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	<title>Lançamento de relatório - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>Lançamento de relatório - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Discurso de lançamento do relatório do Dia Mundial contra a AIDS 2019</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/11/discurso-da-diretora-executiva-do-unaids-winnie-byanyima-no-lancamento-do-relatorio-do-dia-mundial-contra-a-aids-2019/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Nov 2019 20:36:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Ponto de vista]]></category>
		<category><![CDATA[diretora executiva do unaids]]></category>
		<category><![CDATA[Discurso]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento de relatório]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório UNAIDS 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Winnie Byanyima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leia o discurso da diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, no lançamento do relatório do Dia Mundial contra a AIDS 2019: Chefe de gabinete, governador interino James Nyoro, colegas do Sistema das Nações Unidas. Jambo! Voluntários de saúde comunitária, vocês são meus heróis e heroínas. Estou muito feliz por estar aqui com vocês hoje, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/11/discurso-da-diretora-executiva-do-unaids-winnie-byanyima-no-lancamento-do-relatorio-do-dia-mundial-contra-a-aids-2019/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Leia o discurso da diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, no lançamento do relatório do Dia Mundial contra a AIDS 2019:</p>



<span id="more-13680"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Chefe de gabinete, governador interino James Nyoro, colegas do Sistema das Nações Unidas. Jambo!   </p>



<p class="wp-block-paragraph">Voluntários de saúde comunitária, vocês são meus heróis e heroínas. Estou muito feliz por estar aqui com vocês hoje no Condado de Kiambu, no Quênia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E agradeço a calorosa recepção aqui, bem no coração de sua comunidade, no lançamento do relatório do UNAIDS <a href="https://unaids.org.br/2019/11/garantir-que-pessoas-e-comunidades-tenham-o-poder-de-escolher-saber-prosperar-e-demandar-e-a-chave-para-acabar-com-a-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Poder para as pessoas (opens in a new tab)">Poder para as pessoas</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Obrigado a vocês, jovens. Especialmente o jovem com deficiência que acabou de falar conosco, e nos lembrou que nem todas as pessoas que vivem com HIV são iguais— todas são diferentes e precisamos ser inclusivos. Vamos nos lembrar disso. Vamos tomar as devidas providências. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quero expressar minhas sinceras condolências e solidariedade ao povo de West Pokot, pela trágica perda de vidas e propriedades após as chuvas torrenciais e deslizamentos de terra. Sinto esta perda como vocês.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LANÇAMENTO DO RELATÓRIO ‘PODER PARA AS PESSOAS’ </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou aqui porque a <a href="https://aidsinfo.unaids.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="África ainda é o continente mais afetado pela epidemia de HIV (opens in a new tab)">África ainda é o continente mais afetado pela epidemia de HIV</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 25 milhões de pessoas vivem com HIV na África Subsaariana—mais de dois terços do total global dos 37,9 milhões de pessoas vivendo com HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Também estou aqui porque muitos países da África estão liderando o caminho para acabar com a epidemia de AIDS. Somos heróis e heroínas, lutando contra a epidemia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No Quênia, as mortes relacionadas à AIDS caíram mais de 50% desde 2010 e as novas infecções por HIV caíram 30%. Esta é uma grande conquista. Um enorme progresso em pouco tempo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, posso anunciar que 24,5 milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo agora têm acesso a tratamentos capazes de salvar vidas. Boas notícias e grande progresso. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>UNINDO-SE À MARATONA PARA ACABAR COM A AIDS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é um dia especial para mim. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou lançando meu primeiro relatório do UNAIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Com este novo relatório, presto homenagem às famílias e comunidades devastadas pela AIDS, aos grupos de mulheres e às comunidades que mobilizaram e transformaram a resposta à AIDS. Eu parabenizo vocês. Devemos muito a vocês. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No meu país, as mulheres se reuniam nas aldeias, compravam panelas e cobertores, cuidavam umas das outras, enterravam os mortos, não deixavam ninguém sofrer sozinho. Foram as mulheres em nossas comunidades que fizeram isso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, estou comprometendo o UNAIDS a dar grandes passos em uma nova direção. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>COMBATE À DESIGUALDADE E À POBREZA </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro passo é abordar a desigualdade e as injustiças que alimentam a epidemia de HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A AIDS afeta as pessoas que vivem na pobreza. Este é um problema para todas as pessoas, mas um grande problema para as que são pobres. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos que lidar com a desigualdade. Não pode estar certo que algumas pessoas recebam tratamento e tenham uma vida longa, enquanto outras morrem por não poder ter acesso aos cuidados de saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos combater a desigualdade, tirar todas as pessoas da pobreza. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos fornecer mais serviços—educação, saúde, proteção social. É assim que acabaremos com a AIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>IGUALDADE DE GÊNERO E DIREITOS DA MULHER SÃO CHAVE </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos promover os direitos das mulheres se quisermos acabar com a AIDS, então, nosso segundo grande passo na corrida para acabar com a AIDS deve ser combater a desigualdade de gênero. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do progresso registrado na prevenção e no tratamento, o HIV continua sendo a principal causa de morte para mulheres de 15 a 49 anos em todo o mundo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A cada semana, 6.000 mulheres jovens entre 15 e 24 anos são infectadas pelo HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na África Subsaariana, mulheres e meninas jovens enfrentam taxas de HIV muito mais altas que homens e meninos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres jovens na África Subsaariana com idades entre 15 e 24 anos têm duas vezes mais chances de viver com HIV do que homens da mesma idade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">São números que envergonham a todos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é uma injustiça de gênero com repercussões trágicas. Por que as mulheres jovens são mais vulneráveis? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Se quisermos cumprir nossas promessas, devemos acabar com os desequilíbrios de poder de gênero que estão gerando risco e vulnerabilidade ao HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos defender a igualdade de gênero e capacitar mulheres jovens e meninas para transformar nossas sociedades. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o mundo, uma em cada três mulheres viverá uma experiência de abuso físico ou sexual em sua vida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitas de nossas comunidades, a primeira experiência de uma mulher com sexo é violenta, é forçada. Essa é a realidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ontem, lançamos os 16 dias de ativismo contra a violência de gênero. Todos os dias devemos nos comprometer a alcançar a igualdade entre mulheres e meninas, para que sua vulnerabilidade à violência possa acabar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui no Quênia, estou preocupada com a taxa de feminicídio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda semana, lemos um relato da mídia de uma mulher, geralmente uma jovem, morta por seu parceiro. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos defender essas mulheres, pedir justiça e acabar com a impunidade. O mundo deve ser um espaço seguro para todos nós. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS prestará mais atenção no enfretamento de leis, tradições, culturas e práticas que possibilitem e perpetuem a violência de gênero. O corpo de uma mulher é apenas dela. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É nosso dever urgente garantir que todas as mulheres e meninas, de todas as idades, tenham acesso irrestrito a serviços de saúde sexual e reprodutiva.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos aceitar que milhões de mulheres ainda não tenham acesso a contraceptivos, porque sabemos que o direito à contracepção é essencial para o empoderamento em todos os aspectos da vida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos cometendo uma injustiça com milhões de jovens que ainda não conseguem acessar os serviços básicos de saúde de que necessitam: preservativos gratuitos, teste de HIV sem consentimento parental e profilaxia pré-exposição. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Manter as meninas na escola reduz o risco de HIV. Precisamos garantir que todas as pessoas jovens possam permanecer na escola e que toda escola ofereça educação sexual abrangente e de qualidade—para que conheçam seu corpo, sua saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS, juntamente com os nossos copatrocinadores—o Fundo das Nações Unidas para a População, a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e o Fundo das Nações Unidas para a Infância—intensificará a atuação para mulheres e meninas, especialmente na África. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DIREITOS HUMANOS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O terceiro passo que peço para tomarmos hoje é sobre direitos humanos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os direitos humanos e os direitos cidadãos de mulheres e meninas, gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas trans, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas privadas de liberdade estão sendo negados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem julgamento, devemos garantir que estas pessoas possam ter acesso aos serviços de HIV, para que esta infecção e suas consequências possam acabar. Devemos tratar estas pessoas como cidadãos e cidadãs iguais, para que possam usufruir de seu direito à saúde e obter serviços para proteger a si mesmos e a parceiros e parceiras da infecção pelo HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um terço das populações-chave não conhece seu estado sorológico para HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos países, ainda temos leis que criminalizam populações-chave ou discriminam pessoas que vivem com HIV, então elas se escondem e, quando se escondem, não têm direito à saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As repressões e restrições às campanhas focadas em gays, bissexuais, transgêneros e intersex são inaceitáveis. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Jovens estão sendo julgados e punidos por quem são e por quem amam. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não acabaremos com a AIDS, a menos que sejamos capazes de garantir os direitos humanos de todas as pessoas, especialmente das populações-chave. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>FINANCIAMENTO E RECURSOS </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do progresso nos últimos anos, ainda não existem recursos suficientes para acabar com a epidemia de AIDS. Os países pobres estão lutando para pagar por tudo o que precisam—saúde, educação, estradas, água, saneamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde deve ser uma prioridade. Sem pessoas saudáveis, não teremos progresso. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Dois terços dos países da África ainda cobram taxas pelos serviços de saúde e milhões de pessoas estão a apenas uma doença de cair na pobreza extrema. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do compromisso mundial de implementar a saúde universal, a porcentagem de pessoas que pagam do próprio bolso pelos custos catastróficos de saúde só aumentou nos últimos cinco anos. A saúde não pode ser um privilégio para quem é rico ou rica—deve ser um direito para todas as pessoas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A dívida pública subiu acima de 50% do produto interno bruto em metade dos países da África Subsaariana. Em um espaço fiscal restrito, os governos devem encontrar caminhos para um financiamento sustentável de suas respostas ao HIV a longo prazo. Queremos trabalhar com os governos para ver como criar espaço fiscal e gerenciar suas prioridades dentro de orçamentos reduzidos pelo pagamento de dívidas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a recente reposição do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, países e fundações fizeram um adiantamento histórico para avançar rumo ao fim da epidemia de AIDS. Mas também é necessário mais trabalho para garantir que cada dólar, euro e outras moedas nacionais seja usado de maneira eficaz. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos países de renda média, os governos ainda estão pagando milhares de dólares a mais pelos mesmos medicamentos de qualidade disponíveis para países de baixa renda por apenas alguns centavos por dia. Isso é inaceitável. Vamos nos esforçar para ver os preços caírem. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O acesso universal a cuidados de saúde de qualidade não é uma mercadoria—é um direito humano. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CONCLUSÃO </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não subestimo os desafios futuros, mas sinto muita empolgação com o que pode ser alcançado pelas pessoas. Estamos nos apoiando nas pessoas que lutaram—como podemos falhar nesta missão de concluir o trabalho? </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que eu pedi hoje exige algumas mudanças urgentes.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudanças na forma como pensamos o que é possível. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuidados de saúde para cada pessoa—isso não é impossível. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudanças na rapidez com que agimos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mudanças na maneira como trabalhamos enquanto UNAIDS—precisamos nos olhar no espelho. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, sem dúvida, podemos acabar com a epidemia de AIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu perdi pessoas queridas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos entrar em um futuro de saúde para todos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Chefe de Gabinete e todos e todas as pessoas ativistas aqui hoje, desejo as vocês tudo de melhor em seus esforços. O UNAIDS está logo atrás de vocês. </p>
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		<title>UNAIDS alerta: o progresso está lento e nosso tempo está acabando para alcançarmos as metas de HIV até 2020</title>
		<link>https://unaids.org.br/2018/07/unaids-alerta-o-progresso-esta-lento-e-nosso-tempo-esta-acabando-para-alcancarmos-as-metas-de-hiv-ate-2020/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2018 13:31:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório do UNAIDS emite um alerta duro aos países. O documento lançado hoje, em Paris (França), durante um evento coorganizado pela Coalition Plus, o UNAIDS alerta que a resposta global ao HIV está em um ponto delicado. Na metade do caminho para as metas de 2020, o relatório Um longo caminho a, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/07/unaids-alerta-o-progresso-esta-lento-e-nosso-tempo-esta-acabando-para-alcancarmos-as-metas-de-hiv-ate-2020/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo relatório do UNAIDS emite um alerta duro aos países. O documento lançado hoje, em Paris (França), durante um evento coorganizado pela <em>Coalition Plus</em>, o UNAIDS alerta que a resposta global ao HIV está em um ponto delicado. Na metade do caminho para as metas de 2020, o relatório <strong><em><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/miles-to-go_en.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Um longo caminho a percorrer—fechando lacunas, quebrando barreiras, corrigindo injustiças</a></em></strong>, adverte que o ritmo do progresso não está em linha com a ambição global. O relatório exige ações imediatas que coloquem o mundo no caminho certo para atingir as metas cruciais de 2020.<span id="more-9312"></span></p>
<p>&#8220;Estamos acionando o alarme&#8221;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “Regiões inteiras estão ficando para trás, os enormes avanços que alcançamos para as crianças não estão sendo sustentados, as mulheres ainda são as mais afetadas, os recursos ainda não correspondem aos compromissos políticos e as populações-chave continuam sendo ignoradas. Todos esses elementos estão impedindo o progresso e precisam ser encarados de frente urgentemente.”</p>
<p><div id="attachment_9313" style="width: 257px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/miles-to-go_en.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9313" class="wp-image-9313" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo-212x300.png" alt="Clique na imagem para acessar o relatório completo em inglês" width="247" height="350" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo-212x300.png 212w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo-509x720.png 509w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo.png 713w" sizes="(max-width: 247px) 100vw, 247px" /></a><p id="caption-attachment-9313" class="wp-caption-text">Clique na imagem para acessar o relatório completo em inglês</p></div></p>
<p><strong>Crise na prevenção ao HIV</strong></p>
<p>O número de novas infecções por HIV está aumentando em cerca de 50 países e a novas infecções globais por HIV caíram apenas 18% nos últimos sete anos, de 2,2 milhões em 2010 para 1,8 milhão em 2017. Embora seja quase metade do número de novas infecções em comparação com o pico registrado em 1996 (3,4 milhões), o declínio não é rápido o suficiente para alcançar a meta de menos de 500.000 pessoas até 2020.</p>
<p>A redução de novas infecções por HIV tem sido mais forte na região mais afetada pela epidemia, África Oriental e Austral, onde o número de novas infecções por HIV caiu  30% desde 2010. No entanto, na Europa Oriental e Ásia Central, o número anual de novas infecções por HIV dobrou e as novas infecções por HIV aumentaram em mais de 25% no Oriente Médio e Norte da África nos últimos 20 anos.</p>
<p><strong>A ampliação do tratamento em grande escala não deve ser considerada como garantia</strong></p>
<p>Devido ao impacto da implantação da terapia antirretroviral, o número de mortes relacionadas à AIDS é o menor deste século (940.000), tendo caído para menos de 1 milhão pela primeira vez em 2016. No entanto, o ritmo atual de declínio não é rápido suficiente para alcançar a meta para 2020 de menos de 500.000 mortes relacionadas à AIDS.</p>
<p>Em apenas um ano, mais 2,3 milhões de pessoas iniciaram o tratamento antirretroviral. Este é o maior aumento anual na história, elevando o número total de pessoas em tratamento para 21,7 milhões. Quase 60% dos 36,9 milhões de pessoas que vivem com HIV estavam em tratamento em 2017, o que representa uma conquista importante. Mas, para alcançar a meta de 30 milhões, é necessário um aumento anual de 2,8 milhões de pessoas, e há indícios de que essa a taxa de ampliação está se desacelerando.</p>
<p><strong>África Ocidental e Central está ficando para trás</strong></p>
<p>Apenas 26% das crianças e 41% dos adultos que vivem com HIV tiveram acesso ao tratamento na África Ocidental e Central em 2017, em comparação com 59% das crianças e 66% dos adultos na África Oriental e Austral. Desde 2010, as mortes relacionadas à AIDS diminuíram 24% na África Ocidental e Central, em comparação com um declínio de 42% na África Oriental e Austral.</p>
<p>A Nigéria responde por mais da metade (51%) do peso da epidemia de HIV na região e obteve pouco progresso na redução de novas infecções por HIV nos últimos anos. As novas infecções por HIV caíram apenas 5% (9.000) em sete anos (de 179.000 para 170.000), e apenas uma em cada três pessoas vivendo com HIV está em tratamento (33%), embora a cobertura para tratamento tenha crescido de apenas 24% há dois anos.</p>
<p><strong>O progresso para as crianças diminuiu</strong></p>
<p>O relatório mostra que os ganhos alcançados para as crianças não estão sendo sustentados. Novas infecções por HIV entre crianças diminuíram apenas 8% nos últimos dois anos. Só metade (52%) de todas as crianças que vivem com HIV estão recebendo tratamento; 110.000 crianças morreram por doenças relacionadas à AIDS em 2017. Embora 80% das mulheres grávidas vivendo com HIV tenham conseguido acesso a medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão do HIV para seus bebês em 2017, um número inaceitável de 180.000 crianças foram infectadas pelo vírus durante o parto ou amamentação—longe da meta de menos de 40.000 até o final de 2018.</p>
<p>“Uma criança infectada com HIV ou uma criança morrendo por causas relacionadas à AIDS é inaceitável”, disse Sidibé. &#8220;Acabar com a epidemia de AIDS não é uma certeza e o mundo precisa responder a esse alerta e dar o pontapé inicial para um plano de aceleração para alcançar as metas.&#8221;</p>
<p><strong>Populações-chave representam quase metade de todas as novas infecções por HIV em todo o mundo</strong></p>
<p>O relatório também mostra que populações-chave não estão sendo suficientemente levadas em consideração pelos programas de HIV. Populações-chave e seus parceiros sexuais respondem por 47% das novas infecções por HIV no mundo e por 97% das novas infecções pelo HIV na Europa Oriental e Ásia Central, onde um terço das novas infecções por HIV se concentra entre as pessoas que usam drogas injetáveis.</p>
<p>Metade de todas as trabalhadoras do sexo em Suazilândia, Lesoto, Malawi, África do Sul e Zimbábue vivem com o HIV. O risco de contrair o HIV é 13 vezes maior entre as mulheres profissionais do sexo, 27 vezes maior entre os homens que fazem sexo com homens, 23 vezes maior entre as pessoas que usam drogas injetáveis e 12 vezes maiores entre mulheres transexuais.</p>
<p>&#8220;O direito à saúde para todos é inegociável&#8221;, disse Sidibé. “Profissionais do sexo, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas privadas de liberdade, migrantes, refugiados e pessoas trans são os mais afetados pelo HIV, mas ainda estão sendo deixados de fora nos programas de HIV. Mais investimentos são necessários para atingir essas populações-chave ”.</p>
<p><div id="attachment_9321" style="width: 970px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9321" class="wp-image-9321 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02.jpg" alt="&quot;O direito à saúde para todos é inegociável&quot;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS" width="960" height="618" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02.jpg 960w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02-720x464.jpg 720w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-9321" class="wp-caption-text">&#8220;O direito à saúde para todos é inegociável&#8221;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS</p></div></p>
<p><strong>O estigma e a discriminação persistem</strong></p>
<p>Discriminação por profissionais de saúde, policiais, professores, empregadores, pais, líderes religiosos e membros da comunidade está impedindo que jovens, pessoas que vivem com HIV e populações-chave tenham acesso à prevenção, ao tratamento e a outros serviços de saúde sexual e reprodutiva.</p>
<p>Em 19 países, entre pessoas vivendo com HIV que responderam a pesquisas, uma em cada cinco relatou que teve assistência médica negada e uma em cada cinco evitou buscar um serviço de saúde por medo de estigma ou discriminação relacionados ao seu estado sorológico positivo para HIV. Em cinco dos 13 países com dados disponíveis, mais de 40% das pessoas disseram achar que as crianças que vivem com o HIV não devem frequentar a escola com crianças que são HIV-negativas.</p>
<p>&#8220;As comunidades estão ecoando o apelo do UNAIDS&#8221;, disse Vincent Pelletier, Diretor Executivo da Coalition PLUS. “Precisamos de acesso universal a serviços de prevenção adaptados e proteção contra a discriminação. Apelamos aos líderes mundiais para que combinem compromissos com financiamento, tanto nos países doadores como nos países implementadores.”</p>
<p><strong>Nova agenda necessária para acabar com a violência contra as mulheres</strong></p>
<p>Em 2017, cerca de 58% de todas as novas infecções pelo HIV entre adultos com mais de 15 anos de idade ocorreram em mulheres; a cada semana, 6.600 jovens mulheres de 15 a 24 anos adquiriram HIV no ano passado. O aumento da vulnerabilidade ao HIV tem sido associado à violência. Mais de uma em cada três mulheres em todo o mundo sofreram violência física ou sexual, muitas vezes nas mãos de seus parceiros íntimos.</p>
<p>“A desigualdade, a falta de empoderamento e a violência contra as mulheres são violações dos direitos humanos e continuam alimentando novas infecções pelo HIV”, disse Sidibé. “Não devemos desistir de nossos esforços para enfrentar e erradicar o assédio, abuso e violência, seja em casa, na comunidade ou no local de trabalho.”</p>
<p><strong>As metas 90–90–90 podem e devem  ser alcançadas</strong></p>
<p>Houve progresso rumo às metas 90-90-90. Três quartos (75%) de todas as pessoas que vivem com o HIV foram testadas e agora conhecem seu estado sorológico positivo para o vírus; das pessoas que foram testadas, 79% tinham acesso ao tratamento em 2017; e das pessoas com acesso ao tratamento, 81% tinham carga viral suprimida.</p>
<p>Seis países—Botswana, Camboja, Dinamarca, Suazilândia, Namíbia e Holanda— já alcançaram as metas de 90–90–90 e outros sete estão prestes a alcançá-las. A maior lacuna está nos primeiros 90: na África Ocidental e Central, por exemplo, apenas 48% das pessoas que vivem com o HIV foram diagnosticadas.</p>
<p><strong>Um grande ano para a resposta à tuberculose</strong></p>
<p>Houve ganhos no tratamento e diagnóstico do HIV entre pessoas com tuberculose (TB)—cerca de nove em cada 10 pessoas com TB  e que foram diagnosticadas com HIV estão em tratamento. No entanto, a TB ainda é a maior causa de mortes de pessoas que vivem com o HIV e três em cada cinco pessoas que iniciam o tratamento do HIV não são examinadas, testadas ou tratadas para TB. A Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Tuberculose, em setembro de 2018, é uma oportunidade para impulsionar os esforços para o alcance das metas de TB relacionadas ao HIV.</p>
<p><strong>O custo da inação</strong></p>
<p>Cerca de 20,6 bilhões de dólares estavam disponíveis para a resposta à AIDS em 2017—um aumento de 8% desde 2016 e o equivalente a 80% da meta de 2020 estabelecida pela Assembléia Geral das Nações Unidas. No entanto, não houve novos compromissos significativos e, como resultado, é improvável que esse aumento anual de recursos se sustente. Só será possível alcançar as metas de 2020 se os financiamentos de doadores e de fontes domésticas aumentarem.</p>
<p><div id="attachment_9323" style="width: 970px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9323" class="wp-image-9323 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01.jpg" alt="O relatório mostra que os ganhos alcançados para as crianças não estão sendo sustentados. Novas infecções por HIV entre crianças diminuíram apenas 8% nos últimos dois anos. " width="960" height="618" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01.jpg 960w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01-720x464.jpg 720w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-9323" class="wp-caption-text">O relatório mostra que os ganhos alcançados para as crianças não estão sendo sustentados. Novas infecções por HIV entre crianças diminuíram apenas 8% nos últimos dois anos.</p></div></p>
<p><strong>Caminhos à frente</strong></p>
<p>De vilarejos na África Austral a aldeias remotas na Amazônia e megacidades na Ásia, as dezenas de inovações contidas nas páginas do relatório mostram que a colaboração entre sistemas de saúde e comunidades individuais pode reduzir de forma bem-sucedida o estigma e a discriminação e prestar serviços à grande maioria das pessoas que mais precisam deles.</p>
<p>Essas abordagens inovadoras continuam a impulsionar soluções necessárias para atingir as metas de 2020. Quando a prevenção combinada do HIV —incluindo preservativos e circuncisão masculina cirúrgica—for adotada em grande escala, o declínio de novas infecções em nível populacional será alcançado. A profilaxia pré-exposição (PrEP) já tem demonstrado impacto, particularmente entre populações-chave. Oferecer testagem e aconselhamento para HIV a membros da família e parceiros sexuais de pessoas diagnosticadas com HIV melhorou significativamente o acesso aos testes.</p>
<p>A África Oriental e Austral tem visto significativos investimentos nacionais e internacionais, juntamente com um forte compromisso político e envolvimento da comunidade, e está mostrando um progresso significativo no cumprimento das metas de 2020.</p>
<p>&#8220;Para cada desafio há uma solução&#8221;, disse Sidibé. “É responsabilidade dos líderes políticos, dos governos nacionais e da comunidade internacional fazer investimentos financeiros suficientes e estabelecer os ambientes jurídicos e políticos necessários para elevar o trabalho de quem está inovando nesta área à escala global. Se fizermos isso, criaremos o impulso necessário para alcançar as metas até 2020.”</p>
<p><strong> </strong><strong>Estima-se que, em 2017:</strong></p>
<ul>
<li>36,9 milhões [31,1 milhões &#8211; 43,9 milhões] de pessoas em todo o mundo viviam com HIV</li>
<li>21,7 milhões [19,1 milhões &#8211; 22,6 milhões] de pessoas tinham acesso ao tratamento</li>
<li>1,8 milhão [1,4 milhão – 2,4 milhões] de novas infecções por HIV.</li>
<li>940.000 [670.000–1,3 milhão] de pessoas morreram por causas relacionadas à AIDS em 2017.</li>
</ul>
<p><strong><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/miles-to-go_en.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse aqui o relatório completo em inglês</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/2018_07_17_Fact-Sheet_miles-to-go.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse aqui o resumo informativo em português</a></strong></p>
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	            data-cat="noticias" 
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	            data-title="UNAIDS alerta: o progresso está lento e nosso tempo está acabando para alcançarmos as metas de HIV até 2020" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2018/07/unaids-alerta-o-progresso-esta-lento-e-nosso-tempo-esta-acabando-para-alcancarmos-as-metas-de-hiv-ate-2020/">UNAIDS alerta: o progresso está lento e nosso tempo está acabando para alcançarmos as metas de HIV até 2020</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>17 milhões de pessoas vivendo com HIV recebem tratamento em todo o mundo</title>
		<link>https://unaids.org.br/2016/05/17-milhoes-de-pessoas-em-tratamento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 May 2016 16:05:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualização sobre a AIDS no Mundo 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Global AIDS update 2016]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento de relatório]]></category>
		<category><![CDATA[Novo relatório do UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento antirretroviral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estima-se que 17 milhões de pessoas tenham chegado ao final de 2015 com acesso a medicamentos antirretrovirais capazes de salvar vidas. Isso significa que, em um período de 12 meses,  2 milhões a mais de pessoas passaram a ter acesso ao tratamento. O anúncio, feito em um novo relatório do UNAIDS, intitulado Global AIDS, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2016/05/17-milhoes-de-pessoas-em-tratamento/">Read More</a></p>
<p>The post <a href="https://unaids.org.br/2016/05/17-milhoes-de-pessoas-em-tratamento/">17 milhões de pessoas vivendo com HIV recebem tratamento em todo o mundo</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Estima-se que 17 milhões de pessoas tenham chegado ao final de 2015 com acesso a medicamentos antirretrovirais capazes de salvar vidas. Isso significa que, em um período de 12 meses,  2 milhões a mais de pessoas passaram a ter acesso ao tratamento. </span><span id="more-3103"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O anúncio, feito em um novo relatório do UNAIDS, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">Global AIDS update 2016 </span></i><span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">Atualização sobre a AIDS no Mundo 2016)</span></i><span style="font-weight: 400;">, chega às vésperas do encontro de líderes na Reunião de Alto Nível da ONU sobre o fim da AIDS, que acontece agora de 8 a 10 de junho em Nova York.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aumento extraordinário do tratamento antirretroviral desde 2010 por muitos dos países mais afetados do mundo reduziu as mortes relacionadas à AIDS de 1,5 milhão em 2010 [1.3 milhão–1.7 milhão] para 1,1 milhão [940 000–1.3 milhão] em 2015. À medida que mais países adotam as novas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), para tratar imediatamente todas as pessoas com diagnóstico de HIV, grandes benefícios de saúde pública estão sendo realizados para indivíduos e para a sociedade em geral.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">&#8220;Precisamos de uma resposta à epidemia de AIDS centrada em pessoas, capaz de remover todos os obstáculos no caminho do acesso que as pessoas precisam ter aos serviços de prevenção e tratamento do HIV&#8221;</p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;O potencial máximo da terapia antirretroviral está em execução&#8221;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. &#8220;Pedimos a todos os países que aproveitem essa oportunidade sem precedentes para iniciar os programas de prevenção e tratamento contra a AIDS, com o objetivo de pôr fim à epidemia em 2030.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cobertura global da terapia antirretroviral alcançou 46% [43-50%] no final de 2015. Os ganhos foram maiores na região mais afetada do mundo, a África Oriental e Austral, onde a cobertura aumentou de 24% [22-25%] em 2010 para 54% [50-58%] em 2015, atingindo um total de 10,3 milhões de pessoas. Na África do Sul, 3,4 milhões de pessoas tiveram acesso ao tratamento, seguido pelo Quênia, com quase 900 000. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório do UNAIDS foi lançado em Nairobi, no Quênia, um dos países que mostram o progresso mais notável na expansão do acesso a medicamentos antirretrovirais e na redução do número de novas infecções pelo HIV. Ao todo, 12 países (Botswana, Eritreia, Quênia, Malawi, Moçambique, Ruanda, África do Sul, Suazilândia, Uganda, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe) aumentaram a cobertura do tratamento em mais de 25 pontos percentuais entre 2010 e 2015.</span></p>
<p><div id="attachment_3109" style="width: 826px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2774-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-3109" class="wp-image-3109 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2774-1.jpg" alt="816_TK2_2774" width="816" height="526" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2774-1.jpg 816w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2774-1-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2774-1-768x495.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2774-1-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px" /></a><p id="caption-attachment-3109" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Joyce Amondi Ouma, NEPHAK; Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS; Cleopa Mailu, Secretário de Governo para a Saúde, Quênia; Rosemary Mbogo, Presidente em exercício da NACC; Sahle-WorkZewde, Secretário Geral Adjunto das Nações Unidas e Diretor Geral da ONU no Quênia; e Kevin de Cock, Diretor do CDC. Foto: UNAIDS</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;O governo do Quênia, em parceria com o UNAIDS e outros parceiros de desenvolvimento, está comprometido com a abordagem da Aceleração da Resposta para acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030&#8221;, disse Cleopa Mailu, Secretário de Governo do Quênia para a Saúde. &#8220;Temos que catalisar investimentos em diferentes setores, com foco em programas com boa relação custo-benefício e socialmente inclusivos, se quisermos ter sucesso.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abordagem do UNAIDS de Aceleração da Resposta para acesso ao tratamento tem provado ser bem-sucedida nos países que a adotaram. A resposta oportuna deve continuar para que seja possível alcançar a meta de tratamento 90-90-90 do UNAIDS até 2020, em que: 90% das pessoas que vivem com HIV estejam diagnosticadas; 90% das pessoas diagnosticadas positivas para HIV estejam em tratamento; e 90% das pessoas em tratamento tenham carga viral indetectável. Atingir a meta de tratamento para 2020 irá colocar o mundo na direção certa para que se possa acabar com a epidemia de AIDS até 2030, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.</span></p>
<p><div id="attachment_3107" style="width: 826px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9855.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-3107" class="wp-image-3107 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9855.jpg" alt="816_CD1_9855" width="816" height="526" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9855.jpg 816w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9855-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9855-768x495.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9855-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px" /></a><p id="caption-attachment-3107" class="wp-caption-text">Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS, faz o lançamento do novo relátorio do UNAIDS em Nairobi, no Quênia. Foto: UNAIDS</p></div></p>
<p><b>Revigorando a prevenção do HIV</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prevenir novas infecções pelo HIV por meio da neutralização do estigma e da discriminação e também pela garantia de que 90% das pessoas tenham acesso a serviços de prevenção combinada ao HIV também será crucial para acabar com a epidemia de AIDS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório do UNAIDS mostra que o declínio em novas infecções por HIV entre adultos perdeu fôlego de forma alarmante nos últimos anos, com o número anual estimado de novas infecções entre adultos praticamente estático em cerca de 1.9 milhão [1.7 milhão &#8211; 2.2 milhões]. Os números globais escondem disparidades regionais que devem ser abordadas para alcançar as reduções necessárias para o fim da epidemia de AIDS até 2030.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior redução nas novas infecções em adultos ocorreu na África Oriental e Austral. Em 2015, houve queda de cerca de 40 000 infecções por HIV em adultos na região em relação a 2010, uma queda de 4%. Mais declínios graduais foram alcançados na região da Ásia e do Pacífico e da África Ocidental e Central. Taxas de novas infecções por HIV em adultos ficaram relativamente estáveis na América Latina e no Caribe, Europa Ocidental e Central, América do Norte, Oriente Médio e Norte da África. No entanto, o número anual de novas infecções por HIV na Europa Oriental e na Ásia Central aumentou em 57%.</span></p>
<p><div id="attachment_3105" style="width: 826px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9901.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-3105" class="wp-image-3105 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9901.jpg" alt="816_CD1_9901" width="816" height="526" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9901.jpg 816w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9901-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9901-768x495.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_CD1_9901-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px" /></a><p id="caption-attachment-3105" class="wp-caption-text">&#8220;Pedimos a todos os países que aproveitem essa oportunidade sem precedentes para iniciar os programas de prevenção e tratamento contra a AIDS, com o objetivo de pôr fim à epidemia em 2030&#8221;, afirmou Sidibé sobre o tratatamento antirretroviral. Foto: UNAIDS</p></div></p>
<p><b>Pessoas que estão sendo deixadas para trás</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No relatório, o UNAIDS incita os países a dar continuidade à intensificação dos esforços de prevenção do HIV à medida que seguem implementando o tratamento, já que muitas pessoas ainda não estão sendo alcançadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jovens e adolescentes, especialmente as mulheres jovens e meninas, ainda estão sendo deixadas para trás na resposta à AIDS. Garotas adolescentes e mulheres jovens entre 15-24 anos de idade são as que têm o maior risco de infecção por HIV no mundo, sendo representando 20% das novas infecções pelo vírus entre adultos em 2015 &#8211; apesar de representarem apenas 11% da população adulta. Na África Subsaariana, meninas adolescentes e mulheres jovens são responsáveis por 25% das novas infecções por HIV entre adultos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Normas prejudiciais de gênero e desigualdade, obstáculos à educação e serviços de saúde sexual e reprodutiva, pobreza, insegurança alimentar e violência são os principais fatores que impulsionam o aumento de vulnerabilidade nestas populações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório também mostra que mais de 90% das novas infecções por HIV em 2014 na Ásia Central, Europa, América do Norte, Oriente Médio e Norte da África estavam entre as populações-chave e seus parceiros sexuais, incluindo gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis. Na África Subsaariana, as populações-chave são responsáveis por mais de 20% das novas infecções por HIV. Estas populações ainda não estão sendo alcançadas com serviços de prevenção e tratamento do HIV, apesar de terem as maiores taxas de prevalência do vírus.</span></p>
<p><div id="attachment_3106" style="width: 826px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2758.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-3106" class="wp-image-3106 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2758.jpg" alt="816_TK2_2758" width="816" height="526" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2758.jpg 816w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2758-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2758-768x495.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/05/816_TK2_2758-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px" /></a><p id="caption-attachment-3106" class="wp-caption-text">Michel Sidibé posa com Cleopa Mailu, Secretário de Governo para a Saúde, Quênia, durante lançamento do relatório. Foto: UNAIDS</p></div></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório incita os países a trabalhar em estreita colaboração com os parceiros, em particular a sociedade civil, as comunidades e as pessoas que vivem com o HIV, para garantir que os governos saibam onde suas epidemias estão concentradas e que tenham os serviços adequados disponíveis nos lugares certos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Precisamos de uma resposta à epidemia de AIDS centrada em pessoas, capaz de remover todos os obstáculos no caminho do acesso que as pessoas precisam ter aos serviços de prevenção e tratamento do HIV&#8221;, disse Sidibé. &#8220;Esses serviços devem ser totalmente financiados e apropriados às necessidades das pessoas, para que possamos acabar com a epidemia de AIDS para todos.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório destaca que a ciência, a evidência e a política abriram uma oportunidade única para acabar com a epidemia de AIDS até 2030 como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A comunidade global tem de se unir em torno desse objetivo comum para realizar todo o potencial das oportunidades ou arriscar que a epidemia se prolongue indefinidamente.</span></p>
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	            data-title="17 milhões de pessoas vivendo com HIV recebem tratamento em todo o mundo" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2016/05/17-milhoes-de-pessoas-em-tratamento/">17 milhões de pessoas vivendo com HIV recebem tratamento em todo o mundo</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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