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		<title>Em Davos, UNAIDS pede compromisso e ação global por medicamentos injetáveis de longa duração em resposta ao HIV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2025 16:49:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta terça-feira, 21, durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alertou que novos medicamentos de longa duração para prevenção – e para potencial tratamento – do HIV podem ajudar a acabar com a AIDS, se lideranças corporativas e políticas agirem com, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/01/em-davos-unaids-pede-compromisso-e-acao-global-por-medicamentos-injetaveis-de-longa-duracao-em-resposta-ao-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Nesta terça-feira, 21, durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) alertou que <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/03/2025_03_11-UMA-OPORTUNIDADE-PARA-ACABAR-COM-A-AIDS_VF.pdf" target="_blank" rel="noopener" title="">novos medicamentos</a></span> de longa duração para prevenção – e para potencial tratamento – do HIV podem ajudar a acabar com a AIDS, se lideranças corporativas e políticas agirem com rapidez e urgência na priorização de acesso em países de baixa e média rendas.</p>



<span id="more-29444"></span>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Novas tecnologias de prevenção</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O Lenacapavir, medicamento injetável produzido pela Gilead Sciences, apresentou eficácia de mais de 95% na prevenção do HIV com apenas duas doses anuais. A empresa atualmente conduz testes para aplicações essas aplicações.</p>


<iframe class="embed-pdf-viewer" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/03/2025_03_11-UMA-OPORTUNIDADE-PARA-ACABAR-COM-A-AIDS_VF.pdf" height="600" width="600" title="2025_03_11 UMA OPORTUNIDADE PARA ACABAR COM A AIDS_VF"></iframe>


<p class="wp-block-paragraph">A <em><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2022/06/unaids-responde-anuncio-viiv-healthcare-sobre-licenciamento-cabotegravir-de-longa-duracao/" target="_blank" rel="noopener" title="">ViiV Healthcare</a></span></em>, empresa desenvolvedora do medicamento injetável Cabotegravir, administrado uma vez a cada dois meses para prevenir o HIV, que já é usado em alguns países. Anéis vaginais com efeito mensal, além de comprimidos e anéis vaginais de longa duração estão em fase de testes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas novas tecnologias nos dão uma chance real de acabar com a AIDS até 2030”, afirmou Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS e Subsecretária-Geral das Nações Unidas. “Mas isso vem com uma condição: apenas se empresas farmacêuticas, governos, parcerias internacionais e sociedade civil se unirem em torno da prevenção e tratamento do HIV, poderemos usar todo o potencial desses medicamentos e acabar com a AIDS mais cedo do que imaginávamos.”</p>



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												<div class="slideshow_title">Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS, no Fórum Econômico Mundial, em Davos.</div>
																		<div class="slideshow_description">“Precisamos fazer melhor desta vez. Ou as empresas assumem seu papel, ou os governos intervêm. Esta é a nossa chance de acabar com a AIDS – e não podemos nos dar ao luxo de perdê-la.”
Crédito: World Economic Forum</div>
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<p class="wp-block-paragraph">Os novos medicamentos de longa duração representam avanços significativos na prevenção de novas infecções por HIV e já são usados na supressão do vírus em algumas pessoas vivendo com HIV. No entanto, seu potencial só será alcançado se todas as pessoas, em qualquer lugar do mundo, possam se beneficiar com o acesso a esses medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS pede que as empresas farmacêuticas acelerem o processo e garantam “preços acessíveis e concorrência com medicamentos genéricos” no mercado desses novos medicamentos para o HIV. “Não temos problema com o lucro, mas não aceitaremos práticas de lucro abusivo”, afirmou Winnie.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a Gilead e a ViiV tenham licenciado a produção de genéricos para alguns países – o que merece reconhecimento –, o processo está acontecendo de forma muito lenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os [medicamentos] genéricos não devem estar disponíveis antes do próximo ano, e muitos países foram excluídos, como quase toda a América Latina, uma região onde as infecções por HIV estão em crescimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, para atender às necessidades globais, a Gilead licenciou apenas seis empresas para fabricar versões genéricas do medicamento, sem incluir indústrias na África Subsaariana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que esses medicamentos estejam amplamente disponíveis e sejam acessíveis, é necessário aumentar a produção de genéricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Gilead ainda não anunciou o preço do lenacapavir para prevenção. No entanto, seu custo como tratamento nos Estados Unidos pode chegar a cerca de US$ 40 mil por pessoa ao ano.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Mais pessoas em prevenção, menor custo</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo sugere que, se 10 milhões de pessoas tiverem acesso ao medicamento, os genéricos poderiam custar apenas US$ 40 por pessoa ao ano, o que representa uma redução de 99,9%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até o final de 2023, apenas 3,5 milhões de pessoas usavam a profilaxia pré-exposição (PrEP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A meta do UNAIDS é alcançar 10 milhões de pessoas com medicamentos preventivos contra o HIV até o final de 2025. “Isso é possível, mas somente se tivermos ambição para o alcance desta meta”, afirmou Byanyima. “Olhem para os contraceptivos injetáveis – 72 milhões de mulheres ao redor do mundo os usaram em 2022. Pensem nas vacinas contra a COVID-19 em países ricos – 4,5 bilhões de pessoas se vacinaram em um ano. Por que não podemos ter a mesma ambição para o HIV? Fizemos isso para o tratamento do HIV, e podemos fazer para a prevenção. Já conseguimos antes – e podemos fazer de novo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, 30 milhões &#8211; ou 75% &#8211; das 40 milhões de pessoas vivendo com HIV estão em tratamento – uma conquista gigantesca, mas que demorou muito e custou muitas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora esses novos medicamentos não sejam uma cura ou vacina, eles têm o potencial de frear a pandemia de HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2024/06/unaids-e-fundo-global-assinam-novo-quadro-estrategico-para-colaboracao-no-combate-a-aids/" target="_blank" rel="noopener" title="">Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária</a></span> e o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.hiv.gov/federal-response/pepfar-global-aids/pepfar" target="_blank" rel="noopener" title="">Plano de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio da AIDS</a></span> (PEPFAR) recentemente anunciaram um acordo para disponibilizar o lenacapavir a 2 milhões de pessoas nos próximos três anos. Um bom começo, mas ainda insuficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A ciência nos entregou uma ferramenta poderosa: medicamentos que previnem a infecção por HIV com apenas duas injeções anuais e que também podem funcionar como tratamento”, disse Byanyima. “Precisamos fazer melhor desta vez. Ou as empresas assumem seu papel, ou os governos intervêm. Esta é a nossa chance de acabar com a AIDS – e não podemos nos dar ao luxo de perdê-la.”</p>
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		<title>Aliança Empresarial para Acabar com a AIDS até 2030 é lançada no Fórum Econômico Mundial</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jan 2020 18:15:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Aliança Empresarial para Acabar com a AIDS até 2030, uma coalizão público-privada copatrocinada pelo UNAIDS e GBCHealth, foi lançada hoje em Davos, Suíça, às margens do Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial. A Aliança reúne empresas inovadoras para fortalecer a colaboração intersetorial, desenvolver valores em comum e criar espaços para uma colaboração efetiva., <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/01/alianca-empresarial-para-acabar-com-a-aids-ate-2030-e-anunciada-no-forum-economico-mundial/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A Aliança Empresarial para Acabar com a AIDS até 2030, uma coalizão público-privada copatrocinada pelo UNAIDS e GBCHealth, foi lançada hoje em Davos, Suíça, às margens do Encontro Anual do <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Fórum Econômico Mundial (opens in a new tab)" href="https://www.weforum.org/" target="_blank">Fórum Econômico Mundial</a>.  </p>



<span id="more-14053"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A Aliança reúne empresas inovadoras  para fortalecer a colaboração intersetorial, desenvolver valores em comum e criar espaços para uma colaboração efetiva. Sua meta é proporcionar às empresas as ferramentas necessárias e o suporte de parceiros do setor público para ajudar a alcançar o objetivo de <a href="https://unaids.org.br/ods/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" label="acabar com a AIDS até 2030 (opens in a new tab)">acabar com a AIDS até 2030</a>.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A indústria foi e continua sendo essencial para a resposta à AIDS, seja desafiando o estigma que cerca o HIV, ou construindo parcerias inovadoras entre empresas através de setores e implementando programas de diagnóstico, tratamento e prevenção dentro dos locais de trabalho e comunidades que os cercam. Entretanto, esses modelos precisam operar em escala para preencher as lacunas de investimento e implementação necessárias para alcançar a meta de acabar com a AIDS até 2030.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Hoje toda empresa deve fazer uma contribuição positiva para as sociedades a que servem —isso não é uma opção, isso é um imperativo. Para além de alcançar seus objetivos econômicos, empresas devem proporcionar um positivo impacto social e ambiental. O setor privado tem um papel fundamental na resposta multisetorial ao HIV. Empresas devem garantir que seus funcionários, seus fornecedores e as comunidades recebam tratamento para HIV e programas de prevenção e cuidado. Juntos, podemos acabar com a AIDS até 2030,” disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Entendendo que um mundo livre da AIDS está para além do alcance de uma só empresa, manter as coisas como estão não vai nos ajudar a alcançar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, tampouco uma inovação vinda de apenas alguns precursores. Esse plano vai precisar de colaboração intersetorial, das redes de abastecimento e sistemas econômicos, assim como parcerias inovadoras com o governo e a sociedade civil. Nós, da Anglo American, estamos comprometidos a ser parte da Aliança Empresarial para Acabar com a AIDS até 2030, e estimulamos outras empresas a se juntar aos nossos esforços coletivos,” disse Nolitha Fakude, presidente do conselho de gestão da Anglo American na África do Sul.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“A resposta ao HIV é importante para as empresas, e as empresas vêm sendo líderes globais na resposta à AIDS por mais de duas décadas. Inovações empresariais em produtos e serviços, relacionamento com funcionários, consumidores e decisores políticos, capacidade de logística e recursos, análise de dados, marketing e recursos financeiros, podem ajudar a preencher as lacunas dos financiamentos públicos de programas de teste, prevenção e tratamento para HIV. Empresas com pensamento inovador são necessárias para ajudar a desenvolver soluções holísticas e gestão de riscos. Estamos em uma encruzilhada. O futuro será determinado pelo que faremos hoje,” disse Nancy Wildfeir-Field, Presidente da GBCHealth. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Aliança Empresarial para Acabar com a AIDS até 2030, lançada no Fórum Econômico Mundial, irá funcionar como um veículo e uma voz coletiva para disseminar as melhores práticas através de plataformas públicas, suas companias e suas respectivas redes de abastecimento. Além disso, vai servir como um órgão coletivo para ajudar a definir regulações e políticas para apoiar programas de prevenção e tratamento ao HIV e acabar com estigma e discriminação relacionados ao HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais informações sobre a Aliança Empresarial para Acabar com a AIDS até 2030 e como você pode se associar, por favor entre em contato com Frauke Joosten em joostenvegliof@unaids.org </p>
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		<title>A saúde não deve ser um privilégio dos ricos — o direito à saúde pertence a todos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jan 2020 18:16:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS pede aos governos a garantia de que o direito à saúde seja alcançado por todos, a partir da priorização dos investimentos públicos em saúde. Pelo menos metade da população mundial não consegue acessar serviços essenciais de saúde. A cada dois minutos uma mulher morre ao dar à luz. Entre as pessoas deixadas, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/01/a-saude-nao-deve-ser-um-privilegio-dos-ricos-o-direito-a-saude-pertence-a-todos/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS pede aos governos a garantia de que o direito à saúde seja alcançado por todos, a partir da priorização dos investimentos públicos em saúde. Pelo menos metade da população mundial não consegue acessar serviços essenciais de saúde. A cada dois minutos uma mulher morre ao dar à luz. Entre as pessoas deixadas para trás estão mulheres, adolescentes, pessoas vivendo com HIV, gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, transgêneros, migrantes, refugiados e pessoas pobres. </p>



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<p class="wp-block-paragraph">“O direito à saúde está evadindo dos pobres e as pessoas que tentam sair da pobreza estão sendo esmagadas pelos custos inaceitavelmente altos dos cuidados de saúde. Os 1% mais ricos se beneficiam da ciência de ponta, enquanto os pobres lutam para obter assistência médica básica”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase 100 milhões de pessoas são levadas à extrema pobreza (definida como viver com  US$1,90 ou menos por dia) porque precisam pagar por assistência médica e mais de 930 milhões de pessoas (cerca de 12% da população mundial) gastam pelo menos 10 % de seus orçamentos domésticos em saúde. Em muitos países, as pessoas não recebem assistência médica ou recebem assistência médica de baixa qualidade por causa de tarifas inacessíveis ao usuário. O estigma e a discriminação negam às pessoas pobres e vulneráveis, especialmente às mulheres, o seu direito à saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda semana, 6 mil mulheres jovens em todo o mundo são infectadas pelo HIV. Na África Subsaariana, quatro em cada cinco novas infecções por HIV entre adolescentes estão entre meninas adolescentes e as doenças relacionadas à AIDS são as maiores causas de morte de mulheres em idade reprodutiva na região. Apesar do progresso significativo na redução de mortes relacionadas à AIDS e novas infecções pelo HIV, houve <a href="https://unaids.org.br/estatisticas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="1,7 milhão de novas infecções pelo HIV em 2018 (opens in a new tab)">1,7 milhão de novas infecções pelo HIV em 2018</a> e quase 15 milhões de pessoas ainda estão esperando para receber o tratamento de HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os serviços de saúde financiados publicamente são o maior equalizador da sociedade&#8221;, disse Byanyima. “Quando os gastos com saúde são cortados ou inadequados, são os pobres e marginalizados da sociedade, especialmente mulheres e meninas, que perdem o direito à saúde primeiro e precisam arcar com o ônus de cuidar de suas famílias.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Oferecer cuidados de saúde para todos é uma escolha política que muitos governos não estão fazendo. A Tailândia reduziu as taxas de mortalidade de crianças para 9,1 por 1.000 nascidos vivos em menos de cinco anos, enquanto nos Estados Unidos a taxa é de 6,3 por 1.000 nascidos vivos, mesmo que o produto interno bruto (PIB) per capita da Tailândia seja cerca de um décimo dos Estados Unidos. O progresso da Tailândia foi alcançado por meio de um sistema de saúde público, que dá a todos os cidadãos tailandeses serviços essenciais de saúde em todas as fases da vida e não deixa ninguém para trás. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul tinha apenas 90 pessoas em terapia antirretroviral em 2000, mas em 2019 alcançou a marca de mais de 5 milhões de pessoas em tratamento para o HIV. A África do Sul agora tem o maior programa de tratamento de HIV do mundo. Países como Canadá, França, Cazaquistão e Portugal têm fortes sistemas de saúde financiados publicamente, mas outros países mais ricos, não. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos países, os investimentos em saúde permanecem muito baixos em comparação com seu produto interno bruto. A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento estima que os países em desenvolvimento perdem entre US$ 150 bilhões e US$ 500 bilhões a cada ano, devido à evasão fiscal das empresas e à transferência de lucros pelas grandes empresas. Se esse dinheiro perdido fosse investido em saúde, os investimentos poderiam triplicar nos países de baixa renda e dobrar nos países de baixa renda média. A fraude fiscal nega aos países em desenvolvimento receitas muito necessárias e rouba das pessoas comuns serviços vitais de saúde. Os países da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental perdem cerca de US$ 9,6 bilhões a cada ano devido a inúmeros incentivos fiscais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É inaceitável que as pessoas ricas e as grandes empresas estejam evitando impostos e as pessoas comuns pagando com sua saúde&#8221;, disse Byanyima. &#8220;As grandes empresas devem pagar sua parcela justa de impostos, proteger os direitos dos funcionários, oferecer salário igual por trabalho igual e proporcionar condições de trabalho seguras para todos, especialmente para as mulheres&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A dívida está representando uma séria ameaça à economia, saúde e desenvolvimento da África, resultando em grandes cortes nos gastos sociais para garantir o pagamento. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), em abril de 2019, metade dos países de baixa renda da África estava em dificuldades de dívida ou em alto risco de fazê-lo. Além dos países de baixa renda, na Zâmbia houve uma queda de 27% nos investimentos em saúde e um aumento do serviço da dívida em 790% entre 2015 e 2018. Tendências semelhantes foram observadas no Quênia, onde o serviço da dívida aumentou 176% e os investimentos em saúde diminuíram 9% entre 2015 e 2018. “Existe uma necessidade urgente de gerenciar a dívida de maneira a proteger a saúde das pessoas. Isso significa garantir que o novo financiamento se concentre nos investimentos sociais, sendo suspensos os pagamentos da dívida por um período, se necessário, para permitir a recuperação econômica e a reestruturação da dívida sob um mecanismo coordenado para proteger os gastos com HIV, saúde e desenvolvimento”, disse Byanyima. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um fator importante de problemas de saúde é a negação dos direitos humanos. Segundo o Banco Mundial, mais de um bilhão de mulheres não têm proteção legal contra a violência doméstica e quase 1,4 bilhão de mulheres não possui proteção legal contra a violência econômica doméstica. Em pelo menos 65 países, a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo é um crime. Nos últimos anos, em alguns países, as repressões e restrições a lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais aumentaram. O trabalho sexual é uma ofensa criminal em 98 países. Quarenta e oito países e territórios ainda mantém alguma forma de restrição relacionadas ao HIV na entrada, estadia e residência. Um estudo recente sobre políticas de trabalho sexual em 27 países concluiu que aqueles que descriminalizaram alguns aspectos do trabalho sexual têm uma prevalência significativamente menor de HIV entre profissionais do sexo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 91 países, os adolescentes exigem o consentimento dos pais para fazer um teste de HIV e em 77 países exigem o consentimento dos pais para acessar serviços de saúde sexual e reprodutiva, criando barreiras para proteger os jovens da infecção pelo HIV. Uma das consequências disso é que a taxa de incidência do HIV entre jovens mulheres e meninas no leste e sul da África é duas vezes maior que a dos homens. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Na próxima década, podemos acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública e alcançar uma cobertura universal de saúde. Os governos devem tributar de maneira justa, prestar assistência médica de qualidade com recursos públicos, garantir os direitos humanos e alcançar a igualdade de gênero para todos — é possível ”, disse Byanyima. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.unaids.org/en" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="UNAIDS (opens in a new tab)">UNAIDS</a> está participando de vários eventos na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial de 2020 em Davos, na Suíça, para destacar a necessidade de os governos cumprirem seus compromissos de realizar a cobertura universal de saúde e garantir que ninguém seja deixado para trás. </p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/01/a-saude-nao-deve-ser-um-privilegio-dos-ricos-o-direito-a-saude-pertence-a-todos/">A saúde não deve ser um privilégio dos ricos — o direito à saúde pertence a todos</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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