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	<title>Vacina popular - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>Vacina popular - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Ex-chefes de estado, ganhadores e ganhadoras do Prêmio Nobel pedem ao Presidente Biden que renuncie às regras de propriedade intelectual para as vacinas contra a COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Apr 2021 00:48:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mais de 170 ex-chefes de Estado e de governo e ganhadores do Prêmio Nobel, incluindo o ex-primeiro ministro do Reino Unido Gordon Brown, o ex-presidente da Colômbia Juan Manuel Santos, a ex-presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, o ex-presidente da França François Hollande e o professor Joseph Stiglitz e o professor Francoise Barre-Sinoussi, pediram, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/04/ex-chefes-de-estado-ganhadores-e-ganhadoras-do-premio-nobel-pedem-ao-presidente-biden-que-renuncie-as-regras-de-propriedade-intelectual-para-as-vacinas-contra-a-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Mais de 170 ex-chefes de Estado e de governo e ganhadores do Prêmio Nobel, incluindo o ex-primeiro ministro do Reino Unido Gordon Brown, o ex-presidente da Colômbia Juan Manuel Santos, a ex-presidente da Libéria Ellen Johnson Sirleaf, o ex-presidente da França François Hollande e o professor Joseph Stiglitz e o professor Francoise Barre-Sinoussi, pediram hoje ao presidente Biden para apoiar uma renúncia às regras de propriedade intelectual para as vacinas contra a COVID-19 e buscar uma vacina popular para acabar com a pandemia em uma <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://peoplesvaccinealliance.medium.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">carta aberta</a></span></strong> hoje.</p>



<span id="more-18021"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A carta foi enviada à Casa Branca quando as autoridades sanitárias americanas aconselharam uma pausa no uso da vacina contra a COVID-19 da fabricante Johnson &amp; Johnson. Uma renúncia às regras de propriedade intelectual permitiria uma maior escala na fabricação nos EUA e em todo o mundo, superando as restrições artificiais de fornecimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As ex-lideranças mundiais, ganhadoras e ganhadores do Prêmio Nobel encorajam o Presidente Biden a tomar a ação urgente que só ele pode e &#8220;que este momento seja lembrado na história como o momento que escolhemos para colocar o direito coletivo e a segurança para todas as pessoas à frente dos monopólios comerciais de poucas.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A carta pede especificamente ao Presidente Biden para apoiar uma proposta dos governos sul-africano e indiano na Organização Mundial do Comércio (OMC) para renunciar temporariamente às regras de propriedade intelectual relacionadas às vacinas e tratamentos para COVID-19. No ritmo atual de produção de vacinas, a maioria das nações pobres ficará esperando até pelo menos 2024 para conseguir a imunização em massa da COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Gordon Brown, ex-Primeiro Ministro do Reino Unido, disse:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O Presidente Biden disse que ninguém está em segurança até que todas as pessoas estejam seguras, e agora com o G7 à frente há uma oportunidade sem igual de promover a liderança que somente os EUA podem proporcionar e que acelera o fim da pandemia para o mundo.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Uma renúncia temporária urgente das regras de propriedade intelectual na Organização Mundial do Comércio nos ajudaria a aumentar o fornecimento global de vacinas, juntamente com um plano global de compartilhamento de encargos de vários anos para financiar vacinas para os países mais pobres.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Isto seria do interesse estratégico dos EUA e de todos os países do planeta&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Joseph Stiglitz, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, disse:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os EUA tiveram enormes progressos na vacinação de sua própria população, graças aos esforços da administração Biden. Infelizmente, só isso não é suficiente.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Novas mutações do vírus continuarão a custar vidas e a elevar nossa economia global interligada até que todas as pessoas, em todos os lugares, tenham acesso a uma vacina segura e eficaz. A propriedade intelectual é a maior barreira artificial para o fornecimento global de vacinas. Nós, como nação, devemos liderar com nossas alianças para apoiar a renúncia da África do Sul e da Índia na OMC, insistir na transferência de tecnologia, e investir estrategicamente na produção&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>François Hollande, ex-presidente da França, disse:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A extrema desigualdade no acesso às vacinas em todo o mundo cria uma situação política e moral insuportável. É acima de tudo um disparate sanitário e econômico, como todos nós estamos preocupados. O fato de o governo Biden estar considerando a possibilidade de renunciar às barreiras relacionadas às regras de propriedade intelectual oferece esperança para a comunidade internacional. Se os Estados Unidos apoiarem o levantamento de patentes, a Europa terá que assumir suas responsabilidades. Diante desta pandemia devastadora, as lideranças mundiais devem priorizar o interesse público e a solidariedade internacional&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras pessoas signatárias incluem Mary Robinson, ex-presidente da Irlanda, Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, e Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, juntamente com mais de 60 outros ex-chefes de estado e chefes de governo que abrangem todos os continentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lideranças também pediram que a renúncia à propriedade intelectual fosse acompanhada pelo compartilhamento aberto de conhecimento e tecnologia de vacinas, e pelo investimento global coordenado e estratégico em pesquisa, desenvolvimento e capacidade de fabricação, especialmente em países em desenvolvimento, ressaltando que as ameaças à saúde pública são globais e exigem soluções baseadas na solidariedade global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas ações expandiriam a capacidade de fabricação global, sem os impedimentos dos monopólios da indústria, que estão provocando a terrível escassez de oferta bloqueando o acesso às vacinas. A desigualdade de vacinas resultante, alertaram as lideranças, significa que a economia dos EUA já corre o risco de perder US$1,3 trilhão no PIB este ano, e se o vírus seguir circulando pelo mundo, o aumento do risco de novas variantes virais significa que até mesmo pessoas vacinadas nos EUA poderiam ficar desprotegidas mais uma vez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A carta, que foi coordenada pela People&#8217;s Vaccine Alliance (Aliança pela Vacina Popular, na tradução livre para o português), uma coalizão de mais de 50 organizações incluindo o Club de Madrid, Health GAP e UNAIDS, advertiu que, na atual taxa global de imunização, era provável que apenas 10% das pessoas na maioria dos países pobres fossem vacinadas no próximo ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Françoise Barré-Sinoussi, Prêmio Nobel de Fisiologia ou de Medicina, disse:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Não acabaremos com a pandemia global de hoje até que os países ricos – especialmente os Estados Unidos – deixem de bloquear a capacidade dos países do mundo inteiro de produzir em massa vacinas seguras e eficazes.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A saúde global está em jogo. A história está de olho. Eu, com meus e minhas colegas laureados e cientistas em todo o mundo, convoco o Presidente Biden a fazer a coisa certa e a apoiar a renúncia ao Acordo TRIPS, insisto em que as corporações farmacêuticas compartilhem tecnologias de vacinas com o mundo e invistam estrategicamente na produção distribuída.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, disse:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Grandes empresas farmacêuticas estão estabelecendo os termos do fim da pandemia de hoje – e o custo de permitir monopólios sem sentido é apenas mais morte e mais pessoas sendo empurradas para a pobreza.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Precisamos de uma forte ação governamental para liderar – não apenas a filantropia e o setor privado – para resolver a crise sem precedentes de hoje. De forma conjunta, convocamos o Presidente Biden a estar do lado certo da história &#8211; e assegurar que uma vacina seja um bem comum global, livre de proteções de propriedade intelectual&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8212;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="text-decoration: underline;">Notas:</span></p>



<p class="wp-block-paragraph">A carta completa e a lista de pessoas signatárias pode ser encontradas <a href="https://peoplesvaccinealliance.medium.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></strong></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A carta foi coordenada pela People&#8217;s Vaccine Alliance, uma coalizão de mais de 50 organizações incluindo o Club de Madrid, o Centro Yunus, Oxfam, Health GAP, UNAIDS, Physicians for Human Rights, o Centro Internacional Nizami Ganjavi, Global Justice Now e Avaaz.</p>
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		<title>Países ricos vacinam uma pessoa a cada segundo, enquanto a maioria dos países mais pobres ainda não aplicou uma única dose</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Mar 2021 18:04:31 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Um ano após a declaração da pandemia de COVID-19, a <em>People&#8217;s Vaccine Alliance</em> (Aliança para Vacina Popular, na tradução livre para o português) está alertando que os países em desenvolvimento estão enfrentando uma escassez crítica de oxigênio e suprimentos médicos para lidar com os casos de COVID-19, embora a maioria não tenha conseguido administrar uma única dose da vacina contra a COVID-19. Em comparação, os países ricos vacinaram sua população a uma taxa de uma pessoa por segundo em fevereiro.</p>



<span id="more-17494"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas dessas nações ricas, incluindo os EUA, Reino Unido e União Europeia, estão bloqueando uma proposta de mais de 100 países em desenvolvimento a ser discutida na Organização Mundial do Comércio (OMC) hoje, que anularia os monopólios detidos por empresas farmacêuticas e permitiria uma necessidade urgente de ampliar a produção de vacinas contra a COVID-19 seguras e eficazes para garantir que países mais pobres tenham acesso às doses de que precisam urgentemente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto os países mais pobres verão a chegada de doses nos próximos dias do consórcio COVAX da Organização Mundial de Saúde, as quantidades disponíveis significam que apenas três por cento das pessoas nesses países podem esperar ser vacinadas até o meio do ano, e apenas um quinto das pessoas até o final de 2021.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase um milhão de pessoas em todo o mundo assinaram um apelo da Aliança para a Vacina Popular – um grupo de organizações da campanha incluindo Oxfam, Frontline AIDS, UNAIDS, Global Justice Now e o Yunus Center – para que os países ricos parem de proteger os grandes monopólios farmacêuticos e os lucros sobre a vida das pessoas . Em 11 de março, os protestos acontecerão do lado de fora da sede da indústria farmacêutica como parte de um dia global de ação por ativistas em todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo pesquisas de opinião pública recentes realizadas pela <em>YouGov</em> para a Aliança entre EUA, França, Alemanha e Reino Unido, em média, nesses países, mais de dois terços (69 por cento) das pessoas pensavam que os governos deveriam garantir que o conhecimento gerado das vacinas e a tecnologia devem ser compartilhados com fabricantes qualificados em todo o mundo, em vez de permanecer como propriedade exclusiva de um de gigantes indústrias farmacêuticas – e as pessoas que desenvolveram as vacinas devem ser devidamente compensadas por isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A diretora executiva da Oxfam International, Gabriela Bucher, disse: “Em todo o mundo, dois milhões e meio de vidas já foram perdidas devido a esta doença brutal e muitos países estão lutando sem cuidados médicos adequados e sem vacinas. Ao permitir que um pequeno grupo de empresas farmacêuticas decida quem vive e quem morre, as nações ricas estão prolongando esta emergência de saúde global sem precedentes e colocando incontáveis vidas em risco. Neste momento crucial, os países em desenvolvimento precisam de apoio, não de oposição.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Aliança alertou que na África do Sul, Malawi e outras nações africanas, a história corre o risco de se repetir. Milhões de pessoas morreram no início dos anos 2000 porque os monopólios farmacêuticos tinham preços de tratamentos de sucesso para HIV e AIDS fora do alcance, custando até US$ 10.000 por ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lois Chingandu, ativista e diretora de Evidência e Influência da <em>Frontline AIDS</em>, disse: “Aqui no Zimbábue, perdi muitos amigos queridos lutando para respirar em seus últimos momentos. É uma ironia cruel que ativistas que lutaram incansavelmente por medicamentos gratuitos para HIV/AIDS estejam agora sendo mortos pela COVID-19 porque, mais uma vez, os lucros da indústria farmacêutica estão sendo colocados à frente da vida das pessoas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os monopólios da indústria farmacêutica foram eventualmente anulados, permitindo a produção em massa de tratamento eficaz e barato para as pessoas que vivem com HIV e AIDS, o que significa que milhões de pessoas estão vivas hoje, que caso contrário teriam morrido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 10 e 11 de março, mais de 100 países em desenvolvimento, liderados pela África do Sul e Índia irão novamente apresentar o caso na OMC para uma renúncia do Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (TRIPS), o que removeria as barreiras legais para que mais países e fabricantes possam produzir as vacinas, proteger seu povo e se juntar à recuperação econômica que está por vir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor ganhador do Prêmio Nobel Muhammad Yunus, um dos líderes da Aliança para a Vacina Popular disse: “Para o mundo rico, este ato proposto de solidariedade humana para garantir que medicamentos e vacinas cheguem a toda a família humana simultaneamente é do seu próprio interesse, não apenas um ato de caridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Devemos agir agora. Não há retorno. É totalmente injusto que os países ricos, que têm vacinas suficientes para proteger sua população, estejam bloqueando a isenção do TRIPS [Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio], que poderia ajudar os países mais pobres a obter as vacinas de que precisam ”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais grupos desenvolvedores de vacinas se beneficiaram de bilhões de dólares em subsídios públicos, mas as empresas farmacêuticas receberam os direitos de monopólio para produzi-los e lucrar com esses direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, produtores qualificados de vacinas em todo o mundo estão prontos para produzir mais vacinas se tiverem acesso à tecnologia e o conhecimento agora mantidos a sete chaves por essas empresas. A nova capacidade poderia ser colocada em operação em poucos meses. Suhaib Siddiqi, ex-diretor de química da Moderna, produtora de uma das primeiras vacinas aprovadas, disse que com o projeto e a assessoria técnica, uma fábrica moderna deverá ser capaz de produzir vacinas em no máximo três a quatro meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A França pediu a expansão da produção nos países em desenvolvimento, e os Estados Unidos agiram para conseguir o mesmo no mercado interno. Mas, até agora, os dois países continuam a defender os monopólios das empresas farmacêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para controlar o vírus, doses suficientes de vacinas precisam ser produzidas em diferentes lugares do mundo, com preços acessíveis, destinadas globalmente e amplamente além de distribuídas gratuitamente nas comunidades locais. Até agora, o mundo está falhando em todas as quatro frentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS, disse: “Em meio a tanto altruísmo, sacrifício e heroísmo, a Aliança para a Vacina Popular denuncia a hipocrisia, o vazio da solidariedade humana e o autointeresse míope que derrota os esforços para controlar o vírus nos países. Somente uma mobilização verdadeiramente global da produção de vacinas para aumentar rapidamente o número total de doses de baixo custo disponíveis fará o trabalho.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nick Dearden, diretor da Global <em>Justice Now</em>, disse: “Um ano após o início da pandemia, é uma ofensa que as fábricas de vacinas estejam paradas, incapazes de produzir vacinas contra a COVID-19 porque os países ricos estão priorizando as patentes das empresas farmacêuticas antes das vidas em todo o mundo. Uma suspensão global de patentes é necessária para acelerar a produção dessas vacinas em todos os lugares.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Notas para os editores:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Com base em dados de <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://ourworldindata.org/coronavirus" target="_blank" rel="noreferrer noopener">OurWorldInData</a></strong></span>, Bloomberg, John Hopkins University e pesquisas adicionais, dos 79 países de renda baixa e média-baixa, classificados de acordo com o Banco Mundial, a maioria (pelo menos 47 países) ainda não vacinou ninguém. Este número é exato em 4 de março e leva em consideração as entregas planejadas relatadas de vacinas pelo consórcio COVAX nos próximos dias, mesmo que as vacinas ainda não tenham sido administradas. Reconhecemos que mais remessas do consórcio COVAX não relatadas podem chegar nesse meio tempo.<br></li><li>Desde o início de 2021, os países de alta renda têm, em média, pessoas vacinadas a uma taxa de uma dose por segundo. Isso se baseia na dose média diária de vacinação contra a COVID-19 administrada entre 1º de janeiro e 2 de março de 2021 e foi extraída de <em>OurWorldInData</em> para países classificados como &#8216;Alta Renda&#8217; pelo Banco Mundial. Uma taxa horária foi calculada assumindo que os países estão vacinando 8 horas por dia, que foi então dividida em minutos e segundos. A média dessas taxas por segundo para esses 68 países de alta renda foi então calculada em 1,1 doses por segundo ou 66 por minuto. O número médio inclui seis países de alta renda que ainda não começaram a vacinar a população.<br></li><li>Os resultados da pesquisa <em>YouGov</em> para os países individualmente foram: EUA &#8211; 69%, França &#8211; 63%, Alemanha 70% e Reino Unido 74%, o que dá uma média combinada entre os países de 69%. Todos os valores, salvo indicação em contrário, são do <em>YouGov Plc</em>. O tamanho total da amostra foi de 1.351 pessoas adultas nos Estados Unidos, 1.788 pessoas adultas no Reino Unido, 1.010 pessoas adultas na França e 2.039 pessoas adultas na Alemanha. O trabalho de campo foi realizado entre 23 e 26 de fevereiro de 2021. A pesquisa foi realizada online. Os números foram ponderados e são representativos de toda a população adulta (maiores de 18 anos) de forma individual em cada país: EUA, Reino Unido, França e Alemanha.<br></li><li>Na semana passada, a <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://apnews.com/article/drug-companies-called-share-vaccine-info-22d92afbc3ea9ed519be007f8887bcf6" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Associated Press</a></strong></span> encontrou fábricas em três continentes cujas lideranças disseram que poderiam começar a produzir centenas de milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 em curto prazo, se tivessem os projetos e os conhecimentos técnicos para fazê-lo.<br></li><li>Países como o Sudão do Sul, Iêmen e Malawi acompanharam aumentos dramáticos de casos nos últimos meses. O Malawi viu um aumento de 9500 por cento nos casos à medida que a mutação sul-africana se espalhou pelo país e dois dos seus ministros morreram em um dia.</li></ul>
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		<title>Opinião: Um apartheid mundial sobre a vacina está se desenvolvendo. A vida das pessoas deve vir antes do lucro</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/02/opiniao-um-apartheid-mundial-sobre-a-vacina-esta-se-desenvolvendo-a-vida-das-pessoas-deve-vir-antes-do-lucro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2021 14:11:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Este artigo apareceu pela primeira vez no The Guardian Nove meses atrás, lideranças mundiais faziam fila para declarar qualquer vacina contra a COVID-19 um bem público global. Hoje somos testemunhas de um apartheid de vacinas que só serve aos interesses de poderosas e lucrativas corporações farmacêuticas, ao mesmo tempo que nos custa o caminho mais rápido e menos, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/02/opiniao-um-apartheid-mundial-sobre-a-vacina-esta-se-desenvolvendo-a-vida-das-pessoas-deve-vir-antes-do-lucro/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Este artigo apareceu pela primeira vez no <a href="https://www.theguardian.com/global-development/2021/jan/29/a-global-vaccine-apartheid-is-unfolding-peoples-lives-must-come-before-profit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The Guardian</a></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nove meses atrás, lideranças mundiais faziam fila para declarar qualquer vacina contra a COVID-19 um bem público global. Hoje somos testemunhas de um apartheid de vacinas que só serve aos interesses de poderosas e lucrativas corporações farmacêuticas, ao mesmo tempo que nos custa o caminho mais rápido e menos prejudicial para sair desta crise. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fico enjoada com as notícias da semana passada de que a África do Sul, um país cuja história do HIV deveria ter nos ensinado as consequências mais terríveis de permitir que as empresas farmacêuticas protegessem seus monopólios de medicamentos, teve de pagar mais do que o dobro do preço pago pela União Europeia para a vacina AstraZeneca para muito menos doses do que realmente precisa. Como tantos outros países de renda baixa e média, a África do Sul enfrenta hoje um cenário de vacinas de suprimento esgotado, onde é o poder de compra, e não o sofrimento, que garantirá as poucas doses restantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nove em cada 10 pessoas que vivem nos países mais pobres não devem ser vacinadas este ano. Atrasos na produção colocam até mesmo esse número em dúvida. Preços injustificadamente altos bloqueiam o acesso e ameaçam empurrar mais países para uma crise de dívida cada vez mais profunda. Se continuarmos buscando o modelo de vacina que temos, não conseguiremos controlar essa pandemia por muitos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fracasso em mudar o curso custará milhões de vidas e meios de subsistência em todo o mundo; o nosso progresso no combate à pobreza; para empresas, incluindo aquelas representadas aqui no Fórum Econômico Mundial esta semana; e para nossa saúde pública coletiva e segurança econômica. Porque não se engane, os custos da desigualdade da vacina não se limitarão aos que vivem nos países mais pobres. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais tempo o vírus puder continuar em um contexto de imunidade desigual, maior a chance de mutações que podem tornar as vacinas menos eficazes ou ineficazes – tanto as  que temos quanto as vacinas que algumas pessoas nos países ricos já receberam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa encomendada pela Câmara de Comércio Internacional publicada esta semana prevê que atrasos no acesso à vacina em países mais pobres também custarão à economia global cerca de US$ 9 trilhões, com quase metade disso absorvido em países ricos como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e o Reino Unido. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos retroceder os últimos nove meses ou o fracasso dos governos até agora em cumprir sua promessa de tornar as vacinas contra a COVID-19 um bem público global. Mas podemos e devemos agir agora para mudar a trajetória catastrófica desta pandemia. A ciência, o conhecimento e a tecnologia das vacinas, pagos em grande parte por mais de US$ 100 bilhões do dinheiro de contribuintes, não podem mais ser tratados como propriedade privada das empresas farmacêuticas. Em vez disso, eles devem ser compartilhados abertamente, por meio do Covid Technology Access Pool da Organização Mundial da Saúde para que mais fabricantes possam ser incluídos e um plano global seja colocado em ação para aumentar a produção de vacinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para abrir o caminho para isso, os governos também devem apoiar urgentemente a proposta apresentada à Organização Mundial do Comércio de renunciar temporariamente aos direitos de propriedade intelectual para as vacinas, tratamentos e testes contra a COVID-19 até que o mundo alcance a imunidade coletiva extremamente necessária e esta pandemia esteja sob controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase todas as empresas no planeta tiveram que deixar de funcionar normalmente como resultado desta pandemia. É do interesse de todas as pessoas que as empresas farmacêuticas agora façam o mesmo. Convido governos e lideranças empresariais a se unirem ao crescente apelo por uma vacina popular e de forma conjunta possamos traçar um novo caminho que pode garantir vacinas, testes e tratamentos suficientes para todas as pessoas em todas as nações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS</strong></em></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/02/opiniao-um-apartheid-mundial-sobre-a-vacina-esta-se-desenvolvendo-a-vida-das-pessoas-deve-vir-antes-do-lucro/">Opinião: Um apartheid mundial sobre a vacina está se desenvolvendo. A vida das pessoas deve vir antes do lucro</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Opinião: Devemos ter uma Vacina Popular, sem fins lucrativos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2020 20:03:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As primeiras injeções da vacina contra a COVID-19 estão sendo administradas no Reino Unido esta semana – uma vitória para o povo britânico e uma conquista notável para todos as pessoas envolvidas. Este acontecimento histórico, celebrado, com razão, com muito alívio e alarde, mostra o que pode ser feito quando investimento e vontade política, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/12/opiniao-devemos-ter-uma-vacina-popular-sem-fins-lucrativos/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As primeiras injeções da vacina contra a COVID-19 estão sendo administradas no Reino Unido esta semana – uma vitória para o povo britânico e uma conquista notável para todos as pessoas envolvidas. Este acontecimento histórico, celebrado, com razão, com muito alívio e alarde, mostra o que pode ser feito quando investimento e vontade política se combinam para superar uma ameaça à saúde pública. Esses esforços, sem dúvida, salvarão milhares, senão milhões de vidas.</p>



<span id="more-16886"></span>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, estamos longe de celebrar uma vitória. Novas estatísticas <a href="https://www.oxfam.org/en/press-releases/campaigners-warn-9-out-10-people-poor-countries-are-set-miss-out-covid-19-vaccine" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>divulgadas hoje</strong></a> pela <em>People’s Vaccine Alliance</em> mostram que 9 em cada 10 pessoas em países pobres não terão acesso à vacina contra a COVID-19 no próximo ano. Mais uma vez, os países mais pobres se encontram no fim da fila e terão de assistir à morte de muito mais pessoas antes que uma vacina se torne acessível para eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ecoa tragicamente os primeiros dias da resposta à AIDS, quando o tratamento estava disponível apenas para as pessoas ricas, enquanto os países mais pobres tiveram que esperar anos antes de poder oferecer a seu povo o mesmo remédio que salva vidas. Foi uma tragédia evitável e não podemos permitir que isso aconteça com a vacina contra a COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os países ricos adquiriram doses suficientes para vacinar toda a sua população quase três vezes no próximo ano. Na verdade, as nações ricas que representam apenas 14% da população mundial compraram 53% de todas as vacinas mais promissoras até agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa melhor chance de ficarmos em segurança em relação à COVID-19 é ter vacinas, diagnósticos e tratamentos disponíveis para todas as pessoas. Ninguém está em segurança em relação à COVID-19 até que todas as pessoas estejam seguras. A resposta à COVID-19 está reforçando as desigualdades existentes entre os países e a economia global continuará a sofrer enquanto grande parte do mundo não tiver acesso a uma vacina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema atual permite que as empresas farmacêuticas usem fundos do governo para pesquisas, mas mantenham o monopólio dos medicamentos, mantendo sua tecnologia em segredo para aumentar os lucros. Como aprendemos com a crise do HIV, esse monopólio custa muitas vidas. Se a história nos ensinou alguma coisa, é que as empresas farmacêuticas criam e protegem monopólios para maximizar os lucros como um objetivo maior do que melhorar a saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As coisas estão aceleradas em relação à frente da vacina, mas os esforços para melhorar o acesso a uma vacina estão indo muito devagar. Vimos que a vacina Pfizer/BioNTech já recebeu aprovação no Reino Unido e é provável que receba aprovação de outros países, incluindo os EUA e a UE, dentro de alguns dias. Duas outras vacinas potenciais, da Moderna e Oxford (em parceria com a AstraZeneca) devem ser enviadas ou estão aguardando aprovação regulatória. As vacinas russa e chinesa anunciaram resultados positivos de testes. No entanto, todas as doses da Moderna e 96% da Pfizer/BioNTech foram adquiridas por países ricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como destaque, a Oxford/AstraZeneca se comprometeu a fornecer 64% de suas doses para pessoas em países em desenvolvimento. No entanto, apesar de suas ações para aumentar a oferta, ainda podem atingir apenas 18% da população mundial no próximo ano, no máximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos ter uma Vacina Popular, sem fins lucrativos. A menos que ações urgentes sejam tomadas pelos governos e pela indústria farmacêutica para garantir que doses suficientes sejam produzidas, a COVID-19 continuará a revelar as desigualdades existentes. As empresas farmacêuticas e instituições de pesquisa que trabalham com as vacinas contra a COVID-19 devem compartilhar a ciência, o conhecimento tecnológico e a propriedade intelectual relacionados às vacinas para maximizar a produção por outros produtores de qualidade. Isso permitirá que doses seguras e eficazes sejam fornecidas a todas as pessoas que precisam das vacinas ao mesmo tempo. E já existe um mecanismo global que facilita esse compartilhamento: a Organização Mundial da Saúde COVID-19 Technology Access Pool (C-TAP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembro-me dos dias da criação do Medicine Patent Pool for HIV medicines (Pool de Patentes de Medicamentos para medicamentos para HIV, na tradução livre para o português), que resultou na produção de milhões de doses de anti-retrovirais acessíveis que são usados atualmente por pessoas em países em desenvolvimento. Portanto, temos um exemplo para aprender e fazer o C-TAP funcionar para os milhões que aguardam uma vacina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os governos devem fazer tudo ao seu alcance para garantir que as vacinas COVID-19 se tornem um bem público global—gratuitamente para o público, distribuídas de forma justa e com base na impossibilidade de pagar. Um primeiro passo seria apoiar a proposta da África do Sul e da Índia ao Conselho da Organização Mundial do Comércio nesta semana de renunciar aos direitos de propriedade intelectual para as vacinas, testes e tratamentos de COVID-19 até que todas as pessoas estejam protegidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha por Vacina Popular está ganhando força. Na semana passada, nos EUA, mais de 100 lideranças de alto nível de organizações de saúde pública, justiça racial, justiça racial e de saúde pública juntaram-se a ex-membros do Congresso, economistas e artistas para assinar uma carta pública pedindo ao presidente eleito Biden que apoiasse uma vacina do povo. Na UE, uma ampla coalizão de sindicatos de profissionais da saúde, ONGs, grupos ativistas, associações de estudantes e especialistas em saúde lançou uma Iniciativa de Cidadania Europeia para uma vacina popular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora é a hora de as empresas farmacêuticas e os governos tomarem providências e garantir que uma vacina contra a COVID-19 esteja disponível para todas as pessoas, em qualquer lugar, gratuitamente no local de uso. Só então o mundo começará a virar a maré na crise de COVID-19 e garantir que todas as pessoas possam ficar seguras e prosperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS</strong></em></p>



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</div><figcaption>Acompanhe o vídeo (em inglês).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre a <strong><a href="http://peoplesvaccine.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vacina Popular</a></strong>.</p>
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