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	<title>deputados - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>UNAIDS Brasil participa de audiência pública para debater os projetos de lei voltados à população LGBTI+</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 May 2019 18:25:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Como parte semana de celebrações do Dia Internacional de Enfrentamento à LGBTIfobia (IDAHOT, da sigla em inglês), comemorado mundialmente todo dia 17 de maio, o UNAIDS foi convidado para participar, nesta quarta-feira (15/5), de audiência pública realizada no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília, destinada a, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/05/unaids-brasil-participa-de-audiencia-publica-para-debater-os-projetos-de-lei-voltados-a-populacao-lgbti/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Como parte semana de celebrações do Dia Internacional de Enfrentamento à LGBTIfobia (IDAHOT, da sigla em inglês), comemorado mundialmente todo dia 17 de maio, o UNAIDS foi convidado para participar, nesta quarta-feira (15/5), de audiência pública realizada no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília, destinada a debater os projetos de lei voltados para a efetivação da igualdade de direitos e proteção jurídica da população LGBTI+.</p>



<span id="more-11590"></span>



<figure class="wp-block-image"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="502" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-16-at-12.22.30-1-1024x502.jpeg" alt="" class="wp-image-11613" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-16-at-12.22.30-1-1024x502.jpeg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-16-at-12.22.30-1-300x147.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-16-at-12.22.30-1-768x376.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-16-at-12.22.30-1-640x314.jpeg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-16-at-12.22.30-1-720x353.jpeg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/WhatsApp-Image-2019-05-16-at-12.22.30-1.jpeg 1157w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Foto: Fernando Bola/CDHM</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Além do diretor interino do UNAIDS no Brasil,
Cleiton Euzébio de Lima, participaram do debate deputados, sociedade civil,
academia, Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União. A
celebração do Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia acontece
desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da
lista de distúrbios mentais, em 17 de maio de 1990. A data já recebeu
reconhecimento oficial de vários Estados, instituições internacionais como o
Parlamento Europeu e inúmeras autoridades locais, incluindo as agências das
Nações Unidas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a audiência, o diretor interino do UNAIDS mencionou que, em cerca de um terço dos países do mundo, as relações entre pessoas mesmo sexo são criminalizadas e que a violência LGBTfóbica ainda é muito presente no Brasil. “No Brasil, ser LGBTI+ não é crime, não há nenhuma lei que criminalize as relações entre pessoas do mesmo sexo”, diz Lima. “No entanto, todos os anos, centenas de pessoas LGBTI+ são assassinadas no Brasil, o que coloca o país como campeão no assassinato de pessoas trans em todo o mundo, de acordo com a ONG Transgender Europe.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">

“Apesar da violência LGBTfóbica ser a face mais grave da LGBTfobia, ela também tem impacto em outras áreas da sociedade. Na economia, a homofobia tem um custo muito alto pros países”, afirma Lima. “O UNAIDS calcula que 7,6 bilhões de dólares são perdidos na América Latina por ano por conta da homofobia.”

</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o relatório do UNAIDS, <a href="https://unaids.org.br/2016/07/3883/"><strong>Lacuna na Prevenção</strong></a> (2016), a quantificação do custo da homofobia
reforça a importância de leis e políticas inclusivas como parte dos esforços
para melhorar o desenvolvimento econômico e social. O custo da homofobia é
calculado a partir de aspectos de discriminação institucional (legislação) e
social (aceitação da diversidade sexual), e considera perdas relacionadas à
produtividade (desemprego) e ao impacto na saúde (saúde mental, física, morte
por crime de ódio). O custo da homofobia no Brasil, em relação ao PIB, é maior,
por exemplo, &nbsp;do que no Uruguai,
Argentina e México. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretor interino do UNAIDS também destacou o impacto do estigma e da discriminação no <strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/02/2018-Zero-Discrimina%C3%A7ao_A5.pdf" target="_blank">acesso da população LGBTI+ aos serviços de saúde</a></strong>. “A discriminação é uma das principais barreiras da população LGBTI+ no acesso à saúde”, disse. “Em muitos serviços de saúde, pessoas LGBTI+ enfrentam dificuldades de conseguir acesso a serviços de saúde de qualidade e livres de discriminação, o que torna essa população mais vulnerável a questões de saúde, como o HIV. Convido as senhoras e senhores parlamentares que se somem a essa iniciativa para construirmos serviços de saúde livres de discriminação no SUS.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="1024" height="374" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Publico3-e1558041986298-1024x374.jpg" alt="" class="wp-image-11596" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Publico3-e1558041986298-1024x374.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Publico3-e1558041986298-300x109.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Publico3-e1558041986298-768x280.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Publico3-e1558041986298-640x234.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Publico3-e1558041986298-720x263.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Publico3-e1558041986298.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A realização da audiência pública foi solicitada
pelo deputado Túlio Gadelha (PDT-PE) e presidida pelo deputado Helder Salomão
(PT-ES), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados,
que afirmou durante o encontro que “esta é uma data de luta, de apresentar à
sociedade o grave problema de violência e discriminação que uma parcela da
comunidade brasileira e mundial sofre diuturnamente.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os deputados Camilo Capiberibe (PSB-AP), Eli
Borges (SD-TO), Abílio Santana (PR-BA) Tereza Nelma (PSDB-AL), Bia Cavassa
(PSDB-MS) e David Miranda (PSOL-RJ) também participaram da audiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os convidados para compor a mesa estavam
também Toni Reis, diretor presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Sérgio
Gardenghi Suiama, procurador da República e coordenador do Grupo de Trabalho
Direitos Sexuais Reprodutivos da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão
(PFDC) do Ministério Público Federal, Carolina Casteliano, coordenadora do
Grupo de Trabalho Identidade de Gênero e Cidadania LGBTI da Defensoria Pública
da União, Marina Reidel, representando o Conselho Nacional de Combate à
Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis
e Transexuais, Maria do Céu de Ataíde, representante do Instituto Boa Vista de
Pernambuco, e Tatihane Aquino de Araújo, presidente da Rede Nacional de Pessoas
Trans do Brasil.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="1024" height="394" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Toni-reis-3-e1558042540286-1024x394.jpg" alt="" class="wp-image-11597" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Toni-reis-3-e1558042540286-1024x394.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Toni-reis-3-e1558042540286-300x115.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Toni-reis-3-e1558042540286-768x296.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Toni-reis-3-e1558042540286-640x246.jpg 640w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Toni-reis-3-e1558042540286-1800x693.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2019/05/Toni-reis-3-e1558042540286-720x277.jpg 720w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a audiência, o diretor presidente da
Aliança Nacional LGBTI+ afirmou que “os projetos prioritários são os que dizem
respeito ao direito à identidade de gênero, à criminalização da homofobia, ao
uso do banheiro por pessoas trans de acordo com a identificação delas, além dos
estatutos da diversidade e das famílias”, diz Toni Reis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sérgio Gardenghi Suiama, destacou que o compromisso do Ministério Público é a afirmação dos direitos fundamentais da pessoa na perspectiva dos direitos coletivos. “Temos atuado há quase 20 anos na defesa dos direitos LGBTI+”, disse. “Há um reconhecimento que a comunidade LGBTI+ sofre uma violência que demanda uma proteção, que deve ser feita de várias maneiras, inclusive dentro do sistema penal.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presidente da Rede Nacional de Pessoas Trans
do Brasil apresentou o trabalho de incidência da Rede, que tem como objetivo resgatar
a cidadania da população trans que vive ceifada de diversos direitos. “Três
anos atrás, fomos a primeira instituição brasileira a promover a coleta
qualificada e disponibilizada para toda a sociedade sobre os assassinatos de
pessoas trans”, relembrou Tathiane Aquino. &nbsp;Segundo ela, a maioria dos casos de morte da
população trans acontece na rua e durante a noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>LGBTI+ e HIV no Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo dados do Grupo Gay da Bahia, apresentados durante a audiência pública, a cada 19 horas, uma pessoa LGBTI+ é assassinada no Brasil. A cada duas horas, acontece uma agressão. Nesse contexto, a expectativa de vida das pessoas trans é de 35 anos. O Congresso Nacional Brasileiro não aprova leis protetivas para a população LGBTI+ há 31 anos, desde a Constituição de 1988.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o Ministério da Saúde, as taxas de detecção de casos
de AIDS no Brasil cresceram substancialmente entre homens jovens na última
década—especialmente entre gays e outros homens jovens que fazem sexo com
homens. Estima-se que 18% e 31% das travestis e pessoas trans no Brasil estejam
vivendo com HIV. Entre homens gays e outros HSH, a prevalência é de quase 20%. Números
recentes do estado de São Paulo mostram uma prevalência de HIV de 15% entre
gays e HSH. Na população em geral, prevalência do HIV é de 0,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mundo, segundo o UNAIDS, as populações-chave e seus parceiros
sexuais representam 47% das novas infecções pelo HIV em todo o mundo e o risco
de infecção pelo HIV é: 28 vezes maior entre homens que fazem sexo com homens
do que na população em geral; 22 vezes maior entre pessoas que usam drogas
injetáveis; 13 vezes maior entre profissionais do sexo e 13 vezes maior entre
mulheres trans.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>CITAÇÕES</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“O Grupo de Trabalho Identidade de Gênero e Cidadania LGBTI+ da DPU tem como objetivo garantir e promover direitos desta população, de forma judicial ou extra-judicial, individual ou coletiva. Um exemplo é a ação que a DPU ingressou no ano passado para determinar que o IBGE inclua o mapeamento da população transexual no próximo censo, como primeiro passo para a construção de política públicas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carolina Casteliano, coordenadora do Grupo de Trabalho Identidade de Gênero e Cidadania LGBTI+ da Defensoria Pública da União</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Lutamos por nossa existência e nosso amor. Precisamos
amar e viver. É nesse sentido que o conselho tem se debruçado nos últimos anos.
Já construímos muita coisa e estamos debatando essa semana para pois precisamos
continuar nessa luta.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Marina Reidel, representando o Conselho Nacional de Combate à
Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis
e Transexuais</strong><strong></strong></p>
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