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	<title>HIV e Mulheres - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>De sobrevivente do HIV a defensora na reposta da COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Mar 2021 20:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ingrid Bretón soube que estava vivendo com HIV quando tinha 19 anos. Era 1994 e o tratamento para HIV ainda não estava disponível na República Dominicana. “Eu sobrevivi quase cinco anos viva, mas morta por dentro”, lembra ela. “Passei por todos os processos de negação pelos quais uma pessoa recém-diagnosticada passa. Os centros de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/03/de-sobrevivente-do-hiv-a-defensora-na-reposta-da-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Ingrid Bretón soube que estava vivendo com HIV quando tinha 19 anos. Era 1994 e o tratamento para HIV ainda não estava disponível na República Dominicana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu sobrevivi quase cinco anos viva, mas morta por dentro”, lembra ela. “Passei por todos os processos de negação pelos quais uma pessoa recém-diagnosticada passa. Os centros de saúde não quiseram me atender. Vivi todo tipo de estigma e discriminação.”</p>



<span id="more-17591"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua cidade, La Romana, ela era conhecida como “a garota da AIDS”. Era impossível encontrar trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento para HIV ajudou a mudar a trajetória de sua vida. Com a orientação de seu médico, José Román, ela se tornou a primeira mulher vivendo com HIV em La Romana que se sabe ter dado à luz um bebê sem HIV. Ao continuar o tratamento, Ingrid entendeu que estava perfeitamente saudável e que poderia viver uma vida mais significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pensei comigo mesma: ‘não estou adoecendo, meu cabelo não está caindo, não tenho feridas, não tenho AIDS. Eu quero fazer coisas’”, lembra Ingrid.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2002, ela formou a Fundación Grupo Paloma (Fundação Grupo Paloma, na tradução livre para o português), que oferece apoio psicossocial, assistência jurídica e oportunidades de trabalho para pessoas que vivem e são afetadas pelo HIV na região leste da República Dominicana. A organização também desempenha um papel fundamental de advocacy, dando visibilidade a questões como adesão ao tratamento, prevenção e estigma e discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das inovações da fundação é um projeto de agricultura que emprega pessoas que vivem com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um processo lindo”, diz a Ingrid, enquanto caminha pelos campos ensolarados de terra vermelha, passando por tomates, mamões e bananas. “A ideia é que as pessoas que vivem com HIV possam seguir em frente, trabalhando e sustentando suas famílias.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">As famílias com as quais o Grupo Paloma trabalha foram diretamente afetadas pela pandemia da COVID-19. O trabalho da fundação foi fundamental durante esse período. As pessoas voluntárias fazem entregas em domicílio de alimentos, remédios e roupas. A fundação é uma fonte de conexão e apoio emocional em um momento em que as comunidades que vivem com HIV estão mais isoladas do que nunca devido às medidas de distanciamento social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira Pesquisa Rápida sobre as Necessidades das Pessoas que Vivem com HIV na República Dominicana, no contexto de COVID-19, constatou que, embora 92% das pessoas entrevistadas recebam a terapia antirretroviral, cerca de uma em cada seis tinha medicamento para menos de um mês. Graças ao advocacy do escritório do UNAIDS na República Dominicana, os protocolos foram alterados para que as pessoas que vivem com HIV e têm acesso a tratamento por meio do sistema público de saúde possam receber um medicamentos para três a seis meses de uma só vez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O escritório da República Dominicana impulsionou o governo a fortalecer os programas de atenção integral, inclusive por meio de alianças com a sociedade civil. Por exemplo, a Fundação Grupo Paloma prestou assistência a pessoas que vivem com HIV no Hospital Provincial Francisco Gonzalvo durante um período de cinco meses em 2020, quando o profissionais médicos não estavam disponíveis nas instalações de La Romana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS na República Dominicana também pediu atenção especial às necessidades de proteção social e segurança alimentar das pessoas que vivem com HIV e se encontram em situação de fragilidade econômica. O escritório respondeu rapidamente às consequências da COVID-19, oferecendo apoio à Fundação Grupo Paloma e outras organizações comunitárias que contribuem para a resposta nacional ao HIV. A resposta geral do UNAIDS incluiu o fornecimento de equipamento de proteção individual e informação especificamente para a comunidade de pessoas que vivem com o HIV. A segunda fase da resposta incluiu a mobilização de apoio nutricional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso foi de grande valor para as famílias, dada a crise econômica causada pela COVID-19”, diz Ingrid.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sociedade civil desempenha o papel principal de conscientizar as comunidades e advogar em seu nome”, disse a diretora do UNAIDS para a República Dominicana, Bethania Betances. “À medida que respondemos a duas pandemias, de- HIV e COVID-19, é vital que as comunidades estejam na mesa de tomada de decisão para ajudar a moldar uma resposta eficaz e humana.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assista: <a rel="noreferrer noopener" href="https://youtu.be/67RtBDZQFf0" target="_blank"><strong><span style="text-decoration: underline;">A extraordinária história de uma mulher vivendo com HIV na República Dominicana</span></strong></a></p>



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</div><figcaption><em>Para legendas, ative closed captions (CC) em português.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>UNAIDS acredita que nova opção de anel vaginal para prevenir HIV estará disponível em breve na África Subsaariana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2020 11:23:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS felicita a International Partnership for Microbicides (IPM) – Parceria Internacional para Microbicidas, na tradução livre para o português – por ter obtido resposta positiva da Agência Europeia de Medicamentos sobre o anel vaginal de dapivirina. O anel de uso mensal adapta uma tecnologia médica geralmente usada como dispositivo contraceptivo para administrar o, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/07/unaids-acredita-que-nova-opcao-de-anel-vaginal-para-prevenir-hiv-estara-disponivel-em-breve-na-africa-subsaariana/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS felicita a International Partnership for Microbicides (IPM) – Parceria Internacional para Microbicidas, na tradução livre para o português –  por ter obtido resposta positiva da Agência Europeia de Medicamentos sobre o anel vaginal de dapivirina. O anel de uso mensal adapta uma tecnologia médica geralmente usada como dispositivo contraceptivo para administrar o medicamento antirretroviral dapivirina na prevenção do HIV. </p>



<span id="more-15809"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;UNAIDS celebra os avanços para disponibilizar o anel vaginal para as mulheres na África Subsaariana, onde cerca de 4.500 meninas e mulheres adolescentes são infectadas com HIV a cada semana&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;É necessário investimento contínuo em pesquisa para preencher a lacuna de prevenção do HIV para as mulheres e dar a elas as opções necessárias para se proteger do vírus.” </p>



<figure class="wp-block-image"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="688" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/08/2020_07_28-Anel-Dapivirina-Instagram-1024x688.jpg" alt="" class="wp-image-15810" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/08/2020_07_28-Anel-Dapivirina-Instagram-1024x688.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/08/2020_07_28-Anel-Dapivirina-Instagram-300x202.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/08/2020_07_28-Anel-Dapivirina-Instagram-768x516.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/08/2020_07_28-Anel-Dapivirina-Instagram-1786x1200.jpg 1786w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/08/2020_07_28-Anel-Dapivirina-Instagram-720x484.jpg 720w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Dois estudos de fase III avaliaram o uso do anel vaginal entre quase 4.600 mulheres entre 18 e 45 anos no Malawi, África do Sul, Uganda e Zimbábue. O chamado Ring Study, liderado pelo IPM, descobriu que o anel reduziu o risco em 35%. Já o estudo ASPIRE, realizado pela Rede de Ensaios de Microbicidas, parceiro de ensaios clínicos do IPM, e financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde, descobriu que o anel reduziu o risco em 27%. Dados mais recentes de dois estudos abertos de extensão sugeriram uma redução de risco ainda maior—de mais de 50%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O IPM buscará as aprovações regulatórias na África Subsaariana, a região mais afetada pelo HIV, onde muitos países reconhecem a opinião da Agência Europeia de Medicamentos. Se aprovado pelos reguladores africanos, o anel poderia oferecer às mulheres com mais de 18 anos a primeira ferramenta de ação prolongada – com garantia de autonomia de uso pelas mulheres – para reduzir o risco de contrair o HIV.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">O IPM estima que, dada a urgência das mulheres, com forte empenho político e financiamento, o anel poderia já estar disponível a partir de 2021 em algumas comunidades da África.</p>
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		<title>Não há como alcançar o fim da AIDS sem respeitar os direitos humanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jul 2019 13:53:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Profissionais do sexo estão 13 vezes mais expostas ao risco de infecção pelo HIV do que a população mundial no geral. Mesmo na Austrália, onde o trabalho sexual é descriminalizado, temos a mesma taxa de infecção que a população em geral. Essa é a evidência da importância do ambiente jurídico legal&#8221;, disse Jules Kim,, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/07/nao-ha-como-alcancar-o-fim-da-aids-sem-respeitar-os-direitos-humanos/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">“Profissionais do sexo estão 13 vezes mais expostas ao risco de infecção pelo HIV do que a população mundial no geral. Mesmo na Austrália, onde o trabalho sexual é descriminalizado, temos a mesma taxa de infecção que a população em geral. Essa é a evidência da importância do ambiente jurídico legal&#8221;, disse Jules Kim, chefe da Scarlet Alliance (Aliança Escarlate na tradução em português), a Associação Australiana de Trabalhadoras do Sexo.  </p>



<span id="more-12138"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O Conselho de Direitos Humanos avaliou pela primeira vez a questão do HIV e dos direitos humanos há 29 anos, em 1990. Desde então, tem sido firme em afirmar que o progresso na resposta à epidemia de AIDS é indissociável do progresso em questões de direitos humanos. Hoje, ao discutir novas recomendações sobre direitos humanos e HIV, seu trabalho é mais importante do que nunca. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um total de 48 países e territórios ainda mantém restrições de viagens para pessoas vivendo com HIV. Uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV relata ter tido os cuidados de saúde negados por conta do estado sorológico positivo para o HIV, e em outras partes do mundo, pessoas que usam álcool e outras drogas e profissionais do sexo vivem com medo de serem presos por estarem com seringas ou preservativos. As adolescentes e mulheres jovens pertencem ao grupo mais afetado em razão da falta de garantia dos seus direitos. Em 2017, 79% das novas infecções entre jovens de 10-19 anos de idade na África Oriental e Meridional foram entre mulheres. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As desigualdades e as barreiras institucionais aumentam as vulnerabilidades e diminuem o acesso aos serviços de saúde. Jovens de 45 países não podem acessar serviços de saúde sexual e reprodutiva ou serviços de testagem de HIV sem autorização dos pais ou do responsável legal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma reunião realizada na 41º sessão do Conselho de Direitos Humanos, convocada pelo Brasil, Colômbia, Moçambique, Portugal e Tailândia, a Vice-Diretora Executiva para Programa, Shannon Hader, convocou os países para desmantelar as barreiras que impedem as pessoas de acessar aos serviços de saúde essenciais. “ Já se passaram quatro anos desde que o mundo se comprometeu a acabar com a epidemia de AIDS até 2030 e três anos desde que a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração Política sobre o fim da AIDS, que incluiu um compromisso de remover as barreiras de direitos humanos até 2020. Temos menos de dois anos para cumprir essa promessa”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O evento marca a apresentação de um relatório e recomendações sobre o HIV e direitos humanos, apresentados por Michelle Bachelet ao Conselho de Direitos Humanos no dia 1º de julho. O relatório é resultado de consultas feitas em fevereiro com a sociedade civil, especialistas, governos e titulares de mandato da ONU, e inclui exemplos de melhores práticas, incluindo o treinamento de trabalhadores da saúde sobre a importância do fim do estigma e da discriminação, a descriminalização de pessoas que usam álcool e outras drogas e a atividade sexual de pessoas do mesmo sexo, as leis modelos sobre o HIV, a formação de juízes e advogados, advocacy da sociedade civil e oportunidades de financiamento internacional especificamente para a programação de direitos humanos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não podemos tratar das dimensões dos direitos humanos do HIV sem a sociedade civil, que desempenha um papel crítico&#8221; afirmou o embaixador de Portugal nas Nações Unidas em Genebra, Rui Macieira.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é uma importante agenda para as pessoas, o planeta, a prosperidade, paz e parceria, a fim de não deixar ninguém para trás. Os estados devem aumentar seus esforços para alcançar as pessoas marginalizadas”, disse Peggy Hicks, diretora da Divisão de Engajamento Temático, Procedimentos Especiais e Direito ao Desenvolvimento do Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Estados-membros examinarão as recomendações que destacam a forma como a reforma das leis penais é fundamental para o avanço dos progressos no sentido da eliminação do HIV, incluindo as leis que criminalizam a expressão de gênero ou o sexo adulto consensual, o trabalho sexual e as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, bem como o uso de drogas. As recomendações incluem um apelo ao reforço da cooperação a nível regional, sub-regional e global para apoiar e investir em programas e serviços que promovam o direito à saúde e aos direitos das pessoas que vivem com HIV. Isso é importante no contexto da redução do financiamento de doadores para programas de HIV e saúde, inclusive em países de renda média recém-migrados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu vivo com HIV, venho de uma comunidade muito pequena, uma área de favela de uma cidade queniana. Se as recomendações deste relatório forem implementadas em um local em que eu possa ir caminhando todos os dias — um centro de saúde, ou uma delegacia, então este local vai trabalhar para fornecer os serviços que precisamos e mereceremos como um direito humano básico”, conclui Lucy Wanjiku, uma jovem mulher vivendo com HIV. </p>
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		<title>Acesso desigual aos serviços de saúde gera disparidades na expectativa de vida, diz OMS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/04/acesso-desigual-aos-servicos-de-saude-gera-disparidades-na-expectativa-de-vida-diz-oms/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Apr 2019 13:31:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As mulheres vivem mais do que os homens no mundo, principalmente em países ricos. O relatório anual World Health Statistics 2019 – desagregado por sexo pela primeira vez – explica por quê. “Dividir os dados por idade, sexo e grupo de renda é vital para entender quem está sendo deixado para trás e por, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/04/acesso-desigual-aos-servicos-de-saude-gera-disparidades-na-expectativa-de-vida-diz-oms/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres vivem mais do que os homens no mundo, principalmente em países ricos. O relatório anual World Health Statistics 2019 – desagregado por sexo pela primeira vez – explica por quê. “Dividir os dados por idade, sexo e grupo de renda é vital para entender quem está sendo deixado para trás e por quê”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).<span id="more-11058"></span></p>
<p>“Por trás de cada número nessas estatísticas mundiais de saúde está uma pessoa, uma família, uma comunidade ou uma nação. Nossa tarefa é usar esses dados para tomar decisões políticas baseadas em evidências, que nos aproximem de um mundo mais saudável, seguro e justo para todos”, ascrescentou.</p>
<p>A diferença entre a expectativa de vida de homens e mulheres é menor nos locais onde as mulheres não têm acesso aos serviços de saúde. Em países de baixa renda, onde os serviços são mais escassos, 1 em 41 mulheres morre por causa materna, em comparação com 1 em 3.300 em países de alta renda. Em mais de 90% dos países de baixa renda, há menos de quatro enfermeiras(os) e parteiras(os) por mil pessoas.</p>
<p>As atitudes para a atenção à saúde diferem. Nos lugares onde homens e mulheres enfrentam a mesma doença, eles muitas vezes procuram menos cuidados de saúde do que elas. Em países com epidemia generalizada de HIV, por exemplo, os homens são menos propensos do que as mulheres a fazer o teste de HIV, menos propensos a ter acesso à terapia antirretroviral e mais propensos a morrer de doenças relacionadas à AIDS do que as mulheres. Da mesma forma, os pacientes com tuberculose do sexo masculino parecem ser menos propensos a procurar atendimento do que os pacientes com tuberculose do sexo feminino.</p>
<p>O relatório também destaca a diferença nas causas de morte entre homens e mulheres – algumas biológicas, algumas influenciadas por fatores ambientais e sociais e algumas afetadas pela disponibilidade e aceitação dos serviços de saúde.</p>
<p>Das 40 principais causas de morte, 33 contribuem mais para reduzir a expectativa de vida em homens do que em mulheres. Em 2016, a probabilidade de uma pessoa de 30 anos morrer de uma doença não transmissível antes dos 70 anos de idade era 44% maior em homens do que em mulheres.</p>
<p>As taxas globais de mortalidade por suicídio foram 75% mais altas em homens do que em mulheres em 2016. As taxas de mortalidade por acidentes de trânsito são duas vezes mais altas em homens que em mulheres de 15 anos e as taxas de mortalidade por homicídio são quatro vezes maiores em homens do que em mulheres.</p>
<p>Publicado para coincidir com o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, que neste ano se concentra na atenção primária à saúde como a base da cobertura universal de saúde, as novas estatísticas da OMS destacam a necessidade de melhorar o acesso aos cuidados de saúde primários em todo o mundo e aumentar a adesão.</p>
<p>“Uma das metas dos três bilhões da OMS é que mais 1 bilhão de pessoas tenham cobertura universal de saúde até 2023”, disse Tedros. “Isso significa melhorar o acesso a serviços, especialmente no nível da comunidade, e garantir que esses serviços sejam acessíveis e eficazes para todos – independentemente de seu gênero”.</p>
<p>De acordo com Samira Asma, assistente do diretor geral para dados, análise e entrega da OMS, essas estatísticas ressaltam a necessidade de priorizar urgentemente a atenção primária à saúde para gerenciar eficazmente as doenças não transmissíveis e reduzir os fatores de risco. “Por exemplo, algo tão simples como controlar a pressão arterial simplesmente não está acontecendo na escala necessária e o uso do tabaco continua sendo a principal causa de morte prematura”, afirmou.</p>
<p><strong>Esperança de vida melhorou desde 2000</strong></p>
<p>Entre 2000 e 2016, a expectativa de vida global ao nascer aumentou 5,5 anos, de 66,5 para 72 anos. A esperança de vida saudável ao nascer (número de anos que se espera viver em plena saúde) aumentou de 58,5 anos em 2000 para 63,3 anos em 2016.</p>
<p>A expectativa de vida continua fortemente afetada pela renda. Nos países de baixa renda, a expectativa de vida é 18,1 anos mais baixa que nos países de alta renda. Uma criança em cada 14 nascidas em um país de baixa renda morrerá antes do quinto aniversário.</p>
<p>Pela primeira vez, este ano, as estatísticas mundiais de saúde da OMS foram desagregadas por sexo. Essa nova análise forneceu insights sobre a saúde e as necessidades das pessoas em todo o mundo. Mas muitos países ainda têm dificuldades para fornecer informações desagregadas por gênero.</p>
<p>“O fechamento das lacunas de dados será acelerado e é importante para fechar a lacuna de gênero”, disse Richard Cibulskis, principal autor do relatório. “Coletar, analisar e usar dados desagregados de boa qualidade é essencial para melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas. A política e a prática de saúde devem ser sustentadas por dados robustos e confiáveis, gerados nos países”.</p>
<p>Confira as estatísticas por país <a href="http://apps.who.int/gho/data/view.main.SDG2016LEXv?lang=en">clicando aqui</a>.</p>
<p>Foto de capa: Foto: OCHA/Htet Htet Oo<br />
<em>*Matéria publicada originalmente no site da <a href="https://www.paho.org/pt/noticias/4-4-2019-acesso-desigual-aos-servicos-saude-gera-disparidades-na-expectativa-vida-diz-oms" target="_blank" rel="noopener"><strong>OPAS/OMS</strong></a>.</em></p>
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	            data-title="Acesso desigual aos serviços de saúde gera disparidades na expectativa de vida, diz OMS" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2019/04/acesso-desigual-aos-servicos-de-saude-gera-disparidades-na-expectativa-de-vida-diz-oms/">Acesso desigual aos serviços de saúde gera disparidades na expectativa de vida, diz OMS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Usando as mídias sociais para transformar a resposta ao HIV entre mulheres e meninas</title>
		<link>https://unaids.org.br/2018/03/usando-as-midias-sociais-para-transformar-resposta-ao-hiv-entre-mulheres-e-meninas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2018 19:41:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[#OqueAsMulheresQuerem]]></category>
		<category><![CDATA[HIV e Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante um evento paralelo à 62ª Comissão sobre a Situação da Mulher, líderes políticos, ativistas do movimento de mulheres e grupos de advocacy para o HIV discutiram novas estratégias para engajar mulheres e meninas na resposta à AIDS. Destacando como a tecnologia e a mídia, em particular as mídias sociais, podem ser usadas para, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/03/usando-as-midias-sociais-para-transformar-resposta-ao-hiv-entre-mulheres-e-meninas/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Durante um evento paralelo à 62ª Comissão sobre a Situação da Mulher, líderes políticos, ativistas do movimento de mulheres e grupos de </span><i><span style="font-weight: 400;">advocacy </span></i><span style="font-weight: 400;">para o HIV discutiram novas estratégias para engajar mulheres e meninas na resposta à AIDS.</span><span id="more-8638"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Destacando como a tecnologia e a mídia, em particular as mídias sociais, podem ser usadas para intensificar a liderança das mulheres jovens, os participantes também discutiram sobre como alcançar igualdade de gênero na resposta à AIDS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na reunião, foi exibida a campanha </span><a href="https://unaids.org.br/2017/04/oqueasmulheresquerem-prevencao-hiv-mulheres/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">#WhatWomenWant  (#OqueAsMulheresQuerem)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e como ela usou as mídias sociais na mobilização para a <a href="https://unaids.org.br/2016/06/brasil-reafirma-compromisso-para-acabar-com-epidemia-de-aids/" target="_blank" rel="noopener">Reunião de Alto Nível da ONU sobre o Fim da AIDS</a>. Como parte da campanha, foi desenvolvida uma série de blogs feministas, como uma plataforma para jovens meninas líderes compartilharem seus conhecimentos e prioridades. Usando grupos do WhatsApp e o Twitter, as jovens foram envolvidas e tiveram acesso às recomendações globais do UNAIDS sobre prevenção abrangente do HIV. A consulta e o compartilhamento nas mídias sociais resultaram no documento: </span><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2017/whatwomenwant" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">#OQueAsMulheresQuerem: prevenção do HIV que funciona para meninas adolescentes e mulheres jovens</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Temos uma nova geração de jovens mulheres líderes que usam as mídias sociais na ampliação e integração de uma liderança feminista para garantir resultados sustentáveis ​​e transformadores na resposta à AIDS&#8221;, disse Catherine Nyambura, da FEMNET, uma organização regional de feministas africanas no Quênia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também durante o evento, chamado </span><i><span style="font-weight: 400;">Responsabilização em ação: Colocando Mulheres e Meninas e toda sua Diversidade no Centro Através das Novas Mídias Sociais</span></i><span style="font-weight: 400;">, um novo relatório da Rede ATHENA</span><span style="font-weight: 400;">—</span><span style="font-weight: 400;">uma rede global de 70 parceiros em mais de 35 países dedicada à promoção da igualdade de gênero, considerando os direitos humanos e construindo liderança comunitária na resposta ao HIV</span><span style="font-weight: 400;">—</span><span style="font-weight: 400;">foi lançado. </span><a href="https://www.youthpower.org/sites/default/files/YouthPower/files/resources/Athena-WWW%20toolkit%20for%20putting%20accountability%20into%20action.pdf" target="_blank" rel="noopener"><i><span style="font-weight: 400;">#WhatWomenWant: um kit de ferramentas para colocar a responsabilização em ação</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dá exemplos de como informar e engajar efetivamente mulheres jovens através de ferramentas digitais como WhatsApp, Twitter e Facebook. O relatório também visa trazer uma perspectiva inclusiva de gênero para o desenvolvimento e a implementação de políticas e programas para garantir que as mulheres jovens, incluindo as jovens que vivem com HIV, possam acessar e contribuir com esses processos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Estamos buscando ferramentas e tecnologias digitais para evoluir no monitoramento e na responsabilização da resposta à AIDS. Agora nossa experiência pode ser compartilhada globalmente e em tempo real, abrindo um novo mundo de possibilidades para aprendermos juntos”, disse Tyler Crone, da Rede ATHENA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“O UNAIDS dá boas-vindas ao foco fortalecido na responsabilização gerada pela campanha #OqueAsMulheresQuerem. Juntos, estamos comprometidos em trabalhar para melhorar a participação significativa das mulheres, com foco em tornar os direitos humanos e a igualdade de gênero em realidade em todos os níveis da resposta à AIDS”, disse Gunilla Carlsson, Diretora Executiva Adjunta do UNAIDS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reunião, realizada em 19 de março na sede das Nações Unidas em Nova York, foi organizada pelo UNAIDS em parceria com a Rede ATHENA e com os parceiros da campanha #OqueAsMulheresQuerem.</span></p>
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		<title>Mensagem do Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, para o Dia Internacional da Mulher 2018</title>
		<link>https://unaids.org.br/2018/03/mensagem-do-diretor-executivo-do-unaids-michel-sidibe-para-o-dia-internacional-da-mulher-2018/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Mar 2018 19:41:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Datas especiais]]></category>
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		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[HIV e Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; No Dia Internacional da Mulher, o mundo celebra o poder das organizações de mulheres e de ativistas que promovem o direito das mulheres à saúde, à igualdade de gênero e ao empoderamento. O empoderamento e a liderança das mulheres são fundamentais para garantir o sucesso de todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável., <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/03/mensagem-do-diretor-executivo-do-unaids-michel-sidibe-para-o-dia-internacional-da-mulher-2018/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>No Dia Internacional da Mulher, o mundo celebra o poder das organizações de mulheres e de ativistas que promovem o direito das mulheres à saúde, à igualdade de gênero e ao empoderamento. O empoderamento e a liderança das mulheres são fundamentais para garantir o sucesso de todos os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.<span id="more-8543"></span></p>
<p>Mulheres e meninas continuam sendo afetadas pelo HIV de maneira desproporcional. Globalmente, as mulheres jovens são duas vezes mais propensas a se infectarem pelo HIV do que os homens jovens. Na África subsaariana, três a cada quatro novas infecções por HIV entre pessoas de 15 a 19 anos acontecem entre mulheres jovens. Globalmente, cerca de 30% das mulheres sofrem violência física e/ou sexual por um parceiro íntimo pelo menos uma vez na vida.</p>
<p>Mas a mudança está acontecendo. Este ano, o Dia Internacional da Mulher está sendo celebrado em um momento de destaque muito necessário sobre questões de assédio sexual em vários setores, incluindo o setor privado, governos, organizações internacionais e a sociedade civil. Movimentos como <em>#MeToo</em> (<em>#EuTambém</em>, em português) estão desafiando comportamentos e crenças que perpetuam a desigualdade de gênero, a violência de gênero e o assédio sexual. O UNAIDS reafirma seu compromisso de zero tolerância ao assédio sexual e assume sua responsabilidade em relação ao exercício dos mesmos padrões de ética, equidade e respeito que promove e exige dos outros.</p>
<p>Cada vez mais vozes se unem para desafiar as desigualdades socioculturais, econômicas e políticas que tornam as mulheres e as meninas mais vulneráveis ao HIV. Essas mudanças são boas para elas. Sabemos que, ao apoiar que mulheres e meninas usufruam de seus direitos à saúde, à educação e à autodeterminação, a transformação torna-se possível. As infecções por HIV diminuem. A saúde melhora. A educação aumenta. Mulheres e meninas prosperam.</p>
<p>Essas mudanças também são boas para as comunidades, para as famílias e para homens e meninos. Mulheres e meninas que conseguem exercer seus direitos são mais capazes de trabalhar, participar da sociedade civil e do governo, assim como manter suas famílias saudáveis, felizes e desfrutar de relações de gênero equitativas.</p>
<p>Está claro que podemos acabar com a epidemia da AIDS até 2030. Mas alcançar este objetivo depende do avanço de uma agenda de justiça social que exige acesso à serviços de saúde, educação, emprego, justiça e representação política, livres de discriminação e violência. A resposta à AIDS e as pessoas que a conduzem devem ser capacitadas e habilitadas para fazê-lo, em ambientes seguros e equitativos.</p>
<p>A mudança está acontecendo, e esta mudança é boa.</p>
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		<title>Como as ações em torno do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres podem reduzir as novas infecções por HIV nesta população</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Nov 2017 13:29:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O dia 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, marca o início dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres—que vai oficialmente de 25 de novembro a 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Liderada pela ONU Mulheres, uma das instituições copatrocinadoras do UNAIDS,, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/11/como-as-acoes-em-torno-do-dia-internacional-pela-eliminacao-da-violencia-contras-mulheres-podem-reduzir-as-novas-infeccoes-por-hiv-nesta-populacao/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O dia 25 de novembro, <em>Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres</em>, marca o início dos <em>16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres</em>—que vai oficialmente de 25 de novembro a 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos. Liderada pela ONU Mulheres, uma das instituições copatrocinadoras do UNAIDS, a iniciativa tem como objetivo chamar a atenção para a urgência da eliminação da violência de gênero e mobilizar a sociedade, através de mensagens e iniciativas de impacto, capazes de provocar mudanças em políticas públicas, na mídia, em serviços básicos relacionados a áreas como educação, saúde, segurança e trabalho, entre outros.<span id="more-7751"></span></p>
<p>Dados compilados pelo UNAIDS mostram que cerca de 870 mil mulheres se infectam com o HIV todo os anos ao redor do planeta e só metade delas tem acesso ao tratamento capaz de salvar vidas. Isso coloca a AIDS como a maior causa de mortes entre mulheres em idade reprodutiva (de 15 a 49 anos) em todo o mundo.</p>
<p><div id="attachment_7769" style="width: 390px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7769" class="wp-image-7769 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/MM-HIV-Red.jpg" alt="" width="380" height="500" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/MM-HIV-Red.jpg 380w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/MM-HIV-Red-228x300.jpg 228w" sizes="(max-width: 380px) 100vw, 380px" /><p id="caption-attachment-7769" class="wp-caption-text">Fonte: Relatório do UNAIDS Direito à Saúde (Right to Health)</p></div></p>
<p>Mulheres que vivem com HIV enfrentam estigma e discriminação dentro de suas próprias famílias, comunidades, locais de trabalho e serviços de saúde. Serviços de saúde, incluindo os de saúde sexual e reprodutiva, ainda não estão disponíveis a todas as meninas e mulheres. Muitas meninas adolescentes e mulheres em todo o mundo ainda não são capazes de tomar decisões sobre sua própria saúde.</p>
<p>Além disso, a violência contra mulheres e meninas permanece como uma mancha em nosso tecido social. Todos os anos, milhões de meninas são forçadas ao casamento antes de estarem prontas ou de dar seu consentimento. Quando essas meninas e mulheres não podem usufruir de sistemas sociais, educacionais e de saúde, elas não apenas têm seus direitos humanos negados, incluindo o direito à saúde, mas também tem seu futuro usurpado e desprovido de oportunidades de florescer e viver em plenitude.</p>
<p>“Quando jovens mulheres são empoderadas no exercício de seus direitos, a prevalência do HIV cai, há menos registros de gravidez indesejada, menos casos de mortes maternas e menos evasão escolar, além de maior adesão do mercado de trabalho. Quando mulheres jovens têm acesso a educação, os resultados relacionados à saúde melhores consideravelmente”, diz o relatório do UNAIDS <em><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/RighttoHealthReport_Full%20web.pdf" target="_blank" rel="noopener">Direito à Saúde (Right to Health)</a></em>, divulgado no dia 20/11. “Meninas e mulheres estão no centro da resposta à AIDS. Fatores como idade, etnia, desigualdades de gênero, deficiência, orientação sexual, profissão e posição socioeconômica são determinantes da capacidade que meninas e mulheres têm de se proteger do HIV”, diz o documento.</p>
<p>A violência ou o medo da violência representam um grande obstáculo para o acesso de adolescentes e mulheres ao sexo seguro, as ações de prevenção, testagem e tratamento, bem como aos serviços de saúde sexual e reprodutiva. Segundo o relatório <a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/Global_AIDS_update_2017_en.pdf" target="_blank" rel="noopener"><em>Acabando com a AIDS</em></a>, 64,3% das mulheres jovens (entre 15 e 24 anos) reportaram o uso de preservativo na primeira relação sexual, entretanto, 17,9% das mulheres relataram o uso do preservativo nos últimos 12 meses com parceiro fixo. Ou seja, mesmo as mulheres que não sofrem violência física, estão suscetíveis ao vírus quando coagidas por seus parceiros a terem relações sexuais sem camisinha.</p>
<p><strong>História de vida</strong></p>
<p>Para Silvia Almeida, consultora do UNAIDS Brasil, a submissão feminina ainda está enraizada em nossa sociedade. “Na nossa cultura as mulheres sempre exerceram um papel de submissão econômica que se reflete na autoestima e na educação sexual. Precisamos desconstruir a ideia machista de dominação masculina e interiorizar a importância do cuidado com o próprio corpo através de uma educação sexual abrangente desde cedo.”</p>
<p>Silvia descobriu que tinha HIV em 1994, após ter contraído o vírus do marido—seu primeiro namorado, com quem foi casada durante 15 anos, e pai de seus dois filhos. Ele faleceu dois anos depois do diagnóstico.</p>
<p>“As mudanças acontecem lentamente na nossa sociedade, por isso precisamos bater na mesma tecla constantemente. Uma mulher que anda com preservativo é vista como mal-intencionada, quando, na verdade, ela tem boas intenções para com seu corpo e sua própria saúde. Dentro de um relacionamento, é de responsabilidade dos pares se protegerem constantemente”, diz. “Ainda hoje a camisinha é vista apenas como um método contraceptivo. E a desinformação é ainda maior em regiões mais remotas do país.”</p>
<p><div id="attachment_7766" style="width: 924px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7766" class="wp-image-7766 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/zd.png" alt="" width="914" height="516" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/zd.png 914w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/zd-300x169.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/zd-768x434.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/zd-720x406.png 720w" sizes="auto, (max-width: 914px) 100vw, 914px" /><p id="caption-attachment-7766" class="wp-caption-text">Fátima Bernardes, Henrique Geovanni e Silvia Almeida no <em>Encontro com Fátima Bernardes</em> de 6/3/2017, que debateu sobre discriminação e HIV.</p></div></p>
<p><strong>16 dias de Ativismo</strong></p>
<p>O mote deste ano da campanha <em>16 Dias de Ativismo</em> é<em> ‘Não deixar ninguém para trás’</em>, alcançando as mulheres mais vulneráveis primeiro. O movimento será construído através de ações que colocam em destaque implicações e consequências da violência contra mulheres e meninas nos grupos mais marginalizados.</p>
<p>“A essência do tema de hoje ‘Não deixar ninguém para trás’ é que ninguém deve ser deixada de fora. Isso significa ter mulheres e meninas em pé de igualdade e incluí-las em todos os assuntos que as preocupam e projetar soluções para acabar com a violência junto com aquelas pessoas anteriormente omitidas, relegadas ou marginalizadas. Como comunidade global, podemos acabar com a violência contra mulheres e meninas, transformar instituições e unir os esforços para erradicar a discriminação, restaurar os direitos humanos e a dignidade e não deixar ninguém para trás”, afirma Phumzile Mlambo-Ngcuka, Secretária-Adjunta da ONU e Diretora Executiva da ONU Mulheres.</p>
<p>No Brasil, a campanha começou alguns dias antes, 20/11, unindo-se a ações da Semana da Consciência Negra, de 20 a 24 de novembro, com a ação digital <a href="http://www.onumulheres.org.br/noticias/movimento-de-mulheres-negras-e-onu-mulheres-apresentam-localizacao-da-plataforma-da-marcha-das-mulheres-negras-nos-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel/" target="_blank" rel="noopener">Mulheres Negras nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)</a>, que reuniu informações sobre a situação das afro-brasileiras. A iniciativa faz parte da estratégia de comunicação e advocacy político para colocar as mulheres negras no centro das ações da Agenda 2030 e tem como objetivo mostrar o alinhamento entre as necessidades apontadas pelo movimento de mulheres negras brasileiras e os ODS sobre o enfrentamento ao racismo e ao sexismo e a promoção da igualdade de gênero e raça, assumidos como compromissos pelo Marco de Parceria das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável 2017-2021, firmado entre a ONU Brasil e o governo brasileiro.</p>
<p><div id="attachment_7753" style="width: 1034px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7753" class="wp-image-7753 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/cristo-06-e1511297523627.jpg" alt="" width="1024" height="576" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/cristo-06-e1511297523627.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/cristo-06-e1511297523627-300x169.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/cristo-06-e1511297523627-768x432.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/11/cristo-06-e1511297523627-720x405.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-7753" class="wp-caption-text">O Cristo Redentor será iluminado de laranja no próximo 25 de novembro. Foto: UNIC Rio/Célio Durães</p></div></p>
<p>Vale lembrar que as mulheres negras representam 59,6% dos casos de mulheres com HIV no Brasil, segundo <a href="https://unaids.org.br/2017/11/dia-da-consciencia-negra-racismo-e-discriminacao-ainda-reforcam-vulnerabilidade-da-populacao-negra-ao-hiv/" target="_blank" rel="noopener">Boletim Epidemiológico de 2016 do Ministério da Saúde</a>.</p>
<p>As obrigações internacionais em matéria de direitos humanos e os ambiciosos objetivos da <a href="https://unaids.org.br/2016/06/compromissos-ousados-sao-assumidos-na-reuniao-de-alto-nivel-da-assembleia-geral-das-nacoes-unidas-sobre-o-fim-da-aids/" target="_blank" rel="noopener">Declaração Política 2016 sobre o Fim da AIDS</a> exigem o fim de todas as formas de violência contra mulheres e meninas. Somente através da promoção da igualdade de gênero, eliminando a violência e investindo no empoderamento das meninas, juntamente com os outros objetivos da Declaração Política, o mundo estará no caminho certo para o fim da epidemia de AIDS até 2030.</p>
<p>Para mais informações sobre os <em>16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres</em>, visite o site da ONU Mulheres no Brasil <a href="http://www.onumulheres.org.br" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.<br />
Conheça o papel da ONU Mulheres <a href="http://www.onumulheres.org.br" target="_blank" rel="noopener">como copatrocinadora do UNAIDS</a>.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2017/11/como-as-acoes-em-torno-do-dia-internacional-pela-eliminacao-da-violencia-contras-mulheres-podem-reduzir-as-novas-infeccoes-por-hiv-nesta-populacao/">Como as ações em torno do Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres podem reduzir as novas infecções por HIV nesta população</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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