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		<title>HIV e COVID-19: um momento único para aprender, alavancar e construir sistemas resilientes para a saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2020 13:46:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório do UNAIDS mostra como os países que lutam contra a COVID-19 estão usando a experiência e a infraestrutura da resposta à AIDS para garantir uma resposta mais robusta a ambas as pandemias. COVID-19 e HIV: 1 momento, 2 epidemias, 3 oportunidades—como aproveitar o momento para aprender, alavancar e construir um novo, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/09/hiv-e-covid-19-um-momento-unico-para-aprender-alavancar-e-construir-sistemas-resilientes-para-a-saude/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Um novo relatório do UNAIDS mostra como os países que lutam contra a COVID-19 estão usando a experiência e a infraestrutura da resposta à AIDS para garantir uma resposta mais robusta a ambas as pandemias. <strong><em><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2020/20200909_lessons_hiv_covid" target="_blank" rel="noreferrer noopener">COVID-19 e HIV: 1 momento, 2 epidemias, 3 oportunidades—como aproveitar o momento para aprender, alavancar e construir um novo caminho para a saúde e direitos de todas as pessoas</a></em></strong> mostra que, ao identificar as mudanças dinâmicas necessárias, podem ser encontrados sistemas que são eficazes, inclusivos, equitativos e com recursos suficientes.</p>



<span id="more-16046"></span>



<p class="wp-block-paragraph">“Dadas as dimensões épicas da emergência, o mundo precisa de unidade e solidariedade”, disse o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres. “Nossa luta de décadas contra o HIV oferece lições essenciais. Seguindo essas lições e trabalhando juntos, podemos garantir que as respostas nacionais de saúde cumpram a promessa da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a saúde e o bem-estar de todas as pessoas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">As três oportunidades destacadas no relatório são: (1) que as principais lições aprendidas com a resposta ao HIV devem se comunicar com as respostas à COVID-19; (2) como a infraestrutura da resposta ao HIV já está impulsionando as respostas à COVID-19 e tem o potencial de catalisar o progresso acelerado; e (3) como as respostas à COVID-19 e ao HIV oferecem uma oportunidade histórica de construir uma ponte para sistemas de saúde adaptáveis e orientados para resultados que funcionem para as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta é uma oportunidade única de reimaginar os sistemas de saúde”, disse Winnie Byanyima, Diretora Executiva do UNAIDS. “Todos os olhos estão voltados para a saúde, os sistemas de saúde e os cuidados de saúde, com o desejo dos países de estarem bem equipados para lidar não apenas com a COVID-19, mas também para criar sociedades mais saudáveis e resilientes. Podemos aproveitar esta oportunidade aprendendo com o HIV e com a COVID-19 para fazer mudanças importantes para desenvolver sistemas de saúde baseados em direitos, equitativos e centrados nas pessoas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca como a resposta ao HIV pode ajudar a impulsionar uma resposta acelerada à COVID-19 de maneiras que podem colaborar para garantir que tais esforços não ocorram às custas da resposta ao HIV ou de outras prioridades essenciais de saúde. Ao mesmo tempo em que o mundo empreende esforços focados para desacelerar a disseminação de COVID-19, também deve redobrar os esforços para limitar qualquer interrupção e promover a recuperação rápida dos serviços relacionados ao HIV, incluindo a garantia de suprimentos ininterruptos de produtos e tecnologias essenciais para o HIV e outras prioridades globais de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A COVID-19 causou perdas significativas de vidas em muitas comunidades, mas principalmente naquelas onde as desigualdades tornam as pessoas mais vulneráveis a problemas de saúde. O aproveitamento da infraestrutura e da força de trabalho do HIV ajudou a mitigar o que poderia ter sido uma situação muito pior”, disse José M. Zuniga, Presidente/CEO da International Association of Providers of AIDS Care (Associação Internacional de Provedores de Cuidados com a AIDS, na tradução livre para o português) e co-organizador da <strong><em><a href="https://www.iapac.org/conferences/virtual-fast-track-cities-2020/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"></a><a href="https://www.iapac.org/conferences/virtual-fast-track-cities-2020/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>conferência virtual Fast-Track Cities</em></strong></a></em></strong> com o UNAIDS. “No entanto, com os gastos atuais com HIV substancialmente fora do caminho, o mundo precisa urgentemente aumentar os investimentos nas respostas ao HIV e à COVID-19 e não desviar de uma epidemia para responder à outra.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infraestrutura extensa, dinâmica e ágil que foi construída em torno da resposta ao HIV está sendo aproveitada de várias maneiras para ajudar na resposta ao COVID-19 e inclui a entrega de serviços inovadores liderados pela comunidade. Por exemplo, 280.000 novas pessoas profissionais de saúde treinadas pelo Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para Alívio da AIDS (PEPFAR) estão atualmente auxiliando como primeiros respondentes à COVID-19 em muitos países de baixa e média renda. Além disso, 17 centros de referência de tratamento de HIV em Marrocos estão agora funcionando como a primeira linha para serviços de tratamento de COVID-19. A Housing Works, ONG que atua com pessoas que vivem com HIV ou AIDS, abriu dois abrigos na cidade de Nova York especificamente para pessoas sem-teto que tiveram resultado positivo para a COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório destaca que, embora diferentes em muitos aspectos, a COVID-19 e o HIV compartilham características importantes e que, ao incorporar as lições aprendidas com o HIV, a resposta à COVID-19 pode evitar muitos erros. Um elemento essencial é a adesão e liderança das comunidades. O ativismo comunitário acelerou a entrega de medicamentos para o HIV que salvam vidas, a vigilância comunitária alertou as autoridades sobre a falta de estoques de medicamentos perigosos e as comunidades prestaram serviços essenciais de testagem e tratamento de HIV de porta a porta, além de estarem liderando esforços para derrubar as leis punitivas que afastam dos serviços de saúde essenciais populações como homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório também mostra a importância de fundamentar firmemente as respostas de saúde nos direitos humanos e a necessidade de respostas transformadoras de gênero. Outras ações incluem o fortalecimento de sistemas de informação estratégica capazes de fornecer dados oportunos e precisos sobre a pandemia para identificar novos surtos e coordenação global, vontade política sustentada e uma resposta multissetorial.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p></p><cite>“O surgimento da COVID-19 expôs as fraquezas subjacentes nos sistemas de saúde, que se mostraram insuficientes, despreparados e insustentáveis”, disse Byanyima. “O UNAIDS está pedindo que os sistemas de saúde sejam reinventados para garantir que sejam inclusivos, justos e equitativos.”</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Os sistemas de saúde do futuro devem ser preparados para enfrentar qualquer nova grande crise de saúde, sendo ágeis, orientados para resultados, inclusivos e centrados nas pessoas. A COVID-19 e a resposta ao HIV devem ser usadas como uma oportunidade para repensar sistemas de saúde que funcionem para as pessoas, maximizar a eficiência e eficácia, atrair recursos suficientes e envolver as comunidades como parceiros essenciais para a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em><span class="has-inline-color has-black-color"><strong><em><strong><em><a href="https://www.iapac.org/conferences/virtual-fast-track-cities-2020/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">A conferência virtual Fast-Track Cities 2020</a></em></strong></em></strong></span></em> </strong>acontecerá nos dias 9 e 10 de setembro, reunindo cerca de 1.500 representantes de mais de 300 municípios em todo o mundo para discutir as respostas urbanas à COVID-19 e ao HIV. Anthony Fauci, Diretor do United States National Institute of Allergy and Infectious Diseases, (Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, na tradução livre para o português), fará o discurso de abertura e o UNAIDS fará uma apresentação sobre a importância da continuidade dos serviços de HIV durante a COVID-19 e discutirá estratégias de mitigação para proteger os ganhos obtidos na resposta ao HIV.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/09/hiv-e-covid-19-um-momento-unico-para-aprender-alavancar-e-construir-sistemas-resilientes-para-a-saude/">HIV e COVID-19: um momento único para aprender, alavancar e construir sistemas resilientes para a saúde</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como a compaixão, a visão e a inovação dos EUA  podem acabar com a epidemia de AIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 May 2017 17:57:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nos últimos 15 anos, a visão e a generosidade dos Estados Unidos salvaram milhões de vidas e impediram que a AIDS se tornasse um risco de segurança global. A maioria das 18 milhões de pessoas em tratamento de HIV hoje deve sua vida aos Estados Unidos. Os investimentos americanos estão permitindo que milhões de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/05/como-compaixao-eua-acabar-epidemia-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos 15 anos, a visão e a generosidade dos Estados Unidos salvaram milhões de vidas e impediram que a AIDS se tornasse um risco de segurança global. A maioria das 18 milhões de pessoas em tratamento de HIV hoje deve sua vida aos Estados Unidos. Os investimentos americanos estão permitindo que milhões de pessoas vivam vidas saudáveis ​​e contribuam significativamente para suas sociedades e economias.<span id="more-6460"></span></p>
<p>Tenho testemunhado diretamente a cura e esperança que tem sido a marca do compromisso da América. Há quinze anos, muitos países na África enfrentaram o desespero, com famílias inteiras e comunidades perdidas pela AIDS.</p>
<p>Hoje, eu visito esses mesmos lugares e conheço pessoas vivendo com HIV que estão prosperando. Eu vejo famílias e comunidades inteiras novamente. Vejo uma nova geração de crianças nascidas livres de HIV.</p>
<p>Na verdade, o mundo está significativamente mais perto de eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho, um importante marco estabelecido conjuntamente pelo Governo dos Estados Unidos e o UNAIDS. Desde 2009, as novas infecções por HIV entre crianças diminuíram mais de 80% em alguns dos países mais afetados. A África do Sul, o país com a maior epidemia de AIDS, reduziu as novas infecções entre crianças em 84% desde 2009.</p>
<p>Há também menos órfãos—mães e pais estão vivos e saudáveis ​​por causa do tratamento, permitindo-lhes apoiar os seus filhos para ficarem livres do HIV durante o crescimento. A igreja, com sua grande rede de hospitais em toda a África, está na vanguarda da entrega de medicamentos e programas para comunidades inteiras—transformando vidas, reavivando a esperança.</p>
<p>Prevenir a morte de milhões de pessoas no auge de suas vidas ajudou a proteger uma geração e a criar um mundo mais estável. Vários anos atrás, a ex-Secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice afirmou, ao discursar em Washington, que &#8220;onde o desespero persiste, não estamos seguros.&#8221; Na África, um continente com enorme potencial econômico, com uma força de trabalho em expansão e educada e uma população jovem em crescimento, é vital acabar com a epidemia de AIDS.</p>
<p>Desde 2002, com apoio bipartidário que une as administrações políticas, a estratégia global dos Estados Unidos contra a AIDS, iniciada pelo presidente George W. Bush e sustentada pelo presidente Barack Obama, produziu resultados sem precedentes. O Congresso Americano defendeu esse trabalho com o Vice-Presidente Pence, o ex-secretário de Estado John Kerry e o ex-senador Bill Frist desempenhando papéis importantes.</p>
<p>O UNAIDS tem atuado ao lado dos Estados Unidos em cada etapa, fornecendo dados críticos sobre a epidemia e apoiando o desenvolvimento de estratégias nacionais com metas claras e mecanismos de relatórios. Defendemos políticas que acelerem o acesso à prevenção e ao tratamento do HIV para pessoas necessitadas. Estamos reunindo governos, empresas e sociedade civil em uma coalizão sem precedentes que fez progressos extraordinários no controle da epidemia.</p>
<p>Nos últimos cinco anos, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS (PEPFAR) ajudou a dobrar o número de pessoas em tratamento do HIV. Aumentou a eficiência, reduziu o custo de entrega, engajou-se com as comunidades e abraçou a diversidade. Os resultados PEPFAR recentemente divulgados mostram que no Malawi, Zâmbia e Zimbabwe a epidemia começa a ficar sob controle.</p>
<p>Os Estados Unidos têm sido pioneiros e apoiadores em inovações e avanços nas ciência essenciais para salvar vidas, e os pesquisadores americanos estão na vanguarda da busca de uma cura e vacina para o HIV.</p>
<p>Foi uma boa notícia que o orçamento de 2017 refletiu a continuação da forte liderança bipartidária dos EUA na resolução da AIDS. Um apoio igualmente forte é fundamental em 2018. Possíveis cortes na assistência internacional e nos programas globais de AIDS nos EUA teriam consequências devastadoras.</p>
<p>Os Estados Unidos não são os únicos a impulsionar o progresso. À medida que a economia mundial cresce, os países estão aumentando cada vez mais seus próprios investimentos na resposta ao HIV. A África do Sul paga em grande parte a sua própria conta, assim como a maioria dos países mais ricos da América Latina e da Ásia. Em 2015, os recursos de países de renda baixa e média representavam 57% do total de recursos disponíveis para a AIDS. Temos de continuar a construir este impulso à medida que avançamos com urgência para alcançar todos os que necessitam.</p>
<p>A oportunidade de acabar com a AIDS é real. No entanto, uma abordagem da resposta sem investimento na aceleração nos custará caro. Mais de 18 milhões de homens, mulheres e crianças vivendo com HIV estão sem tratamento. Devemos acelerar o ritmo da ação e precisaremos de liderança ainda mais forte para ter sucesso. Os próximos quatro anos são cruciais—eles vão determinar se vamos acabar com a epidemia de AIDS ou se ela continuará indefinidamente.</p>
<p>A liderança dos Estados Unidos, que nos trouxe até este ponto, é necessária para terminar o trabalho. O presidente Trump e os líderes de ambos os partidos no Congresso têm uma oportunidade histórica de liderar o mundo para acabar com a AIDS—uma vitória humanitária que antes parecia impossível, mas que está agora ao alcance.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Artigo de opinião de Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS e Secretário-Geral Adjunto das Nações Unidas, originalmente publicado em: <a href="http://thehill.com/blogs/pundits-blog/healthcare/332433-how-american-compassion-vision-and-innovation-can-end-the-aids" target="_blank" rel="noopener noreferrer">The Hill</a></em></p>
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