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	<title>saúde sexual e reprodutiva - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>As redes de jovens estão salvando vidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jul 2019 12:57:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Os jovens desempenham um papel essencial na criação de demanda, nas relações com o cuidado e na utilização de serviços para o HIV e serviços de saúde e direitos sexuais e reprodutivos. A conclusão é de um estudo realizado pela empresa britânica de interesse comunitário e caritativo Watipa e encomendado pelo UNAIDS e pelo, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/07/as-redes-de-jovens-estao-salvando-vidas/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Os jovens desempenham um papel essencial na criação de demanda, nas relações com o cuidado e na utilização de serviços para o HIV e serviços de saúde e direitos sexuais e reprodutivos. A conclusão é de um estudo realizado pela empresa britânica de interesse comunitário e caritativo Watipa e encomendado pelo UNAIDS e pelo PACT, a coalizão de mais de 80 organizações e redes voltadas para jovens que trabalham para promover a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos e alcançar o fim da AIDS até 2030. </p>



<span id="more-12401"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório que apresenta os resultados, intitulado <em><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2019/young-peoples-participation-in-community-based-responses-to-hiv" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Young people’s participation in community-based responses to HIV: from passive beneficiaries to active agents of change (opens in a new tab)">Young people’s participation in community-based responses to HIV: from passive beneficiaries to active agents of change</a> </em>(A participação dos jovens nas respostas comunitárias ao HIV: de beneficiários passivos a agentes ativos da mudança, na tradução livre para o português), mostrou que os jovens, particularmente aqueles que servem de modelo e que são lideranças que vivem com o HIV, desempenham um papel fundamental na facilitação do acesso ao tratamento do HIV e na retenção nos cuidados.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostraram que o apoio prestado pelos jovens aos seus pares tem um efeito positivo na adesão à terapia antirretroviral, no processo de revelação do estado sorológico e na vivência positiva com o HIV. Detalhes sobre os tipos de atuação mostram que os jovens estão ativamente envolvidos no apoio psicossocial entre pares, nas consultas entre pares, nos processos de engajamento a políticas, na mobilização de pares em torno de campanhas e projetos específicos e no acesso a hospitais e cuidados apoiados por pares.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os jovens, incluindo os de populações-chave e os que vivem com o HIV, também desempenham um papel fundamental na prevenção primária do HIV, nos testes e diagnósticos precoces. A educação entre pares, a sensibilização e o envolvimento da comunidade são áreas sobre as quais os jovens estão informando e nas quais estão influenciando seus pares. Em alguns exemplos, os jovens que trabalham como apoiadores e voluntários de pares prestaram serviços de testagem e aconselhamento sobre o HIV, distribuíram preservativos ou trabalharam em conjunto com assistentes de saúde da comunidade.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 62% dos indivíduos que participaram da pesquisa, eram membros de uma organização de jovens na resposta ao HIV e indicaram que eles próprios prestam serviços de HIV diretamente aos jovens. Estes serviços foram concebidos para beneficiar e alcançar a população jovem como os grupos focais. Os serviços prestados incluem informação sobre saúde e direitos sexuais e reprodutivos (51%), apoio de pares (50%), apoio psicossocial (42%), promoção e distribuição de preservativos (41%), apoio à adesão à terapia antirretroviral (32%) e aconselhamento e testagem do HIV (30%).  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas das organizações pesquisadas ofereceram serviços integrados, incluindo encaminhamentos, prevenção, testes e tratamentos de outras infecções sexualmente transmissíveis  (38%), tuberculose (28%) e/ou hepatite B e C (22%).  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como um dos entrevistados mencionou, &#8220;é fácil disseminar o conhecimento entre nós, porque se [eu] fizer parte  disso, então é mais fácil falar sobre isso com alguém da minha idade&#8221;.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados primários foram coletados através de três métodos: 1) uma pesquisa quantitativa online com 32 perguntas que foram oferecidas em cinco idiomas (árabe, inglês, francês, russo e espanhol); entrevistas entre pares, que foram qualitativas semi-estruturadas conduzidas por jovens em inglês ou em seu idioma local em seis países diferentes; e entrevistas com informantes-chave, que foram entrevistas qualitativas semi-estruturadas conduzidas em inglês via Skype por dois jovens consultores líderes da equipe de pesquisa. O número total de participantes foi de 143, com idades entre 20 e 29 anos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">O papel da população jovem nas respostas comunitárias ao HIV é vital para alcançar e manter resultados positivos na saúde no contexto da epidemia. Um informante-chave disse que &#8220;os jovens que vivem com o HIV estão mudando o jogo na comunidade. Eles são educadores de pares, mentores … apoiam outros jovens nas unidades médicas para orientar sobre os serviços, de modo que o processo se torne mais rápido para eles enquanto recebem os serviços. Muitos jovens estão envolvidos em  advocacy onde podem falam pelas vozes dos jovens.”  </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a falta de remuneração adequada ou proporcional para o papel dos jovens na criação da demanda e na criação de vínculos com os serviços de HIV parece ser uma barreira crítica para o envolvimento dos jovens  de forma eficaz, significativa sustentável . Outras barreiras que inibem sua participação incluem a falta de financiamento para apoio institucional, a falta de capacidade ou apoio para o conhecimento necessário para participar plenamente das discussões técnicas, e a falta de ferramentas e recursos adaptados para apoiar a participação em diferentes processos e mecanismos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo também fornece 13 recomendações de jovens que participaram na pesquisa e é direcionado às autoridades governamentais, entidades das Nações Unidas, doadores, organizações da sociedade civil e outras partes interessadas na resposta ao HIV.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas recomendações incluem a necessidade de envolver os jovens na criação, planejamento e prestação de políticas, programas e serviços sobre o HIV, bem como de reconhecer o papel essencial que a população jovem tem na implementação da prestação de serviços aos seus pares. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo faz parte da <a rel="noreferrer noopener" aria-label="agenda #UPROOT (opens in a new tab)" href="https://www.unaids.org/en/resources/presscentre/featurestories/2018/july/young-people-uproot" target="_blank">agenda <em>#UPROOT</em></a> (desraigar, na tradução livre para o português), uma agenda política global liderada por jovens baseada nos princípios de equidade, inclusão e solidariedade, que visa acabar com a AIDS até 2030 e promover a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos, enfrentando barreiras como a intolerância e a exclusão, que comprometem a saúde dos jovens. </p>
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		<title>UNAIDS apoia Guia publicado pela OMS sobre igualdade entre as mulheres que vivem com HIV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 May 2019 18:40:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“O HIV não está somente condicionado pela desigualdade de gênero, mas também fortalece a desigualdade de gênero fazendo com que as mulheres sejam mais vulneráveis. Oferecer intervenções em saúde sexual e reprodutiva para mulheres que vivem com HIV baseadas em princípios de igualdade de gênero e direitos humanos pode ter um impacto positivo sobre, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2019/05/unaids-apoia-guia-publicado-pela-oms-sobre-igualdade-entre-as-mulheres-que-vivem-com-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">“O HIV não está somente condicionado pela desigualdade de gênero, mas também fortalece a desigualdade de gênero fazendo com que as mulheres sejam mais vulneráveis. Oferecer intervenções em saúde sexual e reprodutiva para mulheres que vivem com HIV baseadas em princípios de igualdade de gênero e direitos humanos pode ter um impacto positivo sobre sua qualidade de vida; significa também um passo adiante em direção a um melhor estado de saúde e igualdade a longo prazo.”  </p>



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<p class="wp-block-paragraph">O trecho foi extraído do sumário executivo da <em>Guia Consolidada sobre saúde sexual e reprodutiva e direitos das mulheres que vivem com HIV/AIDS</em>, uma publicação conjunta da OPAS/OMS, com UNAIDS, outros organismos das Nações Unidas e parceiros, recém-traduzida para o português. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento responde a demandas de organizações, instituições e pessoas que buscavam uma diretriz que reunisse as recomendações existentes específicas para mulheres que vivem com HIV e as novas recomendações e recomendações de boas práticas. A expectativa dos organizadores da publicação, publicada originalmente em inglês em 2017, é de que “esta nova guia apoie as equipes de saúde que estão na linha de frente, os administradores e gestores de políticas de  saúde em todo o mundo para uma melhor abordagem da saúde sexual e reprodutiva e dos direitos (SSRD) das mulheres que vivem com HIV.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela reúne diretrizes sobre questões como a ampliação de acesso a serviços de HIV,  a qualidade dos resultados de saúde sexual e reprodutiva e dos direitos (SSRD) das mulheres vivendo com HIV, e a promoção da igualdade de gênero. “Esta guia toma como ponto de partida o momento em que uma mulher descobre que está vivendo com HIV, portanto inclui aspectos fundamentais da prestação serviços de SSRD abrangentes e que ofereçamapoio às mulheres que vivem com HIV”, informa a publicação.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres que vivem com HIV enfrentam desafios únicos e violações dos seus direitos relacionados à sua sexualidade e à reprodução, não apenas dentro de suas próprias famílias e comunidades, mas também nas instituições de saúde onde buscam atenção de saúde. A publicação destaca, portanto, “a importância de gerar um ambiente favorável para apoiar, de forma mais efetiva, as intervençõese os resultados de saúde.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Guia destaca também o fato de as mulheres estarem mais suscetíveis à repressão, à violência (incluindo sexual e reprodutiva), à falta de acesso aos serviços de saúde de qualidade, além do preconceito que recebem devido ao gênero, entre outras privações. O documento propõe, através de estudos reunidos e diretrizes, auxiliar na indicação dos primeiros passos para a mulher quando descobre que está vivendo com HIV.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento aponta que, em 2015, 17,8 milhões de mulheres com 15 anos ou mais viviam com HIV, ou seja, 51 % dos adultos vivendo com o vírus. O estudo traça também dados sobre as adolescentes e mulheres jovens entre 15 a 24 anos. Em 2015, 60% dessa faixa etária se enquadravam no grupo de pessoas vivendo com HIV, o que correspondia por 58% dos novos casos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das metas da guia é reverter esse quadro ajudando os países a planejar, desenvolver e monitorar com boas práticas os serviços de promoção de igualdade de gênero e direitos humanos para as mulheres que vivem com HIV.   </p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo sugere recomendações em diferentes categorias, percorrendo pontos importantes sobre os direitos das mulheres, como: sexualidade saudável durante o curso da vida; proteção contra a violência e geração de segurança de vida; emponderamento da comunidade; aconselhamento e apoio em saúde sexual; serviços contra a violência contra a mulher; serviços de planejamento familiar e infertilidade; cuidados pré-natal e serviços de saúde materna; inclusão social e aceitação;  leis e políticas de apoio e acesso à justiça; entre outros tópicos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A elaboração do documento contou com a colaboração de parceiros externos e organismos com foco no estudo da prevenção e transmissão do HIV. Assim como o UNAIDS, o Fundo Global de Luta Contra AIDS, Tuberculose e Malária, o Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) também colaboraram com o desenvolvimento do estudo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A guia apresenta também uma publicação orientada pelo UNAIDS/OMS, de 2000, intitulada Abrindo a epidemia de HIV / AIDS: orientação sobre o incentivo a benefícios, divulgação, aconselhamento ético de parceiros e uso apropriado de relatos de casos de HIV, em que indica a importância de estudar e preservar quem vive com HIV no mundo. “O UNAIDS e a OMS encorajam revelações benéficas. Isto é, revelações voluntárias que respeitem a autonomia e a dignidade dos indivíduos afetados, que mantenham confidencialidade como conduta apropriada, que levem a resultados benéficos para aqueles indivíduos, suas famílias e parceiros sexuais ou de uso de drogas injetáveis, que levem a uma maior abertura na comunidade a respeito de HIV/AIDS e que cumpram imperativos éticos da situação onde há necessidade de evitar futuras transmissões de HIV”, destaca  o texto do documento.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Clique <a rel="noreferrer noopener" label="aqui (opens in a new tab)" href="https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/254885/9789248549991-por.pdf?ua=1" target="_blank"><strong>aqui</strong></a> para baixar a Guia em português, na versão PDF.  </p>
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