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	<title>África do Sul - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>África do Sul - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS, discursa na Cúpula do G20 e saúda a Declaração das Lideranças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Nov 2025 15:56:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, discursou, no último sábado (22), para lideranças do G20 sobre desigualdades globais e saudou a Declaração acordada na cúpula. Declaração cita desigualdade crescente A declaração inclui um apelo à ação do G20 sobre o que denomina&#160;“desigualdade crescente” e pede mais esforços para melhorar a segurança sanitária global futura e enfrentar pandemias atuais, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/11/winnie-byanyima-diretora-executiva-do-unaids-discursa-na-cupula-do-g20-e-sauda-a-declaracao-das-lideranca/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, discursou, no último sábado (22), para lideranças do G20 sobre desigualdades globais e saudou a Declaração acordada na cúpula.</p>



<span id="more-30968"></span>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Declaração cita desigualdade crescente</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração inclui um apelo à ação do G20 sobre o que denomina&nbsp;“desigualdade crescente” e pede mais esforços para melhorar a segurança sanitária global futura e enfrentar pandemias atuais como a AIDS.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As&nbsp;lideranças&nbsp;do G20 destacaram o limitado “espaço fiscal” dos países de baixa e média rendas&nbsp;e solicitaram ações abrangentes e coordenadas para enfrentar vulnerabilidades da dívida, assim como maior financiamento sustentável para saúde e combate a doenças, por meio de receita doméstica e do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles também destacaram a oportunidade de ampliar o acesso a medicamentos por meio do Acordo de Pandemias da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.paho.org/pt/brasil" target="_blank" rel="noopener" title="">Organização Mundial da Saúde</a></span> (OMS). A declaração reafirma ainda o papel central das Nações Unidas na consecução desses objetivos. </p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">UNAIDS celebra ações da África do Sul</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Winnie&nbsp;discursou hoje&nbsp;às chefias&nbsp;de Estado do G20 e, no início deste mês, também aos Ministros da Saúde do G20. Ela participou como integrante do Comitê Extraordinário de Especialistas&nbsp;Independentes sobre Desigualdade Global, criado pelo Presidente Ramaphosa, apresentando hoje o relatório e a proposta de criação de um Painel Internacional sobre Desigualdade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No encontro ministerial de saúde, ela participou junto ao <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/conselho-global-sobre-desigualdade-aids-e-pandemias/" target="_blank" rel="noopener" title="">Conselho Global sobre Desigualdade, AIDS e Pandemias</a></span>, que defendeu a suspensão das dívidas e a criação de um novo mecanismo de financiamento, reformas no acesso a novos medicamentos e foco nos determinantes sociais e nas comunidades. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Byanyima&nbsp;elogiou a África do Sul por “colocar a questão da desigualdade no centro da agenda internacional”. Ela prestou homenagem ao Presidente Ramaphosa por “iluminar o caminho rumo a um mundo mais justo e mais seguro. Hoje, sou novamente uma africana orgulhosa.”&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela elogiou, também,&nbsp;as lideranças do G20 por incorporarem elementos das agendas do Comitê Extraordinário e do Conselho Global na declaração de hoje e pediu que traduzam as palavras em ações concretas. “Ação concreta é necessária agora para reduzir a desigualdade, suspender e reestruturar dívidas e financiar a resposta global à AIDS e às pandemias de hoje e de amanhã.”&nbsp;</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Notas para editorias</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A Declaração das&nbsp;lideranças do G20 está disponível em:&nbsp;<br><a href="https://g20.org/wp-content/uploads/2025/11/2025-G20-Summit-Declaration.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://g20.org/wp-content/uploads/2025/11/2025-G20-Summit-Declaration.pdf</a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório do Comitê Extraordinário de Especialistas Independentes sobre Desigualdade Global está disponível em:&nbsp;<br><a href="https://g20.org/wp-content/uploads/2025/11/2-G20-Global-Inequality-Report-Full-and-Summary.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://g20.org/wp-content/uploads/2025/11/2-G20-Global-Inequality-Report-Full-and-Summary.pdf</a>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório do Conselho Global sobre Desigualdade, AIDS e Pandemias está disponível em:&nbsp;<br><a href="https://www.inequalitycouncil.org/wp-content/uploads/2025/11/Report-2025_Global-Council-report_En-1.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.inequalitycouncil.org/wp-content/uploads/2025/11/Report-2025_Global-Council-report_En-1.pdf</a>&nbsp;</p>
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		<title>A resposta global à AIDS perde um grande aliado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Dec 2021 12:44:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS está profundamente triste com a morte do Arcebispo Desmond Tutu, que lutou contra o apartheid na África do Sul e combateu o racismo e a injustiça em todo o mundo. Desmond Tutu foi uma voz poderosa na luta contra a AIDS, combatendo a negação, exigindo acesso ao tratamento para todas as pessoas,, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/12/a-resposta-global-a-aids-perde-um-grande-aliado/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS está profundamente triste com a morte do Arcebispo Desmond Tutu, que lutou contra o apartheid na África do Sul e combateu o racismo e a injustiça em todo o mundo.</p>



<span id="more-19427"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Desmond Tutu foi uma voz poderosa na luta contra a AIDS, combatendo a negação, exigindo acesso ao tratamento para todas as pessoas, clamando contra a discriminação de pessoas vivendo com HIV, e defendendo os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, mulheres e crianças. Seu trabalho na prevenção e tratamento do HIV e da tuberculose mudou os o modelo global e salvou muitas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Um gigante caiu. O arcebispo Tutu foi um lutador pela liberdade, um homem santo, um grande herói que desempenhou um papel histórico na libertação da África&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;Ele era um líder que chamou a atenção mundial para a injustiça de uma forma que poucos poderiam, além de um defensor dos direitos de todas as pessoas que vivem com e são afetadas pela AIDS. Milhões estão vivas e livres hoje por causa do caminho que ele traçou e da esperança que ele trouxe a este mundo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Arcebispo Tutu foi sincero ao pedir pelo fim do negacionismo da AIDS na África do Sul. Ele lutou pelo acesso a medicamentos que salvam vidas. &#8220;As pessoas, não os lucros, devem estar no centro da lei de patentes de medicamentos&#8221;, disse ele enquanto convocava as empresas farmacêuticas a tornarem acessíveis os medicamentos para a AIDS. Ele também foi um defensor dos direitos dos gays. Ele comparou as leis que criminalizam formas de amor humano como leis do apartheid—&#8221;tão obviamente erradas&#8221;, disse ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O arcebispo Desmond Tutu foi um defensor da prevenção da infecção pelo HIV em adolescentes e jovens. Ele copresidiu a comissão do UNAIDS para a prevenção do HIV em 2011, o que levou a estabelecer metas globais ousadas para a prevenção do HIV. Ele exaltou a juventude para que assumissem a liderança sobre a resposta à AIDS. &#8220;São necessárias ações ousadas e honestas, e esperamos que as lideranças das próximas gerações produzam uma mudança positiva nas atitudes e ações&#8221;, disse o Arcebispo Desmond Tutu enquanto dialogava com jovens lideranças em Robben Island , na África do Sul, sobre a prevenção do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O UNAIDS perdeu um amigo, guia e mentor&#8221;, disse Winnie Byanyima. &#8220;Nossos pensamentos estão com sua família, o povo da África do Sul e muitas pessoas em todo o mundo cujas vidas ele tocou e mudou para melhor.&#8221;</p>
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		<title>UNAIDS parabeniza Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como relatora especial das ONU para o direito à saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 21:13:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Tlaleng Mofokeng, médica sul-africana e ativista dos direitos das mulheres e dos direitos de saúde sexual e reprodutiva, foi nomeada nova relatora especial das Nações Unidas sobre o direito de todas as pessoas de usufruto do mais alto padrão possível de saúde física e mental. &#8220;Parabenizo Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como Relatora Especial, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/08/unaids-parabeniza-tlaleng-mofokeng-pela-sua-nomeacao-como-relatora-especial-das-nacoes-unidas-para-o-direito-a-saude/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Tlaleng Mofokeng, médica sul-africana e ativista dos direitos das mulheres e dos direitos de saúde sexual e reprodutiva, foi nomeada nova relatora especial das Nações Unidas sobre o direito de todas as pessoas de usufruto do mais alto padrão possível de saúde física e mental. </p>



<span id="more-15798"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Parabenizo Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como Relatora Especial das Nações Unidas para o Direito à Saúde—a primeira mulher africana a ser nomeada para esse importante papel&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;Eu sei que ela lutará pelos direitos humanos e por todas as pessoas, em todos os lugares, para que consigam os cuidados de saúde de que necessitam. Ambas compartilhamos uma visão: que os cuidados de saúde não devem ser apenas para os ricos, mas um direito para todas as pessoas.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a relatora especial sobre o direito de usufruto do mais alto padrão possível de saúde física e mental monitora o direito à saúde em todo o mundo. A titular estuda práticas e experiências nacionais relacionadas ao direito à saúde, identifica tendências e desafios no processo e faz recomendações sobre como garantir a proteção do direito à saúde. A relatora especial também recebe denúncias individuais de supostas violações do direito à saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito à saúde é um direito humano fundamental consagrado no direito internacional e os países têm obrigações básicas em direitos humanos de respeitar, proteger e cumprir o direito à saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estou ansiosa para trabalhar com a Dra. Mofokeng&#8221;, acrescentou Byanyima. &#8220;Somente ao garantir que o direito à saúde seja uma realidade para todas as pessoas, poderemos acabar com a AIDS em 2030&#8221;. </p>
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		<title>Claudia Velasquez é a nova diretora e representante do UNAIDS no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2020 12:04:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Claudia Velasquez assume o posto de diretora de País e representante do Escritório do UNAIDS no Brasil a partir desta quinta-feira, 16 de julho. Natural dos Estados Unidos, Claudia ocupava o posto de assessora sênior de Intervenção Estratégica no Escritório de País do UNAIDS para a África do Sul desde 2017, onde trabalhou com, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/07/claudia-velasquez-e-a-nova-diretora-e-representante-do-unaids-no-brasil/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Claudia Velasquez assume o posto de diretora de País e representante do Escritório do UNAIDS no Brasil a partir desta quinta-feira, 16 de julho. Natural dos Estados Unidos, Claudia ocupava o posto de assessora sênior de Intervenção Estratégica no Escritório de País do UNAIDS para a África do Sul desde 2017, onde trabalhou com foco particular na abordagem de fatores sociais e estruturais para a resposta ao HIV em cidades e programas de base comunitária. </p>



<span id="more-15677"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da África do Sul, ela trabalhou por sete anos no Escritório Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe como assessora sênior de Informação Estratégica, liderando uma equipe de assessores de País e fornecendo suporte técnico direto aos escritórios nacionais do UNAIDS e a governos nacionais para desenvolver estimativas sobre a epidemia de HIV, informar sobre o progresso da resposta nacional e desenvolver capacidade de monitoramento e avaliação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cláudia iniciou sua carreira na ONU como assessora de Informação Estratégica no escritório do UNAIDS em Angola, orientando o desenvolvimento de estimativas de HIV e fortalecendo a capacidade local de reportar sobre a epidemia e a resposta.</p>



<figure class="wp-block-image"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="816" height="526" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816.jpg" alt="" class="wp-image-15681" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816.jpg 816w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816-768x495.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816-720x464.jpg 720w" sizes="(max-width: 816px) 100vw, 816px" /><figcaption>Cláudia Velasquez (terceira da esq. para a dir., primeira fileira), durante o lançamento da Declaração de Paris, em 2014 </figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de ingressar no UNAIDS, ela foi oficial técnica para pesquisa no Instituto de Saúde Reprodutiva da Universidade de Georgetown, em Washington D.C., liderando os esforços de pesquisa operacional em serviços de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes, mulheres e homens nas comunidades. Ela também tem experiência de trabalho como epidemiologista no Escritório de Saúde Pública do Estado da Louisiana, nos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cláudia tem um Mestrado de Saúde Pública em Saúde Internacional – com foco em monitoramento e avaliação e pesquisa operacional – e graduação em Biologia, ambos pela Tulane University. Claudia fala inglês, espanhol e português. Ela é casada e tem três filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira abaixo trechos de uma entrevista feita com ela para o site do UNAIDS Brasil:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UNAIDS BRASIL: Olhando para sua trajetória na resposta ao HIV até agora, como você resumiria algumas de suas principais lições aprendidas e desafios superados?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CLÁUDIA VELASQUEZ: </strong>Trabalho em saúde pública há muitos anos, enfrentando muitos desafios, e aprendi com isso muitas lições ao longo deste caminho. Desde a minha primeira experiência trabalhando com direitos sexuais e reprodutivos junto a mulheres em comunidades rurais do Marrocos e depois pesquisando o impacto da cultura em suas decisões de saúde, eu enfrentei o desafio de ser uma pessoa de fora, abordando questões que não eram necessariamente vistas como problemas. Esta foi minha primeira lição: sobre aprender a ouvir as pessoas da comunidade e entender seu ponto de vista, construindo confiança e demonstrando que eu estava lá para apoiá-las. Tendo crescido nos EUA, foi uma lição de humildade e respeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois deste meu período no Marrocos, voltei aos EUA para trabalhar em escritórios estaduais de saúde pública analisando tendências de morbimortalidade e, nesse ponto, comecei a rastrear dados sobre HIV, infecções sexualmente transmissíveis (IST) e outras doenças não transmissíveis que me lançaram para o trabalho em monitoramento e avaliação. Esse foi um período interessante, porque eu compreendi profundamente os dados e como usar essas evidências para fazer advocacy por mudanças em políticas de saúde. Embora eu já tivesse reunido dados qualitativos e quantitativos durante meu período no Marrocos, foi a primeira vez que vi o poder que as estatísticas e dados têm para provocar mudanças. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O aprendizado sobre a importância do levantamento de dados trouxe à tona outros desafios. Entre eles, o fato de que este tipo trabalho sobre as doenças pode ser muito sensível, dependendo da natureza das informações e de como elas serão usadas. O aprendizado, neste caso, foi sobre a importância de trazer a bordo, durante todo o processo, todas as pessoas tomadoras de decisão e também sobre chegar a um acordo a respeito de como as informações serão usadas para melhorar os programas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2000, voltei para a área internacional focando novamente em direitos sexuais e reprodutivos entre mulheres e adolescentes, desta vez na América Latina, Caribe e África. E, em 2005, tive a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento de uma estratégia de HIV na América Central que reuniu populações-chave e profissionais de saúde para identificar lacunas na qualidade dos serviços e desenvolver soluções conjuntas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu diria que essa foi minha transição, de fato, para passar a trabalhar em tempo integral na resposta ao HIV. Os desafios para trabalhar com populações-chave eram muitos e eu aprendia com elas a tamanho de sua luta por direitos humanos básicos, incluindo acesso a serviços de saúde de qualidade. Eu conheci e aprendi com algumas das lideranças ativistas mais combatentes e determinadas, que trabalham incansavelmente com pouco – ou muitas vezes nenhum recurso – para garantir que suas vozes sejam ouvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumi meu primeiro posto no UNAIDS, em 2008, como assessora para Monitoramento e Avaliação no Escritório de País em Angola. Tínhamos muito o que fazer, estávamos começando praticamente do marco zero em algumas frentes. Os desafios da vida cotidiana e do trabalho em Angola eram muitos. Eu me senti pequena diante da ampla necessidade de reconstrução da infraestrutura de saúde, uma área que ainda lutava para restabelecer seus sistemas e serviços após anos de conflito. Aprendi a ter muita paciência, entender o contexto da resposta ao HIV no país e ajudá-los a começar a usar suas evidências para pressionar por mais recursos e para o estabelecimento de programas. </p>



<blockquote style="text-align:center" class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>&#8220;Nessa experiência, vivi </strong></em></p><p><em><strong>o que</strong></em><strong> </strong><em><strong>chamamos de </strong></em></p><p><em><strong>trabalho de equipe em sua </strong></em></p><p><em><strong>melhor expressão.&#8221;  </strong></em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essa foi uma luta compartilhada entre todos os parceiros, tanto da ONU quanto parceiros bilaterais. Trabalhando na resposta ao HIV nestas condições, aprendemos a trabalhar juntos, já que era impossível realizar este trabalho de forma isolada. Nessa experiência, vivi o que chamamos de trabalho de equipe em sua melhor expressão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de Angola, tive a oportunidade de ingressar na equipe de apoio regional para a América Latina e o Caribe, no Panamá, como assessora sênior de Informações Estratégicas, apoiando os escritórios nacionais do UNAIDS, contrapartes e parceiros nacionais para gerar e usar evidências sobre a epidemia de HIV. Tive a sorte de já estar familiarizada com muitos parceiros da região, tendo trabalhado com vários deles antes de ingressar no UNAIDS. Durante esse período, fui confrontada com uma resposta ao HIV que não estava entre as prioridades na maioria dos países da região e com grandes desafios na obtenção de dados de qualidade sobre a epidemia e sobre a resposta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprendi a ser criativa e inovadora ao mobilizar recursos para a coleta de dados e constantemente buscar visibilidade sobre a epidemia e os principais problemas na região por meio de dados e evidências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UNAIDS BRASIL: Como foi, do ponto de vista pessoal e profissional, a experiência de trabalhar com a resposta ao HIV na África do Sul,  país que segue sendo o epicentro da epidemia de HIV no mundo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CLÁDIA VELASQUEZ: </strong>Depois destes anos no escritório regional da América Latina, fiquei empolgada por poder voltar ao continente africano e ter oportunidade de aprender com colegas nacionais sobre o país com o maior ônus do HIV no mundo. Foi uma experiência incrível do ponto de vista profissional e pessoal. Na África do Sul eu troquei o chapéu da área de  Informação Estratégica para o da área de Intervenção Estratégica, que tinha um foco em prevenção e estratégias inovadoras para programas de HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Refletir sobre a história da resposta na África do Sul é algo impressionante e, ao mesmo tempo, inspirador quando analisamos desde os difíceis dias quando não eram possivel obter o tratamento antirretroviral até os dias atuais, em que o país conta com um dos maiores programas de tratamento do mundo. É um país com alguns dos pesquisadores mais talentosos e reconhecidos analisando as mais recentes estratégias e ensaios clínicos sobre HIV. Pude acompanhar de perto diversas pesquisas de ponta e vê-las sendo transformadas em programas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Também tive a sorte de trabalhar com uma base forte de ativistas, movidos pelos incansáveis esforços conjuntos para provocar mudanças através de suas lideranças, tanto local quanto nacionalmente. São grandes responsáveis pelo sucesso atual da resposta ao HIV na África do Sul. Entre alguns dos exemplos concretos deste trabalho conjunto esteve o desenvolvimento de um sistema de monitoramento para serviços de HIV de base comunitária, permitindo que os esforços de advocacy destas lideranças locais produzissem evidências concretas de maneira sistemática. </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="1024" height="704" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-1024x704.jpg" alt="" class="wp-image-15683" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-1024x704.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-300x206.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-768x528.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-720x495.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628.jpg 1167w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Claudia Velasquez (à dir.), durante reunião do UNAIDS sobre a Liderança das Mulheres</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é claro que não faltaram desafios. Devido ao grande número de parceiros e o tamanho da resposta ao HIV no país, é um grande desafio coordenar esforços e responder a todas as solicitações. Aprendi a ser paciente, arregaçar as mangas e fornecer suporte técnico para o avanço de estratégias. Outra lição importante: dar um passo de cada vez – um programa de cada vez – e pressionar para que resultados sejam demonstrados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, aprendi também que os ganhos obtidos na resposta ao HIV na África do Sul são frágeis quando consideramos o nível de desigualdade e as barreiras sociais e estruturais ao acesso a serviços de saúde, um ponto que a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, sempre destaca em seus discursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UNAIDS BRASIL: O UNAIDS divulgou no início de julho o Relatório Global sobre AIDS 2020. Quais são algumas das mensagens que você considera mais relevantes, especialmente neste contexto da COVID-19? </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CLAUDIA VELASQUEZ: </strong>Há muitas mensagens importantes vindas do nosso relatório. A resposta ao HIV nos deu lições fundamentais para respondermos à pandemia de COVID-19.  Uma delas é a de que já estávamos fora do caminho para conseguir cumprir as metas de 2020 e a pandemia de COVID-19 nos desviou ainda mais desta trilha. Neste sentido, precisamos pressionar para que a &#8220;vacina popular&#8221; seja produzida o mais rápido possível e disponibilizada gratuitamente a todas as pessoas. Precisamos também incentivar políticas de dispensação de antirretrovirais para vários meses. As inovações de base comunitária estão ajudando a resolver problemas relacionados às interrupções do serviço de HIV em muitas partes do mundo e devem ser incluídas e apoiadas nas respostas nacionais à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É motivador ver que a infraestrutura para o HIV esteja sendo usada na resposta ao coronavírus e que ativistas de todo o mundo estejam trabalhando duro para garantir que as interrupções dos serviços de HIV sejam minimizada. Porém, precisamos ter cuidado para não usar recursos de uma doença para tratar outra. A resposta a uma nova epidemia não deve substituir a resposta a outras já epidemias existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também nos lembra que a crise da AIDS continua e que ela é alimentada pelas desigualdades. As respostas dos países à AIDS mostraram grandes sucessos ao colocar as pessoas vivendo com HIV em tratamento e ao reduzir as mortes, mas o progresso na redução de novas infecções continua atrasado, principalmente entre jovens e populações-chave. Se não enfrentarmos as desigualdades, o estigma e a discriminação, estes fatores continuarão formando as barreiras que nos impedem de alcançar o fim da epidemia. A pandemia de COVID-19 deixou bem claro para todos nós como as desigualdades afetam o acesso aos cuidados de saúde.</p>



<blockquote style="text-align:center" class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> <em><strong>&#8220;A pandemia de COVID-19 deixou </strong></em></p><p><em><strong>bem claro para todos nós como </strong></em></p><p><em><strong>as desigualdades afetam o acesso </strong></em></p><p><em><strong>aos cuidados de saúde.&#8221;</strong></em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto na África, por exemplo, a desigualdade de gênero impede que uma maioria de mulheres e meninas exerçam o direito e sua capacidade de fazer escolhas em relação à sua saúde, na América Latina, além das questões de gênero, as desigualdades e a discriminação em relação às pessoas mais afetadas pelo HIV, em especial as populações-chave, impedem que elas exerçam seu direito de acesso aos serviços de saúde, com respeito e dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considero também importante destacar que os sucessos na resposta à AIDS são uma prova de que somos capazes de acabar com esta epidemia enquanto ameaça à saúde pública, mas nosso fracasso em dar escala a estes resultados bem-sucedidos é um lembrete do tamanho da tarefa que temos diante de nós. Precisamos encontrar os &#8220;pontos críticos&#8221; da epidemia de AIDS. Existem dados suficientemente detalhados para sabermos onde estão ocorrendo as novas infecções por HIV, onde estão ocorrendo as mortes relacionadas à AIDS e entre quais populações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV precisa ser descentralizada, ganhar um olhar local, para que não deixemos ninguém para trás, principalmente as pessoas mais marginalizadas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-15682" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-1024x682.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-768x511.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-1800x1198.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-720x479.jpg 720w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Claudia Velasquez (segunda da esq. para a dir. em pé, primeira fileira) durante encontro com a diretora executiva do UNAIDS Winnie Byanyima, na África do Sul</figcaption></figure>
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	            data-title="Claudia Velasquez é a nova diretora e representante do UNAIDS no Brasil" 
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		<title>Vivendo com HIV durante a quarentena</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2020 14:37:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pumza Mooi está preocupada. Moradora de Porto Elizabeth, na África do Sul, ela é uma das 2,5 milhões de pessoas no país que vivem com HIV, mas que atualmente não estão fazendo uso do tratamento antirretroviral. &#8220;Decidi que tenho que começar&#8221;, disse Mooi. “Não importa quão alta minha contagem de CD4 ou quão baixa, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/vivendo-com-hiv-durante-a-quarentena/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Pumza Mooi está preocupada. Moradora de Porto Elizabeth, na África do Sul, ela é uma das 2,5 milhões de pessoas no país que vivem com HIV, mas que atualmente não estão fazendo uso do tratamento antirretroviral. </p>



<span id="more-14909"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Decidi que tenho que começar&#8221;, disse Mooi. “Não importa quão alta minha contagem de CD4 ou quão baixa minha carga viral esteja, nunca será tão boa quanto em tratamento para HIV. É algo que devo fazer por mim, pelos meus filhos e por aqueles que me admiram. Tenho medo de ficar doente ”, disse ela. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão de Mooi de iniciar o tratamento para o HIV chega em um momento de incerteza para pessoas com o sistema imunológico comprometido, correndo o risco de uma infecção grave pela COVID-19. Atualmente, não há evidências de que as pessoas vivendo com HIV tenham maior risco de adquirir COVID-19, mas existe a preocupação de que uma infecção por COVID-19 possa ser mais grave para pessoas que vivem com HIV e que não estão em tratamento antirretroviral. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul está sob uma quarentena de 21 dias para tentar retardar a disseminação da COVID-19. O Ministro da Saúde, Zweli Mkhize, pediu a todos que tomem as precauções para prevenir a infecção, enfatizando a importância de todos conhecerem seu estado sorológico para o HIV, fazerem o teste e começarem imediatamente o tratamento se os testes derem positivos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O pensamento de pegar COVID-19 me assusta&#8221;, disse Mooi. “É assustador pensar que eu já tenho um vírus [HIV] com o qual meu corpo está lidando. Fico me perguntando: meu corpo é forte o suficiente, meu sistema imunológico é forte o suficiente? ” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mooi adquiriu HIV há muitos anos, quando o conselho predominante era iniciar o tratamento se o paciente experimentasse uma redução em sua contagem de CD4, ficando doente. Ela tem monitorado seu estado sorológico desde então. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde publicou novas diretrizes recomendando tratamento antirretroviral ao longo da vida para todas as crianças, adolescentes e adultos, incluindo todas as mulheres grávidas vivendo com HIV e que amamentam, independentemente da contagem de células CD4. Em outras palavras, qualquer pessoa diagnosticada com HIV deve iniciar o tratamento imediatamente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS está monitorando ativamente o impacto da COVID-19 e trabalhando com redes de pessoas vivendo com HIV, o governo e parceiros de desenvolvimento para garantir que as preocupações das pessoas vivendo com HIV sejam ouvidas e refletidas na resposta à COVID-19. Isso inclui a identificação de restrições nos serviços de saúde, o incentivo a prescrições mais longas, dispensação de medicamentos antirretrovirais para vários meses e o auxílio às comunidades para fornecer soluções. </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Redes sociais </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida sob quarentena é especialmente difícil para as pessoas que vivem em assentamentos informais e o UNAIDS reconhece o desafio de alcançar a autoproteção, o distanciamento físico e a contenção nessas áreas. Além disso, há relatórios imprecisos que induzem medo sobre o coronavírus. &#8220;Há muitas informações por aí, mas nem todas são verdadeiras&#8221;, disse Mooi. “Estou lembrando às pessoas que o governo nos deu um número do WhatsApp onde podemos obter boas informações e não nos preocupar com outras informações. Se for verdade, o governo nos dirá. ” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Felizmente, Mooi possui uma sólida rede de apoio depois de compartilhar online, há muitos anos, o seu estado sorológico positivo para o HIV. &#8220;Eu sei que serei cuidada&#8221;, diz. Ela modera grupos de apoio com dezenas de membros, no Facebook e WhatsApp, para pessoas que vivem com HIV. Os participantes vão desde uma pessoa de 16 anos de idade nascida com HIV até uma mulher de 62 anos que vive com HIV há muitos anos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, muitos no grupo compartilharam suas experiências de viver com HIV e suas experiências de tratamento, enfrentando o estigma e discriminação e permanecendo motivados. O consenso é que começar e aderir ao tratamento para o HIV é a melhor opção, disse Mooi. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento, há um novo tópico nos grupos. &#8220;Eles estão preocupados com a COVID-19&#8221;, disse Mooi. &#8220;Eu digo a eles que não se preocupem, que fiquem em casa e pratiquem boa higiene&#8221;. Por enquanto, todo mundo sabe que terá que aguentar firme e cuidar um do outro remotamente, para passar por este distanciamento prolongado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo promove a discussão principalmente entre mulheres, embora os homens estejam ouvindo. &#8220;Recebo mensagens de homens perguntando por que não discutimos questões que os afetam, mas se eles não divulgam nem sempre recebem a ajuda de que precisam&#8221;. ela diz. &#8220;Encorajo os homens a compartilharem suas histórias, para ajudarmos um ao outro.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Olhando para o futuro </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a maioria, Mooi está ansiosa para movimentar-se mais livremente outra vez e iniciar o tratamento do HIV. Ela está fazendo o que pode para cuidar de sua família e incentivar suas redes de pessoas vivendo com HIV. &#8220;Estamos fazendo as coisas que nos dizem para fazer, como lavar as mãos e nos afastar de outras pessoas, orando e esperando o melhor&#8221;, disse ela. </p>
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		<title>Nova pesquisa mostra progresso parcial na resposta ao HIV na África do Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Jun 2019 12:48:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[9ª Conferência da África do Sul sobre AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A África do Sul está fazendo grande progresso na expansão dos testes de HIV e no aumento da supressão viral em pacientes que recebem terapia antirretroviral (TARV), mas ainda não atingiu as suas metas de cobertura do tratamento e prevenção do HIV, de acordo com uma atualização da metodologia Thembisa, lançada na 9ª Conferência, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/06/nova-pesquisa-mostra-progresso-parcial-na-resposta-ao-hiv-na-africa-do-sul/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul está fazendo grande progresso na expansão dos testes de HIV e no aumento da supressão viral em pacientes que recebem terapia antirretroviral (TARV), mas ainda não atingiu as suas metas de cobertura do tratamento e prevenção do HIV, de acordo com uma atualização da metodologia Thembisa, lançada na 9ª Conferência da África do Sul sobre AIDS, em Junho. </p>



<span id="more-12134"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da metodologia Thembisa, atualizada anualmente (versão 4.2), foram divulgados por pesquisadores do Centro de Epidemiologia e Pesquisa de Doenças Infecciosas da Universidade da Cidade do Cabo. O trabalho sobre as estimativas do HIV de Tembisa é financiado pelo UNAIDS através de uma bolsa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês), e utilizou dados de múltiplas fontes, incluindo pesquisas recentes do Conselho de Investigação em Ciências Humanas e do Conselho de Investigação Médica da África do Sul. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul está empenhada em atingir as metas 90-90-90 do UNAIDS, de Aceleração da Resposta ao HIV até 2020. O objetivo desta estratégia é assegurar que 90% das pessoas vivendo com HIV estejam  diagnosticadas; que destas, 90% estejam em tratamento; e que 90% destas pessoas tenham carga viral indetectável. As últimas estimativas da Thembisa indicam que a África do Sul atingiu 90-68-88 em meados de 2018. Isto significa que a supressão total da carga viral entre todas as pessoas vivendo com HIV foi de 55%, o que é 18 pontos percentuais abaixo da meta de 73%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A metodologia Thembisa também estima que os homens tiveram uma menor adesão à testagem e tratamento do HIV em comparação com as mulheres. Como resultado, em 2018, 47% dos homens vivendo com HIV tiveram a carga viral suprimida em comparação com 58% das mulheres que vivem com HIV. Isso também se refletiu nas mortes anuais relacionadas à AIDS, que caíram pela metade entre 2010 e 2018, mas com os homens cada vez mais representados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres contabilizaram 62% das novas infecções por HIV em adultos de 2017 a 2018. O principal desenvolvedor da metodologia Thembisa, Leigh Johnson, disse que dois fatores dificultaram o progresso na redução da incidência do HIV: baixa cobertura da TARV, a necessidade de melhorar a ligação e a manutenção dos pacientes aos cuidados de saúde, e evidências da redução do uso de preservativos. Ele observou que meninas adolescentes e mulheres jovens (15—24 anos) representam 31% dos novos casos de HIV por transmissão sexual, e isso requer atenção especial. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados de Thembisa destacaram a preocupação com o lento progresso na redução da incidência do HIV. O modelo estima que no último ano houve mais de 240 000 novas infecções por HIV na África do Sul, o que representou uma redução de menos de 40% em relação a 2010. A meta do UNAIDS é reduzir as novas infecções anuais em 75% entre 2010 e 2020. Para conseguir, a África do Sul terá de reduzir as novas infecções para menos de 100 000 até meados de 2020, o que representa um desafio significativo. </p>
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		<title>Preservativos estão em falta na África Subsaariana</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/04/faltam-preservativos-na-africa-subsaariana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Apr 2019 15:20:24 +0000</pubDate>
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		<guid isPermaLink="false">https://unaids.org.br/?p=11212</guid>

					<description><![CDATA[<p>O uso de preservativos, se acessível e de forma consistente e correta, é um dos métodos mais eficazes e baratos disponíveis para impedir a transmissão sexual do HIV, de outras infecções sexualmente transmissíveis e para evitar a gravidez não planejada. Apesar disso, os preservativos ainda não estão suficientemente disponíveis para as pessoas que necessitam, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/04/faltam-preservativos-na-africa-subsaariana/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://unaids.org.br/prevencao-combinada/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">uso de preservativos</a>, se acessível e de forma consistente e correta, é um dos métodos mais eficazes e baratos disponíveis para impedir a transmissão sexual do HIV, de outras infecções sexualmente transmissíveis e para evitar a gravidez não planejada. Apesar disso, os preservativos ainda não estão suficientemente disponíveis para as pessoas que necessitam em muitos países com altas cargas de HIV,e preservativos estão em falta na África Subsaariana.<span id="more-11212"></span></p>
<p>Em 2015, o <a href="https://www.unaids.org/en">UNAIDS</a> estima que eram necessários 6 bilhões de preservativos masculinos em 47 países da África Subsaariana; no entanto, apenas cerca de 2,7 bilhões de preservativos foram distribuídos.</p>
<p><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/04/2019_04_29_gráfico-preservativos.jpg" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-11215 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/04/2019_04_29_gráfico-preservativos.jpg" alt="Preservativos estão em falta na África Subsaariana" width="1131" height="719" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/04/2019_04_29_gráfico-preservativos.jpg 1131w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/04/2019_04_29_gráfico-preservativos-300x191.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/04/2019_04_29_gráfico-preservativos-768x488.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/04/2019_04_29_gráfico-preservativos-1024x651.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/04/2019_04_29_gráfico-preservativos-720x458.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1131px) 100vw, 1131px" /></a></p>
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	            data-title="Preservativos estão em falta na África Subsaariana" 
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		<title>Mantendo a dinâmica na resposta global à AIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/04/mantendo-a-dinamica-na-resposta-global-a-aids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Apr 2019 13:26:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante uma visita à África do Sul, o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, advertiu que a resposta global à AIDS está em um ponto de inflexão, no qual os ganhos até hoje podem ser facilmente revertidos, a menos que sejam feitos esforços urgentes para alcançar as metas de 2020 e atingir metas ambiciosas para, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/04/mantendo-a-dinamica-na-resposta-global-a-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Durante uma visita à África do Sul, o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, advertiu que a resposta global à AIDS está em um ponto de inflexão, no qual os ganhos até hoje podem ser facilmente revertidos, a menos que sejam feitos esforços urgentes para alcançar as metas de 2020 e atingir metas ambiciosas para a próxima década. </p>



<span id="more-11472"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma reunião com o Ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, Sidibé parabenizou o país pelo progresso alcançado até o momento e encorajou o governo a acelerar ações para alcançar metas ambiciosas que colocarão a resposta do HIV em um caminho sustentável para acabar com a epidemia de AIDS até 2030. O diretor-executivo do UNAIDS disse que era hora de alavancar totalmente o poder das comunidades a fim de fechar as lacunas remanescentes no cumprimento das metas de tratamento de 90–90–90 (até 2020: que 90% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas; que 90% destas estejam em tratamento; e que 90% das pessoas em tratamento estejam com carga viral indetectável). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma reunião com a primeira-dama da África do Sul, Tshepo Motsepe, Sidibé a encorajou a usar sua voz e capacidade de divulgação para empoderar pessoas que não tenham visibilidade e acesso a serviços, enfatizando particularmente a importância de meninas adolescentes terem acesso à vacina do HPV (papilomavírus humano) para prevenir o câncer do colo do útero. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira-dama sulafricana indicou sua vontade de se envolver em questões nacionais e internacionais em prol do desenvolvimento social. &#8220;A saúde não é simplesmente a ausência de doença&#8221;, disse ela. &#8220;Alguns me chamam de primeira-dama, alguns me chamam de esposa do presidente, mas seja o que você me chamar eu sou uma assistente social para a África do Sul&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sidibé também se reuniu com o ex-presidente da África do Sul, Kgalema Motlanthe, e pediu que ele mantenha as pessoas atentas aos sérios riscos de a resposta à AIDS perder sua força, especialmente em relação à necessidade de envolver mais homens na testagem do HIV e no tratamento sustentável. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Motlanthe, que é um membro dos Champions for an AIDS-free Generation in Africa (Campeões de uma geração livre de AIDS na África), expressou seu agradecimento pelos esforços de Sidibé ao longo de sua carreira, inclusive como diretor-executivo do UNAIDS. Ele observou que Sidibé repetidamente identificou e defendeu medidas cruciais para o avanço da resposta à AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto esteve em Johannesburgo, Sidibé dirigiu-se aos diretores dos escritórios do UNAIDS nos países do leste e sul da África. Ele os lembrou do objetivo principal do UNAIDS—atender às necessidades das pessoas vivendo com HIV e das pessoas em risco de infecção. Como uma organização de saúde, ele enfatizou que o UNAIDS desempenha um papel único na defesa dos direitos das pessoas vulneráveis, envolvendo-se fortemente com a sociedade civil e insistindo que ninguém deve ser discriminado pelo modo como vive ou ama. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“O UNAIDS não é uma organização dirigida por logística ou materiais”, disse ele. &#8220;É uma organização que coloca as pessoas no centro.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">“A resposta à AIDS, especialmente na África Oriental e Meridional, oferece lições e abordagens para garantir a sustentabilidade por meio de liderança política, mobilização de recursos e envolvimento da comunidade”, continuou ele. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com as pessoas atrás de você, você pode realmente tornar o mundo melhor.” </p>
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	            data-title="Mantendo a dinâmica na resposta global à AIDS" 
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		<title>Definindo a nova geração de dados sobre HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/03/definindo-a-nova-geracao-de-dados-sobre-hiv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2019 19:29:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[dados]]></category>
		<category><![CDATA[estados unidos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sala de reuniões já estava cheia trinta minutos antes do horário de início do seminário. Um murmúrio de vozes ecoava pela sala enquanto os participantes davam uma última olhada nos dados que seriam usados no próximo ciclo de modelação de estimativas sobre HIV. Era importante estar tudo certo—os resultados do workshop acabariam influenciando, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/03/definindo-a-nova-geracao-de-dados-sobre-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A sala de reuniões já estava cheia trinta minutos antes do horário de início do seminário. Um murmúrio de vozes ecoava pela sala enquanto os participantes davam uma última olhada nos dados que seriam usados no próximo ciclo de modelação de estimativas sobre HIV. Era importante estar tudo certo—os resultados do workshop acabariam influenciando a alocação de bilhões de dólares dos Estados Unidos em investimentos na resposta à AIDS.<span id="more-10945"></span></p>
<p>Mais de 100 pessoas de 11 países da África Oriental e Austral, apoiadas por nove organizações, reuniram-se em Joanesburgo, na África do Sul, para analisar as tendências e taxas da epidemia de HIV em seus países. Esta edição foi uma das 11 oficinas realizadas em todo o mundo pelo UNAIDS entre 28 de janeiro e 30 de março de 2019, durante as quais 140 equipes nacionais—incluindo epidemiologistas, coordenadores de programas de HIV e especialistas em monitoramento e avaliação—aprenderam sobre as últimas atualizações do software usado para estimar o número de pessoas vivendo com HIV, novas infecções por HIV e mortes relacionadas à AIDS.</p>
<p>Ao longo das oficinas, as equipes produziram novas estimativas sobre a epidemia de HIV em seus países de 1970 a 2018, refinando os dados dos últimos anos. Os programas nacionais e as respostas dos doadores baseiam-se nos dados mais recentes e precisos. Esses dados são usados para definir metas, identificar pontos críticos, revisar programas nacionais e decidir o curso da resposta à AIDS.</p>
<p>Antes de chegarem ao workshop, as equipes dos países coletam dados de programas de seus sistemas de saúde e de vigilância. Durante a oficina, esses dados são inseridos no <em>Spectrum</em>—um sofisticado <em>software</em> de computador apoiado pelo UNAIDS e usado para compilar e analisar dados sobre a epidemia de HIV—para produzir estimativas nacionais de HIV.</p>
<p>Os países que possuem bons dados sobre seus serviços de saúde usam essas informações, juntamente com dados sobre redes rodoviárias, densidade populacional e outras variáveis, para calcular o número de pessoas que vivem com HIV em cada estado—informações que são cruciais para uma abordagem local na resposta à AIDS. Essas estimativas estaduais são subdivididas em diferentes faixas etárias e e sexo.</p>
<p>Os países que recebem fundos dos Estados Unidos importam suas estimativas em uma planilha conhecida como <em>Pacote de Dados</em> (<em>Data Pack</em>, em inglês), que é usada para determinar o nível de apoio financeiro que um país receberá.</p>
<p>Um exemplo de país cuja resposta à AIDS é apoiada pelos Estados Unidos é Lesoto. John Stover é o principal desenvolvedor do <em>Spectrum</em> e foi enviado para apoiar os membros das equipes nacionais durante a oficina de Joanesburgo. Stover tem uma capacidade excepcional para explicar conceitos complexos e encontrar soluções criteriosas, mesmo onde há poucos dados.</p>
<p>Os membros da equipe de Lesoto estavam ansiosos para desenvolver um plano abrangente como parte da candidatura do Lesoto para financiamento adicional, mas estavam preocupados com as novas estimativas de infecções por HIV em crianças, que eram mais altas do que as estimativas anteriores. Stover trabalhou com a equipe ao longo da semana para orientá-los em cada uma das suposições feitas nos modelos, explicando como o modelo estava em concordância com os dados disponíveis no país e com os resultados recentes da Avaliação de Impacto do HIV Baseada na População do Lesoto (LEPHIA) e o que causou a mudança nas estimativas. Uma nova ferramenta foi incluída no <em>Spectrum</em> para mostrar de onde vieram as novas infecções em crianças e como fortalecer o programa de prevenção da transmissão do HIV de mãe para filho para reduzir o número de novas infecções por HIV em crianças no futuro. Quando saíram da oficina, a equipe conseguia explicar as novas estimativas para os formuladores de políticas no Lesoto e ainda propor como reduzir as novas infecções no futuro.</p>
<p>No total, as oficinas treinaram mais de 500 pessoas na ferramenta <em>Spectrum</em> e foram realizados em todo o mundo, incluindo: Bangkok, Tailândia; Cidade do Panamá, Panamá; Marraquexe, Marrocos; Dakar, Senegal; Estocolmo, Suécia; e Porto de Espanha, Trinidad e Tobago. As oficinas foram apoiadas por facilitadores de 14 organizações.</p>
<p>As estimativas produzidas nos workshops serão revisadas por funcionários do UNAIDS no próximo mês, antes de serem assinadas pelos Ministros da Saúde e publicadas pelo UNAIDS em <strong>aidsinfo.unaids.org</strong> e no relatório de julho de 2019.</p>
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	            data-title="Definindo a nova geração de dados sobre HIV" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2019/03/definindo-a-nova-geracao-de-dados-sobre-hiv/">Definindo a nova geração de dados sobre HIV</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Projeto africano ajuda mulheres e meninas a falar sobre sexualidade</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/03/a-comunidade-nao-esta-do-lado-das-meninas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Mar 2019 18:24:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Khayelitsha]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres e meninas]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres jovens e meninas adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[Rise]]></category>
		<category><![CDATA[Rise Club]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O clube Rise (nome original do projeto) está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciarem conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos. Khayelitsha é um dos maiores municípios da África do Sul, situado em Cape Flats, na Cidade do Cabo, África do Sul. Como em muitas outras comunidades no país, mulheres, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/03/a-comunidade-nao-esta-do-lado-das-meninas/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O clube <em>Rise</em> <em>(nome original do projeto)</em> está ajudando meninas adolescentes e mulheres jovens a iniciarem conversas sobre HIV e saúde, direitos sexuais e reprodutivos.<span id="more-10884"></span></p>
<p>Khayelitsha é um dos maiores municípios da África do Sul, situado em Cape Flats, na Cidade do Cabo, África do Sul.</p>
<p>Como em muitas outras comunidades no país, mulheres e meninas nos assentamentos semi-informais lidam diariamente com a desigualdade de gênero, o que as coloca em maior risco de infecção pelo HIV.</p>
<p>A desigualdade de gênero é uma barreira para que adolescentes e jovens tenham acesso a serviços de HIV e de saúde sexual e reprodutiva, além de educação sexual abrangente. Também coloca as meninas em maior risco de violência baseada em gênero.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10887 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2.jpg" alt="" width="800" height="514" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2-768x493.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture2-720x463.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>“Acontecem muitos crimes. A comunidade não está do lado das meninas. A comunidade acredita que as mulheres devem se submeter aos homens. Às vezes é difícil falarmos”, disse uma jovem que faz parte do clube Rise em Khayelitsha.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10888 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture3-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>“Nós nos diminuímos para nos encaixar na caixa em que a comunidade nos coloca. Meninas são estupradas, sequestradas… há muita violência. ‘Você pode fazer isso, você não pode fazer aquilo, te dizem o que fazer&#8221;, conta.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10889 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture4-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>Para a maioria das meninas, é difícil conversar com pais, professores ou membros da família sobre sexo, sexualidade, saúde e direitos sexuais e reprodutivos. Por serem sexualmente ativas, mulheres e meninas enfrentam o estigma e discriminação de enfermeiras em ambientes de assistência à saúde, quando buscam por serviços de saúde sexual e reprodutiva.</p>
<p>Ainda que muitos países da África Oriental e Austral tenham assinado o Compromisso Ministerial sobre educação sexual abrangente e serviços de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes e jovens na África Oriental e Austral, e tenham algum tipo de política sobre educação sexual abrangente, a implementação ainda é desigual.</p>
<hr />
<p>Mulheres jovens estão em maior risco de infecção pelo HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis do que seus pares do sexo masculino ou mulheres mais velhas.</p>
<p>Na África Oriental e Austral, um quarto das 800.000 novas infecções pelo HIV em 2017 ocorreu em meninas e mulheres entre 15 e 24 anos. Dos 2,17 milhões de adolescentes e jovens entre os 15 e os 24 anos na África Oriental e Austral que vivem com HIV, 1,5 milhão são meninas e mulheres.</p>
<p>Das 277.000 novas infecções por HIV na África do Sul em 2017, 77.000 estavam entre meninas e mulheres com idades entre 15 e 24 anos, mais que o dobro do que seus pares do sexo masculino (32.000).</p>
<p>O conhecimento sobre prevenção do HIV varia de uma alta de 64,5% em Ruanda a uma baixa de 20,37% em Comores, com a média de 45,8% na África do Sul.</p>
<p>Em alguns países da região, meninas e mulheres podem se casar, por lei, ainda muito novas. Os casamentos precoces estão associados à falta de autonomia corporal, carência de estudo devido ao abandono escolar, falta de independência econômica e violência baseada em gênero.</p>
<p>O sexo transacional também contribui para a disparidade de gênero na infecção pelo HIV entre jovens da África subsaariana.</p>
<p>Evidências mostram que meninas adolescentes e mulheres jovens que praticam o sexo transacional estão associadas a uma série de fatores que podem aumentar o risco de transmissão do HIV, incluindo abuso e violência, uso de álcool, múltiplos parceiros, falta de uso do preservativo e sexo intergeracional.</p>
<hr />
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10890 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5.jpg" alt="" width="800" height="514" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5-768x493.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture5-720x463.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></strong></p>
<p><strong>Clube Rise</strong></p>
<p>O Rise é um clube para meninas adolescentes e mulheres jovens que busca construir coesão social, autoeficácia e resiliência ao permitir que meninas e mulheres (com idades entre 15 e 24 anos) tenham um espaço para apoiar umas às outras e realizar projetos na comunidade que ajudem a prevenir o HIV, além de reduzir o seu impacto e possibilitar escolhas mais seguras. Iniciado em 2014 pelo Instituto para a Justiça Social Soul City, é direcionado a jovens de 15 distritos africanos com altos índices.</p>
<p>O clube ajuda a atender às necessidades de meninas adolescentes e mulheres jovens em termos de construção da autoconfiança, as encoraja a se posicionar contra os males sociais, e as ajuda a tomar decisões sobre suas vidas.</p>
<p><div id="attachment_10891" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10891" class="wp-image-10891 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture6-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-10891" class="wp-caption-text"><em>“Os pais africanos não nos falam sobre sexo e temos vergonha de conversar com eles. Eu não conseguia falar com a minha irmã, então entrei no Rise e agora consigo falar com as garotas. Algumas são mais velhas do que eu e podem me aconselhar.&#8221; —Cinga</em></p></div></p>
<p><div id="attachment_10892" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10892" class="wp-image-10892 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture7-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-10892" class="wp-caption-text"><em>“Meus pais me ensinaram que a única maneira de ter conhecimento é fazendo perguntas. Quando entrei no Rise, nós perguntávamos no lugar das garotas que não podiam perguntar, tornando a vida delas mais fácil.” —Okuhle</em></p></div></p>
<p><div id="attachment_10893" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-10893" class="wp-image-10893 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture8-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-10893" class="wp-caption-text"><em>“Eu não podia falar com ninguém em casa. E então eu me tornei a pessoa mais tagarela. O Rise me ajudou a lidar com a baixa auto-estima.” —Lisa</em></p></div></p>
<hr />
<p>Meninas adolescentes e mulheres jovens na África Oriental e Austral precisam de leis, políticas e programas que atendam às suas necessidades. Estas incluem programas adaptados e focados em serviços de saúde sexual e reprodutiva, educação sexual abrangente, prevenção de gravidez indesejada, violência baseada em gênero e HIV.</p>
<p>Meninas e mulheres devem ser informadas pelos princípios de igualdade de gênero e direitos humanos e também devem abordar outras questões socioeconômicas, como pobreza e desemprego.</p>
<p>Ter essas políticas e programas não só resultará em resultados positivos para a saúde, mas dará às meninas adolescentes e às mulheres jovens a oportunidade de viver suas vidas com liberdade e dignidade.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-10894 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9.jpg" alt="" width="800" height="515" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/03/201903_riseclubs_kPicture9-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
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	            data-title="Projeto africano ajuda mulheres e meninas a falar sobre sexualidade" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2019/03/a-comunidade-nao-esta-do-lado-das-meninas/">Projeto africano ajuda mulheres e meninas a falar sobre sexualidade</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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