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	<title>Relatório UNAIDS - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>UNAIDS lança guia informativo global sobre Mpox e HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2024/09/unaids-lanca-guia-informativo-global-sobre-mpox-e-hiv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Sep 2024 15:04:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS lançou, na última quarta-feira (28), um novo guia informativo sobre a situação global do Mpox e sua interseção com o HIV. Esse documento surge como uma resposta à crescente preocupação com o surto de Mpox, que levou a declarações de Emergência de Saúde Pública pelo CDC da África e pela Organização Mundial, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2024/09/unaids-lanca-guia-informativo-global-sobre-mpox-e-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS lançou, na última quarta-feira (28), um novo guia informativo sobre a situação global do Mpox e sua interseção com o HIV. Esse documento surge como uma resposta à crescente preocupação com o surto de Mpox, que levou a declarações de Emergência de Saúde Pública pelo <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://africacdc.org/" target="_blank" rel="noopener" title="">CDC da África</a></span> e pela <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.who.int/" target="_blank" rel="noopener" title="">Organização Mundial da Saúde</a></span> (OMS). </p>



<span id="more-28521"></span>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Contexto do surto de Mpox</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O recente surto de Mpox afetou severamente vários países africanos, sendo esta região a mais impactada, especialmente a República Democrática do Congo. Até agora, foram confirmados 934 novos casos e quatro mortes em 26 países.</p>



<div class="flourish-embed flourish-map" data-src="visualisation/19128193"><script src="https://public.flourish.studio/resources/embed.js"></script><noscript><img decoding="async" src="https://public.flourish.studio/visualisation/19128193/thumbnail" width="100%" alt="map visualization" /></noscript></div>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário alarmante, o UNAIDS se posiciona firmemente ao lado das autoridades de saúde, comprometendo-se a auxiliar na resolução desta crise de saúde.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Desafios na resposta ao Mpox</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O guia destaca vários desafios críticos vivenciados na resposta ao Mpox. Entre eles, a capacidade limitada para diagnóstico, a escassez de suprimentos médicos essenciais e a insuficiência na produção de vacinas para atender à demanda crescente. Essas dificuldades enfatizam a necessidade urgente de uma resposta coordenada e bem estruturada para responder ao avanço da doença.&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">O papel do UNAIDS na resposta global </h5>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS mobiliza sua ampla experiência e recursos, adquiridos ao longo dos anos na resposta ao HIV, para apoiar os países afetados pelo Mpox. Utilizamos nossa rede e parcerias globais para ajudar a fortalecer as estratégias nacionais, promovendo uma abordagem integrada e centrada na comunidade.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/09/MPox-nota-info.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="353" height="462" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/09/MPox-nota-info.png" alt="" class="wp-image-28523" style="width:426px;height:auto" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/09/MPox-nota-info.png 353w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2024/09/MPox-nota-info-229x300.png 229w" sizes="(max-width: 353px) 100vw, 353px" /></a></figure>
</div>


<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Principais áreas de atuação</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O guia do UNAIDS destaca várias áreas prioritárias para responder ao surto de Mpox de forma eficaz:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Engajamento Comunitário:</strong> O UNAIDS enfatiza a importância do envolvimento das comunidades na resposta ao Mpox, garantindo que elas estejam no centro das ações e implementações; </li>



<li><strong>Acesso Equitativo a Produtos Médicos:</strong> O UNAIDS está comprometido em promover o acesso justo e equitativo a diagnósticos, vacinas e tratamentos, essenciais para controle do surto. </li>



<li><strong>Cuidados Específicos para Pessoas com HIV</strong>: O UNAIDS também está priorizando serviços específicos para pessoas vivendo com HIV, visando reduzir o risco de complicações graves do Mpox entre esses grupos vulneráveis; </li>



<li><strong>Respeito aos Direitos Humanos</strong>: Garantir que a resposta ao Mpox seja ética, sem estigmatização e baseada nos princípios dos direitos humanos é um dos pilares do guia. </li>



<li><strong>Financiamento Sustentável e Fortalecimento dos Sistemas de Saúde</strong>: Em constante <em>advocacy</em> na busca por um maior investimento em saúde pública e mobilização de recursos internacionais para fortalecer as respostas locais.</li>
</ul>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Resposta coordenada</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Destacamos, ainda, a importância de uma resposta global coordenada e inclusiva para paralisar o surto de Mpox, utilizando as lições aprendidas com a resposta ao HIV.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo guia serve como uma ferramenta essencial para orientar e apoiar os esforços internacionais e nacionais, com o objetivo de atenuar o impacto dessa emergência de saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório está disponível na página Relatórios e Publicações. Para acessar, clique <a href="https://unaids.org.br/relatorios-e-publicacoes/" target="_blank" rel="noopener" title="">aqui</a>. </p>
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		<title>UNAIDS alerta que as desigualdades estão bloqueando o fim da pandemia de AIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2022/11/unaids-alerta-que-as-desigualdades-estao-bloqueando-o-fim-da-pandemia-de-aids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2022 10:50:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório do Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), lançado às vésperas do Dia Mundial da AIDS, celebrado em 1 de dezembro, alerta que as desigualdades estão obstruindo o fim da pandemia de AIDS. Intitulado Desigualdades Perigosas, o relatório mostra que se forem mantidas as tendências atuais o mundo não conseguirá atingir, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/11/unaids-alerta-que-as-desigualdades-estao-bloqueando-o-fim-da-pandemia-de-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Um novo relatório do Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), lançado às vésperas do Dia Mundial da AIDS, celebrado em 1 de dezembro, alerta que as desigualdades estão obstruindo o fim da pandemia de AIDS. Intitulado <strong><em>Desigualdades Perigosas</em></strong>, o relatório mostra que se forem mantidas as tendências atuais o mundo não conseguirá atingir a meta de acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030.</p>



<span id="more-22836"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Em julho deste ano, o UNAIDS já havia chamado a atenção para o fato de que a resposta global ao HIV e à AIDS está em perigo – há um aumento de novas infecções por HIV e de mortes em decorrência da AIDS em diversos países e regiões do mundo. O novo relatório aprofunda esta análise, mostrando que as desigualdades estão por trás dessa situação. O documento deixa claro que está nas mãos das lideranças globais enfrentar essas desigualdades de forma consistente, corajosa e baseada nos dados e evidências resultantes dos anos de resposta ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório Desigualdades Perigosas joga luz, entre outros pontos, sobre o impacto na resposta ao HIV e à AIDS das desigualdades de gênero e entre as populações-chave e crianças e adultos. Também detalha como o agravamento das restrições financeiras está tornando mais difícil lidar com esse tema.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Desigualdades de gênero</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O documento indica como as desigualdades e as normas nocivas de gênero estão atrasando o fim da pandemia de AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O mundo não será capaz de acabar com a AIDS enquanto continuar reforçando o patriarcado”, diz Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Precisamos abordar a interseção de desigualdades que as mulheres enfrentam. Em regiões com alta incidência de HIV, as mulheres submetidas à violência por parte de seu parceiro enfrentam uma chance 50% maior de ser infectadas pelo HIV. Em 33 países, de 2015 a 2021, apenas 41% das mulheres casadas, com idades entre 15 e 24 anos, podiam tomar suas próprias decisões sobre saúde sexual. A única forma eficaz de acabar com a AIDS, alcançar as metas de desenvolvimento sustentável e garantir saúde, direitos e prosperidade compartilhada passa por uma abordagem feminista. Organizações e movimentos de direitos das mulheres já estão na linha de frente fazendo esse trabalho corajoso. As lideranças precisam apoiá-las e aprender com elas”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório ressalta que um fator determinante desta situação é o exercício do poder, ao demonstrar, por exemplo, que meninas que permanecem na escola até a conclusão do ensino médio têm reduzida em até 50% sua vulnerabilidade à infecção pelo HIV. Quando isso é reforçado com iniciativas de apoio ao empoderamento, os riscos de meninas se infectarem com o HIV diminuem ainda mais. As lideranças precisam garantir que todas as meninas estejam na escola, sejam protegidas da violência, que muitas vezes é normalizada na sociedade, inclusive por meio da permissão de casamentos de menores de idade, e tenham caminhos econômicos que garantam a elas um futuro promissor.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Desigualdades e racismo estrutural</h5>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, as desigualdades impactam a resposta ao HIV de diferentes formas. Dados do Boletim Epidemiológico HIV/AIDS de 2021 trazem luz sobre o impacto do racismo estrutural e das desigualdades, ao indicar uma tendência pela qual as pessoas negras são particularmente afetadas pela pandemia de HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando considerados os casos notificados de AIDS entre 2010 e 2020, foi observada uma queda de 9,8% na proporção de casos entre pessoas brancas. Entretanto, no mesmo período, a proporção entre pessoas negras foi na direção oposta, com um aumento de 12,9%. No caso dos óbitos causados por doenças decorrentes da AIDS, a mesma desproporção existe. Entre 2010 e 2020 houve uma queda de 10,6% na proporção de óbitos de pessoas brancas e o crescimento de 10,4% entre pessoas negras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esta é uma situação inaceitável, que demonstra o impacto direto das desigualdades e do racismo estrutural na vida de milhares de pessoas que têm todo o direito de se beneficiar dos avanços na resposta ao HIV e à AIDS&#8221;, defende Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Populações-chave, estigma e discriminação</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma, a discriminação e a criminalização de populações-chave (travestis e pessoas trans, gays e homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo, pessoas em privação de liberdade e pessoas que fazem uso de drogas injetáveis) representam uma barreira para o seu acesso aos serviços de HIV, custando vidas e impedindo o mundo de atingir as metas acordadas para o fim da AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Brasil é um exemplo na resposta ao HIV, com a possibilidade de acesso às ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento pelo SUS&#8221;, diz Claudia Velasquez. &#8220;Mas as desigualdades seguem impactando negativamente e gerando barreiras que impedem o acesso aos serviços de pessoas em vulnerabilidade. E as desigualdades se cruzam. Por exemplo, uma pessoa trans, negra, vivendo com HIV e em situação de rua terá uma dificuldade extrema de acessar e seguir com o tratamento. Reconhecer a interseção de desigualdades é um elemento chave para uma abordagem integral da resposta ao HIV. O fracasso em fazer progressos para impedir a infecção pelo HIV nas populações-chave prejudica toda a resposta à pandemia de AIDS e ajuda a explicar a desaceleração do progresso frente à mesma”, reforça.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Impacto nas juventudes</h5>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o UNAIDS defende que uma atenção especial deve ser dada também às juventudes, levando em conta os diferentes ambientes urbanos, rurais e periféricos, além das comunidades quilombolas e indígenas. Dados públicos indicam que novas infecções pelo HIV têm crescido justamente entre a população jovem, entre 15 e 24 anos. A instituição defende que devem existir mais ações de educação e comunicação sobre infecções sexualmente transmissíveis (IST) e sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e AIDS específicas para as juventudes, com ênfase para jovens em condições de maior vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Neste sentido, foi muito positiva a recente decisão do Ministério de Saúde de estender à adolescentes e jovens a partir dos 15 anos de idade o acesso à importante ferramenta de <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/prevencao-combinada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">prevenção combinada</a></span> do HIV que é a profilaxia pré-exposição, a PrEP,” diz Claudia Velasquez. “Mas persiste o desafio representado pelas desigualdades de garantir que as pessoas que mais precisam, especialmente jovens em situação de vulnerabilidade, consigam acessar este e outros serviços de prevenção e tratamento do HIV e da AIDS”, completa.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Masculinidade tóxica e diferença no tratamento entre crianças e adultos</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Outro efeito das desigualdades sobre a resposta ao HIV e à AIDS apontado pelo relatório do UNAIDS é o da masculinidade tóxica, ao desencorajar os homens de procurar os cuidados de saúde. Enquanto 80% das mulheres vivendo com HIV tiveram acesso ao tratamento em 2021, esta proporção baixa para 70% entre homens. Aumentar uma abordagem transformadora de gênero em muitas partes do mundo é fundamental para interromper a pandemia de AIDS. O avanço da igualdade de gênero beneficiará a todas as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra informação significativa trazida pelo relatório é como a resposta ao HIV e à AIDS está sendo atrasada globalmente pelas desigualdades no acesso ao tratamento entre adultos e crianças. Enquanto mais de três quartos dos adultos vivendo com HIV estão em terapia antirretroviral, apenas pouco mais da metade das crianças na mesma situação tomam os medicamentos que salvam vidas. As consequências são mortais. Em 2021, as crianças representavam apenas 4% de todas as pessoas vivendo com HIV, mas foram afetadas por 15% de todas as mortes relacionadas à AIDS. Fechar a lacuna de tratamento do HIV e AIDS das crianças salvará vidas.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Progresso na resposta ao HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório do UNAIDS ressalta que o progresso contra as desigualdades é possível e destaca áreas onde a resposta ao HIV e à AIDS fez progressos notáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos o que fazer para acabar com as desigualdades”, afirma Winnie Byanyima. “Garantir que todas as nossas meninas estejam na escola, seguras e fortes. Combater a violência de gênero. Apoiar as organizações de mulheres. Promover masculinidades saudáveis – para tomar o lugar dos comportamentos nocivos que exacerbam os riscos para todas as pessoas. Garantir que os serviços para crianças vivendo com HIV cheguem até elas e atendam às suas necessidades, fechando a lacuna de tratamento para que acabemos de vez com a AIDS nessa faixa etária. Descriminalizar os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas e investir em serviços liderados pela comunidade que permitam sua inclusão. Todas são ações concretas que ajudam a derrubar as barreiras de acesso aos serviços de HIV e AIDS e a cuidar da saúde e da vida de milhões de pessoas,” reforça.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Financiamento da resposta ao HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório do UNAIDS defende que os recursos para o HIV e a AIDS devem priorizar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas, especialmente as populações em situação de vulnerabilidade, que são mais afetadas pelas desigualdades relacionadas ao HIV. Também indica que o espaço fiscal para investimentos em saúde em países de baixa e média renda precisa ser ampliado, inclusive por meio do cancelamento substancial de suas dívidas e da tributação progressiva. Os esforços para acabar com a AIDS são muito menos custosos do que não agir para acabar com a pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que as lideranças mundiais precisam está explícito em nosso relatório”, diz Winnie Byanyima. “Em poucas palavras: garantir equidade já. É preciso garantir a equidade de acesso aos direitos, aos serviços, ao acesso à melhor ciência e medicina. Garantir Equidade Já não beneficia apenas as pessoas em situação de vulnerabilidade. A verdade é que beneficia a todas as pessoas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados completos do relatório <strong>Desigualdades Perigosas</strong> podem ser conferidos <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/dangerous-inequalities_en.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></span>, em inglês.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Relatório de desempenho demonstra como o UNAIDS ajudou a salvar vidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jun 2022 21:06:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O relatório de desempenho do UNAIDS deste ano demonstra como o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e AIDS tem contribuído de forma crucial para áreas-chave da resposta global ao HIV e para salvar vidas, mesmo diante de graves desafios e interrupções causados pela pandemia de COVID-19 e da diminuição de recursos financeiros, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/06/relatorio-demonstra-como-o-unaids-ajudou-a-salvar-vidas/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O relatório de desempenho do UNAIDS deste ano demonstra como o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e AIDS tem contribuído de forma crucial para áreas-chave da resposta global ao HIV e para salvar vidas, mesmo diante de graves desafios e interrupções causados pela pandemia de COVID-19 e da diminuição de recursos financeiros que afetam o UNAIDS e a resposta global ao HIV.</p>



<span id="more-21355"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório descreve o progresso nas seis regiões cobertas pelo UNAIDS – considerando oito áreas de resultados estratégicos e cinco áreas específicas &#8211; referentes à garantia de apoio eficaz e bem coordenado aos países e comunidades, mobilização de recursos, parcerias e informações estratégicas, governança e responsabilidade eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O alto desempenho do UNAIDS em relação ao plano estratégico, medido por meio de dados quantitativos e qualitativos, também é relatado no documento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações para os países e comunidades realizadas pelo UNAIDS incluem:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ajuda a 15 países para que cheguem à eliminação da transmissão do HIV de mãe para criança (Transmissão vertical);&nbsp;</li><li>Ajuda a 130 países para adoção da Profilaxia Pré Exposição Oral (PrEP) em suas diretrizes nacionais;</li><li>Ajuda a 28 países da Coalizão Global de Prevenção ao HIV para desenvolver roteiros de implementação e metas nacionais, melhorando as estimativas das necessidades de preservativos, ampliando a prevenção, incluindo saúde sexual e reprodutiva e direitos, especialmente para meninas e mulheres na adolescência, bem como para populações-chave;&nbsp;</li><li>Ajuda na promoção de inovações, incluindo autoteste, dispensação multimensal de antirretrovirais (disponível agora em 90% dos países de baixa e média renda), e soluções digitais para a saúde, em todo o mundo, que têm sido vitais para a continuidade da resposta ao HIV durante as interrupções de serviço da crise da COVID-19;&nbsp;</li><li>Apoio a 90 países para melhorar seus ambientes locais de atenção ao HIV e AIDS, incluindo suas estruturas jurídicas e regulatórias;&nbsp;</li><li>Apoio ao empoderamento de mulheres e meninas e transformações de normas desiguais de gênero, inclusive por meio da iniciativa<em> <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en/topics/education-plus" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Education Plus</a></span></em> (Mais Educação, em tradução livre para o português), que está criando um impulso político e público para assegurar que todas as adolescentes da África Subsaariana tenham acesso ao ensino secundário e a um pacote de apoio ao empoderamento;</li><li>Contribuição na melhora dos sistemas de proteção social importantes para a resposta ao HIV em 66 países, assim como a ajuda na expansão das respostas ao HIV lideradas pela comunidade, incluindo modelos alternativos para seu financiamento sustentável em 10 países e o monitoramento liderado pela comunidade em 24 países;</li><li>Ajuda na adesão de 380 cidades à rede <em>Fast Track Cities</em>, traduzindo os compromissos políticos em investimentos, melhores políticas e programas para pessoas vivendo com, afetadas e em risco de contrair o HIV;</li><li>Por meio de sua orientação e apoio técnico ao mecanismo de coordenação nacional do Fundo Global em 77 países, o UNAIDS orientou mais de 80% dos pedidos de financiamento do Fundo Global para priorização fundamentada em evidências. Isto representou US$ 5 bilhões em financiamento de HIV, os quais contaram com o apoio do UNAIDS na implementação efetiva. Além disso, o UNAIDS catalisou um maior enfoque e investimento na prevenção em 30 países, levando a aproximadamente US$ 200 milhões adicionais de recursos do Fundo Global para a prevenção do HIV desde 2017, e apoiou 12 iniciativas estratégicas do Fundo Global sobre o HIV. O resultado foi um maior financiamento para a programação de preservativos, direitos humanos e gênero. A estreita colaboração do UNAIDS com o Fundo Global também ajudou a assegurar a continuidade dos serviços vitais do HIV interrompidos pela crise da pandemia de COVID-19;</li><li>O monitoramento e os relatórios do UNAIDS sobre o impacto da COVID-19 nos serviços essenciais e nos direitos das pessoas ajudaram no mundo inteiro nas mitigações das políticas e nas reformas políticas;</li><li>O UNAIDS chamou a atenção mundial para as desigualdades que conectam as pandemias do HIV e da COVID-19, inclusive por meio de seu papel de liderança em insistir no acesso equitativo às tecnologias que podem pôr fim à pandemia, na campanha da Vacina Popular e em seu apoio à Iniciativa de Testes Acelerados da COVID (ACT);</li><li>Em todo o seu trabalho por meio das Agências da ONU sobre AIDS em mais de 90 países como parte das respostas dos países da ONU, o UNAIDS promoveu diálogos sobre questões sensíveis ao HIV, encontrando soluções para pessoas deixadas para trás, inclusive de pessoas em ambientes fechados, em situações humanitárias e em populações móveis e migrantes. Também promoveu e apoiou a participação e o empoderamento das comunidades que vivem com e são afetadas pelo HIV, incluindo jovens, mulheres e meninas e populações-chave.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">As diminuições no financiamento da resposta global ao HIV continuaram a limitar o progresso em áreas chave, especialmente para grupos vulneráveis. A difícil realidade no final de 2020 é que apenas US$ 21,5 bilhões (em cotação de 2019) estavam disponíveis para a resposta ao HIV em países de baixa e média renda &#8211; muito aquém dos US$ 29 bilhões necessários até 2025 para entrar no caminho certo para acabar com a AIDS. Da mesma forma, capacidades importantes como Programas Conjuntos da ONU foram corroídas pelo subfinanciamento do Orçamento Unificado, Resultados e Quadro de Responsabilização (UBRAF). A resposta global ao HIV precisa ser totalmente dotada de recursos a fim de alcançar progresso, salvar vidas e garantir que as pessoas que vivem com ou em risco de contrair o HIV tenham acesso aos serviços e recursos de que necessitam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2021/06/reuniao-da-onu-sobre-aids-chega-ao-fim-com-novas-metas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Declaração Política sobre HIV e AIDS da Assembléia Geral das Nações Unidas de 2021</a></span> e a <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/estrategia-global-para-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estratégia Global para AIDS 2021-2026</a></span> estabeleceram uma agenda ambiciosa para o futuro. Isto inclui as metas globais da AIDS 2025 de 95-95-95 e 10-10-10, desenvolvidas pelo UNAIDS, com o objetivo de remover leis e políticas punitivas e reduzir o estigma, a discriminação, as desigualdades de gênero e a violência que dificultam o acesso aos serviços de HIV. Somente por meio de uma ação ousada e coordenada para combater as desigualdades é que as metas mundiais de 2025 poderão ser atingidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais informações, alguns materiais, em inglês, são disponibilizados pelo UNAIDS.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://open.unaids.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Portal de Resultados e Transparência</a></span> e o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/PCB50_PMR_Executive_Summary__EN.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sumário Executivo</a></span> do Relatório de Monitoramento de Desempenho do UNAIDS 2020-2021</li><li><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/PCB_50_UBRAF_PMR_SRA_Report__EN.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Relatório de Indicadores e Área de Resultados da Estratégia</a></span></li><li><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/PCB50_UBRAF_PMR_Regional_Country_Report__EN.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Relatório de país e regional</a></span></li><li><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/PCB50_UBRAFPMR_Organizational_Report_EN.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Relatório Organizacional</a></span></li><li><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/PCB_50_CRP1_2016-2021_UBRAF_Indicator_Scorecard.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Indicadores do Orçamento Unificado e Estrutura de Responsabilidades</a></span></li></ul>
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	            data-title="Relatório de desempenho demonstra como o UNAIDS ajudou a salvar vidas" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2022/06/relatorio-demonstra-como-o-unaids-ajudou-a-salvar-vidas/">Relatório de desempenho demonstra como o UNAIDS ajudou a salvar vidas</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>UNAIDS alerta sobre milhões de mortes relacionadas à AIDS e os contínuos danos por causa das pandemias se as lideranças não enfrentarem as desigualdades</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/11/desiguais-despreparados-ameacados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Nov 2021 15:38:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS emitiu hoje um aviso contundente de que se as lideranças mundiais não conseguirem abordar as desigualdades, o mundo poderá enfrentar 7,7 milhões* de mortes relacionadas à AIDS nos próximos 10 anos. O UNAIDS adverte, ainda, que se as medidas transformadoras necessárias para acabar com a AIDS não forem tomadas, o mundo também, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/11/desiguais-despreparados-ameacados/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS emitiu hoje um aviso contundente de que se as lideranças mundiais não conseguirem abordar as desigualdades, o mundo poderá enfrentar 7,7 milhões* de mortes relacionadas à AIDS nos próximos 10 anos. O UNAIDS adverte, ainda, que se as medidas transformadoras necessárias para acabar com a AIDS não forem tomadas, o mundo também ficará preso na crise de COVID-19 e permanecerá perigosamente despreparado para as pandemias que estão por vir.</p>



<span id="more-19114"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este é um chamado urgente à ação&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;O progresso relacionado à pandemia da AIDS, que já estava fora do caminho, está agora sob uma tensão ainda maior à medida que a crise de COVID-19 continua em fúria, interrompendo os serviços de prevenção e tratamento do HIV, a escolaridade, os programas de prevenção da violência e muito mais. Não podemos ter que escolher entre acabar com a pandemia de AIDS hoje e preparar-nos para as pandemias de amanhã. A única abordagem bem-sucedida alcançará ambas. A partir de agora, não estamos no caminho certo para alcançar nenhuma das duas [pandemias]&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O alerta vem no <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/11/2021_WAD_report_en.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">novo relatório do UNAIDS</a></strong></span> (em inglês): &#8220;Desiguais. Despreparados. Ameaçados: por que são necessárias ações ousadas para acabar com a AIDS, interromper a COVID-19 e preparar respostas a futuras pandemias&#8221;, lançado antes do Dia Mundial da AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns países, inclusive alguns com os mais altos índices de HIV, fizeram progressos notáveis contra a AIDS, mostrando que esse é um caminho viável. Entretanto, o número de novas infecções por HIV não está caindo suficientemente rápido para deter a pandemia, que em 2020, registrou 1,5 milhão de novas infecções por HIV com taxas crescentes em alguns países. O número de infecções também é afetado pelas desigualdades. Seis em cada sete novas infecções por HIV África subsaariana ocorrem nas adolescentes. Homens gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), profissionais do sexo e pessoas que usam drogas enfrentam um risco de 25 a 35 vezes maior de adquirir o HIV em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A COVID-19 está diminuindo a resposta à AIDS em muitos lugares. O ritmo dos testes de HIV diminuiu quase uniformemente e em 40, dos 50 países que se reportaram ao UNAIDS, menos pessoas vivendo com HIV iniciaram o tratamento. Os serviços de prevenção ao HIV foram impactados—em 2020, os serviços de redução de danos para pessoas que usam drogas foram interrompidos em 65% dos 130 países pesquisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ainda é possível acabar com a epidemia até 2030&#8221;, afirmou o Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, em sua mensagem do Dia Mundial da AIDS. &#8220;Mas isso exigirá uma ação intensificada e maior solidariedade. Para vencer a AIDS—e construir resistência contra as pandemias de amanhã—precisamos de ação coletiva&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este novo relatório do UNAIDS&nbsp;aborda&nbsp;cinco elementos críticos do plano acordado pelos Estados-Membros na Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre AIDS,&nbsp;que devem ser implementados urgentemente para deter a pandemia de AIDS e que são&nbsp;críticos,&nbsp;mas subfinanciados e&nbsp;subpriorizados&nbsp;para a prevenção, preparação e resposta à pandemia. Estes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Infraestrutura liderada pela comunidade e baseada na comunidade;</li><li>Acesso equitativo a medicamentos, vacinas e tecnologias de saúde;</li><li>Apoio&nbsp;a&nbsp;profissionais&nbsp;na linha de frente da pandemia;</li><li>Os direitos humanos no centro das respostas a pandemias;</li><li>Sistemas de dados centrados nas pessoas que destacam as desigualdades.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O apelo para investimentos de maior escala e mudanças nas leis e políticas para acabar com as desigualdades que impulsionam a AIDS e outras pandemias é apoiado por lideranças em saúde global e resposta a pandemias de todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Se não tomarmos as medidas necessárias para combater as desigualdades que impulsionam o HIV hoje, não só não conseguiremos acabar com a pandemia de AIDS, como também deixaremos nosso mundo perigosamente despreparado para futuras pandemias&#8221;, disse Helen Clark, copresidente do Painel Independente de Preparação e Resposta à Pandemia, em um prefácio especial ao relatório do UNAIDS. &#8220;As pandemias encontram espaço para crescer nas fraturas das sociedades divididas. Profissionais incríveis da ciência, medicina, enfermagem e das comunidades que trabalham para acabar com as pandemias não podem ter sucesso a menos que as lideranças mundiais tomem as medidas que lhes permitam fazê-lo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">UNAIDS e especialistas globais em saúde enfatizam que, enquanto os negócios e comércio, como sempre, matariam milhões e deixariam o mundo preso à colisão de pandemias durante décadas, as lideranças podem, agindo de forma corajosa e conjunta, enfrentar as desigualdades nas quais as pandemias prosperam, acabar com a AIDS, superar a crise da COVID-19 e se protegerem das ameaças pandêmicas do futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Patógenos que vão do HIV ao vírus por trás da COVID-19 invadem as brechas e fissuras da nossa sociedade com surpreendente oportunismo&#8221;, disse Paul Farmer da Partners in Health, uma organização sem fins lucrativos que durante décadas tratou efetivamente a AIDS em contexto de extrema pobreza. &#8220;Que a pandemia de AIDS é moldada por profundas desigualdades estruturais não precisa nos conformar à inação, no entanto, nossas equipes, na área rural do Haiti e em todo o mundo, têm demonstrado rotineiramente que com a prestação de cuidados abrangentes, formas robustas de acompanhamento e apoio social e uma dose maior de justiça social, as disparidades nos resultados do HIV podem ser rapidamente reduzidas, e os sistemas de saúde podem ser rapidamente fortalecidos. Não devemos nos contentar com nada menos que isso&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano marca 40 anos desde que os primeiros casos de AIDS foram registrados. Desde então, onde os investimentos atingiram as metas, houve um enorme progresso, particularmente na expansão do acesso ao tratamento. Em junho de 2021, 28,2 milhões de pessoas tinham acesso ao tratamento do HIV, em comparação a 7,8 milhões em 2010, embora o progresso tenha diminuído consideravelmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Países com leis e políticas baseadas em evidência, forte envolvimento e participação da comunidade e sistemas de saúde sólidos e inclusivos tiveram os melhores resultados, enquanto as regiões com as maiores lacunas de recursos e países com leis punitivas e que não adotaram uma abordagem baseada em direitos à saúde, tiveram os piores resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sabemos o que funciona ao vermos respostas brilhantes à AIDS em alguns lugares&#8221;, disse Winnie Byanyima, &#8220;mas precisamos aplicar isso em todos os lugares para todas as pessoas. Temos uma estratégia eficaz que as lideranças adotaram este ano, mas ela precisa ser implementada na íntegra. Acabar com as desigualdades para acabar com a AIDS é uma escolha política que requer reformas políticas ousadas e requer dinheiro. Chegamos a uma encruzilhada no caminho. As lideranças precisam escolher entre agir ousadamente ou tomar medidas incompletas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*A estimativa de 7,7 milhões de mortes relacionadas à AIDS entre 2021 e 2030 é o que estudos de modelagem do UNAIDS preveem se a cobertura dos serviços de HIV for mantida constante nos níveis de 2019. Se a Estratégia Global de AIDS 2021-2026: “Acabar com as Desigualdades, Acabar com a AIDS” for executada e as metas de 2025 forem atingidas, o UNAIDS estima que pelo menos 4,6 milhões dessas mortes podem ser evitadas durante a década.</em></p>
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		<title>Novo relatório mostra desigualdade no acesso à prevenção e tratamento do HIV para crianças</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/07/relatorio-mostra-desigualdade-no-acesso-a-tratamento-do-hiv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Jul 2021 12:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Relatório UNAIDS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No relatório final da iniciativa Start Free, Stay Free, AIDS Free (Comece livre, permaneça livre, livre da AIDS, em tradução livre para o português), o UNAIDS e organizações parceiras alertam que o progresso para acabar com a AIDS entre crianças, adolescentes e mulheres jovens estagnou e as metas definidas para 2020 não foram atingidas., <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/07/relatorio-mostra-desigualdade-no-acesso-a-tratamento-do-hiv/">Read More</a></p>
<p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/07/relatorio-mostra-desigualdade-no-acesso-a-tratamento-do-hiv/">Novo relatório mostra desigualdade no acesso à prevenção e tratamento do HIV para crianças</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">No relatório final da iniciativa <a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2021/start-free-stay-free-aids-free-final-report-on-2020-targets" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Start Free, Stay Free, AIDS Free</em></strong></a> (Comece livre, permaneça livre, livre da AIDS, em tradução livre para o português), o UNAIDS e organizações parceiras alertam que o progresso para acabar com a AIDS entre crianças, adolescentes e mulheres jovens estagnou e as metas definidas para 2020 não foram atingidas.</p>



<span id="more-18312"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório mostra, ainda, que o número total de crianças em tratamento diminuiu pela primeira vez, além do fato de que quase 800 mil crianças que vivem com HIV não estão atualmente em tratamento. O documento também mostra que as oportunidades para identificar bebês e crianças pequenas que vivem com o HIV estão sendo perdidas precocemente, pois mais de um terço das crianças nascidas de mães vivendo com o HIV não foram testadas. Se não forem tratadas, cerca de 50% das crianças que vivem com o HIV morrem antes de completarem dois anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Há mais de 20 anos, iniciativas para prevenir a transmissão vertical e eliminar a mortalidade por AIDS destinadas a famílias e crianças realmente deram início no que agora se tornou nossa resposta global à AIDS. Isto se originou de uma ativação sem precedentes de todas as parcerias, mas, apesar do progresso precoce, apesar de mais ferramentas e conhecimentos do que nunca, as respostas relacionadas às crianças estão ficando muito atrás das pessoas adultas e muito atrás de nossas metas. As desigualdades são impressionantes&#8221;, disse Shannon Hader, diretora executiva adjunta de programas do UNAIDS, que pontuou outros dados importantes como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Crianças têm quase 40% menos probabilidades de receber tratamento que as pessoas adultas (54% das crianças contra 74% das pessoas adultas);</li><li>As crianças também são responsáveis por um número desproporcional de mortes (apenas 5% de todas as pessoas vivendo com HIV são crianças, mas elas são responsáveis por 15% de todas as mortes relacionadas à AIDS).</li></ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Trata-se do direito das crianças à saúde e à vidas saudáveis, seu valor em nossas sociedades. É hora de reativar em todas as frentes— precisamos da liderança, ativismo e investimentos para fazer o que é certo para as crianças&#8221;</p><cite><strong>Shannon Hader</strong>, diretora executiva adjunta de programas do UNAIDS</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Start Free, Stay Free, AIDS Free</em> é uma estrutura de cinco anos que começou em 2015, no seguimento do bem-sucedido Plano Global para a eliminação de novas infecções por HIV entre crianças até 2015 e para manter suas mães vivas. Uma abordagem super-rápida foi exigida para garantir que cada criança comece sua vida livre do HIV, que permaneça livre do HIV até a adolescência e que toda criança e adolescente vivendo com HIV tenha acesso à terapia antirretroviral. A abordagem intensificou o foco em 23 países, 21 dos quais são africanos, que representavam 83% do número global de mulheres grávidas vivendo com HIV, 80% das crianças vivendo com HIV e 78% das jovens mulheres entre 15 e 24 anos de idade recém-infectadas com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A comunidade de pessoas que vivem com HIV tem uma longa história sobre enfrentar desafios sem precedentes, e hoje precisamos dessa mesma energia e perseverança para atender às necessidades das nossas crianças, população mais vulnerável na comunidade. As lideranças africanas têm o poder de nos ajudar a mudar o ritmo dos cuidados e devem agir e liderar até que nenhuma criança vivendo com HIV seja deixada para trás&#8221;, disse Ren Minghui, diretor geral assistente da Divisão de Cobertura de Saúde Universal/Divisão de Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora as metas para 2020 não tenham sido atingidas, alguns dados importantes foram observados:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>21 países em foco na África fizeram melhores progressos do que os países sem foco;</li><li>11 países são responsáveis por quase 70% das &#8220;crianças desaparecidas&#8221; &#8211; aquelas que vivem com o HIV, mas não com o tratamento;</li><li>De 2015 a 2020 houve redução de 24% nas novas infecções pelo HIV entre as crianças nos países em foco, resultado superior aos 20% observados no mundo;</li><li>Os países em foco alcançaram 89% de cobertura de tratamento para mulheres grávidas que vivem com HIV, maior que os 85% observados no mundo, mas ainda abaixo da meta de 95%;</li><li>Há uma enorme diferença entre os países. Botsuana, por exemplo, alcançou 100% de cobertura de tratamento, República Democrática do Congo apenas 39%.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Embora estejamos com uma angústia relacionada às deficiências pediátricas globais em relação ao HIV, também sentimos coragem pelo fato de termos em grande parte as ferramentas necessárias para mudar isto&#8221;, disse Angeli Achrekar, coordenadora global interina de AIDS dos Estados Unidos. &#8220;Portanto, que este relatório seja um apelo à ação para desafiar a complacência e trabalhar incansavelmente para fechar a lacuna&#8221;, finaliza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório delineia três ações necessárias para acabar com as novas infecções pelo HIV entre as crianças nos países em foco. São elas:</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:100%">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8f761849 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<p class="wp-block-paragraph">1) Alcançar o quanto antes mulheres grávidas com testes e tratamento, pois 66 mil novas infecções pelo HIV ocorreram entre as crianças devido ao não acesso ao tratamento por suas mães durante a gravidez ou a amamentação. </p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<p class="wp-block-paragraph">2) Possibilitar continuidade do tratamento e da supressão viral durante a gravidez, amamentação e para toda a vida, já que 38 mil crianças foram infectadas recentemente com o HIV porque suas mães não continuaram a receber cuidados durante a gravidez e amamentação.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<p class="wp-block-paragraph">3) Prevenir novas infecções pelo HIV entre mulheres grávidas e amamentando, pois, 35 mil novas infecções entre crianças ocorreram porque uma mulher se foi infectada pelo HIV durante a gravidez ou amamentação.</p>
</div>
</div>
</div></div>
</div>
</div>



<p class="wp-block-paragraph">Houve algum progresso na prevenção da aquisição do HIV por adolescentes e mulheres jovens. Nos países em foco, o número de meninas adolescentes e mulheres jovens que adquiram o HIV diminuiu 27% de 2015 a 2020. Entretanto, o número de meninas adolescentes e mulheres jovens que adquiriram o HIV nos 21 países em foco foi de 200 mil, o dobro da meta global para 2020. Além disso, a COVID-19 e o fechamento de escolas estão agora dificultando serviços educacionais, de saúde sexual e reprodutiva para meninas adolescentes e mulheres jovens, destacando a necessidade urgente de redobrar os esforços de prevenção do HIV para alcançar este público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A vida das meninas e das jovens mais vulneráveis está em desequilíbrio, presa a ciclos profundamente arraigados de vulnerabilidade e negligência que devem ser interrompidos urgentemente. Com o endosso dos Estados-membros das Nações Unidas, a Nova Estratégia Global para AIDS 2021-2026 nos compromete a enfrentar estas vulnerabilidades intersetoriais para deter e reverter os efeitos do HIV até 2030. Sabemos que ganhos rápidos podem ser alcançados para meninas e mulheres jovens; o que é necessário é a coragem para aplicar as soluções, e a disciplina para implementá-las com rigor e escala&#8221;, disse Chewe Luo, chefe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e diretora associada programática para saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS e organizações parceiras continuarão a trabalhar de forma conjunta para desenvolver novas estruturas para abordar a agenda inacabada. Novas metas para 2025 foram estipuladas em junho deste ano e oficialmente adotadas pelos Estados-membros das Nações Unidas na Declaração Política sobre HIV e AIDS de 2021, fornecendo uma orientação para os próximos cinco anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É evidente que o fim da transmissão de mãe para a criança requer abordagens inovadoras que apoiem toda a mulher ao longo da vida, incluindo esforços intensificados de prevenção primária, como a profilaxia pré-exposição (PrEP), acesso a cuidados reprodutivos abrangentes e atenção focalizada em meninas adolescentes e mulheres jovens. O relatório Start Free, Stay Free, AIDS Free inclui novas metas para 2025 que, se atingidas, impulsionarão uma nova era de prevenção e tratamento do HIV para mulheres, crianças e famílias. Este não é o momento para contentamento, mas sim uma oportunidade de redobrar os investimentos para reduzir e eliminar a transmissão de mãe para a criança&#8221;, disse Chip Lyons, presidente e diretor executivo da Fundação Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation.</p>
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	            data-title="Novo relatório mostra desigualdade no acesso à prevenção e tratamento do HIV para crianças" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/07/relatorio-mostra-desigualdade-no-acesso-a-tratamento-do-hiv/">Novo relatório mostra desigualdade no acesso à prevenção e tratamento do HIV para crianças</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Novo relatório do UNAIDS mostra que podemos acabar com a AIDS até 2030</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/06/novo-relatorio-do-unaids-mostra-que-podemos-acabar-com-a-aids-ate-2030/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Jun 2021 21:41:27 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Reunião de Alto Nível sobre HIV/AIDS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quatro décadas após a notificação dos primeiros casos de AIDS, novos dados do UNAIDS mostram que dezenas de países atingiram ou ultrapassaram as metas determinadas na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2016—o que mostra que as metas não eram apenas ousadas, mas também alcançáveis. O relatório mostra que os países com leis e, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/06/novo-relatorio-do-unaids-mostra-que-podemos-acabar-com-a-aids-ate-2030/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Quatro décadas após a notificação dos primeiros casos de AIDS, <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2021/global-commitments-local-action" target="_blank" rel="noreferrer noopener">novos dados do UNAIDS</a></strong></span> mostram que dezenas de países atingiram ou ultrapassaram as metas determinadas na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2016—o que mostra que as metas não eram apenas ousadas, mas também alcançáveis.</p>



<span id="more-17647"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2021/global-commitments-local-action" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relatório mostra</a></strong></span> que os países com leis e políticas progressistas e sistemas de saúde fortes e inclusivos têm tido os melhores resultados na resposta ao HIV. Nesses países, as pessoas que vivem com e são afetadas pelo HIV têm mais probabilidades de ter acesso a serviços de HIV eficazes, incluindo testes de HIV, profilaxia pré-exposição (PrEp), medicamento que previne o HIV, redução de danos, dispensação multimês de medicamentos para HIV, além de acompanhamento e cuidados consistentes e de qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os países com elevado desempenho proporcionaram caminhos a serem seguidos por outros&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;O financiamento adequado, o envolvimento genuíno da comunidade, abordagens baseadas nos direitos e multisetoriais e a utilização de evidências científicas para orientar estratégias focadas reverteram as epidemias e salvaram vidas. Estes elementos são inestimáveis para a preparação e respostas contra o HIV, COVID-19 e muitas outras doenças.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Globalmente, o relatório mostra que o número de pessoas em tratamento mais do que triplicou desde 2010. Em 2020, 27,4 milhões dos 37,6 milhões de pessoas vivendo com o HIV estavam em tratamento, contra apenas 7,8 milhões em 2010. Estima-se que a implementação de um tratamento acessível e de qualidade tenha evitado 16,2 milhões de mortes relacionadas à AIDS desde 2001.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mortes diminuíram em grande parte devido à terapia antirretroviral. A<strong>s mortes relacionadas à AIDS diminuíram 43% desde 2010, chegando a 690 mil em 2020.</strong> Também foram registrados progressos na redução de novas infecções por HIV, mas esse progresso tem sido mais lento—a redução foi de 30% desde 2010, com 1,5 milhões de pessoas recentemente infectadas pelo HIV em 2020, em comparação com 2,1 milhões em 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca que os países com leis punitivas e que não adotam uma abordagem baseada em direitos relacionadas à saúde punem, ignoram, estigmatizam e deixam as populações-chave—que constituem 62% das novas infecções por HIV a nível mundial—à margem e fora do alcance dos serviços de HIV. Por exemplo, quase 70 países em todo o mundo criminalizam as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas trans, pessoas em privação de liberdade e pessoas que usam drogas injetáveis ficam com pouco ou nenhum acesso a serviços sociais ou de saúde, permitindo que o HIV se propague entre as pessoas mais vulneráveis da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres jovens na África subsaariana também continuam a ser deixadas para trás. Seis em cada sete novas infecções por HIV entre adolescentes entre os 15 e 19 anos de idade na região encontram-se entre as meninas. As doenças relacionadas à AIDS continuam a ser a principal causa de morte entre as mulheres entre os 15 e 49 anos na África subsariana.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://www.unaids.org/en/covid19" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A COVID-19 demonstrou a fragilidade</a></strong></span> dos ganhos em saúde e desenvolvimento obtidos nas últimas décadas e expôs desigualdades gritantes. Para colocar o mundo no caminho para acabar com a AIDS até 2030, a comunidade mundial de AIDS e o UNAIDS utilizaram uma lente das desigualdades para desenvolver uma estratégia ambiciosa e viável, com novos objetivos a serem atingidos até 2025. O fim das desigualdades requer respostas ao HIV que possam atingir as populações atualmente deixadas para trás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se forem atingidas, as metas levarão serviços de HIV a 95% das pessoas que necessitam deles, <strong>reduzirão as infecções anuais por HIV a menos de 370 mil e as mortes relacionadas à AIDS a menos de 250 mil até 2025</strong>. Para tal, será necessário um investimento de 29 bilhões de dólares por ano até 2025. Cada 1 dólar adicional de investimento na implementação da estratégia global contra a AIDS trará um retorno de mais de 7 dólares em benefícios para a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS apela à Assembleia Geral das Nações Unidas que haja um comprometimento com os objetivos de uma nova declaração política sobre o HIV na quinta Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a AIDS, que acontecerá de 8 a 10 de Junho de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O mundo não pode dar-se ao luxo de investir menos na preparação e nas respostas à pandemia&#8221;, disse Winnie Byanyima. &#8220;Encorajo vivamente a Assembleia Geral das Nações Unidas a aproveitar o momento e a comprometer-se a tomar as medidas necessárias para acabar com a AIDS.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhe o vídeo sobre os 40 anos da resposta à AIDS (em inglês).</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="40 Years of the AIDS response" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/KAVH_s16uFo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
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		<title>UNAIDS pede liderança global dos EUA na resposta à COVID-19</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/07/unaids-pede-lideranca-global-dos-eua-na-resposta-a-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2020 23:59:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto o mundo enfrenta as pandemias de COVID-19, HIV, tuberculose e malária, o UNAIDS faz um chamado para apoio bipartidário dos Estados Unidos aos esforços globais contra esses desafios de saúde simultâneos. Os Estados Unidos lideram o mundo em sua resposta a pandemias infecciosas. Como maior doador bilateral à resposta global ao HIV desde, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/07/unaids-pede-lideranca-global-dos-eua-na-resposta-a-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o mundo enfrenta as pandemias de COVID-19, HIV, tuberculose e malária, o UNAIDS faz um chamado para apoio bipartidário dos Estados Unidos aos esforços globais contra esses desafios de saúde simultâneos. </p>



<span id="more-15801"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Os Estados Unidos lideram o mundo em sua resposta a pandemias infecciosas. Como maior doador bilateral à resposta global ao HIV desde 2003, investindo mais de 85 bilhões de dólares no Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS (PEPFAR) o país, trabalhando com organizações multilaterais, Nações Unidas, sociedade civil e nações afetadas, tem desempenhado um papel fundamental na redução de novas infecções por HIV e mortes relacionadas à AIDS. Os Estados Unidos contribuíram generosamente para o Fundo Global contra a AIDS, Tuberculose e Malária, investindo US$ 16,7 bilhões desde 2002. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Coletivamente, esses investimentos salvaram milhões de vidas, principalmente no continente africano. No entanto, como mostra o <a rel="noreferrer noopener" aria-label="último relatório global do UNAIDS (opens in a new tab)" href="https://aids2020.unaids.org/report/" target="_blank"><strong>último relatório global do UNAIDS</strong></a>, ainda resta muito trabalho. Das 38 milhões de pessoas vivendo com HIV, 12,6 milhões não estão conseguindo ter acesso ao tratamento que é capaz de salvar vidas. Antes da COVID-19, já estávamos fora do caminho para alcançar  nosso objetivo de menos de 500.000 novas infecções por HIV até 2020; em 2019, 1,7 milhão de pessoas foram infectadas pelo HIV. O impacto inicial da COVID-19 no continente africano prevê um grande desastre para a saúde que, se não for mitigado, terá efeitos residuais imediatos e de longo prazo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No período em que muitos governos e economias, particularmente na África, estão se recuperando da COVID-19 e se esforçando para manter os serviços sociais e de saúde, a liderança contínua dos Estados Unidos na saúde global é essencial—poderia fazer a diferença entre um desafio de saúde e uma catástrofe de saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora que o mundo enfrenta pandemias em colisão, afastar-se de qualquer uma delas para se concentrar apenas em uma traz o risco de aumento de novas infecções e mortes. O dano exponencial de várias pandemias simultâneas trará sofrimento sem precedentes e consequências econômicas. O efeito do coronavírus nos programas de AIDS, tuberculose e malária será devastador se não forem atenuados. Em junho, o Fundo Global informou que 85% dos programas que apoia em 106 países enfrentam dificuldades para a prestação de serviços, sendo que 18% deles apresentam interrupções altas ou muito altas.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS estima que uma interrupção completa de seis meses no tratamento possa causar mais de 500.000 mortes adicionais na África Subsaariana no próximo ano, trazendo a região de volta aos níveis de mortalidade por AIDS de 2008. Mesmo uma interrupção de 20% pode causar 110.000 mortes adicionais. Tal resultado representaria danos colaterais inaceitáveis ​​e evitáveis ​​da pandemia de COVID-19, anulando  quase duas décadas de progresso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Coalizão Global de Liderança dos Estados Unidos está pedindo ao Congresso que aloque 20 bilhões de dólares na próxima lei de financiamento suplementar de emergência para a COVID-19. A comunidade global de saúde apoia essa solicitação e pede a inclusão explícita de 700 milhões de dólares por um ano, ou 1,4 bilhão de dólares em dois anos, para programas bilaterais globais de HIV e tuberculose no âmbito do PEPFAR e 4 bilhões de dólares em dois anos para o mecanismo de resposta à COVID-19 do Fundo Global. Esses fundos compensarão o impacto da COVID-19 nos programas PEPFAR e Fundo Global, ao mesmo tempo em que apoiam o trabalho do PEPFAR e do Fundo Global no combate à COVID-19, inclusive por meio do aumento de testagem e cuidados. Os recursos atualmente disponíveis para a COVID-19 do Fundo Global estarão totalmente esgotados em semanas. A necessidade é urgente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A disseminação da COVID-19 está se acelerando em toda a África; seu impacto é cada vez mais preocupante. O aumento no número de pacientes está sobrecarregando cuidadores e hospitais. Relatórios recentes sugerem que mais de 10.000 profissionais de saúde foram infectados. Embora o relato preciso de casos de COVID-19 seja desafiador devido a testes limitados, a África do Sul tem mais de 452.000 casos confirmados, tornando-a o país com o quinto maior número de casos no mundo.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso colocou uma pressão adicional enorme nas capacidades de pacientes internados e ambulatoriais, já sobrecarregados com o HIV, tuberculose, doenças não transmissíveis, problemas de saúde materna e infantil, além de traumas. Os sistemas de saúde, hospitais e profissionais de saúde estão lutando para lidar com isso.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os 17.000 óbitos estimados em excesso por causas naturais de 6 de maio a 14 de julho de 2020 indicam o impacto do ônus acumulado. Províncias e distritos que enfrentavam problemas pré-existentes no sistema de saúde são os mais atingidos; eles não têm capacidade funcional de leitos e fornecimento adequado de oxigênio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul não está sozinha. Na segunda semana de julho, os novos casos de COVID-19 no Quênia aumentaram 31% e as taxas ficaram ainda maiores em Madagascar, Zâmbia e Namíbia, com 50%, 57% e 69% de alta, respectivamente. Muitos países de baixa renda e com alta carga de HIV estão fazendo sacrifícios na luta contra a COVID-19, mas estão perdendo a batalha.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas de suas economias são prejudicadas pela COVID-19. As receitas do governo foram reduzidas e muitas delas também enfrentam encargos consideráveis ​​no serviço da dívida. Em quatro dos cinco países com maior prevalência de HIV (Suazilândia, Lesoto, Namíbia e África do Sul), a relação dívida por produto interno bruto é superior a 40%, prevendo-se que a África do Sul atinja um recorde de 80% em 2020 devido ao declínio do consumo e dos investimentos durante a crise gerada pela COVID-19. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As solicitações da comunidade global de saúde para financiamento adicional refletem as necessidades em três áreas: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ampliação da força de trabalho de assistência médica para compensar o compartilhamento e troca de turnos devido à COVID-19. <br></li><li>Garantia do fornecimento de equipamentos de proteção individual e treinamento sobre o uso seguro e o descarte adequado destes materiais para os profissionais de saúde. <br></li><li>Proteção da continuidade dos serviços de HIV, tuberculose, malária e outros serviços prioritários (incluindo laboratórios e esforços de diagnóstico) e resposta a aumentos de custos devido à COVID-19. </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">A COVID-19 apresenta não apenas desafios, mas também oportunidades de progresso ainda maior contra o HIV, tuberculose e malária, três das doenças mais fatais do mundo. Por exemplo, como a COVID-19 impede que as pessoas que vivem com HIV acessem com segurança as clínicas de HIV, relatórios de 87 países nos quais o UNAIDS opera indicam que 44 deles implementaram políticas para permitir  a distribuição de medicamentos antirretrovirais para múltiplos meses, uma inovação necessária que garante a continuidade do tratamento, essencial para a supressão da carga viral e economia de custos para o HIV.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Da mesma forma, a COVID-19 interrompeu os serviços clínicos para as pessoas que usam drogas, catalisando modelos inovadores e eficazes de prestação de serviços  que consideram, entre outras coisas, que os usuários e usuárias levem para casa a terapia de substituição de opióides, exemplo de abordagem que deve se tornar o novo normal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O PEPFAR, o Fundo Global e o UNAIDS estão ajudando a utilizar a infraestrutura desenvolvida através da resposta ao HIV para contribuir com os esforços efetivos da COVID-19. Por exemplo, as pessoas recém-credenciadas—incluindo mais de 280.000 novos profissionais de saúde treinados pelo PEPFAR—agora respondem pela primeira vez à COVID-19.    </p>



<p class="wp-block-paragraph">Relatórios de países tão diversos como <a rel="noreferrer noopener" href="https://frontlineaids.org/community-led-responses-save-lives-amid-covid-19/" target="_blank"><strong>Índia</strong></a>,  <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.unaids.org/en/resources/presscentre/featurestories/2020/june/20200618_senegal" target="_blank"><strong>Senegal</strong></a> e  <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.theglobalfund.org/en/blog/2020-05-12-protecting-mothers-and-babies-from-hiv-during-the-covid-19-pandemic/" target="_blank"><strong>Uganda</strong></a> ilustram o apoio essencial prestado por trabalhadores comunitários do HIV, que vão de porta em porta durante o lockdown, distribuindo materiais de prevenção ao HIV, tratamento e informação sobre como as pessoas podem se proteger da COVID-19 e ter acesso à testagem. As respostas da COVID-19 em muitos países também estão se beneficiando de sistemas laboratoriais que foram amplamente aprimorados e expandidos como resultado dos investimentos em HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho do PEPFAR, do Fundo Global e do UNAIDS é interdependente e fortemente coordenado; as três entidades reforçam o sucesso das outras em todos os países em que operamos. Trabalhando em conjunto, temos sido altamente eficazes em ajudar o governo dos Estados Unidos a alcançar seu objetivo de salvar o maior número de vidas no menor espaço de tempo.  Agora é a hora de proteger os investimentos passados, exercendo a liderança global na luta contra a COVID-19. Essa ação terá os benefícios adicionais de proteger os norte-americanos em casa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“O UNAIDS reconhece que a COVID-19 está tendo um impacto desproporcional no povo norte-americano. No entanto, como aprendemos com o HIV, ninguém está a salvo de um vírus que não conhece fronteiras ou divisas políticas, até que todas as pessoas estejam seguras”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Nenhuma pandemia pode ser parada sem solidariedade global. Trabalhar em conjunto ajudará a acelerar a segurança de todo o mundo. Contamos com os Estados Unidos para construir décadas de liderança na saúde global, maximizando e protegendo os impactos causados ​​até o momento no HIV, tuberculose e malária, apoiando fortemente os esforços contra a COVID-19.”</p>
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		<title>Relatório do UNAIDS mostra que metas para 2020 não serão cumpridas; COVID-19 pode prejudicar resposta ao HIV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 18:03:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório do UNAIDS mostra um progresso significativo, mas altamente desigual, principalmente na expansão do acesso à terapia antirretroviral. Como as conquistas não foram compartilhadas igualmente dentro dos países e entre eles, as metas globais de HIV estabelecidas para 2020 não serão alcançadas. O relatório, intitulado Agarrar a oportunidade: enfrentando as desigualdades enraizadas, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/07/relatorio-sobre-a-epidemia-de-aids-mostra-que-metas-para-2020-nao-serao-cumpridas-covid-19-pode-prejudicar-resposta-ao-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Um <a rel="noreferrer noopener" aria-label="novo relatório do UNAIDS (opens in a new tab)" href="https://aids2020.unaids.org/report/" target="_blank"><strong>novo relatório do UNAIDS</strong></a> mostra um progresso significativo, mas altamente desigual, principalmente na expansão do acesso à terapia antirretroviral. Como as conquistas não foram compartilhadas igualmente dentro dos países e entre eles, as metas globais de HIV estabelecidas para 2020 não serão alcançadas. </p>



<span id="more-15589"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório, intitulado <em><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Agarrar a oportunidade: enfrentando as desigualdades enraizadas para acabar com epidemias (opens in a new tab)" href="https://aids2020.unaids.org/report/" target="_blank"><strong>Agarrar a oportunidade: enfrentando as desigualdades enraizadas para acabar com epidemias</strong></a></em> (na tradução livre de Seizing the Moment: taclkling entrenched inequalities to end epidemics), alerta para o fato de que os ganhos obtidos até agora podem ser perdidos e o progresso interrompido se não agirmos. O relatório destaca o os países precisam redobrar seus esforços e agir com maior urgência para alcançar as milhões de pessoas ainda deixadas para trás.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Serão necessárias, em todos os dias desta próxima década, ações decisivas para colocar o mundo de volta nos trilhos rumo à meta de acabar com a epidemia de AIDS até 2030”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Milhões de vidas foram salvas, particularmente as vidas de mulheres na África. O progresso alcançado por muitos precisa ser compartilhado por todas as comunidades em todos os países. O estigma, a discriminação e as desigualdades generalizadas são os principais obstáculos ao fim da AIDS. Os países precisam se guiar pelas evidências e assumir suas responsabilidades em relação aos direitos humanos.”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quatorze países atingiram as metas de tratamento 90-90-90 (90% das pessoas que vivem com HIV conhecem seu estado sorológico positivo para o vírus; destas, 90% estão em tratamento antirretroviral; e destas, 90% têm carga viral suprimida). Entre estes países está Eswatini, que tem uma das mais altas taxas de prevalência de HIV do mundo, com 27% em 2019, e que, ao ter superado as metas de 2020, caminha para alcançar as metas 95–95–95, previstas para 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Milhões de vidas foram salvas e milhões de novas infecções por HIV foram evitadas graças ao aumento do acesso à terapia antirretroviral. No entanto, 690.000 pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS no ano passado e um terço (12,6 milhões) das 38 milhões de pessoas que vivem com HIV não tinham acesso ao tratamento capaz de salvar vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não podemos descansar à sombra dos louros alcançados, nem nos desencorajarmos por causa dos contratempos. Devemos garantir que nenhuma pessoa seja deixada para trás. Temos que fechar as lacunas. Nosso objetivo é 100-100-100 ”, disse Ambrose Dlamini, primeiro-ministro de Eswatini.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>As metas para 2020 e a realidade</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo está muito atrasado na prevenção de novas infecções por HIV. Cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas com o vírus, mais de três vezes acima da meta global, que previa baixar as novas infecções para 500.000 até 2020. Houve um progresso no leste e sul da África, onde as novas infecções por HIV diminuíram 38% desde 2010. Isso contrasta fortemente com a região da Europa Oriental e Ásia Central, que registrou um aumento impressionante de 72% nas novas infecções por HIV desde 2010. Novas infecções por HIV também aumentaram 22% no Oriente Médio e Norte da África e 21% na América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório <em><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Agarrar a oportunidade (opens in a new tab)" href="https://aids2020.unaids.org/report/" target="_blank"><strong>Agarrar a oportunidade</strong></a></em> mostra um progresso desigual, com muitas pessoas e populações vulneráveis deixadas para trás. Apesar de constituírem uma proporção muito pequena da população geral, cerca de 62% das novas infecções por HIV ocorreram entre populações-chave e seus parceiros sexuais, incluindo gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas privadas de liberdade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma e a discriminação, juntamente com outras desigualdades e exclusões sociais, tem se mostrado como barreiras principais. Populações marginalizadas que temem julgamento, violência ou prisão lutam para acessar serviços de saúde sexual e reprodutiva, especialmente aqueles relacionados à contracepção e à prevenção do HIV. O estigma contra pessoas vivendo com HIV ainda é comum: pelo menos 82 países criminalizam alguma forma de transmissão, exposição ou não divulgação do HIV; o trabalho sexual é criminalizado em pelo menos 103 países; e ao menos 108 países criminalizam o consumo ou posse de drogas para uso pessoal.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mulheres e meninas da África subsaariana</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres e meninas na África Subsaariana continuam sendo as mais afetadas e foram responsáveis por 59% de todas as novas infecções por HIV na região em 2019, com 4.500 meninas e mulheres jovens entre 15 e 24 anos infectadas por HIV por semana. As mulheres jovens representaram 24% das novas infecções por HIV em 2019, apesar de constituírem apenas 10% da população na África Subsaariana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, onde os serviços de HIV são fornecidos de forma abrangente, os níveis de transmissão do HIV são reduzidos significativamente. Em Eswatini, Lesoto e África do Sul, uma alta cobertura de opções de prevenção combinada, incluindo apoio socioeconômico para mulheres jovens e altos níveis de cobertura de tratamento e supressão viral para populações anteriormente não alcançadas, reduziu as desigualdades e reduziu a incidência de novas HIV infecções.</p>



<h4 class="wp-block-heading">HIV e COVID-19</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A pandemia de COVID-19 impactou seriamente a resposta à AIDS e pode causar uma ruptura ainda maior. Uma interrupção completa de seis meses no tratamento do HIV pode causar mais de 500.000 mortes adicionais na África Subsaariana durante o próximo ano (2020-2021), trazendo a região de volta aos níveis de mortalidade por AIDS de 2008. Mesmo uma interrupção de 20% pode causar 110.000 mortes adicionais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aqueles de nós que sobreviveram ao HIV e lutaram pela vida e pelo acesso a tratamentos e cuidados não podem se dar ao luxo de perder os ganhos obtidos com tanto esforço. Em alguns países da América Latina, estamos vendo como os recursos, medicamentos, equipe de saúde e equipamentos de HIV estão sendo movidos para a luta contra a COVID-19 ”, disse Gracia Violeta Ross, presidente da Rede Boliviana de Pessoas Vivendo com HIV. “Algumas boas lições e práticas da resposta ao HIV, como participação e responsabilidade significativas, estão sendo ignoradas. Não permitiremos que o HIV seja deixado para trás.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para combater estas epidemias convergentes de HIV e de COVID-19, o UNAIDS e seus parceiros estão liderando um chamado global pela Vacina Popular para a COVID-19, que foi assinada por mais de 150 líderes e especialistas mundiais exigindo que todas as vacinas, tratamentos e testes sejam realizados livres de patentes, produzidos em massa e distribuídos de maneira justa e gratuita para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS também insta os países a aumentar os investimentos nas duas epidemias. Em 2019, o financiamento para o HIV caiu 7% em relação a 2017, para US $ 18,6 bilhões. Esse revés significa que o financiamento está 30% abaixo dos US $ 26,2 bilhões necessários para responder efetivamente ao HIV em 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não podemos ter países pobres no final da fila. As pessoas não deveriam depender do dinheiro em seu bolso ou da cor de sua pele para serem protegidas contra esses vírus mortais”, disse Byanyima. “Não podemos pegar dinheiro de uma doença para tratar outra. Tanto o HIV quanto a COVID-19 devem ser totalmente financiados para evitar uma perda maciça de vidas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Clique aqui para acesso ao relatório em inglês (opens in a new tab)" href="https://aids2020.unaids.org/report/" target="_blank"><strong>Clique aqui para acesso ao relatório em inglês</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Clique aqui para ter acesso ao Press Release (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/2020_07_06_PR-PORT_Relatório-Global-sobre-AIDS-2020.pdf" target="_blank"><strong>Clique aqui para ter acesso ao Press Release</strong></a></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/07/relatorio-sobre-a-epidemia-de-aids-mostra-que-metas-para-2020-nao-serao-cumpridas-covid-19-pode-prejudicar-resposta-ao-hiv/">Relatório do UNAIDS mostra que metas para 2020 não serão cumpridas; COVID-19 pode prejudicar resposta ao HIV</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Garantir que pessoas e comunidades tenham o poder de escolher, saber, prosperar e demandar é a chave para acabar com a AIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/11/garantir-que-pessoas-e-comunidades-tenham-o-poder-de-escolher-saber-prosperar-e-demandar-e-a-chave-para-acabar-com-a-aids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2019 13:46:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Poder para as pessoas]]></category>
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		<category><![CDATA[Relatório UNAIDS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo relatório do UNAIDS Poder para as pessoas, divulgado às vésperas do Dia Mundial contra a AIDS, mostra que onde as pessoas e as comunidades que vivem com HIV e que são afetadas pelo vírus estão envolvidas na tomada de decisões e na prestação de serviços de HIV, as novas infecções diminuem e, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/11/garantir-que-pessoas-e-comunidades-tenham-o-poder-de-escolher-saber-prosperar-e-demandar-e-a-chave-para-acabar-com-a-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O novo relatório do UNAIDS <a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/20191126_WAD2019_power_people"><strong>Poder para as pessoas</strong></a>, divulgado às vésperas do <a href="https://www.unaids.org/resources/campaigns/WAD_2019">Dia Mundial contra a AIDS</a>, mostra que onde as pessoas e as comunidades que vivem com HIV e que são afetadas pelo vírus estão envolvidas na tomada de decisões e na prestação de serviços de HIV, as novas infecções diminuem e mais pessoas vivendo com HIV ganham acesso ao tratamento. Quando as pessoas têm o poder de escolher, saber, prosperar, demandar e trabalhar juntas, vidas são salvas, injustiças são evitadas e a dignidade é restaurada. </p>



<span id="more-13646"></span>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Power_to_people.png" alt="Garantir que pessoas e comunidades tenham o poder de escolher, saber, prosperar e demandar é a chave para acabar com a AIDS" class="wp-image-13649" width="309" height="436" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Power_to_people.png 605w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Power_to_people-212x300.png 212w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Power_to_people-509x720.png 509w" sizes="(max-width: 309px) 100vw, 309px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando pessoas e comunidades têm poder e domínio sobre suas escolhas e decisões, as mudanças acontecem&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;A solidariedade de mulheres, jovens, gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas transgênero transformou a epidemia de AIDS—capacitá-los acabará com a epidemia.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório foi lançado no Quênia em 26 de novembro pela diretora executivo do UNAIDS, pelo secretária de Saúde do Gabinete do Quênia e por representantes da comunidade. Isso mostra que houve um progresso significativo, particularmente na expansão do acesso ao tratamento. Em meados de 2019, estima-se que 24,5 milhões das 37,9 milhões de pessoas que vivem com HIV tinham acesso ao tratamento. À medida que a implementação do tratamento continua, menos pessoas estão morrendo de doenças relacionadas à AIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A parceria entre governo e sociedade civil, juntamente com o envolvimento significativo das comunidades, permitiu-nos reduzir significativamente novas infecções por HIV e mortes relacionadas à AIDS&#8221;, disse Sicily Kariuki, secretária de Saúde do Gabinete do Quênia. &#8220;As comunidades são o centro da resposta à AIDS e são essenciais para acabar com a AIDS.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">O progresso na redução de infecções por HIV, no entanto, é misto e 1,7 milhão de pessoas foram infectadas com o vírus em 2018. As novas infecções por HIV diminuíram 28% entre 2010 e 2018 na África Oriental e Austral, a região mais afetada pelo HIV. Em um sinal promissor, a taxa de incidência de HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens com idades entre 15 e 24 anos na região diminuiu de 0,8% em 2010 para 0,5% em 2018, um declínio de 42%. No entanto, mulheres jovens e meninas ainda sofrem o maior impacto de novas infecções por HIV—quatro em cada cinco novas infecções por HIV entre adolescentes na África Subsaariana estão entre meninas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora da África Oriental e Austral, as novas infecções por HIV caíram apenas 4% desde 2010. O aumento de novas infecções por HIV em algumas regiões traz uma preocupação crescente. O número anual de novas infecções por HIV aumentou 29% na Europa do Leste e na Ásia Central, 10% no Oriente Médio e Norte da África e 7% na América Latina. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Em muitas partes do mundo, houve um progresso significativo na redução de novas infecções pelo HIV, na redução de mortes relacionadas à AIDS e na discriminação, especialmente no leste e no sul da África, mas a desigualdade de gênero e a negação dos direitos humanos estão deixando muitas pessoas para trás&#8221; disse Byanyima. &#8220;As injustiças sociais, a desigualdade, a negação dos direitos de cidadania, somados ao estigma e à discriminação, estão impedindo o progresso em relação ao HIV e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.&#8221; </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/20191126_nairobi-launch-1.png" alt="O relatório mostra que, quando pessoas e comunidades têm poder e domínio sobre suas escolhas e decisões, as mudanças acontecem. As comunidades colocaram princípios centrados nos direitos e centrados nas pessoas no cerne dos programas de HIV, garantindo que as respostas à AIDS abordem as desigualdades e injustiças que alimentam a epidemia. " class="wp-image-13661" width="798" height="512"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Poder junto </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório mostra que, quando pessoas e comunidades têm poder e domínio sobre suas escolhas e decisões, as mudanças acontecem. As comunidades colocaram princípios centrados nos direitos e centrados nas pessoas no cerne dos programas de HIV, garantindo que as respostas à AIDS abordem as desigualdades e injustiças que alimentam a epidemia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres e meninas são a espinha dorsal do apoio aos cuidados em suas famílias e comunidades, fornecendo trabalho não remunerado e muitas vezes subvalorizado no cuidado de crianças, doentes, idosos e deficientes, além de frágeis sistemas de apoio social. Isso deve mudar. O envolvimento e a liderança das comunidades de mulheres são vitais na resposta ao HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como liderança comunitária, sou capaz de me relacionar com as pessoas e entender melhor suas origens do que alguém de fora. Eu tenho vivido abertamente com HIV por 25 anos, então as pessoas me procuram com seus problemas, como estigma, revelação do estado sorológico e adesão ao HIV. Eu nunca me afastei deste papel, pois sou parte desta comunidade”, disse Josephine Wanjiru, ativista da comunidade de pessoas vivendo com HIV em Kiandutu, Thika, no Quênia. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O poder de escolher </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres e meninas estão exigindo métodos contraceptivos integrados e opções de testagem, prevenção, e cuidados para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Quase 40% das mulheres adultas e 60% das meninas adolescentes (de 15 a 19 anos) na África Subsaariana têm necessidades não atendidas de contracepção moderna. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vários países da África Subsaariana, o consumo de medicamentos por mulheres jovens para prevenir o HIV—profilaxia pré-exposição (PrEP)—demonstrou ser alto em projetos que integram a PrEP a serviços de saúde amigáveis à juventude e a clínicas de planejamento familiar e quando a oferta de PrEP é feita separadamente dos serviços de tratamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Onze milhões de circuncisões cirúrgicas voluntárias para prevenir o HIV foram realizadas desde 2016, 4 milhões somente em 2018 nos 15 países prioritários. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O poder de saber </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder de saber permite que as pessoas se mantenham livres do HIV ou, caso vivam com o vírus, mantenham-se saudáveis. No entanto, as pessoas estão descobrindo seu estado sorológico para HIV tarde demais, algumas vezes anos depois de terem se infectado, levando a um atraso no início do tratamento e facilitando a transmissão do HIV a parceiros e parceiras. Em Moçambique, por exemplo, o tempo médio para o diagnóstico após a infecção nos homens foi de quatro anos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A adesão ao tratamento eficaz suprime o vírus a níveis indetectáveis, mantendo as pessoas saudáveis ​​e impedindo a transmissão do vírus. Saber disso permite às pessoas que vivem com HIV a oportunidade de levar uma vida normal, confiantes de que estão protegendo seus entes queridos e enfrentando estigma e discriminação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O autoteste para o HIV agora está ajudando mais pessoas a descobrir seu estado sorológico para HIV na privacidade, quebrando as barreiras do estigma e da discriminação e facilitando a retenção ao tratamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento do HIV entre os jovens é assustadoramente baixo em muitas regiões. Nos países com dados de pesquisas recentes disponíveis, apenas 23% das mulheres jovens (15 a 24 anos) e 29% dos homens jovens (15 a 24 anos) têm conhecimento abrangente e correto sobre o HIV. Estudos mostram que a educação sexual abrangente não leva ao aumento da atividade sexual, ao risco sexual ou a taxas mais altas de infecção pelo HIV ou outras infecções sexualmente transmissíveis. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-1024x682.jpg" alt="Estudos mostram que a educação sexual abrangente não leva ao aumento da atividade sexual, ao risco sexual ou a taxas mais altas de infecção pelo HIV ou outras infecções sexualmente transmissíveis. " class="wp-image-13667" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-1024x682.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-640x427.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-720x480.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O poder de prosperar </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder de prosperar é garantir que as pessoas tenham direito a saúde, educação, trabalho e um padrão de vida adequado à sua saúde e ao seu bem-estar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Novas infecções por HIV entre crianças caíram 41% desde 2010 e quase 82% das mulheres grávidas que vivem com HIV estão em terapia antirretroviral. No entanto, milhares de crianças não estão sendo alcançadas por estes avanços. Metade de todas as crianças nascidas com HIV que não são diagnosticadas precocemente morrerão antes do segundo aniversário. Globalmente, apenas 59% das crianças expostas ao HIV foram testadas antes dos dois meses de idade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2018, 160.000 crianças (de 0 a 14 anos) foram infectadas novamente pelo HIV e 100.000 crianças morreram de uma doença relacionada à AIDS. Elas morreram porque não foram diagnosticadas ou por falta de tratamento—uma constatação chocante de como as crianças estão sendo deixadas para trás. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As desigualdades de gênero, normas e práticas patriarcais, violência, discriminação, outras violações de direitos e acesso limitado a serviços de saúde sexual e reprodutiva exacerbam o risco de infecção pelo HIV entre adolescentes e jovens, principalmente na África Subsaariana. A cada semana, cerca de 6.000 mulheres jovens (de 15 a 24 anos) são infectadas pelo HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Eswatini, um estudo recente mostrou que meninas e mulheres jovens que sofreram violência de gênero tinham 1,6 vez mais chances de adquirir o HIV do que aquelas que não passaram por este tipo de situação. O mesmo estudo também mostrou que o empoderamento econômico de mulheres e meninas ajudou a reduzir novas infecções por HIV entre mulheres em mais de 25% e aumentou a probabilidade de mulheres jovens e meninas voltarem à escola e terminarem seus estudos. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Populações-chave estão sendo deixadas para trás </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Populações-chave e seus parceiros são responsáveis ​​por pelo menos 75% das novas infecções por HIV fora da África Subsaariana e são menos propensas a receber tratamento do que outras. Mais de um terço das populações-chave não conhece seu estado sorológico para o HIV. O apoio da liderança comunitária entre gays e outros homens que fazem sexo com homens é eficaz para aumentar a aceitação da PrEP, promover sexo mais seguro, aumentar as taxas de testagem para HIV e apoiar a adesão ao tratamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas trans estão sujeitas a discriminação em todas as esferas da vida, incluindo educação e emprego—apenas 10% trabalham na economia formal. Mas é o ativismo comunitário que tem chamado atenção para os direitos e realidades das pessoas trans, algo que deveria ter ocorrido há muito tempo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns estudos mostraram que as atividades de empoderamento comunitário entre profissionais do sexo podem aumentar o uso de preservativos com clientes em três vezes e reduzir a infecção pelo HIV em mais de 30%. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O poder de demandar </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder de demandar dá às comunidades e indivíduos o poder de participar das decisões que os afetam. Houve relatos de repressão, restrições e até ataques a grupos e campanhas que apoiam populações-chave. Alguns governos se recusam a reconhecer, apoiar ou envolver as organizações comunitárias em suas respostas nacionais ao HIV e, posteriormente, perdem seu enorme potencial para alcançar as pessoas mais afetadas pelo HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pessoas e comunidades vão acabar com a AIDS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho de organizações de liderança comunitária é único e poderoso e pode ter um impacto substancial sobre como o mundo se une para acabar com a AIDS. O UNAIDS insta todos os países a apoiar e capacitar plenamente as suas organizações de liderança comunitária, a garantir que elas tenham assento em todas as mesas de tomada de decisões relativas à saúde e bem-estar de seus membros comunitários e a remover quaisquer barreiras ao seu envolvimento ativo na resposta ao HIV. Somente com o financiamento e o apoio total ao trabalho das organizações comunitárias, o fim da AIDS se tornará realidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estima-se que, em 2019:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>*24,5 milhões [21,6 milhões—25,5 milhões] de pessoas com acesso à terapia antirretroviral (*até o final de junho de 2019).</li><li> 37,9 milhões [32,7 milhões—44,0 milhões] de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV (até o fim de 2018).</li><li> 1,7 milhão [1,4 milhão—2,3 milhões] de novas infecções por HIV (até o fim de 2018).</li><li> 770 000 [570 000—1,1 milhão] de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS (até o fim de 2018).</li><li> 74,9 milhões [58,3 milhões—98,1 milhões] de pessoas foram infectadas pelo HIV desde o início da epidemia (até o fim de 2018).</li><li> 32 milhões [23,6 milhões—43,8 milhões] de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS desde o início da epidemia (até o fim de 2018).</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong> <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Acesse aqui o relatório completo em inglês. (opens in a new tab)" href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/20191126_WAD2019_power_people" target="_blank">Acesse aqui o relatório completo em inglês.</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Acesse aqui o press release completo. (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/20191126_PR_power-to-the-people_pt.pdf" target="_blank"><strong>Acesse aqui o press release completo em português.</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Acesse aqui o resumo informativo em português. (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/2019_UNAIDS_WAD2019_FactSheet.pdf" target="_blank">Acesse aqui o resumo informativo em português.</a></strong></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2019/11/garantir-que-pessoas-e-comunidades-tenham-o-poder-de-escolher-saber-prosperar-e-demandar-e-a-chave-para-acabar-com-a-aids/">Garantir que pessoas e comunidades tenham o poder de escolher, saber, prosperar e demandar é a chave para acabar com a AIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>UNAIDS aponta queda no progresso global rumo às metas de resposta ao HIV até 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2019 12:27:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O ritmo do progresso na redução de novas infecções por HIV, o aumento no acesso ao tratamento e a queda nas mortes relacionadas à AIDS estão se desacelerando de acordo com um novo relatório divulgado hoje (16/7) pelo UNAIDS. O relatório Communities at the centre (Comunidades no centro, na tradução livre para o português),, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/07/unaids-aponta-queda-no-progresso-global-rumo-as-metas-de-resposta-ao-hiv-ate-2020/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O ritmo do progresso na redução de novas infecções por HIV, o aumento no acesso ao tratamento e a queda nas mortes relacionadas à AIDS estão se desacelerando de acordo com um novo relatório divulgado hoje (16/7) pelo UNAIDS. O relatório <em><strong><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/2019-global-AIDS-update" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Communities at the centre (opens in a new tab)">Communities at the centre</a> </strong></em>(Comunidades no centro, na tradução livre para o português), mostra uma imagem mista, com alguns países registrando ganhos impressionantes, enquanto outros experimentam aumentos em novas infecções por HIV e mortes relacionadas à AIDS. </p>



<span id="more-12211"></span>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/Capa_Report-1.png" alt="" class="wp-image-12230" width="232" height="314" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/Capa_Report-1.png 676w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/Capa_Report-1-222x300.png 222w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/Capa_Report-1-640x865.png 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/Capa_Report-1-533x720.png 533w" sizes="auto, (max-width: 232px) 100vw, 232px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">“Precisamos urgentemente de maior liderança política para acabar com a AIDS”, disse Gunilla Carlsson, diretora executiva interina do UNAIDS. “Isso começa com investimento adequado e inteligente e com foco nos pontos que tornam alguns países tão bem-sucedidos. Acabar com a AIDS é possível se nos concentrarmos nas pessoas, não nas doenças, criando roteiros e guias para pessoas e localidades que estão sendo deixadas para trás, e adotando uma abordagem baseada em direitos humanos para alcançar aqueles mais afetados por HIV.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório mostra que as populações-chave e seus parceiros sexuais representam agora mais da metade (54%) das novas infecções por HIV no mundo. Em 2018, populações-chave—incluindo pessoas que usavam drogas injetáveis, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, transexuais, profissionais do sexo e pessoas privadas de liberdade—foram responsáveis ​​por cerca de 95% das novas infecções por HIV na Europa Oriental e Central e no Oriente Médio e Norte da África. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o relatório também mostra que menos de 50% das populações-chave foram alcançadas por serviços de prevenção combinada do HIV em mais da metade dos países que reportaram seus números ao UNAIDS. Isso destaca que as populações-chave ainda estão sendo marginalizadas e sendo deixadas para trás na resposta ao HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Globalmente, cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas com HIV em 2018, um declínio de 16% desde 2010, impulsionado principalmente pelo progresso constante na maior parte da África Oriental e Meridional. A África do Sul, por exemplo, fez enormes avanços e reduziu em mais de 40% as novas infecções por HIV desde 2010 e em cerca de 40% as mortes relacionadas à AIDS no mesmo período. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ainda há um longo caminho na África Oriental e Meridional, a região mais afetada por HIV. Além disso, tem havido um aumento preocupante em novas infecções por HIV na Europa Oriental e Ásia Central (29%), no Oriente Médio e no Norte da África (10%) e na América Latina (7%). </p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório foi lançado em um evento comunitário em Eshowe, na África do Sul, por Gunila Carlsson e David Mabuza, vice-presidente da África do Sul. O documento contém estudos de casos e testemunhos que identificam programas comunitários capazes de acelerar o ritmo da resposta ao HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“A África do Sul tem uma rica história de comunidades no centro da resposta à AIDS, então é apropriado lançarmos o relatório neste país, em Eshowe, em KwaZulu-Natal, onde um modelo comunitário de prestação de serviços, com o HIV no seu centro, tem mostrado resultados ”, disse o vice-presidente Mabuza. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="633" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/gunilla-david-mkhize-1024x633.jpg" alt="" class="wp-image-12242" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/gunilla-david-mkhize-1024x633.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/gunilla-david-mkhize-300x186.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/gunilla-david-mkhize-768x475.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/gunilla-david-mkhize-640x396.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/gunilla-david-mkhize-720x445.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/gunilla-david-mkhize.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Financiamento </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma desconcertante, o relatório mostra que a lacuna entre a necessidade e a disponibilidade de recursos está aumentando. Pela primeira vez, os recursos globais disponíveis para a resposta à AIDS diminuíram significativamente, em quase US$ 1 bilhão, com os doadores desembolsando menos e os investimentos domésticos sem crescimento rápido o suficiente para compensar a inflação. Em 2018, US$ 19 bilhões (em dólares constantes de 2016) estavam disponíveis para a resposta à AIDS, US$ 7,2 bilhões abaixo dos US$ 26,2 bilhões estimados necessários até 2020. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para continuar avançando na erradicação da AIDS, o UNAIDS pede a todos os parceiros que intensifiquem suas ações e invistam na resposta, incluindo o financiamento completo do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, com pelo menos US$ 14 bilhões em outubro e através do aumento do financiamento bilateral e doméstico para o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento e as metas 90–90–90 </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O progresso continua rumo às metas 90–90–90. Cerca de 79% das pessoas vivendo com HIV foram diagnosticadas em 2018, 78% dos que conheciam seu diagnóstico positivo para o HIV tinham acesso ao tratamento e 86% destas pessoas em tratamento tiveram a carga viral suprimida ou indetectável—o que significa melhor qualidade de vida e a não transmissão do vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório <em>Comunidades no centro</em> mostra, no entanto, que o progresso rumo às metas 90–90–90 varia muito por região e por país. Na Europa Oriental e na Ásia Central, por exemplo, 72% das pessoas que vivem com HIV tinham sido diagnosticadas em 2018, mas apenas 53% destas pessoas tinham acesso ao tratamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estou em tratamento há 16 anos, sou indetectável e estou bem&#8221;, disse Sthandwa Buthelezi, fundadora da Shine, uma organização em Eshowe que aborda o estigma e a discriminação na comunidade. “Mas o estigma e a discriminação ainda são difundidos, particularmente em serviços de saúde. Como ativista, encorajo todos, incluindo líderes comunitários, a falar abertamente sobre o HIV, para que as pessoas possam viver positivamente e brilhar.” </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mortes relacionadas à AIDS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de mortes relacionadas à AIDS continua caindo à medida que o acesso ao tratamento segue em expansão e mais progressos são feitos na melhoria da prestação de serviços de HIV e tuberculose. Desde 2010, as mortes relacionadas à AIDS caíram 33%, para 770 mil em 2018. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O progresso varia entre as regiões. Os declínios globais nas mortes relacionadas à AIDS foram em grande parte impulsionados pelo progresso no leste e sul da África. Na Europa Oriental e Ásia Central, no entanto, as mortes relacionadas à AIDS aumentaram 5% e, no Oriente Médio e Norte de África, em 9%, desde 2010. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Crianças </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 82% das mulheres grávidas que vivem com HIV têm agora acesso aos medicamentos antirretrovirais, um aumento de mais de 90% desde 2010. Isto resultou numa redução de 41% nas novas infecções por HIV entre as crianças, com quedas notáveis ​​em Botswana (85% ), Ruanda (83%), Malawi (76%), Namíbia (71%), Zimbábue (69%) e Uganda (65%) desde 2010. No entanto, houve quase 160 000 novas infecções por HIV entre as crianças a nível mundial, longe da meta global de reduzir novas infecções por HIV entre crianças para menos de 40.000 em 2018. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais precisa ser feito na expansão do acesso ao tratamento para crianças. Estima-se que 940.000 crianças (0-14 anos de idade) que vivem com HIV em todo o mundo estavam em terapia antirretroviral em 2018, quase o dobro de 2010. No entanto, está muito aquém da meta de 2018 de 1,6 milhão. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulheres e meninas adolescentes </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ainda existam grandes disparidades entre mulheres jovens e homens jovens, com mulheres jovens 60% mais propensas a serem infectadas por HIV do que homens jovens da mesma idade, houve sucesso na redução de novas infecções por HIV entre mulheres jovens. Globalmente, novas infecções por HIV entre mulheres jovens (com idade entre 15 e 24 anos) foram reduzidas em 25% entre 2010 e 2018, em comparação com uma redução de 10% entre mulheres mais velhas (com 25 anos ou mais). No entando, é inaceitável que, a cada semana, 6.200 adolescentes e mulheres jovens sejam infectadas por HIV. Programas de saúde e direitos sexuais e reprodutivos para mulheres jovens precisam ser expandidos e ampliados para alcançar locais de maior incidência e maximizar o impacto. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="755" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/report-1024x755.jpg" alt="" class="wp-image-12243" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/report-1024x755.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/report-300x221.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/report-768x566.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/report-640x472.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/report-720x531.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/report.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Prevenção do HIV </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório Comunidades no centro mostra que a gama completa de opções disponíveis para prevenir novas infecções por HIV não está sendo usada para otimização de impacto. Por exemplo, a profilaxia pré-exposição (PrEP), medicamento para prevenir o HIV, estava sendo usada por apenas cerca de 300.000 pessoas em 2018, das quais 130.000 estavam nos Estados Unidos. No Quênia, um dos primeiros países da África subsaariana a implantar a PrEP como um programa nacional no setor público, cerca de 30 mil pessoas tiveram acesso aos medicamentos preventivos em 2018. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório mostra que, embora a redução de danos seja uma solução clara para as pessoas que usam drogas injetáveis, a mudança tem sido lenta. As pessoas que usam drogas injetáveis foram responsáveis ​​por 41% das novas infecções por HIV na Europa Oriental e Ásia Central e 27% das novas infecções por HIV no Oriente Médio e Norte da África, ambas regiões que não dispõem de programas adequados de redução de danos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os homens continuam de difícil alcance pelos serviços de saúde. A supressão viral entre homens vivendo com HIV entre 25 e 34 anos é muito baixa, menos de 40% em alguns países com alta carga de HIV que apresentam pesquisas recentes. Isso está contribuindo para retardar o progresso na erradicação de novas infecções por HIV entre seus parceiros. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estigma e discriminação </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ganhos foram alcançados contra o estigma e a discriminação relacionados ao HIV em muitos países, mas as atitudes discriminatórias em relação às pessoas que vivem com HIV permanecem extremamente elevadas. Há uma urgência em eliminar os impulsionadores estruturais subjacentes das desigualdades e barreiras à prevenção e tratamento do HIV, especialmente no que diz respeito às normas e leis sociais prejudiciais, estigma e discriminação e violência baseada em gênero. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As leis criminais, a aplicação agressiva da lei, o assédio e a violência continuam a empurrar populações-chave para as margens da sociedade e a negar-lhes acesso a serviços básicos de saúde e sociais. As atitudes discriminatórias em relação às pessoas que vivem com HIV permanecem extremamente altas em muitos países. Em 26 países, mais da metade dos entrevistados expressou atitudes discriminatórias em relação às pessoas que vivem com HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Comunidades </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca como as comunidades são fundamentais para acabar com a AIDS. Em todos os setores da resposta à AIDS, o empoderamento e a apropriação por parte das comunidades resultou em maior aceitação dos serviços de prevenção e tratamento do HIV, redução no estigma e na discriminação e protecção dos direitos humanos. No entanto, o financiamento insuficiente para respostas comunitárias e ambientes políticos negativos impedem que esses sucessos atinjam a escala total e gerem impacto máximo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"> Em KwaZulu-Natal, na África do Sul, um em cada quatro adultos (de 15 a 59 anos) vivia com HIV em 2016. Para promover a resposta, a ONG Médicos Sem Fronteiras organizou uma abordagem comunitária para o teste de HIV que liga as pessoas ao tratamento e as apoia para que permaneçam vinculadas a estes cuidados. Em 2018, as metas 90–90–90 foram alcançadas na cidade de Eshowe, na área rural de Eshowe e Mbongolwane, bem antes do prazo de 2020. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo na África do Sul e na Zâmbia inscreveu centenas de provedores comunitários de atendimento ao HIV durante cinco anos para visitar residências, fornecer informações sobre o HIV e oferecer testagem e vinculação aos cuidados. O estudo constatou que as áreas com comunidades de agentes provedores de atendimento ao HIV tiveram cerca de 20% menos novas infecções por ano. Além disso, estas comunidades apresentaram aumento de 54% para mais de 70% na proporção de pessoas vivendo com HIV, pessoas em tratamento antirretroviral e pessoas com carga viral suprimida ou indetectável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS pede que os países cumpram o compromisso assumido na Declaração Política das Nações Unidas sobre o Fim da AIDS para que a prestação de serviços liderada por comunidades seja expandida para cobrir pelo menos 30% de toda a prestação de serviços até 2030. Investimentos adequados devem ser feitos na construção da capacidade das organizações da sociedade civil para prestar serviços de prevenção e tratamento do HIV que sejam livres de discriminação, baseados em direitos humanos e voltados para as pessoas nas comunidades mais afetadas pelo vírus. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estima-se que, em 2018: </strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>37,9 milhões [32,7 milhões &#8211; 44,0 milhões] de pessoas em todo o mundo viviam com HIV </li><li>23,3 milhões [20,5 milhões – 24,3 milhões] de pessoas tinham acesso a terapia antirretroviral </li><li>1,7 milhão [1,4 milhão &#8211; 2,3 milhões] de pessoas foram infectadas com HIV </li><li>770.000 [570.000–1,1 milhão] de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/2019-global-AIDS-update" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (opens in a new tab)">Acesse aqui o relatório completo em inglês</a></strong><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/2019-global-AIDS-update" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (opens in a new tab)">.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/2019_UNAIDS_GR2019_FactSheet_pt_final.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Acesse aqui o resumo informativo em português. (opens in a new tab)">Acesse aqui o resumo informativo em português</a></strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/07/2019_UNAIDS_GR2019_FactSheet_pt_final.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Acesse aqui o resumo informativo em português. (opens in a new tab)">.</a></p>
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