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	<title>População e HIV - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>UNAIDS publica nova orientação sobre ensaios éticos de prevenção do HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/01/unaids-publica-nova-orientacao-sobre-ensaios-eticos-de-prevencao-do-hiv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 19:24:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS e a Organização Mundial da Saúde publicaram orientações atualizadas sobre considerações éticas nos ensaios de prevenção do HIV. A nova orientação é o resultado de um processo de um ano que ouviu contribuições de mais de 80 especialistas e membros do público e foi publicada 21 anos após o surgimento da primeira, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/01/unaids-publica-nova-orientacao-sobre-ensaios-eticos-de-prevencao-do-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS e a Organização Mundial da Saúde publicaram <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2021/ethical-considerations-in-hiv-prevention-trials" target="_blank"><strong><span style="text-decoration: underline;">orientações atualizadas</span></strong></a> sobre considerações éticas nos ensaios de prevenção do HIV. A nova orientação é o resultado de um processo de um ano que ouviu contribuições de mais de 80 especialistas e membros do público e foi publicada 21 anos após o surgimento da primeira edição.</p>



<span id="more-17553"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O UNAIDS está empenhado em trabalhar com as pessoas e populações afetadas pelo HIV, promovendo e protegendo seus direitos&#8221;, disse Peter Godfrey-Faussett, Conselheiro Científico do UNAIDS. &#8220;Esta orientação estabelece como realizar ensaios éticos sobre a prevenção do HIV, reguardando ao mesmo tempo os direitos das pessoas que participaram da pesquisa científica e promovendo o desenvolvimento de novas ferramentas de prevenção do HIV.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com 1,7 milhões de pessoas infectadas pelo HIV em 2019, ainda há uma necessidade urgente de desenvolver novas formas de prevenção do HIV e disponibilizá-las para que as pessoas possam se proteger do vírus. Embora novos métodos de prevenção do HIV tenham sido desenvolvidos nos últimos anos, como por exemplo a profilaxia pré-exposição, tomada oralmente, o anel de dapivirina ou injeções de cabotegravir de longa duração, a demanda por ferramentas de prevenção de HIV fáceis de usar e eficazes permanece forte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a necessidade de desenvolver novos métodos de prevenção do HIV precisa ser equilibrada com a necessidade de proteger as pessoas que participam de estudos científicos sobre a segurança e a eficácia das ferramentas de prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa sobre pessoas é governada por uma estrutura bem estabelecida de padrões éticos. O novo relatório estabelece 14 pontos de orientação de padrões éticos para pesquisa sobre a prevenção do HIV e sustenta e explica os princípios universais de ética para pesquisa envolvendo pessoas de formas relevantes para as pessoas envolvidas e para os desenvolvimento na pesquisa para a prevenção do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A Organização Mundial da Saúde deve assegurar que formuladores e formuladoras de políticas e os profissionais da saúde mantenham a ética no centro de suas decisões&#8221;. Esta colaboração com o UNAIDS na convocação de uma ampla gama de pessoas interessadas para a revisão é um modelo para o desenvolvimento futuro da orientação ética&#8221;, disse Soumya Swaminathan, cientista chefe da Organização Mundial da Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As considerações éticas em torno da pesquisa de prevenção do HIV são complexas. A pesquisa deve ser realizada com as populações para as quais os novos métodos podem ter maior impacto—como as populações-chave, adolescentes e mulheres jovens em locais onde há uma alta incidência de HIV—mas pessoas dessas populações vivem frequentemente em situações que as tornam vulneráveis à discriminação, encarceramento ou outros danos, o que pode limitar sua participação na pesquisa e tornar a pesquisa ética mais desafiadora. A orientação atualizada procura estabelecer como incorporar eticamente as necessidades das pessoas que mais poderiam se beneficiar da pesquisa de prevenção do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A orientação atualizada inclui uma série de revisões chave da edição anterior. A importância do envolvimento de pessoas da comunidade em todos os estágios dos projetos de pesquisa é de suma importância—deve haver uma parceria igualitária entre as equipes de pesquisa, patrocinadores de pesquisas, populações-chave, participantes potenciais e as comunidades que vivem em locais onde as pesquisas estão ocorrendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão da equidade, com uma seleção inclusiva das populações estudadas sem exclusão arbitrária com base em características como idade, gravidez, identidade de gênero ou uso de drogas, é enfatizada. A orientação também destaca contextos de vulnerabilidade — pessoas e grupos não devem ser rotulados como vulneráveis, mas a ênfase deve ser dada aos contextos sociais ou políticos nos quais as pessoas vivem que podem torná-las vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que os pesquisadores, pesquisadoras, patrocinadoras e patrocinadores dos ensaios devem, no mínimo, garantir o acesso ao pacote de métodos de prevenção do HIV recomendado pela Organização Mundial da Saúde para cada participante durante todo o ensaio e o acompanhamento é estabelecido nas orientações atualizadas, juntamente com a necessidade de acesso pós-teste pelos participantes aos produtos que se demonstrem eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esta orientação revisada apoiará todas as partes interessadas na concepção e condução de testes de prevenção do HIV ética e cientificamente sólidos que promovam a resposta da AIDS em direção à meta de zero nova infecção pelo HIV&#8221;, acrescentou o Sr. Godfrey-Faussett.</p>
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		<title>Comunidades estão fazendo a diferença na resposta ao HIV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2019 17:38:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Para jovens mulheres e meninas, para os grupos de pessoas marginalizados e vulneráveis como homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e travestis, trabalhadoras do sexo, pessoas que usam drogas, pessoas em privação de liberdade e migrantes, o caminho para a saúde não é sempre claro como deveria ser., <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/12/comunidades-estao-fazendo-a-diferenca-na-resposta-ao-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Para jovens mulheres e meninas, para os grupos de pessoas marginalizados e vulneráveis como homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e travestis, trabalhadoras do sexo, pessoas que usam drogas, pessoas em privação de liberdade e migrantes, o caminho para a saúde não é sempre claro como deveria ser. Estigma e discriminação, leis repressivas, ignorância e até ódio impedem pessoas em vulnerabilidade de acessar a prevenção que pode salvar vidas, o tratamento e o cuidado. </p>



<span id="more-14181"></span>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>Comunidades estão lutando por serviços de HIV </strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui é onde comunidades costumam intervir. Comunidades de pessoas vivendo com HIV, de grupos marginalizados e vulneráveis, de mulheres e jovens, lideram e apoiam a entrega de serviços de HIV para as pessoas. Eles também defendem os direitos humanos e advogam para o acesso a serviços essenciais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles lutam diariamente para manter as pessoas no centro do processo de decisão e implementação e para ajudar a garantir que ninguém seja deixado para trás. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres e meninas são a espinha-dorsal dos cuidados nas suas famílias e comunidades, fornecendo trabalho não-remunerado e geralmente subestimado, ao cuidar de crianças, dos doentes, dos mais velhos e das pessoas com deficiência. Elas geralmente sustentam sistemas de apoio social frágeis. O envolvimento e a liderança de mulheres são vitais à resposta para o HIV e devemos apoiá-las para alavancar seu potencial. Serviços comunitários geralmente apoiam serviços de saúde públicos frágeis ao preencher lacunas alarmantes; eles são conduzidos por, ou conectados a, mulheres e outras populações marginalizadas; eles fornecem serviços que complementam o cuidado realizado na clínica e estendem o alcance dos cuidados em saúde à grupos que de outra forma ficariam pelo caminho. </p>



<h6 class="wp-block-heading"><strong>A redução do financiamento é uma barreira para o HIV </strong></h6>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma época em que redução do financiamento é colocar a sustentabilidade de serviços para HIV em perigo, o ativismo comunitário permanece crucial. De fato, uma maior mobilização das comunidades é urgentemente necessária e as barreiras que as impedem de entregar serviços e buscar financiamento devem ser desmanteladas. Comunidades devem ter espaço e poder para expressar suas demandas e escrever suas próprias soluções. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2016, líderes mundiais assinaram a Declaração Política da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre o Fim da AIDS, que reconheceu o papel essencial que comunidades desempenham no advocacy, na participação, na coordenação de respostas à AIDS e na entrega de serviços. Além disso, eles reconhecem que as respostas das comunidades ao HIV devem ser aumentadas e comprometidas até alcançar pelo menos 30% dos serviços liderados por comunidades até 2030.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos países não estão nem perto de alcançar esse comprometimento, e onde o investimento em comunidades mais falta há geralmente um progresso mais fraco contra o HIV e outros desafios de saúde.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Comunidades estão prontas para desempenhar seu papel em construir sociedades mais saudáveis e resilientes, mas precisam do nosso apoio. No <a href="https://unaids.org.br/2019/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2019-da-diretora-executiva-do-unaids-winnie-byanyima/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Dia Mundial Contra a AIDS (opens in a new tab)">Dia Mundial Contra a AIDS</a>, vamos celebrar comunidades, reconhecer o papel essencial que elas desempenham na resposta ao HIV, e nos comprometer a cumprir as promessas feitas a eles.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Essa reportagem foi publicada originalmente no <a href="https://www.globalcause.co.uk/hiv-aids/communities-are-making-all-the-difference-in-the-hiv-response/#" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Causa Global (opens in a new tab)">Causa Global</a>, um website que publica informações e histórias pessoais sobre saúde, riqueza e bem-estar no mundo </em></p>
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