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	<title>Chile - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>UNAIDS parabeniza o Chile pelo pedido público de desculpas no caso de esterilização involuntária de mulheres vivendo com HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2022/05/unaids-parabeniza-chile-por-pedido-de-desculpa-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 May 2022 20:55:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS parabeniza o governo chileno pelo&#160;reconhecimento público da responsabilidade internacional no caso emblemático de violações dos direitos de mulheres que vivem com o HIV e que foram esterilizadas sem consentimento. O presidente do Chile, Gabriel Boric Font, emitiu um pedido de desculpas público como parte de um acordo resultante de um caso apresentado, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/05/unaids-parabeniza-chile-por-pedido-de-desculpa-publico/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS parabeniza o governo chileno pelo&nbsp;reconhecimento público da responsabilidade internacional no caso emblemático de violações dos direitos de mulheres que vivem com o HIV e que foram esterilizadas sem consentimento.</p>



<span id="more-21097"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O presidente do Chile, Gabriel Boric Font, emitiu um <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ta8uAmLXjTc&amp;t=1130s" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pedido de desculpas público</a></span> como parte de um acordo resultante de um caso apresentado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) contra o&nbsp;Chile por Francisca, uma mulher chilena que vive com HIV e que foi esterilizada sem seu consentimento pouco tempo depois de ter dado à luz, em 2002. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Saudamos o reconhecimento da responsabilização internacional neste caso emblemático de violações de direitos humanos que as mulheres que vivem com HIV, e sua autonomia reprodutiva, sofrem há muito tempo&#8221;, diz Luisa Cabal, diretora regional do UNAIDS para a América Latina e Caribe. &#8220;Esta decisão coroa uma jornada de mais de 10 anos, tanto para Francisca, quanto para as organizações que a acompanharam, em sua busca por justiça.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Francisca—que vivia em uma cidade na região rural do Chile—completou 20 anos de idade, ela e o seu parceiro receberam a feliz notícia da chegada do primeiro filho. Por meio de um teste pré-natal de rotina, ela teve o diagnóstico positivo para HIV. Francisca tomou todas as medidas apropriadas para minimizar o risco de transmissão vertical do HIV e deu à luz um bebê sem o vírus em novembro de 2002. No entanto, no dia seguinte à cesariana, ela recebeu a notícia devastadora de que o médico que a operou havia decidido esterilizá-la durante o parto sem seu consentimento. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2009, o Centro de Direitos Reprodutivos e a organização chilena Vivo Positivo levaram o caso de Francisca à CIDH. Este caso fazia parte de uma documentação de histórias de mulheres chilenas vivendo com HIV que eram frequentemente pressionadas a não engravidar e a submeter-se à esterilização cirúrgica. Uma das histórias documentadas contava história de outra mulher, identificada como Daniela, que, após o parto, havia sido informada de que não poderia abraçar ou beijar sua criança porque poderia transmitir o HIV ao bebê. Em entrevistas, ela disse que foi dessa forma que entendeu o que era a discriminação. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após mais de uma década de litígios internacionais e depois de a CIDH ter estudado o caso, foi assinado um acordo de resolução amigável com o Estado chileno, no qual o governo aceitou a sua responsabilidade e se comprometeu a corrigir as violações e a tomar medidas para assegurar que tais atos não voltassem a acontecer. &nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS interveio neste caso com um <em>amicus curiae</em>, uma parte independente que provê informações relevantes para o caso, e neste papel trouxe informação para a CIDH sobre as diretrizes sanitárias e as normas de direitos humanos que cada país deve seguir para respeitar, proteger e garantir os direitos humanos das pessoas que vivem com o HIV.&nbsp;&nbsp;</p>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-effect="fade"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1274" height="657" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-21108" data-id="21108" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1.png" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1.png 1274w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1-300x155.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1-1024x528.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1-768x396.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.1-1-720x371.png 720w" sizes="(max-width: 1274px) 100vw, 1274px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: ONUSIDA Latina </figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" width="1273" height="658" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-21109" data-id="21109" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1.png" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1.png 1273w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1-300x155.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1-1024x529.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1-768x397.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.2-1-720x372.png 720w" sizes="(max-width: 1273px) 100vw, 1273px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: ONUSIDA Latina </figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" width="1275" height="663" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-21110" data-id="21110" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3.png" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3.png 1275w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3-300x156.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3-1024x532.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3-768x399.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.3-720x374.png 720w" sizes="(max-width: 1275px) 100vw, 1275px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: ONUSIDA Latina </figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="1272" height="661" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-21111" data-id="21111" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4.png" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4.png 1272w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4-300x156.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4-1024x532.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4-768x399.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/2022_05_30_UNAIDS-welcomes-Chiles-public-apology.4-720x374.png 720w" sizes="auto, (max-width: 1272px) 100vw, 1272px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: ONUSIDA Latina </figcaption></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Gostaria de começar por pedir desculpa a Francisca que, segundo fui informado, está do outro lado da câmera, pela grave violação de seus direitos e também pela negação da justiça, e por todo o tempo que teve de esperar por isto&#8221;, disse Boric em seu discurso de abertura durante a cerimônia oficial, transmitida ao vivo por meio de redes sociais. &#8220;Quantas pessoas como você não conhecemos? Dói pensar que o Estado, que hoje tenho a honra de representar, é responsável por estes casos. Prometo a você, e às pessoas que hoje te representam aqui pessoalmente, que enquanto governarmos, daremos o melhor de cada um de nós, como autoridades, para que situações como esta não voltem a acontecer e certamente para que, nos casos em que estas atrocidades já tenham sido cometidas, que sejam devidamente reparadas.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Gostaria de ter sido eu, com a minha voz, o meu rosto e o meu corpo, o mesmo após tantos anos de luta esteve presente, para liderar este ato em meu próprio nome. No entanto, tornar a minha identidade conhecida teria me fechado diversas oportunidades&#8221;, disse Carmen Martinez, diretora associada de Estratégias Jurídicas para a América Latina e Caribe do Centro para os Direitos Reprodutivos, ao ler as palavras partilhadas por Francisca à audiência. &#8220;Até hoje, as pessoas que vivem com HIV são olhadas com desprezo como se fosse nossa decisão sermos infectadas. Entretanto, quero acreditar com convicção que isto vai mudar.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Finalmente, foi feita justiça; por meio deste caso apelamos a todos os governos para que continuem a investir na erradicação da discriminação do HIV em todos os serviços, incluindo os cuidados de saúde&#8221;, disse Sara Araya, coordenadora do Live Positive Gender. &#8220;A mensagem é clara: a autonomia e a integridade física das mulheres e de todas as pessoas que vivem com o HIV devem ser asseguradas sem discriminação. É preciso acabar de vez com as violações de direitos contra as mulheres que vivem com o HIV.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma e a discriminação relacionados ao HIV têm um impacto significativo na saúde, na vida e no bem-estar das pessoas que vivem com &#8211; ou em risco de se infectar &#8211; com o HIV. O estigma e a discriminação dificultam a resposta ao HIV, limitando o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva mais amplos e a outros serviços de saúde. O UNAIDS continua a trabalhar diariamente para assegurar que governos invistam na prevenção e resposta às violações relacionadas às diferentes formas de discriminação interseccional a que as pessoas que vivem com o HIV têm sido sujeitas. &nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este acordo é um momento significativo para as mulheres de todo o mundo, que lutam há décadas pela justiça reprodutiva. A esterilização forçada das mulheres que vivem com HIV é uma violação dos direitos humanos mais fundamentais das mulheres&#8221;, disse a diretora executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Infelizmente, esta prática ainda está acontecendo em muitos países e os esforços para a impedir e trazer justiça a mais mulheres devem ser intensificados.&#8221;</p></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">O acordo com o governo do Chile surge após anos de esforços perante a CIDH, após uma queixa anterior no sistema de justiça chileno não ter sido bem-sucedida. O caso foi litigado pela organização chilena Vivo Positivo e pela organização internacional de direitos humanos <em>Center for Reproductive Rights</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A<a href="https://unaids.org.br/estrategia-global-para-aids/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <span style="text-decoration: underline;">Estratégia Global AIDS 2021-2026: Acabar com as Desigualdades. Acabar com a AIDS</span></a> é baseada na promoção dos direitos humanos, igualdade de gênero e dignidade, livre de estigma e discriminação para todas as pessoas que vivem com e/ou são afetadas pelo HIV. É um compromisso do UNAIDS para uma visão ambiciosa de acabar com as desigualdades de gênero e garantir os direitos humanos, incluindo o direito à saúde, apelando para todas as parcerias e partes interessadas na resposta ao HIV em todos os países para que deem uma resposta efetiva às normas desiguais de gênero e acabem com o estigma e a discriminação. &nbsp;</p>
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		<title>UNAIDS saúda o Chile por reconhecer violação de direitos de uma mulher que vive com o HIV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Aug 2021 19:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O&#160;UNAIDS&#160;parabeniza&#160;o anúncio feito pelo Chile&#160;que reconhece a responsabilidade internacional pela violação dos direitos de uma mulher vivendo com HIV,&#160;que foi esterilizada sem seu consentimento há quase 20 anos. O governo&#160;realizou&#160;um acordo amigável com a mulher, Francisca, que inclui o pagamento de reparações pela violação de seus direitos humanos.&#160;O país&#160;também se comprometeu a acabar com, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/08/unaids-sauda-o-chile-por-reconhecer-violacao-de-direitos-de-uma-mulher-que-vive-com-o-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O&nbsp;UNAIDS&nbsp;parabeniza&nbsp;o anúncio feito pelo Chile&nbsp;que reconhece a responsabilidade internacional pela violação dos direitos de uma mulher vivendo com HIV,&nbsp;que foi esterilizada sem seu consentimento há quase 20 anos. O governo&nbsp;realizou&nbsp;um acordo amigável com a mulher, Francisca, que inclui o pagamento de reparações pela violação de seus direitos humanos.&nbsp;O país&nbsp;também se comprometeu a acabar com a esterilização forçada e a garantir os direitos reprodutivos como direitos humanos sem discriminação.&nbsp;</p>



<span id="more-18227"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Francisca&nbsp;deu&nbsp;à&nbsp;luz a&nbsp;um bebê saudável em 2002,&nbsp;e foi então esterilizada sem o consentimento do&nbsp;profissional médico&nbsp;que realizou sua cesariana, tomando a decisão de que uma mulher vivendo com HIV não deveria poder&nbsp;ser mãe. O acordo amigável anunciado esta semana vem depois de mais de uma década de litígio entre a mulher e suas equipes jurídicas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este acordo é um momento significativo para as mulheres do mundo inteiro que vêm lutando pela justiça reprodutiva há décadas. A esterilização coerciva de mulheres vivendo com HIV é uma violação dos direitos humanos mais fundamentais das mulheres&#8221;, disse a Diretora Executiva do UNAIDS, Winnie&nbsp;Byanyima. &#8220;Infelizmente, esta prática ainda está acontecendo em muitos países e os esforços para detê-la e trazer justiça a mais mulheres devem ser intensificados.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este acordo vem após anos de esforços perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), após uma queixa anterior no sistema de justiça chileno não ter sido&nbsp;bem-sucedida. O caso&nbsp;foi litigado pela organização chilena<s>,</s>&nbsp;<em>Vivo Positivo</em>, e pela organização internacional de direitos humanos,&nbsp;<em>Center for&nbsp;Reproductive&nbsp;Rights&nbsp;(Centro dos Direitos Reprodutivos, na tradução livre para o português).</em>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS apresentou um&nbsp;<em>amicus&nbsp;brief</em>&nbsp;para informar&nbsp;à CIDH sobre&nbsp;os padrões que os governos devem defender para enfrentar o estigma e a discriminação do HIV que afetam as mulheres que vivem com o HIV. Estes&nbsp;documentos&nbsp;jurídicos&nbsp;incluem a obrigação de respeitar, proteger e cumprir a autonomia das mulheres na tomada de decisões sobre assuntos relacionados à sua vida sexual e reprodutiva, seu direito à integridade física e de estar livre da violência, inclusive da violência de profissionais&nbsp;de saúde.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/08/unaids-sauda-o-chile-por-reconhecer-violacao-de-direitos-de-uma-mulher-que-vive-com-o-hiv/">UNAIDS saúda o Chile por reconhecer violação de direitos de uma mulher que vive com o HIV</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Cidade de Santiago assina Declaração de Paris</title>
		<link>https://unaids.org.br/2015/09/capital-chilena-firma-compromisso-com-a-declaracao-de-paris/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2015 15:24:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A prefeita de Santiago, no Chile, Carolina Tohá Morales, comprometeu-se em acelerar a resposta à epidemia de HIV na capital chilena nos próximos cinco anos. Ao assinar a Declaração de Paris, a cidade de Santiago demonstra o compromisso em implementar a Estratégia de Aceleração da Resposta para o fim do HIV nas cidades. A, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2015/09/capital-chilena-firma-compromisso-com-a-declaracao-de-paris/">Read More</a></p>
<p>The post <a href="https://unaids.org.br/2015/09/capital-chilena-firma-compromisso-com-a-declaracao-de-paris/">Cidade de Santiago assina Declaração de Paris</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A prefeita de Santiago, no Chile, Carolina Toh</span>á<span style="font-weight: 400;"> Morales, comprometeu-se em acelerar a resposta à epidemia de HIV na capital chilena nos próximos cinco anos. Ao assinar a Declaração de Paris, a cidade de Santiago demonstra o compromisso em implementar a Estratégia de Aceleração da Resposta para o fim do HIV nas cidades.</span><span id="more-1614"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> A prefeita assumiu este compromisso durante uma reunião com Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS, que esteve em visita ao Chile entre os dias 7 e 9 de setembro. O objetivo da Aceleração da Resposta nas Cidades é alcançar o fim da epidemia do HIV como ameaça à saúde pública até 2030 e eliminar a discriminação.</span></p>
<p><div id="attachment_1619" style="width: 830px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1619" class="wp-image-1619 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss.jpg" alt="Fotos: Mara Daruich" width="820" height="547" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss.jpg 820w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8237ss-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 820px) 100vw, 820px" /></a><p id="caption-attachment-1619" class="wp-caption-text">Representantes do UNAIDS e da prefeitura de Santiago celebram a assinatura da Declaração de Paris.</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prefeita confirmou seu comprometimento com Aceleração da Resposta ao HIV em Santiago garantindo que ninguém será deixado para trás, como prevê o compromisso, graças a um esforço da prefeitura de imprimir um enfoque intercultural, incluindo também as populações migrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Santiago é a maior cidade do Chile, com mais de 5 milhões de habitantes. Assim como em outros países, os jovens estão se deslocando de cidades pequenas em direção à capital chilena. Estima-se que 37% das pessoas que vivem com HIV no país sejam jovens e que a maior prevalência do vírus se encontre na faixa etária dos 20 aos 29 anos de idade.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">“Estamos cientes da seriedade do compromisso assumido hoje e estamos dispostos a intensificar o ritmo de trabalho nos nossos municípios. Teremos de trabalhar coordenadamente em várias frentes, como a prevenção, a educação e a zero discriminação, e em conjunto com os diversos grupos das populações mais vulneráveis, concentrados na cidade, incluindo jovens.” &#8211; Carolina Tohá</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">O acesso às medidas de prevenção do HIV é uma das prioridades da cidade, em coordenação com o Ministério da Saúde do país, que está desenvolvendo vários programas na área.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada centro de saúde da cidade de Santiago conta com a ajuda de um agente de HIV que administra os testes para o vírus a todos que solicitem a testagem. As pessoas que recebem o resultado positivo são transferidas ao Hospital San Borja Arriarán, onde são registradas em um sistema que garante a atenção e o tratamento adequado para um determinado número de infeções e doenças, incluindo o HIV.</span></p>
<p><div id="attachment_1620" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1620" class="wp-image-1620 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile.jpg" alt="banner-nota-chile" width="950" height="450" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile.jpg 950w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile-300x142.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/banner-nota-chile-720x341.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 950px) 100vw, 950px" /></a><p id="caption-attachment-1620" class="wp-caption-text">A prefeita da cidade de Santiago, Carolina Tohá, e o Diretor Executivo do UNAIDS, Michel Sidibé, com a Declaração de Paris assinada.</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido à alta prevalência entre jovens, o município conta também com dois programas de direitos sexuais e reprodutivos com foco na juventude.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois programas implementados são: o Programa Integral em Sexualidade (Programa Sexualidade Integral), que está sendo implementado em nove centros de ensino e em um Programa de Espaços Amigáveis, onde os adolescentes podem receber assistência gratuita e confidencial sobre saúde e sexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Michel Sidibé agradeceu à prefeita por aderir à Declaração de Paris e reconheceu seu compromisso com as pessoas que estão sendo deixadas para trás na resposta ao HIV. Apontou a importância de continuar com o compromisso com as necessidades das comunidades mais vulneráveis e frágeis e de garantir que tenham acesso aos produtos básicos.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">“</span><span style="font-weight: 400;">Se não implementarmos a Aceleração da Resposta durante os próximos 5 anos, sofreremos um retorno da epidemia do HIV. Os estudos demostram que os grupos da população que têm sido esquecidos até o momento pelos nossos esforços estão concentrados majoritariamente nas cidades. É para mim uma grande honra estar com vocês hoje, enquanto você assina a Declaração. A sua liderança e a da cidade de Santiago serão imprescindíveis para a transformação da resposta no futuro.” &#8211; Michel Sidibé</span></p>
</blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">Também fez referência à importância de trabalhar com a juventude. A garantia do fácil acesso à informação de qualidade sobre o HIV e aos serviços de saúde é um elemento fundamental para a prevenção da infeção do HIV entre os jovens. Além disso, ele parabenizou os programas dirigidos aos jovens e destacou que não podemos cair na complacência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na América Latina, uma grande parte de pessoas que vivem com HIV mora em áreas urbanas e, na maioria dos casos, em zonas específicas de cidades e vilarejos. As cidades tendem a ser o lar de um grande número de pessoas pertencentes às populações-chave, que são desproporcionalmente mais vulneráveis ao vírus. Estas pessoas, geralmente, afastam-se ou privam-se do acesso aos serviços básicos de prevenção e tratamento do HIV por obstáculos impostos pelo preconceito e pela discriminação.</span></p>
<p><div id="attachment_1621" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1621" class="wp-image-1621 size-large" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss-1024x683.jpg" alt="Fotos: Mara Daruich" width="640" height="427" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss-720x480.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/09/DSC_8150ss.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a><p id="caption-attachment-1621" class="wp-caption-text">Carolina Tohá e Michel Sidibé</p></div></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acabar com a epidemia na região requer a garantia dos recursos, dos serviços e do apoio para que a prevenção e o tratamento do HIV cheguem até essas populações, sem deixar ninguém para trás. Assim, acelerar a resposta ao HIV nas cidades é fundamental para parar e reverter a epidemia na América Latina.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Declaração de Paris inclui compromissos para alcançar a ambiciosa meta 90-90-90 em 2020, </span><span style="font-weight: 400;">a qual prevê que: 90% de todas as pessoas vivendo com HIV saibam que têm o vírus; 90% das pessoas diagnosticadas com HIV recebam terapia antirretroviral; e 90% das pessoas recebendo tratamento possuam carga viral indetectável e não mais possam transmitir o vírus.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acordo foi assinado pela primeira vez em Paris, no Dia Mundial de Luta contra a AIDS, em 2014, pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e 25 dos seus homólogos de cidades de todo o mundo, incluindo as cidades brasileiras de Curitiba e Salvador.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
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