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	<title>Saúde Mental - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>UNAIDS e OMS: Considerações importantes para integrar intervenções sobre HIV e saúde mental</title>
		<link>https://unaids.org.br/2022/05/consideracoes-importantes-para-integrar-intervencoes-sobre-hiv-e-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 May 2022 09:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma nova publicação (em inglês) do UNAIDS e da Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza a importância de integrar serviços de HIV e saúde mental a outras intervenções, incluindo vínculos com serviços de proteção social, para pessoas vivendo com HIV e outras populações vulneráveis.  As condições de saúde mental aumentam o risco de infecção, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/05/consideracoes-importantes-para-integrar-intervencoes-sobre-hiv-e-saude-mental/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Uma nova publicação (em inglês) <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/integration-mental-health-hiv-interventions_en.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">do UNAIDS e da Organização Mundial da Saúde (OMS)</a></span> enfatiza a importância de integrar serviços de HIV e saúde mental a outras intervenções, incluindo vínculos com serviços de proteção social, para pessoas vivendo com HIV e outras populações vulneráveis. </p>



<span id="more-20810"></span>



<p class="wp-block-paragraph">As condições de saúde mental aumentam o risco de infecção pelo HIV. Por outro lado, as pessoas que vivem com HIV têm um risco aumentado de problemas de saúde mental, os quais, por sua vez, estão associados a uma menor permanência nos cuidados de HIV, aumento no risco de exposição ao vírus e menor envolvimento com prevenção. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe um crescente corpo de evidências mostrando que há métodos eficazes de prevenção, triagem e diagnóstico e tratamentos para condições comuns de saúde mental, incluindo depressão e ansiedade, que podem ser implementados em países de baixa e média rendas. Apesar disso, serviços de atenção a condições de saúde mental, neurológicas e de uso de substâncias muitas vezes não são integrados aos pacotes de serviços e cuidados essenciais, inclusive para o HIV. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Sabemos que a integração de triagem, diagnóstico, tratamento e cuidados para condições de saúde mental e apoio psicossocial com serviços de HIV não precisa necessariamente ser caro. As abordagens integradas que são centradas nas pessoas e levam em conta as especificidades do contexto local garantem melhores resultados com relação ao HIV e à saúde geral, bem-estar e qualidade de vida” </p><cite>Eamonn Murphy, vice-diretor executivo interino de Programas do UNAIDS</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação lançada conjuntamente pelo UNAIDS e OMS destina-se principalmente a formuladores de políticas públicas nacionais e locais, implementadores de programas globais, regionais, nacionais e locais, organizações e fornecedores que trabalham com temas de saúde geral, HIV, saúde mental e outros serviços relevantes, sociedade civil e organizações sociais atuantes e lideradas pelas comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o foco da publicação seja a integração da saúde mental com os serviços de HIV e outras intervenções, o conteúdo pode ser relevante para outros serviços, inclusive para comorbidades decorrentes do vírus, como tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nossa publicação reúne com sucesso ferramentas, melhores práticas, estudos de caso e diretrizes que podem ajudar os países e facilitar a integração de intervenções e serviços para enfrentar os desafios de saúde pública para interligar a saúde mental e HIV, ao mesmo tempo em que melhora o acesso aos cuidados para pessoas que são mais vulneráveis, como adolescentes e populações-chave”, diz Meg Doherty, diretora de Programas Globais de HIV, Hepatite e Infecções Sexualmente Transmissíveis da OMS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com esta publicação conjunta do UNAIDS e da OMS, esperamos poder apoiar coletivamente países, prestadores de serviços, profissionais, formuladores de políticas públicas e implementadores de programas e comunidades em seus esforços para lidar com o HIV, a saúde mental, condições neurológicas e o uso de substâncias de uma forma integrada e que tenha impacto”, diz Devora Kestel, diretora de Saúde Mental e Uso de Substâncias da OMS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A integração de saúde mental e o apoio psicossocial com os serviços e intervenções de HIV, incluindo aqueles liderados pelas comunidades, é uma das principais ações prioritárias incluídas na <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/estrategia-global-para-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estratégia Global de AIDS 2021–2026: Acabar com as desigualdades, Acabar com a AIDS</a></span> e a <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2021/06/estados-membros-das-nacoes-unidas-adotam-nova-declaracao-politica-para-enfrentar-desigualdades-e-acabar-com-a-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Declaração Política para enfrentar desigualdades e acabar com a AIDS</a></span>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ambos demandam uma por uma abordagem das questões interligadas de HIV e saúde mental por meio de serviços integrados, investindo em sistemas robustos, resilientes, equitativos e com financiamento público para a saúde e proteção social, a fim de reverter as desigualdades sociais e de saúde e acabar com o estigma e a discriminação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova publicação enfatiza que a epidemia de AIDS não pode terminar sem que seja abordado o tema da saúde mental das pessoas que vivem com, em risco de ou são afetadas pelo HIV, garantindo o acesso equitativo aos serviços de HIV para pessoas com problemas e condições de saúde mental e alcançando a cobertura universal de saúde. </p>
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		<title>Guia ajuda jovens vivendo com HIV a enfrentar questões de saúde mental em tempos de COVID-19</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/06/guia-ajuda-jovens-vivendo-com-hiv-a-enfrentar-questoes-de-saude-mental-em-tempos-de-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2020 21:34:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Resiliência, pensamento crítico, empoderamento, criação e fortalecimento de redes solidárias capazes de organizar melhor as respostas comunitárias frente aos desafios. Estes são os resultados esperados com a utilização da técnica de Terapia Comunitária, criada por Adalberto Barreto, em 1987, na Universidade Federal do Ceará. Em tempos de COVID-19, a técnica se apresenta como uma, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/06/guia-ajuda-jovens-vivendo-com-hiv-a-enfrentar-questoes-de-saude-mental-em-tempos-de-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Resiliência, pensamento crítico, empoderamento, criação e fortalecimento de redes solidárias capazes de organizar melhor as respostas comunitárias frente aos desafios. Estes são os resultados esperados com a utilização da técnica de Terapia Comunitária, criada por Adalberto Barreto, em 1987, na Universidade Federal do Ceará. Em tempos de COVID-19, a técnica se apresenta como uma ferramenta potente para redes de pessoas vivendo com HIV, proporcionando a possibilidade de criação de uma rede de proteção, fundada a partir da própria comunidade.</p>



<span id="more-15550"></span>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu acredito que este movimento foi muito importante para a rede [nacional de adolescentes e jovens vivendo com HIV e AIDS, RNAJVHA] porque a gente conseguiu olhar um para o outro a partir de nossas potencialidades”, conta Leonardo Moura da Silva, 25 anos, membro da RNAJVHA que vive em Florianópolis (SC). “A terapia comunitária apresentou novos elementos para a abordagem que a gente faz com os jovens vivendo com HIV. O treinamento aprimorou nossa capacidade de escuta. Não tem como escutar o outro se a gente não se escuta.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leonardo fez parte de um pequeno grupo de ativistas da Rede de Jovens que participou de quatro encontros virtuais, organizados pelo UNAIDS, entre maio e junho. Ele e seus pares da rede agora têm a responsabilidade de replicar esta técnica, adaptada para o contexto de pandemia de COVID-19 e de pessoas que vivem com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa realizada pelo UNAIDS entre 27 e 31 de março, no início das medidas de distanciamento físico impostos pela COVID-19, mostrou que entre as quase 3.000 pessoas vivendo com HIV e vivendo com AIDS que responderam ao questionário, 66,7% disseram ter sentido alterações em seu humor ou em seus comportamentos e hábitos devido à pandemia de COVID-19. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram feitas perguntas simulando situações cotidianas, em que os parâmetros que estavam sendo avaliados foram adaptados do Manual Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 5), e a quantidade de perguntas que as pessoas respondiam resultou em uma soma que possibilitou um indicativo de necessidade de auxílio médico psiquiátrico, ou acompanhamento psicológico. A soma das respostas deu origem a indicativos de sintomatologia leve (44%), moderada (18%) e grave (2%) – sendo que 36% dos resultados foram classificados como inválidos ou não informados.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Adaptação da Terapia Comunitária</h4>



<p class="wp-block-paragraph">“A iniciativa do UNAIDS de adaptar a técnica da Terapia Comunitária e criar um Guia Rápido como forma de apoiar as redes de pessoas vivendo com HIV e vivendo com AIDS é uma resposta ao que a pesquisa apontou”, conta Ariadne Ribeiro, assessora para apoio comunitário no UNAIDS e facilitadora da primeira série de oficinas virtuais com a rede de jovens. “É uma técnica que não é necessariamente da psicologia. Por se tratar diretamente dos determinantes sociais de saúde, ela pode ser aplicada por qualquer pessoa com treinamento específico. E a intenção é exatamente essa.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ribeiro é Mestre e Doutoranda pela Psiquiatria e Psicologia Médica da UNIFESP (Escola Paulista de Medicina) e criou importantes grupos de terapia comunitária que foram responsáveis por resultados significativos entre populações LGBTI em situação de rua, e em um ambulatório para saúde integral de travestis e transexuais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Participar destas oficinas foi supreendente e libertador. Surpreendente porque eu achava que seria uma coisa meramente teórica e, depois dos momentos iniciais com a parte teórica, a terapia comunitária foi aplicada conosco e isso foi libertador”, lembra  San Diego Oliveira Souza, 28 anos, suplente da Secretaria Executiva da Rede de Jovens. “A gente ainda está num tempo em que não consegue colocar certas coisas para fora, eu mesmo não estava conseguindo fazer isso. Com esta parte prática, eu acabei achando este espaço para colocar algumas coisas para fora e, ao mesmo tempo, aprender uma técnica nova para aplicar em nosso dia-a-dia de trabalho na rede.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">As regras definidas são facilmente replicadas pelos facilitadores treinados, que devem, seguindo um <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Guia Rápido (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/2020_06_15_Saúde-mental-e-HIV-em-tempos-de-COVID-19_FINAL.pdf" target="_blank"><strong>Guia Rápido</strong></a> elaborado pelo UNAIDS, tornar possível que as pessoas tenham tempo de fala controlado e eleger a temática que contemplaria o maior número de participantes presentes na terapia. “É uma linguagem muito universal, uma forma de fazer o acolhimento se tornar muito acessível. Então ela pode alcançar diferentes contextos e diferentes pessoas. Pensando em Brasil, as diversas realidades e contextos que temos, acho que é a melhor abordagem que podemos ter para este momento atual”, diz Leonardo. </p>



<h4 class="wp-block-heading">Colocando em prática</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Para Guilherme Ferreira Barbosa, 23 anos, que atua fazendo acolhimentos pela rede em Belo Horizonte (MG), participar das sessões de capacitação e vivência em Terapia Comunitária o fez perceber melhor a importância desse contato com as pessoas que passa pelas mesmas situações que ele: &#8220;me deixa muito mais próximo e menos vulnerável para lidar com estas questões.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esse trabalho em coletividade é importantíssimo neste momento, principalmente agora, vivendo uma pandemia em que ainda não sabemos qual é o nosso futuro e como vamos passar por isso”, relembra. “Trouxe um impacto muito positivo no sentido de entender mais e compreender mais o outro, mesmo passando por situações semelhantes, existem abismos gigantescos de diferenças e particularidades de cada indivíduo. Este tipo de terapia comunitária unifica mais as pessoas e humaniza nossos sentimentos em relação à gente e ao próximo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Juntos, esses jovens já começaram a aplicar a técnica em seus encontros virtuais, já programam novas sessões de diálogos para despertar conhecimento, autoconhecimento e autopreservação dos membros da rede que, muitas vezes, se sentem frustrados e frustradas por não conseguirem lidar com estes problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós já estamos colocando em prática nos nossos núcleos estaduais e até nas reuniões do secretariado nacional”, conta  Severino Pereira da Silva Júnior, 28 anos, Secretário Nacional Titular da pasta de Acolhimento e Coordenador Estadual do Núcleo da Rede de Jovens Positivos do Ceará. “O objetivo é aproveitar que nós passamos por essa vivência para potencializar o que a gente tem como acolhimento na rede. Estamos usando nas reuniões virtuais, mas já estamos planejando atividades de forma lúdica e prática para quando nós retomarmos as ações presenciais.”</p>



<h4 class="wp-block-heading">Guia rápido de saúde mental e HIV em tempos de COVID-19</h4>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignright is-resized"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/2020_06_15_Saúde-mental-e-HIV-em-tempos-de-COVID-19_FINAL.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Yellow-Greyscale-Photo-Background-Business-Kindle-Cover-9-642x1024.png" alt="" class="wp-image-15561" width="351" height="558"/></a></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado destes encontros, e como fruto de uma construção conjunta com a RNAJVHA e outros parceiros, o UNAIDS criou o Guia rápido de saúde mental e HIV em tempos de COVID-19: fortalecendo as capacidades de acolhimento e a resiliência das redes de pessoas vivendo com HIV e vivendo com AIDS com base na terapia comunitária. “Foi uma construção a várias mãos. Além dos jovens que participaram das quatro sessões, contamos com o apoio de Raphaela Fini, assistente social que tem me apoiado desde as ações com populações de rua LGBTI e no ambulatório de saúde integral de travestis e transexuais”, conta Ribeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este Guia é um instrumento criado especificamente para apoiar o trabalho de capacitação das redes de pessoas vivendo com HIV e vivendo com AIDS em seu processo de compreensão e aplicação dos princípios de Terapia Comunitária em tempos de COVID-19, levando em consideração todas as recomendações de distanciamento físico e os impactos na saúde mental desta população específica. No entanto, o UNAIDS destaca que quaisquer estratégias de ajuda mútua não excluem a necessidade de manutenção dos tratamentos medicamentosos ou de acompanhamentos psicológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu sei o quanto dói perder alguém para o suicídio, meu marido tinha um transtorno subdiagnosticado e precisava muito de um suporte, infelizmente, ele se foi, mas eu passei a buscar respostas nos estudos e passei a amar a psiquiatria”, conta a assessora para apoio comunitário do UNAIDS. “Espero que este guia ajude as pessoas a reduzir os estigmas relacionados à saúde mental e a procurar os profissionais de saúde para o tratamento adequado”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Localmente, a terapia comunitária e as oficinas que recebemos vieram para lapidar aquele acolhimento de grupo que algumas bases já exerciam em seus estados. A oficina trouxe mais técnica para a gente. Quando a gente conseguir levar isso para as bases, acho que elas vão ter mais domínio técnico para contornar mais situações em suas terapias em grupo”, conta San Diego. “E a nível nacional, nestes tempos de COVID-19, com os serviços de terapia suspensos, decidimos em reuniões de fazermos encontros virtuais a cada 15 dias, com número limitado de pessoas, para discutir alguns temas relevantes e colocar para fora o que elas estão sentindo.”</p>
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		<title>UNAIDS pede por melhor integração entre serviços de saúde mental e HIV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2018 14:22:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia Mundial da Saúde Mental é acontece no dia 10 de outubro todos os anos. Neste ano, o UNAIDS está destacando que os governos precisam fazer mais para integrar os serviços de saúde mental e de HIV. Pessoas vivendo com HIV correm um risco maior de desenvolver problemas de saúde mental, muitas vezes, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/10/unaids-pede-por-melhor-integracao-entre-servicos-de-saude-mental-e-de-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Mundial da Saúde Mental é acontece no dia 10 de outubro todos os anos. Neste ano, o UNAIDS está destacando que os governos precisam fazer mais para integrar os serviços de saúde mental e de HIV.<span id="more-10086"></span></p>
<p>Pessoas vivendo com HIV correm um risco maior de desenvolver problemas de saúde mental, muitas vezes sofrendo de depressão e ansiedade à medida que se ajustam ao diagnóstico e se adaptam a viver com uma doença infecciosa crônica.</p>
<p>Pessoas vivendo com problemas de saúde mental também podem estar sob maior risco de infecção pelo HIV. Os riscos são exacerbados pelo baixo acesso à informação e conhecimento sobre HIV, incluindo como preveni-lo, uso de drogas injetáveis, contato sexual com pessoas que usam drogas injetáveis, abuso sexual, sexo desprotegido entre homens e baixo uso de preservativos.</p>
<p>“O HIV afeta os mais vulneráveis e marginalizados da sociedade, que também são desproporcionalmente afetados por problemas de saúde mental,” disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “Ao integrar os serviços de HIV e de saúde mental, poderemos alcançar mais pessoas com atendimento especializado e suporte capazes de salvar vidas dos quais elas precisam urgentemente.”</p>
<p>Atualmente, pouquíssimos serviços de saúde estão abordando as necessidades relacionadas ao HIV das pessoas vivendo com problemas de saúde mental, e tampouco os problemas de saúde mental das pessoas vivendo com HIV. Essa situação precisa mudar. Estudos realizados em cinco continentes estimaram que a prevalência do HIV entre pessoas vivendo com transtornos mentais graves pode variar entre 1,5% na Ásia até 19% na África.</p>
<p>As pessoas vivendo com HIV podem vivenciar problemas de saúde mental que podem afetar sua qualidade de vida e impedi-las de procurar assistência médica, aderir ao tratamento e continuar sob cuidados. Estudos realizados em 38 países mostram que 15% dos adultos e 25% dos adolescentes vivendo com HIV relataram depressão ou se sentiram sobrecarregados, o que pode ser uma barreira para a adesão à terapia antirretroviral.</p>
<p>Além disso, o próprio tratamento pode causar diversos efeitos colaterais no sistema nervoso central, incluindo depressão, nervosismo, euforia, alucinações e psicose. Estudos na África encontraram uma prevalência de 24% de depressão entre pessoas vivendo com HIV.</p>
<p>Identificar problemas de saúde mental entre pessoas vivendo com HIV é essencial; no entanto, com muita frequência, essas pessoas não são diagnosticadas e nem tratadas. Há muitas razões para isso e todas precisam ser abordadas. As pessoas podem não querer revelar seu estado psicológico aos profissionais de saúde por medo do estigma e da discriminação. Os profissionais de saúde podem não ter as habilidades ou o treinamento para detectar sintomas psicológicos ou ainda podem falhar em tomar as medidas necessárias para avaliação, gerenciamento e encaminhamento se os sintomas forem detectados.</p>
<p>Os serviços de saúde mental devem garantir o acesso a testes voluntários e confidenciais de HIV e aconselhamento para pessoas que podem estar em mais risco de infecção pelo vírus. Os prestadores de cuidados de saúde primários devem ser treinados para reconhecer e tratar problemas comuns de saúde mental e de uso de substâncias e encaminhar as pessoas para cuidados especializados.</p>
<p>Os serviços de prevenção, testagem, tratamento e assistência devem atender necessidades médicas complexas, psicológicas e sociais das pessoas afetadas pelo HIV e por problemas de saúde mental, que podem ser melhor gerenciados por meio de programas integrados. Abordagens integradas precisam estar em todos os setores e envolver serviços sociais, legais, de saúde e educacionais com a participação de organizações baseadas na comunidade.</p>
<p>Integrar a saúde mental e os programas de HIV previne novas infecções pelo vírus e melhora a saúde e o bem-estar das pessoas vivendo com com e afetadas pelo HIV.</p>
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