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	<title>#DiadaVisibilidadeTrans - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Novo estudo recomenda estratégias para apoiar a comunidade trans caribenha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2021 19:22:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No Dia Internacional da Visibilidade Trans (31 de março), a United Caribbean Trans Network, UCTRANS, (Rede Caribenha de pessoas Trans, na tradução livre para o português) lançou os resultados de sua pesquisa Super-policiadas, Desprotegidas: As Experiências das Comunidades Trans e de Gênero Diverso no Caribe. O estudo foi conduzido em 2020 com o apoio, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/04/novo-estudo-recomenda-estrategias-para-apoiar-a-comunidade-trans-caribenha/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">No Dia Internacional da Visibilidade Trans (31 de março), a United Caribbean Trans Network, UCTRANS, (Rede Caribenha de pessoas Trans, na tradução livre para o português) lançou os resultados de sua pesquisa <a href="https://outrightinternational.org/content/over-policed-under-protected" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">Super-policiadas, Desprotegidas: As Experiências das Comunidades Trans e de Gênero Diverso no Caribe.</span></strong></a></p>



<span id="more-17510"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo foi conduzido em 2020 com o apoio da OutRight Action International. O material apresenta o feedback de pessoas trans e de outros gêneros diversos de 11 países, obtido a partir de pesquisas, entrevistas individuais e sessões de grupos focais de discussão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pessoas entrevistadas identificaram a incapacidade de mudar seu marcador de gênero, a discriminação no emprego e a discriminação nos serviços de saúde como os principais desafios enfrentados pela comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com exceção de Cuba, nenhum país caribenho permite que pessoas trans modifiquem seu gênero no documento oficial de identificação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O reconhecimento da identidade de gênero é importante&#8221;, disse Alexus D&#8217;Marco, diretora executiva da UCTRANS. &#8220;Cada aspecto do acesso de uma pessoa trans à educação, emprego, moradia e saúde depende de sua capacidade de mostrar uma carteira de identidade válida ou documentação que se alinhe com sua identidade e expressão de gênero.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Está além dos hormônios&#8221;, disse Yaisah Val da Action Communautaire pour l&#8217;integration des Femmes Vulnerable en Haiti, ACIFVH, (Ação Comunitária para a Integração das Mulheres Vulneráveis no Haiti, na tradução livre para o português). &#8220;Precisamos de reconhecimento legal e documentos.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">42% das pessoas entrevistadas pelo estudo indicaram que estavam sem emprego na época. De acordo com o relatório, a discriminação e a falta de local de trabalho e de proteção social agravam esta questão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_texto.jpg" alt="" class="wp-image-17511" width="490" height="653" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_texto.jpg 450w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_texto-225x300.jpg 225w" sizes="(max-width: 490px) 100vw, 490px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Tivemos alguém que estava trabalhando com o governo e disse que elas tinham que ir para casa&#8221;. O governo disse que não contratou &#8216;ela&#8217;, e sim contrataram &#8216;ele'&#8221;, disse Brandy Rodriguez da Trinidad and Tobago Transgender Coalition (Coalizão Trinidad e Tobago Trans, na tradução livre para o português), retratada acima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de quatro entre cinco pessoas entrevistadas (78%) relataram ter experimentado depressão ou ansiedade. Mas apenas um terço (32%) das pessoas que estavam recebendo acesso aos serviços de saúde disseram que eram trans-afirmativo ou pelo menos trans-competente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevalência do HIV é desproporcionalmente alta entre pessoas trans do Caribe—51% na Jamaica, 28% na República Dominicana, 8% na Guiana e 3% em Cuba. Em 2019, 5% das novas infecções pelo HIV no Caribe estavam entre as pessoas trans.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O ciclo de deslocamento contribui significativamente para este risco de contrair HIV&#8221;, disse Alexus. &#8220;Se você for expulso ou expulsa do país desde cedo, experimentar violência baseada no gênero e se encontrar dormindo nas praias ou nas ruas, é mais provável que você tenha relações sexuais para uma refeição ou um lugar para ficar. Alguém com educação, acesso a moradia e saúde teria menos probabilidade de contrair o HIV.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV na comunidade trans exige maiores investimentos em apoio psicossocial. Brandy, que é uma educadora entre pares para pessoas trans com acesso ao tratamento do HIV em Trinidad e Tobago, diz que a COVID-19 aumentou a proporção de clientes que não têm dinheiro para transporte, alimentação e moradia. Uma pessoa entrevistada da Guiana disse que muitos de seus amigos cometeram suicídio por não serem capazes de lidar com seu status de HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O advocacy para a população trans na região floresceu durante a última década com avanços importantes feitos para aumentar a consciência pública e a vontade política. Alexus D&#8217;Marco credita à RedLacTrans, a rede regional trans para a América Latina e o Caribe, a ajuda para construir a capacidade de advocacy no Caribe. Em muitos países, ativistas e organizações comunitárias têm ampliado a conscientização pública e os esforços de engajamento político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS está apoiando este movimento de diferentes maneiras. O UNAIDS Jamaica ajudou a TransWave a desenvolver a Estratégia Nacional de Saúde Trans e Não Conformidade de Gênero, um roteiro de cinco anos baseado em direitos para o avanço da saúde e bem-estar da comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS Caribe colaborou com a Caribbean Vulnerable Communities Coalition, the Caribbean Broadcasting Union, the Caribbean Media Workers Association and the University of the West Indies Rights Action Project para conduzir treinamentos práticos de jornalistas regionais e nacionais sobre como cobrir pessoas trans e seus assuntos de forma responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS Caribe também tem apoiado o engajamento comunitário e a comunicação estratégica em torno de dois casos bem sucedidos de litígio estratégico que desafiam leis discriminatórias que afetam pessoas LGBT, incluindo uma lei de travessias da era colonial na Guiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;À medida que aumentamos nosso foco em alcançar excelentes resultados na prevenção, tratamento e direitos humanos do HIV para todos os principais grupos populacionais, é fundamental que enfrentemos os desafios únicos que a comunidade trans do Caribe enfrenta&#8221;, disse Dr. James Guwani, diretor do UNAIDS para o Caribe. &#8220;Precisamos de mais informações estratégicas, mais investimentos em serviços baseados na comunidade e estratégias abrangentes para aumentar o acesso das pessoas trans à educação, emprego, justiça e saúde.&#8221;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_Foto2.jpg" alt="" class="wp-image-17531" width="679" height="437" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_Foto2.jpg 632w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/05/2021_04_01_Caribbean-transgender-community_Foto2-300x193.jpg 300w" sizes="(max-width: 679px) 100vw, 679px" /><figcaption><em>&#8220;O reconhecimento da identidade de gênero é importante&#8221;, disse Alexus D&#8217;Marco, diretor executivo da UCTRANS. &#8220;Cada aspecto do acesso de uma pessoa trans à educação, emprego, moradia e saúde depende de sua capacidade de mostrar uma carteira de identidade válida ou documentação que se alinhe com sua identidade e expressão de gênero.”</em></figcaption></figure></div>
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		<title>Mulheres no espelho: enxergando a si mesma</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/03/mulheres-no-espelho-enxergando-a-si-mesma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2021 01:38:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite anterior ao início das filmagens, a produtora Swati Bhattacharya passou longas horas com uma das atrizes para garantir que ela entendesse o espírito de seu filme. &#8220;Por causa da COVID-19, eu não pude participar, então falamos ao telefone e eu disse a ela que, sem utilizar palavras, ela precisava transmitir medo seguido, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/03/mulheres-no-espelho-enxergando-a-si-mesma/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Na noite anterior ao início das filmagens, a produtora Swati Bhattacharya passou longas horas com uma das atrizes para garantir que ela entendesse o espírito de seu filme.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por causa da COVID-19, eu não pude participar, então falamos ao telefone e eu disse a ela que, sem utilizar palavras, ela precisava transmitir medo seguido de aceitação&#8221;, disse Bhattacharya.</p>



<span id="more-17302"></span>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Dia Internacional da Visibilidade Trans 2021 | O Espelho" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/kK9xNuHUbdg?start=27&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O filme “O espelho” retrata um menino que está chateado e escolhe não brincar com outras crianças durante um festival indiano de pipa. Sua mãe o provoca para participar, mas ele sai escada abaixo sozinho. Ele se envolve em um lenço de uma mulher e sorri ao ver seu reflexo em um espelho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Momentos depois, sua mãe e sua avó o pegam dançando vestido com pulseiras e batom. A música para e as mulheres olham para o menino. Alguns segundos de susto passam e, de repente, as mulheres se juntam a ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Vejam, esta história se desenrola em muitos níveis&#8221;, disse Bhattacharya. &#8220;O ponto principal é que temos que aceitar as crianças como elas são e, neste caso, construir a confiança&#8221;. Ela apontou para o fato de que 98% das pessoas trans na Índia deixam seus lares ou são expulsas. Inevitavelmente, muitas vivem nas ruas sem dinheiro ou educação, muitas vezes realizando trabalho sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A visibilidade também é algo importante&#8221;, disse a executiva de publicidade. &#8220;Ou você não gosta do corpo em que vive ou odeia a sociedade em que vive.&#8221; Ela queria captar o momento crucial do autorreconhecimento. Muitas vezes, explicou ela, olhamos as crianças como nossos projetos e queremos torná-las extrovertidas, estudiosas e obedientes, recusando vê-las pelo que elas são e como elas querem crescer&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Eu queria mostrar como as pessoas (trans) estão vendo o que querem ver e não como o mundo as vê&#8221;, disse Bhattacharya.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Citando uma frase frequentemente utilizada, ela acrescentou: &#8220;É mais fácil aceitar uma criança do que consertar um adulto quebrado&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua opinião, a maioria dos adultos foi agredida e machucada de alguma forma, mas as pessoas trans em seu país e em todo o mundo sofrem ainda mais—por falta de moradia, por violência sexual e por doenças mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estatísticas mostram que adolescentes trans têm mais propensão a tentar o suicídio do que adolescentes cujas identidades correspondem ao que consta em suas certidões de nascimento. Além disso, pessoas trans enfrentam discriminação e em alguns países podem ser presas apenas por ser quem são. Além disso, as mulheres trans têm algumas das maiores taxas de HIV, até 40% em alguns casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bhattacharya conhece muito bem estes números sombrios. Uma de suas campanhas publicitárias anteriores focava em desafiar as tradições de exclusão de longa data. Sua equipe tornou uma celebração tradicionalmente restrita às mulheres casadas e a abriu a todas as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como publicitária, percebi que estávamos usando a versão padrão de mulher ideal, quando, na verdade, as mulheres são muito diversas&#8221;, disse ela. Rindo, Bhattacharya disse que percebeu que durante anos ela não tinha atendido consumidoras como ela. Isso a levou a conhecer mais mulheres e a buscar suas histórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha <em>Sindoor Khela</em> não só ganhou elogios e prêmios, como também abriu seus olhos para a diversidade e também para as muitas divisões sociais. &#8220;Mulheres casadas contra não casadas, mães contra não casadas, divorciadas contra viúvas, etc.&#8221;, disse Bhattacharya.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produtora queria reunir essas divisões enfatizou que a irmandade é um recurso inexplorado. Seu filme, “O Espelho”, reforça esse recurso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;De certa forma, a mãe tem uma aspiração, ela está tomando a decisão de aceitar seu filho e transformá-lo em uma celebração&#8221;, disse Bhattacharya. &#8220;O filme tem uma forte agenda feminista porque as duas mulheres são como um manto, ou duas luzes de palco, se você preferir.&#8221;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2.png" alt="" class="wp-image-17304" width="637" height="446" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2.png 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2-300x210.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2-768x539.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo2-720x505.png 720w" sizes="auto, (max-width: 637px) 100vw, 637px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Tea Uglow, acima, descreveu o filme como descarado. &#8220;No final das contas é um conto de fadas e sabemos que é um conto de fadas. No entanto, você se pergunta ‘o que realmente está impedindo que isto seja perfeitamente bom?’&#8221; Como uma mulher trans que vive na Austrália, ela deseja que as famílias reajam exatamente assim. O que também a impressionou sobre o filme é que ele não tem tons emocionais negativos. Sem raiva, sem medo. &#8220;Ninguém tem motivos para temer uma criança trans… ainda que nos digam isso repetidamente&#8221;.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo3.jpg" alt="" class="wp-image-17305" width="502" height="671" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo3.jpg 449w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo3-225x300.jpg 225w" sizes="auto, (max-width: 502px) 100vw, 502px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Para Jas Pham, acima, uma mulher trans que vive em Bangkok, Tailândia, o vídeo tocou seu coração. &#8220;Basicamente, eu chorei ao ver o vídeo. Isso me fez lembrar da minha infância&#8221;, disse ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela disse que se concentrou na criança, mas depois pensou mais sobre o espelho. &#8220;É apenas um reflexo; você se vê e não há julgamento&#8221;, disse ela, acrescentando que esta é uma mensagem poderosa de reconhecimento e aceitação para as famílias de crianças trans e com gênero diverso em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cole Young, um americano trans, sabe que os pais nem sempre abraçam seus filhos desta maneira aberta e acolhedora, mas ele gosta da sensação positiva e feliz do filme. &#8220;Conhecemos as más reações e já as experimentamos, por isso não precisamos retraumatizar as pessoas trans&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cole e Jas trabalham para a Asia Pacific Transgender Network, uma organização não-governamental que promove os direitos das pessoas trans e de diversidade de gênero. Além disso, concordaram que, mesmo que o vídeo tenha sido filmado na Índia, a mensagem é universal.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4.jpg" alt="" class="wp-image-17307" width="629" height="472" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4-300x225.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4-768x576.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo4-720x540.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 629px) 100vw, 629px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Keem Love Black, acima, uma mulher trans ugandense, disse que o filme ressoou com ela porque na mesma idade ela viveu momentos semelhantes, e ainda vive até hoje. &#8220;Eu tenho momentos em frente ao espelho o tempo todo, especialmente quando estou saindo&#8221;, disse ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Keem Love Black dirige a <em>Trans Positives Uganda</em>, uma organização comunitária que cuida de mulheres trans trabalhadoras do sexo e refugiadas que vivem com HIV. Ela tem usado a mídia social para aumentar a conscientização sobre questões relativas a lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e pessoas intersexo (LGBTI) porque poucas pessoas se atrevem a falar. Uganda criminaliza a homossexualidade, de modo que ainda lida com a homofobia persistente e a transfobia entre seus pares e entre a comunidade e nos serviços de saúde. Refletindo sobre o filme, ela disse: &#8220;Devemos aproveitar todas as oportunidades que surgem para nossa visibilidade&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS lança “O Espelho” no Dia Internacional da Visibilidade Trans. A diversidade de gênero não é uma escolha de estilo de vida, mas um direito inerente de todas as pessoas. Os estereótipos de gênero, especialmente em relação às pessoas LGBTI, levam ao estigma e à discriminação. Isto é mais acentuado em crianças e adolescentes, pois a diversidade entre esse grupo não é comumente compreendida e a sociedade os e as pressiona maciçamente para que se conformem às normas de gênero atribuídas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5.jpg" alt="" class="wp-image-17308" width="642" height="427" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo5-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 642px) 100vw, 642px" /></figure></div>



<p class="wp-block-paragraph">Acima, Kanykei (que preferiu não dar um sobrenome) é uma das poucas pessoas trans que vive abertamente na capital quirguizistanesa de Bishkek. Ela se lembra de colocar lenços de pescoço quando era uma criança, um pouco como a criança do filme. No entanto, sua família não a levou a sério. Desde que ela se lembra, antes de perceber a diferença entre meninos e meninas, ela se sentia como uma menina. &#8220;Eles riam como se uma criança pequena estivesse brincando, mas, com o tempo, era percebida de maneira diferente, tanto na família quanto na sociedade&#8221;, disse ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela teve que ajustar seu comportamento e se comportar como um homem. Antes da morte de sua avó, há cinco anos, ela começou a considerar a transição, mas não podia lhe dizer a verdade. &#8220;Eu vivia com este conflito de identidade de gênero o tempo todo até que decidi fazer a transição e viver como eu me sinto&#8221;, disse ela.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="450" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6.jpg" alt="" class="wp-image-17309" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6-300x169.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6-768x432.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_31_03_Woman-in-the-Mirror_photo6-720x405.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Ariadne Ribeiro, acima, uma mulher trans brasileira, compara seu próprio momento espelho como se estivesse tentando se encontrar dentro de si mesma. Dito isso, também a assustou. &#8220;Havia sempre um medo muito grande de que as pessoas pudessem me ver através do espelho como eu me via e meu segredo seria revelado, e eu não estava pronta&#8221;, disse ela. &#8220;Sinto que o vídeo aproxima uma realidade do ideal de aceitação, algo que eu, aos 40 anos de idade, não vivi&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como ativista trans de longa data e agora assessora de para apoio Comunitário no UNAIDS, a Ariadne disse que a mudança está acontecendo, mas que é preciso haver mais engajamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Era exatamente isso que Bhattacharya pretendia mostrar em seu filme. Para ela, quando o trabalho ganha força, é isso que faz com que tudo isso valha a pena. Ela também enfatizou que as &#8220;dores de crescimento&#8221; que muitos de amigos e amigas de gênero fluido sofreram ao longo dos anos são reais. &#8220;Eu queria abrir os portões e fazer com que as pessoas continuassem o diálogo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kK9xNuHUbdg&amp;t=27s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Veja o filme</a></strong></span>. Participe da campanha #Seemeasiam on this #TransDayOfVisibility #TDOV2021.</p>
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	            data-title="Mulheres no espelho: enxergando a si mesma" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/03/mulheres-no-espelho-enxergando-a-si-mesma/">Mulheres no espelho: enxergando a si mesma</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>UNAIDS e parceiros lançam cartilhas de saúde integral e sexual para travestis e mulheres trans</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/01/unaids-e-parceiros-lancam-cartilhas-de-saude-integral-e-sexual-para-travestis-e-mulheres-trans/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Jan 2021 20:19:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Neste 29 de janeiro, data que celebra o dia da visibilidade trans, o UNAIDS Brasil lança duas cartilhas destinadas à saúde de travestis e mulheres trans. O objetivo do material é que essa população possa se informar e entender questões sobre o próprio corpo, gênero, sexualidade, além de temas como hormonização e prevenção de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/01/unaids-e-parceiros-lancam-cartilhas-de-saude-integral-e-sexual-para-travestis-e-mulheres-trans/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Neste 29 de janeiro, data que celebra o dia da visibilidade trans, o UNAIDS Brasil lança duas cartilhas destinadas à saúde de travestis e mulheres trans. O objetivo do material é que essa população possa se informar e entender questões sobre o próprio corpo, gênero, sexualidade, além de temas como hormonização e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST).</p>



<span id="more-16959"></span>



<p class="wp-block-paragraph">“A população trans é uma das mais afetadas socialmente. Quando empurradas para as margens, têm acesso limitado à educação, informação e como consequência, à saúde. Por isso, as cartilhas surgem para atender uma necessidade de informação dessa população, além de apoiá-las na busca de serviços que as atendam e que seja acessível”, explica Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil. Hoje foram lançadas as cartilhas “Vamos falar sobre a saúde integral de travestis e mulheres trans?” e “Vamos falar sobre a saúde sexual de travestis e mulheres trans?”, que foram transformadas também em drops para compartilhamento em redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cartilhas ainda contaram com a participação da atriz Glamour Garcia, que fez parte das gravações sobre silicone industrial e hormonização; hormonização, PrEP, PEP e antirretroviral; PrEP, PEP, teste de HIV e outras IST. Para Ariadne Ribeiro, assessora para apoio comunitário do UNAIDS no Brasil, ações precisam se comunicar com a população. “A motivação para criar o conteúdo e disseminá-lo está ligada à desigualdade e à exclusão social. A presença da Glamour Garcia neste lançamento é essencial para que a população travesti e de mulheres trans se sintam reconhecidas”, destaca Ariadne.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conteúdo da cartilha também foi compartilhado no podcast a.tua.ação, produzido por professores e professoras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). “É importante que o conteúdo da cartilha chegue a diferentes formatos. Precisamos que as informações cheguem à população travesti e trans de maneira diversificada e acessível”, destaca Daniel Canavese, professor de Saúde Coletiva da UFRGS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saúde Integral<br></strong>A cartilha “Vamos falar sobre a saúde integral de travestis e mulheres trans?” aborda questões de gênero, sexualidade, saúde e autoconhecimento. Além disso, o material ainda traz informações sobre a combinação de medicamentos antirretrovirais e hormonização, uso de silicone industrial e de travestis e mulheres trans na saúde. A produção desta cartilha foi apoiada pelo Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), a campanha Livres &amp; Iguais, do escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos (ACNUDH), Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Instituto Federal do Rio Grande do Sul.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saúde Sexual<br></strong>Já a cartilha “Vamos falar sobre a saúde sexual de travestis mulheres trans?” trata principalmente de temas voltados a identidade, infecções sexualmente transmissíveis (IST) que afetam a população trans, além de estratégias e informações sobre prevenção combinada &#8211; como a prática da testagem, o uso de preservativos, profilaxia pré-exposição (PrEP) e profilaxia pós-exposição (PEP) e antirretrovirais (ARV).</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse aqui a cartilha <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/01/v3_saudeintegral_cartilha.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&#8220;Vamos falar sobre a saúde integral de travestis e mulheres trans?&#8221;</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acesse aqui a cartilha <strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/02/v3_saudessexual_cartilha.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&#8220;Vamos falar sobre a saúde sexual de travestis e mulheres trans?&#8221;</a></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Escute o episódio <a href="https://open.spotify.com/episode/594x5EpW8zcTdPzguaGM6x?si=TMFTNCA_QDGpNJRAnxacTw" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>&#8220;Dia da Visibilidade Trans&#8221;</strong> </a>do podcast a.tua.ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Baixe os drops da atriz Glamour Garcia e compartilhe nas suas redes!</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Drop 1 &#8211; <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Drop1_Silicone_WhatsApp.mp3" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Silicone industrial e hormonização</strong></a></li><li>Drop 2 &#8211; <strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Drop2_PEP_PREP_WhatsApp.mp3" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Hormonização, PrEP, PEP e antirretroviral</a></strong></li><li>Drop 3 &#8211; <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Drop3_HIV_IST_WhatsApp.mp3" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>PrEP, PEP e teste de HIV e outras IST</strong></a></li></ul>
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		<title>No Dia Laranja, ONU Brasil aborda o tema violência de gênero contra mulheres trans e travestis</title>
		<link>https://unaids.org.br/2019/01/no-dia-laranja-onu-brasil-aborda-o-tema-violencia-de-genero-contra-mulheres-trans-e-travestis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jan 2019 15:26:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Bruna Benevides é militante e defensora dos direitos humanos da população LGBTI+, em especial das pessoas trans e travestis. Coordenadora e articuladora do Instituto Brasileiro Trans de Educação e Presidenta do Conselho LGBTI+ de Niterói, ela também é Vice-presidenta da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+. Bruna se identifica como “uma mulher, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/01/no-dia-laranja-onu-brasil-aborda-o-tema-violencia-de-genero-contra-mulheres-trans-e-travestis/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Bruna Benevides é militante e defensora dos direitos humanos da população LGBTI+, em especial das pessoas trans e travestis. Coordenadora e articuladora do Instituto Brasileiro Trans de Educação e Presidenta do Conselho LGBTI+ de Niterói, ela também é Vice-presidenta da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+. Bruna se identifica como “uma mulher trans, identificada pela sociedade como travesti.”<span id="more-10549"></span></p>
<p><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Card_destaque_Janeiro-19.png" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-10614" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Card_destaque_Janeiro-19.png" alt="" width="400" height="400" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Card_destaque_Janeiro-19.png 1000w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Card_destaque_Janeiro-19-150x150.png 150w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Card_destaque_Janeiro-19-300x300.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Card_destaque_Janeiro-19-768x768.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Card_destaque_Janeiro-19-720x720.png 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/Card_destaque_Janeiro-19-640x640.png 640w" sizes="auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a></p>
<p>Desde 2016, está na Diretoria da <a href="https://antrabrasil.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>ANTRA</strong></a>, a Associação Nacional de Travestis e Transexuais e é responsável pela elaboração do <em>Dossiê dos assassinatos e violência contra travestis e transexuais no Brasil</em>. Levantamentos deste tipo já existem há mais de 30 anos no Brasil, feitos por outras instituições, mas Bruna afirma que “ficava muito incomodada com esses dados e a maneira como eles aconteciam, porque muitas vezes consistiam apenas em números, mas não se transformavam em nenhuma ação propositiva.” Assim, por iniciativa própria, decidiu criar o Dossiê e transformá-lo em um novo instrumento de <em>advocacy </em>para acabar com a violência de gênero contra a população trans, inclusive mulheres trans e travestis.</p>
<p>O monitoramento de 2018 será lançado no dia no Dia da Visibilidade Trans (29/1) deste ano, durante a VI Semana Nordestina da Visibilidade Trans, que acontece em Recife, Pernambuco. Realizado pela ANTRA e <a href="https://www.facebook.com/ibteducacao/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Instituto Brasileiro Trans de Educação</strong></a> – e com o apoio de oito instituições nacionais e duas internacionais – o documento foi ampliado para incluir também o levantamento de tentativas de homicídio, outros tipos de assassinatos motivados por transfobia estrutural e casos não elucidados, além de outras violações de direitos humanos. Em 2018, o dossiê foi apresentado na Casa ONU, em Brasília. O relatório foi entregue a representantes do Sistema das Nações Unidas no Brasil e à presidenta da <a href="http://www.oas.org/pt/cidh/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>Comissão Interamericana de Direitos Humanos</strong></a>.</p>
<p>Bruna conta que a população trans e travesti está no foco da violência de gênero, principalmente a partir do momento em que se une ao feminismo. “Quando passamos a empoderar umas às outras, ‘ameaçamos’ o poder hegemônico, do patriarcado e nos tornamos as primeiras pessoas ‘caçadas’ e violentadas”, explica a militante LGBTI+. “Os índices estão aí pra comprovar que o Brasil é um dos países que mais violenta e mata pessoas por questões de gênero feminino”. Segundo ela, a violência é extremamente presente da vida das pessoas trans, pois “é a primeira instituição social que a população trans conhece quando passa a conviver fora do ambiente familiar – isso quando essa violência não acontece ainda dentro do próprio ambiente familiar, como em alguns casos.”</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-10550 size-medium" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/WhatsApp-Image-2019-01-21-at-14.41.40-1-298x300.jpeg" alt="" width="298" height="300" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/WhatsApp-Image-2019-01-21-at-14.41.40-1-298x300.jpeg 298w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/WhatsApp-Image-2019-01-21-at-14.41.40-1-150x150.jpeg 150w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/WhatsApp-Image-2019-01-21-at-14.41.40-1.jpeg 595w" sizes="auto, (max-width: 298px) 100vw, 298px" />Além dos dados, o Dossiê traz também uma análise mais aprofundada dos casos, com o número de pessoas mortas, gênero, raça, classe e contexto social. Para Bruna, o documento busca dar visibilidade às pessoas trans e travestis como pessoas totalmente capazes de construir, saber e dar conta de sua narrativa. “A importância do monitoramento é dar visibilidade aos dados, com foco na efetivação de denúncias para que esses dados sejam usados para pleitear políticas públicas”, explica. “A partir do relatório podemos provar para o Estado que estamos sendo assassinadas por questões de gênero e por sermos quem somos.”</p>
<p>O levantamento é feito por meio de pesquisas em dados de jornais, e os resultados já são visíveis. No primeiro ano, apenas 22% das mídias jornalísticas respeitavam a identidade de gênero das vítimas. Em 2018, esse número passou para 66%. “Esse avanço também auxilia no levantamento de dados, porque, às vezes, temos dificuldade com jornais que publicam que ‘homem vestido de mulher é assassinado’. Agora somos respeitadas, usam os pronomes corretos, conseguem minimamente chegar ao entendimento de que é uma pessoa trans, travesti ou mulher transexual”, conta.</p>
<p>Além da participação na diretoria da ANTRA, Bruna é Segundo-Sargento da Marinha do Brasil e ingressou na carreira militar há mais de 20 anos. Há 3 anos, ela também é coordenadora e articuladora do curso preparatório para vestibular ‘<a href="https://pt-br.facebook.com/PreparaNem/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>PreparaNem</strong></a>’ (em referência à gíria carioca ‘nem’, usada para representar as pessoas de periferia). O curso é dirigido para pessoas LGBTI em vulnerabilidade, com foco nas pessoas trans e travestis. O método de ensino é alternativo e as turmas são reduzidas. Cerca de 70% dos alunos são mulheres trans e 70% dos índices de aprovação também são dessa população.</p>
<p>“O foco principal é restabelecer a escolaridade perdida e garantir que essas pessoas possam concorrer em ‘pé de igualdade’, não só para a formação acadêmica, mas para o próprio empoderamento, o fortalecimento da entrada no mercado formal de trabalho. É criar a oportunidade que falta, digamos assim, pelo menos no campo educacional”.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-10552" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/WhatsApp-Image-2019-01-21-at-14.41.40.jpeg" alt="" width="354" height="531" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/WhatsApp-Image-2019-01-21-at-14.41.40.jpeg 561w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/WhatsApp-Image-2019-01-21-at-14.41.40-200x300.jpeg 200w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/01/WhatsApp-Image-2019-01-21-at-14.41.40-480x720.jpeg 480w" sizes="auto, (max-width: 354px) 100vw, 354px" />Bruna explica que o impacto do curso no combate à violência é grande porque abrange uma rede maior, que vai além dos alunos, alcançando também os professores e professoras voluntários. São cerca de 70 pessoas atendidas direta e indiretamente que podem fortalecer e criar uma rede de apoio e cuidados para resgatar a autoestima, fortalecer a reinserção nos espaços sociais e profissionais, gerar renda e o próprio reconhecimento da independência”, afirma. Hoje o Instituto Brasileiro Trans de Educação fornece o curso preparatório em 27 cidades do Brasil.</p>
<p>Bruna também tem contribuições importantes em seu trabalho na <strong>Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+</strong>, como a <em>Cartilha de Segurança para População LGBTI+</em> – de sua autoria –, que busca mostrar à população LGBTI+ como minimizar os riscos de violência e se fortalecer para fazer denúncias. Ela também é coautora do <em>Manual de Atendimento e Abordagem para População LGBTI+ por Agentes de Segurança Pública</em>, que tem como objetivo conversar com os agentes de segurança sobre como prestar esse atendimento a essa população.</p>
<p>De acordo com Bruna, o combate à violência de gênero é um dos focos do material, “principalmente porque abordamos as questões de segurança e autossegurança, autopreservação e segurança pública das pessoas. Nos deparamos com altos índices de feminicídio e de violência doméstica, então temos esse olhar interseccional e acabamos chegando exatamente numa população que é de gênero feminino, de gênero divergente do masculino, negra e periférica.”</p>
<p>Além da violência, as pessoas trans e travestis também enfrentam dificuldades de acesso a serviços de saúde. Dados mais recentes do Ministério da Saúde estimam que entre 18% e 31% das travestis e pessoas trans no Brasil estejam vivendo com HIV. Na população em geral, essa prevalência é de 0,4%. Segundo o UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), travestis e mulheres trans têm até 49 vezes mais chances, em comparação com a média das pessoas com vida sexualmente ativa, de se infectar pelo HIV ao longo da vida. Globalmente, estima-se que 19% das mulheres trans e travestis vivam com HIV.</p>
<p>Diante do cenário do movimento trans no Brasil, Bruna acredita que “o que falta para conseguirmos combater melhor a violência de gênero é estar junto da luta das mulheres. É de suma importância estar claro que o combate e enfrentamento à violência de gênero é uma luta não apenas de mulheres cis, mas também de pessoas trans e travestis e todas aquelas que são atravessadas pela violência de gênero. Precisamos cada vez mais, nos aproximar dos movimentos e lutar pelo reconhecimento da nossa identidade de gênero”.</p>
<p>Para o mês da Visibilidade Trans, Bruna faz um convite: “Convido as pessoas que não participam dos espaços de construção e de militância, a se aproximarem e que venham somar. No final das contas, ainda somos poucas lutando por muitas. Quando formos muitas lutando por todas, as coisas podem começar a mudar mais efetivamente”.</p>
<p><strong>#DiaLaranja pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas</strong> – Celebrado a cada dia 25 do mês, o Dia Laranja Pelo Fim da Violência contra as Mulheres e Meninas alerta para a importância da prevenção e da resposta à violência de gênero. Sendo uma cor vibrante e otimista, o laranja representa um futuro livre de violência, convocando à mobilização todos os meses do ano, culminando no 25 de Novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. #UseLaranja todo dia 25.</p>
<p>O Dia Laranja integra a campanha do Secretário-Geral da ONU “UNA-SE Pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, lançada em 2008, com o objetivo de dar visibilidade e aumentar a vontade política e os recursos designados a prevenir e responder à violência de gênero.</p>
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	            data-title="No Dia Laranja, ONU Brasil aborda o tema violência de gênero contra mulheres trans e travestis" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2019/01/no-dia-laranja-onu-brasil-aborda-o-tema-violencia-de-genero-contra-mulheres-trans-e-travestis/">No Dia Laranja, ONU Brasil aborda o tema violência de gênero contra mulheres trans e travestis</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Chamada pública para o Projeto “Luz, Câmera, Zero Discriminação”</title>
		<link>https://unaids.org.br/2018/01/chamada-publica-para-o-projeto-luz-camera-zero-discriminacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2018 20:47:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Projeto “Luz Câmera Zero Discriminação”]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS torna público o processo de seleção para o projeto “Luz, Câmera, Zero Discriminação”, que será realizado na cidade de São Paulo (SP) de fevereiro a março de 2018. Este é um projeto de comunicação específico para pessoas trans, usando o poder do audiovisual para mostrar dignidade e orgulho através da produção de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/01/chamada-publica-para-o-projeto-luz-camera-zero-discriminacao/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O UNAIDS torna público o processo de seleção para o projeto “Luz, Câmera, Zero Discriminação”, que será realizado na cidade de São Paulo (SP) de fevereiro a março de 2018.<span id="more-8213"></span></p>
<p>Este é um projeto de comunicação específico para pessoas trans, usando o poder do audiovisual para mostrar dignidade e orgulho através da produção de vídeos para as redes sociais, abrindo um debate sobre desafios, barreiras e avanços na sociedade.</p>
<p>O grupo selecionado vai trabalhar com uma equipe profissional de audiovisual a fim de desenvolver a capacitação técnica, com o objetivo de reduzir o estigma e a discriminação em relação à população trans, contribuindo para a inclusão social, acesso ao mercado de trabalho e acesso à saúde, incluindo prevenção, testagem e tratamento do HIV.</p>
<p>O projeto &#8220;Luz, Câmara, Zero Discriminação&#8221; é financiado com recursos do MAC AIDS Fund no âmbito da iniciativa Fast-Track Cities (Aceleração da Resposta nas Cidades).</p>
<p><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/01/CHAMADA-PÚBLICA-MAC.pdf" target="_blank" rel="noopener">Leia a chamada pública completa aqui.</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/01/Pessoas-selecionadas-para-o-Projeto-Luz-Câmera-Zero-Discriminação.pdf" target="_blank" rel="noopener">Confira as pessoas selecionadas para o curso aqui.</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/01/Segunda-Chamada-Pessoas-selecionadas-para-o-Projeto-Luz-Câmera-Zero-Discriminação.pdf" target="_blank" rel="noopener">Confira a lista da segunda chamada aqui.</a></strong></p>
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	            data-title="Chamada pública para o Projeto “Luz, Câmera, Zero Discriminação”" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2018/01/chamada-publica-para-o-projeto-luz-camera-zero-discriminacao/">Chamada pública para o Projeto “Luz, Câmera, Zero Discriminação”</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Pessoas trans exigem o direito à saúde</title>
		<link>https://unaids.org.br/2018/01/pessoas-trans-exigem-o-direito-saude/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jan 2018 12:55:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[#DiadaVisibilidadeTrans]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma conversa com Marcela Romero Marcela Romero é uma ativista argentina reconhecida por sua luta pelos direitos das pessoas trans. Atualmente, Marcela é Presidente da FALGBT (Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans), Presidente da ATTTA (Associação de Travestis, Transsexuais e Transgêneros da Argentina) e Coordenadora Regional da Rede Latino-Americana e Caribenha de Pessoas, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/01/pessoas-trans-exigem-o-direito-saude/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma conversa com Marcela Romero</p>
<p>Marcela Romero é uma ativista argentina reconhecida por sua luta pelos direitos das pessoas trans. Atualmente, Marcela é Presidente da FALGBT (Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trans), Presidente da ATTTA (Associação de Travestis, Transsexuais e Transgêneros da Argentina) e Coordenadora Regional da Rede Latino-Americana e Caribenha de Pessoas Trans (REDLACTRANS).<span id="more-8222"></span></p>
<p><strong>O que o direito à saúde significa para você?</strong></p>
<p>Para mim, o direito à saúde significa direitos iguais. Sem o direito à saúde, a prevenção, o cuidado e o tratamento do HIV não existem, nem a cobertura universal à saúde. Quando os cuidados de saúde não estão garantidos como um direito humano, a pobreza e a exclusão social aumentam, e vidas são perdidas. As pessoas mais vulneráveis ​​da região—como migrantes, populações deslocadas, população encarcerada e pessoas trans—são aquelas às quais esse direito básico e universal é frequentemente negado. Estamos morrendo de doenças evitáveis ​​e curáveis, como tuberculose, pneumonia e hepatite, que são doenças que contribuem para o círculo de pobreza e exclusão.</p>
<p><strong>O que impede que pessoas transgêneros possam exercer seu direito à saúde?</strong></p>
<p>A violência, o estigma, a exclusão social e a discriminação influenciam negativamente o exercício do direito à saúde. Também desencorajam as pessoas trans e as populações-chave de buscar serviços de prevenção, tratamento, cuidados e apoio relacionados ao HIV.</p>
<p>Os preconceitos apresentados pelos profissionais de saúde e sua falta de informação são apenas dois exemplos de obstáculos. Além disso, existem apenas alguns programas de saúde sexual e reprodutiva na região que são orientados a pessoas transgênero. É raro que as pessoas trans tenham acesso regular a serviços adequados de saúde sexual e reprodutiva e de HIV.</p>
<p><strong>O que mais pode ser feito para garantir que as pessoas trans possam acessar os serviços?</strong></p>
<p>Estamos mudando os indicadores de agências de cooperação internacional e planos governamentais para que eles invistam mais em saúde e direitos humanos para populações-chave. Buscamos e facilitamos mais espaços de diálogo para que as pessoas trans sejam mais visíveis, participem da tomada de decisões e contribuam para as políticas públicas governamentais. Também estamos trabalhando na redução do estigma e da discriminação na sociedade através de campanhas de conscientização com contribuições do UNAIDS, do Fundo Global contra a Aids, Tuberculose e Malária, e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), bem como de outras organizações parceiras.</p>
<p>No âmbito comunitário, inauguramos recentemente a Transgender House (Casa Transgênero), um espaço onde as pessoas trans recebem orientação sobre diferentes problemas, incluindo a prevenção do HIV. É necessário pôr fim à violência institucional baseada em gênero que as pessoas trans sofrem por causa da identidade de gênero. Através do nosso Centro de Documentação para Pessoas Trans da América Latina e do Caribe, estamos monitorando violações de direitos humanos contra pessoas trans e o direito à saúde é um dos principais componentes que estamos monitorando.</p>
<p>Finalmente, é urgente aprovar leis e implementar políticas que facilitem o reconhecimento legal do gênero de pessoas trans. As leis de identidade de gênero reconhecem pessoas trans como seres humanos, como cidadãos, para que tenham o direito de acessar os serviços públicos e sejam incluídas nas agendas governamentais. Essas leis permitem que pessoas transgênero acessem os mesmos benefícios e oportunidades que qualquer outro cidadão teria, incluindo o acesso a serviços de saúde. Sem esse direito, não podemos acessar a prevenção, cuidados e tratamento do HIV.</p>
<p><strong>Você acha que a situação melhorou nos últimos 20-30 anos?</strong></p>
<p>Sim, ainda podemos melhorar a situação em que vivemos, mas, como pessoas trans, temos que sair da escuridão. Nossos problemas devem ser incluídos e visíveis nas agendas políticas. Temos que trabalhar de forma transversal para que as pessoas trans sejam reconhecidas e seus direitos humanos sejam garantidos, incluindo o direito à saúde. Preocupa-me que, em alguns países da região, vivenciamos contratempos e um aumento da violência baseada no gênero. Os direitos humanos devem ser a nossa luz orientadora. Sem uma abordagem baseada em direitos, a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável não poderá prosperar e ser eficaz.</p>
<p>Não estamos pedindo outros direitos, estamos apenas pedindo os mesmos direitos, como qualquer outro cidadão. Uma pessoa que não possui uma identidade não existe e somos parte da sociedade.</p>
<p>REDLACTRANS é uma rede de pessoas transgênero da América Latina e Caribe. Trabalha com o objetivo de garantir o cumprimento dos direitos humanos para pessoas transgêneros na região através do uso de estratégias relacionadas a advocacy político, conscientização social, participação organizacional e fortalecimento da saúde, educação, justiça e igualdade.</p>
<p><a href="https://unaids.org.br/2017/11/cerca-de-21-milhoes-de-pessoas-vivendo-com-hiv-estao-em-tratamento-diz-novo-relatorio-global-do-unaids/" target="_blank" rel="noopener">Leia mais no relatório do UNAIDS sobre o Direito à Saúde</a>.</p>
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	            data-title="Pessoas trans exigem o direito à saúde" 
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		<title>Jovens Lideranças Zero Discriminação lançam documentário para celebrar Dia da Visibilidade Trans</title>
		<link>https://unaids.org.br/2017/01/forca-tarefa-jovens-liderancas-zero-discriminacao-lanca-documentario-para-celebrar-dia-da-visibilidade-trans/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[budhi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2017 19:41:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Datas especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[#DiadaVisibilidadeTrans]]></category>
		<category><![CDATA[#ZeroDiscriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em celebração ao Dia da Visibilidade Trans, comemorado todo 29 de janeiro, o grupo de ativistas Força-Tarefa Jovens Lideranças Zero Discriminação lança essa semana o minidocumentário Transvisão. Entre 30/1 a 2/2, sempre ao meio-dia, um episódio do minidocumentário será lançado no canal Prosa Positiva &#8211; do Youtube &#8211; e na página do grupo no, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/01/forca-tarefa-jovens-liderancas-zero-discriminacao-lanca-documentario-para-celebrar-dia-da-visibilidade-trans/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em celebração ao Dia da Visibilidade Trans, comemorado todo 29 de janeiro, o grupo de ativistas Força-Tarefa Jovens Lideranças Zero Discriminação lança essa semana o minidocumentário Transvisão. Entre 30/1 a 2/2, sempre ao meio-dia, um episódio do minidocumentário será lançado no canal <a href="https://www.youtube.com/channel/UCvORuPRYH92ZGHrxb3OugoQ">Prosa Positiva</a> &#8211; do Youtube &#8211; e na página do grupo no <a href="https://www.facebook.com/For%C3%A7a-Tarefa-Jovens-Lideran%C3%A7as-Zero-Discrimina%C3%A7%C3%A3o-1533238586694211/?fref=ts">Facebook</a>.<span id="more-5065"></span></p>
<p>Com projeto gráfico de Ricardo Veríssimo e direção e montagem de Daniel Fernandes &#8211; dois ativistas do Força-Tarefa Jovens Lideranças Zero Discriminação -, o filme tem o objetivo de contribuir para a visibilidade de travestis e transexuais e promover um debate sobre os mais diversos preconceitos existentes até hoje e sobre a importância do respeito.</p>
<p>“O <em>Transvisão</em> quer aproximar a sociedade da causa trans através da informação, mostrando de forma humana suas dificuldades e vivências. Para isso, os episódios que formam o minidocumentário contam com a participação de quatro pessoas de diferentes regiões do país, dois homens e duas mulheres trans”, explica Fernandes, youtuber responsável pelo canal Prosa Positiva. “Eles, em depoimentos, falam um pouco sobre suas vidas, desde a percepção e necessidade de assumir a identidade até o enfrentamento dessa realidade com a família e a sociedade.”</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/jNm738LRKoQ" width="853" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O minidoc trás depoimentos de quatro pessoas, dois homens trans &#8211; Brenda (que prefere usar o nome dado por sua mãe) e Ramsés, ambos de Goiânia &#8211; e duas mulheres trans &#8211; Isabella, de Belém (PA), e Lucrécia, de Wanderlândia (TO). As duas últimas também fazem parte do Força Tarefa Jovens Lideranças Zero Discriminação. “O trabalho vem com o objetivo de apresentar a sociedade que ser uma pessoa trans não é nada anormal, são humanos como qualquer um. Melhor forma de chegarmos a ter um conceito por algo é conhecendo-o melhor”, conta Fernandes.</p>
<p>Como eles mesmos se definem em sua página do Facebook, o Força-Tarefa Jovens Lideranças Zero Discriminação &#8220;é um coletivo de pessoas jovens (ou adultos interessados nas temáticas referentes à juventude) que se reuniu para promover os Direitos Humanos e o Controle Social do SUS no âmbito do HIV e AIDS, enfrentando todas as formas de discriminação que oprimem e vulnerabil<span class="text_exposed_show">izam a juventude brasileira.&#8221;  Inspirado na iniciativa Zero Discriminação, lançada mundialmente pelo </span>UNAIDS em 2014, o coletivo tem também como meta contribuir para o fim de atos discriminatórios que impedem o exercício de uma vida plena, digna e produtiva. O Dia Mundial Zero Discriminação é celebrado oficialmente pela ONU todo dia 1o de março e tem como objetivo a mobilização de jovens, comunidades, organizações religiosas e não religiosas e defensores dos direitos humanos, entre outros, para a promoção da inclusão e do respeito a esses direitos inalienáveis.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/Cq9Gcnk_cMI" width="853" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><strong>Como surgiu o Força Tarefa Jovens Lideranças Zero Discriminação</strong></p>
<p>&#8220;Quando cheguei ao Brasil em 2013 e fui analisar mais profundamente a resposta ao HIV, percebi que tinha pouco envolvimento dos jovens na resposta. E isso realmente foi confirmado seguidamente por várias reuniões e conversas com a sociedade civil. Nós conseguimos, então, um financiamento inicial da União Europeia para formar um grupo de jovens para que identificassem, então, quais seriam suas necessidades para poder se envolver na resposta&#8221;, conta Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil. &#8220;A partir desse primeiro grupo, que foi um grupo bem informal, surgiu o Força Tarefa, um grupo virtual de jovens, e desse grupo, um grupo maior foi formado quando fizemos uma parceria com o Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde e com outras agências da ONU &#8211; UNFPA, UNESCO  e UNICEF &#8211; para fazer um treinamento dessas pessoas.&#8221;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência resultou no </span><a href="https://unaids.org.br/2016/02/curso-reune-jovens-liderancas-da-saude-em-brasilia/"><i><span style="font-weight: 400;">Curso de Formação de Jovens Lideranças: Ativismo e Mobilização Social para a Resposta e Controle do HIV/AIDS</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;"><br />
Em suas três edições, 150 jovens &#8211; entre mais de 1.000 inscritos &#8211; receberam capacitação em áreas como Sistema Único de Saúde (SUS) e o ativismo;  diversidade e direitos humanos; viver e conviver com HIV/AIDS (conceituação, prevenção tratamento, coinfecções, novas tecnologias, interações medicamentosas, acolhimento e aconselhamento);  incidência e atuação em políticas de saúde; e comunicação instrumental; entre outras.</span></p>
<p>Além dos 150 jovens contemplados pelas três formações conduzidas em parceria por UNAIDS, Ministério da Saúde, UNESCO, UNICEF e UNFPA, outros jovens foram se agregando ao Força Tarefa Zero Discriminação por meio de formações feitas regionalmente, independentes ou com apoio de cidades pelo Brasil, entre eles Alto Solimões (AM), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). &#8220;O Força Tarefa Jovens Lideranças Zero Discriminação se tornou esse grande grupo virtual que trabalha, troca experiências e fala de política, de juventude, de necessidades e direitos. Essa troca de experiências é muito importante e a gente apoia isso&#8221;, conta Georgiana. &#8220;Um resultado muito fácil de ver é essa campanha que eles estão lançando agora. Hoje, eles produzem suas próprias campanhas e iniciativas e de forma muito bem feita, com a própria voz, com a própria linguagem e com muito orgulho do que fazem.&#8221;</p>
<p>Para a Diretora do UNAIDS, uma resposta de sucesso ao HIV precisa contar com o envolvimento de jovens, principalmente pelo fato de essa população estar entre as mais vulneráveis à epidemia. &#8220;A gente precisa não somente do envolvimento de jovens e pessoas vivendo com HIV, mas de jovens de outros movimentos. Eles trazem a perspectiva do jovem, que se agrega à perspectiva da sociedade civil que já vem trabalhando nessa resposta há 30 anos, e representam realmente uma nova força para a resposta ao HIV&#8221;, diz Georgiana. &#8220;O que é mais interessante é ver que eles são realmente uma força zero discriminação. Eles aprenderam uns com os outros, cada um veio de um movimento diferente e de uma realidade diferente, e eles aprenderam que são mais fortes juntos e que podem ter uma voz conjunta contra a discriminação. Isso acho que é a maior lição do Força Tarefa.&#8221;</p>
<p>Hoje o Força-Tarefa Jovens Lideranças Zero Discriminação é um grupo independente de pessoas especializadas em várias áreas e que se juntam para promover a Zero Discriminação nas mais diversas instâncias da sociedade, em especial no acesso à saúde a aos serviços para o HIV e a AIDS. &#8220;A estratégia que tivemos para trabalhar com jovens foi sempre essa: de acompanhá-los, durante um período de tempo de dois a três anos,  mas que eles tivessem a independência e que pudessem seguir sua trilha sozinhos&#8221;, destaca Georgiana. &#8220;E é isso que nós alcançamos hoje com essa campanha de agora, com várias outras campanhas, e também com iniciativas individuais e com jovens que têm integrado movimentos como redes de pessoas vivendo com HIV, redes de pessoas trans, redes de mulheres negras, de pessoas indígenas. Ou seja, eles estão fortalecendo essas redes e esses movimentos e cada um seguindo suas vidas, como ativistas, continuando a levar as mensagens de de zero discriminação, de prevenção, de testagem e de tratamento para o HIV.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
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