorio-do-dia-mundial-da-luta-contra-a-aids-2025-eliminar-as-barreiras-transformar-a-resposta-a-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A resposta global ao HIV sofreu seu revés mais significativo em décadas, alerta um <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/11/UNAIDS_WAD_report.pdf" target="_blank" rel="noopener" title=""><span style="text-decoration: underline;">novo relatório do UNAIDS</span></a> divulgado hoje, às vésperas do Dia Mundial da Luta contra a AIDS 2025. O relatório detalha as consequências de longo alcance das reduções no financiamento internacional e da falta de solidariedade global, que causaram um choque nos países de baixa e média renda com mais incidência de HIV.</p>



<span id="more-30939"></span>



<p class="wp-block-paragraph">As reduções abruptas na assistência internacional ao HIV em 2025 aprofundaram os déficits de financiamento existentes. A OCDE estima que a assistência externa à saúde deverá cair entre 30 e 40% em 2025 em comparação com 2023, causando interrupções imediatas e ainda mais graves nos serviços de saúde em países de baixa e média renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A crise de financiamento expôs a fragilidade do progresso que lutamos tanto para alcançar”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Por trás de cada dado deste relatório estão pessoas, bebês e crianças que não tiveram acesso a exames de HIV ou diagnóstico precoce, mulheres jovens que não receberam apoio à prevenção e comunidades que de repente ficaram sem serviços e cuidados. Não podemos abandoná-las. Precisamos superar essa interrupção e transformar a resposta à AIDS.”</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Um sistema global em choque</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços de prevenção — que já estavam sob pressão antes da crise — foram os mais afetados. Reduções significativas no acesso a medicamentos para prevenir o HIV (profilaxia pré-exposição, conhecida como PrEP) e quedas acentuadas na circuncisão médica voluntária para prevenção do HIV deixaram uma lacuna significativa na proteção de milhões de pessoas. O fim dos programas de prevenção do HIV concebidos com e para mulheres jovens privou as adolescentes e as mulheres jovens de serviços de prevenção do HIV, saúde mental e violência de gênero em muitos países. Isso aumenta ainda mais a sua exposição à vulnerabilidade &#8211; em 2024, havia globalmente 570 novas infecções por HIV todos os dias entre mulheres jovens e meninas com idades entre 15 e 24 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Organizações lideradas pela comunidade — a base da resposta ao HIV e que conseguiam alcançar as pessoas mais expostas ao HIV — relatam fechamentos generalizados, com mais de 60% das organizações lideradas por mulheres suspendendo programas essenciais. Os serviços para populações-chave, incluindo serviços para homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que fazem uso de drogas injetáveis e pessoas trans, também foram severamente afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fracasso em atingir as metas globais para o HIV de 2030 da próxima <a href="https://unaids.org.br/estrategia-global-para-a-aids-2026-2031/" target="_blank" rel="noopener" title="">Estratégia Global para a AIDS</a> pode resultar em 3,3 milhões de novas infecções por HIV entre 2025 e 2030.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Preocupações crescentes com os direitos humanos</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A crise de financiamento se desenrolou em um contexto de fragilização do ambiente global dos direitos humanos, com consequências particularmente graves para as populações marginalizadas. Em 2025, o número de países que criminalizam a atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo e a expressão de gênero aumentou pela primeira vez desde que o UNAIDS começou a monitorar leis punitivas em 2008. As restrições à sociedade civil — particularmente aquelas que trabalham com populações-chave em todo o mundo e mulheres jovens e meninas na África Subsaariana — estão prejudicando ainda mais o acesso essencial aos serviços de HIV.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Resiliência e inovação oferecem esperança</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar desses desafios, vários países tomaram medidas rápidas na tentativa de&nbsp;suprir&nbsp;as lacunas de financiamento. Como resultado, muitos países estão demonstrando&nbsp;resiliência no que diz respeito&nbsp;ao&nbsp;tratamento para o&nbsp;HIV. Alguns países relataram números relativamente estáveis ou mesmo um aumento nas novas iniciações&nbsp;de tratamento antirretroviral como resultado de medidas rápidas para manter os serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Países Nigéria, Uganda, Costa do Marfim, África do Sul e Tanzânia comprometeram-se a aumentar os investimentos nacionais para serviços de HIV. O UNAIDS está trabalhando com mais de 30 países para acelerar os planos nacionais de sustentabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inovação também está ganhando impulso. As tecnologias de prevenção de longa duração do HIV — incluindo injeções duas vezes ao ano para prevenir o vírus — têm o potencial de prevenir milhares de novas infecções em locais de alta incidência. Novas parcerias anunciadas em 2025 pela Fundação Gates, UNITAID, Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária e o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.state.gov/pepfar/" target="_blank" rel="noopener" title="">Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para Alívio da AIDS</a></span> (PEPFAR) lançaram iniciativas para garantir o acesso generalizado a formulações genéricas de medicamento com preços acessíveis — cerca de US$ 40 por pessoa.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos o que funciona — temos a ciência, as ferramentas&nbsp;biomédicas&nbsp;e as&nbsp;estratégias comprovadas”, afirmou&nbsp;Winnie&nbsp;Byanyima.&nbsp;“O que precisamos agora é de coragem política. Investir nas comunidades, na prevenção, na inovação e na proteção dos direitos humanos como caminho para acabar com a AIDS.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aa segunda metade de 2025&nbsp;demonstrou&nbsp;alguma esperança para a manutenção do financiamento internacional crítico. Os EUA divulgaram&nbsp;sua nova Estratégia Global de&nbsp;Saúde, “<em>America&nbsp;First</em>”,&nbsp;e&nbsp;estão estabelecendo acordos bilaterais com cerca de 70 países para continuar o financiamento durante uma transferência progressiva para respostas nacionais autossuficientes ao HIV nos próximos dois a cinco anos. A recente&nbsp;conferência&nbsp;de reposição do Fundo Global também gerou promessas de US$ 11,34 bilhões, com mais parceiros ainda por vir. Esta é uma conquista extraordinária.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Chamado à ação</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, 40,8 milhões de pessoas vivem com HIV em todo o mundo, 1,3 milhão de novas infecções ocorreram em 2024 e 9,2 milhões de pessoas ainda não têm acesso ao tratamento.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Às vésperas do Dia Mundial da Luta contra a AIDS, o UNAIDS apela às lideranças globais para que:</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Reafirmem a solidariedade global, o multilateralismo e o compromisso coletivo de combater e acabar com a AIDS de forma conjunta.</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Essa é a base do nosso progresso até o momento. Os compromissos com a saúde e a dívida assumidos na Declaração dos Lideranças na Cúpula do G20 e na reposição do Fundo Global no último fim de semana reforçam os sinais de esperança.</li>
</ul>
</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Mantenham o financiamento para a resposta global</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>A assistência internacional deve ser mantida para os países que mais precisam dela, a fim de garantir uma transição gradual, segura e sustentável para o financiamento doméstico.</li>



<li>O financiamento doméstico não tem condições de crescer rápido o suficiente para preencher essa lacuna, portanto, o apoio global contínuo é fundamental.</li>



<li>Os compromissos com uma reestruturação urgente e significativa da dívida, de acordo com a Declaração das Lideranças do G20, são essenciais para liberar recursos atualmente vinculados ao pagamento da dívida.</li>
</ul>
</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Investir em inovação, incluindo opções acessíveis de prevenção e tratamento de longa duração.</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Expandir e acelerar a implementação do lenacapavir para atingir rapidamente 20 milhões de pessoas</li>



<li>Licenciar mais empresas para produzir em escala, a fim de reduzir ainda mais os custos</li>
</ul>
</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Defender os direitos humanos. Empoderar as comunidades.</strong>
<ul class="wp-block-list">
<li>Apelamos a todos os parceiros para que defendam o direito à saúde como um direito humano fundamental. Isso significa defender com firmeza a autonomia corporal e a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos, garantindo que todas as pessoas tenham a liberdade e a dignidade de tomar decisões sobre o seu próprio corpo e saúde.</li>



<li>E devemos fortalecer as ações lideradas pela comunidade, porque as comunidades estão no centro de todas as respostas bem-sucedidas. Suas vozes, liderança e experiência de vida impulsionam o progresso e a responsabilidade.</li>
</ul>
</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Após décadas de luta, a resposta global ao HIV estava perto de atingir seu objetivo de acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030. O mundo avançou muito — e conquistou muito — para permitir que o progresso se desfaça neste momento de oportunidade histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Este é o nosso momento de escolher”, disse Winnie Byanyima. “Podemos permitir que esses choques desfaçam décadas de conquistas duramente alcançadas ou podemos nos unir por uma visão compartilhada de acabar com a AIDS. Milhões de vidas dependem das escolhas que fazemos hoje.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para entrevistas, por favor, entrar em contato com:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Thainá Kedzierski, oficial de Comunicação e <em>Advocacy</em> do UNAIDS Brasil</strong> | +55 61 99304-2654 | <a href="mailto:kedzierskith@unaids.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><span style="text-decoration: underline;">kedzierskith@unaids.org</span></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse também a <a href="http://UNAIDS divulga seu relatório do Dia Mundial da Luta contra a AIDS 2025: Eliminar as barreiras, transformar a resposta à AIDS" target="_blank" rel="noopener" title=""><span style="text-decoration: underline;">ficha informativa</span></a> 2025.</p>
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		<title>Lançamento do Relatório do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS 2025</title>
		<link>https://unaids.org.br/2025/11/lancamento-do-relatorio-do-dia-mundial-de-luta-contra-a-aids-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Nov 2025 16:03:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O tema do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS 2025 é “Eliminar as barreiras, transformar a resposta à AIDS”, e ocorre em um momento de profunda corte de financiamento e incerteza para a resposta global ao HIV. A combinação de uma crise financeira cada vez mais grave, o aumento da fragmentação geopolítica e, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/11/lancamento-do-relatorio-do-dia-mundial-de-luta-contra-a-aids-2025/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O tema do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS 2025 é “<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/dia-mundial-de-luta-contra-a-aids/" target="_blank" rel="noopener" title="">Eliminar as barreiras, transformar a resposta à AIDS</a></span>”, e ocorre em um momento de profunda corte de financiamento e incerteza para a resposta global ao HIV.</p>



<span id="more-30919"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A combinação de uma crise financeira cada vez mais grave, o aumento da fragmentação geopolítica e dúvidas sobre o futuro da coordenação global do HIV criou o cenário mais desafiador em mais de duas décadas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Às vésperas do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, comemorado sempre em 1º de dezembro, o UNAIDS lançará um novo relatório na terça-feira, 25 de novembro, destacando o impacto dos cortes de financiamento e algumas das medidas adotadas por países e comunidades para manter o avanço da resposta ao HIV, apesar das diminuições de recursos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV sempre foi uma prova do que a humanidade pode alcançar quando há união. Até hoje, ações coletivas globais salvaram milhões de vidas. Esse progresso está ameaçado. Nenhum país pode responder ao HIV individualmente. Globalmente, cerca de 40,8 milhões de pessoas vivem com HIV, destas, 22,1% &#8211; cerca de 9 milhões de pessoas &#8211; não estão em tratamento e 2024 foram registradas 1,3 milhão de novas infecções por HIV. &nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Sobre o lançamento do Relatório</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Coletiva de imprensa para o lançamento do relatório do UNAIDS para o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS 2025 – <em>Eliminar as barreiras, transformar a resposta à AIDS</em>.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Terça-feira, 25 de novembro, 10h00 às10h45, horário de Brasília, em inglês.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Palestrantes</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li>Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS</li>



<li>Byrone Chingombe, diretor técnico do Centre for Sexual Health and HIV/AIDS Research (CeSHHAR), de Harare, Zimbábue</li>



<li>Angeli Achrekar, vice-diretora executiva do UNAIDS</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento do relatório será realizado de forma virtual. Clique no link abaixo para acompanhar: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TJ0jQ_De-Do" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.youtube.com/watch?v=TJ0jQ_De-Do</a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os materiais relacionados ao lançamento do Relatório Global estão sob embargo até dia 25 de novembro,<strong> </strong>às 10 horas, horário de Brasília.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ter acesso ao material embargado, por favor, entrar em contato com:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Thainá Kedzierski, oficial de Comunicação e <em>Advocacy</em> do UNAIDS Brasil</strong> | +55 61 99304-2654 | <a href="mailto:kedzierskith@unaids.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">kedzierskith@unaids.org</a>  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a imprensa internacional que deseja participar da coletiva remotamente, por favor, contatar:&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Charlotte Sector</strong> | tel. +41 79 500 8617 | <a href="mailto:sectorc@unaids.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">sectorc@unaids.org</a> <br><strong>Michael Hollingdale</strong> | tel. +41 79 500 2119 | <a href="mailto:hollingdalem@unaids.org" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hollingdalem@unaids.org</a> </p>
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		<title>Especialistas destacam a importância políticas públicas multissetoriais em webinário sobre Relatório Global sobre AIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Aug 2025 19:49:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco de pautas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) realizou, em 14 de agosto, o webinário “Brasil e o Poder de Transformar: experiências nacionais no Relatório Global sobre AIDS 2025”. Durante o evento, especialistas discutiram sobre dados relacionados ao Brasil presentes no Relatório Global sobre AIDS 2025 e destacar as experiências brasileiras na resposta, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/08/especialistas-destacam-em-webinario-sobre-relatorio-global-sobre-aids-a-importancia-de-projetos-e-politicas-publicas-na-prevencao-ao-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) realizou, em 14 de agosto, o webinário “Brasil e o Poder de Transformar: experiências nacionais no Relatório Global sobre AIDS 2025”. Durante o evento, especialistas discutiram sobre dados relacionados ao Brasil presentes no <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/2025-07/2025-global-aids-update-JC3153_en.pdf" target="_blank" rel="noopener" title="">Relatório Global sobre AIDS 2025</a></span> e destacar as experiências brasileiras na resposta à epidemia. O encontro reuniu representantes do governo, da sociedade civil e da academia, fortalecendo o compromisso do Brasil em colocar os direitos humanos no centro da resposta ao HIV.</p>



<span id="more-30584"></span>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O impacto do Brasil na resposta global ao HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na abertura, Andrea Boccardi Vidarte, diretora e representante do UNAIDS no Brasil chamou atenção para os desafios ainda presentes na resposta ao HIV: o estigma, a discriminação e as desigualdades sociais que impactam diretamente o acesso à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Felizmente, no Brasil, o SUS garante, por lei, que todas as pessoas tenham acesso à prevenção, diagnóstico, tratamento e serviços especializados para HIV. Ainda assim, os desafios são grandes: 38% das pessoas vivendo com HIV já ouviram comentários discriminatórios, quase 50% das pessoas trans evitam os serviços de saúde por causa de sua identidade de gênero, e 65% dos homens gays e bissexuais relatam sofrer discriminação devido à sua orientação sexual”, diz Andrea.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Panorama global e desafios para a América Latina</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora regional do UNAIDS para a América Latina e Caribe, Luisa Cabal, lembrou que o mundo avançou com redução de 14% nas novas infecções e 56% nas mortes relacionadas à AIDS desde 2010, segundo <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/2025-07/2025-global-aids-update-JC3153_en.pdf" target="_blank" rel="noopener" title="">dados do UNAIDS</a></span>. Porém, alertou que os cortes de financiamento global ameaçam reverter duas décadas de progressos, especialmente em áreas de prevenção voltadas a populações-chave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Luisa, o Brasil segue como referência ao integrar os serviços de HIV no SUS e ao ampliar o acesso à profilaxia pré-exposição (PrEP), mas é necessário avançar na redução de desigualdades estruturais.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O papel da sociedade civil e das comunidades</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Durante sua apresentação, Bruno Kauss, coordenador de cidades e sociedade civil do UNAIDS Brasil, reforçou que o relatório é uma ferramenta essencial para governos e organizações. Ele enfatizou a importância dos programas liderados por comunidades, fundamentais para ampliar o acesso à prevenção, tratamento e cuidado, especialmente diante da atual crise de financiamento global.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Brasil como referência em políticas públicas</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Representando o Ministério da Saúde, Arthur Kalichman, coordenador-geral de HIV/AIDS, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DATHI), ressaltou o papel do SUS como garantia de acesso universal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele lembrou que o país já figura entre os que mais expandiram a oferta de PrEP no mundo — No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, há cerca de 199 mil pessoas usuárias de PrEP, sendo 132.518 em dispensação contínua —, mas alertou para as desigualdades regionais e sociais que ainda limitam o alcance das tecnologias de prevenção e tratamento.</p>



<div class="flourish-embed flourish-chart" data-src="visualisation/13033530"><script src="https://public.flourish.studio/resources/embed.js"></script><noscript><img decoding="async" src="https://public.flourish.studio/visualisation/13033530/thumbnail" width="100%" alt="chart visualization" /></noscript></div>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Kalichman, o Brasil precisa ampliar o acesso de populações-chave — como pessoas trans, jovens e pessoas negras — e garantir a sustentabilidade das políticas, especialmente em um cenário de desafios orçamentários.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Navegação entre pares para adesão de travestis e mulheres trans</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O webinário apresentou experiências brasileiras mencionadas no Relatório Global: um deles é o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10461-022-03595-8" target="_blank" rel="noopener" title="">projeto piloto TransAmigas</a></span> , que utiliza navegação de pares para apoiar mulheres trans e travestis vivendo com HIV, fortalecendo retenção no cuidado e adesão ao tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O piloto Trans Amigas, realizado com 113 mulheres trans vivendo com HIV em São Paulo, mostrou resultados promissores: 94% recomendariam a navegação por pares e 85% gostariam de continuar, mas apenas 47% aderiram de forma consistente ao programa. Mesmo sem significância estatística, houve tendência de até 40% maior retenção em cuidado e redução do abandono entre as participantes da intervenção. O estudo reforça que a navegação por pares é altamente aceita e pode melhorar o engajamento no cuidado, embora barreiras sociais como pobreza (30%), moradia instável (33%) e uso problemático de álcool (52%) ainda limitem a adesão plena.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O projeto TransAmigas mostra como a navegação de pares pode transformar o cuidado em saúde. Ao apoiar mulheres trans e travestis vivendo com HIV, fortalecemos a retenção no tratamento, aumentamos a adesão e promovemos dignidade e cidadania”, destaca Maria Veras, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Bolsa Família na redução de novas infecções por HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Outra experiência brasileira presente no Relatório é estudo sobre o impacto do Bolsa Família na redução das novas infecções por HIV, que evidenciou como políticas sociais podem contribuir para a saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo mostra que o Programa Bolsa Família teve impacto expressivo na redução da AIDS no Brasil:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Incidência de HIV entre mulheres beneficiárias caiu 47%;</li>



<li>Mortalidade por doenças relacionadas à AIDS diminuiu 55%;</li>



<li>Entre mulheres negras, pobres e com mais anos de estudo, a queda chegou a 56%.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">“A análise dos dados do Bolsa Família mostrou que a política social contribuiu para reduzir em 47% as novas infecções por HIV entre pessoas em situação de vulnerabilidade. Esse resultado reforça que saúde e proteção social caminham juntas no enfrentamento da epidemia.”, afirmou Andréa Ferreira da Silva, pesquisadora da Fiocruz Bahia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo sobre o Bolsa Família foi publicado no <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://share.sender.net/campaigns/cC9T/unaids-newsletter-agosto-2025" target="_blank" rel="noopener" title=""><em>newsletter</em> de agosto</a></span> do UNAIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Relatório Global sobre AIDS 2025 e o sumário executivo em português estão disponíveis na seção de <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/relatorios-e-publicacoes/" target="_blank" rel="noopener" title="">relatórios e publicações</a></span> no site do UNAIDS Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assista ao webinário “Brasil e o Poder de Transformar: experiências nacionais no Relatório Global sobre AIDS 2025”:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Webinário - Brasil e o Poder de Transformar: experiências nacionais no Relatório Global AIDS 2025" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/Da-nVoKyFRc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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	            data-title="Especialistas destacam a importância políticas públicas multissetoriais em webinário sobre Relatório Global sobre AIDS" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2025/08/especialistas-destacam-em-webinario-sobre-relatorio-global-sobre-aids-a-importancia-de-projetos-e-politicas-publicas-na-prevencao-ao-hiv/">Especialistas destacam a importância políticas públicas multissetoriais em webinário sobre Relatório Global sobre AIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Opinião: &#8220;O fim da AIDS ainda está ao nosso alcance — não podemos permitir que anos de progresso sejam perdidos&#8221;</title>
		<link>https://unaids.org.br/2025/07/opiniao-o-fim-da-aids-ainda-esta-ao-nosso-alcance-nao-podemos-permitir-que-anos-de-progresso-sejam-perdidos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jul 2025 19:58:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco de pautas]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
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		<category><![CDATA[Relatório Global]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Andrea Boccardi Vidarte, diretora e representante do UNAIDS no Brasil, em artigo de opinião publicado originalmente no Estadão. Um novo relatório do UNAIDS, “AIDS, Crise o poder de transformação”, mostra que, até 2024, a resposta global à AIDS havia alcançado um momento promissor. As mortes relacionadas à AIDS por ano caíram para 630 mil—, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/07/opiniao-o-fim-da-aids-ainda-esta-ao-nosso-alcance-nao-podemos-permitir-que-anos-de-progresso-sejam-perdidos/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Andrea Boccardi Vidarte</strong>, diretora e representante do UNAIDS no Brasil, em artigo de opinião publicado originalmente no <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.estadao.com.br/opiniao/espaco-aberto/o-fim-da-aids-ainda-esta-ao-nosso-alcance/" target="_blank" rel="noopener" title="">Estadão</a></span>.</em></p>



<span id="more-30443"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Um novo relatório do UNAIDS, “<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/07/2025_07_11-UNAIDS_Global_HIV_Factsheet_PTBR_JP_V4.pdf" target="_blank" rel="noopener" title=""><strong>AIDS, Crise o poder de transformação</strong></a></span>”, mostra que, até 2024, a resposta global à AIDS havia alcançado um momento promissor. As mortes relacionadas à AIDS por ano caíram para 630 mil— uma redução de 54% desde 2010. Quase 32 milhões de pessoas estavam recebendo terapia antirretroviral que salva vidas, mantendo ao alcance a meta sonho de acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As novas infecções por HIV caíram 40% e pelo menos sete países alcançaram a meta ambiciosa de 95-95-95 para testagem e tratamento, estabelecida para 2025. O Brasil está quase lá: em 2024, 96% das pessoas que vivem com HIV conheçam seu diagnóstico; 82% das pessoas que sabem que vivem com HIV estevam em tratamento antirretroviral; e 95% das pessoas em tratamento estejam com a carga viral suprimida.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Porém, o mundo não está no mesmo caminho. Cortes no financiamento global para o HIV provocaram o que pode se tornar um desmoronamento catastrófico de décadas de progresso. Se esses cortes não forem revertidos, as projeções sugerem que mais de 4 milhões de mortes adicionais relacionadas à AIDS e mais de 6 milhões de novas infecções por HIV podem ocorrer entre 2025 e 2030 no mundo. Não estamos em uma encruzilhada — estamos à beira de um precipício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Felizmente, o Brasil garante o tratamento para o HIV de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a todas as pessoas que vivem com HIV. O Brasil também avançou na eliminação da transmissão vertical do HIV, um dos compromissos assumidos pelo programa interministerial <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/brasil-saudavel" target="_blank" rel="noopener" title="">Brasil Saudável</a></span>, além da eliminação da AIDS enquanto problema de saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é reflexo do reconhecimento que o HIV é resultado de uma série de determinantes sociais de saúde que requer uma resposta multisetorial com foco no enfrentamento à fome e à pobreza, ampliação dos direitos humanos e proteção social para populações e territórios prioritários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras evidências destacadas no relatório do UNAIDS mostram que famílias que receberam o Bolsa Família tiveram uma incidência do HIV 41% menor e a mortalidade relacionada à AIDS 39% menor nas famílias que receberam o benefício. Os efeitos foram mais fortes entre as pessoas das famílias mais pobres. O acesso ao programa Bolsa Família é condicionado à frequência escolar, à imunização das crianças e ao acompanhamento pré-natal das mulheres grávidas – 33% das gestantes vivendo com HIV descobriram sua sorologia no pré-natal, de acordo com o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/boletins-epidemiologicos/2024/boletim_hiv_aids_2024e.pdf/@@download/file" target="_blank" rel="noopener" title="">Boletim Epidemiológico HIV/AIDS 2024</a></span> do Ministério da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história da resposta ao HIV não é apenas uma história de saúde pública— é uma história do que acontece quando o investimento de longo prazo, o compromisso político, a ciência e a liderança comunitária se alinham. Mas eles não podem fazer isso sozinhos. A pandemia da AIDS também está longe de terminar. Embora tenha havido muitos avanços, 1,3 milhão de pessoas contraíram o HIV em 2024 — mais do que o triplo do esperado globalmente para 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata de uma questão científica. É uma questão de política, financiamento e vontade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos exemplos mais recentes são os medicamentos injetáveis de longa-duração, que podem ser revolucionários para a prevenção do HIV. Com eficácia próxima de 100% e dosagem subcutâneo semestral, esse medicamento pode ser transformador, já que é seguro inclusive durante a gravidez, e pode ser uma possibilidade para as pessoas que não conseguem aderir à PrEP oral ou que tem multirresistência ao tratamento antiretroviral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, a promessa da inovação está sendo sufocada pelo lucro. O fabricante desse medicamento, a Gilead, fixou o preço em mais de US$ 28 mil — cerca de R$ 151 mil — por ano, nos Estados Unidos, apesar dos custos de produção estimados em apenas US$ 25 (ou R$ 136,25), se a demanda aumentasse para 5 a 10 milhões de doses anualmente. Em um mundo justo, isso seria saudado como um bem público global. Em nosso mundo, é um item de luxo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que o modelo tradicional de financiamento da saúde global se desgasta, devemos estabelecer um modelo enraizado no investimento público global — uma estrutura em que os países contribuam de acordo com sua capacidade, compartilhem a governança e busquem interesses comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também precisamos enfrentar e eliminar as barreiras estruturais: promover acesso a serviços de saúde sem discriminação, disponibilizar diferentes ferramentas biomédicas para que as pessoas possam tomar decisões sobre seus corpos e garantir que as leis de propriedade intelectual não bloqueiem o acesso a medicamentos que salvam vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos mais perto do que nunca de acabar com a AIDS. O que precisamos agora é de coragem — coragem dos governos para financiar o que funciona, das comunidades para demandar aos laboratórios preços que os governos possam pagar, licenças voluntárias para produzir medicamentos genéricos de baixo custo, lideranças para defender os direitos humanos e de todas as pessoas para nos solidarizarmos com as comunidades mais afetadas e garantir que estão no centro da resposta.</p>
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		<title>Relatório Global sobre AIDS 2025: Os países devem agir urgentemente para transformar suas respostas ao HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2025/07/relatorio-global-sobre-aids-2025-os-paises-devem-agir-urgentemente-para-transformar-suas-respostas-ao-hiv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thaina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 11:23:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS lançou hoje seu Relatório Global sobre a AIDS 2025 “AIDS, Crise e o Poder de Transformar”, que mostra que uma crise histórica de financiamento ameaça décadas de progresso, a menos que os países façam mudanças radicais nos programas e no financiamento do HIV. O relatório destaca o impacto que os cortes repentinos, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/07/relatorio-global-sobre-aids-2025-os-paises-devem-agir-urgentemente-para-transformar-suas-respostas-ao-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS lançou hoje seu <strong>Relatório Global sobre a AIDS 2025 “AIDS, Crise e o Poder de Transformar”</strong>, que mostra que uma crise histórica de financiamento ameaça décadas de progresso, a menos que os países façam mudanças radicais nos programas e no financiamento do HIV.</p>



<span id="more-30377"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca o impacto que os cortes repentinos e em grande escala do financiamento dos doadores internacionais estão causando nos países mais afetados pelo HIV. No entanto, também apresenta alguns exemplos inspiradores de resiliência, com países e comunidades se mobilizando diante das adversidades para proteger os ganhos alcançados e impulsionar a resposta ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 25 dos 60 países de baixa e média renda incluídos no relatório indicaram aumentos nos orçamentos nacionais para suas respostas ao HIV em 2026. O aumento coletivo estimado entre os 25 países é de 8% em relação aos níveis atuais, o que se traduz em aproximadamente US$ 180 milhões &#8211;  cerca cerca de R$ 990 milhões &#8211; de em recursos domésticos adicionais. Isso é promissor, mas não suficiente para substituir a escala do financiamento internacional em países fortemente dependentes.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Uma emergência global: cortes massivos e enfraquecimento do consenso sobre a ajuda ameaçam reverter o progresso</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos progressos significativos na resposta ao HIV em 2024, o enfraquecimento do consenso sobre o financiamento e os <em>déficits</em> significativos e abruptos nos recursos da resposta ao HIV em 2025 provocaram perturbações generalizadas nos sistemas de saúde e cortes nos profissionais de saúde da linha da frente, interrompendo os programas de prevenção do HIV e comprometendo os serviços de tratamento do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só em Moçambique, mais de 30 mil profissionais de saúde foram afetados e afetadas. Na Nigéria, o início da profilaxia pré-exposição (PrEP), medicamento usado para prevenção ao HIV, caiu de 40 mil para 6 mil pessoas/mês. Se os serviços de tratamento e prevenção do HIV apoiados pelos EUA entrarem em colapso total, o UNAIDS estima que poderão ocorrer 6 milhões de novas infeções por HIV e 4 milhões de mortes relacionadas à AIDS além das previstas entre 2025 e 2029.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não se trata apenas de uma lacuna no financiamento, é uma bomba-relógio”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Vimos serviços desaparecerem quase instantaneamente. Houve demissão de profissionais de saúde. E as pessoas, especialmente crianças e populações-chave, estão sendo excluídas dos cuidados de saúde.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo antes das interrupções em grande escala dos serviços, os dados relatados em 2024 mostram que, em 2023, 9,2 milhões de pessoas vivendo com HIV ainda não tinham acesso a serviços de tratamento que salvam vidas. Entre elas, estão 620 mil crianças de 0 a 14 anos vivendo com HIV, mas sem tratamento, o que contribuiu para 75 mil mortes relacionadas à AIDS nessa faita etária em 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, 630 mil pessoas morreram de causas relacionadas à AIDS, 61% delas na África Subsaariana. Mais de 210 mil adolescentes e mulheres jovens de 15 a 24 anos tiveram infecção por HIV em 2024 — uma média de 570 novas infecções por dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os serviços de prevenção do HIV estão gravemente comprometidos. Os serviços comunitários, que são essenciais para alcançar as populações marginalizadas, estão sendo desfinanciados a um ritmo alarmante. No início de 2025, mais de 60% das organizações de resposta ao HIV lideradas por mulheres que vivem com HIV tinham perdido financiamento ou foram obrigadas a suspender os serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.hiv.gov/federal-response/pepfar-global-aids/pepfar" target="_blank" rel="noopener" title="">Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS</a></span> (PEPFAR) alcançou 2,3 milhões de adolescentes e mulheres jovens com serviços abrangentes de prevenção do HIV em 2024 e permitiu que 2,5 milhões de pessoas usassem a PrEP para o HIV — muitos desses programas agora foram completamente interrompidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto isso, alguns fatores estão ampliando a crise e tornando os serviços de HIV inacessíveis como o aumento das leis punitivas que criminalizam as relações entre pessoas do mesmo sexo, a identidade de gênero e o uso de drogas. Países como Uganda, Mali e Trinidad e Tobago passaram recentemente por mudanças prejudiciais e discriminatórias em suas leis penais que colocam populações-chave como alvo, afastando-as ainda mais dos cuidados de saúde e as expondo ainda mais ao risco de contrair o HIV.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Um sinal de esperança: países e comunidades se mobilizam para proteger as conquistas essenciais no tratamento do HIV e progressos estão sendo feitos</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul financia atualmente 77% de sua resposta à AIDS e sua revisão orçamentária para 2025 inclui um aumento anual de 5,9% nos gastos com saúde nos próximos três anos, incluindo um aumento anual de 3,3% para programas de HIV e tuberculose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo pretende financiar o desenvolvimento de um sistema de informações ao paciente, um sistema centralizado de dispensação e distribuição de medicamentos e um sistema de vigilância de estoque de medicamentos nas instalações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2024, sete países — Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia, Ruanda, Zâmbia e Zimbábue — alcançaram as metas 95-95-95: 95% das pessoas vivendo com HIV conhecem seu status, 95% delas estão em tratamento e 95% das pessoas em tratamento apresentam supressão viral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses sucessos devem ser mantidos e ampliados. <a href="https://unaids.org.br/2024/12/unaids-parabeniza-governo-brasileiro-por-alcancar-mais-uma-meta-para-acabar-com-a-aids-como-problema-de-saude-publica/" target="_blank" rel="noopener" title="">O Brasil está quase lá</a><span style="text-decoration: underline;">:</span> em 2024, 96% das pessoas que vivem com HIV conheçam seu diagnóstico; 82% das pessoas que sabem que vivem com HIV estejam em tratamento antirretroviral; e 95% das pessoas em tratamento estejam com a carga viral suprimida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também destaca o surgimento de novas ferramentas de prevenção sem precedentes e altamente eficazes, como a PrEP injetável de ação prolongada, incluindo o Lenacapavir, que demonstrou eficácia quase total em ensaios clínicos — embora a disponibilidade e o acesso continuem sendo <a href="https://unaids.org.br/2025/06/unaids-pede-a-gilead-que-reduza-o-preco-de-novo-medicamento-injetavel-de-longa-duracao-para-prevencao-ao-hiv/" target="_blank" rel="noopener" title="">desafios importantes</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ainda há tempo para transformar esta crise em uma oportunidade”, disse Winnie. Byanyima. “Os países estão intensificando o financiamento interno. As comunidades estão mostrando o que funciona. Agora precisamos de solidariedade global para corresponder à sua coragem e resiliência.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ainda há tempo para transformar esta crise em uma oportunidade”, enfatiza Winnie Byanyima. “Os países estão intensificando o financiamento interno. As comunidades estão mostrando o que funciona. Agora precisamos de solidariedade global para corresponder à sua coragem e resiliência.”</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Um apelo à solidariedade</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O Relatório Global sobre AIDS 2025 conclui com um apelo urgente: a resposta global ao HIV não pode depender apenas de recursos nacionais. A comunidade internacional deve se unir para preencher a retirada de financiamento, apoiar os países a eliminar as lacunas remanescentes nos serviços de prevenção e tratamento do HIV, remover as barreiras legais e sociais e empoderar as comunidades para liderar o caminho a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS enfatiza que cada dólar investido na resposta ao HIV não apenas salva vidas, mas também fortalece os sistemas de saúde e promove objetivos de desenvolvimento mais amplos. Desde o início da epidemia, 26,9 milhões de mortes foram evitadas por meio do tratamento e 4,4 milhões de crianças foram protegidas da infecção pelo HIV por meio da prevenção da transmissão vertical.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Experiências brasileiras no relatório</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório apresentou informações sobre serviços liderados pela comunidade no país, como o projeto piloto Trans Amigas, que demonstrou que mulheres trans assistidas por outras mulheres trans tiveram 40% mais chances de permanecer em tratamento para o HIV ao final da intervenção de nove meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento também menciona um estudo que analisou o Bolsa Família como um programa que demonstrou impactar a redução de novas infecções por HIV &#8211; a incidência do HIV foi 41% menor e a mortalidade relacionada à AIDS 39% menor nas famílias que receberam o benefício.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em tempos de crise, o mundo deve escolher a transformação em vez do recuo”, disse Winnie. “De forma conjunta, ainda podemos acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 — se agirmos com urgência, unidade e compromisso inabalável&#8221;, finaliza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório está disponível para download, em inglês, na página &#8220;<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/relatorios-e-publicacoes/" target="_blank" rel="noopener" title="">Relatórios e Publicações</a></span>&#8220;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>O relatório do UNAIDS foi lançado dia 10 de julho, antes da Conferência Científica sobre AIDS IAS 2025, que acontecerá em Kigali, Ruanda, de 13 a 17 de julho de 2025.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2025/07/relatorio-global-sobre-aids-2025-os-paises-devem-agir-urgentemente-para-transformar-suas-respostas-ao-hiv/">Relatório Global sobre AIDS 2025: Os países devem agir urgentemente para transformar suas respostas ao HIV</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Opinião: &#8220;Investimento público global: a estratégia certa, no momento certo&#8221;</title>
		<link>https://unaids.org.br/2025/07/investimento-publico-global-a-estrategia-certa-no-momento-certo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jul 2025 21:26:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco de pautas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Winnie ByanyimaDiretora executiva do UNAIDS e sub-secretária-geral das Nações Unidas O impacto do colapso repentino do financiamento internacional tem sido devastador, do ponto de vista de onde eu estou &#8211; na liderança do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). O Prêmio de Avanço Científico do Ano de 2024, concedido pela revista Science,, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/07/investimento-publico-global-a-estrategia-certa-no-momento-certo/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><strong>Winnie Byanyima</strong><br><em>Diretora executiva do UNAIDS e sub-secretária-geral das Nações Unidas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto do colapso repentino do financiamento internacional tem sido devastador, do ponto de vista de onde eu estou &#8211; na liderança do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).</p>



<span id="more-30373"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.science.org/content/article/breakthrough-2024#section_breakthrough" target="_blank" rel="noopener" title="">Prêmio de Avanço Científico do Ano</a></span> de 2024, concedido pela revista <em>Science</em>, abriu o ano de 2025 de forma empolgante: um novo medicamento injetável de longa duração chamado <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/tag/lenacapavir/" target="_blank" rel="noopener" title="">lenacapavir</a></span>, capaz de oferecer proteção quase total contra o HIV com apenas uma injeção a cada seis meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos próximos anos, essa injeção poderá ser aplicada apenas uma vez por ano. Não é uma vacina, mas, da perspectiva de uma pessoa expostas a situações de risco, é o mais próximo que já chegamos de uma vacina contra o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estávamos dialogando com governos, empresas &#8211; especialmente a <em>Gilead</em> &#8211; e comunidades, nos preparando para aproveitar essa oportunidade e avançar rapidamente para acabar com as novas infecções e colocar fim a essa pandemia. Estávamos em busca de uma solução global para um problema de escala global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas então vieram os cortes generalizados e abruptos dos Estados Unidos &#8211; somados a outros cortes promovidos por países ricos da Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso colocou a resposta ao HIV em uma crise. E agora, corremos o risco de perder a oportunidade histórica de desacelerar as novas infecções e nos aproximarmos do fim da AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Clínicas foram fechadas; serviços de prevenção paralisados; e pessoas estão perdendo acesso a medicamentos que são cruciais para suas vidas. Com isso, <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.independent.co.uk/tv/news/trump-usaid-funding-zimbabwe-uganda-hiv-b2758595.html" target="_blank" rel="noopener" title="">pessoas estão morrendo</a></span>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en/impact-US-funding-cuts" target="_blank" rel="noopener" title="">Nossos dados</a></span> começam a mostrar isso. <strong>Antes dessa crise, globalmente havia 3.500 novas infecções por HIV por dia. Atualmente, esse número subiu para 5.800 novas infecções/dia</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se essa situação continuar sem controle, nossos modelos preveem que, até 2029, haverá mais 6 milhões de novas infecções por HIV. E haverá 4 milhões de mortes relacionadas à AIDS além do previsto até 2029. Isso significa perder o controle da epidemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Precisamos, portanto, de uma nova abordagem</strong>. Não podemos retroceder. Precisamos nos adaptar ou redefinir para uma nova era no desenvolvimento. Isso não significa perder a esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como disse Helen Clark: “Você não pode perder a oportunidade que uma crise traz. Precisamos aproveitá-la.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consenso por trás do modelo antigo de financiamento &#8211; por meio do qual avançamos &#8211; está terminando, mas o fim da ajuda não significa, necessariamente, o fim da cooperação global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.theguardian.com/global-development/2025/apr/30/developing-world-aid-response-hiv-aids-winnie-byanyima" target="_blank" rel="noopener" title="">fim do financiamento</a></span>, como a conhecemos, não pode ser o fim da solidariedade e da cooperação global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos nos ajustar. Fazer um novo arranjo. Precisamos apresentar formas novas e inovadoras de trabalharmos em conjunto, para continuarmos resolvendo os problemas globais de forma colaborativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É por isso que precisamos de investimento público global</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos de uma abordagem baseada em interesses compartilhados, que una países para responder aos desafios que só podem ser superados em conjunto, colaborando, trabalhando lado a lado para resolver um problema global no qual todas as pessoas podem contribuir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa contribuições compartilhadas, nas quais todos os países contribuem conforme suas possibilidades. E também decisões compartilhadas, nas quais todos os países estão à mesa, decidindo em sintonia como resolver os problemas globais. O <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://globalpublicinvestment.net/" target="_blank" rel="noopener" title="">investimento público global</a></span> oferece essa abordagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos lembrar às lideranças: os vírus não respeitam fronteiras. A crise climática não respeita fronteiras. Os desastres não respeitam fronteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A humanidade sempre estará diante de problemas &#8211; e sempre criará oportunidades &#8211; que são de natureza global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos cooperar para enfrentá-los. E precisamos cooperar com justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O investimento público global reconhece a nossa interdependência</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é caridade. É interesse coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O investimento público global tornará todos os países mais seguros e lhes devolverá sua dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As contribuições compartilhadas de todos os países, de acordo com suas possibilidades, ajudarão todas as pessoas a perceberem que fazem parte da solução. Reunir recursos beneficiará todos os países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomada de decisões compartilhada garantirá programas eficazes, que respondam às necessidades de todas as pessoas &#8211; e não programas moldados por quem tem dinheiro, supervisionados por quem tem dinheiro, para quem não tem dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O investimento público global é uma ideia cuja hora chegou</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para superar a crise em que estamos, o investimento público global é essencial &#8211; mas, permitam-me dizer, não é suficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também precisamos garantir que os países de baixa e média rendas tenham espaço fiscal para investir em saúde, educação, proteção social e outras prioridades essenciais para seus povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que também precisamos agir com urgência nas questões de dívida e acesso equitativo a financiamento, tributação e regras de comércio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, 34 dos 55 países africanos – 61% dos países do continente &#8211; <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://data.one.org/analysis/african-debt" target="_blank" rel="noopener" title="">gastam mais com o pagamento de suas dívidas do que com a saúde de seu povo</a></span> – e mais do que com a educação de suas crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo continente perde mais de US$ 88 bilhões &#8211; cerca de R$ 484 bilhões &#8211; por ano em fluxos financeiros ilícitos, principalmente devido a abusos das regras tributárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos de uma ação global para resolver o problema da dívida insustentável e do acesso desigual a financiamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos avançar com o framework da ONU sobre cooperação tributária internacional, para acabar com a evasão fiscal que nega aos países os recursos domésticos de que precisam para atender às necessidades de seus povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justiça fiscal. Justiça da dívida. Justiça da propriedade intelectual. E investimento público global</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que a rede <em>Global Public Investment</em> apoia fortemente e trabalha em aliança com as campanhas por justiça fiscal e justiça da dívida. Essas são lutas interconectadas — e as pessoas que atuam nessas frentes são aliadas vitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não precisamos nos render nem desesperar. Podemos construir uma esperança ativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos em uma crise global. Podemos resolvê-la com solidariedade global. Podemos salvar vidas e manter todas as pessoas em segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E agora é a hora do investimento público global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo é uma adaptação da fala de Winnie no lançamento da campanha <em>Global Public Investment</em>, em 29 de maio de 2025. Acesse o original, em inglês, <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.linkedin.com/pulse/global-public-investment-idea-whose-time-has-come-winnie-byanyima-k4fye/?trackingId=HbDc83iaRWabQlO5tBm1tw%3D%3D" target="_blank" rel="noopener" title="">aqui</a></span>.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2025/07/investimento-publico-global-a-estrategia-certa-no-momento-certo/">Opinião: “Investimento público global: a estratégia certa, no momento certo”</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Lançamento do Relatório Global sobre AIDS 2025 do UNAIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2025/07/lancamento-do-relatorio-global-sobre-aids-2025-do-unaids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[João Pedro Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Jul 2025 19:50:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Relatório Global]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As novas infecções por HIV foram reduzidas em 40% desde 2010, e 4,4 milhões de crianças foram protegidas contra o HIV desde 2000. Mais de 26 milhões de vidas foram salvas. A resposta ao HIV e à AIDS é uma das intervenções de saúde pública mais bem-sucedidas da história, aponta o novo relatório global, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/07/lancamento-do-relatorio-global-sobre-aids-2025-do-unaids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As novas infecções por HIV foram reduzidas em 40% desde 2010, e 4,4 milhões de crianças foram protegidas contra o HIV desde 2000. Mais de 26 milhões de vidas foram salvas. A resposta ao HIV e à AIDS é uma das intervenções de saúde pública mais bem-sucedidas da história, aponta o novo relatório global do UNAIDS, “<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en/resources/presscentre/pressreleaseandstatementarchive/2025/july/20250710_global-aids-update-media-advisory" target="_blank" rel="noopener" title="">AIDS, crise e o poder de transformar</a></span>&#8221; (<em>AIDS</em>, <em>Crisis and the Power to Transform</em>, originalmente em inglês).</p>



<span id="more-30354"></span>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, esse progresso corre o risco de ser revertido. Cortes de financiamento repentinos e drásticos de vários doadores causaram um choque na saúde global. O relatório do UNAIDS mostra o impacto que os cortes estão causando globalmente. O UNAIDS estima que, se o mundo não agir, poderá haver 6 milhões de novas infecções por HIV e 4 milhões de mortes relacionadas à AIDS até 2029.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca as medidas que alguns países estão tomando para preencher as lacunas e manter a resposta no futuro, em especial países nos quais a prevenção, diagnóstico, tratamento e serviços são totalmente financiados pelo governo federal, como o Brasil. No entanto, para muitos, esse futuro permanece incerto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV foi criada em meio a uma crise e construída para ser resiliente. Comunidades, governos e as Nações Unidas estão se transformando para enfrentar este momento e cumprir a promessa de acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O QUE</strong>: Lançamento do Relatório Global sobre a AIDS do UNAIDS “AIDS, Crise e o Poder de Transformar”, em parceria com o Conselho Nacional de AIDS da África do Sul (SANAC)</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>QUANDO</strong>: Quinta-feira, 10 de julho de 2025</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HORÁRIO</strong>: 6h30-7h30 | Horário de Brasília</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>ONDE</strong>: Hospital Bertha Gxowa, Angus St, Germiston, Joanesburgo, África do Sul</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Painelistas</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li>Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS e subsecretária-geral das Nações Unidas</li>



<li>Aaron Motsoaledi, ministro da Saúde da África do Sul</li>



<li>Helen Rees, diretora executiva, Wits RHI</li>



<li>Mbulelo Dyasi, diretor executivo da SANARELA (Rede Sul-Africana de Lideranças Religiosas Vivendo com ou Pessoalmente Afetados pelo HIV e AIDS)</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Acompanhe a transmissão online</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Para acessar o relatório global embargado ou entrevistas, entre em contato com:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Thainá Kedzierski</strong> | Oficial de Comunicação e <em>Advocacy</em> do UNAIDS Brasil<br>Tel. +55 61 99304-2654<br>kedzierskith@unaids.org<br>brazil@unaids.org</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o lançamento global do relatório, o sumário executivo estará disponível no site do UNAIDS Brasil, na página <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/relatorios-e-publicacoes/" target="_blank" rel="noopener" title="">relatórios e publicações</a></span>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2025/07/lancamento-do-relatorio-global-sobre-aids-2025-do-unaids/">Lançamento do Relatório Global sobre AIDS 2025 do UNAIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Relatório do UNAIDS mostra que defesa dos direitos humanos é essencial para acabar com a AIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2024/11/relatorio-do-unaids-mostra-que-defesa-dos-direitos-humanos-e-essencial-para-acabar-com-a-aids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 13:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco de pautas]]></category>
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		<category><![CDATA[Relatório Global]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Antes do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, 1º de dezembro, um novo relatório do UNAIDS mostra que o mundo pode alcançar a meta acordada de acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030 – mas apenas se as lideranças protegerem os direitos humanos de todas as pessoas que, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2024/11/relatorio-do-unaids-mostra-que-defesa-dos-direitos-humanos-e-essencial-para-acabar-com-a-aids/">Read More</a></p>
<p>The post <a href="https://unaids.org.br/2024/11/relatorio-do-unaids-mostra-que-defesa-dos-direitos-humanos-e-essencial-para-acabar-com-a-aids/">Relatório do UNAIDS mostra que defesa dos direitos humanos é essencial para acabar com a AIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Antes do <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/dia-mundial-de-luta-contra-a-aids/" target="_blank" rel="noopener" title="">Dia Mundial de Luta Contra a AIDS</a></span>, 1º de dezembro, <a href="https://unaids.org.br/relatorios-e-publicacoes/" target="_blank" rel="noopener" title="">um novo relatório do UNAIDS</a> mostra que o mundo pode alcançar a meta acordada de acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030 – mas apenas se as lideranças protegerem os direitos humanos de todas as pessoas que vivem com HIV e mais expostas ao risco de infecção pelo vírus. A mensagem do relatório é resumida em seu título: “Sigamos o caminho dos direitos”. </p>



<span id="more-29088"></span>



<p class="wp-block-paragraph">“Apesar do enorme progresso feito na resposta ao HIV, as violações dos direitos humanos ainda estão impedindo o mundo de acabar com a AIDS”, disse Winnie Byanyima, <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en" target="_blank" rel="noopener" title="">diretora executiva do UNAIDS</a></span>. “Quando meninas são negadas à educação; quando há impunidade para a violência de gênero; quando as pessoas podem ser presas por quem são ou por quem amam; quando uma visita aos serviços de saúde é perigosa para as pessoas por causa da comunidade a que pertencem – o resultado é que as pessoas são impedidas de acessar os serviços de HIV que são essenciais para salvar suas vidas e acabar com a pandemia de AIDS. Para proteger a saúde de todas as pessoas, precisamos proteger os direitos de cada pessoas.”&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Dados globais sobre HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Das <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/estatisticas/" target="_blank" rel="noopener" title="">39,9 milhões</a></span> de pessoas vivendo com HIV, cerca de 23% (9,3 milhões) ainda não acessam o tratamento antirretroviral.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, 630 mil pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS, e 1,3 milhão de pessoas em todo o mundo testaram positivo para o HIV. Em pelo menos 28 países, o número de novas infecções por HIV está aumentando. Para reduzir a trajetória da pandemia, é crucial que os programas que salvam vidas possam ser alcançados sem medo por quem precisa deles.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diariamente, em 2023, 570 jovens mulheres e meninas com idades entre 15 e 24 anos foram infectadas pelo HIV. Em pelo menos 22 países da África Oriental e Austral, mulheres e meninas dessa faixa etária têm três vezes mais chances de viver com HIV do que meninos jovens homens.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A nenhuma menina deve ser negada a educação e à informação necessária para se manter segura. A discriminação e a violência contra meninas devem ser tratadas como uma emergência de direitos humanos e saúde”, disse Nomonde Ngema, ativista de 21 anos que fala sobre HIV.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">A criminalização e estigmatização impedem o acesso a serviços de HIV&nbsp;</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Na <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2021/06/reuniao-da-onu-sobre-aids-chega-ao-fim-com-novas-metas/" target="_blank" rel="noopener" title="">Declaração Política de 2021 sobre o Fim do HIV/AIDS</a></span>, os países se comprometeram a garantir que até 2025 menos de 10% dos países tenham estruturas jurídicas e políticas restritivas que levem à negação ou limitação do acesso aos serviços de HIV.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, em 2023, 63 países ainda criminalizam as relações entre pessoas do mesmo sexo. Essas leis estão prejudicando a resposta ao HIV: Entre homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, a prevalência do HIV é cinco vezes maior em países que criminalizam as relações entre pessoas do mesmo sexo do que naqueles que não criminalizam.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Leis e políticas punitivas mantêm as pessoas vulneráveis longe da ajuda de que precisam para prevenir o HIV, testar o HIV e tratar o HIV”, disse Axel Bautista, gerente de engajamento comunitário da MPact Global Action for Gay Men’s Health &amp; Rights (<em>Ação Global MPact para a Saúde e Direitos dos Homens Gays, em tradução livre para o português)</em>. “Em vez de punir comunidades marginalizadas, os governos precisam defender seus direitos humanos.”&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Inovações científicas na prevenção ao HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A ciência continua a inovar contra a AIDS Medicamentos de ação prolongada que precisam ser utilizados apenas algumas vezes por ano podem mudar a realidade em relação à prevenção ao HIV, mas apenas se uma abordagem de direitos humanos for adotada para compartilhar a tecnologia, reduzir os preços e permitir a produção em todas as partes do mundo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ferramentas médicas que salvam vidas não podem ser tratadas apenas como mercadorias”, disse Alexandra Calmy, líder de HIV dos Hospitais Universitários de Genebra. “As opções terapêuticas e preventivas revolucionárias que estão sendo desenvolvidas atualmente devem ser acessíveis sem demora para alcançar a cobertura universal.”&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós conhecemos o caminho para construir uma sociedade na qual todas e todos prosperamos”, disse Jeanne Gapiya-Niyonzima, primeira pessoa no Burundi a anunciar publicamente que vivia com HIV e fundadora da Association for Support for HIV-Positive People with AIDS (ANSS), <em>Associação de Apoio às Pessoas HIV-Positivas com AIDS, em tradução literal para o português</em>. “Se o mundo quer acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública, precisa proteger os direitos de cada pessoa.”&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Sobre o Lançamento</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento aconteceu no dia 26 de novembro e teve a participação da Cecília Ishitani, representante da Missão Permanente do Brasil junto à ONU e demais Organismos Internacionais em Genebra. Entre as informações mencionadas, Cecília lembrou que o Brasil foi o primeiro país do mundo a oferecer tratamento gratuito para as pessoas vivendo com HIV, mencionou legislação que protege os direitos das pessoas vivendo com HIV e do c<a href="https://unaids.org.br/2024/11/g20-apoia-a-ampliacao-da-producao-regional-de-medicamentos-e-reafirma-compromisso-com-a-resposta-as-desigualdades-que-impulsionam-a-aids-e-outras-pandemias/" target="_blank" rel="noopener" title="">ompromisso do G20, liderado pelo Brasil, para acabar com a AIDS até 2030</a>. Cecília também reforçou as 900 mil pessoas em tratamento e orçamento de U$ 500 milhões para a resposta ao HIV.</p>



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<iframe loading="lazy" title="Relatório Global 2024 | Cecília Ishanti, representante da Missão Permanente do Brasil junto à ONU" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/oEABJmlvxlQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
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<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Sobre o Relatório Global</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório inclui dez ensaios de lideranças convidadas na resposta global à AIDS, incluindo: Elton John; Thabo Makgoba, arcebispo da Cidade do Cabo; Michael D. Higgins, presidente da Irlanda; Volker Türk, alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos; e Adeeba Kamarulzaman, ex-presidente da Sociedade Internacional de AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Relatório Global está disponível, em inglês, na página de <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/relatorios-e-publicacoes/" target="_blank" rel="noopener" title="">Relatórios e Publicações</a></span> do UNAIDS. Abaixo, segue o sumário executivo, também em inglês, com a principais informações do documento.</p>



<div class="wp-block-algori-pdf-viewer-block-algori-pdf-viewer"><iframe class="wp-block-algori-pdf-viewer-block-algori-pdf-viewer-iframe" src="https://unaids.org.br/wp-content/plugins/algori-pdf-viewer/dist/web/viewer.html?file=https%3A%2F%2Funaids.org.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F2024%2F11%2FTake-the-Rights-Path-to-End-Aids-Report_Sumario-Executivo_EN.pdf" style="width:900px;height:1200px"></iframe></div>



<h5 class="wp-block-heading">Contato&nbsp;para&nbsp;a&nbsp;imprensa:&nbsp;</h5>



<ul class="wp-block-list">
<li>Thainá Kedzierski | Tel. +55 61 99304-2654 | kedzierskith@unaids.org</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2024/11/relatorio-do-unaids-mostra-que-defesa-dos-direitos-humanos-e-essencial-para-acabar-com-a-aids/">Relatório do UNAIDS mostra que defesa dos direitos humanos é essencial para acabar com a AIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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