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	<title>Claudia Velasquez - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>UNAIDS celebra o Dia da Pessoa Idosa e alerta para os dados de HIV e AIDS nesta população</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Oct 2023 12:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia Nacional da Pessoa Idosa, comemorado em 1 de outubro, é uma oportunidade para celebrar a sabedoria que a passagem dos anos traz e refletir sobre o potencial e os desafios que a longevidade oferece ao Brasil. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD), divulgada em junho de 2023, pelo, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2023/10/unaids-celebra-o-dia-da-pessoa-idosa-e-alerta-para-os-dados-de-hiv-e-aids-nesta-populacao/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Dia Nacional da Pessoa Idosa, comemorado em 1 de outubro, é uma oportunidade para celebrar a sabedoria que a passagem dos anos traz e refletir sobre o potencial e os desafios que a longevidade oferece ao Brasil.</p>



<span id="more-25817"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Dados da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://sidra.ibge.gov.br/tabela/6407" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio</a></span> Contínua (PNAD), divulgada em junho de 2023, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que na última década, a população brasileira envelheceu, e o percentual de pessoas a partir de 60 anos saltou de 11,3% para 15,1%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A longevidade é uma conquista que deve ser celebrada. Graças aos avanços na medicina e no acesso à informação sobre saúde, as pessoas estão vivendo mais e com mais qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, esse aumento na expectativa de vida também traz desafios únicos, especialmente para quem vive com condições crônicas de saúde, como o HIV.</p>



<h5 class="has-medium-font-size wp-block-heading">Pessoa Idosa e o HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados do <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.gov.br/aids/pt-br/central-de-conteudo/boletins-epidemiologicos/2022/hiv-aids" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Boletim Epidemiológico sobre HIV/AIDS</a></span> do Ministério da Saúde, no período entre 2011 e 2021, houve 12.686 diagnósticos positivos para o HIV na faixa populacional a partir dos 60 anos. Com relação à AIDS, nessa mesma faixa foram notificados 24.809 casos e 14.773 óbitos em decorrência da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Boletim indica que a faixa de pessoas com mais de 60 anos é a única na qual foi constatado um aumento percentual de mortes em decorrência do HIV ao longo do período entre 2011 e 2021. Em todas as outras faixas etárias os coeficientes de mortalidade apresentaram queda no mesmo período.</p>



<div class="flourish-embed flourish-chart" data-src="visualisation/15179812"><script src="https://public.flourish.studio/resources/embed.js"></script></div>



<p class="wp-block-paragraph">Estes dados deixam nítido a importância de garantir o diagnóstico para o HIV e outras IST ao tratamento e o acesso contínuo e especializado e aos cuidados de saúde para a população acima dos 60 anos. Isso inclui fomentar a adesão rigorosa à terapia antirretroviral (TARV), a prevenção e tratamento de infecções oportunistas e o acompanhamento regular com profissionais de saúde especializados.</p>



<h5 class="has-medium-font-size wp-block-heading">População idosa e políticas de saúde</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é essencial abordar a questão da saúde mental e emocional das pessoas vivendo com HIV que estão envelhecendo. O estigma social relacionado ao HIV e à AIDS pode persistir ao longo dos anos, afetando a autoestima e o bem-estar psicológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, o suporte psicológico e social deve ser uma parte integral do cuidado com pessoas idosas vivendo com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, segue sendo fundamental garantir a informação e o acesso das pessoas em mais idade com vida sexual ativa aos <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/prevencao-combinada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">métodos combinados de prevenção</a></span> do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação sobre práticas sexuais seguras e o acesso a testes de HIV regulares são medidas fundamentais para prevenir novas infecções em todas as idades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É importante que pessoas que vivem com HIV em cada etapa da vida tenham acesso a aconselhamento, acompanhamento e tratamento”, diz Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil. “Aprimorar e prover o acesso pleno de todas as pessoas, sobretudo para as maiores de 60 anos, aos serviços de HIV é garantir que estaremos preparados para a mudança do perfil populacional do Brasil e que não deixaremos ninguém para trás”, finaliza.</p>
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		<title>UNAIDS e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania dialogam sobre a resposta ao HIV no Brasil</title>
		<link>https://unaids.org.br/2023/01/unaids-e-mdhc-dialogam-sobre-o-hiv-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 19:22:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), liderada por Claudia Velasquez, representante no Brasil, se reuniu nesta terça-feira, 24, com o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida. Rita de Oliveira, secretária executiva do Ministério, e Clara Solon, da assessoria internacional, acompanharam o ministro. O UNAIDS apresentou prioridades, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2023/01/unaids-e-mdhc-dialogam-sobre-o-hiv-no-brasil/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A equipe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), liderada por Claudia Velasquez, representante no Brasil, se reuniu nesta terça-feira, 24, com o ministro dos <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2023/janeiro/ministerio-dos-direitos-humanos-retomara-projetos-para-combater-preconceito-contra-hiv" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Direitos Humanos e da Cidadania</a></span>, Silvio Almeida. Rita de Oliveira, secretária executiva do Ministério, e Clara Solon, da assessoria internacional, acompanharam o ministro.</p>



<span id="more-23255"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS apresentou prioridades e projetos desenvolvidos para fazer frente às múltiplas desigualdades que afetam o acesso das comunidades e pessoas em situação de vulnerabilidade aos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claudia Velasquez reforçou que respeitar e fortalecer os direitos humanos são condições necessárias para garantir que a resposta ao HIV seja a mais abrangente possível. “Neste sentido, é fundamental uma abordagem multissetorial que vá além da saúde e inclua também outras áreas estratégicas, a fim de prover uma atenção abrangente que leve em conta as particularidades e urgências das populações-chave e prioritárias para o HIV que estão em situação de maior vulnerabilidade. O Brasil tem todas as condições de acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 mas, para isso, é preciso dar uma resposta efetiva às desigualdades que dificultam o cumprimento desta meta. E o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania pode ter um importante papel neste processo&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ministro Silvio Almeida indicou seu reconhecimento às iniciativas e à agenda do UNAIDS de resposta ao HIV. “Retomar projetos, estabelecer parcerias para que essa importante causa de combate ao preconceito no Brasil seja considerada uma política de respeito e promoção aos direitos humanos”, concluiu.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2023/01/unaids-e-mdhc-dialogam-sobre-o-hiv-no-brasil/">UNAIDS e o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania dialogam sobre a resposta ao HIV no Brasil</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dia Mundial da AIDS 2022: Mensagem de Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil</title>
		<link>https://unaids.org.br/2022/12/dia-mundial-da-aids-2022-mensagem-de-claudia-velasquez-diretora-e-representante-do-unaids-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Dec 2022 13:04:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste Dia Mundial da AIDS de 2022, o UNAIDS faz um chamado por EQUIDADE JÁ. Lançamos esta semana um novo relatório, chamado Desigualdades Perigosas, que traz um vigoroso alerta sobre como as múltiplas desigualdades estão limitando o avanço da resposta ao HIV e à AIDS em todo o mundo. O resultado tem sido um, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/12/dia-mundial-da-aids-2022-mensagem-de-claudia-velasquez-diretora-e-representante-do-unaids-no-brasil/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Neste <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/dia-mundial-da-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dia Mundial da AIDS</a></span> de 2022, o UNAIDS faz um chamado por EQUIDADE JÁ.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançamos esta semana um novo relatório, chamado <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/dangerous-inequalities_en.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Desigualdades Perigosas</a></span>, que traz um vigoroso alerta sobre como as múltiplas desigualdades estão limitando o avanço da resposta ao HIV e à AIDS em todo o mundo.</p>



<span id="more-22886"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado tem sido um aumento nos casos de infecção pelo HIV e de mortes em decorrência da AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não nos enganemos, as desigualdades matam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E, por isso, precisam ser respondidas com coragem e ousadia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental garantir que sejam oferecidos os serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e da AIDS. O Brasil é um exemplo ao ter estes serviços disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único da Saúde (SUS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, claramente, isto não é suficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como mostra nosso relatório, as desigualdades criam barreiras que impedem as pessoas em vulnerabilidade de acessar estes serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Violência de gênero, masculinidade tóxica, racismo estrutural, estigma e discriminação e pobreza extrema são apenas algumas das manifestações das desigualdades para os quais é necessária uma ação imediata e coordenada entre os diversos níveis de governos, setor privado e sociedade civil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Igualmente importante é garantir que as comunidades e as pessoas vivendo ou convivendo com o HIV e a AIDS estejam no centro das estratégias, das políticas e das ações desenvolvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acabar com as desigualdades exige uma abordagem multisetorial, que realmente reconheça como elas se cruzam para afetar de maneira brutal a vida de milhões de pessoas todos os dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acabar com a pandemia de HIV/AIDS até 2030 está longe de ser uma utopia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos todos os instrumentos para conseguir esta meta, que foi acordada pelos países, incluindo o Brasil, na Assembleia Geral da ONU.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cumprir esta meta está, portanto, em nossas mãos, nas mãos desta geração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, para isso, temos de acabar com as desigualdades e garantir <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2022/10/dia-mundial-da-aids-2022/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">EQUIDADE JÁ</a></span>!</p>



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</div><figcaption class="wp-element-caption">Mensagem de Claudia Velasquez para o Dia Mundial da AIDS 2022</figcaption></figure>
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		<title>&#8220;Promessa de acabar com a Aids até 2030 está ameaçada, é hora de agir&#8221;, por Claudia Velasquez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 20:15:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em artigo de opinião publicado na editoria Equilíbrio e Saúde do jornal Folha de São Paulo, dia 27 de julho, a diretora e representante do UNAIDS no Brasil, Claudia Velasquez, fala sobre os números do Relatório Global para a AIDS 2022, as principais ameaças para erradicar a AIDS até 2030 e a necessidade de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/08/e-hora-de-agir-por-claudia-velasquez/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Em artigo de opinião publicado na editoria Equilíbrio e Saúde do jornal Folha de São Paulo, dia 27 de julho, a diretora e representante do UNAIDS no Brasil, Claudia Velasquez, fala sobre os números do <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2022/in-danger-global-aids-update" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Relatório Global para a AIDS 2022</a></span>, as principais ameaças para erradicar a AIDS até 2030 e a necessidade de agir urgentemente para que esta meta seja alcançada. Confira:</p>



<span id="more-21864"></span>



<p class="wp-block-paragraph">No ano passado, lideranças mundiais se reuniram nas Nações Unidas, em Nova York, e concordaram com uma declaração política inovadora sobre AIDS. É um plano ambicioso, que incorpora uma urgente resposta às desigualdades, ao estigma e à discriminação, e cujo objetivo é acabar com a pandemia de AIDS como uma ameaça global à saúde pública até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, dados divulgados recentemente no novo relatório do UNAIDS, Em Perigo, mostram que, infelizmente, o mundo não está no caminho certo para cumprir com essa meta fundamental para a vida de milhões de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora no ano passado tenha havido uma redução de 3,6% nas infecções por HIV no mundo, a realidade é que esta é a menor queda anual desde 2016. Mantida a trajetória atual, a projeção do UNAIDS é de que haverá 1,2 milhão de novas infecções por HIV em todo o mundo em 2025, mais de três vezes acima da meta original para aquele ano, que era de 370 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o Brasil sempre foi considerado um exemplo na resposta ao HIV. A possibilidade de acesso às estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo o acesso gratuito aos medicamentos antirretrovirais, é um modelo que serve de referência para muitos países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o país não está imune ao perigo identificado no relatório global do UNAIDS. O fato de que exista uma oferta pública de serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e AIDS não implica, necessariamente, que as pessoas conseguirão acessar estes serviços. As desigualdades, potencializadas pela discriminação e pelo estigma, são um fator determinante para que especialmente as populações em situação de maior vulnerabilidade tenham dificuldades ou sejam impedidas de ter acesso aos serviços de HIV que podem lhes garantir uma vida saudável e produtiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, 27% das pessoas vivendo com HIV ainda não recebem o tratamento antirretroviral que pode salvar suas vidas. Isto significa que existe um trabalho ainda a ser feito para reforçar os mecanismos que permitem o diagnóstico no tempo adequado e a imediata adesão ao tratamento antirretroviral e ao acompanhamento de saúde. Este é um ponto particularmente crítico para as populações em situação de maior vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo de ação propositiva é a possibilidade de dispensação da profilaxia pré-exposição (PrEP), um elemento importante das estratégias de prevenção combinada do HIV. Isto é impactante porque em muitas cidades e comunidades existe ainda um déficit de profissionais médicos que possam fazer este atendimento, o que impacta as pessoas em maior vulnerabilidade. A possibilidade de profissionais de enfermagem também fazerem a dispensação do PrEP amplia a possibilidade de acesso a quem mais precisa, especialmente populações-chave e prioritárias (profissionais do sexo, jovens, população negra). Este modelo poderia ser ampliado para outras categorias profissionais ligadas ao serviço de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que é possível acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui estão cinco maneiras pelas quais o Brasil pode fortalecer e expandir sua resposta ao HIV:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Garantir uma resposta firme às desigualdades que dificultam ou impedem as pessoas em maior vulnerabilidade de receber serviços de prevenção, testagem e tratamento do HIV.</li><li>Garantir o respeito e o fortalecimento dos direitos humanos e da igualdade de gênero, incluindo a remoção de leis e políticas punitivas e discriminatórias e a integração de esforços e de recursos para acabar com a violência de gênero, o estigma e a discriminação na resposta ao HIV.</li><li>Fortalecer e tornar mais abrangentes as estratégias de prevenção do HIV, incluindo o avanço na garantia de acesso de todas as pessoas que desejem e precisem a inovações como a profilaxia pré-exposição (PrEP).</li><li>Integrar as organizações da sociedade civil e comunidades aos processos de planejamento, implementação e monitoramento das respostas ao HIV nos âmbitos nacional, regional e local, incluindo o acesso a recursos e outros tipos de apoio.</li><li>Priorizar e disponibilizar recursos estratégicos suficientes para garantir que a resposta ao HIV siga sendo executada de forma abrangente e sustentável.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 está em nossas mãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, para que esta promessa seja cumprida, precisamos agir agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Claudia Velasquez<br>Diretora e representante do UNAIDS no Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo original pode ser conferido na página da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2022/07/promessa-de-acabar-com-a-aids-ate-2030-esta-ameacada-e-hora-de-agir.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Folha de São Paulo</a></span>.</p>
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	            data-title="&#8220;Promessa de acabar com a Aids até 2030 está ameaçada, é hora de agir&#8221;, por Claudia Velasquez" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2022/08/e-hora-de-agir-por-claudia-velasquez/">“Promessa de acabar com a Aids até 2030 está ameaçada, é hora de agir”, por Claudia Velasquez</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dia Mundial da AIDS 2021. Mensagem de Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/12/dia-mundial-da-aids-2021-mensagem-de-claudia-velasquez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Dec 2021 12:58:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Olá a todos e todas, Neste dia primeiro de dezembro, celebramos o Dia Mundial da AIDS. Essa é uma data para relembrar as pessoas que nos deixaram por doenças relacionadas à AIDS e para celebrar a vida das pessoas que vivem com HIV, e vivem com saúde. Quarenta anos atrás foram registrados oficialmente os, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/12/dia-mundial-da-aids-2021-mensagem-de-claudia-velasquez/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Olá a todos e todas,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste dia primeiro de dezembro, celebramos o Dia Mundial da AIDS. Essa é uma data para relembrar as pessoas que nos deixaram por doenças relacionadas à AIDS e para celebrar a vida das pessoas que vivem com HIV, e vivem com saúde.</p>



<span id="more-19140"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Quarenta anos atrás foram registrados oficialmente os primeiros casos de AIDS no mundo. 25 anos atrás, o UNAIDS foi criado para reunir os esforços de 11 agências, fundos e programas das Nações Unidas para promover uma resposta global ao HIV e para que pudéssemos vencer essa pandemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, essa pandemia não foi vencida. Hoje, enfrentamos não só a pandemia de AIDS, mas também a pandemia de COVID-19. Ao longo desses anos, perdemos pessoas e vimos as desigualdades se aprofundarem, empurrando pessoas às margens da sociedade e as afastando dos serviços de saúde e medicamentos capazes de salvar vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo está longe de cumprir o compromisso compartilhado de acabar com a AIDS até 2030. Com a COVID-19, os ganhos que conquistamos para acabar com a AIDS correm o risco de serem perdidos. Não por falta de conhecimento ou de ferramentas para acabar com a AIDS, mas por causa das desigualdades estruturais, que são potencializadas pelo estigma e discriminação e limitam o acesso a soluções comprovadas para a prevenção e tratamento do HIV.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Dia Mundial da AIDS 2021. Mensagem de Claudia Velasquez, diretora executiva do UNAIDS Brasil" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/8kqSOozYPmQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption>Mensagem de Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A AIDS é uma pandemia, e ainda não desapareceu. Se não forem tomadas as medidas transformadoras necessárias em relação à AIDS, o mundo também ficará preso na crise da COVID-19 e estará perigosamente despreparado para as pandemias que podem surgir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho deste ano, os países presentes à Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS adotaram uma declaração política que incorpora os elementos essenciais da Estratégia Global do UNAIDS para AIDS para o período entre dois mil e vinte e um e dois mil e vinte e seis e que indicam um caminho a seguir para acabar com a pandemia de AIDS até dois mil e trinta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cumprimento destes objetivos exige que os governos se concentrem em acabar com as desigualdades, investir em respostas lideradas pela comunidade e respeitar os direitos humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Permanece, portanto, o desafio de garantir o acesso às estratégias de prevenção e tratamento da HIV a todas as pessoas, especialmente aquelas que estão em situação de maior vulnerabilidade e mais expostas ao risco de contrair HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A participação ativa da sociedade civil segue, também, sendo fundamental para obter estes avanços e para garantir que as pessoas e comunidades em maior vulnerabilidade tenham vez e voz em tudo o que se refere à resposta ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos como acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública. Sabemos quais são as desigualdades que obstruem o progresso nessa direção e sabemos como enfrentá-las.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Dia Mundial da AIDS vamos lembrar, portanto, que as desigualdades nos afetam como um todo, não importa quem sejamos ou onde estejamos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda podemos acabar com a AIDS até 2030, mas apenas se agirmos corajosamente e em conjunto para enfrentar as desigualdades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem transformadora de que precisamos para acabar com a AIDS também protegerá o mundo contra futuras pandemias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obrigada!</p>



<h6 class="wp-block-heading">Claudia Velasquez<br>Diretora e Representante do UNAIDS no Brasil</h6>
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		<title>Mensagem do Dia Mundial contra a AIDS 2020 da diretora do UNAIDS Brasil, Claudia Velasquez</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2020-da-diretora-do-unaids-brasil-claudia-velasquez/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Nov 2020 21:48:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Neste Dia Mundial contra a AIDS de 2020, leia a mensagem da diretora do UNAIDS Brasil, Claudia Velasquez: As lições deixadas pelo ano de 2020 serão incomuns. O impacto da COVID-19 sobre as populações foi devastador. O acesso à saúde, como direito humano de todas as pessoas, foi um dos vários que foram retirados, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2020-da-diretora-do-unaids-brasil-claudia-velasquez/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Neste Dia Mundial contra a AIDS de 2020, leia a mensagem da diretora do UNAIDS Brasil, Claudia Velasquez:</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lições deixadas pelo ano de 2020 serão incomuns. O impacto da COVID-19 sobre as populações foi devastador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso à saúde, como direito humano de todas as pessoas, foi um dos vários que foram retirados brutalmente de uma população que já carecia de alimento, atenção e principalmente empatia.</p>



<span id="more-16609"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Nestes 40 anos de resposta ao HIV, vimos avanços médicos e sociais que foram capazes de enfrentar a epidemia de aids em vários países ao redor do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A COVID-19 nos fez repensar as metas para 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As metas para 2020 não foram alcançadas, por isso replanejamos e começaremos o próximo ano com novas e ousados objetivospara que a resposta ao HIV seja eficiente. Buscamos um mundo que as pessoas que vivem com HIV tenham seus direitos respeitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Queremos que menos de 10% dos países tenham leis e políticas punitivas, menos de 10% das pessoas vivendo com HIV e populações-chave experimentem estigma e discriminação e menos de 10% vivam desigualdade e violência de gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda temos um longo caminho para a busca para um mundo sem AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tivemos avanços importantes, como a disponibilização da profilaxia pré-exposição pelo sistema único de saúde e a dispensação multimês de medicamentos antirretrovirais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas conquistas são muito valiosas para a resposta ao HIV no Brasil.<br>No entanto, ainda temos populações que não conseguem acessar os serviços de saúde relacionados ao HIV para fazer o teste ou buscar a PrEP devido ao estigma e à discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, é importante que essa luta seja compartilhada e realizada por todas as pessoas: sociedade civil, ONGs, serviços de saúde, escolas e governos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma conjunta, conseguiremos buscar soluções para que o número de novas infecções diminua e as pessoas que vivem com HIV e pessoas que vivem com AIDS tenham acesso a seus medicamentos e tratamento. É uma responsabilidade de todas e todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reforço o que a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, trouxe como<a href="https://unaids.org.br/2020/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2020-da-diretora-executiva-do-unaids-winnie-byanyima-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <strong>mensagem para o 1º de dezembro:</strong> </a>devemos acabar com as injustiças sociais que colocam as pessoas em risco de contrair o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estigma e discriminação precisam ser combatidas para que as pessoas tenham uma vida plena. De forma conjunta, conseguiremos promover uma resposta ao HIV e à COVID-19 que reduza desigualdades e respeite o direito de todas as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Obrigada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Claudia Velasquez<br></strong>Diretora do UNAIDS Brasil.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Mensagem do Dia Mundial contra a AIDS 2020 da diretora do UNAIDS no Brasil, Claudia Velasquez" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/w20Ay2wp98A?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/2020_11_27_WAD2020_UCDBRA_message.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para ter acesso ao press release completo.</strong></a></p>
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		<title>Claudia Velasquez é a nova diretora e representante do UNAIDS no Brasil</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/07/claudia-velasquez-e-a-nova-diretora-e-representante-do-unaids-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2020 12:04:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[África do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Claudia Velasquez]]></category>
		<category><![CDATA[diretora do UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[representante do UNAIDS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Claudia Velasquez assume o posto de diretora de País e representante do Escritório do UNAIDS no Brasil a partir desta quinta-feira, 16 de julho. Natural dos Estados Unidos, Claudia ocupava o posto de assessora sênior de Intervenção Estratégica no Escritório de País do UNAIDS para a África do Sul desde 2017, onde trabalhou com, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/07/claudia-velasquez-e-a-nova-diretora-e-representante-do-unaids-no-brasil/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Claudia Velasquez assume o posto de diretora de País e representante do Escritório do UNAIDS no Brasil a partir desta quinta-feira, 16 de julho. Natural dos Estados Unidos, Claudia ocupava o posto de assessora sênior de Intervenção Estratégica no Escritório de País do UNAIDS para a África do Sul desde 2017, onde trabalhou com foco particular na abordagem de fatores sociais e estruturais para a resposta ao HIV em cidades e programas de base comunitária. </p>



<span id="more-15677"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Antes da África do Sul, ela trabalhou por sete anos no Escritório Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe como assessora sênior de Informação Estratégica, liderando uma equipe de assessores de País e fornecendo suporte técnico direto aos escritórios nacionais do UNAIDS e a governos nacionais para desenvolver estimativas sobre a epidemia de HIV, informar sobre o progresso da resposta nacional e desenvolver capacidade de monitoramento e avaliação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cláudia iniciou sua carreira na ONU como assessora de Informação Estratégica no escritório do UNAIDS em Angola, orientando o desenvolvimento de estimativas de HIV e fortalecendo a capacidade local de reportar sobre a epidemia e a resposta.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="816" height="526" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816.jpg" alt="" class="wp-image-15681" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816.jpg 816w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816-768x495.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/20141130_Paris_816-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px" /><figcaption>Cláudia Velasquez (terceira da esq. para a dir., primeira fileira), durante o lançamento da Declaração de Paris, em 2014 </figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de ingressar no UNAIDS, ela foi oficial técnica para pesquisa no Instituto de Saúde Reprodutiva da Universidade de Georgetown, em Washington D.C., liderando os esforços de pesquisa operacional em serviços de saúde sexual e reprodutiva para adolescentes, mulheres e homens nas comunidades. Ela também tem experiência de trabalho como epidemiologista no Escritório de Saúde Pública do Estado da Louisiana, nos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cláudia tem um Mestrado de Saúde Pública em Saúde Internacional – com foco em monitoramento e avaliação e pesquisa operacional – e graduação em Biologia, ambos pela Tulane University. Claudia fala inglês, espanhol e português. Ela é casada e tem três filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira abaixo trechos de uma entrevista feita com ela para o site do UNAIDS Brasil:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UNAIDS BRASIL: Olhando para sua trajetória na resposta ao HIV até agora, como você resumiria algumas de suas principais lições aprendidas e desafios superados?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CLÁUDIA VELASQUEZ: </strong>Trabalho em saúde pública há muitos anos, enfrentando muitos desafios, e aprendi com isso muitas lições ao longo deste caminho. Desde a minha primeira experiência trabalhando com direitos sexuais e reprodutivos junto a mulheres em comunidades rurais do Marrocos e depois pesquisando o impacto da cultura em suas decisões de saúde, eu enfrentei o desafio de ser uma pessoa de fora, abordando questões que não eram necessariamente vistas como problemas. Esta foi minha primeira lição: sobre aprender a ouvir as pessoas da comunidade e entender seu ponto de vista, construindo confiança e demonstrando que eu estava lá para apoiá-las. Tendo crescido nos EUA, foi uma lição de humildade e respeito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois deste meu período no Marrocos, voltei aos EUA para trabalhar em escritórios estaduais de saúde pública analisando tendências de morbimortalidade e, nesse ponto, comecei a rastrear dados sobre HIV, infecções sexualmente transmissíveis (IST) e outras doenças não transmissíveis que me lançaram para o trabalho em monitoramento e avaliação. Esse foi um período interessante, porque eu compreendi profundamente os dados e como usar essas evidências para fazer advocacy por mudanças em políticas de saúde. Embora eu já tivesse reunido dados qualitativos e quantitativos durante meu período no Marrocos, foi a primeira vez que vi o poder que as estatísticas e dados têm para provocar mudanças. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O aprendizado sobre a importância do levantamento de dados trouxe à tona outros desafios. Entre eles, o fato de que este tipo trabalho sobre as doenças pode ser muito sensível, dependendo da natureza das informações e de como elas serão usadas. O aprendizado, neste caso, foi sobre a importância de trazer a bordo, durante todo o processo, todas as pessoas tomadoras de decisão e também sobre chegar a um acordo a respeito de como as informações serão usadas para melhorar os programas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2000, voltei para a área internacional focando novamente em direitos sexuais e reprodutivos entre mulheres e adolescentes, desta vez na América Latina, Caribe e África. E, em 2005, tive a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento de uma estratégia de HIV na América Central que reuniu populações-chave e profissionais de saúde para identificar lacunas na qualidade dos serviços e desenvolver soluções conjuntas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu diria que essa foi minha transição, de fato, para passar a trabalhar em tempo integral na resposta ao HIV. Os desafios para trabalhar com populações-chave eram muitos e eu aprendia com elas a tamanho de sua luta por direitos humanos básicos, incluindo acesso a serviços de saúde de qualidade. Eu conheci e aprendi com algumas das lideranças ativistas mais combatentes e determinadas, que trabalham incansavelmente com pouco – ou muitas vezes nenhum recurso – para garantir que suas vozes sejam ouvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumi meu primeiro posto no UNAIDS, em 2008, como assessora para Monitoramento e Avaliação no Escritório de País em Angola. Tínhamos muito o que fazer, estávamos começando praticamente do marco zero em algumas frentes. Os desafios da vida cotidiana e do trabalho em Angola eram muitos. Eu me senti pequena diante da ampla necessidade de reconstrução da infraestrutura de saúde, uma área que ainda lutava para restabelecer seus sistemas e serviços após anos de conflito. Aprendi a ter muita paciência, entender o contexto da resposta ao HIV no país e ajudá-los a começar a usar suas evidências para pressionar por mais recursos e para o estabelecimento de programas. </p>



<blockquote style="text-align:center" class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em><strong>&#8220;Nessa experiência, vivi </strong></em></p><p><em><strong>o que</strong></em><strong> </strong><em><strong>chamamos de </strong></em></p><p><em><strong>trabalho de equipe em sua </strong></em></p><p><em><strong>melhor expressão.&#8221;  </strong></em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essa foi uma luta compartilhada entre todos os parceiros, tanto da ONU quanto parceiros bilaterais. Trabalhando na resposta ao HIV nestas condições, aprendemos a trabalhar juntos, já que era impossível realizar este trabalho de forma isolada. Nessa experiência, vivi o que chamamos de trabalho de equipe em sua melhor expressão. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de Angola, tive a oportunidade de ingressar na equipe de apoio regional para a América Latina e o Caribe, no Panamá, como assessora sênior de Informações Estratégicas, apoiando os escritórios nacionais do UNAIDS, contrapartes e parceiros nacionais para gerar e usar evidências sobre a epidemia de HIV. Tive a sorte de já estar familiarizada com muitos parceiros da região, tendo trabalhado com vários deles antes de ingressar no UNAIDS. Durante esse período, fui confrontada com uma resposta ao HIV que não estava entre as prioridades na maioria dos países da região e com grandes desafios na obtenção de dados de qualidade sobre a epidemia e sobre a resposta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprendi a ser criativa e inovadora ao mobilizar recursos para a coleta de dados e constantemente buscar visibilidade sobre a epidemia e os principais problemas na região por meio de dados e evidências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UNAIDS BRASIL: Como foi, do ponto de vista pessoal e profissional, a experiência de trabalhar com a resposta ao HIV na África do Sul,  país que segue sendo o epicentro da epidemia de HIV no mundo?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CLÁDIA VELASQUEZ: </strong>Depois destes anos no escritório regional da América Latina, fiquei empolgada por poder voltar ao continente africano e ter oportunidade de aprender com colegas nacionais sobre o país com o maior ônus do HIV no mundo. Foi uma experiência incrível do ponto de vista profissional e pessoal. Na África do Sul eu troquei o chapéu da área de  Informação Estratégica para o da área de Intervenção Estratégica, que tinha um foco em prevenção e estratégias inovadoras para programas de HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Refletir sobre a história da resposta na África do Sul é algo impressionante e, ao mesmo tempo, inspirador quando analisamos desde os difíceis dias quando não eram possivel obter o tratamento antirretroviral até os dias atuais, em que o país conta com um dos maiores programas de tratamento do mundo. É um país com alguns dos pesquisadores mais talentosos e reconhecidos analisando as mais recentes estratégias e ensaios clínicos sobre HIV. Pude acompanhar de perto diversas pesquisas de ponta e vê-las sendo transformadas em programas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Também tive a sorte de trabalhar com uma base forte de ativistas, movidos pelos incansáveis esforços conjuntos para provocar mudanças através de suas lideranças, tanto local quanto nacionalmente. São grandes responsáveis pelo sucesso atual da resposta ao HIV na África do Sul. Entre alguns dos exemplos concretos deste trabalho conjunto esteve o desenvolvimento de um sistema de monitoramento para serviços de HIV de base comunitária, permitindo que os esforços de advocacy destas lideranças locais produzissem evidências concretas de maneira sistemática. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="704" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-1024x704.jpg" alt="" class="wp-image-15683" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-1024x704.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-300x206.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-768x528.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628-720x495.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/UNSSC_UNAIDS_0618-e1594903086628.jpg 1167w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Claudia Velasquez (à dir.), durante reunião do UNAIDS sobre a Liderança das Mulheres</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é claro que não faltaram desafios. Devido ao grande número de parceiros e o tamanho da resposta ao HIV no país, é um grande desafio coordenar esforços e responder a todas as solicitações. Aprendi a ser paciente, arregaçar as mangas e fornecer suporte técnico para o avanço de estratégias. Outra lição importante: dar um passo de cada vez – um programa de cada vez – e pressionar para que resultados sejam demonstrados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, aprendi também que os ganhos obtidos na resposta ao HIV na África do Sul são frágeis quando consideramos o nível de desigualdade e as barreiras sociais e estruturais ao acesso a serviços de saúde, um ponto que a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, sempre destaca em seus discursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UNAIDS BRASIL: O UNAIDS divulgou no início de julho o Relatório Global sobre AIDS 2020. Quais são algumas das mensagens que você considera mais relevantes, especialmente neste contexto da COVID-19? </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CLAUDIA VELASQUEZ: </strong>Há muitas mensagens importantes vindas do nosso relatório. A resposta ao HIV nos deu lições fundamentais para respondermos à pandemia de COVID-19.  Uma delas é a de que já estávamos fora do caminho para conseguir cumprir as metas de 2020 e a pandemia de COVID-19 nos desviou ainda mais desta trilha. Neste sentido, precisamos pressionar para que a &#8220;vacina popular&#8221; seja produzida o mais rápido possível e disponibilizada gratuitamente a todas as pessoas. Precisamos também incentivar políticas de dispensação de antirretrovirais para vários meses. As inovações de base comunitária estão ajudando a resolver problemas relacionados às interrupções do serviço de HIV em muitas partes do mundo e devem ser incluídas e apoiadas nas respostas nacionais à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É motivador ver que a infraestrutura para o HIV esteja sendo usada na resposta ao coronavírus e que ativistas de todo o mundo estejam trabalhando duro para garantir que as interrupções dos serviços de HIV sejam minimizada. Porém, precisamos ter cuidado para não usar recursos de uma doença para tratar outra. A resposta a uma nova epidemia não deve substituir a resposta a outras já epidemias existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também nos lembra que a crise da AIDS continua e que ela é alimentada pelas desigualdades. As respostas dos países à AIDS mostraram grandes sucessos ao colocar as pessoas vivendo com HIV em tratamento e ao reduzir as mortes, mas o progresso na redução de novas infecções continua atrasado, principalmente entre jovens e populações-chave. Se não enfrentarmos as desigualdades, o estigma e a discriminação, estes fatores continuarão formando as barreiras que nos impedem de alcançar o fim da epidemia. A pandemia de COVID-19 deixou bem claro para todos nós como as desigualdades afetam o acesso aos cuidados de saúde.</p>



<blockquote style="text-align:center" class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p> <em><strong>&#8220;A pandemia de COVID-19 deixou </strong></em></p><p><em><strong>bem claro para todos nós como </strong></em></p><p><em><strong>as desigualdades afetam o acesso </strong></em></p><p><em><strong>aos cuidados de saúde.&#8221;</strong></em></p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto na África, por exemplo, a desigualdade de gênero impede que uma maioria de mulheres e meninas exerçam o direito e sua capacidade de fazer escolhas em relação à sua saúde, na América Latina, além das questões de gênero, as desigualdades e a discriminação em relação às pessoas mais afetadas pelo HIV, em especial as populações-chave, impedem que elas exerçam seu direito de acesso aos serviços de saúde, com respeito e dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considero também importante destacar que os sucessos na resposta à AIDS são uma prova de que somos capazes de acabar com esta epidemia enquanto ameaça à saúde pública, mas nosso fracasso em dar escala a estes resultados bem-sucedidos é um lembrete do tamanho da tarefa que temos diante de nós. Precisamos encontrar os &#8220;pontos críticos&#8221; da epidemia de AIDS. Existem dados suficientemente detalhados para sabermos onde estão ocorrendo as novas infecções por HIV, onde estão ocorrendo as mortes relacionadas à AIDS e entre quais populações. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV precisa ser descentralizada, ganhar um olhar local, para que não deixemos ninguém para trás, principalmente as pessoas mais marginalizadas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="682" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-1024x682.jpg" alt="" class="wp-image-15682" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-1024x682.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-768x511.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-1800x1198.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/EXD_StaffMtg_Jan2020-720x479.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Claudia Velasquez (segunda da esq. para a dir. em pé, primeira fileira) durante encontro com a diretora executiva do UNAIDS Winnie Byanyima, na África do Sul</figcaption></figure>
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