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	<title>Rede de Jovens SP+ - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>Ping &#8211; Pong com Pierre Freitaz, organizador do curso Participação Juvenil, Ativismo e Direitos Humanos em HIV/AIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[budhi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2016 11:30:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Formar lideranças juvenis para o fortalecimento do enfrentando à epidemia de HIV/AIDS. Este foi um dos objetivos do curso Participação Juvenil, Ativismo e Direitos Humanos em HIV/AIDS no Estado de SP, organizado pela Rede de Jovens SP+. O curso foi voltado a adolescentes e jovens com idades entre 15 a 29 anos e contou, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2016/07/ping-pong-com-pierre-freitaz-organizador-do-curso-participacao-juvenil-ativismo-e-direitos-humanos-em-hivaids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Formar lideranças juvenis para o fortalecimento do enfrentando à epidemia de HIV/AIDS. Este foi um dos objetivos do curso </span><i><span style="font-weight: 400;">Participação Juvenil, Ativismo e Direitos Humanos em HIV/AIDS no Estado de SP</span></i><span style="font-weight: 400;">, organizado pela Rede de Jovens SP+. O curso foi voltado a adolescentes e jovens com idades entre 15 a 29 anos e contou com 70 participantes. O UNAIDS foi um dos apoiadores do encontro. </span><span id="more-4205"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pierre Freitaz faz parte da Rede de Jovens SP+ e foi um dos organizadores do curso. Ele esteve entre os 150 jovens de todo o brasil selecionados para uma das três edições do </span><i><span style="font-weight: 400;">Curso de Formação de Jovens Lideranças: Ativismo e Mobilização Social</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">para a Resposta e Controle do HIV/AIDS</span></i><span style="font-weight: 400;">, realizado pelo UNAIDS e o Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, em parceria com UNESCO, UNICEF e UNFPA.</span></p>
<div id="attachment_4357" style="width: 4005px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-4357" class="wp-image-4357 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_4361.jpg" alt="IMG_4361" width="3995" height="1441" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_4361.jpg 3995w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_4361-300x108.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_4361-768x277.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_4361-1024x369.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_4361-1800x649.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_4361-720x260.jpg 720w" sizes="(max-width: 3995px) 100vw, 3995px" /><p id="caption-attachment-4357" class="wp-caption-text">Participantes do curso Participação Juvenil, Ativismo e Direitos Humanos em HIV/AIDS no Estado de SP, organizado pela Rede de Jovens SP+. Foto: Pierre Freitraz</p></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Confira os trechos da conversa de Pierre com o UNAIDS Brasil: </span></p>
<p><b>UNAIDS &#8211; Como surgiu a proposta do curso “Participação Juvenil, Ativismo e Direitos Humanos em HIV/AIDS no Estado de São Paulo”?</b></p>
<p><b>Pierre &#8211; </b><span style="font-weight: 400;">A ideia surgiu a partir do curso de Jovens Lideranças que alguns membros da Rede de Jovens SP+ fizeram. E assim, a organização propôs a aplicação deste curso para o Programa Estadual DST/AIDS de São Paulo, que nos apoiou financeiramente. A ideia era aplicar o que aprendemos com outras metodologias e algumas mudanças através das avaliações e críticas ao curso.</span></p>
<p><b>UNAIDS &#8211; Empoderar jovens de populações-chave é muito importante para alcançarmos o fim da epidemia de AIDS até 2030. Quais foram as principais conclusões e lições aprendidas sobre o protagonismo juvenil na área de HIV/AIDS nesses dias de encontro?</b></p>
<p><b>Pierre &#8211; </b><span style="font-weight: 400;">A organização do curso foi toda desenvolvida pela Rede de Jovens São Paulo +. O primeiro passo para o protagonismo juvenil, que foi bastante importante e interessante, foi ter jovens vivendo com HIV na comissão de frente da organização do curso e falando tanto com a juventude vivendo com HIV como a não vivendo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nós queríamos uma mescla de linguagens para falar com a juventude, por isso, pensamos nas questões dos temas, como iríamos abordar, quem seriam as pessoas falando nas mesas e como seria feita essa fala. Não queríamos uma fala técnica, nem muito acadêmica e nem muito social. O curso teve uma quantidade interessante de mulheres, travestis e transexuais. Nós conseguimos várias juventudes para dialogar com o tema que ainda é muito caro para a sociedade.</span></p>
<p><b>UNAIDS &#8211; Como alcançar os jovens e abordar questões como a epidemia, a discriminação e o preconceito? Fale-nos sobre algumas observações interessantes feitas pelos jovens participantes.</b></p>
<p><b>Pierre &#8211; </b><span style="font-weight: 400;">Existem várias formas de alcancá-los, mas precisamos ter uma linguagem que acesse esses jovens. Grande parte das linguagens dos materiais, das oficinas e das aulas extras foi desenvolvida nas capitais e não conseguimos acessar tanto a periferia ou até mesmo o interior do estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas ações estão sendo feitas por alguns jovens, mas se formos olhar a magnitude do estado e do país, percebemos que essas ações são muito pontuais, regionais ou locais. Não conseguimos espalhar as ações para vários lugares do estado, porque nós temos um défit grande de financiamento. Outra questão é o fato de que desacreditam na juventude, que o jovem não pode falar sobres as DSTs, prevenção ao HIV, pandemia e direitos humanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eu acho que esse curso, pelos relatos que eu tive desses jovens, serviu de energia para eles continuarem com as ações,  por mais que sejam pontuais. Nós temos uma grande dificuldade, a sociedade como um todo, o governo e algumas esferas dos movimentos sociais não estão abertos para o diálogo com o jovem e não acreditam nele. Com o curso, abrimos alguns horizontes, possibilitando que esses jovens criem os espaços que eles queiram para falar das questões da juventude, sexualidade, orientação sexual, gênero, prevenção, DSTs e até mesmo qual serviço de saúde nós queremos, porque queremos um serviço de saúde que inclua a juventude. Também trabalhamos para que o jovem seja o protagonista da própria saúde, para que ele saiba escolher e optar pelo melhor momento para tomar medicação e qual tomar. Além disso, queremos que a juventude possa escolher qual método preventivo quer utilizar além da camisinha.</span></p>
<p><img decoding="async" width="4000" height="2248" class="aligncenter size-full wp-image-4358" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_3025.jpg" alt="Facilitadores do curso. Foto: Pierre Freitaz" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_3025.jpg 4000w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_3025-300x169.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_3025-768x432.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_3025-1024x575.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_3025-1800x1012.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/07/IMG_3025-720x405.jpg 720w" sizes="(max-width: 4000px) 100vw, 4000px" /></p>
<p><b>UNAIDS &#8211; Quais são os próximos passos? O que será feito com os jovens envolvidos para dar continuidade às discussões e a esse aprendizado?</b></p>
<p><b>Pierre &#8211; </b><span style="font-weight: 400;">No evento, separamos esses jovens em três grupos e cada um dos grupos pensou em ações para desenvolver no próprio território. A ideia agora é que a gente acompanhe essas ações e dê um suporte para eles conseguirem desenvolver as atividades. Além disso, estamos em processo de avaliação no curso, tivemos uma reunião na terça-feira, dia 2 de agosto, para elaborar uma análise do curso e ver se as expectativas foram alcançadas e quais serão os próximos passos. Apesar de o curso ter tido ações concretas, vários diálogos, jovens participativos e espaços bacanas de diálogo e troca, nós queremos realizar uma avaliação para ver como podemos fazer o curso continuar e até mesmo ter outras edições.</span></p>
<p><b>UNAIDS &#8211; Qual a importância de se falar sobre prevenção ao HIV e sobre o combate à discriminação com jovens do Estado de São Paulo?</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pierre-Eu acho que é muito importante falar sobre HIV, mas antes disso, acho que é muito importante falar sobre sexualidade, precisamos deixar o tabu de lado e falar sobre isso. Porque a partir do momento em que falamos de sexualidade, acabamos falando sobre métodos preventivos, prevenção do HIV e das DSTs. Ainda estamos em um país que, infelizmente, é conservador. O Estado, na prática, não é laico e temos algumas esferas religiosas interferindo diretamente nas pautas de direitos da cidade. E isso é muito ruim, porque acaba perpetuando um tabu contínuo em falar sobre sexo e prevenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um curso como o que nós fizemos deixa espaço para falar mais sobre sexualidade, gênero e prevenção das DSTs. Esse curso é fundamental para começar, no mínimo, a tirar esses tabus da cartola e jogar isso para sociedade. Falar para a sociedade que estamos aqui, temos sexualidade, temos orientações sexuais diferentes e queremos saber quais são as metodologias de prevenção tanto para HIV como para as demais DSTs. Acho que a partir do momento que começamos a falar sobre isso, começamos a ter outras posturas sobre as diferentes formas de agir e diferenciar a sexualidade.</span></p>
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