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	<title>liderança - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>Vídeo “Acabar com as desigualdades. Acabar com a AIDS” envia uma mensagem poderosa para líderes mundiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2021 19:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Após 40 anos desde que os primeiros casos de AIDS foram relatados, um grupo de celebridades e pessoas apoiadoras de alto nível da resposta ao HIV apareceram em um novo vídeo como parte de uma campanha para manter as lideranças mundiais em seus compromissos de acabar com a epidemia da AIDS até 2030. O, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/07/video-acabar-com-as-desigualdades-acabar-com-a-aids-envia-uma-mensagem-poderosa-para-lideres-mundiais/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Após 40 anos desde que os primeiros casos de AIDS foram relatados, um grupo de celebridades e pessoas apoiadoras de alto nível da resposta ao HIV apareceram em um novo vídeo como parte de uma campanha para manter as lideranças mundiais em seus compromissos de acabar com a epidemia da AIDS até 2030. O filme, Uma Mensagem às Líderanças Mundiais sobre o Fim da AIDS, mostra como a epidemia de HIV continua sendo uma emergência de saúde global e que muitas pessoas estão sendo deixadas para trás na resposta, porque as desigualdades subjacentes que impulsionam a epidemia não estão sendo abordadas.</p>



<span id="more-18248"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado da Diretora Executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, o vídeo apresenta celebridades e pessoas apoiadoras que fazem parte do movimento mundial do HIV de longa data, incluindo Kenneth Cole, Toumani Diabaté, Youri Djorkaeff, David Furnish, Sir Elton John, Princesa Stéphanie de Mônaco, Sheryl Lee Ralph, Stéphanie Seydoux, Charlize Theron, Brigitte Touadera, Yousra e outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas são convidadas a aderir à campanha enviando suas próprias mensagens às lideranças mundiais nas mídias sociais usando a hashtag #EndInequalitiesEndAIDS (#AcabarComAsDesigualdadesAcabarComAAIDS, em tradução livre para o português) e assinando uma carta à Prezada Liderança Mundial que expõe o progresso feito contra a epidemia do HIV até o momento, ao mesmo tempo em que exorta a uma ação mais forte para reduzir as desigualdades, mobilizar recursos e capacitar as comunidades que vivem e são afetadas pelo HIV para acabar de vez com a epidemia da AIDS. A carta também expressa preocupação sobre o impacto da COVID-19 nos serviços de HIV e como a pandemia aumentou a vulnerabilidade à infecção pelo HIV entre certos grupos de pessoas, tais como mulheres jovens e meninas por causa de interrupções na escolaridade, casamento infantil e violência baseada no gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha reflete a recentemente adotada <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2021/03/o-conselho-do-unaids-adota-nova-estrategia-global-para-a-aids-que-prepara-o-caminho-para-acabar-com-a-aids-ate-2030" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estratégia Global UNAIDS para AIDS 2021-2026</a></span></strong>: Acabar com as Desigualdades, acabar com a AIDS, e apoia os resultados da Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS de 2021. Na reunião, os Estados-membros apoiaram a <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2021/06/estados-membros-das-nacoes-unidas-adotam-nova-declaracao-politica-para-enfrentar-desigualdades-e-acabar-com-a-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Declaração Política sobre HIV e AIDS de 2021: Acabar com as Desigualdades e Entrar no Rumo do Fim da AIDS até 2030</a></span></strong>, que estabelece novas metas para a prevenção e tratamento do HIV e a redução do estigma e da discriminação relacionados ao HIV. Se essas metas forem atingidas até 2025, o mundo estará no caminho certo para acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. As metas buscam garantir que 95% dos serviços de HIV sejam prestados às pessoas que necessitam, a redução do número de novas infecções pelo HIV anualmente para menos de 370 mil e a redução das mortes relacionadas à AIDS para menos de 250 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Progressos incríveis foram feitos contra o HIV durante as últimas quatro décadas, com o número de pessoas em tratamento antirretroviral que salvam vidas mais que triplicou desde 2010. Mas a campanha chama a atenção para quem ficou para trás, como mulheres jovens e meninas, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas trans e pessoas que usam drogas. O recente relatório divulgado pelo UNAIDS “<strong><em><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2021/06/novo-relatorio-do-unaids-mostra-que-podemos-acabar-com-a-aids-ate-2030/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Compromissos Globais, ações locais</a></span></em></strong>”, mostra que 10,2 milhões de 37,6 milhões de pessoas vivendo com HIV globalmente ainda estão esperando por tratamento. Somente no ano passado, 690 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS e houve 1,5 milhão de novas infecções por HIV em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O vídeo foi lançado durante a 48ª reunião da Junta de Coordenação do Programa, conhecida em inglês como Programme Coordinating Board (PCB). O vídeo e a carta às lideranças mundiais podem ser encontrados <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://endinequalitiesendaids.unaids.org">aqui</a></span></strong> <em>(em inglês)</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DESTAQUES IMPORTANTES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Precisamos que os governos façam sua parte, precisamos que as comunidades se mobilizem e se organizem, precisamos que a sociedade civil defenda aqueles e aquelas que compreendem a necessidade de solidariedade mundial, aqueles e aquelas cujos corações lhes dizem que a coisa certa a fazer é cuidar da humanidade, devem organizar e vencer o debate público.&#8221;</em><br><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Winnie Byanyima</span>, Diretora Executiva do UNAIDS e Subsecretária Geral das Nações Unidas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O estigma associado [à AIDS] era indiscutivelmente pior do que a própria doença. Se trabalharmos de forma conjunta para atingir estes objetivos comuns [na prevenção e tratamento do HIV] e se forem atingidos até 2025, o mundo estará novamente no caminho certo para acabar com a AIDS como uma crise de saúde pública até 2030.&#8221;<br></em><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Kenneth Cole</span>, designer, ativista e Embaixador da Boa Vontade Internacional do UNAIDS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;É importante que continuemos esta luta e redobremos nossos esforços. É urgente.&#8221;<br></em><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Toumani Diabaté</span>, músico e Embaixador da Boa Vontade Internacional do UNAIDS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;O vírus não desapareceu. O acesso à prevenção, ao tratamento e aos cuidados continua sendo uma prioridade vital.&#8221;<br></em><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Youri Djorkaeff</span>, Diretor Geral da Fundação FIFA</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;As pessoas que se sentem marginalizadas e afastadas da sociedade é aí que o HIV tende a entrar e a se enraizar mais. [Precisamos] garantir que todas as pessoas que estão mais expostas ao risco de contrair o HIV se sintam seguras, se sintam amadas e tenham acesso ao teste e ao tratamento de que precisam&#8221;.<br></em><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">David Furnish</span>, Presidente, Fundação Elton John AIDS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Crianças da Indonésia foram expulsas de suas escolas quando profissionais da educação e pais descobriram que elas viviam com HIV&#8221;</em><br><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Atiqah Hasiholan</span>, atriz, modelo e Embaixadora da Boa Vontade do UNAIDS para a Indonésia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Fizemos muitos progressos científicos e médicos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. [Acabar com a AIDS] é um sonho realizável, mas o que temos que fazer é acabar com o estigma. Devemos continuar a dar às pessoas em todo o mundo a esperança de que a AIDS está na agenda. Não podemos deixar essas pessoas para trás. Todas as pessoas nascem iguais, todas devem ser tratadas da mesma maneira.&#8221;<br></em><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Sir Elton John</span>, músico e fundador da Fundação Elton John AIDS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Hoje, as pessoas vivendo com HIV podem desfrutar de vidas longas e saudáveis com um comprimido por dia. Precisamos de um novo compromisso para acabar com a ignorância, o estigma e, sim, às vezes, é o silêncio que nos separa do fim da epidemia da AIDS.&#8221;<br></em><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Sheryl Lee Ralph</span>, atriz, cantora, autora e ativista</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Sabemos como acabar com a AIDS e temos as ferramentas para fazê-lo.&#8221;</em><br><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Stéphanie Seydoux</span>, Embaixadora da França para a Saúde Global</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Podemos encorajar nossas lideranças a fornecer os meios para deter esta pandemia.&#8221;</em><br><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Princesa Stéphanie de Mônaco</span>, Embaixadora da Boa Vontade Internacional do UNAIDS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Há uma razão simples para estarmos longe do nosso objetivo: a desigualdade. As populações-chave com maior probabilidade de se contrair HIV têm menor probabilidade de ter acesso aos serviços de que precisam para sobreviver. Se você vive ou morre por doenças relacionadas à AIDS ainda é muito frequentemente determinado por quem você é, quem você ama e onde você vive.&#8221;</em><br><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Charlize Theron</span>, atriz, fundadora do projeto Charlize Theron Africa Outreach Project e Mensageira da Paz das Nações Unidas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Infelizmente, a complacência está se instalando e as desigualdades estão se aprofundando. Apelo às lideranças de todo o mundo para que se comprometam com um mundo sem AIDS.&#8221;</em><br><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Brigitte Touadera</span>, Primeira-Dama da República Centro-Africana</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Muitas pessoas não estão acessando os serviços por medo de serem reconhecidas ou julgadas ou por causa da segurança pessoal e da segurança.&#8221;</em><br><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Pia Wurtzbach</span>, Miss Universo 2015 e Embaixadora da Boa Vontade do UNAIDS para a Ásia e o Pacífico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Para acabar com a AIDS, precisamos falar sobre isso. O HIV não discrimina. Nós discriminamos.&#8221;</em><br><strong><span class="has-inline-color has-vivid-red-color">Yousra</span>, atriz, cantora e Embaixadora da Boa Vontade do UNAIDS para o Oriente Médio e o Norte da África</strong></p>
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		<title>Opinião: É assim que venceremos a AIDS — com uma nova era de liderança</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/03/opiniao-e-assim-que-venceremos-a-aids-com-uma-nova-era-de-lideranca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2020 11:54:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como mulher africana, as lembranças da AIDS estão gravadas em mim: de membros da família que se foram muito cedo, deixando-nos enlutados e despedaçados; dos desvios de curso nos planos de desenvolvimento dos países; e de temer que a ameaça fosse impossível de derrotar. Mas tenho outras lembranças que me trazem força—principalmente de como, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/03/opiniao-e-assim-que-venceremos-a-aids-com-uma-nova-era-de-lideranca/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Como mulher africana, as lembranças da AIDS estão gravadas em mim: de membros da família que se foram muito cedo, deixando-nos enlutados e despedaçados; dos desvios de curso nos planos de desenvolvimento dos países; e de temer que a ameaça fosse impossível de derrotar. </p>



<span id="more-14664"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Mas tenho outras lembranças que me trazem força—principalmente de como as pessoas começaram a reagir, muitas vezes se colocando em grande risco. A coragem delas mudou tudo, e fomos capazes de mobilizar a ciência, recursos internacionais, inovação e parcerias para começar a progredir contra a epidemia. E o progresso feito contra a epidemia é um milagre — não um milagre que vem de cima, mas um milagre derivado do trabalho conjunto entre comunidades. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas devemos manter os olhos abertos. O trabalho não está concluído e a última etapa é a mais difícil. Chegou a hora de mirarmos no pico mais alto. Sem isso, a AIDS permanecerá invicta, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estarão em risco e milhões de pessoas serão deixadas para trás. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para acabar com a AIDS, precisamos de uma nova era de liderança—séria, corajosa e justa—nas seguintes áreas: </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>1. Liderança para trazer saúde a todos.</strong> Acesso a serviços de saúde são um direito humano e nunca devem depender de quanto dinheiro você tem no bolso. Os ativistas exigem medicamentos de ponta e cuidados de saúde para as pessoas que vivem com HIV, entregues a preços acessíveis e em escala, não importa onde morem. Essa visão está no coração da saúde para todos. Os governos devem fornecer a todas as pessoas, assistência médica pública, por meio de sistemas tributários progressivos nos quais os super-ricos e as grandes empresas paguem uma proporção justa. Os sistemas de saúde pública devem oferecer serviços que alcancem as pessoas mais necessitadas, e os governos devem apoiar as comunidades de pessoas que vivem com e afetadas pelo HIV para aumentar a provisão de serviços liderados pela comunidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>2. Liderança para acabar com a desigualdade de gênero.</strong> Mulheres jovens e meninas, principalmente na África Subsaariana, enfrentam um risco inaceitavelmente alto de infecção pelo HIV, enquanto os serviços nem sempre são bem projetados para atender às necessidades dos jovens por serviços abrangentes de saúde sexual e reprodutiva. A liderança precisa remover obstáculos estruturais que negam a mulheres e meninas seus direitos, igualdade de oportunidades e poder. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Garantir a educação primária e secundária abrangente deve alicerçar a igualdade—mas a liderança também precisa enfrentar regras e costumes que mantêm meninas e mulheres em baixa. Enfrentar a desigualdade de gênero exige compromisso de longo prazo para a mudança de leis e políticas e coragem para defender os direitos de mulheres e meninas. Os líderes devem ouvir os movimentos das mulheres para entender o que elas precisam. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>3. Liderança para acabar com a discriminação.</strong> A epidemia de HIV continuará enquanto comunidades marginalizadas—incluindo pessoas LGBTQ, homens que fazem sexo com homens, pessoas que usam drogas, profissionais do sexo, pessoas em privação de liberdade e migrantes—vivem com medo do estado ou de violência e violações sancionadas. Com muita frequência, líderes não têm coragem de desafiar preconceitos profundamente arraigados ou se sustentar ao ceder ao estigma e à discriminação. Os líderes devem enfrentar multidões e defender a zero discriminação e o direito à saúde de todos os cidadãos, entendendo que o interesse público coletivo é prejudicado por abordagens punitivas. Ouvir grupos marginalizados é fundamental; eles conhecem as proteções legais de que precisam.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>4. Liderança em inovação científica democrática. </strong>A resposta à AIDS sempre esteve na vanguarda da inovação—passando de um regime de tratamento de HIV que custava U$ 10.000 por ano, com oito comprimidos por dia, para um que custa U$ 74 por ano, com um comprimido por dia, além da implementação da prestação de serviços liderada pela comunidade. O ritmo da ciência e da inovação está acelerando, com o risco de uso indevido para vitimar e explorar ainda mais os marginalizados ou sua negação às pessoas mais necessitadas. Exigimos liderança científica democrática que se envolva em um diálogo respeitoso com as comunidades afetadas e que seja guiada pela ética, direitos humanos e justiça social.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>5. Liderança de toda a sociedade. </strong>Empresas, mídia, sindicatos, grupos religiosos, organizações comunitárias, movimentos sociais e influenciadores culturais têm um papel a desempenhar. Os avanços acontecem quando as empresas se manifestam a favor da assistência universal à saúde, quando a mídia promove os direitos humanos e para de perpetuar estereótipos prejudiciais sobre a eficácia de abordagens punitivas contra pessoas que usam drogas e quando líderes religiosos chamam a atenção ao preconceito homofóbico ou violência contra mulheres e meninas. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>6. Liderança das Nações Unidas.</strong> O UNAIDS é responsável por coordenar a resposta à AIDS, mas não somos o chefe — somos um servo. Devemos ser firmes na defesa dos direitos humanos universais quando pressionados a não fazer isso e em chamar a atenção a práticas injustas ou não informadas por evidências. Precisamos ser humildes e inclusivos e trabalhar para reforçar a liderança de outras pessoas—da sociedade civil em seu sentido mais amplo e, particularmente, das comunidades afetadas pelo HIV. Isso é mais vital do que nunca. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Liderança é difícil e envolve escolhas difíceis. Mas os líderes lembrados com honra não são os que fazem o que é popular ou politicamente conveniente no momento, mas os que fazem o que é certo. Dizem que onde há vontade, há um jeito. Acredito que existe um jeito, e juntos encontraremos a vontade. Esta deve ser a década de aceleração na luta contra a AIDS—uma década de liderança. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando contarmos à geração que ainda não nasceu, sobre a história da AIDS, vamos compartilhar com eles três lembranças: a memória de quando a AIDS nos atingiu pela primeira vez, a memória de quando começamos a lutar e a memória de enviar a AIDS apenas para a memória.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Texto publicado originalmente (em inglês) no <a href="https://www.devex.com/news/opinion-here-s-how-we-ll-beat-aids-with-a-new-era-of-leadership-96725" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="site Devex (opens in a new tab)">site Devex</a>.</em></p>
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		<title>Liderança como processo de influência</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/06/lideranca-como-processo-de-influencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jun 2019 20:29:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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		<category><![CDATA[Plano de Ação sobre Gênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acelerar o progresso rumo à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres é fundamental para acabar com a epidemia de AIDS. E começa dentro do UNAIDS. Em 2018, o UNAIDS lançou seu Plano de Ação sobre Gênero 2018-2023 com o objetivo de melhorar a eficácia do UNAIDS promovendo a liderança feminina em toda, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/06/lideranca-como-processo-de-influencia/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Acelerar o progresso rumo à igualdade de gênero e ao empoderamento das mulheres é fundamental para acabar com a epidemia de AIDS. E começa dentro do UNAIDS.</p>



<span id="more-11988"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2018, o UNAIDS lançou seu <strong><a href="https://unaids.org.br/2018/06/unaids-lanca-plano-de-acao-de-genero-2018-2023/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label=" (opens in a new tab)">Plano de Ação sobre Gênero 2018-2023</a></strong> com o objetivo de melhorar a eficácia do UNAIDS promovendo a liderança feminina em toda a organização e assegurando que todos os funcionários, mulheres e homens, estejam cientes das questões que aumentam o risco de infecção pelo HIV em mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/20190611_GAP_progress_report">primeiro relatório anual de progresso </a></strong>do Plano de Ação sobre Gênero 2018-2023 mostra o avanço rumo as metas, embora ainda exista muito a ser feito. “O Plano de Ação sobre Gênero é uma ferramenta para a mudança”, disse Gunilla Carlsson, Diretora Executiva Interina do UNAIDS, &#8220;Com base no progresso impressionante alcançado apenas no primeiro ano de sua implementação, é fundamental manter o ritmo e sustentar as conquistas ao longo do tempo.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Das 30 ações determinadas para alcançar as quatro metas estabelecidas no Plano de Ação sobre Gênero em cinco anos, o UNAIDS avançou com sucesso em 20 delas nos primeiros 12 meses. &#8220;O Plano de Ação sobre Gênero é importante porque se trata de igualdade, equilíbrio, justiça e equidade&#8221;, disse Helene Badini, assessora comunitária regional da equipe de apoio do UNAIDS em Dakar, Senegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano inclui oportunidades de treinamento e mentoria, objetivos de trabalho obrigatórios relacionados a gênero e apoio em toda a organização. “Todos os funcionários do meu escritório têm um objetivo de aprendizado sobre gênero e eu faço trabalho de <em>advocacy</em> contra qualquer violência baseada no gênero”, afirmou Françoise Ndayishimiye, diretora do UNAIDS no Gabão. “Além disso, como membro da UN+, gosto de estar conectada com outras mulheres vivendo com HIV que trabalham no UNAIDS para unir nossos pontos fortes e agir em conjunto”, acrescentou ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na região da África Ocidental e Central, a maioria dos funcionários do UNAIDS são homens e metade dos diretores de país são mulheres, responsáveis por liderar equipes pequenas em uma região que enfrenta uma das epidemias de AIDS que mais crescem no mundo e desafios severos relacionados à segurança, desastres humanitários e naturais. Marie Engel, assessora  regional de programa do UNAIDS em Dakar acredita que “ter uma rede de colegas mulheres é uma ferramenta poderosa e única para promover a liderança feminina, e é por isso que estou facilitando a colaboração entre a Aliança da África Ocidental e Central do Programa de Liderança Feminina.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano de Ação sobre Gênero lembra que a igualdade de gênero é um direito humano e fundamental para o desempenho e a efetividade do UNAIDS. A importância de promover a igualdade de gênero, inclusive por meio da conquista da paridade de gênero, é agora reconhecida em maior escala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O plano, que é focado nos funcionários, traduz-se rapidamente em ação programática. Na República Democrática do Congo, por exemplo, o UNAIDS ajuda mulheres envolvidas em redes de pessoas vivendo com HIV da sociedade civil a desenvolver suas habilidades e reduzir a auto-discriminação e o auto-estigma. Os membros da rede viajaram para Nova Iorque em 2018 para participar da Comissão sobre as Condições das Mulheres para compartilhar suas experiências. A mulher responsável por este trabalho é Natalie Marini Nyamungu, conselheira em direitos humanos e igualdade de gênero do escritório do UNAIDS no Congo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Desenvolvi habilidades que me permitiram criar um ambiente de trabalho positivo com igualdade e respeito à diversidade em sua essência, sem discriminação ou preconceito”, disse Natalie Marini Nyamungu. “Eu também ajudei nossos parceiros da sociedade civil a desenvolver novas habilidades, recursos e a autoconfiança que eles precisavam para impulsionar sua própria liderança.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apoiar a liderança das mulheres é fundamental para o Plano de Ação sobre Gênero. A experiência da equipe feminina do UNAIDS mostrou que a liderança é um processo de influência, não apenas uma posição na hierarquia organizacional.</p>
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