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	<title>Georgiana Braga-Orillard - UNAIDS Brasil</title>
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	<title>Georgiana Braga-Orillard - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>&#8220;Resposta à AIDS—de volta para o futuro&#8221;, por Georgiana Braga-Orillard</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2019 19:25:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em artigo publicado no caderno de Opinião do jornal Correio Braziliense, no dia 13 de março, a Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard, fala sobre o fim de seu mandato no país e os próximos desafios para alcançar o fim da epidemia de AIDS. Confira: Há alguns anos, assisti com meus gêmeos, que então, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/03/resposta-a-aids-de-volta-para-o-futuro-por-georgiana-braga-orillard/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em artigo publicado no caderno de Opinião do jornal Correio Braziliense, no dia 13 de março, a Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard, fala sobre o fim de seu mandato no país e os próximos desafios para alcançar o fim da epidemia de AIDS. Confira:<span id="more-10837"></span></p>
<p>Há alguns anos, assisti com meus gêmeos, que então tinham oito anos de idade, ao filme De Volta para o Futuro, um dos meus preferidos da minha adolescência. E, para meu espanto e decepção, eles não entenderam nada sobre o filme, porque não conseguiam identificar o que era passado, presente ou futuro. No filme, o passado é 1955, o presente é 1985 e o futuro, 2015, com toda a “tecnologia” disponível – incluindo uma máquina de fax. Para eles, tudo aquilo era passado.</p>
<p>Refletindo sobre o acontecido, percebi que temos feito o mesmo com nossos jovens em relação à educação sexual e, mais especificamente, em relação ao HIV. Estamos conversando com o jovem de hoje com a mesma linguagem e a mesma “tecnologia” de 30 anos atrás. A linguagem que nos tocou quando éramos jovens não é mais capaz de tocar as gerações de hoje. Precisamos falar de prevenção, sexualidade, direitos humanos de uma nova forma, atualizada para os dias e para a juventude de hoje e não para o jovem dos anos 1980.</p>
<p>Ao longo de quase duas décadas trabalhando com o tema HIV, percebo claramente que temos muita lição de casa para fazer em relação aos nossos jovens. A primeira delas é nos questionar: por que a epidemia voltou a crescer entre eles, principalmente entre jovens gays, homens que fazem sexo com outros homens, travestis e transexuais? Assim como no filme, não podemos deixar nossos “Marty McFly” perdidos nesta linha do tempo. Já passou da hora de começar a mudar o presente se quisermos realmente um futuro sem epidemia de Aids.</p>
<p>Depois de cinco anos à frente do escritório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, chego ao fim do meu mandato com sentimento contraditório. Por um lado, dever cumprido! Foram inúmeros obstáculos superados e conquistas alcançadas e tudo isso em uma prazerosa caminhada repleta de resultados positivos que traçamos como fruto do trabalho em equipe e como fruto de parcerias muito importantes com pessoas, movimentos, instituições, governos e empresas. Por outro lado, ainda não alcançamos as metas e não é hora de desacelerar os esforços.</p>
<p>É muito gratificante olhar para trás e ver os resultados concretos que alcançamos, com impacto direto para as pessoas a quem servimos, em especial pessoas vivendo com HIV e aquelas mais vulneráveis ao vírus — jovens gays e outros homens que fazem sexo com homens, travestis e pessoas transexuais, trabalhadores do sexo, pessoas que usam álcool e outras drogas, pessoas privadas de liberdade, entre outras.</p>
<p>Quando cheguei ao Brasil, em 2013, senti que o país seguia uma rota diferente do que apontavam os boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde. No primeiro relatório de Monitoramento Global da Aids (sigla GAM, na época GARPR), o centro das preocupações era uma possível “feminização” e “interiorização” da epidemia, enquanto os boletins demonstravam uma crescente epidemia entre jovens, principalmente gays, trans e travestis. Hoje vejo com orgulho os movimentos exigirem mais políticas públicas específicas para essas populações e também o esforço dos vários jovens que integraram a resposta à Aids.</p>
<p>Noto também, com muita satisfação, que o debate da sociedade sobre a epidemia, quase inexistente quando cheguei ao Brasil, revigorou-se nestes últimos anos, trazendo à tona discussões importantes na mídia tradicional, nas redes sociais, nos espaços de convívio em sociedade e até mesmo em instâncias legislativas. Nestas duas décadas trabalhando diretamente com temas relacionados ao HIV, sei como é difícil e complexo inserir e manter como relevante o debate sobre AIDS nestas diferentes arenas, em especial nos dias de hoje.</p>
<p>Sabemos que esse resultado é fruto de um esforço conjunto de diversos atores da resposta ao HIV no país, mas temos a certeza de que contribuímos de forma proativa, inovadora e incisiva para que esse cenário se consolidasse, criando oportunidades, inspirando governos, sociedade civil, populações vulneráveis e pessoas vivendo com HIV para que também trilhassem conosco os caminhos possíveis para chegarmos ao fim da epidemia de AIDS até 2030.</p>
<p>Como fruto de muito esforço, o UNAIDS retomou seu papel de protagonista e parceiro de primeira linha para ações, projetos e iniciativas de resposta ao HIV no país. Tornamo-nos sinônimo de modelo de qualidade, de inovação e de estratégias de ponta nesta área.</p>
<p>Saio do Brasil com orgulho desse trabalho cumprido. Tenho também a certeza e convicção de que este trabalho terá continuidade, porque ainda não chegamos ao fim. Essa meta só será alcançada quando ninguém for deixado para trás.</p>
<p><strong><em>Confira o texto original publicado no <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2019/03/13/interna_ciencia_saude,742605/artigo-resposta-a-aids-de-volta-para-o-futuro.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Correio Braziliense</a></em></strong></p>
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		<title>Discurso de Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS Brasil, durante a assinatura da Declaração de Paris em Porto Alegre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2015 19:06:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discursos]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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		<category><![CDATA[Declaração de Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Hoje dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, estamos vivendo aqui um momento histórico. Hoje, 15 cidades prioritárias e o governo do Rio Grande do Sul vão assinar a Declaração de Paris, que é um termo de compromisso para chegar às metas de tratamento 90-90-90 até 2020, colocando as pessoas no centro, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2015/12/discurso-de-georgiana-braga-orillard-diretora-do-unaids-brasil-durante-a-assinatura-da-declaracao-de-paris-em-porto-alegre/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, estamos vivendo aqui um momento histórico.<span id="more-2069"></span></p>
<p>Hoje, 15 cidades prioritárias e o governo do Rio Grande do Sul vão assinar a Declaração de Paris, que é um termo de compromisso para chegar às metas de tratamento 90-90-90 até 2020, colocando as pessoas no centro de todas ações e assim acabar com a epidemia de AIDS.</p>
<p>Excelentíssimo Senhor Governador do Rio Grande do Sul, agradecemos por nos ter reunido aqui, na sua casa, nesse momento tão importante.</p>
<div id="attachment_2072" style="width: 2410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-184_copyLOW.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2072" class="wp-image-2072 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-184_copyLOW.jpg" alt="Assinatura da Declaração de Paris do UNAIDS por 15 prefeituras do Rio Grande do Sul e pelo governo do Estado. A Declaração é um compromisso para a aceleração da resposta à AIDS por meio do cumprimento das metas de tratamento 90-90-90 até 2020: 90% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas; 90% destas em tratamento; e 90% destas com carga viral indetectável. FOTO: Jefferson Bernardes/ Agência Preview" width="2400" height="1600" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-184_copyLOW.jpg 2400w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-184_copyLOW-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-184_copyLOW-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-184_copyLOW-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-184_copyLOW-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 2400px) 100vw, 2400px" /></a><p id="caption-attachment-2072" class="wp-caption-text">Ivo Sartori, Governador do Rio Grande do Sul, e João Gabbardo, Secretário estadual de Saúde, durante a assinatura da Declaração de Paris</p></div>
<p>Excelentíssimos senhores prefeitos, vice-prefeitos e secretários de saúde que representam os municípios de: Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Caxias do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo, Sant’Ana do Livramento, Sapucaia do Sul, Uruguaiana e Viamão. Prezada Dra. Adele Benzaken, Diretora Adjunta do Departamento de DST, AIDS, Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Representantes da sociedade civil e demais autoridades presentes, agradecemos a terem aceitado o convite para participar dessa cerimonia.</p>
<p>Prefeitos do mundo inteiro, na Ásia, na África, na Europa e nas Américas estão assinando a declaração, demonstrando que o trabalho deve ser feito a nível local, e que autoridades das mais diversas orientações políticas,  como vemos aqui hoje, estão se alinhando para acabar com a epidemia de AIDS.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">A resposta à epidemia nunca foi – e nunca será – uma resposta de governo. É uma resposta de Estado. É um pacto de longo prazo assumido com toda a sociedade.</p>
</blockquote>
<p>O êxito acumulado até agora só foi possível graças ao engajamento coletivo de gestores, organismos internacionais, cientistas, setor privado, pessoas vivendo com HIV e a sociedade civil.</p>
<p>Ao encerrarmos o ano de 2015, teremos colocado quase 16 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento. Ou seja, pela primeira vez na história da ONU, alcançamos uma meta antes do seu prazo.</p>
<p>Aqui no Brasil, para acabarmos com a epidemia de AIDS, precisamos dar enfoque ao Rio Grande do Sul. O Estado, e as cidades aqui representadas carregam o maior fardo da epidemia no país.</p>
<p>Em 2014, o Rio Grande do Sul apresentou uma das maiores taxas de detecção de AIDS no Brasil. São mais de 4,000 casos de AIDS notificados por ano aqui no estado.</p>
<p>Mesmo assim, o estado tem mostrado uma queda progressiva no coeficiente de mortalidade nos últimos 10 anos. O trabalho tem dado resultado, mas o compromisso que assumimos aqui hoje pede mais: temos que acelerar esta resposta se quisermos realmente acabar com a epidemia de AIDS até 2030.</p>
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<p>Para acabar com a epidemia de AIDS, apenas o tratamento não basta  – é necessário reinventar a prevenção e promover a justiça social e os direitos humanos. O Rio Grande do Sul se orgulha – com toda razão – do seu desenvolvimento. Mas não há desenvolvimento sustentável sem investimento em saúde.</p>
<p>Não há desenvolvimento sustentável sem investimento em recursos humanos. Não há desenvolvimento sustentável sem jovens. Da mesma forma, não há desenvolvimento sustentável onde persistem a violência, o preconceito e a discriminação.</p>
<p>Para conseguirmos alcançar patamares ainda maiores de desenvolvimento, precisamos promover direitos humanos. É o que nos demonstram os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável acordados pelos países membros da ONU em setembro.</p>
<p>Os objetivos representam um apelo muito forte – para que não deixemos ninguém para trás. Porque nós temos, sim, deixado uma parcela da população para trás.</p>
<div id="attachment_2084" style="width: 2410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-039_copyLOW.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2084" class="wp-image-2084 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-039_copyLOW.jpg" alt="Assinatura da Declaração de Paris do UNAIDS por 15 prefeituras do Rio Grande do Sul e pelo governo do Estado. A Declaração é um compromisso para a aceleração da resposta à AIDS por meio do cumprimento das metas de tratamento 90-90-90 até 2020: 90% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas; 90% destas em tratamento; e 90% destas com carga viral indetectável. FOTO: Jefferson Bernardes/ Agência Preview" width="2400" height="1600" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-039_copyLOW.jpg 2400w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-039_copyLOW-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-039_copyLOW-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-039_copyLOW-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-039_copyLOW-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 2400px) 100vw, 2400px" /></a><p id="caption-attachment-2084" class="wp-caption-text">Na foto: João Gabbardo, Secretário Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS Brasil, Ivo Sartori, Governador do Rio Grande do Sul, e Sebastião Melo, Vice-Prefeito de Porto Alegre</p></div>
<p>Pessoas vivendo com HIV, as pessoas privadas de liberdade, as pessoas que usam drogas, profissionais do sexo, os migrantes e pessoas deslocadas, pessoas com deficiência e aquelas com 50 anos ou mais fazem parte das populações mais vulneráveis à epidemia.</p>
<p>13 mulheres foram assassinadas por dia no Brasil em 2013 de acordo com o relatório conjunto da OPAS/ ONUMulheres/Secretaria Especial de Política para Mulheres e da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO). A maioria delas em casa, por seus companheiros ou pessoas da família.</p>
<p>No mundo todo, AIDS continua sendo a maior causa de mortes de mulheres e meninas em idade reprodutiva.</p>
<p>O Brasil é o país onde mais se assassinam pessoas trans no mundo. Segundo a organização <em>Transgender Europe</em>, 40% dos assassinatos de pessoas trans na mundo aconteceram no Brasil.</p>
<p>No mundo todo vemos prevalência de cerca de 20% nas pessoas trans.</p>
<p>Os jovens, que são cada vez mais expostos à informação, encontram-se sem instrumentos para poder fazer bom uso dessas informações.</p>
<p style="text-align: left;">E hoje vemos um aumento de mais de 40% nos casos de AIDS entre 15-24 anos nos últimos 12 anos.</p>
<p>Essas são pessoas que deixamos para trás.</p>
<p>O fato é que lugar nenhum chega ao desenvolvimento excluindo uma parte da sua população.</p>
<p>O bem-estar comum, a conquista e a implementação dos direitos humanos precisam estar acima dos nossos interesses, ideologias e cargos.  Direitos humanos são a bandeira de toda e qualquer sociedade que visa o bem comum de seus indivíduos.</p>
<p>Nesse contexto, as metas 90-90-90 podem parecer ambiciosas. Mas temos a certeza de que são possíveis.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">Um novo pacto social é possível – um pacto social pelo fim da discriminação e pela implementação dos direitos humanos, pela saúde e pelo bem-estar de todos.</p>
</blockquote>
<p>Muitos duvidavam que chegaríamos a 15 milhões de pessoas em tratamento em 2015. No ano 2000, menos de 1 milhão de pessoas estavam em tratamento. E vejam onde chegamos, juntos.</p>
<p>Agora no dia 1o de dezembro, a Organização Mundial de Saúde apontou que em 17 países e territórios da América Latina, a transmissão de HIV e sífilis de mãe para filho foi eliminada &#8211; o que também é fato em vários países da Europa.</p>
<p>O Brasil e o Rio Grande do Sul tem feito importantes avanços nesse sentido mas somente com ampliação dos esforços conjuntos também poderemos almejar alcançar esta meta. Nenhum bebê deveria nascer com HIV aqui no Brasil e em nenhum outro país do mundo.</p>
<p>Coloco o apoio do UNAIDS à disposição do estado e dos municípios para chegarmos ao fim da epidemia.</p>
<p>A partir da assinatura da Declaração, as prefeituras, com o apoio do governo do estado e do governo federal, devem desenvolver um plano com ações prioritárias para a concretização dos compromissos assumidos na Declaração.</p>
<div id="attachment_2080" style="width: 2410px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-259_copyLOW.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-2080" class="wp-image-2080 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-259_copyLOW.jpg" alt="Assinatura da Declaração de Paris do UNAIDS por 15 prefeituras do Rio Grande do Sul e pelo governo do Estado. A Declaração é um compromisso para a aceleração da resposta à AIDS por meio do cumprimento das metas de tratamento 90-90-90 até 2020: 90% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas; 90% destas em tratamento; e 90% destas com carga viral indetectável. FOTO: Jefferson Bernardes/ Agência Preview" width="2400" height="1600" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-259_copyLOW.jpg 2400w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-259_copyLOW-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-259_copyLOW-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-259_copyLOW-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/UNAIDS-259_copyLOW-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 2400px) 100vw, 2400px" /></a><p id="caption-attachment-2080" class="wp-caption-text">Foto oficial da assinatura da Declaração por 15 prefeituras do Rio Grande do Sul e pelo governo do Estado</p></div>
<p>Contem conosco para isso. O plano de trabalho da Cooperação Interfederativa que já está estabelecida no estado certamente vai colaborar nesse sentido.</p>
<p>Hoje, as cidades aqui presentes se somam a um movimento global, que no Brasil já conta o engajamento das prefeituras de: Brasília, Belém, Curitiba, Manaus, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, e das cidades do Alto Solimões – Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte.</p>
<p>Juntas todas essas cidades são lares de mais de 34 milhões de brasileiros e brasileiras.</p>
<p>Parabenizo e agradeço aos prefeitos e ao governador pelo comprometimento neste esforço global de aceleração de resposta a epidemia de AIDS.</p>
<p>Temos o dever, em relação aos jovens do Rio Grande do Sul, e também às gerações futuras, de preparar um Brasil  –  com zero nova infecção, zero discriminação discriminação e zero morte relacionada à AIDS.</p>
<p>Obrigada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Georgiana Braga-Orillard</strong><br />
<strong> Diretora do UNAIDS Brasil</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><a href="https://unaids.org.br/2015/12/rs-e-15-prefeituras-gauchas-assinam-a-declaracao-de-paris-comprometendo-se-com-as-metas-90-90-90-pelo-fim-da-epidemia-de-aids-ate-2030/" target="_blank" rel="noopener">Saiba mais sobre a assinatura da Declaração de Paris pelo governo do Rio Grande do Sul e outras 14 prefeituras  do estado aqui.</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/12/Declara%C3%A7%C3%A3o-de-Paris-PORT-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">Acesse o texto da Declaração de Paris na íntegra aqui.</a></strong></p>
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		<title>Vislumbrar o fim da epidemia da AIDS não é mais utopia – é um compromisso</title>
		<link>https://unaids.org.br/2015/11/vislumbrar-o-fim-da-epidemia-da-aids-nao-e-mais-utopia-e-um-compromisso/</link>
		
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2015 20:17:42 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Georgiana Braga-Orillard]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Senhoras e senhores, boa noite. Hoje estou aqui representando o Sr Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS e suas agências co-patrocinadoras. O 10º  Congresso de AIDS e 3º Congresso de Hepatites Virais acontece em um momento oportuno. O mundo acaba de adotar os Objetivos Globais para o Desenvolvimento Sustentável e as nações signatárias se, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2015/11/vislumbrar-o-fim-da-epidemia-da-aids-nao-e-mais-utopia-e-um-compromisso/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Senhoras e senhores, boa noite.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje estou aqui representando o Sr Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS e suas agências co-patrocinadoras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O 10º  Congresso de AIDS e 3º Congresso de Hepatites Virais acontece em um momento oportuno.</span></p>
<p><span id="more-1934"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo acaba de adotar os Objetivos Globais para o Desenvolvimento Sustentável e as nações signatárias se comprometeram, coletivamente, a Acelerar a Resposta para chegarmos ao fim da epidemia de AIDS até 2030. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vislumbrar o fim da epidemia não é mais utopia – </span><b>é um compromisso.</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alcançamos este ano as metas para AIDS previstas no Objetivo de Desenvolvimento do Milênio 6 (ODM 6), </span><b>de parar e reverter o curso da epidemia de AIDS</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela primeira vez na história das Nações Unidas, conseguimos alcançar uma meta antes do prazo originalmente definido e colocar 15 milhões de pessoas em tratamento. Essa meta, aliás, era considerada inatingível por muitos, quando no ano 2000 tínhamos apenas</span><span style="font-weight: 400;"> 1 milhão de pessoas em tratamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse êxito se deve a um compromisso sem precedentes de governos, organismos internacionais, cientistas, setor privado, pessoas vivendo com HIV e a sociedade civil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nosso desafio ainda é grande.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fim da epidemia requer ainda mais investimento, compromisso, engajamento e inovação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os últimos quilômetros de uma maratona são sempre os mais difíceis. É a hora do </span><i><span style="font-weight: 400;">sprint</span></i><span style="font-weight: 400;"> final, de buscarmos fôlego onde já não achávamos que seria possível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imbuída desse espírito, duas semanas atrás, a Junta Coordenadora do UNAIDS aprovou a nova estratégia para o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/AIDS, para o período de 2016 a 2021. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a estratégia propõe novas metas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">As &#8211; já famosas &#8211; metas de tratamento 90-90-90 </span>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">que até 2020, 90% das pessoas vivendo com HIV estejam diagnosticadas e conheçam seu estado sorólogico</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">que destas, 90% estejam em tratamento </span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">e que destas, 90% vivam com carga viral indetectável.</span></li>
</ul>
</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;"> A nova estratégia também estipula:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">metas para que 90% das pessoas tenham acesso a serviços de prevenção do HIV, incluindo o preservativo, além de serviços de saúde sexual e reprodutiva.</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Zero nova infecção em crianças. </span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Acesso equitativo para populações-chave, com 90% das pessoas mais vulneráveis tendo acesso assegurado a serviços de prevenção combinada. </span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Que 90% de pessoas vivendo com HIV relatem experiências de Zero Discriminação</span></li>
<li style="font-weight: 400;"><span style="font-weight: 400;">Entre outras</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Estas metas demonstram bem que, para acabar com a AIDS, não é suficiente apenas o tratamento &#8211; é </span><b>necessário reinventar a prevenção </b><span style="font-weight: 400;">e </span><b>promover a justiça social e os direitos humanos</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E estamos sedentos por mais justiça social e mais respeito aos direitos humanos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto estamos aqui reunidos neste 10º Congresso de AIDS, vemos um recrudescimento global da intolerância e do extremismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apenas no último mês vimos atentados covardes em Sharm El Sheik (no Egito), em Beirute (no Líbano) e em Paris (na França).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A intolerância que aparece de formas tão extremas, não foi criada da noite para o dia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, bem mais perto de nós, também testemunhamos formas extremas de intolerância e de violência.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos exemplos mais evidentes e tristes é a violência que sofrem nossas trans e travestis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Brasil hoje é o país onde mais se assassinam pessoas trans no mundo, segundo a organização </span><b>Transgender Europe</b><span style="font-weight: 400;">, que reuniu dados de janeiro de 2008 a dezembro de 2014. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o levantamento, </span><b>40% dos assassinatos</b><span style="font-weight: 400;"> de pessoas trans na mundo aconteceram no Brasil.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse cenário traz consequências gravíssimas para a epidemia de AIDS. O UNAIDS estima que, mundialmente, </span><b>cerca de 19% </b><span style="font-weight: 400;">delas vivem com o vírus em todo o mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A violência e discriminação que sofrem gays e outros homens que fazem sexo com homens também é inaceitável. Dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos mostram que em 2014, a cada hora, 1 gay sofreu violência no Brasil. E, como veremos em várias discussões do Congresso, essa população também é uma das mais vulneráveis à epidemia.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A violência contra mulheres também é alarmante: de acordo com o relatório conjunto da OPAS/ ONUMulheres/Secretaria Especial de Politica para Mulheres e da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), em 2013, 13 mulheres foram assassinadas por dia no Brasil. Um aumento de mais de 250%  em relação a 1980. A maioria delas em casa, por seus companheiros ou pessoas da família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este também é mais um contexto de vulnerabilidade que traz números tristes sobre a epidemia. No mundo todo, AIDS continua sendo a maior causa de mortes de mulheres e meninas em idade reprodutiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembremo-nos também das diversas formas de violência e intolerância que atingem outras populações-chave: além das pessoas vivendo com HIV, as pessoas privadas de liberdade, os migrantes, as pessoas que injetam drogas e usuários de crack, profissionais do sexo, pessoas deslocadas, pessoas com deficiência e aquelas com 50 anos ou mais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A violência e a intolerância ganham terreno porque há falta de educação e preparo dos nossos jovens – onde as questões de sexualidade e de gênero vêm sendo sistematicamente retiradas das escolas. E relatos de bullying e discriminação também seguem aumentando sistematicamente.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Intolerância que também vejo todos os dias, de forma muito próxima, quando recebo mensagens de jovens via Facebook, Whatsapp e e-mail. Denunciando violência, bullying, pedindo ajuda, pedindo que se respeitem seus direitos.</span></p>
<p><b>Direitos Humanos têm que ser parte central do nosso trabalho</b><span style="font-weight: 400;"> e </span><b>estar no coração de nossas estratégias</b><span style="font-weight: 400;">. São parte intrínseca do desenvolvimento de qualquer nação. Direitos humanos são universais e não podem ser plataforma de um ou outro partido. </span><b>Precisam estar na agenda de todos os que acreditam no futuro do país</b><span style="font-weight: 400;">.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estratégia 2016-2021 do UNAIDS nos estimula a trabalhar para fortalecer os elos entre </span><b>saúde e justiça</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>saúde e equidade</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>saúde a inclusão</b><span style="font-weight: 400;">, </span><b>saúde e bem estar</b><span style="font-weight: 400;">,  </span><b>saúde a paz</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E estamos aqui para apoiá-los nesta empreitada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, gostaria de concluir agradecendo o compromisso do governo brasileiro, governos estaduais e municipais, do Congresso e da Frente Parlamentar de Luta contra AIDS, da academia, do setor privado, da sociedade civil e de pessoas vivendo com HIV aqui no Brasil em relação ao avanço em direção as estas metas globais. </span></p>
<p><b>O Brasil tem sido um aliado de peso</b><span style="font-weight: 400;">, e colocou em campo um arsenal muito importante contra a epidemia: sua estrutura governamental, novas tecnologias e sua ampla rede de saúde, além, é claro, de muita força de vontade e engajamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meu agradecimento especial ao Dr Fábio Mesquita, que tem feito a diferença desde sua chegada ao Departamento em 2013. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o inicio da epidemia, 76 milhões de pessoas se infectaram pelo HIV no mundo todo. Hoje são quase 37 milhões de pessoas vivendo com o vírus.  </span></p>
<p><b>Nós temos o dever, em relação a essas pessoas, em relação aos nossos jovens e também às gerações futuras, de preparar um mundo – e um Brasil  –  com zero nova infecção, zero discriminação discriminação e zero morte relacionada à AIDS. </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aproveito para </span><b>saudar a juventude </b><span style="font-weight: 400;">aqui representada de diversas formas, em especial, ao pessoal do </span><b>Curso de formação de Jovens Lideranças</b><span style="font-weight: 400;">. É um prazer enorme vê-los aqui, participando deste momento tão importante.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>fim da epidemia de AIDS deve ser o nosso legado </b><span style="font-weight: 400;">– e nós acreditamos firmemente que isso é possível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">*-*-*</span></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2015/11/vislumbrar-o-fim-da-epidemia-da-aids-nao-e-mais-utopia-e-um-compromisso/">Vislumbrar o fim da epidemia da AIDS não é mais utopia – é um compromisso</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Especialistas debatem sobre papel da mídia na cobertura sobre a AIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2014/11/especialistas-debatem-sobre-papel-da-midia-na-cobertura-sobre-a-aids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2014 20:27:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[AIDS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Às vésperas do Dia mundial de luta contra a Aids (01/12), o Portal Imprensa mobilizou especialistas em comunicação, saúde, educação e organizações internacionais e não-governamentais para realizar  nesta quinta-feira (27/11) a segunda edição do Fórum AIDS e o Brasil. Segundo os organizadores do Fórum, os vídeos com os três blocos de debate estarão disponíveis, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2014/11/especialistas-debatem-sobre-papel-da-midia-na-cobertura-sobre-a-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="justify">Às vésperas do Dia mundial de luta contra a Aids (01/12), o Portal Imprensa mobilizou especialistas em comunicação, saúde, educação e organizações internacionais e não-governamentais para realizar  nesta quinta-feira (27/11) a segunda edição do Fórum AIDS e o Brasil. Segundo os organizadores do Fórum, os vídeos com os três blocos de debate estarão disponíveis em breve no Portal Imprensa.</p>
<p style="text-align: left;" align="justify">Fruto de uma parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e o Ministério da Saúde, o evento foi transmitido ao vivo pela internet e contou com participação dos internautas que enviaram perguntas pelo chat. Ao longo de três blocos, o público teve a oportunidade de aprender mais sobre os temas: controle da AIDS pela ação e educação; mídia como plataforma de informação sobre o HIV;  e mobilização da sociedade civil no combate à AIDS.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/b0dL_qpZNfU" width="580" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p style="text-align: left;" align="justify">&#8220;O Brasil tem um desafio muito grande pelo tamanho e complexidade do país. De um lado tem uma resposta médica fantástica, excelente, com testes sanguíneos e orais fabricados no Brasil distribuídos pelo SUS e ONGS, mas ao mesmo tempo existe muita discriminação”, disse Georgiana Braga-Orillard, diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil. “Apesar de o sistema estar pronto, muita gente está morrendo sem saber que tem o vírus. A mídia tem um papel importante a cumprir&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align: left;" align="justify">Segundo Georgiana, os dados mais recentes que mostraram aumento de óbitos no Brasil precisam ser analisados por duas perspectivas: em parte porque as pessoas que se tratam há muito tempo estão morrendo, mas também, principalmente, porque elas não estão se tratando a tempo. Uma das soluções para reduzir estes óbitos, segundo ela, é o trabalho em conjunto da sociedade civil com a mídia para trazer o tema ao debate, partindo, por exemplo, das novidades que podem ajudar no diagnóstico e tratamento da doença.</p>
<p style="text-align: left;" align="justify">O painel <em>Mobilização da sociedade civil no combate à AIDS</em> encerrou o 2º Fórum AIDS e o Brasil, abordando casos de engajamento social que demonstram o potencial e a responsabilidade de cada um na luta contra o vírus. Além de Georgiana, participaram também Pedro Furtado, roteirista do filme “Boa Sorte”, da Conspiração Filmes, e Valdir Cimino, presidente da Associação Viva e Deixe Viver.</p>
<p style="text-align: left;" align="justify">Para Cimino, uma das principais falhas da imprensa no processo de evitar uma epidemia é não falar da doença constantemente. &#8220;A mídia presta um desserviço quando ela não olha esses assuntos que são muito importantes para a sociedade. A mídia tem que encontrar meios e criar artimanhas para impactar e sensibilizar o público&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;">Ainda segundo ele, é preciso trabalhar com as famílias e outros grupos da sociedade para trazer o tema à luz e falar dele abertamente. &#8220;Nos hospitais, às vezes, vemos crianças que estão lá fazendo o tratamento e não sabem o quê e nem por que estão passando por isso. Temos literatura, manuais e muitos outros recursos, mas existem os conflitos, os paradigmas da sociedade, da família em não falar&#8221;, explica.</p>
<p style="text-align: left;" align="justify">Roteirista do filme <a href="https://www.youtube.com/watch?v=J_xIOIfPKzU" target="_blank" rel="noopener noreferrer">&#8220;Boa Sorte&#8221;</a>, que teve sua estreia nacional no dia 27/11, falou sobre a protagonista da trama, vivida pela atriz Debora Secco, que é uma personagem vivendo com HIV. Pedro Furtado destacou o papel da ficção abordar o tema, aproximando o assunto das pessoas. &#8220;Apesar de ter uma personagem com HIV, o filme tem outros elementos, o HIV é só mais um deles. O jovem tem milhões de interesses e se esse assunto estiver misturado com outros, naturalmente vai entrar. Outra coisa importante são as pessoas que dão depoimento, mostram a cara. Estatísticas às vezes ficam muito distantes&#8221;.</p>
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