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	<title>Relatório UNAIDS 2019 - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>Relatório UNAIDS 2019 - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Discurso de lançamento do relatório do Dia Mundial contra a AIDS 2019</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/11/discurso-da-diretora-executiva-do-unaids-winnie-byanyima-no-lancamento-do-relatorio-do-dia-mundial-contra-a-aids-2019/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 20:36:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Ponto de vista]]></category>
		<category><![CDATA[diretora executiva do unaids]]></category>
		<category><![CDATA[Discurso]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento de relatório]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório UNAIDS 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Winnie Byanyima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leia o discurso da diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, no lançamento do relatório do Dia Mundial contra a AIDS 2019: Chefe de gabinete, governador interino James Nyoro, colegas do Sistema das Nações Unidas. Jambo! Voluntários de saúde comunitária, vocês são meus heróis e heroínas. Estou muito feliz por estar aqui com vocês hoje, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/11/discurso-da-diretora-executiva-do-unaids-winnie-byanyima-no-lancamento-do-relatorio-do-dia-mundial-contra-a-aids-2019/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Leia o discurso da diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, no lançamento do relatório do Dia Mundial contra a AIDS 2019:</p>



<span id="more-13680"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Chefe de gabinete, governador interino James Nyoro, colegas do Sistema das Nações Unidas. Jambo!   </p>



<p class="wp-block-paragraph">Voluntários de saúde comunitária, vocês são meus heróis e heroínas. Estou muito feliz por estar aqui com vocês hoje no Condado de Kiambu, no Quênia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E agradeço a calorosa recepção aqui, bem no coração de sua comunidade, no lançamento do relatório do UNAIDS <a href="https://unaids.org.br/2019/11/garantir-que-pessoas-e-comunidades-tenham-o-poder-de-escolher-saber-prosperar-e-demandar-e-a-chave-para-acabar-com-a-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Poder para as pessoas (opens in a new tab)">Poder para as pessoas</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Obrigado a vocês, jovens. Especialmente o jovem com deficiência que acabou de falar conosco, e nos lembrou que nem todas as pessoas que vivem com HIV são iguais— todas são diferentes e precisamos ser inclusivos. Vamos nos lembrar disso. Vamos tomar as devidas providências. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quero expressar minhas sinceras condolências e solidariedade ao povo de West Pokot, pela trágica perda de vidas e propriedades após as chuvas torrenciais e deslizamentos de terra. Sinto esta perda como vocês.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LANÇAMENTO DO RELATÓRIO ‘PODER PARA AS PESSOAS’ </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou aqui porque a <a href="https://aidsinfo.unaids.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="África ainda é o continente mais afetado pela epidemia de HIV (opens in a new tab)">África ainda é o continente mais afetado pela epidemia de HIV</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 25 milhões de pessoas vivem com HIV na África Subsaariana—mais de dois terços do total global dos 37,9 milhões de pessoas vivendo com HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Também estou aqui porque muitos países da África estão liderando o caminho para acabar com a epidemia de AIDS. Somos heróis e heroínas, lutando contra a epidemia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No Quênia, as mortes relacionadas à AIDS caíram mais de 50% desde 2010 e as novas infecções por HIV caíram 30%. Esta é uma grande conquista. Um enorme progresso em pouco tempo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, posso anunciar que 24,5 milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo agora têm acesso a tratamentos capazes de salvar vidas. Boas notícias e grande progresso. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UNINDO-SE À MARATONA PARA ACABAR COM A AIDS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é um dia especial para mim. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou lançando meu primeiro relatório do UNAIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Com este novo relatório, presto homenagem às famílias e comunidades devastadas pela AIDS, aos grupos de mulheres e às comunidades que mobilizaram e transformaram a resposta à AIDS. Eu parabenizo vocês. Devemos muito a vocês. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No meu país, as mulheres se reuniam nas aldeias, compravam panelas e cobertores, cuidavam umas das outras, enterravam os mortos, não deixavam ninguém sofrer sozinho. Foram as mulheres em nossas comunidades que fizeram isso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, estou comprometendo o UNAIDS a dar grandes passos em uma nova direção. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COMBATE À DESIGUALDADE E À POBREZA </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro passo é abordar a desigualdade e as injustiças que alimentam a epidemia de HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A AIDS afeta as pessoas que vivem na pobreza. Este é um problema para todas as pessoas, mas um grande problema para as que são pobres. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos que lidar com a desigualdade. Não pode estar certo que algumas pessoas recebam tratamento e tenham uma vida longa, enquanto outras morrem por não poder ter acesso aos cuidados de saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos combater a desigualdade, tirar todas as pessoas da pobreza. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos fornecer mais serviços—educação, saúde, proteção social. É assim que acabaremos com a AIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>IGUALDADE DE GÊNERO E DIREITOS DA MULHER SÃO CHAVE </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos promover os direitos das mulheres se quisermos acabar com a AIDS, então, nosso segundo grande passo na corrida para acabar com a AIDS deve ser combater a desigualdade de gênero. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do progresso registrado na prevenção e no tratamento, o HIV continua sendo a principal causa de morte para mulheres de 15 a 49 anos em todo o mundo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A cada semana, 6.000 mulheres jovens entre 15 e 24 anos são infectadas pelo HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na África Subsaariana, mulheres e meninas jovens enfrentam taxas de HIV muito mais altas que homens e meninos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres jovens na África Subsaariana com idades entre 15 e 24 anos têm duas vezes mais chances de viver com HIV do que homens da mesma idade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">São números que envergonham a todos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é uma injustiça de gênero com repercussões trágicas. Por que as mulheres jovens são mais vulneráveis? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se quisermos cumprir nossas promessas, devemos acabar com os desequilíbrios de poder de gênero que estão gerando risco e vulnerabilidade ao HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos defender a igualdade de gênero e capacitar mulheres jovens e meninas para transformar nossas sociedades. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o mundo, uma em cada três mulheres viverá uma experiência de abuso físico ou sexual em sua vida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitas de nossas comunidades, a primeira experiência de uma mulher com sexo é violenta, é forçada. Essa é a realidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ontem, lançamos os 16 dias de ativismo contra a violência de gênero. Todos os dias devemos nos comprometer a alcançar a igualdade entre mulheres e meninas, para que sua vulnerabilidade à violência possa acabar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui no Quênia, estou preocupada com a taxa de feminicídio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda semana, lemos um relato da mídia de uma mulher, geralmente uma jovem, morta por seu parceiro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos defender essas mulheres, pedir justiça e acabar com a impunidade. O mundo deve ser um espaço seguro para todos nós. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS prestará mais atenção no enfretamento de leis, tradições, culturas e práticas que possibilitem e perpetuem a violência de gênero. O corpo de uma mulher é apenas dela. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É nosso dever urgente garantir que todas as mulheres e meninas, de todas as idades, tenham acesso irrestrito a serviços de saúde sexual e reprodutiva.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos aceitar que milhões de mulheres ainda não tenham acesso a contraceptivos, porque sabemos que o direito à contracepção é essencial para o empoderamento em todos os aspectos da vida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos cometendo uma injustiça com milhões de jovens que ainda não conseguem acessar os serviços básicos de saúde de que necessitam: preservativos gratuitos, teste de HIV sem consentimento parental e profilaxia pré-exposição. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter as meninas na escola reduz o risco de HIV. Precisamos garantir que todas as pessoas jovens possam permanecer na escola e que toda escola ofereça educação sexual abrangente e de qualidade—para que conheçam seu corpo, sua saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS, juntamente com os nossos copatrocinadores—o Fundo das Nações Unidas para a População, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e o Fundo das Nações Unidas para a Infância—intensificará a atuação para mulheres e meninas, especialmente na África. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DIREITOS HUMANOS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro passo que peço para tomarmos hoje é sobre direitos humanos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os direitos humanos e os direitos cidadãos de mulheres e meninas, gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas trans, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas privadas de liberdade estão sendo negados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem julgamento, devemos garantir que estas pessoas possam ter acesso aos serviços de HIV, para que esta infecção e suas consequências possam acabar. Devemos tratar estas pessoas como cidadãos e cidadãs iguais, para que possam usufruir de seu direito à saúde e obter serviços para proteger a si mesmos e a parceiros e parceiras da infecção pelo HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um terço das populações-chave não conhece seu estado sorológico para HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos países, ainda temos leis que criminalizam populações-chave ou discriminam pessoas que vivem com HIV, então elas se escondem e, quando se escondem, não têm direito à saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As repressões e restrições às campanhas focadas em gays, bissexuais, transgêneros e intersex são inaceitáveis. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Jovens estão sendo julgados e punidos por quem são e por quem amam. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não acabaremos com a AIDS, a menos que sejamos capazes de garantir os direitos humanos de todas as pessoas, especialmente das populações-chave. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FINANCIAMENTO E RECURSOS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do progresso nos últimos anos, ainda não existem recursos suficientes para acabar com a epidemia de AIDS. Os países pobres estão lutando para pagar por tudo o que precisam—saúde, educação, estradas, água, saneamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde deve ser uma prioridade. Sem pessoas saudáveis, não teremos progresso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois terços dos países da África ainda cobram taxas pelos serviços de saúde e milhões de pessoas estão a apenas uma doença de cair na pobreza extrema. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do compromisso mundial de implementar a saúde universal, a porcentagem de pessoas que pagam do próprio bolso pelos custos catastróficos de saúde só aumentou nos últimos cinco anos. A saúde não pode ser um privilégio para quem é rico ou rica—deve ser um direito para todas as pessoas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A dívida pública subiu acima de 50% do produto interno bruto em metade dos países da África Subsaariana. Em um espaço fiscal restrito, os governos devem encontrar caminhos para um financiamento sustentável de suas respostas ao HIV a longo prazo. Queremos trabalhar com os governos para ver como criar espaço fiscal e gerenciar suas prioridades dentro de orçamentos reduzidos pelo pagamento de dívidas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a recente reposição do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, países e fundações fizeram um adiantamento histórico para avançar rumo ao fim da epidemia de AIDS. Mas também é necessário mais trabalho para garantir que cada dólar, euro e outras moedas nacionais seja usado de maneira eficaz. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos países de renda média, os governos ainda estão pagando milhares de dólares a mais pelos mesmos medicamentos de qualidade disponíveis para países de baixa renda por apenas alguns centavos por dia. Isso é inaceitável. Vamos nos esforçar para ver os preços caírem. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso universal a cuidados de saúde de qualidade não é uma mercadoria—é um direito humano. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não subestimo os desafios futuros, mas sinto muita empolgação com o que pode ser alcançado pelas pessoas. Estamos nos apoiando nas pessoas que lutaram—como podemos falhar nesta missão de concluir o trabalho? </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que eu pedi hoje exige algumas mudanças urgentes.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudanças na forma como pensamos o que é possível. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuidados de saúde para cada pessoa—isso não é impossível. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudanças na rapidez com que agimos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudanças na maneira como trabalhamos enquanto UNAIDS—precisamos nos olhar no espelho. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, sem dúvida, podemos acabar com a epidemia de AIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu perdi pessoas queridas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos entrar em um futuro de saúde para todos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Chefe de Gabinete e todos e todas as pessoas ativistas aqui hoje, desejo as vocês tudo de melhor em seus esforços. O UNAIDS está logo atrás de vocês. </p>
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		<title>Garantir que pessoas e comunidades tenham o poder de escolher, saber, prosperar e demandar é a chave para acabar com a AIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Nov 2019 13:46:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Poder para as pessoas]]></category>
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		<category><![CDATA[Relatório UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório UNAIDS 2019]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O novo relatório do UNAIDS Poder para as pessoas, divulgado às vésperas do Dia Mundial contra a AIDS, mostra que onde as pessoas e as comunidades que vivem com HIV e que são afetadas pelo vírus estão envolvidas na tomada de decisões e na prestação de serviços de HIV, as novas infecções diminuem e, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/11/garantir-que-pessoas-e-comunidades-tenham-o-poder-de-escolher-saber-prosperar-e-demandar-e-a-chave-para-acabar-com-a-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O novo relatório do UNAIDS <a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/20191126_WAD2019_power_people"><strong>Poder para as pessoas</strong></a>, divulgado às vésperas do <a href="https://www.unaids.org/resources/campaigns/WAD_2019">Dia Mundial contra a AIDS</a>, mostra que onde as pessoas e as comunidades que vivem com HIV e que são afetadas pelo vírus estão envolvidas na tomada de decisões e na prestação de serviços de HIV, as novas infecções diminuem e mais pessoas vivendo com HIV ganham acesso ao tratamento. Quando as pessoas têm o poder de escolher, saber, prosperar, demandar e trabalhar juntas, vidas são salvas, injustiças são evitadas e a dignidade é restaurada. </p>



<span id="more-13646"></span>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Power_to_people.png" alt="Garantir que pessoas e comunidades tenham o poder de escolher, saber, prosperar e demandar é a chave para acabar com a AIDS" class="wp-image-13649" width="309" height="436" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Power_to_people.png 605w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Power_to_people-212x300.png 212w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/Power_to_people-509x720.png 509w" sizes="(max-width: 309px) 100vw, 309px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando pessoas e comunidades têm poder e domínio sobre suas escolhas e decisões, as mudanças acontecem&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;A solidariedade de mulheres, jovens, gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas transgênero transformou a epidemia de AIDS—capacitá-los acabará com a epidemia.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório foi lançado no Quênia em 26 de novembro pela diretora executivo do UNAIDS, pelo secretária de Saúde do Gabinete do Quênia e por representantes da comunidade. Isso mostra que houve um progresso significativo, particularmente na expansão do acesso ao tratamento. Em meados de 2019, estima-se que 24,5 milhões das 37,9 milhões de pessoas que vivem com HIV tinham acesso ao tratamento. À medida que a implementação do tratamento continua, menos pessoas estão morrendo de doenças relacionadas à AIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A parceria entre governo e sociedade civil, juntamente com o envolvimento significativo das comunidades, permitiu-nos reduzir significativamente novas infecções por HIV e mortes relacionadas à AIDS&#8221;, disse Sicily Kariuki, secretária de Saúde do Gabinete do Quênia. &#8220;As comunidades são o centro da resposta à AIDS e são essenciais para acabar com a AIDS.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">O progresso na redução de infecções por HIV, no entanto, é misto e 1,7 milhão de pessoas foram infectadas com o vírus em 2018. As novas infecções por HIV diminuíram 28% entre 2010 e 2018 na África Oriental e Austral, a região mais afetada pelo HIV. Em um sinal promissor, a taxa de incidência de HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens com idades entre 15 e 24 anos na região diminuiu de 0,8% em 2010 para 0,5% em 2018, um declínio de 42%. No entanto, mulheres jovens e meninas ainda sofrem o maior impacto de novas infecções por HIV—quatro em cada cinco novas infecções por HIV entre adolescentes na África Subsaariana estão entre meninas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora da África Oriental e Austral, as novas infecções por HIV caíram apenas 4% desde 2010. O aumento de novas infecções por HIV em algumas regiões traz uma preocupação crescente. O número anual de novas infecções por HIV aumentou 29% na Europa do Leste e na Ásia Central, 10% no Oriente Médio e Norte da África e 7% na América Latina. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Em muitas partes do mundo, houve um progresso significativo na redução de novas infecções pelo HIV, na redução de mortes relacionadas à AIDS e na discriminação, especialmente no leste e no sul da África, mas a desigualdade de gênero e a negação dos direitos humanos estão deixando muitas pessoas para trás&#8221; disse Byanyima. &#8220;As injustiças sociais, a desigualdade, a negação dos direitos de cidadania, somados ao estigma e à discriminação, estão impedindo o progresso em relação ao HIV e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.&#8221; </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/20191126_nairobi-launch-1.png" alt="O relatório mostra que, quando pessoas e comunidades têm poder e domínio sobre suas escolhas e decisões, as mudanças acontecem. As comunidades colocaram princípios centrados nos direitos e centrados nas pessoas no cerne dos programas de HIV, garantindo que as respostas à AIDS abordem as desigualdades e injustiças que alimentam a epidemia. " class="wp-image-13661" width="798" height="512"/></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Poder junto </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório mostra que, quando pessoas e comunidades têm poder e domínio sobre suas escolhas e decisões, as mudanças acontecem. As comunidades colocaram princípios centrados nos direitos e centrados nas pessoas no cerne dos programas de HIV, garantindo que as respostas à AIDS abordem as desigualdades e injustiças que alimentam a epidemia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres e meninas são a espinha dorsal do apoio aos cuidados em suas famílias e comunidades, fornecendo trabalho não remunerado e muitas vezes subvalorizado no cuidado de crianças, doentes, idosos e deficientes, além de frágeis sistemas de apoio social. Isso deve mudar. O envolvimento e a liderança das comunidades de mulheres são vitais na resposta ao HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como liderança comunitária, sou capaz de me relacionar com as pessoas e entender melhor suas origens do que alguém de fora. Eu tenho vivido abertamente com HIV por 25 anos, então as pessoas me procuram com seus problemas, como estigma, revelação do estado sorológico e adesão ao HIV. Eu nunca me afastei deste papel, pois sou parte desta comunidade”, disse Josephine Wanjiru, ativista da comunidade de pessoas vivendo com HIV em Kiandutu, Thika, no Quênia. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O poder de escolher </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres e meninas estão exigindo métodos contraceptivos integrados e opções de testagem, prevenção, e cuidados para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. Quase 40% das mulheres adultas e 60% das meninas adolescentes (de 15 a 19 anos) na África Subsaariana têm necessidades não atendidas de contracepção moderna. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vários países da África Subsaariana, o consumo de medicamentos por mulheres jovens para prevenir o HIV—profilaxia pré-exposição (PrEP)—demonstrou ser alto em projetos que integram a PrEP a serviços de saúde amigáveis à juventude e a clínicas de planejamento familiar e quando a oferta de PrEP é feita separadamente dos serviços de tratamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Onze milhões de circuncisões cirúrgicas voluntárias para prevenir o HIV foram realizadas desde 2016, 4 milhões somente em 2018 nos 15 países prioritários. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O poder de saber </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder de saber permite que as pessoas se mantenham livres do HIV ou, caso vivam com o vírus, mantenham-se saudáveis. No entanto, as pessoas estão descobrindo seu estado sorológico para HIV tarde demais, algumas vezes anos depois de terem se infectado, levando a um atraso no início do tratamento e facilitando a transmissão do HIV a parceiros e parceiras. Em Moçambique, por exemplo, o tempo médio para o diagnóstico após a infecção nos homens foi de quatro anos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A adesão ao tratamento eficaz suprime o vírus a níveis indetectáveis, mantendo as pessoas saudáveis ​​e impedindo a transmissão do vírus. Saber disso permite às pessoas que vivem com HIV a oportunidade de levar uma vida normal, confiantes de que estão protegendo seus entes queridos e enfrentando estigma e discriminação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O autoteste para o HIV agora está ajudando mais pessoas a descobrir seu estado sorológico para HIV na privacidade, quebrando as barreiras do estigma e da discriminação e facilitando a retenção ao tratamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O conhecimento do HIV entre os jovens é assustadoramente baixo em muitas regiões. Nos países com dados de pesquisas recentes disponíveis, apenas 23% das mulheres jovens (15 a 24 anos) e 29% dos homens jovens (15 a 24 anos) têm conhecimento abrangente e correto sobre o HIV. Estudos mostram que a educação sexual abrangente não leva ao aumento da atividade sexual, ao risco sexual ou a taxas mais altas de infecção pelo HIV ou outras infecções sexualmente transmissíveis. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="1024" height="682" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-1024x682.jpg" alt="Estudos mostram que a educação sexual abrangente não leva ao aumento da atividade sexual, ao risco sexual ou a taxas mais altas de infecção pelo HIV ou outras infecções sexualmente transmissíveis. " class="wp-image-13667" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-1024x682.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-640x427.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL-720x480.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/EKTWSIFWsAEFqBL.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O poder de prosperar </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder de prosperar é garantir que as pessoas tenham direito a saúde, educação, trabalho e um padrão de vida adequado à sua saúde e ao seu bem-estar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Novas infecções por HIV entre crianças caíram 41% desde 2010 e quase 82% das mulheres grávidas que vivem com HIV estão em terapia antirretroviral. No entanto, milhares de crianças não estão sendo alcançadas por estes avanços. Metade de todas as crianças nascidas com HIV que não são diagnosticadas precocemente morrerão antes do segundo aniversário. Globalmente, apenas 59% das crianças expostas ao HIV foram testadas antes dos dois meses de idade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2018, 160.000 crianças (de 0 a 14 anos) foram infectadas novamente pelo HIV e 100.000 crianças morreram de uma doença relacionada à AIDS. Elas morreram porque não foram diagnosticadas ou por falta de tratamento—uma constatação chocante de como as crianças estão sendo deixadas para trás. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As desigualdades de gênero, normas e práticas patriarcais, violência, discriminação, outras violações de direitos e acesso limitado a serviços de saúde sexual e reprodutiva exacerbam o risco de infecção pelo HIV entre adolescentes e jovens, principalmente na África Subsaariana. A cada semana, cerca de 6.000 mulheres jovens (de 15 a 24 anos) são infectadas pelo HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Eswatini, um estudo recente mostrou que meninas e mulheres jovens que sofreram violência de gênero tinham 1,6 vez mais chances de adquirir o HIV do que aquelas que não passaram por este tipo de situação. O mesmo estudo também mostrou que o empoderamento econômico de mulheres e meninas ajudou a reduzir novas infecções por HIV entre mulheres em mais de 25% e aumentou a probabilidade de mulheres jovens e meninas voltarem à escola e terminarem seus estudos. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Populações-chave estão sendo deixadas para trás </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Populações-chave e seus parceiros são responsáveis ​​por pelo menos 75% das novas infecções por HIV fora da África Subsaariana e são menos propensas a receber tratamento do que outras. Mais de um terço das populações-chave não conhece seu estado sorológico para o HIV. O apoio da liderança comunitária entre gays e outros homens que fazem sexo com homens é eficaz para aumentar a aceitação da PrEP, promover sexo mais seguro, aumentar as taxas de testagem para HIV e apoiar a adesão ao tratamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas trans estão sujeitas a discriminação em todas as esferas da vida, incluindo educação e emprego—apenas 10% trabalham na economia formal. Mas é o ativismo comunitário que tem chamado atenção para os direitos e realidades das pessoas trans, algo que deveria ter ocorrido há muito tempo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns estudos mostraram que as atividades de empoderamento comunitário entre profissionais do sexo podem aumentar o uso de preservativos com clientes em três vezes e reduzir a infecção pelo HIV em mais de 30%. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O poder de demandar </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder de demandar dá às comunidades e indivíduos o poder de participar das decisões que os afetam. Houve relatos de repressão, restrições e até ataques a grupos e campanhas que apoiam populações-chave. Alguns governos se recusam a reconhecer, apoiar ou envolver as organizações comunitárias em suas respostas nacionais ao HIV e, posteriormente, perdem seu enorme potencial para alcançar as pessoas mais afetadas pelo HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pessoas e comunidades vão acabar com a AIDS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho de organizações de liderança comunitária é único e poderoso e pode ter um impacto substancial sobre como o mundo se une para acabar com a AIDS. O UNAIDS insta todos os países a apoiar e capacitar plenamente as suas organizações de liderança comunitária, a garantir que elas tenham assento em todas as mesas de tomada de decisões relativas à saúde e bem-estar de seus membros comunitários e a remover quaisquer barreiras ao seu envolvimento ativo na resposta ao HIV. Somente com o financiamento e o apoio total ao trabalho das organizações comunitárias, o fim da AIDS se tornará realidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estima-se que, em 2019:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>*24,5 milhões [21,6 milhões—25,5 milhões] de pessoas com acesso à terapia antirretroviral (*até o final de junho de 2019).</li><li> 37,9 milhões [32,7 milhões—44,0 milhões] de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV (até o fim de 2018).</li><li> 1,7 milhão [1,4 milhão—2,3 milhões] de novas infecções por HIV (até o fim de 2018).</li><li> 770 000 [570 000—1,1 milhão] de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS (até o fim de 2018).</li><li> 74,9 milhões [58,3 milhões—98,1 milhões] de pessoas foram infectadas pelo HIV desde o início da epidemia (até o fim de 2018).</li><li> 32 milhões [23,6 milhões—43,8 milhões] de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS desde o início da epidemia (até o fim de 2018).</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong> <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Acesse aqui o relatório completo em inglês. (opens in a new tab)" href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/20191126_WAD2019_power_people" target="_blank">Acesse aqui o relatório completo em inglês.</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Acesse aqui o press release completo. (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/20191126_PR_power-to-the-people_pt.pdf" target="_blank"><strong>Acesse aqui o press release completo em português.</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Acesse aqui o resumo informativo em português. (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/11/2019_UNAIDS_WAD2019_FactSheet.pdf" target="_blank">Acesse aqui o resumo informativo em português.</a></strong></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2019/11/garantir-que-pessoas-e-comunidades-tenham-o-poder-de-escolher-saber-prosperar-e-demandar-e-a-chave-para-acabar-com-a-aids/">Garantir que pessoas e comunidades tenham o poder de escolher, saber, prosperar e demandar é a chave para acabar com a AIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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