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	<title>UNAIDS no Brasil - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Cleiton Euzébio de Lima assume como Diretor Interino do UNAIDS no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Mar 2019 16:44:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A partir desta quinta-feira, 14 de março, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) está sob a coordenação do Assessor para Apoio Comunitário do UNAIDS, Cleiton Euzébio de Lima. Ele assume a função de Diretor Interino após a saída de Georgiana Braga-Orillard, que esteve à frente do Escritório do UNAIDS no Brasil, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/03/cleiton-euzebio-de-lima-assume-como-diretor-interino-do-unaids-no-brasil/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir desta quinta-feira, 14 de março, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) está sob a coordenação do Assessor para Apoio Comunitário do UNAIDS, Cleiton Euzébio de Lima. Ele assume a função de Diretor Interino após a saída de Georgiana Braga-Orillard, que esteve à frente do Escritório do UNAIDS no Brasil de 2013 a 2019 e deixou o país para assumir o posto de Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em El Salvador.<span id="more-10854"></span></p>
<p>Cleiton tem mais de dez anos de experiência com a resposta ao HIV no Brasil, tendo trabalhado com foco em prevenção e promoção da saúde e dos direitos humanos das pessoas vivendo com HIV e das populações mais vulneráveis ao vírus. Ele faz parte da equipe do UNAIDS no Brasil desde 2014, quando assumiu a função de Assessor para Mobilização Social e Trabalho em Rede, atualmente denominada de Assessor para Apoio Comunitário.</p>
<p>“A equipe do UNAIDS é extremamente grata pelo trabalho realizado por Georgiana ao longo destes últimos 18 anos, cinco deles como Diretora do Escritório da organização no Brasil. Desejamos a ela muito sucesso na nova empreitada”, disse ele. “Daremos continuidade a esse trabalho tão importante porque sabemos que ainda temos muitos desafios diante de nós e, para isso, seguiremos trabalhando com nossos parceiros do governo, sociedade civil, academia, Nações Unidas e setor privado para acelerar a resposta à epidemia, com foco nas populações mais vulneráveis e nas pessoas vivendo com HIV.”</p>
<p>Antes do UNAIDS, Cleiton trabalhou como ponto focal para HIV em outros organismos do Sistema ONU no Brasil, como o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), entre 2012 e 2014, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas (UNODC), entre 2010 e 2012 e o então Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM), atualmente conhecido como ONU Mulheres), entre 2008 e 2010.</p>
<p>Ele é Mestre em Ciência Política pela Universidade de Brasília e tem graduação em Ciência Política também pela UnB.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2019/03/cleiton-euzebio-de-lima-assume-como-diretor-interino-do-unaids-no-brasil/">Cleiton Euzébio de Lima assume como Diretor Interino do UNAIDS no Brasil</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>&#8220;Resposta à AIDS—de volta para o futuro&#8221;, por Georgiana Braga-Orillard</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2019 19:25:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em artigo publicado no caderno de Opinião do jornal Correio Braziliense, no dia 13 de março, a Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard, fala sobre o fim de seu mandato no país e os próximos desafios para alcançar o fim da epidemia de AIDS. Confira: Há alguns anos, assisti com meus gêmeos, que então, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/03/resposta-a-aids-de-volta-para-o-futuro-por-georgiana-braga-orillard/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Em artigo publicado no caderno de Opinião do jornal Correio Braziliense, no dia 13 de março, a Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard, fala sobre o fim de seu mandato no país e os próximos desafios para alcançar o fim da epidemia de AIDS. Confira:<span id="more-10837"></span></p>
<p>Há alguns anos, assisti com meus gêmeos, que então tinham oito anos de idade, ao filme De Volta para o Futuro, um dos meus preferidos da minha adolescência. E, para meu espanto e decepção, eles não entenderam nada sobre o filme, porque não conseguiam identificar o que era passado, presente ou futuro. No filme, o passado é 1955, o presente é 1985 e o futuro, 2015, com toda a “tecnologia” disponível – incluindo uma máquina de fax. Para eles, tudo aquilo era passado.</p>
<p>Refletindo sobre o acontecido, percebi que temos feito o mesmo com nossos jovens em relação à educação sexual e, mais especificamente, em relação ao HIV. Estamos conversando com o jovem de hoje com a mesma linguagem e a mesma “tecnologia” de 30 anos atrás. A linguagem que nos tocou quando éramos jovens não é mais capaz de tocar as gerações de hoje. Precisamos falar de prevenção, sexualidade, direitos humanos de uma nova forma, atualizada para os dias e para a juventude de hoje e não para o jovem dos anos 1980.</p>
<p>Ao longo de quase duas décadas trabalhando com o tema HIV, percebo claramente que temos muita lição de casa para fazer em relação aos nossos jovens. A primeira delas é nos questionar: por que a epidemia voltou a crescer entre eles, principalmente entre jovens gays, homens que fazem sexo com outros homens, travestis e transexuais? Assim como no filme, não podemos deixar nossos “Marty McFly” perdidos nesta linha do tempo. Já passou da hora de começar a mudar o presente se quisermos realmente um futuro sem epidemia de Aids.</p>
<p>Depois de cinco anos à frente do escritório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil, chego ao fim do meu mandato com sentimento contraditório. Por um lado, dever cumprido! Foram inúmeros obstáculos superados e conquistas alcançadas e tudo isso em uma prazerosa caminhada repleta de resultados positivos que traçamos como fruto do trabalho em equipe e como fruto de parcerias muito importantes com pessoas, movimentos, instituições, governos e empresas. Por outro lado, ainda não alcançamos as metas e não é hora de desacelerar os esforços.</p>
<p>É muito gratificante olhar para trás e ver os resultados concretos que alcançamos, com impacto direto para as pessoas a quem servimos, em especial pessoas vivendo com HIV e aquelas mais vulneráveis ao vírus — jovens gays e outros homens que fazem sexo com homens, travestis e pessoas transexuais, trabalhadores do sexo, pessoas que usam álcool e outras drogas, pessoas privadas de liberdade, entre outras.</p>
<p>Quando cheguei ao Brasil, em 2013, senti que o país seguia uma rota diferente do que apontavam os boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde. No primeiro relatório de Monitoramento Global da Aids (sigla GAM, na época GARPR), o centro das preocupações era uma possível “feminização” e “interiorização” da epidemia, enquanto os boletins demonstravam uma crescente epidemia entre jovens, principalmente gays, trans e travestis. Hoje vejo com orgulho os movimentos exigirem mais políticas públicas específicas para essas populações e também o esforço dos vários jovens que integraram a resposta à Aids.</p>
<p>Noto também, com muita satisfação, que o debate da sociedade sobre a epidemia, quase inexistente quando cheguei ao Brasil, revigorou-se nestes últimos anos, trazendo à tona discussões importantes na mídia tradicional, nas redes sociais, nos espaços de convívio em sociedade e até mesmo em instâncias legislativas. Nestas duas décadas trabalhando diretamente com temas relacionados ao HIV, sei como é difícil e complexo inserir e manter como relevante o debate sobre AIDS nestas diferentes arenas, em especial nos dias de hoje.</p>
<p>Sabemos que esse resultado é fruto de um esforço conjunto de diversos atores da resposta ao HIV no país, mas temos a certeza de que contribuímos de forma proativa, inovadora e incisiva para que esse cenário se consolidasse, criando oportunidades, inspirando governos, sociedade civil, populações vulneráveis e pessoas vivendo com HIV para que também trilhassem conosco os caminhos possíveis para chegarmos ao fim da epidemia de AIDS até 2030.</p>
<p>Como fruto de muito esforço, o UNAIDS retomou seu papel de protagonista e parceiro de primeira linha para ações, projetos e iniciativas de resposta ao HIV no país. Tornamo-nos sinônimo de modelo de qualidade, de inovação e de estratégias de ponta nesta área.</p>
<p>Saio do Brasil com orgulho desse trabalho cumprido. Tenho também a certeza e convicção de que este trabalho terá continuidade, porque ainda não chegamos ao fim. Essa meta só será alcançada quando ninguém for deixado para trás.</p>
<p><strong><em>Confira o texto original publicado no <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2019/03/13/interna_ciencia_saude,742605/artigo-resposta-a-aids-de-volta-para-o-futuro.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Correio Braziliense</a></em></strong></p>
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