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	<title>HLM2021AIDS - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>Discurso de Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS, na abertura da Reunião de Alto Nível sobre a AIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2021 23:54:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vossas Excelências, distintos Delegados, colegas, amigos e amigas. Obrigada, presidente da Assembleia Geral Bozkir, cofacilitadores embaixador Gertze, da Namíbia, e embaixador Fifield, da Austrália, e todos os Estados-membros. De forma conjunta redigiram, negociaram e entregaram esta Declaração Política, que será a base do nosso trabalho para acabar com a pandemia da AIDS que tem, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/06/discurso-de-winnie-byanyima-diretora-executiva-do-unaids-na-abertura-da-reuniao-de-alto-nivel-sobre-a-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Vossas Excelências, distintos Delegados, colegas, amigos e amigas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obrigada, presidente da Assembleia Geral Bozkir, cofacilitadores embaixador Gertze, da Namíbia, e embaixador Fifield, da Austrália, e todos os Estados-membros. De forma conjunta redigiram, negociaram e entregaram esta <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2021/2021_political-declaration-on-hiv-and-aids" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Declaração Política</a></span>, que será a base do nosso trabalho para acabar com a pandemia da AIDS que tem devastado comunidades durante 40 anos.</p>



<span id="more-17712"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A AIDS não acabou. É uma das pandemias mais fatais dos tempos modernos. Desde o começo da epidemia, 77,5 milhões de pessoas foram infectadas por HIV. Perdemos quase 35 milhões de pessoas por causa da AIDS. Uma morte por AIDS a cada minuto é uma emergência! As taxas de infecção por HIV não acompanham a trajetória que nos comprometemos de forma conjunta. De fato, em meio às consequências da crise de <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/tag/covid19/" target="_blank" rel="noopener" title="">COVID-19</a></span>, podemos, inclusive, ver uma retomada da pandemia de HIV.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube aligncenter wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="&quot;Depende apenas de nós&quot;" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/1kmeNJ221Rw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">Para legendas em português, ative o CC (closed caption) no Youtube.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mas uma pandemia interminável de HIV é evitável. Apesar de todos os obstáculos, se nos unirmos, podemos acabar com a AIDS como uma ameaça de saúde pública até 2030, tal como prometemos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, seguir fazendo o que temos feito resultará em fracasso. Os programas que permitiram avanços substanciais não seguirão garantindo que terminemos esta jornada porque o caminho esta interditado. As evidências e análises são nítidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desigualdades de poder, status, direitos e voz estão ajudando a impulsionar a pandemia de HIV. As desigualdades matam. Como estabelece a Estratégia Global de AIDS: para acabar com a AIDS, temos de acabar com as desigualdades que a perpetuam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há outro benefício nessa abordagem. As mesmas legislações, políticas e serviços de saúde centrados nas pessoas, que são necessários para acabar com a AIDS, também ajudarão o mundo a superar a COVID-19 e estar preparado para fazer enfrentar futuras pandemias e apoiar o crescimento econômico inclusivo e os direitos humanos de todas as pessoas. Nós faremos melhor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui há <strong>três mudanças ousadas</strong> que devemos fazer de forma conjunta:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Precisamos acabar com as desigualdades no acesso às tecnologias sanitárias, impulsionando a ciência e garantindo que ela chegue a todo mundo. A COVID-19 mostrou que a ciência avança de acordo com a velocidade da vontade política.<br>Precisamos acelerar a ciência sobre a AIDS investindo em inovações no tratamento, prevenção, atenção e vacinas como bens públicos mundiais. E precisamos impulsionar a ciência de maneira a reduzir as desigualdades em vez de aumentá-las. Por exemplo, devemos levar os novos medicamentos antirretrovirais de ação prolongada que facilitarão o tratamento e a prevenção do HIV às mulheres em toda a sua diversidade e a populações-chave no Sul global primeiro, não anos depois de que as pessoas nos países ricos tenham acesso. Vamos assegurar que todos os medicamentos que podem prevenir a morte de pessoas que vivem com HIV sejam fabricados por múltiplos produtores de maneira acessível, especialmente no Sul global, onde mais se concentra a enfermidade. Precisamos de financiamento, mas também temos de reformar as normas falhas de propriedade intelectual e apoiar a distribuição da produção globalmente, de modo que o acesso à ciência que salva vidas já não dependa do passaporte que cada pessoa tenha.<br></li>



<li>Precisamos acabar com as desigualdades no acesso aos serviços essenciais, proporcionando saúde e educação para todas as pessoas. Para muitas comunidades, as novas infecções por HIV tornaram-se raras; e viver uma vida longa e plena com o HIV é comum. Mas dentro dos países, ou entre eles, uma lacuna cada vez maior separa quem tem acesso a serviços de prevenção, tratamento e assistência e tem seus direitos respeitados daquelas pessoas que são excluídas. Hoje estamos definindo metas ambiciosas e ousadas para alcançar 95% de quem precisa de tratamento e prevenção do HIV: para alcançar estas metas, precisamos redesenhar os serviços de HIV tornando-os de fácil acesso e pensados em função da vida das pessoas. Precisamos assegurar que todas as meninas completem a educação secundária e estejam empoderadas com acesso pleno a serviços e direitos. É necessário por fim às tarifas para pessoas por serviços essenciais e proporcionar estes serviços por meio de sistemas públicos financiados por impostos. Precisamos integrar os serviços proporcionados pela comunidade. Precisamos combater a evasão fiscal, que impede a obtenção dos recursos internos para a saúde e a educação. A maioria dos países em desenvolvimento enfrenta uma grave crise fiscal, com uma perda de recursos superior a 20% em 2020 e tem os orçamentos de saúde ameaçados &#8211; e África sofre uma pressão especial. Este é o momento para aumentar as receitas e isso requer o fim da evasão fiscal e da competição fiscal que esvaziam os cofres públicos. Também necessitamos uma reestruturação da dívida para superar o impacto da COVID-19 e o estabelecimento de um mecanismo justo de resolução da crise da dívida. Devemos intensificar, não retroceder, o compromisso de destinar 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) de todos os países desenvolvidos e assegurar que a maior parte dos Direitos Especiais de Saque do FMI, no valor de 650 bilhões de dólares, fluam para países de renda baixa e média.<br></li>



<li>Precisamos acabar com as desigualdades na implementação dos direitos, em particular para as pessoas que vivem com HIV e as pessoas vulneráveis ou afetadas pelo HIV. Felicito o compromisso dos Estados-membros de reformar as legislações e proteger os direitos. A evidência mostra que, quando as leis se fortalecem para apolar a igualdade de gênero e os diretos das populações-chave e enfrentar a estigmatização, os países têm muito mais sucesso nos programas de tratamento e prevenção, beneficiando a todas as pessoas. Fizeram retroceder os avanços relacionados ao HIV. Precisamos seguir avançando em nossa jronada comum, longe das legislações que causam danos, punitivas, obsoletas, muitas vezes coloniais, e de todas as formas de discriminação.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Este momento exige que trabalhemos de forma conjunta em todos os setores, em todos os países. As falsas promessas do populismo estão demonstrando que não estão à altura da biologia: como nos recorda a COVID-19, não apenas estamos interconectadas e interconectados, como somos inseparáveis.</p>



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<iframe title="&quot;Este momento exige que trabalhemos de forma conjunta&quot;" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/_pjY9-hUlnY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption class="wp-element-caption">Para legendas em português, ative o CC (closed caption) no Youtube.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos acabar com a AIDS apenas em um país ou continente, só podemos acabar com a AIDS em todos quando isso acontecer em todos lugares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Parabenizo os grupos da sociedade civil de todo o mundo cuja luta contra as desigualdades são um estímulo para a ação. Vocês, comunidades, grupos de mulheres e movimentos de base, têm nos encorajado constantemente. Às vezes, essa pressão pode ser desconfortável, mas minha mensagem para vocês é: sigam nos encorajando. Sigam lutando! A pressão do poder das pessoas é chave para acabar com as desigualdades e com a AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Martin Luther King disse que o arco moral do universo é longo, mas se inclina em direção à justiça. Ele não quis dizer que este processo é automático. Como ele destacou: “o progresso social nunca se move sobre as rodas da inevitabilidade; vem de um esforço incansável das pessoas”. A trajetória das novas infecções por HIV e das mortes relacionadas à AIDS não se reduzirão pelas iniciativas de sempre, mas podemos forçá-las a diminuírem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos ocupar uma posição de neutralidade frente às desigualdades. Para voltar ao caminho para acabar com a AIDS devemos exercer a proatividade para enfrentá-las. A única alternativa é um círculo vicioso de injustiça, enfermidade e emergência. O mais irreal que poderíamos fazer agora é imaginar que podemos superar nossas crises mediante pequenos ajustes ou retoques.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depende de apenas de nós como queremos que fique a nossa marca: como pessoas que quebraram promessas ou cumpriram suas promessas, como pessoas fracassadas ou vencedoras, como as pessoas que acabaram com a AIDS ou somente como as pessoas que poderiam ter acabado com a AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As epidemias amplificam nossas piores características—as desigualdades, as injustiças e o medo; mas também as nossas melhores características— ingenuidade, resistência e coragem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confio que vamos vencer, de forma conjunta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obrigada.</p>



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		<title>Estados-membros das Nações Unidas adotam nova Declaração Política para enfrentar desigualdades e acabar com a AIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2021 23:12:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os Estados-membros das Nações Unidas adotaram um conjunto de metas novas e ambiciosas como parte da Declaração Política aprovada na Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre AIDS, realizada entre 8 e 10 de junho em Nova York. Se a comunidade internacional atingir as metas, 3,6 milhões de novas infecções, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/06/estados-membros-das-nacoes-unidas-adotam-nova-declaracao-politica-para-enfrentar-desigualdades-e-acabar-com-a-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Os Estados-membros das Nações Unidas adotaram um conjunto de metas novas e ambiciosas como parte da Declaração Política aprovada na Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre AIDS, realizada entre 8 e 10 de junho em Nova York. Se a comunidade internacional atingir as metas, 3,6 milhões de novas infecções por HIV e 1,7 milhão de mortes relacionadas à AIDS serão evitadas até 2030.</p>



<span id="more-17685"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A Declaração Política apela aos países para que forneçam acesso a opções de prevenção combinadas, eficazes e centradas nas pessoas a 95% de todas as pessoas expostas a situações de risco de contrair HIV em todos os grupos epidemiologicamente relevantes, grupos de idade e contextos geográficos. O documento também demanda aos países a garantia de que 95% das pessoas que vivem com HIV conheçam seu status sorológico, 95% das pessoas que conheçam seu status sorológico estejam sob tratamento antirretroviral, e 95% das pessoas em tratamento antirretroviral estejam com a carga viral suprimida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nesta Década de Ação, se quisermos cumprir a <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/ODS/" target="_blank" rel="noopener" title="">Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável</a></span>, todos os Estados-membros devem se comprometer novamente a acabar com a epidemia de AIDS até 2030”, disse Volkan Bozkir, Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para acabar com a AIDS, precisamos acabar com as injustiças que causam novas infecções por HIV e evitam que as pessoas tenham acesso aos serviços”, disse Amina J. Mohammed, secretária-geral adjunta das Nações Unidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Declaração Política observa com preocupação que as populações-chave—gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que fazem uso de drogas injetáveis, pessoas trans e pessoas em privação de liberdade—têm maior probabilidade de serem expostas ao HIV e enfrentarem violência, estigma, discriminação e leis que restringem sua liberdade ou acesso aos serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Estados-membros concordaram com a meta de garantir que, até 2025, menos de 10% dos países tenham estruturas jurídicas e políticas restritivas que levem à negação ou limitação do acesso aos serviços. Também se comprometeram a garantir que, até 2025, menos de 10% das pessoas que vivem com, em risco de ou afetadas pelo HIV enfrentem estigma e discriminação, inclusive tornando mais conhecido o conceito de<span style="text-decoration: underline;"> indetectável = intransmissível</span> (pessoas vivendo com HIV que atingiram a supressão viral não transmitem o HIV).</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Gostaria de agradecer aos Estados-membros. Eles adotaram uma Declaração Política ambiciosa para colocar o mundo de volta no caminho certo para acabar com a pandemia da AIDS que assola comunidades há 40 anos”, disse Winnie Byanyima, Diretora Executiva do UNAIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao expressar preocupação com o número de novas infecções por HIV entre adolescentes, especialmente na África Subsaariana, os Estados-membros assumiram o compromisso de reduzir o número de novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens para menos de 50 mil até 2025. Também se comprometeram a eliminar todas as formas de violência sexual e de gênero, incluindo violência contra parceiro íntimo, pela adoção e aplicação de leis que abordam as formas múltiplas e cruzadas de discriminação e violência enfrentadas por mulheres que vivem com, em risco e afetadas pelo HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro compromisso foi o de reducir, até 2025, para não mais de 10% o número de mulheres, meninas e pessoas afetadas pelo HIV que vivenciam desigualdades de gênero e violência sexual e de gênero. Além disso, compromissos firmados para garantir que todas as mulheres possam exercer seu direito à sexualidade, incluindo sua saúde sexual e reprodutiva, livre de coerção, discriminação e violência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também foi pedido aos países também que usem dados epidemiológicos nacionais para identificar outras populações prioritárias que estão em maior risco de exposição ao HIV, como pessoas com deficiência, minorias étnicas e raciais, povos indígenas, comunidades locais, pessoas que vivem na pobreza, migrantes, pessoas refugiadas, pessoas deslocadas internamente, militares, pessoas em emergências humanitárias e em situações de conflito e pós-conflito. Os países também se comprometeram a garantir que 95% das pessoas que vivem com, em risco de e que são afetadas pelo HIV sejam protegidas contra pandemias, incluindo a pandemia de COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As gritantes desigualdades expostas pelo encontro das pandemias de HIV e COVID-19 são um alerta para o mundo priorizar e investir integralmente na efetivação do direito humano à saúde para todas as pessoas, sem discriminação”, disse a Winnie Byanyima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Estados-membros também se comprometeram a aumentar e financiar de forma integral a resposta à AIDS. Eles concordaram em investir 29 bilhões de dólares anualmente até 2025 em países de baixa e média renda. Isso inclui o investimento de pelo menos 3,1 bilhões de dólares em capacitação social, incluindo a proteção dos direitos humanos, redução do estigma e da discriminação e reforma da legislação. Os Estados-membros também se comprometeram a incluir a prestação de serviços de HIV liderada por pares, inclusive por meio de contratos sociais e outros mecanismos de financiamento público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com um foco na expansão do acesso às tecnologias mais recentes para prevenção, monitoramento, diagnóstico, tratamento e vacinação da tuberculose (TB), os Estados-membros concordaram em garantir que 90% das pessoas que vivem com HIV recebam tratamento preventivo para tuberculose, além do compromiso em reduzir as mortes por tuberculose relacionadas à AIDS em 80% até 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os países também se comprometeram a garantir a acessibilidade e disponibilidade global de medicamentos seguros, eficazes e de qualidade garantida, incluindo genéricos, vacinas, diagnósticos e outras tecnologias de saúde para prevenir, diagnosticar e tratar a infecção por HIV, suas infecções oportunistas e outras comorbidades por meio do uso de flexibilidades existentes no âmbito do Acordo TRIPS (Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio) e garantir que as disposições sobre direitos de propriedade intelectual nos acordos comerciais não prejudiquem as flexibilidades existentes, conforme descrito na Declaração de Doha sobre o Acordo TRIPS e Saúde Pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A resposta à AIDS ainda está deixando milhões para trás—pessoas LGBTI, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas, migrantes, pessoas em privação de liberdade, adolescentes, jovens, mulheres e crianças—que também merecem uma vida normal, com os mesmos direitos e dignidade que a maioria das pessoas gozam nesta sala”, disse Yana Panfilova, mulher vivendo com HIV e membro da Rede Global de Pessoas Vivendo com HIV (GNP+).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Reunião de Alto Nível está sendo realizada de forma virtual e presencial em Nova York e conta com a participação de chefes de estado e governo, ministros e delegados, além de pessoas vivendo com HIV, organizações da sociedade civil, populações-chave, comunidades afetadas pelo HIV, organizações internacionais, cientistas e pesquisadores, pesquisadoras e o setor privado. O UNAIDS apoiou as consultas regionais e a participação da sociedade civil na Reunião de Alto Nível. As organizações da sociedade civil demandaram aos Estados-Membros a adoção de uma resolução mais forte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Embora tenhamos feito algum progresso significativo como comunidade global, ainda estamos errando o alvo e as pessoas estão pagando o preço com suas vidas. Há uma única razão pela qual estamos perdendo nosso objetivo: é a desigualdade”, disse Charlize Theron, fundadora do <em>Charlize Theron Africa Outreach Project</em> (Projeto de Solidariedade Charlize Theron na África, na tradução livre para o português) e Mensageira da Paz das Nações Unidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Estados-membros também se comprometeram a apoiar e alavancar os 25 anos de experiência e conhecimento do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a financiar integralmente o programa para que continue liderando os esforços globais contra a AIDS e dando suporte aos esforços de preparação para pandemias futuras e para a saúde global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao tomar em conta a Estratégia Global de AIDS 2021-2026: Fim das Desigualdades, Fim da AIDS, adotada por consenso em 25 de março de 2021 pela Junta de Coordenação do Programa do UNAIDS (PCB), e o relatório do Secretário-Geral das Nações Unidas <em><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://hlm2021aids.unaids.org/sg-report/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Superar as desigualdades e voltar ao camino certo para acabar com a AIDS até 2030”</a></strong></span></em>, lançado em 31 de março de 2021, o UNAIDS teria parabenizado compromissos ainda mais fortes com educação sexual abrangente, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, orientação sexual e identidade de gênero, aceitação irrestrita de opções de prevenção de HIV baseadas em evidências, como redução de danos, um apelo à descriminalização da transmissão do HIV, trabalho sexual, uso de drogas e leis que criminalizam as relações sexuais entre pessoas do mesmo gênero e maior flexibilização das regras de propriedade intelectual para o acesso a medicamentos, vacinas e tecnologias que salvam vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2020, 27,4 milhões das 37,6 milhões de pessoas vivendo com HIV estavam em tratamento, contra apenas 7,8 milhões em 2010. Estima-se que a implantação de tratamento acessível e de qualidade tenha evitado 16,2 milhões de mortes desde 2001. As mortes relacionadas à AIDS caíram 43% desde 2010—em 2020, foram registradas para 690 mil mortes. O progresso na redução de novas infecções por HIV também tem acontecido, mas tem sido marcadamente mais lento—uma redução de 30% desde 2010, com 1,5 milhão de pessoas infectadas por HIV em 2020, em comparação com as 2,1 milhões de pessoas em 2010.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre a <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://hlm2021aids.unaids.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Reunião de Alto Nível sobre o fim da AIDS</a></strong></span> (em inglês).</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="618" data-id="17690" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/06/2021_06_08_NewPoliticalDeclaration_Foto1-1.jpg" alt="" class="wp-image-17690" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/06/2021_06_08_NewPoliticalDeclaration_Foto1-1.jpg 960w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/06/2021_06_08_NewPoliticalDeclaration_Foto1-1-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/06/2021_06_08_NewPoliticalDeclaration_Foto1-1-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/06/2021_06_08_NewPoliticalDeclaration_Foto1-1-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>



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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/06/estados-membros-das-nacoes-unidas-adotam-nova-declaracao-politica-para-enfrentar-desigualdades-e-acabar-com-a-aids/">Estados-membros das Nações Unidas adotam nova Declaração Política para enfrentar desigualdades e acabar com a AIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>“Podemos vencer a guerra contra este vírus”, diz Yana Panfilova na abertura da Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/06/podemos-vencer-a-guerra-contra-este-virus-diz-yana-panfilova-na-abertura-da-reuniao-de-alto-nivel-das-nacoes-unidas-sobre-aids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jun 2021 16:39:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Originalmente publicado no site do UNICEF. Meu nome é Yana. Sou da Ucrânia, tenho 23 anos de idade e nasci com HIV. Acredito que todas as pessoas nascem livres. Mas a má legislação e o estigma social nos dão rótulos. Eu fui rotulada como uma pessoa vivendo com HIV. A sociedade decidiu como me, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/06/podemos-vencer-a-guerra-contra-este-virus-diz-yana-panfilova-na-abertura-da-reuniao-de-alto-nivel-das-nacoes-unidas-sobre-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Originalmente publicado no site do <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.unicef.org/ukraine/en/stories/we-can-win-war-against-virus" target="_blank"><strong><span style="text-decoration: underline;">UNICEF</span></strong></a>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Meu nome é Yana. Sou da Ucrânia, tenho 23 anos de idade e nasci com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acredito que todas as pessoas nascem livres. Mas a má legislação e o estigma social nos dão rótulos. Eu fui rotulada como uma pessoa vivendo com HIV. A sociedade decidiu como me vê e se vou viver ou morrer.</p>



<span id="more-17699"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Quando eu tinha 10 anos, eu já tinha AIDS. Comecei a tomar um comprimido todos os dias que salvou a minha vida. E hoje esta pequena pílula mágica está salvando a vida de 27 milhões de pessoas que vivem com HIV em todo o mundo. Esta pequena pílula nos dá esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos que podemos vencer a guerra contra este vírus. Sabemos que com o tratamento, uma pessoa se iguala a outra. Você não precisa viver com medo de transmitir HIV para seu parceiro ou parceira. Sabemos que podemos ter crianças saudáveis, que nasçam livres do HIV, e sabemos que estaremos com vida para vê-los crescer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas isto não é uma realidade para milhões de pessoas vivendo com HIV, que ainda vivem em constante medo e isolamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando soube do meu status de HIV, ainda tinha muitas perguntas:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Por que minha mãe mantém meu status de HIV em segredo?</li><li>Eu viverei uma vida normal, como todo mundo que vive sem HIV?</li><li>Eu tenho que tomar esta pílula para sempre?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que fui crescendo, as respostas foram maldosas. Meu professor disse à minha turma para não falar com pessoas com HIV. Minha vizinha estava com raiva porque durante anos ela não sabia que eu tinha HIV. Percebi que meu status de HIV era um segredo sombrio para todas as outras pessoas em minha vida, mas não para mim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Profissionais médicos não falariam COMIGO sobre a MINHA saúde, por causa das leis de consentimento dos pais. Eles só falavam com minha mãe. Foi por isso que encontrei minhas próprias respostas perguntando ao Dr. Google.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois fiz 16 anos e minhas perguntas mudaram:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>E se eu encontrar alguém que eu ache interessante? Tenho que dizer a essas pessoas que tenho HIV?</li><li>Posso ter relações sexuais? Se eu fizer, vou transmitir HIV?</li><li>Devo usar o dinheiro no meu bolso para comprar um preservativo ou uma garrafa de cerveja?</li><li>O que acontecerá se eu parar de tomar esta pílula?</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Percebi que milhões de outros e outras adolescentes se encontravam na mesma situação. Criamos o &#8220;<a href="https://teenergizer.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">Teenergizer</span></strong></a>&#8221; (Energia jovem, na tradução livre para o português), o primeiro grupo de apoio para adolescentes com HIV na Europa Oriental e Ásia Central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fomos às ruas e aos espaços públicos para conseguir mudanças nas leis e políticas. Lutamos pelo sigilo de profissionais médicos para pacientes adolescentes. Lutamos pela saúde sexual e reprodutiva e pelos direitos e educação sexual abrangente. Lutamos para ser ouvidos e ouvidas porque não há nada sobre nós, sem nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não tínhamos o financiamento e a experiência necessária para que isso acontecesse. Eles nos disseram que éramos apenas crianças, enquanto as decisões sobre nossas vidas, nossa saúde e nosso futuro estavam sendo tomadas por pessoas adultas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Somos mais do que nosso status de HIV. Temos um conjunto incrível de habilidades. Precisamos de serviços para nosso HIV, serviços de saúde mental e de apoio social, não importa quem somos ou quem amamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano eu fiquei furiosa quando perdemos Diana. Ela nasceu com HIV e tinha apenas 19 anos. Mas ela tinha comprimidos que eram impossíveis de tomar, nenhum apoio à saúde mental e nenhuma confidencialidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E se a Diana tivesse nascido em Nova York? Ela teria tido o melhor tratamento para o HIV, através de uma injeção que ela poderia tomar uma vez por mês. Em uma clínica que a tratasse como uma jovem adulta, e não apenas como um diagnóstico. Ela poderia ter viajado, trabalhado ou estudado em qualquer lugar, porque seu status de HIV não seria uma barreira para viver uma vida feliz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas coisas são uma realidade para algumas pessoas que vivem com HIV, mas não para Diana. Como milhões de pessoas com HIV, ela morreu por conta das desigualdades. Milhões de pessoas com HIV podem ter medicamentos que controlem o HIV, mas vivem em um mundo onde suas famílias e suas sociedades não as aceitam pelo que são.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou aqui hoje como a voz de 38 milhões de pessoas vivendo com HIV. Para algumas pessoas, estas pílulas estão nos mantendo com vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas estamos morrendo devido à pandemia do estigma, da discriminação e da falta de flexibilidade do Acordo TRIPS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presidente Biden, você pode mudar nosso futuro. Assim como você fez com a COVID-19, você pode tornar as tecnologias de saúde, tratamentos e vacinas de ponta aqui nos Estados Unidos disponíveis para todas as pessoas, em qualquer lugar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta à AIDS ainda está deixando milhões para trás. Pessoas LGBTQI+, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas, migrantes e pessoas privadas de liberdade, adolescentes, jovens, mulheres e crianças que também merecem uma vida comum, com os mesmos direitos e dignidade desfrutados pela maioria das pessoas nesta sala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu não sei como é uma vida normal, mas não deve terminar como a de Diana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pandemia de COVID-19, o mundo mudou muito rapidamente. Milhões de pessoas perderam seus empregos, famílias foram destruídas e as pessoas jovens estão sentindo estresse, depressão e ansiedade, estão usando mais drogas e tendo relações sexuais que as expõem a mais riscos. A violência, as desigualdades e o radicalismo estão aumentando. <strong>Por que não podemos usar este momento para construir um mundo melhor e mais justo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para alcançar o fim da AIDS até 2030, precisamos urgentemente de atenção e recursos para as pessoas mais afetadas, como as da Europa Oriental e Ásia Central.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos acabar com a AIDS até 2030? Sim, mas somente se fizermos algumas mudanças radicais. O que me leva à minha última pergunta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta reunião assumirá novos e ousados compromissos. Mas, sinceramente, <strong>se quisermos fazer mudanças reais, estas quatro coisas devem se tornar realidade:</strong></p>



<ol class="wp-block-list"><li>Educação sexual abrangente em todas as escolas, em todos os países</li><li>Apoio psicossocial e educação entre pares para cada adolescente com HIV e jovens de populações-chave</li><li>Disponibilização de serviços comunitários de HIV imediatamente como uma realidade, não como exceção</li><li>Finalmente obtemos uma vacina contra o HIV e uma cura funcional</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Não estou sonhando em acordar em um mundo de fantasia, livre de estigma e discriminação. Estou pronta para trabalhar todos os dias com todos vocês para tornar estas coisas uma realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, como eu, há mais de um bilhão de jovens que querem assumir a liderança. Mas não podemos fazer isto sem apoio. E estamos exigindo que vocês deem um passo à frente e finalmente façam a sua parte.</p>
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		<title>Painel Interativo de Múltiplas Partes Interessadas precede a Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/04/painel-interativo-de-multiplas-partes-interessadas-precede-a-reuniao-de-alto-nivel-das-nacoes-unidas-sobre-aids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Apr 2021 19:27:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Representantes de todas as partes interessadas na resposta à AIDS se reuniram virtualmente no dia 23 de abril para a audiência interativa com múltiplas partes interessadas antes da Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS, em junho. Entre os participantes estavam pessoas vivendo com, em vulnerabilidade e afetadas pelo HIV, representantes dos, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/04/painel-interativo-de-multiplas-partes-interessadas-precede-a-reuniao-de-alto-nivel-das-nacoes-unidas-sobre-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Representantes de todas as partes interessadas na resposta à AIDS se reuniram virtualmente no dia 23 de abril para a audiência interativa com múltiplas partes interessadas antes da Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS, em junho.</p>



<span id="more-17453"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os participantes estavam pessoas vivendo com, em vulnerabilidade e afetadas pelo HIV, representantes dos Estados-membros, parlamentares e representantes de governos locais, organizações da sociedade civil, fundações filantrópicas, universidades, associações médicas, setor privado e outras comunidades. O objetivo da reunião era apoiar os Estados-membros nos preparativos para a Reunião de Alto Nível através de um diálogo interativo com as comunidades, a sociedade civil e outras partes interessadas chaves para a resposta ao HIV e à AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suas observações iniciais, o Presidente da Assembleia Geral, Volkan Bozkir, aplaudiu os ativistas por seu trabalho na redução do impacto da epidemia do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A participação de vocês aqui hoje não é tida como certa. Entendo que muitos e muitas de vocês começaram a defender e a se organizar após terem sofrido perdas, sofrimento, discriminação e marginalização. Eu elogio vocês por compartilharem sua experiência vivida, a fim de criar um mundo melhor para todas as pessoas. Sua resiliência é inigualável.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seu discurso na reunião, a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, disse que foi o discurso persistente das pessoas vivendo com HIV e das comunidades mais afetadas pela epidemia que acelerou o progresso contra o vírus. Byanyima também destacou que a resposta ao HIV estava intimamente ligada às questões de justiça social.<br><br>&#8220;A luta para acabar com a AIDS está inexplicavelmente ligada à luta para acabar com as violações dos direitos humanos, incluindo a discriminação e violência contra mulheres e meninas e a marginalização e criminalização de pessoas vivendo com HIV e de populações-chave—profissionais do sexo, pessoas que usam drogas, gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens, e pessoas trans.&#8221;<br><br>Faith Ebere Onuh é uma jovem mulher que nasceu com HIV e é membro da Associação de Jovens Positivos Vivendo com HIV e AIDS na Nigéria (APYIN). Aos 14 anos de idade, Ebere Onuh começou a educar outras pessoas jovens vivendo com HIV sobre a importância de aderir aos seus medicamentos contra o HIV. Ela se tornou uma mentora e uma voz para as pessoas que não tinham espaço para a fala, conversando com jovens na Nigéria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como jovem, aprendi em meu tempo vivendo com HIV e trabalhando com minha comunidade, que para atingir o objetivo de acabar com a AIDS até 2030, devemos trabalhar de forma conjunta, como uma comunidade global. Embora como vários estados membros individuais possamos estar progredindo, globalmente ainda estamos fora do caminho, e algumas regiões como a minha, a África Ocidental e Central, continuam a ficar para trás.&#8221;<br><br>Neville Gertze, representante permanente da Namíbia junto às Nações Unidas e cofacilitador para os preparativos da Reunião de Alto Nível sobre AIDS de 2021, disse que as lições aprendidas na resposta ao HIV e à COVID-19 poderiam ser alavancadas para melhorar os sistemas de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ao assumir as lições aprendidas através do HIV, o combate à COVID-19 pode ajudar a reimaginar os sistemas de saúde para acelerar os compromissos relacionados à saúde da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030. Ao mesmo tempo, a experiência com o HIV ajuda a informar as respostas da COVID-19, e o desdobramento da resposta à pandemia de COVID-19 sem dúvida produzirá lições que podem beneficiar tanto a resposta ao HIV quanto os esforços mais amplos para fortalecer os sistemas de saúde.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Havia quatro paineis durante o dia para considerar as seguintes áreas da resposta ao HIV.</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Acesso equitativo e igualitário à prevenção, tratamento e serviços de HIV.</li><li>Barreiras estruturais e sociais para a obtenção de resultados em HIV (zero nova infecção por HIV, zero discriminação e zero morte relacionada à AIDS).</li><li>Como fornecer recursos e sustentar respostas eficientes ao HIV e integrá-las aos sistemas de saúde, desenvolvimento, proteção social, contexos humanitários e respostas a pandemias.</li><li>Construindo sinergias e abordando as lacunas críticas.</li></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Um relatório resumido da audiência interativa multistakeholder estará disponível no <a href="https://www.un.org/pga/75/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">site</span></strong></a> do Presidente da Assembleia Geral antes da Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS, que acontece de 8 a 10 de junho de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br><br></p>
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	            data-title="Painel Interativo de Múltiplas Partes Interessadas precede a Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/04/painel-interativo-de-multiplas-partes-interessadas-precede-a-reuniao-de-alto-nivel-das-nacoes-unidas-sobre-aids/">Painel Interativo de Múltiplas Partes Interessadas precede a Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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