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	<title>César Núñez - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>César Núñez - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>OPAS e UNAIDS lançam campanha para promover o autoteste de HIV em tempos de COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2020 23:37:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há indícios de que, desde o início da pandemia, o número de pessoas testadas para a infecção pelo HIV caiu drasticamente tanto no Caribe quanto na América Latina, segundo o UNAIDS e a OPAS. No primeiro semestre de 2020, em oito países da América Latina e do Caribe &#8211; Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica,, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/12/opas-e-unaids-lancam-campanha-para-promover-o-autoteste-de-hiv-em-tempos-de-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Há indícios de que, desde o início da pandemia, o número de pessoas testadas para a infecção pelo HIV caiu drasticamente tanto no Caribe quanto na América Latina, segundo o UNAIDS e a OPAS.</p>



<span id="more-16666"></span>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro semestre de 2020, em oito países da América Latina e do Caribe &#8211; Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, Peru, República Dominicana e Santa Lúcia – foram registrados aproximadamente 4.000 diagnósticos a menos de infecção por HIV que nos primeiros seis meses de 2019. Pessoas sem diagnóstico de infecção pelo HIV não têm acesso ao tratamento antirretroviral, portanto correm o risco de perder a vida e podem continuar a expor outras pessoas à infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A COVID-19 representa um desafio para a prevenção, teste, tratamento e serviços de saúde para pacientes com HIV”, disse César Nuñez, Diretor Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe. “Qualquer desaceleração na prestação destes serviços deixará muitos grupos particularmente vulneráveis ​​em risco de infecção por HIV ou morte relacionada com AIDS,” advertiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Nuñez, “felizmente, temos estratégias para responder a esses desafios, que incluem testes autoaplicáveis ​​e a administração de vários meses de medicamentos de uma vez, o que reduz o número de vezes que os pacientes devem ir a consultas”, explicou. &#8220;No entanto, devemos garantir que essas estratégias estejam sendo aplicadas.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na América Latina, o número de novos casos de infecção pelo HIV aumentou 21% de 2010 a 2019, de acordo com as informações mais recentes publicadas pelo UNAIDS. Enquanto isso, as mortes por doenças relacionadas à AIDS diminuíram 8% na última década na América Latina. Em comparação, no Caribe caíram 37%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de novos casos por ano continuou a aumentar, de 100.000 em 2010 para 120.000 em 2019. No mesmo período, o número de mortes anuais relacionadas à AIDS diminuiu ligeiramente, de 41.000 em 2010 para 37.000 em 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esses dados indicam que sem dúvida a infecção pelo HIV ainda representa um sério problema de saúde pública na América Latina, e que devemos enfrentar as desigualdades, o estigma e a discriminação para garantir que nenhuma pessoa seja deixada para trás”, disse a Diretora da OPAS, Dra. Carissa F. Etienne.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Etienne disse que “espera-se que a COVID-19 exacerbe esta situação devido ao seu impacto nos serviços essenciais de saúde, especialmente em países com sistemas de saúde frágeis. Por essas razões, devemos intensificar nossos esforços para proteger esses serviços e permanecer com foco em nosso objetivo final de eliminar a AIDS, que causa um sofrimento terrível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma que ainda existe em torno do HIV e AIDS, bem como o acesso desigual aos serviços de saúde, também impedem o progresso na eliminação da enfermidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autoteste de HIV, uma estratégia para ampliar o diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMS e a OPAS recomendam o autoteste como estratégia chave para atingir as metas assinadas pelos Estados Membros das Nações Unidas de que 90% das pessoas com HIV conheçam sua condição. O autoteste, no qual as pessoas coletam suas próprias amostras e as testam, aumenta a autonomia do usuário, descentraliza os serviços de HIV e cria uma demanda para o teste de HIV entre as pessoas que não foram alcançadas por outros serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Dia Mundial da AIDS, em 1º de dezembro, sob o lema “Em suas mãos. Faça o teste onde quiser, quando quiser ”, a OPAS e o UNAIDS estão lançando uma ampla campanha de informação ao público para aumentar a conscientização sobre a disponibilidade do autoteste e, como resultado, a demanda por ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avanços contra o HIV/aids<br></strong>Entre outros resultados-chave recentes na América Latina que a OPAS e o UNAIDS destacaram no âmbito do Dia Mundial estão os seguintes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O percentual de gestantes em tratamento antirretroviral, que reduz as chances de transmissão do vírus aos filhos, passou de 52% em 2010 para 74% em 2019.</li><li>A porcentagem de crianças nascidas de mulheres com HIV que acabam contraindo a infecção diminuiu de 20% em 2010 para 15% em 2019.<br>A porcentagem de pessoas com infecção por HIV em tratamento antirretroviral aumentou de 43% em 2010 para 60% em 2019.</li><li>Entre as pessoas infectadas por HIV na América Latina e no Caribe, 53% conseguiram controlar a carga viral em seu sistema graças ao tratamento antirretroviral.<br><br>Na América Latina, existem cerca de 2,1 milhões de pessoas com HIV. No âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, a OPAS colabora com os países da América Latina e do Caribe para acabar com a ameaça à saúde pública representada pela aids até 2030.</li></ul>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Para ter acesso aos materiais em espanhol e inglês,&nbsp;<strong><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.paho.org/es/campanas/dia-mundial-lucha-contra-sida-2020" target="_blank">clique aqui</a></strong>. Nos próximos dias, estes materiais também estarão traduzidos para o português.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confira os vídeos da campanha</strong></p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Campanha &quot;Em suas mãos&quot; | Arthur e David" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/gLMdD7jD4vA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
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<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Campanha &quot;Em suas mãos&quot; | Gabriela Almeida" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/kimJZeifyMM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/12/opas-e-unaids-lancam-campanha-para-promover-o-autoteste-de-hiv-em-tempos-de-covid-19/">OPAS e UNAIDS lançam campanha para promover o autoteste de HIV em tempos de COVID-19</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Mensagem do Dia Mundial contra a AIDS 2020 do diretor regional do UNAIDS, César Núñez</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2020-do-diretor-regional-do-unaids-cesar-nunez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Nov 2020 01:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste Dia Mundial contra a AIDS de 2020, leia a mensagem do diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe, César Núñez: O ano de 2020 é certamente um ano que não será esquecido. No futuro, cada um e cada uma de nós provavelmente se lembrará de onde estávamos, dos obstáculos, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2020-do-diretor-regional-do-unaids-cesar-nunez/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia Mundial contra a AIDS de 2020, leia a mensagem do diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe, César Núñez:</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ano de 2020 é certamente um ano que não será esquecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No futuro, cada um e cada uma de nós provavelmente se lembrará de onde estávamos, dos obstáculos que superamos e do quanto a pandemia de COVID-19 nos fez mudar.</p>



<span id="more-16593"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Para aqueles de nós familiarizados com a história humana recente, é fácil lembrar como era difícil quando o HIV foi descoberto pela primeira vez – quando a epidemia de AIDS começou há 40 anos. Lembre-se de como foi difícil ver milhares de pessoas morrerem quase sem explicação, perdendo suas vidas primeiro porque não tínhamos as habilidades para responder, as ferramentas para prevenir. E depois pela nossa falta de compreensão, respeito pela compaixão e solidariedade que devemos ter com todas as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se podemos aprender uma lição importante sobre o que enfrentamos hoje no século 21 em relação à epidemia de COVID-19, essa lição certamente está relacionada à solidariedade global e à responsabilidade compartilhada. Exatamente a mesma lição que temos em nossas mentes, livros de história e vidas pessoais sobre a AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao comemorar o Dia Mundial da AIDS em 1º de dezembro de 2020, gostaria de convidar você a refletir sobre o seguinte: como você se solidarizou com aquelas pessoas que precisavam de apoio em tempos de COVID-19? Com a sua família, com as pessoas do seu bairro, no seu trabalho, na escola, na sua comunidade, na sua cidade, no seu país, no seu planeta…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há quatro décadas, começamos a acumular lições importantes com a epidemia de HIV, mas parece que não aprendemos tudo… ou pelo menos não aprendemos o suficiente sobre como usar a solidariedade como parte de nossa vida cotidiana, como parte de nossas decisões diárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É nossa responsabilidade, individual e compartilhada, refletir sobre nossos papéis como cidadãos, como pais, mães, irmãos, irmãs, professores, tomadores de decisão, especialistas… refletir sobre nossos papéis como seres humanos na sociedade…</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostaria reafirmar as palavras da Directora Executiva do UNAIDS, Sra. Winnie Byanyima, que disse estar muito orgulhosa de que durante o ano passado o movimento de HIV se mobilizou para defender o nosso progresso, proteger as mulheres, pessoas que vivem com HIV e outros grupos vulneráveis e para reverter o coronavírus. Eu não poderia concordar mais com ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a força das comunidades, inspirada por uma responsabilidade compartilhada entre todos, que tem contribuído muito para nossas vitórias sobre o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Convido você mais uma vez a deixar essa força nos inspirar para seguirmos em frente e superarmos as barreiras que temos adiante. Vamos nos solidarizar com todas aquelas pessoas que precisam do nosso apoio e usar sabiamente este movimento como nossa inspiração para podermos seguir em frente e não deixar ninguém para trás, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obrigado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>César Núñez<br></strong>Diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe.</p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/2020_11_25_WAD2020_RSTLAC_message_PORT-2.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Clique aqui para ter acesso ao press release completo.</a></strong></p>
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		<title>Comunidades fazem a diferença na resposta ao HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/11/comunidades-fazem-a-diferenca-na-resposta-ao-hiv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2019 14:52:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Redentora Mariño é membro da comunidade transativista no Panamá e sua história é um exemplo de como as ações comunitárias são capazes de salvar vidas todos os dias. Aos 15 anos, ela foi expulsa de casa, incapaz de terminar a escola e forçada a procurar mecanismos de sobrevivência contra sua vontade. Com fome e, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/11/comunidades-fazem-a-diferenca-na-resposta-ao-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Redentora Mariño é membro da comunidade transativista no Panamá e sua história é um exemplo de como as ações comunitárias são capazes de salvar vidas todos os dias. Aos 15 anos, ela foi expulsa de casa, incapaz de terminar a escola e forçada a procurar mecanismos de sobrevivência contra sua vontade.</p>



<span id="more-13717"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Com fome e em condições precárias, ela teve que se virar para as ruas para seu sustento. Em uma operação policial, ela recebeu apoio de uma organização liderada por outros e outras ativistas trans, que a ensinaram sobre seus direitos. Hoje, a ativista Redentora é uma liderança em sua comunidade, realizando atividades com colegas para vincular estas pessoas aos serviços de prevenção e assistência para o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há pouco tempo, ela foi reconhecida por sua solidariedade e trabalho em sua comunidade. Ela agora vive na Cidade do Panamá, concluiu o ensino médio e tem um emprego estável e decente. Graças às ações de base comunitária, sua vida está muito melhor agora.<br>
A história de Redenção se confundo com a história de muitas pessoas trans que vivem na América Latina e no Caribe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o mundo, organizações lideradas por pessoas que vivem com HIV ou são afetadas pelo vírus estão defendendo os direitos humanos e prestando serviços de prevenção, tratamento, assistência e apoio relacionado a HIV a seus pares. Somente em 2018, as organizações de liderança comunitária ajudaram a garantir o tratamento do HIV para mais de 23 milhões de pessoas ao redor do globo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este ano, a celebração do Dia Mundial contra a AIDS (1º de dezembro) nos oferece a oportunidade de reconhecer o papel fundamental que as comunidades desempenham na resposta ao HIV e à aids em nível local, nacional, regional e internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São comunidades de pessoas vivendo com HIV ou afetadas pelo vírus, principalmente comunidades de populações-chave, juntamente com educadores, conselheiros, agentes comunitários de saúde, prestadores de serviços em domicílio, organizações da sociedade civil e ativistas de base.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV não pode se sustentar em ambientes onde os direitos das populações vulneráveis à epidemia e populações-chave não estão protegidos, onde as organizações, redes e grupos comunitários são criminalizados ou onde as opiniões populares refletem estigma e discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas 50% dos países latino-americanos e 37% dos países caribenhos incluíram em suas estratégias nacionais intervenções para responder à violência de gênero e ao HIV. Esses números evidenciam a necessidade urgente de maior apoio para fortalecer e aumentar as capacidades de mobilização e advocacy de organizações de liderança comunitária. Devemos eliminar as barreiras que as impedem de realizar esse trabalho: restrições ao registro legal e fraca cooperação entre a sociedade civil e governos, incluindo falta de financiamento público a de pactuação social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, é necessária uma forte defesa, liderada por redes, grupos e organizações de liderança comunitária, para garantir que o HIV e a AIDS continuem sendo uma prioridade na agenda política, que os direitos humanos sejam respeitados e que as pessoas encarregadas de tomar decisões e aquelas encarregadas de executá-las assumam seus compromissos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja para alcançar o <a href="https://unaids.org.br/ods/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" label="Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (opens in a new tab)">Objetivo de Desenvolvimento Sustentável</a> (ODS) 3 (Boa Saúde e Bem-Estar), o ODS 5 (Igualdade de Gênero), o ODS 10 (Redução das Desigualdades) ou o ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Fortes), o papel de organizações de liderança comunitária é mais importante do que nunca. Essas comunidades demandam participar da liderança na prestação dos serviços que são voltados para elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As redes comunitárias confiam nas pessoas a quem servem e as organizações de liderança comunitária são o instrumento mais eficaz de alcançar pessoas vivendo com HIV e populações-chave porque estão, na grande maioria das vezes, lidando com seus pares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um mundo com crescentes desigualdades, fragilidade e discriminação, a liderança comunitária garante que a resposta ao HIV ainda siga relevante, que as pessoas permaneçam no centro das atenções e políticas e que ninguém seja deixado para trás.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.unaids.org/en" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="UNAIDS (opens in a new tab)">UNAIDS</a> está comprometido em continuar colaborando com os países e com as redes, grupos e organizações de base comunitária que atuam em seus territórios, enquanto busca também evidências capazes de gerar informações de qualidade que possam ser usadas nas tomadas de decisão, que melhorem o desenho de políticas públicas em todos os países e que, simultaneamente, ajudem a determinar as necessidades de financiamento e os investimentos inteligentes para que se alcance a sustentabilidade de planos e programas eficazes e eficientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>César Nuñez</strong><br><strong>Diretor regional do Unaids para América Latina e o Caribe</strong></p>
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		<title>Mensagem do Dia Mundial contra a AIDS 2019 do  diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe, César Núñez</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 18:50:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste Dia Mundial contra a AIDS de 2019, leia a mensagem do diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe, César Núñez: Em todo o mundo, as organizações dirigidas por pessoas vivendo com HIV ou afetadas pelo vírus defendem os direitos humanos e oferecem serviços de prevenção, tratamento, cuidados e apoio, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2019-do-diretor-regional-do-unaids-para-a-america-latina-e-o-caribe-cesar-nunez/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia Mundial contra a AIDS de 2019, leia a mensagem do diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe, César Núñez:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o mundo, as organizações dirigidas por pessoas vivendo com HIV ou afetadas pelo vírus defendem os direitos humanos e oferecem serviços de prevenção, tratamento, cuidados e apoio ao HIV a seus pares. Essas organizações comunitárias ajudaram a garantir que mais de 23 milhões de pessoas tivessem acesso ao tratamento para o HIV em 2018.</p>



<span id="more-13710"></span>



<p class="wp-block-paragraph">As <a href="https://www.unaids.org/en/20190716_GR2019_communities" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="comunidades fazem a diferença (opens in a new tab)">comunidades fazem a diferença</a> e desempenham um papel fundamental na resposta à epidemia de AIDS nos níveis local, nacional e internacional. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas comunidades incluem educadores de pares, pessoas que vivem com HIV ou que são afetadas pelo vírus, pessoas LGBT, pessoas que usam drogas, profissionais do sexo, jovens, promotores e promotoras de saúde e ativistas populares, entre outros. </p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Mensagem do Dia Mundial contra a AIDS 2019 do diretor regional do UNAIDS, César Núñez" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/DDMoR3P7or0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Este Dia Mundial contra a AIDS oferece uma plataforma importante para destacar o papel das comunidades em um momento em que a redução de financiamento e o espaço dedicado à sociedade civil comprometem a sustentabilidade de seus serviços com populações vulneráveis. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a forte defesa liderada pelas comunidades é, mais do que nunca, necessária para garantir que a AIDS continue presente na agenda política, que os direitos humanos sejam respeitados e que as pessoas que tomam as decisões e as colocam em prática assumam suas responsabilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma sociedade onde são crescentes as desigualdades, a fragilidade e a discriminação, a liderança comunitária garante que a resposta ao HIV permaneça relevante, que as pessoas permaneçam no centro e que nenhuma delas seja deixada para trás.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>César Núñez <br><a href="https://unaids.org.br/diretoria-executiva-e-regional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe (opens in a new tab)">Diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe</a></strong></p>
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	            data-title="Mensagem do Dia Mundial contra a AIDS 2019 do  diretor regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe, César Núñez" 
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		<title>Encontros com sociedade civil e participação no HepAIDS 2017 marcam visita de Diretor Regional do UNAIDS ao Brasil</title>
		<link>https://unaids.org.br/2017/10/encontros-com-sociedade-civil-e-participacao-no-hepaids-2017-marcam-visita-de-diretor-regional-do-unaids-ao-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2017 12:45:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Diretor do Escritório Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe, César Nuñez, encerrou sua visita de quatro dias ao Brasil, no dia 29 de setembro, com a participação no painel Desafios para acabar com a epidemia de AIDS até 2030 no Brasil e na América Latina: a Declaração Política de 2016, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/10/encontros-com-sociedade-civil-e-participacao-no-hepaids-2017-marcam-visita-de-diretor-regional-do-unaids-ao-brasil/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Diretor do Escritório Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe, César Nuñez, encerrou sua visita de quatro dias ao Brasil, no dia 29 de setembro, com a participação no painel <em>Desafios para acabar com a epidemia de AIDS até 2030 no Brasil e na América Latina: a Declaração Política de 2016 e a Reunião de Alto Nível do Fórum Político de 2017</em>. A mesa de debates fez parte da programação do <a href="https://unaids.org.br/2017/09/hepaids-2017-defesa-dos-direitos-humanos-para-resposta-epidemia-de-hiv-marca-cerimonia-de-abertura-em-curitiba/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">11º Congresso AIDS e 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAIDS 2017)</a>, realizado em Curitiba, de 26 a 29 de setembro.<span id="more-7358"></span></p>
<p>“Quando perguntei ao senhor César Nuñez como gostaria de ter sua biografia apresentada ao público presente, ele me pediu que fosse apenas apresentado com ‘um amigo do Brasil’”, revelou a moderadora da mesa, Juliana Givisiez, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde. Durante o encontro, Nuñez falou sobre o tema Avanços e desafios para o fim dia epidemia de AIDS na América Latina até 2030.</p>
<p>&#8220;É necessário acelerar a resposta à epidemia, pois precisamos de resultados mais rápidos, disse Nuñez no início de sua apresentação. &#8220;Saúde é desenvolvimento, e a união dos líderes é chave. Cada vez que não vinculamos uma pessoa ao tratamento, perdemos oportunidade de promover a saúde.”</p>
<p>Também participaram da mesa Marise Ribeiro Nogueira , Chefe da Divisão de Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores—com o tema Ministério das Relações Exteriores na articulação internacional da agenda do HIV—a ativista Alessandra Nilo, coordenadora do Programa de Relações e Fortalecimento Institucional da ONG Gestos e atualmente uma das representantes da sociedade civil da América Latina na Junta de Coordenação do Programa (conhecido pela sigla em inglês PCB) do UNAIDS—com o tema Importância das OSC (Organizações da Sociedade Civil) na implementação da Declaração Política sobre HIV e AIDS e na construção dos encaminhamentos da Reunião de Alto Nível do Fórum Político de 2017.</p>
<p>Durante o debate, Nuñez falou sobre temas como a importância dos direitos humanos, da inovação na prevenção combinada e dos investimentos, entre outros. “A resposta à AIDS precisa de recursos. Há dinheiro no mundo, mas muitas vezes está nos lugares errados”, ressaltou. E encerrou sua fala em tom de esperança: “A AIDS ainda não acabou, mas pode acabar!”</p>
<p><div id="attachment_7360" style="width: 2602px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7360" class="wp-image-7360 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836.jpg" alt="" width="2592" height="1728" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836.jpg 2592w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2592px) 100vw, 2592px" /></a><p id="caption-attachment-7360" class="wp-caption-text">Diretora do DIAHV, Dra. Adele Benzaken; Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard; Ministro da Saúde, Ricardo Barros e o Diretor Regional do UNAIDS, César Núñez. Foto: Daniel de Castro/UNAIDS</p></div></p>
<p>No mesmo dia, Nuñez teve a oportunidade de saudar o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, logo após sua rápida visita ao Congresso. Além de Barros, o Diretor do UNAIDS para América Latina e o Caribe também teve uma agenda de encontros com representantes de diversos setores durante o HepAIDS 2017 para articular parcerias e conhecer de perto contextos específicos da resposta ao HIV no Brasil.</p>
<p>Na véspera (28/9), Nuñez participou de um almoço com a Diretora do DIAHV, Dra. Adele Benzaken e visitou as ONGs Grupo Dignidade e Transgrupo Marcela Prado, ambos em Curitiba.</p>
<p>“Congratulo o país pelo tema escolhido para o Congresso. Quando o Brasil demonstra o compromisso no mais alto nível em relação à prevenção combinada, isso certamente acarretará um movimento positivo em outro países da América Latina e do Caribe” afirmou Dr Nuñez em reunião com Dra Benzaken.</p>
<p>Toni Reis, Diretor-Executivo do Grupo Dignidade, e Rafaelly Weist, Presidente do Transgrupo Marcela Prado, reuniram diversos voluntários e funcionários das duas organizações para um bate-papo descontraído de apresentação das atividades, estratégias e potenciais parcerias com o UNAIDS no Brasil e na América Latina.</p>
<p>“Estas duas organizações são um exemplo concreto que como a sociedade civil tem se organizado para a defesa e promoção dos direitos humanos, em especial os direitos das pessoas LGBTI+”, explica Georgiana Braga-Orillard. “São parceiros importantes do UNAIDS no Brasil e esse encontro com o Diretor Regional do UNAIDS serviu para estreitarmos os laços e traçarmos um panorama para a continuidade dessas parcerias não só no Brasil, mas no contexto ainda mais amplo da América Latina.”</p>
<p>Em cada cinco pessoas vivendo com HIV na América Latina no final de 2016, quatro estavam cientes de seu estado sorológico positivo para o HIV—81% [58-&gt; 89%]. Dessas pessoas diagnosticadas, 72% [52-&gt; 89%] tinham acesso à terapia antirretroviral—o equivalente a 58% [42-72%] de todas as pessoas vivendo com HIV na região. Entre essas pessoas em tratamento, 79% [57-&gt; 89%] tinham carga viral suprimida—o que se traduz em 46% [33-57%] de todas as pessoas vivendo com HIV na região. A região está no caminho para alcançar as metas 90-90-90, em que, até 2020: 90% das pessoas vivendo com HIV estarão diagnosticadas; 90% destas estarão em tratamento; e 90% das pessoas em tratamento terão carga viral indetectável—o que representará 73% de todas as pessoas vivendo com HIV na América Latina e o Caribe.</p>
<p><strong>HepAIDS 2017</strong></p>
<p>Nuñez foi uma das autoridades convidadas pelo Ministro da Saúde do Brasil e pela Diretora do DIAHV para participar da solenidade de abertura do HepAIDS 2017, encontro que reuniu cerca de 4 mil pessoas em Curitiba (PR) para debater questões de ponta sobre HIV/AIDS e Hepatities Virais. A edição deste ano teve como tema Prevenção combinada: multiplicando escolhas.</p>
<p>“Não podemos falar de prevenção, tratamento e nem de fim da AIDS sem direitos humanos. Não podemos alcançar as metas com o retorno de discussões sobre a cura gay, com projetos de lei que criminalizem a transmissão do HIV ou com qualquer outra forma de discriminação”, disse o Diretor Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe em <a href="https://unaids.org.br/2017/09/discurso-de-dr-cesar-nunez-diretor-regional-do-unaids-para-america-latina-e-o-caribe-durante-abertura-do-11o-congresso-de-hivaids/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">seu discurso na solenidade de abertura do evento</a>.</p>
<p>Em seu discurso, Nuñez traçou também um panorama dos avanços na resposta à epidemia de AIDS na América Latina nos campos da prevenção, testagem, tratamento e direitos humanos, tendo como referência os compromissos e metas assumidos na Declaração Política.</p>
<p>“O tema deste congresso—prevenção combinada—, é essencial. Precisamos reconhecer que estamos falhando em relação à prevenção com várias populações e é vital rever esse fato”, disse Nuñez. “Precisamos ser capazes de falar a linguagem do jovem de hoje, capazes de engajar os homens, capazes de quebrar tabus. Apesar de estar presente de forma mais contundente em algumas populações-chave, o HIV é uma questão de todos.”</p>
<p><em>Foto de capa: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</em></p>
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		<title>HepAIDS 2017: Defesa dos direitos humanos para a resposta à epidemia de HIV marca cerimônia de abertura em Curitiba</title>
		<link>https://unaids.org.br/2017/09/hepaids-2017-defesa-dos-direitos-humanos-para-resposta-epidemia-de-hiv-marca-cerimonia-de-abertura-em-curitiba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2017 12:22:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“A resposta brasileira ao HIV e às hepatites virais só é possível em conjunto com a sociedade civil, instituições da área de saúde, pesquisadores, organismos internacionais e poder público.” A afirmação foi feita pela Diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), Adele Benzaken, na, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/09/hepaids-2017-defesa-dos-direitos-humanos-para-resposta-epidemia-de-hiv-marca-cerimonia-de-abertura-em-curitiba/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“A resposta brasileira ao HIV e às hepatites virais só é possível em conjunto com a sociedade civil, instituições da área de saúde, pesquisadores, organismos internacionais e poder público.” A afirmação foi feita pela Diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), Adele Benzaken, na solenidade de abertura do 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAids 2017), na última terça-feira (26/09), no Teatro Positivo de Curitiba.<span id="more-7201"></span></p>
<p>Em seu discurso, o Diretor para América Latina e o Caribe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), César Nuñez, destacou a importância de alcançar os jovens na resposta à epidemia de AIDS. “O tema deste Congresso: prevenção combinada, é essencial. Precisamos reconhecer que estamos falhando em relação à prevenção com várias populações e é vital rever esse fato”, disse Nuñez. “Precisamos ser capazes de falar a linguagem do jovem de hoje, capazes de engajar os homens, capazes de quebrar tabus. Apesar de estar presente de forma mais contundente em algumas populações-chave, o HIV é uma questão de todos.” (leia o discurso da íntegra <a href="https://unaids.org.br/2017/09/discurso-de-dr-cesar-nunez-diretor-regional-do-unaids-para-america-latina-e-o-caribe-durante-abertura-do-11o-congresso-de-hivaids/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>)</p>
<p><div id="attachment_7209" style="width: 2058px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7209" class="wp-image-7209 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1.jpg" alt="" width="2048" height="1536" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-300x225.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-768x576.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-1024x768.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-1600x1200.jpg 1600w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-720x540.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><p id="caption-attachment-7209" class="wp-caption-text">Diretor para América Latina e o Caribe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), César Nuñez, discursa durante a abertura. Foto: Daniel de Castro/UNAIDS</p></div></p>
<p>Também estiveram presentes na mesa de abertura do encontro o Secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Loureiro Cavalcante; o presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate às Hepatites Virais, Deputado federal Marcos Reátegui (PSD-AP); a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard; o Diretor-Geral da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Sezifredo Paz; a Secretária Municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak; a Representante do Conselho Nacional de Saúde, Heliana Hemetério; a Representante do movimento social de HIV/AIDS, João Maria de Castro; e a Representante do movimento social de hepatites virais, Sandra Dolores de Paulo Lima. “Quando trabalhamos juntos, mesmo quando temos diferenças de pontos de vista, somos mais fortes e asseguramos a sustentabilidade da resposta brasileira – e não há razão, portanto, para medo de retrocessos”, assegurou Dra. Adele.</p>
<p>Núñez também destacou a necessidade de debater direitos humanos para que a resposta ao HIV seja realmente efetiva. “Não podemos falar de prevenção, tratamento e nem de fim da AIDS sem direitos humanos. Não podemos alcançar as metas com o retorno de discussão sobre a cura gay, com projetos de lei que criminalizem a transmissão do HIV ou com qualquer outra forma de discriminação”, disse o Diretor Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe.</p>
<p><div id="attachment_7221" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7221" class="wp-image-7221 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58.jpeg" alt="" width="1280" height="853" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58.jpeg 1280w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58-300x200.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58-768x512.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58-1024x682.jpeg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58-720x480.jpeg 720w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><p id="caption-attachment-7221" class="wp-caption-text">Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil, Adele Benzaken, Diretora do DIAHV e César Nuñez, Diretor Regional do UNAIDS. Foto: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</p></div></p>
<p>Também em seu discurso, o Diretor Regional do UNAIDS parabenizou Curitiba por ter assinado, em 2014, a Declaração de Paris, comprometendo-se em acelerar os esforços locais para alcançar o fim da epidemia de AIDS até 2030.  A secretária Municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, enfatizou a atenção às pessoas com HIV e hepatites virais. “Estamos falando de cuidar, e não somente da cura: precisamos melhorar o cuidado aos pacientes”, disse. A secretária lembrou o Programa Mãe Curitibana, que, ao implantar a testagem de HIV para gestantes, reduziu a zero o índice de transmissão vertical na capital paranaense. “É importante também deixar registrado o valor do movimento de jovens—que se articulam, se mobilizam e potencializam a resposta brasileira, com muito a nos ensinar sobre como fazer prevenção a partir de suas próprias experiências e seu ciclo de vida”, disse Adele. “Os que são e os que já foram jovens sabem o quanto este período da vida é importante para a consolidação de valores e para fazer ecoar as vozes na construção de um mundo melhor para todos nós.</p>
<p><div id="attachment_7202" style="width: 3658px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7202" class="wp-image-7202 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o.jpg" alt="" width="3648" height="2432" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o.jpg 3648w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 3648px) 100vw, 3648px" /></a><p id="caption-attachment-7202" class="wp-caption-text">Ativistas em protesto pacífico durante da abertura do HepAids 2017. Foto: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</p></div></p>
<p>De forma pacífica, ativistas do movimento LGBTI+ e de AIDS ocuparam o palco do Teatro ao final da cerimônia, segurando cartazes e faixas que pediam mais empenho do poder público na garantia dos direitos humanos e das pessoas vivendo com HIV. Entre os pedidos estavam a manutenção da política de financiamento para AIDS, o fim do estigma e da discriminação e menos patentes.</p>
<p>Os ativistas encerraram o protesto com a leitura do manifesto AIDS no Brasil: o que não quer calar. “Precisamos de medidas urgentes para que tenhamos um sério debate nacional sobre os acertos e falhas da resposta à AIDS. Também é urgente reafirmar conquistas e princípios que sustentam social e ideologicamente nosso direito constitucional à saúde”, diz o documento. “Convocamos aos gestores, pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes, jornalistas e todos os demais setores da sociedade a juntar suas vozes ao movimento social numa avaliação profunda, honesta e transparente sobre como priorizar o que a resposta à Aids no Brasil tem de melhor e sobre como eliminar de vez aquilo que nos prende a um passado de pânico moral, exclusão social, sofrimento e morte civil.”</p>
<p><div id="attachment_7203" style="width: 2058px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7203" class="wp-image-7203 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k.jpg" alt="" width="2048" height="1365" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><p id="caption-attachment-7203" class="wp-caption-text">Premiação do trabalho vencedor do 1º Concurso Cultural para Seleção da Nova Arte para Embalagem da Camisinha Masculina. Foto: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</p></div></p>
<p>A cerimônia de abertura contou também com um show do músico Zé Rodrigo, a uma homenagem do DIAHV aos ativistas e à premiação do trabalho vencedor do 1º Concurso Cultural para Seleção da Nova Arte para Embalagem da Camisinha Masculina, realizado em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)</p>
<p>Organizado pelo DIAHV, o Congresso HepAIDS 2017 traz como tema central a Prevenção combinada: multiplicando escolhas. Cerca de 4 mil participantes participam do encontro em Curitiba, entre ativistas, cientistas, gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil, além de especialistas internacionais. O HepAids 2017 se encerra na próxima sexta-feira (29/09).</p>
<p><em>(Com informações da ASCOM do DIAHV)</em><br />
<em>Foto de capa: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</em></p>
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	            data-title="HepAIDS 2017: Defesa dos direitos humanos para a resposta à epidemia de HIV marca cerimônia de abertura em Curitiba" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2017/09/hepaids-2017-defesa-dos-direitos-humanos-para-resposta-epidemia-de-hiv-marca-cerimonia-de-abertura-em-curitiba/">HepAIDS 2017: Defesa dos direitos humanos para a resposta à epidemia de HIV marca cerimônia de abertura em Curitiba</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>HEPAIDS 2017: Discurso do Dr. César Núñez, Diretor Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe</title>
		<link>https://unaids.org.br/2017/09/discurso-de-dr-cesar-nunez-diretor-regional-do-unaids-para-america-latina-e-o-caribe-durante-abertura-do-11o-congresso-de-hivaids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2017 13:06:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<category><![CDATA[Discurso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite do dia 27 de setembro, o Diretor Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe, Dr. César Núñez, discursou na abertura do 11º Congresso de HIV/AIDS, e 4º Congresso de Hepatites Virais em Curitiba (PR). Na ocasião, ele destacou a importância do Brasil na resposta a epidemia de AIDS, e mencionou, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/09/discurso-de-dr-cesar-nunez-diretor-regional-do-unaids-para-america-latina-e-o-caribe-durante-abertura-do-11o-congresso-de-hivaids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na noite do dia 27 de setembro, o Diretor Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe, Dr. César Núñez, discursou na abertura do <a href="https://unaids.org.br/2017/09/programa-conjunto-da-onu-sobre-hivaids-marca-presenca-no-11o-congresso-de-hivaids-em-curitiba/" target="_blank" rel="noopener">11º Congresso de HIV/AIDS, e 4º Congresso de Hepatites Virais</a> em Curitiba (PR). Na ocasião, ele destacou a importância do Brasil na resposta a epidemia de AIDS, e mencionou o papel do UNAIDS na conjuntura global atual, de inspirar ações sobre HIV e AIDS. Leia o discurso na íntegra:<span id="more-7197"></span></p>
<p>Boa noite a todos!</p>
<p>Como um gesto de amizade por esse país de que gosto tanto, falarei em português. Peço que me perdoem se algumas palavras saírem em ‘portunhol’.</p>
<p>Nestas minhas palavras, gostaria de dar uma perspectiva global da epidemia e demonstrar o papel essencial que o Brasil tem tido e que continuará a ter, nessa rota de aceleração da resposta até 2030.</p>
<p>Mas primeiramente, gostaria de agradecer o convite do Senhor Ministro da Saúde Ricardo Barros, para estar aqui com vocês neste Congresso.</p>
<p>Nesta noite, o Senhor Ministro está aqui representado pelo Senhor Secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Loureiro Cavalcante, e ao cumprimentá-lo, estendo os cumprimentos a todos os membros da mesa e às pessoas presentes na sala, com menção especial às pessoas vivendo com HIV e as comunidades afetadas pela epidemia.</p>
<p>É uma honra, para mim, representar o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS nesta distinta cerimônia. Recebam as calorosas saudações de nosso Diretor Executivo, Michel Sidibé.</p>
<p>Estou feliz de conhecer pela primeira vez a Cidade de Curitiba. Agradeço a liderança do Governador e do Prefeito por terem acolhido este Congresso aqui.<br />
Isto tem um peso simbólico muito importante. Curitiba foi uma das primeiras cidades no mundo a assinar a Declaração de Paris, firmando o compromisso de alcançar as metas 90-90-90 até 2020.</p>
<p>O momento é oportuno. O contexto global está muito volátil e os desafios são muitos. Lidamos, ao mesmo tempo, com guerras, terrorismo, mudanças climáticas, furacões e tempestades avassaladoras, terremotos, migrações em massa, novas e antigas epidemias.</p>
<p>Existe uma competição por prioridades, e isso impacta a vida das pessoas, assim como o acesso à saúde, principalmente para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade.</p>
<p>Temos acompanhado com atenção o que acontece ao redor do planeta. Estamos atentos aos Estados frágeis e às comunidades vulneráveis.</p>
<p>Por recomendação do nosso Diretor Executivo, Michel Sidibé, e do próprio Secretário Geral da ONU, António Guterres, o UNAIDS e a ONU não podem ficar em silêncio neste contexto, especialmente quando existe violação de direitos humanos.</p>
<p>Temos nos dedicado a cumprir nosso papel de inspirar ações sobre HIV e AIDS. Isso também significa agir sobre a saúde em geral, sobre a mudança social necessária, sobre uma esperança maior à todas as populações vulneráveis.</p>
<p>Travestis, transexuais, gays e outros homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas, trabalhadoras do sexo, pessoas privadas de liberdade, e todos aqueles que se encontram em situações críticas, devem ser incluídos em políticas públicas e na sociedade como um todo porque, como qualquer pessoa neste planeta, têm o direito a uma vida plena e digna.</p>
<p>Para isso, a estratégia de Aceleração da Resposta, ou Fast-Track, é chave. O Brasil é um dos 33 países Fast-Track. Na América Latina e no Caribe, temos também a Jamaica e o<br />
Haiti.</p>
<p>Nesse contexto, a atuação do Brasil é, e continuará sendo chave para a resposta, devido a seu tamanho continental e capacidade de implementação de políticas.<br />
Aproveito a oportunidade para agradecer a parceria e o companheirismo da Doutora Adele Benzaken. Esse trabalho conjunto é essencial. Sua liderança à frente do Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde tem feito uma grande diferença.</p>
<p>O Brasil &#8211; tanto governo como sociedade civil &#8211; também teve um papel essencial na construção da Declaração Política adotada pela Assembleia Geral da ONU no ano passado. Pela primeira vez nestes mais de 30 anos da epidemia, temos em mãos uma Declaração que traça o caminho para o Fim da AIDS.</p>
<p>Nesse momento de transição, o UNAIDS passou por uma grande reestruturação.</p>
<p>O Painel Global que liderou a revisão estrutural contou com o apoio do Brasil como governo e também com nossa amiga Alessandra Nilo aqui presente representando a sociedade civil.</p>
<p>O país está contribuindo nas mais altas instâncias de governança global na definição de um modelo de trabalho no marco da Agenda de Desenvolvimento Sustentável. E isso demonstra a liderança do país para o mundo.</p>
<p>Devido a esses esforços, estamos agora mais preparados e motivados do que nunca para abraçar a agenda de Reforma da ONU, proposta pelo Secretário Geral António Guterres.</p>
<p>Desde sua criação, o UNAIDS tem se consolidado como um dos melhores exemplos de reforma da ONU, ao agregar esforços coordenados de 11 organismos das Nações Unidas.<br />
Saúdo aqui os representantes das agências copatrocinadoras do UNAIDS que vieram participar desse Congresso e contribuir aos debates.</p>
<p>Temos o desafio de demonstrar a todos vocês que essa tão sonhada reforma vai além da burocracia. A reforma deve ser, antes de tudo, sobre pessoas. A responsabilidade e a transparência serão fundamentais, bem como a nossa posição em relação aos direitos humanos.</p>
<p>No centro da reforma estão os membros da sociedade civil e, em especial, da juventude. Com vocês, precisamos resgatar a história, agir no presente e preparar o futuro. Vocês são protagonistas nesse processo de mudanças, e precisam liderar essa transformação rumo ao fim da epidemia de AIDS e rumo à zero discriminação.</p>
<p>Para tanto, precisamos investir em dados, dados e mais dados. A Aceleração da Resposta vai exigir de nós algumas revoluções. A primeira delas é a revolução dos dados e das estatísticas.</p>
<p>A cada novo relatório do UNAIDS, temos nos esforçado para garantir que esses dados estejam vinculados a estratégias de comunicação e de mobilização eficazes para chegar ao maior número possível de pessoas.</p>
<p>É essencial sensibilizar sobre a importância da prevenção e tratamento, sobre o acesso à informação e ainda mais primordial falar sobre sexualidade e HIV.</p>
<p>Não podemos quebrar preconceitos, eliminar estigmas e contribuir para o fim da epidemia sem dados que apoiem esse esforço.</p>
<p>Outro ponto crucial para nós é fazer com que as estratégias de Aceleração da Resposta cheguem às crianças e suas mães.</p>
<p>É inaceitável que ainda tenhamos hoje níveis tão baixos de tratamento para crianças e suas mães em alguns países, regiões e localidades específicas.</p>
<p>Na América Latina, uma alta cobertura de serviços de prevenção da transmissão de mãe para filho tem contribuído fortemente com a redução das novas infecções em recém-nascidos. Agora, mais do que nunca, precisamos aumentar os esforços para chegar ao final desse processo.</p>
<p>Em 2015, Cuba foi o primeiro país certificado pela OMS por ter eliminado a transmissão do HIV e da sífilis de mãe para filho. 6 países do Caribe também serão certificados em breve. São fatos históricos que demonstram que alcançar o fim da epidemia de AIDS é possível.</p>
<p>Parabenizo as cidades brasileiras que também se comprometeram a eliminar a transmissão vertical. Os desafios são enormes em um país de dimensões continentais como o Brasil, mas o resultado valerá o esforço. Contem com o apoio do UNAIDS nessa empreitada.</p>
<p>Um terceiro ponto, também de extrema importância é a prevenção. Precisamos fazer uma revolução na prevenção.</p>
<p>O tema desse Congresso: prevenção combinada, é essencial. Precisamos reconhecer que estamos falhando em relação à prevenção com várias populações e é vital rever esse fato.</p>
<p>Precisamos ser capazes de falar a linguagem do jovem de hoje, capazes de engajar os homens, capazes de quebrar tabus. Apesar de estar presente de forma mais contundente em algumas populações-chave, o HIV é uma questão de todos.</p>
<p>O quadro atual ainda penaliza as mulheres e as populações-chave, em especial os jovens homens gays e outros HSH, as travestis e transexuais, e também profissionais do sexo e seus clientes, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade, os negros, as pessoas de baixa renda e baixa escolaridade, os indígenas e tantas outras populações marginalizadas não apenas no Brasil, mas em toda América Latina.</p>
<p>Não podemos falar de prevenção, tratamento e nem de fim da AIDS sem direitos humanos. Não podemos alcançar as metas com retorno de discussão sobre a cura gay, com projetos de lei que criminalizem a transmissão do HIV ou com qualquer outra forma de discriminação.</p>
<p>Precisamos também mudar nossa forma de falar sobre prevenção. Nosso desafio é medir, monitorar e acompanhar a prevenção. A revolução de dados precisa fazer parte também das novas e criativas estratégias de prevenção.</p>
<p>Os investimentos globais em prevenção ainda são limitados. É um verdadeiro desafio para os gestores locais direcionar recursos para a prevenção porque sem dados, é difícil comprovar a eficácia e o impacto das políticas e estratégias de prevenção.</p>
<p>Por fim, temos que destacar a importância das metas 90-90-90.</p>
<p>Estas são as metas mais ousadas e claras que já tivemos na história da saúde global. Pela primeira vez, com uma meta de saúde dessa magnitude, estamos também medindo nossa capacidade de oferecer qualidade nos serviços de saúde.</p>
<p>As metas 90-90-90 foram reconhecidas pela Revista Lancet como “um ponto de referência vital para identificar o progresso, os êxitos, as insuficiências e as lacunas no combate à epidemia mundial de HIV.”</p>
<p>O terceiro 90—de garantir que 90% das pessoas em tratamento estejam com carga viral indetectável—, não significa apenas a adesão ao tratamento. Significa também melhor qualidade de vida à essas pessoas. E mais: estas pessoas passam a ser agentes protagonistas da prevenção, impactando toda a cadeia de resposta ao HIV.</p>
<p>Se não nos esforçarmos para alcançar o 90-90-90, o mundo corre o sério risco de falhar em sua missão de saúde global em relação à AIDS. Projeções mostram que os últimos 10 anos terão sido em vão.</p>
<p>Não podemos incorrer no mesmo erro que fizemos com a tuberculose. Quando poderíamos ter a eliminado nos anos 80, com os avanços da saúde pública na época, deixamos a inércia tomar conta e reduzimos as iniciativas.<br />
Resultado: hoje temos a tuberculose multi-resistente que é causa de muitas mortes de pessoas com HIV. Se não acelerarmos a resposta, veremos uma crescente resistência aos antirretrovirais, uma mortalidade crescente por causas relacionadas à AIDS e uma freada no ritmo de redução de novas infecções por HIV.</p>
<p>E para isso, temos também o desafio de tirar o HIV do isolamento. É preciso pensar na integração: HIV e tuberculose, câncer cervical, outras ISTs, doenças não transmissíveis.</p>
<p>As metas 90-90-90 são fundamentais, mas elas não acontecerão sem promoção e a garantia dos direitos humanos. Sem a mobilização e o engajamento de toda a sociedade, principalmente de comunidades e de organizações da sociedade civil.</p>
<p>Governos, sozinhos, não conseguem e não conseguirão alcançar essas metas sem o envolvimento de todos. A resposta à epidemia de AIDS é um desafio de toda a sociedade.</p>
<p>Temos que construir juntos a nossa narrativa de sucesso. Não podemos perder o legado dessas três décadas.</p>
<p>Se não fizermos isso, acredito que iremos perder a oportunidade de mudar completamente, e de uma vez por todas, o curso da epidemia.</p>
<p>Mas eu sou otimista. Nós no UNAIDS acreditamos que seremos capazes de alcançar as metas 90-90-90 até 2020 e que veremos, ainda nesta geração, o fim dos níveis epidêmicos da AIDS.</p>
<p>Meus amigos, a AIDS ainda não acabou, mas pode acabar! Bom Congresso a todos nós!</p>
<p><strong>Dr. César Núñez</strong><br />
<strong>Diretor do UNAIDS para América Latina e o Caribe</strong></p>
<p><em>Foto de capa: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</em></p>
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		<title>Cidade de Santiago assina Declaração de Paris</title>
		<link>https://unaids.org.br/2015/09/capital-chilena-firma-compromisso-com-a-declaracao-de-paris/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2015 15:24:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Aceleração da Resposta]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Tohá]]></category>
		<category><![CDATA[César Núñez]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A prefeita de Santiago, no Chile, Carolina Tohá Morales, comprometeu-se em acelerar a resposta à epidemia de HIV na capital chilena nos próximos cinco anos. Ao assinar a Declaração de Paris, a cidade de Santiago demonstra o compromisso em implementar a Estratégia de Aceleração da Resposta para o fim do HIV nas cidades. A, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2015/09/capital-chilena-firma-compromisso-com-a-declaracao-de-paris/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A prefeita de Santiago, no Chile, Carolina Toh</span>á<span style="font-weight: 400;"> Morales, comprometeu-se em acelerar a resposta à epidemia de HIV na capital chilena nos próximos cinco anos. Ao assinar a Declaração de Paris, a cidade de Santiago demonstra o compromisso em implementar a Estratégia de Aceleração da Resposta para o fim do HIV nas cidades.</span><span id="more-1614"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> A prefeita assumiu este compromisso durante uma reunião com Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS, que esteve em visita ao Chile entre os dias 7 e 9 de setembro. O objetivo da Aceleração da Resposta nas Cidades é alcançar o fim da epidemia do HIV como ameaça à saúde pública até 2030 e eliminar a discriminação.</span></p>
<p><div id="attachment_1619" style="width: 830px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1619" class="wp-image-1619 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss.jpg" alt="Fotos: Mara Daruich" width="820" height="547" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss.jpg 820w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px" /></a><p id="caption-attachment-1619" class="wp-caption-text">Representantes do UNAIDS e da prefeitura de Santiago celebram a assinatura da Declaração de Paris.</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prefeita confirmou seu comprometimento com Aceleração da Resposta ao HIV em Santiago garantindo que ninguém será deixado para trás, como prevê o compromisso, graças a um esforço da prefeitura de imprimir um enfoque intercultural, incluindo também as populações migrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Santiago é a maior cidade do Chile, com mais de 5 milhões de habitantes. Assim como em outros países, os jovens estão se deslocando de cidades pequenas em direção à capital chilena. Estima-se que 37% das pessoas que vivem com HIV no país sejam jovens e que a maior prevalência do vírus se encontre na faixa etária dos 20 aos 29 anos de idade.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">“Estamos cientes da seriedade do compromisso assumido hoje e estamos dispostos a intensificar o ritmo de trabalho nos nossos municípios. Teremos de trabalhar coordenadamente em várias frentes, como a prevenção, a educação e a zero discriminação, e em conjunto com os diversos grupos das populações mais vulneráveis, concentrados na cidade, incluindo jovens.” &#8211; Carolina Tohá</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O acesso às medidas de prevenção do HIV é uma das prioridades da cidade, em coordenação com o Ministério da Saúde do país, que está desenvolvendo vários programas na área.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada centro de saúde da cidade de Santiago conta com a ajuda de um agente de HIV que administra os testes para o vírus a todos que solicitem a testagem. As pessoas que recebem o resultado positivo são transferidas ao Hospital San Borja Arriarán, onde são registradas em um sistema que garante a atenção e o tratamento adequado para um determinado número de infeções e doenças, incluindo o HIV.</span></p>
<p><div id="attachment_1620" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1620" class="wp-image-1620 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile.jpg" alt="banner-nota-chile" width="950" height="450" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile.jpg 950w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile-300x142.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile-720x341.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px" /></a><p id="caption-attachment-1620" class="wp-caption-text">A prefeita da cidade de Santiago, Carolina Tohá, e o Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, com a Declaração de Paris assinada.</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido à alta prevalência entre jovens, o município conta também com dois programas de direitos sexuais e reprodutivos com foco na juventude.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois programas implementados são: o Programa Integral em Sexualidade (Programa Sexualidade Integral), que está sendo implementado em nove centros de ensino e em um Programa de Espaços Amigáveis, onde os adolescentes podem receber assistência gratuita e confidencial sobre saúde e sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Michel Sidibé agradeceu à prefeita por aderir à Declaração de Paris e reconheceu seu compromisso com as pessoas que estão sendo deixadas para trás na resposta ao HIV. Apontou a importância de continuar com o compromisso com as necessidades das comunidades mais vulneráveis e frágeis e de garantir que tenham acesso aos produtos básicos.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Se não implementarmos a Aceleração da Resposta durante os próximos 5 anos, sofreremos um retorno da epidemia do HIV. Os estudos demostram que os grupos da população que têm sido esquecidos até o momento pelos nossos esforços estão concentrados majoritariamente nas cidades. É para mim uma grande honra estar com vocês hoje, enquanto você assina a Declaração. A sua liderança e a da cidade de Santiago serão imprescindíveis para a transformação da resposta no futuro.” &#8211; Michel Sidibé</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Também fez referência à importância de trabalhar com a juventude. A garantia do fácil acesso à informação de qualidade sobre o HIV e aos serviços de saúde é um elemento fundamental para a prevenção da infeção do HIV entre os jovens. Além disso, ele parabenizou os programas dirigidos aos jovens e destacou que não podemos cair na complacência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na América Latina, uma grande parte de pessoas que vivem com HIV mora em áreas urbanas e, na maioria dos casos, em zonas específicas de cidades e vilarejos. As cidades tendem a ser o lar de um grande número de pessoas pertencentes às populações-chave, que são desproporcionalmente mais vulneráveis ao vírus. Estas pessoas, geralmente, afastam-se ou privam-se do acesso aos serviços básicos de prevenção e tratamento do HIV por obstáculos impostos pelo preconceito e pela discriminação.</span></p>
<p><div id="attachment_1621" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1621" class="wp-image-1621 size-large" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss-1024x683.jpg" alt="Fotos: Mara Daruich" width="640" height="427" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss-720x480.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-1621" class="wp-caption-text">Carolina Tohá e Michel Sidibé</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acabar com a epidemia na região requer a garantia dos recursos, dos serviços e do apoio para que a prevenção e o tratamento do HIV cheguem até essas populações, sem deixar ninguém para trás. Assim, acelerar a resposta ao HIV nas cidades é fundamental para parar e reverter a epidemia na América Latina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Declaração de Paris inclui compromissos para alcançar a ambiciosa meta 90-90-90 em 2020, </span><span style="font-weight: 400;">a qual prevê que: 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saibam que têm o vírus; 90% das pessoas diagnosticadas com HIV recebam terapia antirretroviral; e 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral indetectável e não mais possam transmitir o vírus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acordo foi assinado pela primeira vez em Paris, no Dia Mundial de Luta contra a AIDS, em 2014, pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e 25 dos seus homólogos de cidades de todo o mundo, incluindo as cidades brasileiras de Curitiba e Salvador.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2015/09/capital-chilena-firma-compromisso-com-a-declaracao-de-paris/">Cidade de Santiago assina Declaração de Paris</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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