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	<title>Nova Variante - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>Qual é o impacto da nova variante do HIV sobre a resposta ao HIV?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Feb 2022 21:05:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Após recente identificação de uma nova variante do HIV, falamos com Lycias Zembe, virologista e oficial técnico do UNAIDS, sobre o possível impacto na resposta global ao HIV. O que há de diferente nesta nova variante do HIV? O HIV é um dos vírus de mutação mais rápida já estudados—as versões do vírus podem, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/02/qual-e-o-impacto-da-nova-variante-do-hiv-sobre-a-resposta-ao-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Após recente <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2022/02/nova-variante-hiv-e-identificada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">identificação de uma nova variante do HIV,</a></span> falamos com Lycias Zembe, virologista e oficial técnico do UNAIDS, sobre o possível impacto na resposta global ao HIV.</p>



<span id="more-20060"></span>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que há de diferente nesta nova variante do HIV?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O HIV é um dos vírus de mutação mais rápida já estudados—as versões do vírus podem variar de pessoa para pessoa e às vezes até mesmo em uma única pessoa. Sua capacidade de sofrer mutações rápidas e evoluir entre e dentro das pessoas é um grande obstáculo ao desenvolvimento de uma vacina contra o HIV— ainda não há vacina para o HIV disponível e não há cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até agora, as mutações do HIV não têm sido amplamente divulgadas na mídia devido à eficácia e disponibilidade da terapia antirretroviral em responder a elas. A variante recentemente relatada do HIV, subtipo B, pode causar uma infecção mais grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.science.org/doi/pdf/10.1126/science.abk1688" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo de Chris Wymant e equipe</a></span>, as pessoas infectadas com a variante têm uma carga viral média que é cerca de quatro vezes maior do que é normal para a infecção pelo HIV, e seu sistema imunológico é enfraquecido duas vezes mais rápido, colocando-as em risco de desenvolver a AIDS mais rapidamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Felizmente, como com outras mutações do HIV descobertas até hoje, ela é prontamente passível de tratamento com todos os medicamentos antirretrovirais disponíveis atualmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a mensagem principal é que não há necessidade de pânico, a mutação é uma atividade natural dos vírus, e, felizmente, para o HIV, os tratamentos atuais ainda funcionam para a variante do subtipo B do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, 10 milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo ainda não estão em terapia antirretroviral, então são necessários imensos esforços para alcançar essas pessoas, que muitas vezes são marginalizadas e estigmatizadas, para garantir que elas tenham acesso ao tratamento capaz de salvar vidas, o que também impede a transmissão do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como deve ser a reação da resposta global ao HIV?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante identificar as pessoas que podem ser infectadas pelo HIV e iniciar o tratamento rapidamente, pois os tratamentos funcionam bem, mesmo contra esta variante. É igualmente importante garantir que as pessoas em tratamento se mantenham com supressão viral, reforçando e apoiando a adesão ao tratamento antirretroviral. Além disso, as descobertas ressaltam a necessidade de preparação e vigilância para detectar, caracterizar e responder rapidamente a novas versões de patógenos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Que lições podem ser aprendidas com a descoberta da nova variante?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta ao HIV não deve perder o foco na prevenção de um ressurgimento do HIV—especialmente durante um período em que muita atenção tem sido colocada na pandemia de COVID-19 e enormes recursos e infraestrutura para o HIV têm sido reorientados para responder à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O HIV é a pandemia mais mortal dos últimos tempos e continua sendo uma séria preocupação de saúde pública. Em 2020, cerca de 680 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS e 1,5 milhão foram infectadas recentemente com o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a pandemia de COVID-19, os esforços de prevenção do HIV foram interrompidos e menos pessoas iniciaram o tratamento. Os esforços devem ser intensamente intensificados nestas áreas, bem como os investimentos em pesquisa e desenvolvimento para encontrar uma vacina e uma cura, a fim de garantir que possamos acabar com a pandemia de AIDS até 2030 como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.</p>
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		<title>A identificação de uma nova variante de HIV mostra a urgência de acabar com a pandemia de AIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Feb 2022 14:49:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma pesquisa recém-divulgada da Universidade de Oxford revelou a existência de uma variante mais transmissível e prejudicial do HIV, surgida na Holanda. As pessoas que vivem com o recém-revelado subtipo do HIV, chamado de variante VB, experimentam o dobro da taxa de declínio do sistema imunológico (contagem de CD4), têm cargas virais mais altas, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/02/nova-variante-hiv-e-identificada/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa recém-divulgada da Universidade de Oxford revelou a existência de uma variante mais transmissível e prejudicial do HIV, surgida na Holanda. As pessoas que vivem com o recém-revelado subtipo do HIV, chamado de variante VB, experimentam o dobro da taxa de declínio do sistema imunológico (contagem de CD4), têm cargas virais mais altas do HIV (quantidade de vírus no sangue) e são vulneráveis a desenvolverem AIDS de duas a três vezes mais rápido, após o diagnóstico, do que se estivessem vivendo com outras cepas do vírus. O estudo liderado por profissionais de pesquisa do Big Data Institute, da Universidade de Oxford, foi o primeiro a descobrir o subtipo B do vírus e também revelou que a variante circula na Holanda há anos e continua receptiva ao tratamento do HIV.</p>



<span id="more-19771"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Mundialmente, a pandemia do HIV continua a tirar uma vida por minuto. Cientistas há muito se preocupam com a evolução de novas variantes mais transmissíveis do HIV. Esta variante recém-identificada não representa uma grande ameaça à saúde pública, mas ressalta a urgência de acelerar os esforços para deter a pandemia do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Dez milhões de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo ainda não estão em tratamento, alimentando a contínua disseminação do vírus e o potencial para novas variantes&#8221;, disse Eamonn Murphy, vice-diretor executivo para Programas a.i do UNAIDS. &#8220;Precisamos urgentemente implantar inovações médicas de ponta de maneira que cheguem às comunidades mais necessitadas. Seja o tratamento do HIV ou as vacinas da COVID-19, as desigualdades no acesso estão perpetuando pandemias de uma maneira que prejudicam a todas as pessoas.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O HIV continua sendo a pandemia mais mortal do nosso tempo—estima-se que 79 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus, para o qual ainda não há vacina nem cura. Cerca de 36 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS desde o início da pandemia e 1,5 milhão de pessoas foram recém-infectadas pelo HIV em 2020. Das 38 milhões de pessoas que vivem hoje com HIV, 28 milhões estão em terapia antirretroviral que salva vidas, mantendo-as vivas e saudáveis e impedindo a transmissão do vírus.</p>
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