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	<title>direitos sexuais e reprodutivos - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>UNAIDS parabeniza o Chile pelo pedido público de desculpas no caso de esterilização involuntária de mulheres vivendo com HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2022/05/unaids-parabeniza-chile-por-pedido-de-desculpa-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 May 2022 20:55:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS parabeniza o governo chileno pelo&#160;reconhecimento público da responsabilidade internacional no caso emblemático de violações dos direitos de mulheres que vivem com o HIV e que foram esterilizadas sem consentimento. O presidente do Chile, Gabriel Boric Font, emitiu um pedido de desculpas público como parte de um acordo resultante de um caso apresentado, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/05/unaids-parabeniza-chile-por-pedido-de-desculpa-publico/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS parabeniza o governo chileno pelo&nbsp;reconhecimento público da responsabilidade internacional no caso emblemático de violações dos direitos de mulheres que vivem com o HIV e que foram esterilizadas sem consentimento.</p>



<span id="more-21097"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do Chile, Gabriel Boric Font, emitiu um <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ta8uAmLXjTc&amp;t=1130s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pedido de desculpas público</a></span> como parte de um acordo resultante de um caso apresentado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) contra o&nbsp;Chile por Francisca, uma mulher chilena que vive com HIV e que foi esterilizada sem seu consentimento pouco tempo depois de ter dado à luz, em 2002. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Saudamos o reconhecimento da responsabilização internacional neste caso emblemático de violações de direitos humanos que as mulheres que vivem com HIV, e sua autonomia reprodutiva, sofrem há muito tempo&#8221;, diz Luisa Cabal, diretora regional do UNAIDS para a América Latina e Caribe. &#8220;Esta decisão coroa uma jornada de mais de 10 anos, tanto para Francisca, quanto para as organizações que a acompanharam, em sua busca por justiça.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Francisca—que vivia em uma cidade na região rural do Chile—completou 20 anos de idade, ela e o seu parceiro receberam a feliz notícia da chegada do primeiro filho. Por meio de um teste pré-natal de rotina, ela teve o diagnóstico positivo para HIV. Francisca tomou todas as medidas apropriadas para minimizar o risco de transmissão vertical do HIV e deu à luz um bebê sem o vírus em novembro de 2002. No entanto, no dia seguinte à cesariana, ela recebeu a notícia devastadora de que o médico que a operou havia decidido esterilizá-la durante o parto sem seu consentimento. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2009, o Centro de Direitos Reprodutivos e a organização chilena Vivo Positivo levaram o caso de Francisca à CIDH. Este caso fazia parte de uma documentação de histórias de mulheres chilenas vivendo com HIV que eram frequentemente pressionadas a não engravidar e a submeter-se à esterilização cirúrgica. Uma das histórias documentadas contava história de outra mulher, identificada como Daniela, que, após o parto, havia sido informada de que não poderia abraçar ou beijar sua criança porque poderia transmitir o HIV ao bebê. Em entrevistas, ela disse que foi dessa forma que entendeu o que era a discriminação. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após mais de uma década de litígios internacionais e depois de a CIDH ter estudado o caso, foi assinado um acordo de resolução amigável com o Estado chileno, no qual o governo aceitou a sua responsabilidade e se comprometeu a corrigir as violações e a tomar medidas para assegurar que tais atos não voltassem a acontecer. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS interveio neste caso com um <em>amicus curiae</em>, uma parte independente que provê informações relevantes para o caso, e neste papel trouxe informação para a CIDH sobre as diretrizes sanitárias e as normas de direitos humanos que cada país deve seguir para respeitar, proteger e garantir os direitos humanos das pessoas que vivem com o HIV.&nbsp;&nbsp;</p>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-effect="fade"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1274" height="657" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-21108" data-id="21108" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1.png" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1.png 1274w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1-300x155.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1-1024x528.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1-768x396.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1-720x371.png 720w" sizes="(max-width: 1274px) 100vw, 1274px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: ONUSIDA Latina </figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" width="1273" height="658" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-21109" data-id="21109" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1.png" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1.png 1273w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1-300x155.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1-1024x529.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1-768x397.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1-720x372.png 720w" sizes="(max-width: 1273px) 100vw, 1273px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: ONUSIDA Latina </figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" width="1275" height="663" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-21110" data-id="21110" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3.png" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3.png 1275w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3-300x156.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3-1024x532.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3-768x399.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3-720x374.png 720w" sizes="(max-width: 1275px) 100vw, 1275px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: ONUSIDA Latina </figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1272" height="661" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-21111" data-id="21111" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4.png" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4.png 1272w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4-300x156.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4-1024x532.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4-768x399.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4-720x374.png 720w" sizes="auto, (max-width: 1272px) 100vw, 1272px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: ONUSIDA Latina </figcaption></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Gostaria de começar por pedir desculpa a Francisca que, segundo fui informado, está do outro lado da câmera, pela grave violação de seus direitos e também pela negação da justiça, e por todo o tempo que teve de esperar por isto&#8221;, disse Boric em seu discurso de abertura durante a cerimônia oficial, transmitida ao vivo por meio de redes sociais. &#8220;Quantas pessoas como você não conhecemos? Dói pensar que o Estado, que hoje tenho a honra de representar, é responsável por estes casos. Prometo a você, e às pessoas que hoje te representam aqui pessoalmente, que enquanto governarmos, daremos o melhor de cada um de nós, como autoridades, para que situações como esta não voltem a acontecer e certamente para que, nos casos em que estas atrocidades já tenham sido cometidas, que sejam devidamente reparadas.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Gostaria de ter sido eu, com a minha voz, o meu rosto e o meu corpo, o mesmo após tantos anos de luta esteve presente, para liderar este ato em meu próprio nome. No entanto, tornar a minha identidade conhecida teria me fechado diversas oportunidades&#8221;, disse Carmen Martinez, diretora associada de Estratégias Jurídicas para a América Latina e Caribe do Centro para os Direitos Reprodutivos, ao ler as palavras partilhadas por Francisca à audiência. &#8220;Até hoje, as pessoas que vivem com HIV são olhadas com desprezo como se fosse nossa decisão sermos infectadas. Entretanto, quero acreditar com convicção que isto vai mudar.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Finalmente, foi feita justiça; por meio deste caso apelamos a todos os governos para que continuem a investir na erradicação da discriminação do HIV em todos os serviços, incluindo os cuidados de saúde&#8221;, disse Sara Araya, coordenadora do Live Positive Gender. &#8220;A mensagem é clara: a autonomia e a integridade física das mulheres e de todas as pessoas que vivem com o HIV devem ser asseguradas sem discriminação. É preciso acabar de vez com as violações de direitos contra as mulheres que vivem com o HIV.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma e a discriminação relacionados ao HIV têm um impacto significativo na saúde, na vida e no bem-estar das pessoas que vivem com &#8211; ou em risco de se infectar &#8211; com o HIV. O estigma e a discriminação dificultam a resposta ao HIV, limitando o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva mais amplos e a outros serviços de saúde. O UNAIDS continua a trabalhar diariamente para assegurar que governos invistam na prevenção e resposta às violações relacionadas às diferentes formas de discriminação interseccional a que as pessoas que vivem com o HIV têm sido sujeitas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este acordo é um momento significativo para as mulheres de todo o mundo, que lutam há décadas pela justiça reprodutiva. A esterilização forçada das mulheres que vivem com HIV é uma violação dos direitos humanos mais fundamentais das mulheres&#8221;, disse a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Infelizmente, esta prática ainda está acontecendo em muitos países e os esforços para a impedir e trazer justiça a mais mulheres devem ser intensificados.&#8221;</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O acordo com o governo do Chile surge após anos de esforços perante a CIDH, após uma queixa anterior no sistema de justiça chileno não ter sido bem-sucedida. O caso foi litigado pela organização chilena Vivo Positivo e pela organização internacional de direitos humanos <em>Center for Reproductive Rights</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A<a href="https://unaids.org.br/estrategia-global-para-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <span style="text-decoration: underline;">Estratégia Global AIDS 2021-2026: Acabar com as Desigualdades. Acabar com a AIDS</span></a> é baseada na promoção dos direitos humanos, igualdade de gênero e dignidade, livre de estigma e discriminação para todas as pessoas que vivem com e/ou são afetadas pelo HIV. É um compromisso do UNAIDS para uma visão ambiciosa de acabar com as desigualdades de gênero e garantir os direitos humanos, incluindo o direito à saúde, apelando para todas as parcerias e partes interessadas na resposta ao HIV em todos os países para que deem uma resposta efetiva às normas desiguais de gênero e acabem com o estigma e a discriminação. &nbsp;</p>
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		<title>UNAIDS parabeniza Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como relatora especial das ONU para o direito à saúde</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/08/unaids-parabeniza-tlaleng-mofokeng-pela-sua-nomeacao-como-relatora-especial-das-nacoes-unidas-para-o-direito-a-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 21:13:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tlaleng Mofokeng, médica sul-africana e ativista dos direitos das mulheres e dos direitos de saúde sexual e reprodutiva, foi nomeada nova relatora especial das Nações Unidas sobre o direito de todas as pessoas de usufruto do mais alto padrão possível de saúde física e mental. &#8220;Parabenizo Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como Relatora Especial, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/08/unaids-parabeniza-tlaleng-mofokeng-pela-sua-nomeacao-como-relatora-especial-das-nacoes-unidas-para-o-direito-a-saude/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Tlaleng Mofokeng, médica sul-africana e ativista dos direitos das mulheres e dos direitos de saúde sexual e reprodutiva, foi nomeada nova relatora especial das Nações Unidas sobre o direito de todas as pessoas de usufruto do mais alto padrão possível de saúde física e mental. </p>



<span id="more-15798"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Parabenizo Tlaleng Mofokeng por sua nomeação como Relatora Especial das Nações Unidas para o Direito à Saúde—a primeira mulher africana a ser nomeada para esse importante papel&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;Eu sei que ela lutará pelos direitos humanos e por todas as pessoas, em todos os lugares, para que consigam os cuidados de saúde de que necessitam. Ambas compartilhamos uma visão: que os cuidados de saúde não devem ser apenas para os ricos, mas um direito para todas as pessoas.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a relatora especial sobre o direito de usufruto do mais alto padrão possível de saúde física e mental monitora o direito à saúde em todo o mundo. A titular estuda práticas e experiências nacionais relacionadas ao direito à saúde, identifica tendências e desafios no processo e faz recomendações sobre como garantir a proteção do direito à saúde. A relatora especial também recebe denúncias individuais de supostas violações do direito à saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O direito à saúde é um direito humano fundamental consagrado no direito internacional e os países têm obrigações básicas em direitos humanos de respeitar, proteger e cumprir o direito à saúde. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estou ansiosa para trabalhar com a Dra. Mofokeng&#8221;, acrescentou Byanyima. &#8220;Somente ao garantir que o direito à saúde seja uma realidade para todas as pessoas, poderemos acabar com a AIDS em 2030&#8221;. </p>
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		<title>As redes de jovens estão salvando vidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jul 2019 12:57:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os jovens desempenham um papel essencial na criação de demanda, nas relações com o cuidado e na utilização de serviços para o HIV e serviços de saúde e direitos sexuais e reprodutivos. A conclusão é de um estudo realizado pela empresa britânica de interesse comunitário e caritativo Watipa e encomendado pelo UNAIDS e pelo, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/07/as-redes-de-jovens-estao-salvando-vidas/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Os jovens desempenham um papel essencial na criação de demanda, nas relações com o cuidado e na utilização de serviços para o HIV e serviços de saúde e direitos sexuais e reprodutivos. A conclusão é de um estudo realizado pela empresa britânica de interesse comunitário e caritativo Watipa e encomendado pelo UNAIDS e pelo PACT, a coalizão de mais de 80 organizações e redes voltadas para jovens que trabalham para promover a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos e alcançar o fim da AIDS até 2030. </p>



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<p class="wp-block-paragraph">O relatório que apresenta os resultados, intitulado <em><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/young-peoples-participation-in-community-based-responses-to-hiv" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Young people’s participation in community-based responses to HIV: from passive beneficiaries to active agents of change (opens in a new tab)">Young people’s participation in community-based responses to HIV: from passive beneficiaries to active agents of change</a> </em>(A participação dos jovens nas respostas comunitárias ao HIV: de beneficiários passivos a agentes ativos da mudança, na tradução livre para o português), mostrou que os jovens, particularmente aqueles que servem de modelo e que são lideranças que vivem com o HIV, desempenham um papel fundamental na facilitação do acesso ao tratamento do HIV e na retenção nos cuidados.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostraram que o apoio prestado pelos jovens aos seus pares tem um efeito positivo na adesão à terapia antirretroviral, no processo de revelação do estado sorológico e na vivência positiva com o HIV. Detalhes sobre os tipos de atuação mostram que os jovens estão ativamente envolvidos no apoio psicossocial entre pares, nas consultas entre pares, nos processos de engajamento a políticas, na mobilização de pares em torno de campanhas e projetos específicos e no acesso a hospitais e cuidados apoiados por pares.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os jovens, incluindo os de populações-chave e os que vivem com o HIV, também desempenham um papel fundamental na prevenção primária do HIV, nos testes e diagnósticos precoces. A educação entre pares, a sensibilização e o envolvimento da comunidade são áreas sobre as quais os jovens estão informando e nas quais estão influenciando seus pares. Em alguns exemplos, os jovens que trabalham como apoiadores e voluntários de pares prestaram serviços de testagem e aconselhamento sobre o HIV, distribuíram preservativos ou trabalharam em conjunto com assistentes de saúde da comunidade.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 62% dos indivíduos que participaram da pesquisa, eram membros de uma organização de jovens na resposta ao HIV e indicaram que eles próprios prestam serviços de HIV diretamente aos jovens. Estes serviços foram concebidos para beneficiar e alcançar a população jovem como os grupos focais. Os serviços prestados incluem informação sobre saúde e direitos sexuais e reprodutivos (51%), apoio de pares (50%), apoio psicossocial (42%), promoção e distribuição de preservativos (41%), apoio à adesão à terapia antirretroviral (32%) e aconselhamento e testagem do HIV (30%).  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas das organizações pesquisadas ofereceram serviços integrados, incluindo encaminhamentos, prevenção, testes e tratamentos de outras infecções sexualmente transmissíveis  (38%), tuberculose (28%) e/ou hepatite B e C (22%).  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como um dos entrevistados mencionou, &#8220;é fácil disseminar o conhecimento entre nós, porque se [eu] fizer parte  disso, então é mais fácil falar sobre isso com alguém da minha idade&#8221;.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados primários foram coletados através de três métodos: 1) uma pesquisa quantitativa online com 32 perguntas que foram oferecidas em cinco idiomas (árabe, inglês, francês, russo e espanhol); entrevistas entre pares, que foram qualitativas semi-estruturadas conduzidas por jovens em inglês ou em seu idioma local em seis países diferentes; e entrevistas com informantes-chave, que foram entrevistas qualitativas semi-estruturadas conduzidas em inglês via Skype por dois jovens consultores líderes da equipe de pesquisa. O número total de participantes foi de 143, com idades entre 20 e 29 anos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel da população jovem nas respostas comunitárias ao HIV é vital para alcançar e manter resultados positivos na saúde no contexto da epidemia. Um informante-chave disse que &#8220;os jovens que vivem com o HIV estão mudando o jogo na comunidade. Eles são educadores de pares, mentores … apoiam outros jovens nas unidades médicas para orientar sobre os serviços, de modo que o processo se torne mais rápido para eles enquanto recebem os serviços. Muitos jovens estão envolvidos em  advocacy onde podem falam pelas vozes dos jovens.”  </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a falta de remuneração adequada ou proporcional para o papel dos jovens na criação da demanda e na criação de vínculos com os serviços de HIV parece ser uma barreira crítica para o envolvimento dos jovens  de forma eficaz, significativa sustentável . Outras barreiras que inibem sua participação incluem a falta de financiamento para apoio institucional, a falta de capacidade ou apoio para o conhecimento necessário para participar plenamente das discussões técnicas, e a falta de ferramentas e recursos adaptados para apoiar a participação em diferentes processos e mecanismos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também fornece 13 recomendações de jovens que participaram na pesquisa e é direcionado às autoridades governamentais, entidades das Nações Unidas, doadores, organizações da sociedade civil e outras partes interessadas na resposta ao HIV.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas recomendações incluem a necessidade de envolver os jovens na criação, planejamento e prestação de políticas, programas e serviços sobre o HIV, bem como de reconhecer o papel essencial que a população jovem tem na implementação da prestação de serviços aos seus pares. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo faz parte da <a rel="noreferrer noopener" aria-label="agenda #UPROOT (opens in a new tab)" href="https://www.unaids.org/en/resources/presscentre/featurestories/2018/july/young-people-uproot" target="_blank">agenda <em>#UPROOT</em></a> (desraigar, na tradução livre para o português), uma agenda política global liderada por jovens baseada nos princípios de equidade, inclusão e solidariedade, que visa acabar com a AIDS até 2030 e promover a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos, enfrentando barreiras como a intolerância e a exclusão, que comprometem a saúde dos jovens. </p>
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