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	<title>opas oms - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>opas oms - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>OPAS e UNAIDS lançam campanha para promover o autoteste de HIV em tempos de COVID-19</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/12/opas-e-unaids-lancam-campanha-para-promover-o-autoteste-de-hiv-em-tempos-de-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2020 23:37:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Há indícios de que, desde o início da pandemia, o número de pessoas testadas para a infecção pelo HIV caiu drasticamente tanto no Caribe quanto na América Latina, segundo o UNAIDS e a OPAS. No primeiro semestre de 2020, em oito países da América Latina e do Caribe &#8211; Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica,, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/12/opas-e-unaids-lancam-campanha-para-promover-o-autoteste-de-hiv-em-tempos-de-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Há indícios de que, desde o início da pandemia, o número de pessoas testadas para a infecção pelo HIV caiu drasticamente tanto no Caribe quanto na América Latina, segundo o UNAIDS e a OPAS.</p>



<span id="more-16666"></span>



<p class="wp-block-paragraph">No primeiro semestre de 2020, em oito países da América Latina e do Caribe &#8211; Guatemala, Guiana, Haiti, Honduras, Jamaica, Peru, República Dominicana e Santa Lúcia – foram registrados aproximadamente 4.000 diagnósticos a menos de infecção por HIV que nos primeiros seis meses de 2019. Pessoas sem diagnóstico de infecção pelo HIV não têm acesso ao tratamento antirretroviral, portanto correm o risco de perder a vida e podem continuar a expor outras pessoas à infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A COVID-19 representa um desafio para a prevenção, teste, tratamento e serviços de saúde para pacientes com HIV”, disse César Nuñez, Diretor Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe. “Qualquer desaceleração na prestação destes serviços deixará muitos grupos particularmente vulneráveis ​​em risco de infecção por HIV ou morte relacionada com AIDS,” advertiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Nuñez, “felizmente, temos estratégias para responder a esses desafios, que incluem testes autoaplicáveis ​​e a administração de vários meses de medicamentos de uma vez, o que reduz o número de vezes que os pacientes devem ir a consultas”, explicou. &#8220;No entanto, devemos garantir que essas estratégias estejam sendo aplicadas.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na América Latina, o número de novos casos de infecção pelo HIV aumentou 21% de 2010 a 2019, de acordo com as informações mais recentes publicadas pelo UNAIDS. Enquanto isso, as mortes por doenças relacionadas à AIDS diminuíram 8% na última década na América Latina. Em comparação, no Caribe caíram 37%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número de novos casos por ano continuou a aumentar, de 100.000 em 2010 para 120.000 em 2019. No mesmo período, o número de mortes anuais relacionadas à AIDS diminuiu ligeiramente, de 41.000 em 2010 para 37.000 em 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esses dados indicam que sem dúvida a infecção pelo HIV ainda representa um sério problema de saúde pública na América Latina, e que devemos enfrentar as desigualdades, o estigma e a discriminação para garantir que nenhuma pessoa seja deixada para trás”, disse a Diretora da OPAS, Dra. Carissa F. Etienne.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Etienne disse que “espera-se que a COVID-19 exacerbe esta situação devido ao seu impacto nos serviços essenciais de saúde, especialmente em países com sistemas de saúde frágeis. Por essas razões, devemos intensificar nossos esforços para proteger esses serviços e permanecer com foco em nosso objetivo final de eliminar a AIDS, que causa um sofrimento terrível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma que ainda existe em torno do HIV e AIDS, bem como o acesso desigual aos serviços de saúde, também impedem o progresso na eliminação da enfermidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Autoteste de HIV, uma estratégia para ampliar o diagnóstico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A OMS e a OPAS recomendam o autoteste como estratégia chave para atingir as metas assinadas pelos Estados Membros das Nações Unidas de que 90% das pessoas com HIV conheçam sua condição. O autoteste, no qual as pessoas coletam suas próprias amostras e as testam, aumenta a autonomia do usuário, descentraliza os serviços de HIV e cria uma demanda para o teste de HIV entre as pessoas que não foram alcançadas por outros serviços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Dia Mundial da AIDS, em 1º de dezembro, sob o lema “Em suas mãos. Faça o teste onde quiser, quando quiser ”, a OPAS e o UNAIDS estão lançando uma ampla campanha de informação ao público para aumentar a conscientização sobre a disponibilidade do autoteste e, como resultado, a demanda por ele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avanços contra o HIV/aids<br></strong>Entre outros resultados-chave recentes na América Latina que a OPAS e o UNAIDS destacaram no âmbito do Dia Mundial estão os seguintes:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O percentual de gestantes em tratamento antirretroviral, que reduz as chances de transmissão do vírus aos filhos, passou de 52% em 2010 para 74% em 2019.</li><li>A porcentagem de crianças nascidas de mulheres com HIV que acabam contraindo a infecção diminuiu de 20% em 2010 para 15% em 2019.<br>A porcentagem de pessoas com infecção por HIV em tratamento antirretroviral aumentou de 43% em 2010 para 60% em 2019.</li><li>Entre as pessoas infectadas por HIV na América Latina e no Caribe, 53% conseguiram controlar a carga viral em seu sistema graças ao tratamento antirretroviral.<br><br>Na América Latina, existem cerca de 2,1 milhões de pessoas com HIV. No âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, a OPAS colabora com os países da América Latina e do Caribe para acabar com a ameaça à saúde pública representada pela aids até 2030.</li></ul>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Para ter acesso aos materiais em espanhol e inglês,&nbsp;<strong><a rel="noreferrer noopener" href="https://www.paho.org/es/campanas/dia-mundial-lucha-contra-sida-2020" target="_blank">clique aqui</a></strong>. Nos próximos dias, estes materiais também estarão traduzidos para o português.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confira os vídeos da campanha</strong></p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Campanha &quot;Em suas mãos&quot; | Arthur e David" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/gLMdD7jD4vA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
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<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Campanha &quot;Em suas mãos&quot; | Gabriela Almeida" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/kimJZeifyMM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
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		<title>ONU e governo do Brasil lançam a Década Internacional de Afrodescendentes</title>
		<link>https://unaids.org.br/2015/07/onu-e-governo-do-brasil-lancam-nesta-quarta-feira-22-em-brasilia-a-decada-internacional-de-afrodescendentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 18:14:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta quarta-feira, dia 22 de julho, às 18h30, será oficialmente lançada no Brasil a Década Internacional de Afrodescendentes. No evento, que acontece em Brasília, durante a abertura do Festival da Mulher Afro-Latino-Americana  e Caribenha com a presença do coordenador residente do Sistema das Nações Unidas do Brasil, Jorge Chediek, da secretária de Políticas de Promoção, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2015/07/onu-e-governo-do-brasil-lancam-nesta-quarta-feira-22-em-brasilia-a-decada-internacional-de-afrodescendentes/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta quarta-feira, dia 22 de julho, às 18h30, será oficialmente lançada no Brasil a Década Internacional de Afrodescendentes. No evento, que acontece em Brasília, durante a abertura do Festival da Mulher Afro-Latino-Americana  e Caribenha<span id="more-1179"></span> com a presença do coordenador residente do Sistema das Nações Unidas do Brasil, Jorge Chediek, da secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Nilma Lino Gomes, e de outras autoridades, serão apresentadas a vinheta da Década Internacional de Afrodescendentes, que abrirá todos os filmes do Festival, e a plataforma da Década – <a href="http://www.decada-afro-onu.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">www.decada-afro-onu.org</a> – onde é possível acessar informações completas sobre a Década Internacional de Afrodescendentes, incluindo vídeos, fotos, notícias e eventos, no Brasil e em diversos países do mundo.</p>
<p>Com o tema “Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento”, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o período de 2015 a 2024 como a Década Internacional de Afrodescendentes. Seu objetivo principal é promover o respeito, a proteção e a realização de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais dos povos afrodescendentes, como reconhecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.</p>
<p>A Década é também uma oportunidade para reconhecer a contribuição significativa dos povos afrodescendentes às nossas sociedades, bem como propor medidas concretas para promover sua inclusão total e combater todas as formas de racismo, discriminação racial, xenofobia e qualquer tipo de intolerância relacionada.</p>
<p>O Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha (Festival Latinidades) – que acontece no Cine Brasília de 22 a 26 de julho – é o maior Festival de Mulheres Negras da América Latina. O tema deste ano é Cinema Negro e tem por objetivo debater o protagonismo e a representação das mulheres negras no cinema, colocando-as no centro das discussões sobre políticas públicas para o audiovisual.</p>
<p>Confira o spot especial da Década: <a href="http://youtu.be/gSej12eOxlQ" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://youtu.be/<wbr />gSej12eOxlQ</a></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/gSej12eOxlQ" width="580" height="295" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<h3>Serviço</h3>
<p><strong>Lançamento da Década Internacional de Afrodescendentes</strong><br />
<strong>22 de julho de 2015 – 18h30</strong><br />
<strong>Cine Brasília </strong><br />
<strong>EQS 106/107 – Asa Sul – Brasília, DF</strong><br />
<strong>Programação: www.afrolatinas.<wbr />com.br/programacao</strong></p>
<h3>Sobre a Década Internacional de Afrodescendentes da ONU</h3>
<p>A <a href="http://www.un.org/en/events/africandescentdecade/index.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Década Internacional de Afrodescendentes</a> foi proclamada pela <a href="http://www.onumulheres.org.br/wp-content/uploads/2015/07/N1362881_pt-br.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">resolução 68/237</a> da Assembleia Geral e será observada entre 2015 e 2024, proporcionando uma estrutura sólida para as Nações Unidas, os Estados-membros, a sociedade civil e todos os outros atores relevantes para tomar medidas eficazes para a implementação do programa de atividades no espírito de reconhecimento, justiça e desenvolvimento.</p>
<p>O período também é uma oportunidade única de apoiar o <a href="http://www.un.org/en/events/iypad2011/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ano Internacional de Povos Afrodescendentes</a>, observado pela comunidade internacional em 2011, além de destacar a importante contribuição dada pelas e pelos afrodescendentes para nossas sociedades e propor medidas concretas para promover a sua plena inclusão, o combate ao racismo, à discriminação racial, à xenofobia e à intolerância.</p>
<p><strong>Outras informações sobre a Década, visite o site <a href="http://www.decada-afro-onu.org/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">decada-afro-onu.org</a></strong></p>
<h3>Sobre o Festival Latinidades</h3>
<p>Já na sua oitava edição, o Festival Latinidades vem trazendo importantes temas relacionados à superação das desigualdades de gênero e raça, colocando a cultura negra da diáspora em visibilidade. Sediado no Distrito Federal, o Festival foi criado em 2008 para comemorar o Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho. Acreditando que a cultura é um espaço estratégico e mobilizador dos temas tratados, o projeto envolve diversas linguagens artísticas, formação, capacitação, empreendedorismo, economia criativa e comunicação.</p>
<p><strong>Contatos para a imprensa</strong></p>
<p>Amanda Talamonte<br />
ONU Mulheres<br />
amanda.talamonte@unwomen.org<br />
Tel: 61-3038 9146 | 61-8267-2086</p>
<p>Gustavo Barreto<br />
Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil – UNIC Rio<br />
barretog@un.org | unic.brazil@unic.org<br />
Tel: 21-2253-2211 | 61-98185-0582</p>
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		<title>UNFPA, OMS e UNAIDS: declaração de posição sobre preservativos e a prevenção do HIV, outras infecções sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2015 18:24:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os preservativos são um componente crítico de uma abordagem abrangente e sustentável para a prevenção do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e são efetivos para a prevenção de gravidezes não desejadas. Em 2013, estima-se que 2,1 milhões de pessoas foram infectadas com o HIV e um número estimado de 500 milhões de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2015/07/unfpa-oms-e-unaids-declaracao-de-posicao-sobre-preservativos-e-a-prevencao-do-hiv-outras-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-e-gravidez-indesejada/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Os preservativos são um componente crítico de uma abordagem abrangente e sustentável para a prevenção do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e são efetivos para a prevenção de gravidezes não desejadas. Em 2013, estima-se que 2,1 milhões de pessoas foram infectadas com o HIV e um número estimado de 500 milhões de pessoas adquiriram clamídia, gonorreia, sífilis ou tricomoníase. <span id="more-1183"></span>Além disso, a cada ano mais de 200 milhões de mulheres têm necessidades não satisfeitas de anticoncepção, levando a cerca de 80 milhões de gestações indesejadas. Essas três prioridades de saúde pública exigem uma resposta decisiva usando todas as ferramentas disponíveis, com preservativos desempenhando um papel central.</p>
<p align="justify"><strong>Preservativos masculinos e femininos são os únicos dispositivos que reduzem tanto a transmissão do HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) quanto previnem a gravidez indesejada.</strong></p>
<p align="justify">Estudos em laboratório mostram que os preservativos proporcionam uma barreira impermeável para células do tamanho de um espermatozóide e de patógenos que causam IST, incluindo o HIV. Os preservativos, quando usados ​​consistentemente e corretamente, são altamente efetivos na prevenção da transmissão sexual do HIV. Pesquisas entre casais sorodiscordantes (quando um dos parceiros tem o HIV e o outro não) mostra que o uso consistente do preservativo reduz significativamente o risco de transmissão do HIV tanto de homens para mulheres quanto de mulheres para homens. O uso consistente e correto do preservativo também reduz o risco de adquirir outras IST e condições associadas, incluindo verrugas genitais e câncer cervical. Com uma taxa de falha de cerca de 2% quando usados ​​de forma consistente e correta, os preservativos são muito efetivos na prevenção da gravidez indesejada.</p>
<p><strong>Os preservativos têm desempenhado um papel decisivo nos esforços de prevenção do HIV, das IST e da gravidez em muitos países.</strong></p>
<p align="justify">Os preservativos têm ajudado a reduzir a transmissão do HIV e a disseminação do vírus em locais onde a epidemia está concentrada em populações específicas. A distribuição de preservativos tem demonstrado reduzir a prevalência do HIV e outras IST em profissionais do sexo e homens que fazem sexo com homens (HSH). Na Índia e na Tailândia, o aumento da distribuição de preservativos para profissionais do sexo e seus clientes, em combinação com outras intervenções de prevenção, foi associado com reduções da transmissão tanto do HIV quanto de outras IST. Zimbabwe e África do Sul são dois países com alta prevalência de HIV, onde o aumento do uso do preservativo contribuiu para reduzir novas infecções pelo vírus.</p>
<p align="justify">Uma análise recente de modelos globais estimou que os preservativos têm evitado cerca de 50 milhões de novas infecções pelo HIV desde o início da epidemia. Para 2015, 27 bilhões de preservativos estão previstos para estarem disponíveis globalmente através dos setores privado e público e irão evitar aproximadamente 225 milhões de anos de proteção contra gravidezes indesejadas</p>
<p><strong>Preservativos ainda são um componente-chave dos programas de prevenção do HIV de alto impacto.</strong></p>
<p align="justify">Nos últimos anos temos visto grandes avanços científicos em outras áreas da prevenção do HIV. Intervenções biomédicas, incluindo terapia antirretroviral (ART) para as pessoas vivendo com o HIV podem reduzir substancialmente a transmissão do HIV. Enquanto o sucesso de terapias antirretrovirais podem alterar a percepção de risco associada ao HIV, estudos têm mostrado que pessoas vivendo com HIV que estão em tratamento e têm acesso a preservativos relatam maior uso do preservativo em comparação com aqueles que não estão sendo acompanhados por um serviço de saúde.</p>
<p align="justify">O uso do preservativo por pessoas em tratamento para o HIV e entre casais sorodiscordantes é fortemente recomendado. Somente quando a supressão viral é atingida e mantida desta forma e o risco de adquirir outras IST e de uma gravidez indesejada for baixo, e que pode ser seguro deixar de usar o preservativo. A profilaxia pré-exposição (PrEP)  — em que medicamentos antirretrovirais são utilizados por pessoas HIV-negativas para reduzir o seu risco de contrair o vírus — também é efetiva na prevenção de infecções pelo HIV, mas ainda não está amplamente disponível e é atualmente apenas recomendado como uma ferramenta adicional de prevenção para as pessoas em maior risco de adquirir o vírus, como as pessoas em relacionamentos sorodiscordantes, homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo, particularmente em circunstâncias em que não ocorre o uso consistente do preservativo. A circuncisão masculina cirúrgica pode reduzir o risco de aquisição do HIV em 60% entre os homens, mas pela proteção ser apenas parcial, a prevenção deve ser complementada com o uso do preservativo.</p>
<p align="justify">Assim, o uso do preservativo continua a ser complementar a todos os outros métodos de prevenção do HIV, incluindo a terapia antirretroviral e a PrEP, em particular quando outras IST e a gravidez indesejada são motivo de preocupação. A ampliação da cobertura, em larga escala, da testagem para o HIV e do tratamento antirretroviral, a circuncisão masculina cirúrgica, o controle das IST e os esforços para aumentar o acesso à métodos contraceptivos oferecem oportunidades para integrar a oferta e a distribuição de preservativos.</p>
<p><strong>Preservativos com garantia de qualidade devem estar facilmente disponíveis a todos gratuitamente ou a um custo baixo.</strong></p>
<p align="justify">Para garantir a segurança, a eficácia e o uso efetivo, os preservativos devem ser fabricados de acordo com as normas, as especificações e os procedimentos que garantam a qualidade internacional estabelecida pela OMS, o UNFPA e a Organização Internacional para Padronização e devem ser disponibilizados gratuitamente ou a um custo acessível. O uso de preservativos em contextos de recursos limitados é mais provável quando as pessoas podem acessá-los sem nenhum custo ou a preços subsidiados.</p>
<p align="justify">A maioria dos países com alta prevalência do HIV continua a depender fortemente do apoio de países doadores para obter preservativos. Em 2013, apenas cerca de 10 preservativos foram disponibilizados a todos os homens com idade entre 15-64 anos, e, em média, apenas um preservativo feminino para cada oito mulheres na África Subsaariana durante o ano. Programas de prevenção ao HIV precisam garantir que um número suficiente e uma variedade de preservativos de qualidade assegurada estejam acessíveis a pessoas que deles necessitam, no momento em que necessitam usá-lo. O fornecimento adequado lubrificantes à base de água também precisam ser disponibilizados para reduzir o rompimento do preservativo durante o uso, especialmente para a prática do sexo anal, e no contexto de secura vaginal e do trabalho sexual.</p>
<p align="justify">Apesar do aumento geral das tendências no uso de preservativo durante as últimas duas décadas, estas não são homogêneas e lacunas substanciais permanecem.  O relato do uso do preservativo na última relação sexual com parceiros ocasionais varia de 80% por homens na Namíbia e no Camboja a menos de 40% por homens e mulheres de outros países, incluindo alguns altamente afetados pelo HIV. Da mesma forma, entre os jovens com idades entre 15 a 24 anos, o uso do preservativo na última relação sexual varia de 80% relatado em alguns países latino-americanos e europeus para menos de 30% em alguns países do Oeste Africano. Este heterogeneidade no padrão de uso evidencia a necessidade para que os países estabeleçam metas nacionais e subnacionais ambiciosas e que em muitas situações aproveitem oportunidades importantes para a ampliação da demanda e para o fornecimento de preservativos.</p>
<p><strong>Os programas que promovem preservativos devem abordar estigmas relacionados às questões de gênero e a fatores socioculturais que dificultam o acesso efetivo e o uso do preservativo.</strong></p>
<p align="justify">A promoção efetiva do preservativo deve ser adaptada para as pessoas em maior risco de contrair o HIV e outras IST e/ou a gravidez indesejada, incluindo jovens, profissionais do sexo e seus clientes, pessoas que usam drogas injetáveis e homens que fazem sexo com homens. Muitas mulheres e meninas jovens, especialmente aquelas em relacionamentos de longo prazo e trabalhadoras do sexo, não têm o poder para negociar o uso do preservativo, uma vez que os homens são muitas vezes resistentes ao seu uso. Em relacionamentos estabelecidos, o uso do preservativo pode sinalizar falta de confiança ou de intimidade.</p>
<p align="justify">No entanto, poucos programas abordam adequadamente as barreiras que dificultam o acesso e o uso de preservativos pelos jovens, por populações-chave e por homens e mulheres em relacionamentos estáveis. Em alguns contextos, os trabalhadores do sexo são forçados por seus clientes a ter relações sexuais desprotegidas; e transportar preservativos é crime e pode ser utilizados como prova pela polícia para provar o envolvimento em trabalho sexual. Essas práticas minam os esforços de prevenção do HIV e os governos devem tomar medidas para acabar com estas violações dos direitos humanos. Programas de prevenção devem assegurar que preservativos e lubrificantes sejam amplamente disponibilizados e que os jovens e as populações-chave tenham conhecimentos, habilidades e capacitação para usá-los corretamente e de forma consistente. Os preservativos devem também ser disponibilizados para pessoas privadas de liberdade, e em situações de crise humanitária.</p>
<p><strong>Investimentos adequados em larga escala e maior promoção do preservativo são necessários para sustentar a resposta ao HIV, às outras ISTs e à gravidez indesejada.</strong></p>
<p align="justify">Apesar do baixo custo dos preservativos, o financiamento internacional para sua aquisição na África subsaariana estagnou nos últimos anos. São necessárias ações coletivas em todos os níveis para apoiar os esforços dos países que dependem de ajuda externa para aquisição de preservativos, sua promoção e distribuição e para aumentar o financiamento doméstico, além do investimento do setor privado na distribuição e promoção de preservativos. Embora os preservativos façam parte da maioria dos programas nacionais de HIV, IST e saúde reprodutiva, eles não são consistentemente distribuídos e nem promovidos o suficiente, de forma proativa. A distribuição nacional de preservativos e sua venda pode ser reforçada através da aplicação da abordagem total de mercado que combina distribuição do setor público, marketing social e vendas no setor privado. As barreiras administrativas que impedem programas e organizações de fornecer quantidades suficientes de preservativos para distribuição precisam ser removidas. Em locais de alta prevalência do HIV, a promoção e a distribuição de preservativos deve tornar-se sistematicamente integradas aos serviços comunitários de saúde e na rede básica de saúde como um todo.</p>
<p>Acesse <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/07/2015_07_07_UNFPA_OMS_UNAIDS.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o comunicado completo aqui</a>.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2015/07/unfpa-oms-e-unaids-declaracao-de-posicao-sobre-preservativos-e-a-prevencao-do-hiv-outras-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-e-gravidez-indesejada/">UNFPA, OMS e UNAIDS: declaração de posição sobre preservativos e a prevenção do HIV, outras infecções sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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