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		<title>Apesar do grande progresso desde o início da epidemia, a resposta ao HIV ainda está falhando em relação às crianças</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2020 13:02:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O relatório mais recente sobre o progresso das metas Start Free, Stay Free, AIDS Free (Comece livre, permaneça livre, livre da AIDS, na tradução livre para o português) mostra que, apesar dos grandes progressos realizados desde o início da epidemia, a resposta ao HIV para crianças tem ficado para trás. Ano após ano, o, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/08/apesar-do-grande-progresso-desde-o-inicio-da-epidemia-a-resposta-ao-hiv-ainda-esta-falhando-em-relacao-as-criancas/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O <a rel="noreferrer noopener" aria-label="relatório mais recente sobre o progresso (opens in a new tab)" href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2020/start-free-stay-free-aids-free-2020-progress-report" target="_blank"><strong>relatório mais recente sobre o progresso</strong></a> das metas Start Free, Stay Free, AIDS Free (Comece livre, permaneça livre, livre da AIDS, na tradução livre para o português) mostra que, apesar dos grandes progressos realizados desde o início da epidemia, a resposta ao HIV para crianças tem ficado para trás. Ano após ano, o objetivo ambicioso de eliminar novas infecções por HIV entre as crianças está sendo esquecido e elas estão morrendo desnecessariamente por doenças relacionadas à AIDS—mortes que poderiam ser evitadas com tratamentos simples e de baixo custo se as crianças fossem diagnosticadas e tratadas a tempo. </p>



<span id="more-15819"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É uma tragédia ver tantas crianças perdidas e sendo deixadas para trás enquanto temos  tantas ferramentas disponíveis, tantas novas infecções por HIV prevenidas entre crianças e tantas crianças com HIV vivendo bem&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;Não podemos aceitar que dezenas de milhares de crianças ainda sejam infectadas pelo HIV e morram de doenças relacionadas à AIDS todos os anos&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O marco <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Start Free, Stay Free, AIDS Free (opens in a new tab)" href="https://free.unaids.org/" target="_blank"><strong>Start Free, Stay Free, AIDS Free</strong></a> possui três conceitos simples. Primeiro, os bebês têm o direito de entrar neste mundo livres do HIV. Segundo, através da prevenção do HIV, crianças, adolescentes e mulheres jovens têm o direito de permanecer livres do vírus. Terceiro, crianças e adolescentes que adquirem o HIV têm o direito de receber diagnóstico, tratamento e cuidados, para que possam permanecer livres da AIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os países concordaram com uma série de metas de prevenção e tratamento do HIV. Para que as crianças comecem a viver sem HIV, um desses objetivos era reduzir as novas infecções infantis (de 0 a 14 anos) para menos de 40.000 em 2018 e para 20.000 em 2020. No entanto, estimativas recém-publicadas mostram que 150.000 crianças foram infectadas com HIV em 2019—uma redução de 52% desde 2010, mas ainda quatro vezes acima da meta de 2018. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao garantir que as mulheres grávidas que vivem com HIV sejam diagnosticadas, iniciadas e retidas no tratamento com medicamentos antirretrovirais durante a gravidez, o parto e a amamentação, a chance de transmitir o vírus é inferior a 1%. Globalmente, 85% das mulheres grávidas que vivem com HIV receberam esses medicamentos em 2019. Mas, apesar da alta cobertura, as crianças ainda estão sendo infectadas devido ao acesso desigual aos serviços de tratamento (principalmente na África Ocidental e Central), mulheres que estão evadindo os cuidados de saúde e grávidas e mulheres que se infectam por HIV na fase de amamentação.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Como comunidade global, fizemos um progresso notável no controle da pandemia do HIV, mas ainda estamos perdendo muitas crianças, adolescentes e mulheres jovens&#8221;, disse Angeli Achrekar, principal coordenadora adjunta de AIDS Global dos Estados Unidos no PEPFAR (Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS). &#8220;Todos devemos redobrar nossos esforços para alcançar urgentemente essas populações críticas—e o PEPFAR continua profundamente comprometido em fazer sua parte.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">O componente Stay Free (permaneça livre) estabeleceu uma meta de reduzir as novas infecções por HIV entre meninas e mulheres jovens para menos de 100.000 até 2020. Há muito tempo, meninas e mulheres jovens são afetadas pelo HIV de maneira desproporcional – entre os países- foco da iniciativa Start Free, Stay Free, AIDS Free , meninas adolescentes e mulheres jovens representam 10% da população total, mas correspondem a 25% das novas infecções por HIV e têm um risco quase duas vezes maior de infecção pelo vírus em comparação com os homens.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, novas infecções por HIV entre mulheres jovens vêm caindo. Na África do Sul, onde existem programas de prevenção combinada para meninas adolescentes e mulheres jovens, as novas infecções por HIV nessa faixa etária caíram 35%. E em Suazilândia, as novas infecções por HIV entre mulheres jovens de 15 a 24 anos caíram 54%. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por muito tempo, a resposta ao HIV negligenciou crianças, adolescentes e mulheres jovens&#8221;, disse Henrietta Fore, diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância. “Mas há esperança. O momento recente na redução de novas infecções entre meninas e mulheres adolescentes em países como Suazilândia  e África do Sul nos mostra o que é possível quando governos e comunidades, liderados pelas próprias meninas, unem esforços. Não devemos deixar que a COVID-19 e suas questões econômicas nos atrapalhem. Devemos permanecer ousados ​​e ambiciosos em nossos esforços conjuntos para garantir que a próxima geração de crianças permaneça livre do HIV e da AIDS”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que crianças e adolescentes permaneçam livres da AIDS, os países convocaram metas ambiciosas, mas alcançáveis, para o tratamento do HIV—oferecer terapia antirretroviral a 1,4 milhão de crianças vivendo com HIV até 2020. Em 2019, no entanto, apenas 950.000 (53%) dos 1,8 milhão de crianças vivendo com HIV estavam recebendo tratamento para HIV—muito abaixo dos 67% dos adultos em tratamento. É claro que, para salvar vidas, as 840.000 crianças que não estão em tratamento—estima-se que dois terços delas estejam entre 5 e 14 anos—devem ser diagnosticadas e tratadas com urgência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A falta de medicamentos ideais para o HIV com formulações pediátricas adequadas tem sido uma barreira de longa data para melhorar os resultados de saúde para crianças vivendo com HIV, contribuindo para a baixa cobertura do tratamento&#8221;, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde. &#8220;O acesso aos serviços para grupos vulneráveis ​​deve ser expandido através de um maior envolvimento da comunidade, de melhoria na prestação de serviços e de combate ao estigma e discriminação.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das falhas, a notícia positiva é que sabemos como o mundo poderia ter atingido as metas previstas nesta iniciativa. E com bastante comprometimento, ainda podemos superar os principais obstáculos e reverter estas falhas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“A década passada foi marcada por inovação e progresso no campo pediátrico do HIV, mas a dramática falha em alcançar as metas para as crianças que vimos neste último relatório é simplesmente inaceitável. Precisamos renovar urgentemente nosso compromisso de lutar por uma geração livre de AIDS. Hoje, como comunidade global, estamos desapontando os mais vulneráveis ​​entre nós: crianças e jovens”, disse Chip Lyons, Presidente e CEO da Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós podemos fazer melhor. Precisamos fazer melhor”, acrescentou Byanyima. “Sabemos como salvar vidas e impedir novas infecções por HIV entre crianças. Exijo que não poupemos esforços. Nada menos que isso é vergonhoso”. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS e o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS  (PEPFAR) lançaram o marco <a rel="noreferrer noopener" aria-label="Start Free, Stay Free, AIDS Free (opens in a new tab)" href="https://free.unaids.org/" target="_blank"><strong>Start Free, Stay Free, AIDS Free</strong></a><strong> </strong>em 2016 para aproveitar as realizações do Plano Global, finalizado em 2015, para a <a rel="noreferrer noopener" aria-label="eliminação de novas infecções por HIV entre crianças até 2015 e manutenção de suas mães vivas (opens in a new tab)" href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2011/20110609_JC2137_Global-Plan-Elimination-HIV-Children_en.pdf" target="_blank"><strong>eliminação de novas infecções por HIV entre crianças até 2015 e manutenção de suas mães vivas</strong></a>. </p>
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		<title>UNAIDS convoca os países a acelerarem os esforços para fechar as lacunas de serviços para acabar com a epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jul 2019 19:28:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório lançado hoje, na 10ª Conferência Internacional de AIDS sobre Ciência do HIV, na Cidade do México, mostrou que o mundo está ficando para trás em seu compromisso de acabar com a epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes. O relatório Start Free, Stay Free, AIDS-Free (Comece livre, permaneça livre, livre da, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/07/unaids-convoca-os-paises-para-que-acelerem-os-esforcos-e-fechem-as-lacunas-de-servicos-para-acabar-com-a-epidemia-de-aids-entre-criancas-e-adolescentes/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Um novo relatório lançado hoje, na 10ª Conferência Internacional de AIDS sobre Ciência do HIV, na Cidade do México, mostrou que o mundo está ficando para trás em seu compromisso de acabar com a epidemia de AIDS entre crianças e adolescentes.  </p>



<span id="more-12382"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório <em><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/20190722_UNAIDS_SFSFAF_2019" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Start Free, Stay Free, AIDS-Free  (opens in a new tab)">Start Free, Stay Free, AIDS-Free</a></em><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/20190722_UNAIDS_SFSFAF_2019" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Start Free, Stay Free, AIDS-Free  (opens in a new tab)"> </a>(Comece livre, permaneça livre, livre da AIDS, em português), mostra uma diminuição no ritmo de progresso na redução de novas infecções por HIV entre crianças e a expansão do acesso aos serviços de saúde e tratamento para crianças, adolescentes e gestantes vivendo com HIV. Além disso, as metas globais estabelecidas para 2018 não foram alcançadas, apesar de ganhos importantes em alguns países. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mundialmente, cerca de 160 mil crianças com idade entre 0—14 anos foram infectadas com o HIV em 2018. Essa é uma redução importante de 240 mil novas infecções em 2010. No entanto, a meta ousada definida para 2018 foi menos de 40 mil novas infecções.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">“O fracasso em alcançar as metas de 2018 para reduzir novas infecções pelo HIV entre crianças e adolescentes e ampliar o acesso a tratamentos capazes de salvar vidas é decepcionante e frustrante”, disse Gunilla Carlsson, diretora executiva interina do UNAIDS, &#8220;Precisamos agir rapidamente para reverter essa situação e honrar o compromisso de acabar com a epidemia de AIDS para a próxima geração&#8221;. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 82% das mulheres grávidas que vivem com HIV, agora buscam acessar serviços de saúde e medicamentos antirretrovirais. Houve progresso considerável entre os países da África Oriental e Austral, com mais de 90% das mulheres grávidas buscando acesso aos medicamentos antirretrovirais na Etiópia, Quênia, Uganda, República Unida da Tanzânia e Zimbábue e 95% ou mais em Botsuana, Malawi, Moçambique, Namíbia e Zâmbia. Isso resultou em uma diminuição de 41% nas novas infecções pelo HIV entre crianças, com notáveis ​​reduções alcançadas em Botswana (85%), Ruanda (83%), Malawi (76%), Namíbia (71%), Zimbábue (69%) e Uganda (65%) desde 2010. Os progressos realizados por esses países mostram o que pode ser alcançado por meio de forte liderança política, adoção rápida de políticas e esforços conjuntos de todas as partes interessadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório esclarece onde as lacunas precisam ser preenchidas para evitar novas infecções pelo HIV entre crianças. Por exemplo, em 2018, na África Oriental, 10 mil das 26 mil novas infecções pelo HIV entre as crianças são resultados das mulheres não serem mantidas em tratamento durante a gravidez e a amamentação. Na África Austral, 17 mil das 53 mil novas infecções em crianças foram resultados de mães infectadas pelo HIV durante a gravidez ou a amamentação. Um total de 16 mil novas infecções poderiam ter sido evitadas na África Austral, mantendo as mães em tratamento durante a gravidez e na amamentação. Na África Ocidental e Central, quase 27 mil das 44 mil novas infecções poderiam ter sido evitadas se as mães tivessem acesso aos medicamentos antirretrovirais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esses novos dados mostram que muitos países fizeram progressos importantes para alcançar as metas de 2020, e outros ainda estão significativamente atrasados&#8221;, disse Deborah Birx, Coordenadora Global dos Estados Unidos para a AIDS e Representante Especial da Diplomacia para Saúde Global. &#8220;Essas duras disparidades destacam o papel crítico do compromisso político, a rápida implementação de políticas e os investimentos orientados para levantamento de dados para a aceleração do impacto&#8221;. A análise em nível nacional de como a transmissão do HIV de mãe para filho acontece pode fornecer informações vitais para moldar as respostas nacionais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Acabar com a AIDS e obter acesso universal a saúde significa não deixar ninguém para trás. No entanto, muitas crianças e adolescentes com HIV ainda estão perdendo a chance de crescer em plena saúde, já que não podem ter acesso ao tratamento ”, disse Ren Minghui, diretor-Geral assistente para Acesso Univeral a Saúde e Doenças transmissíveis e não transmissíeis a Organização Mundial da Saúde (OMS). &#8220;Precisamos intensificar nossos esforços para manter nossa promessa a essas crianças.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças que vivem com HIV também estão sendo deixadas para trás no aumento do tratamento do HIV e não estão sendo diagnosticadas e tratadas precocemente. Estima-se que 940 mil crianças com idade entre 0—14 anos tiveram acesso aos serviços de saúde e tratamento em 2018, o dobro do número das crianças que estavam em tratamento em 2010, mas muito aquém da meta de 1,6 milhão estabelecida para 2018. </p>



<p class="wp-block-paragraph">As crianças que vivem com o HIV têm menos probabilidade de ter acesso ao tratamento do HIV do que os adultos que vivem com HIV, uma disparidade que está aumentando em alguns países, especialmente na África Ocidental e Central. Como resultado, a epidemia de AIDS ainda está reivindicando a vida de muitas crianças de 0 a 14 anos. As crianças nesta faixa etária correspondiam a 5% de todas as pessoas que vivem com o HIV em 23 países focais, mas representavam 15% das pessoas que morreram de doenças relacionadas à AIDS nesses países em 2018. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Sabemos como prevenir novas infecções pelo HIV em crianças, e como prevenir o iníico da AIDS em uma criança se ela for infectada.  Elas precisam ser testadas e encaminhadas aos cuidados e ao tratamento como uma questão de urgência, mas estamos perdendo essas oportunidades ”, disse Henrietta Fore, diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). “Saber o que fazer não é suficiente. Devemos nos unir e agir com compromisso renovado com as crianças e adolescentes vivendo com HIV e dar a eles a melhor chance de sobreviver e prosperar ”.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para melhores resultados, as crianças infectadas pelo HIV devem ter acesso ao serviços de saúde e ao tratamento o mais rápido possível. No entanto, em 2018, apenas 63% do 1,1 milhão de crianças expostas ao HIV nos 23 países mais afetados pela epidemia foram testados para HIV até os dois meses de idade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;De muitas maneiras, nós como uma comunidade, optamos por atendimento com qualidade abaixo do padrão para crianças vivendo com HIV&#8221;, disse Chip Lyons, presidente e diretor executivo da Fundação Pediátrica de AIDS Elizabeth Glaser. &#8220;Não devemos permitir que crianças recebam sempre menos do que o padrão básico de atendimento que exigimos para adultos. Especialmente quando a conseqüência final dessa abordagem é que crianças e jovens estão morrendo em decorrência do HIV em taxas desproporcionais e inaceitavelmente altas ”.O relatório também mostra que o objetivo de reduzir o número anual de novas infecções por HIV entre mulheres jovens e meninas adolescentes com idade entre 15 e 24 anos para menos de 100 mil até 2020, é improvável que seja alcançado. Mundialmente, novas infecções por HIV entre mulheres jovens e adolescentes foram reduzidas em 25% entre 2010 e 2018, para 310 mil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora novas infecções por HIV entre meninas adolescentes e mulheres jovens com idade entre 15 e 24 anos tenham diminuído em mais de 40% em Botsuana, Burundi, Lesoto e África do Sul, perder a meta global significa que 6 mil adolescentes e jovens ainda estão sendo infectadas pelo HIV toda semana. Os fatores principais que impulsionam a vulnerabilidade de mulheres jovens e meninas à infecção pelo HIV são sociais, estruturais e comportamentais e devem ser abordados a fim de alcançar resultados sustentáveis de prevenção. A discriminação de gênero, a violência baseada em gênero, o acesso restrito a oportunidades e a falta de serviços personalizados aumentam sua vulnerabilidade ao HIV. Respostas eficazes priorizam uma abordagem que combina o acesso ao HIV e serviços de saúde sexual e reprodutiva com programas sociais, estruturais e comportamentais.   </p>



<p class="wp-block-paragraph">“A disparidade nas taxas de supressão da carga viral entre adolescentes com HIV em comparação com adultos é inaceitável e cabe à comunidade global advogar regimes terapêuticos antirretrovirais mais robustos e potentes para adolescentes, bem como acelerar os esforços para prevenir novas infecções nesta população criticamente vulnerável, ”disse Fatima Tsiouris, diretora-adjunta da Unidade Clínica e de Treinamento e Prevenção da Transmissão de Mãe para Filho no ICAP, na Universidade de Columbia.    </p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de circuncisões masculinas médicas voluntárias realizadas entre 2015 e 2018 chegou a mais de 11 milhões entre todas as faixas etárias.  Isso significa que pelo menos 13 milhões de procedimentos precisam ser realizados até 2020 para atingir a meta de circuncidar voluntariamente 25 milhões de homens e meninos entre 2015 e 2020.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">UNAIDS e o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS lançaram o<em> Start Free, Stay Free, AIDS Free</em>, em 2016, para desenvolver as conquistas do Plano Global para a eliminação de novas infecções por HIV entre crianças até 2015 e manter as mães vivas, que terminou em 2014. </p>
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