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	<title>mulheres jovens e meninas adolescentes - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>UNAIDS e ONG Nação Basquete de Rua lançam campanha para celebrar Dia da Mulher Afrolatinoamericana e Caribenha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jul 2021 16:13:51 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Para marcar a data do Dia da Mulher Afrolatinoamericana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, a organização não governamental Nação Basquete de Rua (NBR) em parceria com o UNAIDS, no Brasil, e o escritório regional do UNAIDS para América Latina e Caribe lançam hoje uma campanha de redes sociais composta por uma série de cards que destacam a vida de jovens mulheres negras que participaram do Projeto Carolinas, liderado pela NBR.</p>



<span id="more-17979"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O Projeto Carolinas, iniciado em 2020 durante a pandemia de COVID-19, tem como objetivo o fortalecimento, a autonomia e a visibilidade de novas lideranças na promoção da saúde e prevenção contra o HIV entre jovens mulheres, moradoras de comunidades, favelas e periferias. O projeto foi um dos que receberam recursos de um edital do escritório regional do UNAIDS para ações relacionadas à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rafaela Siqueira , uma das participantes do projeto, tem 18 anos e vive na Favela Margem da Linha, em Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro &#8211; ela ficou grávida aos 16 anos e precisou parar de estudar para cuidar da filha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A história de Rafaela guarda similaridade com a vivida pela escritora Carolina Maria de Jesus há 100 anos. Carolina perdeu a mãe, caminhou do interior de Minas Gerais até São Paulo para buscar uma vida melhor e aos 33 anos, sem emprego e grávida, tornou-se catadora de papel. A partir dessas vivências, passou a registrar em diários as desigualdades e cotidiano da favela. Seus escritos transformaram-se no livro “Quarto de Despejo &#8211; Diário de uma Favelada”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A obra foi publicada em 1960 e foi traduzida para mais de 16 idiomas. Carolina foi reconhecida com título póstumo de Doutora Honoris Causa pela UFRJ após completar 60 anos da obra e com os temas de fome, racismo, machismo e falta de acesso à saúde, relatados no livro, sendo exacerbados em função da pandemia de COVID-19. Segundo estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP, em 2020,38% das mulheres negras estavam abaixo da linha da pobreza e 12,3% dessa população está em situação de extrema pobreza – os dados foram observados em 2020 e dados de 2021 baseados em simulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi por inspiração de Carolina Maria de Jesus e para celebrar a sua vida e trajetória que a ONG Nação Basquete de Rua iniciou o Projeto Carolinas. A NBR selecionou 24 participantes, que também receberam formações online sobre direitos sexuais e reprodutivos, prevenção combinada ao HIV, cuidados relacionados à pandemia de COVID-19 e educação financeira. Ao longo do projeto, que aconteceu entre dezembro de 2020 e março de 2021, a ONG entregou kits de prevenção à COVID-19 com máscaras e álcool gel, além de preservativos internos, externos e lubrificantes, insumos necessários na prevenção das ISTs a todas as participantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Foi necessário atuar de forma emergencial com doações de alimentos e materiais de limpeza, mas não podíamos deixar de pensar em fortalecer as mulheres que já tecem a rede de apoio e cuidado em saúde nas favelas e periferias, mulheres negras em expressiva maioria. Carolina Maria foi a primeira escritora autodeclarada negra e favelada, seus textos de 1960 são dolorosos e extremamente atuais e o Projeto, que homenageou o legado de suas obras e vida, comprova que existem muitas outras Carolinas ansiando por oportunidades de verbalizar suas experiências”, explica Tamillys Lírio, da ONG Nação Basquete de Rua e Coordenadora do Projeto Carolinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O último boletim epidemiológico HIV/AIDS do Ministério da Saúde, publicado em 2020, mostra que 61,7% de óbitos por doenças relacionadas à AIDS estavam entre pessoas negras, 37,7% entre pessoas brancas, 0,3% entre pessoas amarelas e 0,3% entre indígenas. Comparando os anos de 2009 e 2019, também há uma queda de 21% na proporção de óbitos de pessoas brancas e crescimento de 19,3% na proporção de óbitos de pessoas negras. Já entre os casos de gestantes infectadas por HIV, 39,6% eram brancas, enquanto 14,2% pretas e 37,8% eram pardas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Nova Estratégia do UNAIDS destaca a necessidade de acabar com as desigualdades para acabar com a AIDS. As desigualdades afetam de forma desproporcional as mulheres e principalmente as mulheres negras, mães e de periferia, que acumulam um serviço não remunerado e as empurra às margens cada vez mais. Precisamos diminuir as desigualdades levando a essas mulheres informações que possibilitarão escolhas e autonomia, derrubando as barreiras e construindo pontes entre os abismos de desigualdade”, diz Ariadne Ribeiro, Assessora para Apoio Comunitário do UNAIDS no Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem são as Carolinas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As vinte e quatro mulheres que participaram do Projeto Carolinas são negras, têm entre 18 e 30 anos de idade e moram em quatro diferentes comunidades de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro: Comunidade Margem da Linha do Rio, Tapera 1, Tapera 2 e Tapera 3.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das 24 participantes, vinte são mães e 4 não têm filhos. Vinte delas estão em busca de emprego e/ou desempregadas e quatro trabalham. 22 já se sentiram discriminadas pela cor, ou por morarem em comunidades/favelas; 10 relataram que já passaram por constrangimento durante o período menstrual, seja por falta de acesso aos absorventes ou por falta de informações sobre o tema. Todas relataram que gostariam de uma maior proximidade com a UBS, maiores oportunidades de cultura, esporte e aprendizado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Dia da Mulher Afrolatinoamericana e caribenha</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para marcar o final do projeto, a ONG NBR liderou uma ação de fotografia com algumas participantes do Projeto Carolinas. A responsável pela atividade, Raisa Moraes, é uma jovem campista também moradora de periferia e foi a fotógrafa que liderou o ensaio. Para ampliar as vozes das jovens do projeto, o UNAIDS Brasil, a ONG NBR e o escritório regional do UNAIDS para América Latina e Caribe lançam uma campanha de redes sociais a partir do dia 25 de julho, quando celebra-se o dia da Mulher Afrolatinoamericana e Caribenha.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Tamillys.jpeg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="682" data-id="17984" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Tamillys-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-17984" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Tamillys-1024x682.jpeg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Tamillys-300x200.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Tamillys-768x511.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Tamillys-720x479.jpeg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Tamillys.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“Carolina Maria foi a primeira escritora autodeclarada negra e favelada, seus textos de 1960 são dolorosos e extremamente atuais e o Projeto, que homenageou o legado de suas obras e vida, comprova que existem muitas outras Carolinas ansiando por oportunidades de verbalizar suas experiências” Tamillys Lírio, da ONG Nação Basquete de Rua e Coordenadora do Projeto Carolinas. Crédito: ONG NBR/Raisa Moraes</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Vera.jpeg"><img decoding="async" width="1024" height="683" data-id="17983" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Vera-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-17983" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Vera-1024x683.jpeg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Vera-300x200.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Vera-768x512.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Vera-720x480.jpeg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Vera.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“Quase nunca falamos sobre preservativos, saúde da mulher. São assuntos que não são falados, só quando algum problema acontece. Conheço mulheres da minha idade que nunca tiveram oportunidade de ir ao médico. Mas porque não foram ensinadas sobre a importância, muitas só chegam a ir quando estão grávidas” &#8211; Vera Cirico, 30 anos, moradora da Comunidade da Margem da Linha. Crédito: ONG NBR/Raisa Moraes</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jocimara.jpeg"><img decoding="async" width="1024" height="683" data-id="17982" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jocimara-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-17982" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jocimara-1024x683.jpeg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jocimara-300x200.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jocimara-768x512.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jocimara-720x480.jpeg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jocimara.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“Eu me inspiro em outras mulheres guerreiras, que lutam pelos seus objetivos, assim como minha mãe que me criou sozinha. Se não fosse por mulheres como ela, que começaram essa caminhada lá atrás, não estaríamos onde estamos. Muito do preconceito que existe é porque as pessoas não têm as informações certas.” &#8211; Jocimara da Silva, 30 anos, moradora da Tapera I. Crédito: ONG NBR/Raisa Moraes</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jhenifer.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" data-id="17981" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jhenifer-1024x682.jpeg" alt="" class="wp-image-17981" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jhenifer-1024x682.jpeg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jhenifer-300x200.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jhenifer-768x511.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jhenifer-720x479.jpeg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Jhenifer.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“Eu me sinto forte e queria dizer para outras mulheres que vivem essa realidade que não desanimem dos seus sonhos. Com as oportunidades certas, todas nós somos capazes.” &#8211; Jhenifer Justiniano, 22 anos , moradora da Tapera III. Crédito: ONG NBR/Raisa Moraes</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Grafitti.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="357" data-id="17985" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Grafitti-1024x357.jpeg" alt="" class="wp-image-17985" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Grafitti-1024x357.jpeg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Grafitti-300x105.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Grafitti-768x268.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Grafitti-720x251.jpeg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/07/2021_07_25_Carolinas_Grafitti.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">Painel de grafitti na comunidade Casinhas do Novo Jockey, feito pelos graffiteiros Kane, Zack, Gouk e DOM. Crédito: ONG NBR/Raisa Moraes</figcaption></figure>
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		<title>O UNAIDS pede pelo fim da pandemia negligenciada de violência contra mulheres e meninas</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/11/o-unaids-pede-pelo-fim-da-pandemia-negligenciada-de-violencia-contra-mulheres-e-meninas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2020 17:46:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, o UNAIDS está convocando o mundo a intensificar urgentemente os esforços para eliminar a pandemia negligenciada de violência contra mulheres e meninas em toda sua diversidade violação de direitos, que afeta uma em cada três mulheres pelo menos uma vez na vida., <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/11/o-unaids-pede-pelo-fim-da-pandemia-negligenciada-de-violencia-contra-mulheres-e-meninas/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Hoje, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, o UNAIDS está convocando o mundo a intensificar urgentemente os esforços para eliminar a pandemia negligenciada de violência contra mulheres e meninas em toda sua diversidade violação de direitos, que afeta uma em cada três mulheres pelo menos uma vez na vida.</p>



<span id="more-16864"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da pandemia de COVID-19, estimava-se que mundialmente 243 milhões de mulheres e meninas de 15 a 49 anos haviam sido submetidas à violência sexual e/ou física cometida por um parceiro íntimo nos últimos 12 meses. As evidências mostram que a pandemia de COVID-19 resultou em aumentos significativos na violência de gênero em quase todos os países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As evidências crescentes confirmam que os impactos da pandemia de COVID-19 não são neutros em termos de gênero”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Os impactos dos lockdowns e restrições de viagens impostas em muitos países para conter a propagação da pandemia de COVID-19, a falha em designar os serviços de saúde sexual e reprodutiva para sobreviventes de violência como serviços essenciais, e o enfraquecimento da segurança econômica das mulheres aumentaram as barreiras para mulheres e meninas que sofrem abuso, especialmente aquelas que estão presas em casa com seus agressores.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Meninas adolescentes e mulheres jovens também estão cada vez mais sujeitas ao casamento precoce e ao tráfico, sem acesso à educação devido ao fechamento de escolas e com limitação no acesso à educação sexual abrangente e serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo contracepção e aborto, como resultado da pandemia de COVID- 19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A COVID-19 está aumentando a incidência de violência contra as mulheres e ampliando as desigualdades de gênero existentes, exacerbando ainda mais os riscos e vulnerabilidades do HIV para as mulheres. Isso acontece ao mesmo tempo que o acesso a serviços de violência de gênero, bem como serviços relacionados ao HIV e outros serviços de saúde sexual e reprodutiva estão sendo reduzidos ou tornando-se indisponíveis durante a pandemia. A violência contra as mulheres é o principal fator de risco para o HIV—em áreas com alta prevalência de HIV, como a África Subsaariana, as mulheres sujeitas à violência pelo parceiro íntimo têm 50% mais probabilidade de viver com HIV. E os homens que cometem violência contra as mulheres tendem a correr maior risco de contrair o HIV e a usar preservativos com menos frequência, aumentando assim o risco de transmissão do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência, ou o potencial para a violência, desencoraja muitas mulheres e meninas adolescentes vivendo com HIV de revelar sua condição de HIV para seus parceiros, famílias e profissionais de saúde, tornando mais difícil para mulheres e meninas permanecerem em tratamento para HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência de gênero restringe a tomada de decisões de mulheres e meninas, acaba com seus direitos e acesso à saúde sexual e reprodutiva, incluindo a decisão de como, quando e com quem fazer sexo, sua capacidade de proteger sua saúde e sua capacidade de acessar serviços de prevenção do HIV e permanecer em tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A pandemia de COVID-19 refletiu mais uma vez o quão inaceitável é continuar com medidas pela metade e compromissos não cumpridos para acabar com a violência contra as mulheres”, acrescentou a Byanyima. “Se realmente quisermos alcançar a igualdade de gênero e acabar com a AIDS, a prevenção da violência baseada em gênero deve finalmente se tornar uma prioridade mundial, nacional e local.”</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/11/o-unaids-pede-pelo-fim-da-pandemia-negligenciada-de-violencia-contra-mulheres-e-meninas/">O UNAIDS pede pelo fim da pandemia negligenciada de violência contra mulheres e meninas</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Conhecimento sobre HIV é maior entre mulheres com renda mais elevada</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/04/conhecimento-sobre-hiv-e-maior-entre-mulheres-com-renda-mais-elevada/</link>
		
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		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 18:09:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O acesso universal a uma educação sexual abrangente e de qualidade é crucial, especialmente para os jovens. Permite que os jovens sejam empoderados para tomar decisões coerentes enquanto exploram sua sexualidade e relacionamentos. Isso os ajuda a adquirir as habilidades e os valores de respeito mútuo, tolerância, igualdade de gênero e não-violência, e os, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/conhecimento-sobre-hiv-e-maior-entre-mulheres-com-renda-mais-elevada/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O acesso universal a uma educação sexual abrangente e de qualidade é crucial, especialmente para os jovens. Permite que os jovens sejam empoderados para tomar decisões coerentes enquanto exploram sua sexualidade e relacionamentos. Isso os ajuda a adquirir as habilidades e os valores de respeito mútuo, tolerância, igualdade de gênero e não-violência, e os oferecem o conhecimento necessário para proteger sua saúde e seu bem-estar de maneira mais eficaz. </p>



<span id="more-14964"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Os níveis de conhecimento sobre o HIV variam entre países, dependendo do contexto nacional e local, e geralmente estão associados a desigualdades sociais e econômicas. Em muitos países, os níveis de conhecimento abrangente e correto do HIV entre as adolescentes e mulheres são baixos, mas tendem a ser mais baixos entre aquelas que vivem na pobreza e com níveis mais baixos de educação. Os níveis de conhecimento também são mais baixos entre as mulheres que vivem em zonas rurais do que entre as que vivem em áreas urbanas. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="908" height="1024" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Knowledge-of-HIV-among-women_2263px-1-908x1024.jpg" alt="" class="wp-image-14966" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Knowledge-of-HIV-among-women_2263px-1-908x1024.jpg 908w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Knowledge-of-HIV-among-women_2263px-1-266x300.jpg 266w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Knowledge-of-HIV-among-women_2263px-1-768x866.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Knowledge-of-HIV-among-women_2263px-1-1597x1800.jpg 1597w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Knowledge-of-HIV-among-women_2263px-1-1065x1200.jpg 1065w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/04/Knowledge-of-HIV-among-women_2263px-1-639x720.jpg 639w" sizes="auto, (max-width: 908px) 100vw, 908px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Foto de capa:  UN Photo/Logan Abassi</em></p>
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	            data-title="Conhecimento sobre HIV é maior entre mulheres com renda mais elevada" 
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		<title>Mulheres jovens são mais afetadas pelo HIV do que homens jovens na África Ocidental e Central</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Jun 2019 13:58:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na África Ocidental e Central, dados de pesquisas sugerem que a prevalência do HIV entre mulheres de 20 a 29 anos é maior do que entre homens da mesma idade em todos os países, e pode chegar a ser entre cinco e nove vezes maior em alguns países, incluindo a Costa do Marfim, Gâmbia, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/06/mulheres-jovens-sao-mais-afetadas-pelo-hiv-do-que-homens-jovens-na-africa-ocidental-e-central/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Na África Ocidental e Central, dados de pesquisas sugerem que a prevalência do HIV entre mulheres de 20 a 29 anos é maior do que entre homens da mesma idade em todos os países, e pode chegar a ser entre cinco e nove vezes maior em alguns países, incluindo a Costa do Marfim, Gâmbia e Gana. No entanto, no quando atigem entre 40-49 anos de idade, os homens têm prevalência semelhante de HIV; as exceções são República Democrática do Congo, Gana e Gabão, onde a prevalência do HIV entre as mulheres ainda é quase duas vezes maior na mesma faixa etária. </p>



<span id="more-12114"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A diferença na prevalência do HIV entre homens e mulheres na faixa etária de 20 a 29 anos na África Ocidental e Central é maior do que a observada nos países do leste, e em alguns países do sul da África. As possíveis razões para essa diferença incluem as altas taxas de circuncisão masculina cirúrgica na África Ocidental e Central, que têm alcançado um índice de proteção de 60% na prevenção da transmissão do HIV entre homens e mulheres. Outras possíveis razões para a diferença na África Ocidental e Central podem ser o baixo índice do uso de preservativos e a baixa adesão à terapia antirretroviral entre homens na região. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1011" height="668" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/2019_06_26_Young-women-more-affected-by-HIV-than-young-men-graphic-1.jpg" alt="" class="wp-image-12118" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/2019_06_26_Young-women-more-affected-by-HIV-than-young-men-graphic-1.jpg 1011w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/2019_06_26_Young-women-more-affected-by-HIV-than-young-men-graphic-1-300x198.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/2019_06_26_Young-women-more-affected-by-HIV-than-young-men-graphic-1-768x507.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/2019_06_26_Young-women-more-affected-by-HIV-than-young-men-graphic-1-640x423.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/2019_06_26_Young-women-more-affected-by-HIV-than-young-men-graphic-1-720x476.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1011px) 100vw, 1011px" /></figure>
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		<title>Mulheres exigem mais responsabilidade na Conferência Women Deliver, no Canadá</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/06/mulheres-exigem-responsabilidade-na-conferencia-women-deliver-no-canada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2019 23:08:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já se passaram 25 anos desde a inovadora Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, realizada no Cairo, Egito, em 1994. Desde então, houve um progresso significativo na área da saúde sexual e reprodutiva e dos direitos das mulheres jovens e adolescentes. O acesso voluntário à métodos contraceptivos modernos aumentou em 25% desde 1994, e, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/06/mulheres-exigem-responsabilidade-na-conferencia-women-deliver-no-canada/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Já se passaram 25 anos desde a inovadora <a href="https://www.unfpa.org/icpd" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (opens in a new tab)">Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento</a>, realizada no Cairo, Egito, em 1994. Desde então, houve um progresso significativo na área da saúde sexual e reprodutiva e dos direitos das mulheres jovens e adolescentes. O acesso voluntário à métodos contraceptivos modernos aumentou em 25% desde 1994, e a qualidade dos serviços de saúde sexual e de HIV também melhoraram muito. </p>



<span id="more-11782"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Então por que toda semana são registrados cerca de 7.000 novos casos de infecção por HIV entre mulheres e meninas? E por que, na África Subsaariana, a chance de infecção por HIV entre meninas com idades de 15 a 19 anos, é três vezes maior do que os meninos da mesma idade? </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não podemos esperar mais 25 anos. Precisamos pressionar pela responsabilidade para que haja progresso suficiente no tratamento do atual déficit do governo para cumprir os compromissos de direitos sexuais e reprodutivos para mulheres e meninas ”, disse Gogontlejang Phaladi, do Projeto Pilar da Esperança, em Botsuana. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Seus comentários deram o tom no evento organizado pela <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Coalizão Global sobre Prevenção do HIV (opens in a new tab)" href="https://hivpreventioncoalition.unaids.org/" target="_blank">Coalizão Global para Prevenção do HIV</a>, durante a <a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (opens in a new tab)" href="https://wd2019.org/" target="_blank">Conferência </a><em><a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (opens in a new tab)" href="https://wd2019.org/" target="_blank">Women Deliver</a></em>, em Vancouver, Canadá. O evento, coorganizado pelo UNAIDS e pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), realizado em 3 de junho, destacou por que as mulheres jovens e adolescentes estão sendo deixadas para trás, e por que continuam a suportar o peso das más condições de saúde sexuais e reprodutivas, e de HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estamos enfrentando uma crise de prevenção do HIV&#8221;, disse Shannon Hader, vice-diretora executiva de Programa do UNAIDS. &#8220;Embora a meta seja reduzir as novas infecções por HIV entre adolescentes e mulheres jovens para menos de 100 mil, estima-se tenham ocorrido 340 mil novas infecções por HIV em 2017. Temos uma enorme tarefa pela frente&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As palestrantes do evento discutiram a importância crítica de envolver jovens no papel de líderes da mudança. &#8220;Precisamos convocar decisores políticos, líderes tradicionais e religiosos, até mesmo os pais&#8221;, disse Monica Geingos, primeira-dama da Namíbia. “Nunca devemos lhe falar o que dizer. Em gerações passadas, vocês eram silenciados e ficavam energonhados. Nunca calem suas vozes ”. Ela também acrescentou que a falta de progresso para mulheres e meninas está sendo alimentada pela discriminação de gênero, violência e negação das liberdades fundamentais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora regional do UNFPA para a África Oriental e Austral, Julitta Onabanjo, também enfatizou que é preciso fazer mais. “Eu vejo uma geração de jovens guerreiras e dinâmicas que vão levar adiante a agenda—de modo que até 2030, todo jovem possa alcançar seu maior potencial e nada os detenha”, disse ela, embora destacando que as recomendações do evento devem ser complementadas em uma cúpula que será realizada em Nairobi, no Quênia, ainda em 2019. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma questão importante que impede mulheres jovens e meninas de ter acesso a serviços de HIV é a exigência de muitos países de que os jovens precisam ter mais de 18 anos para ter acesso a serviços de saúde sem o consentimento dos pais, incluindo saúde sexual e reprodutiva e serviços de HIV. O UNAIDS estima que 78 países têm alguma lei ou política restritiva que impede os jovens de ter acesso a serviços de saúde sexual sem o consentimento dos pais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como parte dos esforços para remover essas barreiras, para que jovens possam ter acesso a prevenção, testes e cuidados oportunos e eficazes contra o HIV, durante a reunião de pré-conferência Geração do Agora: Nossa Saúde, Nossos Direitos, em 2 de junho, o UNAIDS se comprometeu a atuar frente a leis de consentimento dos pais e a sua implementação, em cinco países da África Oriental e Austral—Lesoto, Malawi, Namíbia, Uganda e Zâmbia. Isso inclui trabalhar com os jovens para garantir que os jovens estejam promovendo mudanças e co-criando os serviços de qualidade que desejam e precisam para ter um futuro brilhante e saudável. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para avançar no progresso, as participantes concordaram que investir em organizações comunitárias será fundamental, assim como levar pequenos projetos que funcionam em nível local para o nível nacional. Nyasha Sithole, da Rede Athena, disse: “As pessoas estão regando as folhas, mas não as raízes. Precisamos nos afastar do papel e da caneta para a conseguir a implementação”. </p>
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	            data-title="Mulheres exigem mais responsabilidade na Conferência Women Deliver, no Canadá" 
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		<title>Intensificando os esforços para alcançar meninas adolescentes</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/03/intensificando-os-esforcos-para-alcancar-meninas-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2019 20:18:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Sem a nossa voz, você está agindo por você, não por nós&#8221;, disse Winny Obure, líder juvenil e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, nas Nações Unidas em Nova York. Juntaram-se a Winny outras jovens que exigem o fim dos obstáculos aos direitos sexuais e reprodutivos e pedem pelo empoderamento das adolescentes. O, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/03/intensificando-os-esforcos-para-alcancar-meninas-adolescentes/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sem a nossa voz, você está agindo por você, não por nós&#8221;, disse Winny Obure, líder juvenil e defensora dos direitos das mulheres do Quênia, nas Nações Unidas em Nova York.<span id="more-10903"></span></p>
<p>Juntaram-se a Winny outras jovens que exigem o fim dos obstáculos aos direitos sexuais e reprodutivos e pedem pelo empoderamento das adolescentes. O evento <em>Step It Up!</em> foi um chamado à ação para as meninas adolescentes que são deixadas para trás e foi convocado por UNAIDS, <a href="https://unaids.org.br/tag/rede-athena/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Rede ATHENA</strong></a>, governos da Austrália e da Namíbia e ONU Mulheres, com 25 parceiros das Nações Unidas e da sociedade civil.</p>
<p><strong><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/2019_women-and-hiv_en.pdf" target="_blank" rel="noopener">Meninas adolescentes e mulheres jovens ainda são afetadas desproporcionalmente pelo HIV</a></strong>. Um milhão de meninas adolescentes vivem com HIV em todo o mundo e, a cada semana, 7 mil meninas adolescentes e mulheres jovens são infectadas pelo vírus. A educação abrangente sobre sexualidade é tão limitada que os níveis de conhecimento sobre prevenção do HIV entre os jovens permaneceram inalterados nos últimos 20 anos.</p>
<p>“Não alcançaremos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável se as vozes e aspirações das meninas adolescentes forem oprimidas”, disse Gunilla Carlsson, Diretora Executiva Adjunta do UNAIDS. “Onde está a responsabilização pelos milhões de meninas adolescentes sendo deixadas para trás?”</p>
<p>Com frequência, as adolescentes permanecem invisíveis para os tomadores de decisão, especialmente se pertencem a grupos discriminados, criminalizados ou estigmatizados. Como muitas das participantes apontaram, elas estão sujeitas a violações de direitos humanos, incluindo violência e práticas danosas, e a negação de sua saúde e direitos sexuais e reprodutivos.</p>
<p>“Precisamos nos afastar das salas de reunião e ir às comunidades para conversar com meninas adolescentes e mulheres jovens. Precisamos abordar a singularidade dos grupos específicos, de suas necessidades únicas. Temos as soluções, é apenas uma questão de nos incluir na discussão”, disse Maximina Jokonya, uma jovem do Zimbábue.</p>
<p>“As garotas adolescentes costumam ficar fora da vista e do pensamento e não estão onde está o poder, que ainda fica com os homens”, disse Sharman Stone, Embaixadora para Mulheres e Meninas da Austrália. Ela destacou as barreiras que as meninas enfrentam no Pacífico, onde têm os métodos contraceptivos negados e são submetidas a altos níveis de violência. Ela disse que uma das prioridades da Austrália durante as crises humanitárias é garantir o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva.</p>
<p>A Ministra para Igualdade de Gênero e Bem-Estar da Criança da Namíbia, Doreen Sioka, falou sobre defender os direitos de meninas adolescentes e mulheres jovens, educação sexual abrangente e serviços integrados de saúde sexual e reprodutiva e de HIV. Ela descreveu as principais realizações no cumprimento das metas internacionais para o HIV. Uma nova lei na Namíbia garante o direito de todas as crianças a acessar serviços essenciais—agora, com 14 anos, as crianças podem fazer o teste de HIV sem necessidade de permissão de seus pais ou responsáveis.</p>
<p>As jovens do evento destacaram suas realidades e oportunidades restritas, assim como o que funciona para melhorar suas vidas. Deneka Thomas, de Trinidade e Tobago, descreveu como usa a arte nas escolas para interagir com jovens lésbicas, gays, bissexuais e transexuais e meninas traumatizadas por bullying, estupro e outras formas de violência.</p>
<p>Raouf Kamel, da <em>AIDS Argélia, </em>falou sobre a iniciativa inédita no Oriente Médio e no Norte da África de ouvir as vozes e as experiências de grupos de mulheres especialmente marginalizadas. Todos as mulheres ouvidas já passaram por situações de violência, apontando para a adolescência como um ponto crucial, quando os riscos para saúde e segurança e infecção por HIV são especialmente marcantes.</p>
<p>As participantes concluíram que muito mais precisa ser feito para atender às necessidades e direitos das adolescentes. Investir em educação inclusiva e de qualidade, em serviços de HIV e saúde sexual e reprodutiva e em saúde mental é fundamental. Outras ações importantes incluem prevenção e resposta à violência baseada em gênero, promoção dos direitos das mulheres, engajamento de meninos, investimento em organizações juvenis e em iniciativas baseadas na comunidade lideradas por mulheres jovens.</p>
<p>O evento foi realizado em 13 de março, em paralelo à 63ª Sessão da Comissão sobre a Situação das Mulheres.</p>
<p><strong> </strong><strong>CITAÇÕES</strong></p>
<p>“Eu não aprendo nada porque os professores não conseguem se comunicar comigo. Onde uma pessoa com deficiência e vivendo com HIV deve ir para ter acesso a serviços?”</p>
<p><strong>Agness Chindimba, <a href="https://unaids.org.br/2017/04/oqueasmulheresquerem-prevencao-hiv-mulheres/">#Whatwomenwant</a>, Fundadora do Fundo de Mídia para Surdos de Zimbabwe, Participante do Programa <em>Mandela Washington para Jovens Líderes Africanos</em>, Universidade De Delaware</strong></p>
<p>&#8220;Agora podemos falar livremente sem sermos julgadas&#8230; temos transformação para as meninas, que agora estão reivindicando seus direitos.&#8221;</p>
<p><strong>Nirmala Gurung, Coordenadora da Associação Cristã de Mulheres Jovens do Nepal e membro do Comitê Executivo da Conferência Cristã da Ásia</strong></p>
<p>“Por cada jovem que vive com HIV porque nossas políticas, governos e agências não estavam dispostas a reconhecer que havia jovens vulneráveis que precisavam desesperadamente de apoio. Por isso, somos culpados&#8230; Esses Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são sobre elas. Elas precisarão viver com o que fazemos ou o que não fazemos hoje.”</p>
<p><strong>Gita Sem, Membro do Painel de Responsabilização Independente do Secretário-Geral para a <a href="https://unaids.org.br/2018/09/iniciativa-cada-mulher-cada-crianca-ressalta-a-importancia-de-compromisso-acao-prestacao-de-contas-e-responsabilizacao-de-lideres-e-influenciadores-globais/">Iniciativa Cada Mulher, Cada Criança, Cada Adolescente</a> e Professora na Fundação de Saúde Pública da Índia</strong></p>
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		<title>Projeto africano ajuda mulheres e meninas a falar sobre sexualidade</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/03/a-comunidade-nao-esta-do-lado-das-meninas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2019 18:24:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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		<category><![CDATA[Rise Club]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O clube Rise (nome original do projeto) está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciarem conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos. Khayelitsha é um dos maiores municípios da África do Sul, situado em Cape Flats, na Cidade do Cabo, África do Sul. Como em muitas outras comunidades no país, mulheres, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/03/a-comunidade-nao-esta-do-lado-das-meninas/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O clube <em>Rise</em> <em>(nome original do projeto)</em> está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciarem conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos.<span id="more-10884"></span></p>
<p>Khayelitsha é um dos maiores municípios da África do Sul, situado em Cape Flats, na Cidade do Cabo, África do Sul.</p>
<p>Como em muitas outras comunidades no país, mulheres e meninas nos assentamentos semi-informais lidam diariamente com a desigualdade de gênero, o que as coloca em maior risco de infecção pelo HIV.</p>
<p>A desigualdade de gênero é uma barreira para que adolescentes e jovens tenham acesso a serviços de HIV e de saúde sexual e reprodutiva, além de educação sexual abrangente. Também coloca as meninas em maior risco de violência baseada em gênero.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10887 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2.jpg" alt="" width="800" height="514" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2-768x493.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2-720x463.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>“Acontecem muitos crimes. A comunidade não está do lado das meninas. A comunidade acredita que as mulheres devem se submeter aos homens. Às vezes é difícil falarmos”, disse uma jovem que faz parte do clube Rise em Khayelitsha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10888 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>“Nós nos diminuímos para nos encaixar na caixa em que a comunidade nos coloca. Meninas são estupradas, sequestradas… há muita violência. ‘Você pode fazer isso, você não pode fazer aquilo, te dizem o que fazer&#8221;, conta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10889 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Para a maioria das meninas, é difícil conversar com pais, professores ou membros da família sobre sexo, sexualidade, saúde e direitos sexuais e reprodutivos. Por serem sexualmente ativas, mulheres e meninas enfrentam o estigma e discriminação de enfermeiras em ambientes de assistência à saúde, quando buscam por serviços de saúde sexual e reprodutiva.</p>
<p>Ainda que muitos países da África Oriental e Austral tenham assinado o Compromisso Ministerial sobre educação sexual abrangente e serviços de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes e jovens na África Oriental e Austral, e tenham algum tipo de política sobre educação sexual abrangente, a implementação ainda é desigual.</p>
<hr />
<p>Mulheres jovens estão em maior risco de infecção pelo HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis do que seus pares do sexo masculino ou mulheres mais velhas.</p>
<p>Na África Oriental e Austral, um quarto das 800.000 novas infecções pelo HIV em 2017 ocorreu em meninas e mulheres entre 15 e 24 anos. Dos 2,17 milhões de adolescentes e jovens entre os 15 e os 24 anos na África Oriental e Austral que vivem com HIV, 1,5 milhão são meninas e mulheres.</p>
<p>Das 277.000 novas infecções por HIV na África do Sul em 2017, 77.000 estavam entre meninas e mulheres com idades entre 15 e 24 anos, mais que o dobro do que seus pares do sexo masculino (32.000).</p>
<p>O conhecimento sobre prevenção do HIV varia de uma alta de 64,5% em Ruanda a uma baixa de 20,37% em Comores, com a média de 45,8% na África do Sul.</p>
<p>Em alguns países da região, meninas e mulheres podem se casar, por lei, ainda muito novas. Os casamentos precoces estão associados à falta de autonomia corporal, carência de estudo devido ao abandono escolar, falta de independência econômica e violência baseada em gênero.</p>
<p>O sexo transacional também contribui para a disparidade de gênero na infecção pelo HIV entre jovens da África subsaariana.</p>
<p>Evidências mostram que meninas adolescentes e mulheres jovens que praticam o sexo transacional estão associadas a uma série de fatores que podem aumentar o risco de transmissão do HIV, incluindo abuso e violência, uso de álcool, múltiplos parceiros, falta de uso do preservativo e sexo intergeracional.</p>
<hr />
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10890 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5.jpg" alt="" width="800" height="514" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5-768x493.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5-720x463.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></strong></p>
<p><strong>Clube Rise</strong></p>
<p>O Rise é um clube para meninas adolescentes e mulheres jovens que busca construir coesão social, autoeficácia e resiliência ao permitir que meninas e mulheres (com idades entre 15 e 24 anos) tenham um espaço para apoiar umas às outras e realizar projetos na comunidade que ajudem a prevenir o HIV, além de reduzir o seu impacto e possibilitar escolhas mais seguras. Iniciado em 2014 pelo Instituto para a Justiça Social Soul City, é direcionado a jovens de 15 distritos africanos com altos índices.</p>
<p>O clube ajuda a atender às necessidades de meninas adolescentes e mulheres jovens em termos de construção da autoconfiança, as encoraja a se posicionar contra os males sociais, e as ajuda a tomar decisões sobre suas vidas.</p>
<p><div id="attachment_10891" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10891" class="wp-image-10891 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-10891" class="wp-caption-text"><em>“Os pais africanos não nos falam sobre sexo e temos vergonha de conversar com eles. Eu não conseguia falar com a minha irmã, então entrei no Rise e agora consigo falar com as garotas. Algumas são mais velhas do que eu e podem me aconselhar.&#8221; —Cinga</em></p></div></p>
<p><div id="attachment_10892" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10892" class="wp-image-10892 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-10892" class="wp-caption-text"><em>“Meus pais me ensinaram que a única maneira de ter conhecimento é fazendo perguntas. Quando entrei no Rise, nós perguntávamos no lugar das garotas que não podiam perguntar, tornando a vida delas mais fácil.” —Okuhle</em></p></div></p>
<p><div id="attachment_10893" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10893" class="wp-image-10893 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-10893" class="wp-caption-text"><em>“Eu não podia falar com ninguém em casa. E então eu me tornei a pessoa mais tagarela. O Rise me ajudou a lidar com a baixa auto-estima.” —Lisa</em></p></div></p>
<hr />
<p>Meninas adolescentes e mulheres jovens na África Oriental e Austral precisam de leis, políticas e programas que atendam às suas necessidades. Estas incluem programas adaptados e focados em serviços de saúde sexual e reprodutiva, educação sexual abrangente, prevenção de gravidez indesejada, violência baseada em gênero e HIV.</p>
<p>Meninas e mulheres devem ser informadas pelos princípios de igualdade de gênero e direitos humanos e também devem abordar outras questões socioeconômicas, como pobreza e desemprego.</p>
<p>Ter essas políticas e programas não só resultará em resultados positivos para a saúde, mas dará às meninas adolescentes e às mulheres jovens a oportunidade de viver suas vidas com liberdade e dignidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10894 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
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		<title>‘Ela Conquista’ na África do Sul</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/01/ela-conquista-na-africa-do-sul/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jan 2019 13:26:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Meninas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando Selokela Molamodi tinha quatro anos, sua professora perguntou à turma o que eles queriam ser quando crescessem. Enquanto seus colegas de classe desejavam profissões mais convencionais, como enfermeiros, médicos e advogados, a resposta de Molamodi, dada com uma determinação apaixonada, era: &#8220;Eu quero ser Ministra da Educação&#8221;. Seu amor pela educação e sua, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/01/ela-conquista-na-africa-do-sul/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Selokela Molamodi tinha quatro anos, sua professora perguntou à turma o que eles queriam ser quando crescessem. Enquanto seus colegas de classe desejavam profissões mais convencionais, como enfermeiros, médicos e advogados, a resposta de Molamodi, dada com uma determinação apaixonada, era: &#8220;Eu quero ser Ministra da Educação&#8221;.<span id="more-10560"></span></p>
<p>Seu amor pela educação e sua personalidade determinada acompanham Molamodi, que hoje tem 19 anos. No ano passado, ela se formou como primeira colocada em sua turma, tendo sido líder de turma na escola primária e na secundária. Equipada com uma autoconfiança inabalável e com princípios essenciais de transparência, honestidade e humildade, Molamodi evitou repetir o destino de muitas mulheres jovens sul-africanas—infecção por HIV, gravidez indesejada e abandono do ensino médio.</p>
<p>Ela diz que teve que lidar com as mesmas duras realidades que outras mulheres jovens—dificuldades financeiras, crime, violência, pressão dos colegas, a tentação dos “<em>blessers</em>” (homens mais velhos) e abuso de álcool e outras drogas. Ficar na escola a manteve focada, explicou Molamodi</p>
<p>“Ainda há muitas ideias erradas sobre HIV entre os jovens. Não falamos sobre sexo abertamente. Os jovens recebem conhecimento sobre saúde sexual e reprodutiva, mas não recebem conhecimento sobre como tomar decisões relacionadas ao sexo”, diz ela.</p>
<p>Na África do Sul, 1500 mulheres jovens e adolescentes (entre 15 e 24 anos) são infectadas pelo HIV por semana. Essas infecções representaram 29% de todas as novas infecções por HIV no país em 2017. Uma pesquisa mostrou que homens mais velhos, geralmente de cinco a oito anos mais velhos, são os principais responsáveis ​​pela infecção do HIV em mulheres mais jovens; e quando as mulheres chegam nos vinte e cinco anos, transmitem o vírus para homens da mesma idade.</p>
<p>“Há uma percepção entre as mulheres mais novas de que devemos ter um grande número de parceiros sexuais quando somos jovens, porque isso significa ser livre. Então, quando chegarmos aos vinte e poucos anos, deixaremos essa vida para trás e nos estabeleceremos. Mas as meninas não entendem que elas não têm controle sobre essas relações sexuais, que o consentimento delas não conta”, diz Molamodi.</p>
<p>Para incentivar o diálogo sobre essas e muitas outras questões enfrentadas por mulheres jovens, Molamodi iniciou o <em>You for You (Você por Você</em>, em tradução livre) quando estava em seu último ano de escola. “Eu chamo de movimento, não de organização”, diz Molamodi. “É sobre aceitar e amar a si mesma por você. Embora possamos existir como uma comunidade e um coletivo, devemos primeiro nos amar como indivíduos”, diz ela.</p>
<p>Molamodi e mais duas amigas que iniciaram o movimento com ela, fazem sessões individuais de orientação com outras jovens sobre questões como autoestima, positividade corporal, saúde sexual e reprodutiva e abuso de álcool e outras drogas. Ela também organizou dois eventos que focaram no empoderamento de mulheres jovens como líderes “para que possamos nos levantar como mulheres jovens e enfrentar a discriminação, juntas.”</p>
<p>Ela vê a iniciativa <strong><a href="https://www.usaid.gov/global-health/health-areas/hiv-and-aids/technical-areas/dreams">DREAMS</a></strong>—liderada pelo <strong><a href="https://unaids.org.br/tag/pepfar/">Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS</a></strong>—como a matriarca de uma família de mulheres jovens como ela. Na África do Sul, a DREAMS trabalha em estreita colaboração com a <em>She Conquers</em> (<em>Ela Conquista</em>, na tradução livre), uma campanha nacional dirigida pelo governo que visa capacitar mulheres jovens e meninas adolescentes a assumirem a responsabilidade por sua saúde.</p>
<p>“A parceria entre DREAMS e She Conquers nos proporcionou um espaço para conversas naturais sobre questões que nos afetam como mulheres jovens com outras mulheres jovens. Dá uma voz e traz iluminação. Por exemplo, a maioria das meninas que eu conheço fez o teste de HIV, mas nenhuma delas havia falado sobre isso, até DREAMS/She Conquers virem à nossa escola”, diz Molamodi.</p>
<p>“Esse é um dos tipos de iniciativa que aumentam a eficácia do que o UNAIDS está tentando conquistar”, diz Molamodi. “Sim, forneça às meninas serviços de prevenção e tratamento de HIV e de planejamento familiar sem discriminação, mas também peça nosso feedback. Dê-nos educação e informação e ensine que nossas ações têm consequências em nosso progresso ou regresso.”</p>
<p>Ela diz que gostaria de ver as conversas sobre prevenção do HIV e saúde sexual e reprodutiva acontecendo com mais frequência do que as conversas sobre carreira, capacitação e empreendedorismo.</p>
<p>Quanto à sua ambição para <em>You for You</em>, “eu quero ajudar a cultivar um continente de mulheres jovens que são confiantes o suficiente para se expressar; que são capazes de se defender e capacitar. Se eu conseguir ajudar alguém a dizer ‘eu não desisti’, então saberei que tive um propósito, que fui a razão de alguém para continuar.”</p>
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	            data-title="‘Ela Conquista’ na África do Sul" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2019/01/ela-conquista-na-africa-do-sul/">‘Ela Conquista’ na África do Sul</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>UNAIDS destaca a importância de empoderar mulheres jovens e meninas adolescentes para evitar novas infecções por HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2018/06/unaids-destaca-a-importancia-de-empoderar-mulheres-jovens-e-meninas-adolescentes-para-evitar-novas-infeccoes-por-hiv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jun 2018 15:59:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[adolescentes]]></category>
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		<category><![CDATA[Meninas]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>
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		<category><![CDATA[Tim Martineau]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lucy Wanjiku é uma jovem mãe que vive com HIV e lidera a organização Vozes de Mulheres Jovens Positivas do Quênia. Ela tinha apenas 19 anos quando descobriu que estava vivendo com HIV. “Ser mãe adolescente e viver com HIV foram experiência muito diferentes”, disse Lucy. “Fui discriminada pela comunidade, minha família e até mesmo, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/06/unaids-destaca-a-importancia-de-empoderar-mulheres-jovens-e-meninas-adolescentes-para-evitar-novas-infeccoes-por-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Lucy Wanjiku é uma jovem mãe que vive com HIV e lidera a organização <em>Vozes de Mulheres Jovens Positivas </em>do Quênia. Ela tinha apenas 19 anos quando descobriu que estava vivendo com HIV. “Ser mãe adolescente e viver com HIV foram experiência muito diferentes”, disse Lucy. “Fui discriminada pela comunidade, minha família e até mesmo por serviços de saúde. Não há estrutura de suporte disponível. ”<span id="more-9071"></span></p>
<p>A história de Wanjiku é comum na África Subsaariana. Cerca de 6.900 meninas adolescentes e mulheres jovens entre os 15 e os 24 anos são infectadas com HIV a cada semana; das quais, 5.500 vivem na África Subsariana.</p>
<p>Agora, Wanjiku está usando sua voz para ajudar e aumentar a conscientização sobre os desafios que as mulheres jovens enfrentam diariamente no Quênia. Em um evento organizado pelo UNAIDS no Fórum do <em>Dias Europeus do Desenvolvimento (EDD)</em> em Bruxelas, Wanjiku compartilhou uma visão alarmante sobre questões relacionadas à violência baseada em gênero, casamento precoce, violência entre parceiros íntimos, sexo transacional, baixa frequência escolar e falta de empoderamento econômico, que são todos fatores de risco para o HIV que mulheres jovens e meninas adolescentes enfrentam todos os dias.</p>
<p>&#8220;Os grupos de apoio funcionam&#8221;, disse Wanjiku. “Com suporte, organizações baseadas na comunidade podem facilitar isso suavemente. Precisamos envolver mais líderes adolescentes e mulheres jovens na tomada de decisões para adaptarmos o que funciona para nós, de maneira sustentável.”</p>
<p>O evento, chamado <em>Empoderando Mulheres e Meninas—Reduzindo Novas Infecções por HIV</em>, destacou a importância de empoderar mulheres jovens  e meninas adolescentes para evitar novas infecções por HIV. Realizado nos dias 5 e 6 de junho, o Fórum do EDD contou com a participação de mais de 6 mil pessoas de 140 países, representando 1.200 organizações de comunidades em desenvolvimento.</p>
<p>“Devem ser feitos esforços consideráveis ​​para alcançar a <strong><a href="https://unaids.org.br/2016/11/novo-relatorio-do-unaids-mostra-que-182-milhoes-de-pessoas-estao-em-terapia-antirretroviral-em-todo-o-mundo/" target="_blank" rel="noopener">meta de menos de 100.000 novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens até 2020</a></strong>,” disse Tim Martineau, Diretor Executivo Adjunto Interino do UNAIDS. “O <strong><a href="https://unaids.org.br/2017/10/unaids-e-unfpa-lancam-roteiro-para-eliminar-novas-infeccoes-pelo-hiv/" target="_blank" rel="noopener">Roteiro de Prevenção do HIV até 2020</a></strong>, lançado por UNAIDS, UNFPA e parceiros em 2017, será fundamental para orientar os esforços. Para que as mudanças sejam duradouras, também é muito importante envolver homens e meninos.”</p>
<p>O evento foi moderado por Ebony Johnson, uma estrategista de saúde pública e gênero, e reuniu várias informações e experiências de jovens ativistas, pessoas vivendo com HIV, sociedade civil e representantes de desenvolvimento internacional.</p>
<p>Destacando a importância do acesso à informação, Melodi Tamarzians, uma jovem embaixadora sobre saúde sexual e reprodutiva e direitos dos Países Baixos, destacou que apenas 34% dos jovens têm conhecimento correto sobre prevenção e transmissão do HIV. “Eu acredito no poder infinito dos jovens de causar mudanças em si e em suas comunidades”, disse ela. “E eles precisam ter acesso a uma educação sexual abrangente, que não é apenas importante para prevenir violência, mas também para causar benefícios individuais e sociais de longo alcance.”</p>
<p>Winnie Byanyima, Diretora Executiva da Oxfam Internacional, falou sobre as barreiras políticas e lembrou que, para melhorar as ações entre meninas adolescentes e mulheres jovens, é necessário criar espaço para que as jovens participem dos processos de tomada de decisões. Ela acrescentou que o investimento precisa ser seguro para fortalecer o empoderamento econômico e melhorar a saúde das mulheres. “As jovens mulheres afetadas pelo HIV podem ter medo de acessar os serviços de saúde por falta de confidencialidade, discriminação e custo. Precisamos investir na educação entre pares e no acesso gratuito aos serviços para capacitar as mulheres a proteger sua saúde,” disse ela.</p>
<p><em>O UNAIDS, juntamente com uma ampla gama de parceiros, incluindo mulheres vivendo com HIV e organizações de mulheres, estão trabalhando para corresponder às necessidades das mulheres e meninas em todas as metas da <strong><a href="https://unaids.org.br/2016/06/nova-declaracao-politica-ousada-sobre-o-fim-da-aids-foi-adotada-em-nova-york/">Declaração Política das Nações Unidas sobre o Fim da AIDS</a></strong>. O UNAIDS trabalha para garantir que mulheres e meninas tenham seus direitos respeitados e sejam empoderadas para se protegerem do HIV, e também para que todas as mulheres e meninas vivendo com HIV tenham acesso imediato ao tratamento.</em></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2018/06/unaids-destaca-a-importancia-de-empoderar-mulheres-jovens-e-meninas-adolescentes-para-evitar-novas-infeccoes-por-hiv/">UNAIDS destaca a importância de empoderar mulheres jovens e meninas adolescentes para evitar novas infecções por HIV</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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