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	<title>Relatório 2018 - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>Relatório 2018 - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>75% de todas as pessoas que vivem com HIV conhecem seu estado sorológico, diz novo relatório do UNAIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2018 18:14:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O novo relatório do UNAIDS mostra que os esforços intensificados em testagem e tratamento do HIV estão alcançando mais pessoas que vivem com o vírus. Em 2017, três quartos das pessoas que vivem com o HIV (75%) conheciam seu estado sorológico, comparado a apenas dois terços (67%) em 2015. Em 2017, 21,7 milhões de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/11/75-de-todas-as-pessoas-que-vivem-com-hiv-conhecem-seu-estado-sorologico-diz-novo-relatorio-do-unaids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O novo relatório do UNAIDS mostra que os esforços intensificados em testagem e tratamento do HIV estão alcançando mais pessoas que vivem com o vírus. Em 2017, três quartos das pessoas que vivem com o HIV (75%) conheciam seu estado sorológico, comparado a apenas dois terços (67%) em 2015. Em 2017, 21,7 milhões de pessoas vivendo com HIV (59%) tiveram acesso à terapia antirretroviral, sendo que em 2015 esse número era de 17,2 milhões.  No entanto, o relatório mostra que 9,4 milhões de pessoas vivendo com HIV não sabem que vivem com o vírus e precisam urgentemente estar vinculadas aos serviços de testagem e tratamento do HIV.<span id="more-10248"></span></p>
<p>O relatório <em>Conhecimento é Poder</em> (<a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/jc2940_knowledge-is-power-report_en.pdf" target="_blank" rel="noopener"><strong>veja em inglês aqui</strong></a>) revela que, embora o número de pessoas que vivem com HIV com carga viral suprimida tenha subido cerca de 10 pontos percentuais nos últimos três anos, chegando a 47% em 2017, 19,4 milhões de pessoas vivendo com HIV ainda não alcançaram a supressão da carga viral. Para se manter saudável e prevenir a transmissão, o vírus precisa ser suprimido para níveis indetectáveis ​​ou muito baixos por meio de terapia antirretroviral continuada. E para monitorar a carga viral de forma eficaz, as pessoas que vivem com HIV precisam ter acesso ao teste de carga viral a cada 12 meses.</p>
<p>“O teste de carga viral é o ‘padrão ouro’ Do monitoramento do tratamento do HIV”, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “O teste mostra que o tratamento está funcionando, mantendo as pessoas vivas e bem e mantendo o vírus firmemente sob controle.”</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/CDqsypXIMFs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O relatório descreve que o acesso ao teste de carga viral é variado. Em algumas partes do mundo, fazer um teste de carga viral é fácil e totalmente integrado ao tratamento do HIV, mas em outros lugares existe apenas uma máquina de carga viral para todo o país.</p>
<p>“O monitoramento da carga viral precisa estar disponível tanto em Lilongwe, quanto em Londres”, disse Sidibé. “Testes de HIV e de carga viral devem ser iguais e acessíveis a todas as pessoas vivendo com HIV, sem exceção.”</p>
<p>Na Costa do Marfim, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS (PEPFAR) está apoiando um plano nacional para o aumento dos testes de carga viral. Em apenas três anos, o número de pessoas em tratamento duplicou e 10 laboratórios adicionais iniciaram testes de carga viral. Em seguida, a cobertura de testes de carga viral aumentou de 14% em 2015 para 66% em 2017 e está projetada para chegar a 75% até o final de 2018.</p>
<p>“O tema do UNAIDS para o Dia Mundial contra a AIDS deste ano reitera o fato de que o teste de HIV continua sendo a única maneira de conhecer seu estado sorológico e adotar um plano de vida saudável”, disse Eugène Aka Aouele, Ministro da Saúde e Higiene Pública da Costa do Marfim.</p>
<p><strong>Teste de HIV e de carga viral em crianças</strong></p>
<p>O teste de carga viral é particularmente importante para recém-nascidos, pois o HIV avança muito mais rápido em crianças—o pico de mortalidade para crianças que nascem com HIV é de 2 a 3 meses de vida. O teste de diagnóstico rápido padrão é ineficaz até os 18 meses de idade. O único teste de HIV válido para uma criança pequena é o teste virológico, que precisa ser feito dentro das primeiras quatro a seis semanas de vida. No entanto, em 2017, apenas metade (52%) das crianças expostas ao HIV em países com altas taxas de infecção pelo vírus recebeu um teste nos primeiros dois meses de vida.</p>
<p>Estão sendo feitos avanços importantes. Novas tecnologias de testagem em postos de atendimento, que acontecem em um ambiente mais próximo das pessoas, mostraram que o tempo necessário para receber os resultados dos testes das crianças diminuiu de meses para minutos, o que está salvando vidas.</p>
<p><strong> </strong><strong>As barreiras persistentes para que as pessoas conheçam seu estado sorológico</strong></p>
<p>O relatório mostra que estigma e discriminação são as maiores barreiras ao teste do HIV. Estudos entre mulheres, homens, jovens e populações-chave revelaram que o medo de ser visto em serviços de HIV e de que esta informação seja compartilhada com familiares, amigos, parceiros sexuais ou comunidade em geral, estava impedindo o acesso aos serviços de HIV, incluindo o teste.</p>
<p>Para as populações-chave—profissionais do sexo, pessoas que usam drogas injetáveis, pessoas trans, pessoas privadas de liberdade, gays e outros homens que fazem sexo com homens—essas barreiras podem afetar o acesso de forma ainda mais intensa. O estigma e a discriminação, na sociedade e nos serviços de saúde, podem impedir que membros de populações-chave tenham acesso a cuidados de saúde, enquanto leis punitivas podem aumentar a discriminação e as taxas de violência, criando barreiras adicionais, incluindo medo de prisão e assédio.</p>
<p>“Na Costa do Marfim, a prevalência do HIV entre profissionais do sexo é de 11%, entre homens que fazem sexo com homens é de 13% e de e 9,2% para pessoas que usam drogas injetáveis”, disse Pélagie Kouamé, presidente da Rede de Populações-Chave da Costa do Marfim. “Não podemos deixar as populações-chave para trás. As coisas devem mudar e evoluir para que possamos sair das sombras e viver sem medo.”</p>
<p>Outras barreiras incluem a violência ou a ameaça de violência, especialmente entre mulheres jovens e meninas. As leis e políticas de consentimento parental também são barreiras, uma vez que em alguns países jovens com menos de 18 anos precisam do consentimento dos pais para fazer o teste de HIV. Além disso, os serviços são frequentemente muito distantes e difíceis de acessar ou muito caros. Também pode haver atrasos ou falhas nos resultados do teste de HIV e atrasos no início do tratamento. Em alguns países, as pessoas não procuram fazer o teste do HIV, pois acham que não estão em risco—no Maláui, um estudo descobriu que entre adolescentes e mulheres jovens (com idades entre 15 e 24 anos) em maior risco de infecção por HIV, mais da metade (52%) não se considerava em risco de contrair o vírus e, por isso, é improvável que procurassem serviços de testagem.</p>
<p><strong>Novas opções de testagem</strong></p>
<p>O relatório <em>Conhecimento é Poder </em>destaca como o fornecimento de uma variedade de opções de testes e serviços, como testes baseados na comunidade e testes domiciliares, pode ajudar a mitigar muitas das barreiras logísticas, estruturais e sociais para a testagem do HIV. As novas opções são oferecidas para pessoas que moram longe dos serviços de saúde, não têm restrições de horários inconvenientes, o que é particularmente importante para homens e populações-chave, e não vem com o estigma e a discriminação geralmente percebidos em serviços de saúde tradicional e de HIV.</p>
<p>“Não podemos esperar que as pessoas adoeçam&#8221;, disse Harouna Koné, Presidente da Plataforma de Redes na Luta Contra a AIDS. “Temos que ir às nossas comunidades e oferecer serviços de testagem e tratamento do HIV.”</p>
<p>O relatório destaca a importância de adotar uma abordagem composta por cinco pilares essenciais: consentimento, confidencialidade, aconselhamento, testes com resultados corretos e conexão/vinculação com prevenção, cuidado e tratamento. “Não existe uma abordagem única para todos os testes de HIV”, disse Sidibé. “Há várias estratégias diferentes necessárias para alcançar as pessoas em risco de infecção pelo vírus, incluindo abordagens inovadoras, como o autoteste, em que as pessoas podem se sentir mais à vontade para que sua privacidade seja respeitada.”</p>
<p>Outro passo importante é integrar serviços de testagem para HIV dentro de outros serviços de saúde, incluindo serviços de saúde materno-infantil, serviços de tuberculose e serviços para infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais. A tuberculose é a principal causa de morte de pessoas que vivem com HIV, sendo responsável por uma em cada três mortes relacionadas à AIDS; no entanto, estima-se que 49% das pessoas que vivem com HIV e tuberculose desconhecem sua coinfecção e, portanto, não estão recebendo os cuidados.</p>
<p>O acesso ao teste do HIV é um direito humano básico, e o UNAIDS está pedindo um compromisso global para remover as barreiras que impedem as pessoas de fazer o teste, o que inclui a eliminar o estigma e discriminação relacionados ao HIV, assegurar confidencialidade nos serviços de testagem e tratamento do HIV, implantar uma combinação ideal de estratégias de testagem para alcançar as populações mais necessitadas, integrar os serviços de HIV com outros serviços de saúde, remover barreiras políticas e legais que dificultam o acesso ao teste e tratamento do HIV, expandir o acesso ao monitoramento de carga viral em países de baixa e média renda e garantir o acesso ao diagnóstico precoce para recém-nascidos.</p>
<p>O relatório demonstra que a implementação dessas medidas levará a um enorme progresso para assegurar que todas as pessoas vivendo com HIV e afetadas pelo vírus tenham acesso aos serviços capazes de salvar vidas.</p>
<p><strong>Em 2017, estima-se que:</strong></p>
<ul>
<li>36,9 milhões [31,1 milhões – 43,9 milhões] de pessoas em todo o mundo vivendo com HIV;</li>
<li>21,7 milhões [19,1 milhões – 22,6 milhões] de pessoas com acesso à terapia antirretroviral;</li>
<li>1,8 milhão [1,4 milhão – 2,4 milhões] de novas infecções por HIV;</li>
<li>940.000 [670.000 – 1,3 milhão] de mortes por doenças relacionadas à AIDS.</li>
</ul>
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		<title>UNAIDS alerta: o progresso está lento e nosso tempo está acabando para alcançarmos as metas de HIV até 2020</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jul 2018 13:31:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório do UNAIDS emite um alerta duro aos países. O documento lançado hoje, em Paris (França), durante um evento coorganizado pela Coalition Plus, o UNAIDS alerta que a resposta global ao HIV está em um ponto delicado. Na metade do caminho para as metas de 2020, o relatório Um longo caminho a, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2018/07/unaids-alerta-o-progresso-esta-lento-e-nosso-tempo-esta-acabando-para-alcancarmos-as-metas-de-hiv-ate-2020/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo relatório do UNAIDS emite um alerta duro aos países. O documento lançado hoje, em Paris (França), durante um evento coorganizado pela <em>Coalition Plus</em>, o UNAIDS alerta que a resposta global ao HIV está em um ponto delicado. Na metade do caminho para as metas de 2020, o relatório <strong><em><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/miles-to-go_en.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Um longo caminho a percorrer—fechando lacunas, quebrando barreiras, corrigindo injustiças</a></em></strong>, adverte que o ritmo do progresso não está em linha com a ambição global. O relatório exige ações imediatas que coloquem o mundo no caminho certo para atingir as metas cruciais de 2020.<span id="more-9312"></span></p>
<p>&#8220;Estamos acionando o alarme&#8221;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS. “Regiões inteiras estão ficando para trás, os enormes avanços que alcançamos para as crianças não estão sendo sustentados, as mulheres ainda são as mais afetadas, os recursos ainda não correspondem aos compromissos políticos e as populações-chave continuam sendo ignoradas. Todos esses elementos estão impedindo o progresso e precisam ser encarados de frente urgentemente.”</p>
<div id="attachment_9313" style="width: 257px" class="wp-caption alignleft"><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/miles-to-go_en.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9313" class="wp-image-9313" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo-212x300.png" alt="Clique na imagem para acessar o relatório completo em inglês" width="247" height="350" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo-212x300.png 212w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo-509x720.png 509w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/milestogo.png 713w" sizes="(max-width: 247px) 100vw, 247px" /></a><p id="caption-attachment-9313" class="wp-caption-text">Clique na imagem para acessar o relatório completo em inglês</p></div>
<p><strong>Crise na prevenção ao HIV</strong></p>
<p>O número de novas infecções por HIV está aumentando em cerca de 50 países e a novas infecções globais por HIV caíram apenas 18% nos últimos sete anos, de 2,2 milhões em 2010 para 1,8 milhão em 2017. Embora seja quase metade do número de novas infecções em comparação com o pico registrado em 1996 (3,4 milhões), o declínio não é rápido o suficiente para alcançar a meta de menos de 500.000 pessoas até 2020.</p>
<p>A redução de novas infecções por HIV tem sido mais forte na região mais afetada pela epidemia, África Oriental e Austral, onde o número de novas infecções por HIV caiu  30% desde 2010. No entanto, na Europa Oriental e Ásia Central, o número anual de novas infecções por HIV dobrou e as novas infecções por HIV aumentaram em mais de 25% no Oriente Médio e Norte da África nos últimos 20 anos.</p>
<p><strong>A ampliação do tratamento em grande escala não deve ser considerada como garantia</strong></p>
<p>Devido ao impacto da implantação da terapia antirretroviral, o número de mortes relacionadas à AIDS é o menor deste século (940.000), tendo caído para menos de 1 milhão pela primeira vez em 2016. No entanto, o ritmo atual de declínio não é rápido suficiente para alcançar a meta para 2020 de menos de 500.000 mortes relacionadas à AIDS.</p>
<p>Em apenas um ano, mais 2,3 milhões de pessoas iniciaram o tratamento antirretroviral. Este é o maior aumento anual na história, elevando o número total de pessoas em tratamento para 21,7 milhões. Quase 60% dos 36,9 milhões de pessoas que vivem com HIV estavam em tratamento em 2017, o que representa uma conquista importante. Mas, para alcançar a meta de 30 milhões, é necessário um aumento anual de 2,8 milhões de pessoas, e há indícios de que essa a taxa de ampliação está se desacelerando.</p>
<p><strong>África Ocidental e Central está ficando para trás</strong></p>
<p>Apenas 26% das crianças e 41% dos adultos que vivem com HIV tiveram acesso ao tratamento na África Ocidental e Central em 2017, em comparação com 59% das crianças e 66% dos adultos na África Oriental e Austral. Desde 2010, as mortes relacionadas à AIDS diminuíram 24% na África Ocidental e Central, em comparação com um declínio de 42% na África Oriental e Austral.</p>
<p>A Nigéria responde por mais da metade (51%) do peso da epidemia de HIV na região e obteve pouco progresso na redução de novas infecções por HIV nos últimos anos. As novas infecções por HIV caíram apenas 5% (9.000) em sete anos (de 179.000 para 170.000), e apenas uma em cada três pessoas vivendo com HIV está em tratamento (33%), embora a cobertura para tratamento tenha crescido de apenas 24% há dois anos.</p>
<p><strong>O progresso para as crianças diminuiu</strong></p>
<p>O relatório mostra que os ganhos alcançados para as crianças não estão sendo sustentados. Novas infecções por HIV entre crianças diminuíram apenas 8% nos últimos dois anos. Só metade (52%) de todas as crianças que vivem com HIV estão recebendo tratamento; 110.000 crianças morreram por doenças relacionadas à AIDS em 2017. Embora 80% das mulheres grávidas vivendo com HIV tenham conseguido acesso a medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão do HIV para seus bebês em 2017, um número inaceitável de 180.000 crianças foram infectadas pelo vírus durante o parto ou amamentação—longe da meta de menos de 40.000 até o final de 2018.</p>
<p>“Uma criança infectada com HIV ou uma criança morrendo por causas relacionadas à AIDS é inaceitável”, disse Sidibé. &#8220;Acabar com a epidemia de AIDS não é uma certeza e o mundo precisa responder a esse alerta e dar o pontapé inicial para um plano de aceleração para alcançar as metas.&#8221;</p>
<p><strong>Populações-chave representam quase metade de todas as novas infecções por HIV em todo o mundo</strong></p>
<p>O relatório também mostra que populações-chave não estão sendo suficientemente levadas em consideração pelos programas de HIV. Populações-chave e seus parceiros sexuais respondem por 47% das novas infecções por HIV no mundo e por 97% das novas infecções pelo HIV na Europa Oriental e Ásia Central, onde um terço das novas infecções por HIV se concentra entre as pessoas que usam drogas injetáveis.</p>
<p>Metade de todas as trabalhadoras do sexo em Suazilândia, Lesoto, Malawi, África do Sul e Zimbábue vivem com o HIV. O risco de contrair o HIV é 13 vezes maior entre as mulheres profissionais do sexo, 27 vezes maior entre os homens que fazem sexo com homens, 23 vezes maior entre as pessoas que usam drogas injetáveis e 12 vezes maiores entre mulheres transexuais.</p>
<p>&#8220;O direito à saúde para todos é inegociável&#8221;, disse Sidibé. “Profissionais do sexo, homens gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas privadas de liberdade, migrantes, refugiados e pessoas trans são os mais afetados pelo HIV, mas ainda estão sendo deixados de fora nos programas de HIV. Mais investimentos são necessários para atingir essas populações-chave ”.</p>
<div id="attachment_9321" style="width: 970px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9321" class="wp-image-9321 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02.jpg" alt="&quot;O direito à saúde para todos é inegociável&quot;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS" width="960" height="618" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02.jpg 960w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_02-720x464.jpg 720w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-9321" class="wp-caption-text">&#8220;O direito à saúde para todos é inegociável&#8221;, disse Michel Sidibé, Diretor Executivo do UNAIDS</p></div>
<p><strong>O estigma e a discriminação persistem</strong></p>
<p>Discriminação por profissionais de saúde, policiais, professores, empregadores, pais, líderes religiosos e membros da comunidade está impedindo que jovens, pessoas que vivem com HIV e populações-chave tenham acesso à prevenção, ao tratamento e a outros serviços de saúde sexual e reprodutiva.</p>
<p>Em 19 países, entre pessoas vivendo com HIV que responderam a pesquisas, uma em cada cinco relatou que teve assistência médica negada e uma em cada cinco evitou buscar um serviço de saúde por medo de estigma ou discriminação relacionados ao seu estado sorológico positivo para HIV. Em cinco dos 13 países com dados disponíveis, mais de 40% das pessoas disseram achar que as crianças que vivem com o HIV não devem frequentar a escola com crianças que são HIV-negativas.</p>
<p>&#8220;As comunidades estão ecoando o apelo do UNAIDS&#8221;, disse Vincent Pelletier, Diretor Executivo da Coalition PLUS. “Precisamos de acesso universal a serviços de prevenção adaptados e proteção contra a discriminação. Apelamos aos líderes mundiais para que combinem compromissos com financiamento, tanto nos países doadores como nos países implementadores.”</p>
<p><strong>Nova agenda necessária para acabar com a violência contra as mulheres</strong></p>
<p>Em 2017, cerca de 58% de todas as novas infecções pelo HIV entre adultos com mais de 15 anos de idade ocorreram em mulheres; a cada semana, 6.600 jovens mulheres de 15 a 24 anos adquiriram HIV no ano passado. O aumento da vulnerabilidade ao HIV tem sido associado à violência. Mais de uma em cada três mulheres em todo o mundo sofreram violência física ou sexual, muitas vezes nas mãos de seus parceiros íntimos.</p>
<p>“A desigualdade, a falta de empoderamento e a violência contra as mulheres são violações dos direitos humanos e continuam alimentando novas infecções pelo HIV”, disse Sidibé. “Não devemos desistir de nossos esforços para enfrentar e erradicar o assédio, abuso e violência, seja em casa, na comunidade ou no local de trabalho.”</p>
<p><strong>As metas 90–90–90 podem e devem  ser alcançadas</strong></p>
<p>Houve progresso rumo às metas 90-90-90. Três quartos (75%) de todas as pessoas que vivem com o HIV foram testadas e agora conhecem seu estado sorológico positivo para o vírus; das pessoas que foram testadas, 79% tinham acesso ao tratamento em 2017; e das pessoas com acesso ao tratamento, 81% tinham carga viral suprimida.</p>
<p>Seis países—Botswana, Camboja, Dinamarca, Suazilândia, Namíbia e Holanda— já alcançaram as metas de 90–90–90 e outros sete estão prestes a alcançá-las. A maior lacuna está nos primeiros 90: na África Ocidental e Central, por exemplo, apenas 48% das pessoas que vivem com o HIV foram diagnosticadas.</p>
<p><strong>Um grande ano para a resposta à tuberculose</strong></p>
<p>Houve ganhos no tratamento e diagnóstico do HIV entre pessoas com tuberculose (TB)—cerca de nove em cada 10 pessoas com TB  e que foram diagnosticadas com HIV estão em tratamento. No entanto, a TB ainda é a maior causa de mortes de pessoas que vivem com o HIV e três em cada cinco pessoas que iniciam o tratamento do HIV não são examinadas, testadas ou tratadas para TB. A Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Tuberculose, em setembro de 2018, é uma oportunidade para impulsionar os esforços para o alcance das metas de TB relacionadas ao HIV.</p>
<p><strong>O custo da inação</strong></p>
<p>Cerca de 20,6 bilhões de dólares estavam disponíveis para a resposta à AIDS em 2017—um aumento de 8% desde 2016 e o equivalente a 80% da meta de 2020 estabelecida pela Assembléia Geral das Nações Unidas. No entanto, não houve novos compromissos significativos e, como resultado, é improvável que esse aumento anual de recursos se sustente. Só será possível alcançar as metas de 2020 se os financiamentos de doadores e de fontes domésticas aumentarem.</p>
<div id="attachment_9323" style="width: 970px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-9323" class="wp-image-9323 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01.jpg" alt="O relatório mostra que os ganhos alcançados para as crianças não estão sendo sustentados. Novas infecções por HIV entre crianças diminuíram apenas 8% nos últimos dois anos. " width="960" height="618" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01.jpg 960w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/20180718_01-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><p id="caption-attachment-9323" class="wp-caption-text">O relatório mostra que os ganhos alcançados para as crianças não estão sendo sustentados. Novas infecções por HIV entre crianças diminuíram apenas 8% nos últimos dois anos.</p></div>
<p><strong>Caminhos à frente</strong></p>
<p>De vilarejos na África Austral a aldeias remotas na Amazônia e megacidades na Ásia, as dezenas de inovações contidas nas páginas do relatório mostram que a colaboração entre sistemas de saúde e comunidades individuais pode reduzir de forma bem-sucedida o estigma e a discriminação e prestar serviços à grande maioria das pessoas que mais precisam deles.</p>
<p>Essas abordagens inovadoras continuam a impulsionar soluções necessárias para atingir as metas de 2020. Quando a prevenção combinada do HIV —incluindo preservativos e circuncisão masculina cirúrgica—for adotada em grande escala, o declínio de novas infecções em nível populacional será alcançado. A profilaxia pré-exposição (PrEP) já tem demonstrado impacto, particularmente entre populações-chave. Oferecer testagem e aconselhamento para HIV a membros da família e parceiros sexuais de pessoas diagnosticadas com HIV melhorou significativamente o acesso aos testes.</p>
<p>A África Oriental e Austral tem visto significativos investimentos nacionais e internacionais, juntamente com um forte compromisso político e envolvimento da comunidade, e está mostrando um progresso significativo no cumprimento das metas de 2020.</p>
<p>&#8220;Para cada desafio há uma solução&#8221;, disse Sidibé. “É responsabilidade dos líderes políticos, dos governos nacionais e da comunidade internacional fazer investimentos financeiros suficientes e estabelecer os ambientes jurídicos e políticos necessários para elevar o trabalho de quem está inovando nesta área à escala global. Se fizermos isso, criaremos o impulso necessário para alcançar as metas até 2020.”</p>
<p><strong> </strong><strong>Estima-se que, em 2017:</strong></p>
<ul>
<li>36,9 milhões [31,1 milhões &#8211; 43,9 milhões] de pessoas em todo o mundo viviam com HIV</li>
<li>21,7 milhões [19,1 milhões &#8211; 22,6 milhões] de pessoas tinham acesso ao tratamento</li>
<li>1,8 milhão [1,4 milhão – 2,4 milhões] de novas infecções por HIV.</li>
<li>940.000 [670.000–1,3 milhão] de pessoas morreram por causas relacionadas à AIDS em 2017.</li>
</ul>
<p><strong><a href="http://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/miles-to-go_en.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse aqui o relatório completo em inglês</a></strong></p>
<p><strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2018/07/2018_07_17_Fact-Sheet_miles-to-go.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Acesse aqui o resumo informativo em português</a></strong></p>
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