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	<title>MEDICAMENTOS - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>MEDICAMENTOS - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Sociedade civil destaca alto custo de medicamentos injetáveis de longa-duração para o HIV em audiência pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thaina]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2025 18:15:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Na última quinta-feira, 28 de agosto, a Câmara dos Deputados promoveu um debate fundamental: a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial discutiu a ampliação do acesso a novos medicamentos de longa duração para o HIV. A discussão foi uma iniciativa de deputadas da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às IST/HIV/AIDS e Hepatites, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/09/sociedade-civil-destaca-alto-custo-de-medicamentos-em-audiencia-publica-sobre-medicamentos-injetaveis-de-longa-duracao-para-o-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Na última quinta-feira, 28 de agosto, a Câmara dos Deputados promoveu um debate fundamental: a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial discutiu a ampliação do acesso a novos medicamentos de longa duração para o HIV.</p>



<span id="more-30613"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão foi uma iniciativa de deputadas da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às IST/HIV/AIDS e Hepatites Virais. A audiência contou com a participação de empresas farmacêuticas, do governo e da sociedade civil, com acompanhamento do UNAIDS no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo do diálogo foi debater sobre estratégias para ampliar o acesso a medicamentos injetáveis de longa duração para o HIV, com foco em populações-chave e aquelas que estão mais expostas ao HIV. Entre os medicamentos discutidos estavam o lenacapavir e o cabotegravir, que demonstram eficácia superior a 95% na prevenção da infecção pelo HIV.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Medicamentos injetáveis de longa duração</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cabotegravir</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cabotegravir, registrado pela ViiV Healthcare, deve ser aplicado uma vez a cada dois meses para prevenir o HIV. O medicamento foi aprovado pela ANVISA em 2023 e lançado no mercado privado brasileiro na última semana. Atualmente, seu custo médio é de R$ 4 mil por dose e ainda não há data para o início da oferta do medicamento pelo SUS.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Lenacapavir</strong>&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lenacapavir, da farmacêutica Gilead, é aplicado uma vez por semestre e está em processo de registro para uso na prevenção do HIV. A Gilead ainda não anunciou o preço do medicamento para PrEP no Brasil. Contudo, seu custo para prevenção nos Estados Unidos foi registrado em US$ 28.218 por pessoa ao ano.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, um artigo publicado na revista <em><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=5293409" target="_blank" rel="noopener" title="">The Lancet</a></span></em> apresenta uma perspectiva diferente para a versão genérica. O estudo projeta que o custo do lenacapavir genérico poderia variar entre US$ 35 e US$ 46 por pessoa ao ano. Além disso, o crescimento da demanda poderia reduzir esse valor para US$ 25 anuais por pessoa, caso houvesse uma demanda comprometida de cinco a dez milhões de pessoas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, todos os países da América Latina e do Caribe foram <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2024/10/declaracao-do-unaids-sobre-a-exclusao-de-paises-de-renda-media-da-licenca-para-versao-generica-da-injecao-contra-o-hiv/" target="_blank" rel="noopener" title="">excluídos da licença</a></span> para a versão genérica do lenacapavir.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2017, existe&nbsp;o SUS disponibiliza a PrEP oral para prevenção do HIV, que deve ser administrada diariamente. Saiba mais <a href="https://www.gov.br/aids/pt-br/assuntos/prevencao-combinada/prep-profilaxia-pre-exposicao/prep-profilaxia-pre-exposicao" target="_blank" rel="noopener" title=""><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></a>.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/20250828Audiencia.png"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="453" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/20250828Audiencia-1024x453.png" alt="" class="wp-image-30616" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/20250828Audiencia-1024x453.png 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/20250828Audiencia-300x133.png 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/20250828Audiencia-768x340.png 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/20250828Audiencia-720x318.png 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/20250828Audiencia.png 1081w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><em>Quadro comparativo apresentado pelo Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual (GTPI)</em> <em>na Audiência Pública sobre sobre medicamentos injetáveis de longa-duração para o HIV.</em></p>



<div class="wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-fe48e5de wp-block-buttons-is-layout-flex">
<div class="wp-block-button"><a class="wp-block-button__link has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-element-button" href="https://www.youtube.com/watch?v=bcBecwT-WzY">Assista a audiência completa no Youtube</a></div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-scaled.jpg"><img decoding="async" width="683" height="1024" data-id="30619" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-683x1024.jpg" alt="" class="wp-image-30619" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-683x1024.jpg 683w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-200x300.jpg 200w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-768x1152.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-1024x1536.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-1365x2048.jpg 1365w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-1200x1800.jpg 1200w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-800x1200.jpg 800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-480x720.jpg 480w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6485-scaled.jpg 1707w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“O Brasil foi excluído da licença por ser considerado um país de renda média, o que não vê as desigualdades intensas que há no Brasil. Em 2022, 23% das novas infecções por HIV ocorreram nos países que foram excluídos da licença, inclusive de países que participaram dos estudos clínicos”, comenta Susana Van der Ploeg, coordenadora do GTPI/REBRIP. Foto: UNAIDS Brasil/João Rabelo </figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6526-scaled.jpg"><img decoding="async" width="1024" height="683" data-id="30617" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6526-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-30617" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6526-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6526-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6526-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6526-1536x1024.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6526-2048x1365.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6526-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6526-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“Há pessoas que vivem muito longe e que têm que recorrer quilômetros para acessar o pacote de prevenção do HIV que o SUS oferece. Não conseguiremos chegar nas metas se não olharmos para o acesso à saúde como um direito”, reforça Andrea Boccardi Vidarte, diretora e representante do UNAIDS. Foto: UNAIDS Brasil/João Rabelo </figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6099-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="30618" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6099-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-30618" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6099-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6099-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6099-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6099-1536x1024.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6099-2048x1365.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6099-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6099-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“Estamos falando de direitos. Não é uma relação de consumo, é uma relação de direitos humanos e de saúde que a população se aproprie da sua própria pesquisa. Estamos falando de um país onde mais de 10 mil pessoas falecem todos os anos por causa da AIDS”, destaca a deputada Erika Kokay. Foto: UNAIDS Brasil/João Rabelo</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6112-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="30620" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6112-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-30620" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6112-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6112-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6112-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6112-1536x1024.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6112-2048x1365.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6112-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6112-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“Quando uma inovação pode salvar a vida das pessoas, mas não chega às pessoas que precisam dela, será que podemos considerar de fato uma inovação? Preço é uma questão chave na incorporação de medicamentos”, questiona Luciana de Melo, Coordenadora de HIV/Aids do Ministério da Saúde. Foto: UNAIDS Brasil/João Rabelo</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6194-scaled.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" data-id="30621" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6194-1024x683.jpg" alt="" class="wp-image-30621" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6194-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6194-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6194-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6194-1536x1024.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6194-2048x1365.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6194-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2025/09/IMG_6194-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a><figcaption class="wp-element-caption">“O registro do lenacapavir foi solicitado à ANVISA em novembro de 2024 para tratamento e posteriormente foi realizado o pós registro para a prevenção, como PrEP. A ANVISA prioriza esse medicamento tanto no registro como no pós registro por considerar o HIV emergente e uma pandemia”, explica Raphael Sanches Pereira, especialista em Regulação e Vigilância Sanitária na ANVISA. Foto: UNAIDS Brasil/João Rabelo </figcaption></figure>
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		<title>COVID-19 pode afetar disponibilidade e custo de ARVs, mas riscos podem ser mitigados</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/06/covid-19-pode-afetar-disponibilidade-e-custo-de-arvs-mas-riscos-podem-ser-mitigados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2020 16:13:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo do UNAIDS mostra que o impacto causado pela COVID-19 na produção e logística pode ter um efeito significativo no fornecimento de terapia antirretroviral em todo o mundo, mas as medidas tomadas agora podem diminuir os danos causados A pesquisa do UNAIDS descobriu que os bloqueios e fechamentos de fronteiras impostos para interromper a, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/06/covid-19-pode-afetar-disponibilidade-e-custo-de-arvs-mas-riscos-podem-ser-mitigados/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Estudo do UNAIDS mostra que o impacto causado pela COVID-19 na produção e logística pode ter um efeito significativo no fornecimento de terapia antirretroviral em todo o mundo, mas as medidas tomadas agora podem diminuir os danos causados</p>



<span id="more-15507"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa do UNAIDS descobriu que os bloqueios e fechamentos de fronteiras impostos para interromper a COVID-19 estão afetando a produção de medicamentos e sua distribuição, potencialmente levando a aumentos de custos e problemas de suprimento, incluindo falta de estoque nos próximos dois meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É vital que os países façam planos urgentes agora para mitigar a possibilidade e os impactos de custos mais altos e disponibilidade reduzida de medicamentos antirretrovirais&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;Peço aos países e compradores de remédios contra o HIV que ajam rapidamente, a fim de garantir que todas as pessoas que estão atualmente em tratamento continuem nele, salvando vidas e interrompendo novas infecções pelo HIV.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como 24,5 milhões de pessoas estavam em terapia antirretroviral no final de junho de 2019, milhões de pessoas poderiam estar em risco de sofrer danos – com impacto tanto para elas próprias quanto para outras pessoas devido a um risco acrescido de transmissão do HIV – se não puderem continuar acessando seu tratamento. Um recente exercício de modelagem estimou que uma interrupção de seis meses da terapia antirretroviral na África subsaariana sozinha poderia levar a 500.000 mortes adicionais relacionadas à AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A produção de medicamentos antirretrovirais foi afetada por vários fatores. O transporte aéreo e marítimo está sendo severamente restringido, dificultando a distribuição de matérias-primas e outros produtos, como material de embalagem, que as empresas farmacêuticas precisam para fabricar os medicamentos. O distanciamento físico e os bloqueios também estão restringindo os níveis de recursos humanos disponíveis nas instalações de fabricação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado combinado de escassez de materiais e força de trabalho pode levar a problemas de fornecimento e pressão sobre os preços nos próximos meses, sendo alguns dos regimes de tratamento de primeira linha e os de crianças os que mais podem ser atingidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma série de circunstâncias está conspirando para aumentar a pressão sobre o custo total dos medicamentos antirretrovirais. Os custos indiretos e de transporte aumentados, a necessidade de fornecimento alternativo de materias-primas e ingredientes farmacêuticos ativos e as flutuações cambiais causadas pelo choque econômico previsto estão se combinando para aumentar o custo de alguns regimes antirretrovirais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que um aumento de 10% a 25% nesses pilares possa resultar em um aumento anual de 100 a 225 milhões de dólares (cerca de R$ 500 a R$ 1,2 milhão pela cotação de 23/6) no custo final dos medicamentos antirretrovirais exportados da Índia, para citar apenas um exemplo. Considerando que em 2018 houve um déficit de financiamento do HIV de mais de 7 bilhões de dólares (cerca de R$ 36,1 bilhões pela cotação de 23/6), o mundo não pode arcar com um ônus adicional sobre os investimentos na resposta à AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS e os parceiros estão trabalhando para mitigar o impacto. O Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária (Fundo Global) está fornecendo financiamento imediato de até 1 bilhão de dólares (R$ 5,16 bilhões) para ajudar os países a responder à COVID-19 e está expandindo o uso de sua plataforma de compras para não beneficiários do Fundo Global. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o combate à AIDS (PEPFAR) está promovendo a continuidade do tratamento para o HIV, implementando novas estratégias, como a telemedicina, e permitindo alguma flexibilidade do programa em relatar requisitos, fornecer pessoal e realocar recursos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde está compilando, trocando e analisando informações sobre os serviços de HIV que foram afetados e está em contato com os fabricantes de medicamentos antirretrovirais para estoques de emergência e com os países para que mudem para produtos alternativos de qualidade disponíveis e adotem possíveis medidas de mitigação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS tem coordenado esforços para enfrentar os desafios de compras e de gestão de suprimentos da terapia antirretroviral causada pela resposta à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, uma série de recomendações de políticas sobre as ações coordenadas, que devem ser tomadas por governos e fornecedores a fim de resolver esses problemas, informa como minimizar os impactos nas cadeias de suprimentos e nos preços. Ao gerenciar efetivamente os estoques atuais e futuros de medicamentos antirretrovirais, o fornecimento pode ser mantido para todas as pessoas que precisam de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise do UNAIDS coletou informações dos oito fabricantes de medicamentos antirretrovirais genéricos da Índia. Juntos, eles representam mais de 80% da produção de medicamentos antirretrovirais genéricos em todo o mundo. Também foram pesquisados departamentos governamentais em sete outros países que produzem medicamentos antirretrovirais genéricos e que respondem pela maior parte da produção de ARV genéricos em países de baixa e média renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Conheça o estudo, em inglês. (opens in a new tab)" href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/covid19-supply-chain-availability-cost-generic-arv_en.pdf" target="_blank"><strong>Conheça o estudo, em inglês.</strong></a></p>
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	            data-title="COVID-19 pode afetar disponibilidade e custo de ARVs, mas riscos podem ser mitigados" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/06/covid-19-pode-afetar-disponibilidade-e-custo-de-arvs-mas-riscos-podem-ser-mitigados/">COVID-19 pode afetar disponibilidade e custo de ARVs, mas riscos podem ser mitigados</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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