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	<title>HIV e COVID-19 - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>&#8220;Ninguém para trás na resposta ao HIV&#8221; é a mensagem do GT UNAIDS em sua primeira reunião de 2022</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 May 2022 16:33:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No dia 18 de maio, o Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (GT UNAIDS) realizou sua primeira reunião de 2022. Realizado de forma híbrida, presencial e virtual, o encontro reuniu 47 pessoas, entre representantes de governo, embaixadas, agências, fundos e programas da ONU e organizações da sociedade civil que atuam com HIV/AIDS., <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/05/gt-unaids-tem-a-primeira-reuniao-de-2022/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">No dia 18 de maio, o Grupo Temático Ampliado das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (GT UNAIDS) realizou sua primeira reunião de 2022. Realizado de forma híbrida, presencial e virtual, o encontro reuniu 47 pessoas, entre representantes de governo, embaixadas, agências, fundos e programas da ONU e organizações da sociedade civil que atuam com HIV/AIDS. As apresentações e intervenções giraram em torno do tema central do encontro: &#8220;Uma resposta conjunta ao HIV para não deixar ninguém para trás&#8221;.&nbsp;</p>



<span id="more-20954"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua fala de abertura e boas-vindas, o Dr. Miguel Aragón, representando a OPAS/OMS, que preside o GT UNAIDS, destacou o desafio representado pela combinação de duas pandemias, HIV e COVID-19, especialmente sobre as populações mais vulneráveis, e reconheceu a decisão do Ministério da Saúde de ampliar a dispensação de antirretrovirais para 90 dias. &#8220;A sociedade civil também teve um papel fundamental durante a pandemia, o que demonstra a importância de termos ações conjuntas para fazer frente ao estigma e à discriminação&#8221;, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil, reforçou a importância do trabalho em parceria com as agências, fundos e programas da ONU que compõem o Joint Team do UNAIDS e com as diversas instâncias de governo, especialmente com o Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCCI) do Ministério da Saúde. &#8220;Procuramos também desenvolver e implementar nossas ações com a constante participação e apoio da sociedade civil, que teve &#8211; e tem &#8211; um papel crucial na resposta à epidemia de AIDS &#8211; e esse papel segue sendo fundamental na resposta ao HIV&#8221;, destacou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. Gerson Fernando Mendes Pereira, diretor do DCCI, chamou a atenção para a complexidade de dar uma resposta eficiente ao HIV em meio aos desafios representados pela pandemia de COVID-19. &#8220;Nesse período não houve falta de insumos e medicamentos para o HIV e o Brasil chegou a fazer doações humanitárias para outros países&#8221;, recorda. O Dr. Gerson terminou sua fala apresentando a proposta do DCCI de um conjunto de ações alusivas aos 40 anos de enfrentamento da pandemia de HIV no Brasil.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>O trabalho do Joint Team do UNAIDS</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">As agências, fundos e programas que formam o Joint Team do UNAIDS no Brasil apresentaram as ações desenvolvidas na resposta ao HIV. Antes de sua fala, Ariadne Ribeiro Ferreira, oficial para Comunidade, Gênero e Direitos Humanos do UNAIDS, apresentou um vídeo com o resumo das ações da organização no período entre 2021 e abril de 2022.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="1ª reunião do Grupo Temático Ampliado do UNAIDS (GT UNAIDS) em 2022." width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/TkXMTUInb74?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua fala, Ariadne ressaltou&nbsp;como a combinação das pandemias de COVID-19 e HIV amplia&nbsp;o impacto das desigualdades sobre a população em situação de maior vulnerabilidade. &#8220;Alcançar as pessoas em vulnerabilidade nos faz chegar perto de alcançar as metas de acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030. A atuação do Joint Team mostra que estamos conseguindo chegar nas pessoas, ampliar redes de cuidado, levar autoestima para pessoas trans, fomentar produção científica. Nada disso seria possível sem as parcerias e um trabalho conjunto&#8221;, destacou.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As apresentações do Joint Team cobriram uma multiplicidade de ações de resposta ao HIV que incluíram o trabalho com migrantes da Venezuela e população indígena, desenvolvido pela UNESCO, o reforço de capacidades locais e de atenção direta em Roraima, Acre e Rondônia, pela OMS/OPAS, atividades formativas sobre HIV/AIDS para representantes do Poder Judiciário, implementadas pela UNODC, articulação com governos locais e organizações da sociedade civil na atuação com jovens, realizada pela UNFPA.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A OIT destacou os estudos e ações de capacitação de populações vulneráveis para ingresso no mercado do trabalho, enquanto a ONU Mulheres registrou a entrega de fundos para apoiar a ação de coletivos de trabalhadoras do sexo. O PNUD apresentou as parcerias para viabilizar a entrega de 140 mil testes para HIV e a implementação do Estigma Index, entre outras atividades.</p>



<h5 class="wp-block-heading"><strong>A sociedade civil e os desafios da resposta ao HIV</strong></h5>



<p class="wp-block-paragraph">As representações da sociedade civil no GT UNAIDS chamaram a atenção para alguns dos principais desafios na resposta ao HIV, que incluem o envelhecimento da população que vive com HIV, o tema de sustentabilidade das organizações que atuam no setor, a falta de insumos e de acesso ao mercado de trabalho para a população trans, a importância de envolver a juventude, especialmente a que vive em situação de maior vulnerabilidade, no desenvolvimento das estratégias e programas para o HIV/AIDS e o impacto da pandemia de HIV na saúde mental.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular has-rounded-corners-18"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:66.77402%"><figure class="tiled-gallery__item"><a href="https://i0.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS6.jpeg?ssl=1"><img decoding="async" alt="" data-height="1200" data-id="20959" data-link="https://unaids.org.br/2022/05/gt-unaids-tem-a-primeira-reuniao-de-2022/gtunaids6/" data-url="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS6.jpeg" data-width="1600" src="https://i0.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS6.jpeg?ssl=1" data-amp-layout="responsive"/></a></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.22598%"><figure class="tiled-gallery__item"><a href="https://i2.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS5.jpeg?ssl=1"><img decoding="async" alt="" data-height="1200" data-id="20960" data-link="https://unaids.org.br/2022/05/gt-unaids-tem-a-primeira-reuniao-de-2022/gtunaids5/" data-url="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS5.jpeg" data-width="1600" src="https://i2.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS5.jpeg?ssl=1" data-amp-layout="responsive"/></a></figure><figure class="tiled-gallery__item"><a href="https://i2.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS4.jpeg?ssl=1"><img decoding="async" alt="" data-height="1200" data-id="20961" data-link="https://unaids.org.br/2022/05/gt-unaids-tem-a-primeira-reuniao-de-2022/gtunaids4/" data-url="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS4.jpeg" data-width="1600" src="https://i2.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS4.jpeg?ssl=1" data-amp-layout="responsive"/></a></figure></div></div><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.33333%"><figure class="tiled-gallery__item"><a href="https://i2.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS2.jpeg?ssl=1"><img decoding="async" alt="" data-height="1200" data-id="20963" data-link="https://unaids.org.br/2022/05/gt-unaids-tem-a-primeira-reuniao-de-2022/gtunaids2/" data-url="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS2.jpeg" data-width="1600" src="https://i2.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS2.jpeg?ssl=1" data-amp-layout="responsive"/></a></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.33333%"><figure class="tiled-gallery__item"><a href="https://i0.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS3.jpeg?ssl=1"><img decoding="async" alt="" data-height="1200" data-id="20962" data-link="https://unaids.org.br/2022/05/gt-unaids-tem-a-primeira-reuniao-de-2022/gtunaids3/" data-url="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS3.jpeg" data-width="1600" src="https://i0.wp.com/unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/05/GTUNAIDS3.jpeg?ssl=1" data-amp-layout="responsive"/></a></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.33333%"><figure class="tiled-gallery__item"></figure></div></div></div></div>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Sou uma mulher que vive com HIV. Quando eu ouço sobre envelhecimento me sinto contemplada. Nossa pandemia tem uma cara preta pobre e invisível&#8221;, disse Renata Souza, do Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cleonice Araúdo, da Rede Nacional de Pessoas Trans e Travestis Vivendo com HIV/AIDS reforçou: &#8220;Estamos falando de uma luta pela sobrevivência, de uma epidemia que nasceu há muitos anos. Estamos aqui produzindo coletivamente uma resposta. Eu fui muito discriminada quando assumi a minha sorologia, mas posso afirmar que sozinha ando bem, mas acompanhada ando melhor.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua fala de encerramento do GT UNAIDS, a Dra. Socorro Gross, representante da OMS/OPAS no Brasil, reconheceu o esforço coletivo feito por governos, sociedade civil e agências, fundos e programas da ONU. &#8220;O Brasil segue sendo uma referência na resposta ao HIV, especialmente quando vemos os retrocessos ocorridos em muitos outros países. Temos de continuar lutando para que todas as pessoas possam viver plenamente, e não apenas sobreviver&#8221;.</p>
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		<title>Projeto apoiado pelo UNAIDS confecciona bonecas de pano e ajuda mulheres que vivem com HIV em tempos de COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Apr 2022 15:20:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mulheres vivendo com HIV de diferentes partes do Brasil usam linhas, tecidos e retalhos coloridos para dar forma a mãos, pés e sorrisos de bonecas de pano, que são comercializadas para gerar renda. A ação faz parte do Projeto Mulher Empreendedora, implementado pelo Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP). A iniciativa recebeu recursos do, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/04/projeto-apoiado-pelo-unaids-confecciona-bonecas-de-pano/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Mulheres vivendo com HIV de diferentes partes do Brasil usam linhas, tecidos e retalhos coloridos para dar forma a mãos, pés e sorrisos de bonecas de pano, que são comercializadas para gerar renda. A ação faz parte do <strong>Projeto Mulher Empreendedora</strong>, implementado pelo <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://mncp.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP)</a></span>. A iniciativa recebeu recursos do <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2021/08/acoes-de-empreendorismo-social-selecionadas-pelo-fundo-solidario-do-unaids-comecam-a-implementar-atividades/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Fundo Solidário</a></span>, lançado em 2020 pelo UNAIDS para apoiar atividades de empreendedorismo lideradas por pessoas vivendo com HIV e de populações-chave.</p>



<span id="more-20662"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, 35 mulheres de todas as regiões do Brasil participaram do projeto, que foi implementado de forma online. Para tanto, tiveram acesso a videoaulas ensinando o passo-a-passo da confecção das bonecas, incluindo a &#8220;Tilda Toy&#8221;, um estilo que faz sucesso nas redes sociais e que, por escolha das participantes, recebeu um adorno que faz referência à artista mexicana Frida Kahlo. Elas também participaram de uma formação em empreendedorismo, na qual aprenderam temas como marketing, vendas, precificação, planejamento e uso de mídias sociais, além de receberem uma mentoria sobre modelagem de negócios. Todas receberam uma ajuda de custo para adquirir os materiais necessários para começar a produzir as bonecas e, depois, para continuar a produção, ao fim do projeto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do grupo inicial, 28 mulheres já estão comercializando suas bonecas de forma independente. Destas, duas iniciaram empreendimentos próprios e as demais vendem suas produções em feiras locais e entre familiares e círculo de amizade. A intenção é caminhar para formar uma rede de produção com fins educacionais. O MNCP estima que cerca de 90 pessoas, entre mulheres participantes, familiares e redes de apoio foram direta ou indiretamente alcançadas pelo projeto e pela capacitação oferecida.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Mulher Empreendedora: Uma resposta para o impacto da pandemia de COVID 19</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Para Iranilde Pereira Fonseca, 55 anos, de Campinas (SP), a participação no Projeto Mulher Empreendedora foi importante para fortalecer a rede com outras mulheres vivendo com HIV. “Foi muito bom fazer o curso. Ouvi os relatos das mulheres e aprendi com a experiência de quem já tem conhecimento e com as dificuldades de cada uma. Vi que não era só eu que tinha dificuldade, então foi uma lição pra mim”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fabiana Oliveira, secretária de Comunicação do MNCP e coordenadora técnica do Projeto Mulher Empreendedora, explica que a iniciativa surgiu a partir da constatação de que a pandemia de COVID-19 trouxe um impacto desproporcional para as mulheres. “O projeto foi extremamente importante para as mulheres que vivem com HIV/AIDS, sem condições de acessar o mercado de trabalho, com a aposentadoria cortada, sobrecarga de trabalho doméstico, vivências de violência e tendo de lidar com a interrupção dos serviços de saúde especializados. Por meio dele, pudemos oferecer uma alternativa para as demandas e dificuldades apresentadas, um incentivo para a autonomia, empoderamento e ao empreendedorismo e suporte para que as mulheres participantes possam, por meio da venda das bonecas, suprir suas necessidades básicas&#8221;, relembra.</p>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-effect="fade"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="576" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-20663" data-id="20663" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_3-576x1024.jpeg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_3-576x1024.jpeg 576w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_3-169x300.jpeg 169w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_3-768x1366.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_3-864x1536.jpeg 864w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_3-675x1200.jpeg 675w, 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MNCP</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-20666" data-id="20666" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_7-768x1024.jpeg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_7-768x1024.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_7-225x300.jpeg 225w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_7-900x1200.jpeg 900w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_7-540x720.jpeg 540w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_7.jpeg 960w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: MNCP</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img 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swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-20671" data-id="20671" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_13-576x1024.jpeg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_13-576x1024.jpeg 576w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_13-169x300.jpeg 169w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_13-768x1365.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_13-864x1536.jpeg 864w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_13-675x1200.jpeg 675w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_13-405x720.jpeg 405w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_13.jpeg 900w" sizes="auto, (max-width: 576px) 100vw, 576px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: MNCP</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-20672" data-id="20672" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_14.jpeg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_14.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_14-225x300.jpeg 225w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_14-540x720.jpeg 540w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: MNCP</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-20673" data-id="20673" 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swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-20674" data-id="20674" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_20-768x1024.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_20-768x1024.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_20-225x300.jpg 225w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_20-1152x1536.jpg 1152w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_20-1536x2048.jpg 1536w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_20-1350x1800.jpg 1350w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_20-900x1200.jpg 900w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_20-540x720.jpg 540w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2022/04/2022_04_12_MNCP_20-scaled.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Créditos: MNCP</figcaption></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil, destaca que o apoio do Fundo Solidário ao Projeto Mulher Empreendedora está em linha com a visão estratégica de botar pessoas e comunidades no centro da resposta ao HIV. &#8220;Esta abordagem é particularmente importante para as populações mais vulneráveis, como as mulheres vivendo com HIV atendidas pelo MNCP, que sentiram fortemente a queda de renda provocada pela pandemia de COVID-19. Proporcionar o acesso próprio dessas mulheres à fonte de recursos que garantam sua segurança financeira acaba impactando positivamente na sua adesão e permanência nos processos de acompanhamento e tratamento do HIV&#8221;, acrescenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fabiana Oliveira destaca que o Projeto Mulheres Empreendedoras gerou uma oportunidade para as participantes reestruturarem e reescrevem suas histórias. &#8220;As bonecas de pano têm esse “poder” de estimular a imaginação, a criatividade e ainda oferecem o aconchego de um verdadeiro abraço”, finaliza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ter mais informações sobre o projeto Mulher Empreendedora, entrar em contato com o MNCP pelo e-mail <span style="text-decoration: underline;"><a href="mailto:secretarianacionalmncp@gmail.com" target="_blank" rel="noreferrer noopener">secretarianacionalmncp@gmail.com</a></span>.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2022/04/projeto-apoiado-pelo-unaids-confecciona-bonecas-de-pano/">Projeto apoiado pelo UNAIDS confecciona bonecas de pano e ajuda mulheres que vivem com HIV em tempos de COVID-19</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Novo relatório destaca o papel das organizações lideradas pela comunidade na resposta e preparação para pandemias</title>
		<link>https://unaids.org.br/2022/01/novo-relatorio-destaca-papel-das-ongs-na-resposta-as-pandemias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 29 Jan 2022 01:00:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[HIV e COVID-19]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No novo relatório do UNAIDS Holding the Line: communities as first responders to COVID-19 and emerging health threats (em inglês), organizações lideradas por e para pessoas que vivem com HIV e populações-chave detalham seus esforços para responder às pandemias da COVID-19 e HIV Com base em dados de pesquisa qualitativa que abrangem 225 organizações lideradas, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/01/novo-relatorio-destaca-papel-das-ongs-na-resposta-as-pandemias/">Read More</a></p>
<p>The post <a href="https://unaids.org.br/2022/01/novo-relatorio-destaca-papel-das-ongs-na-resposta-as-pandemias/">Novo relatório destaca o papel das organizações lideradas pela comunidade na resposta e preparação para pandemias</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">No novo relatório do UNAIDS<em><strong><a href="https://www.unaids.org/sites/default/files/media_asset/holding-the-line-communities-first-responders_en.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Holding the Line: communities as first responders to COVID-19 and emerging health threats</a></strong></em> (em inglês), organizações lideradas por e para pessoas que vivem com HIV e populações-chave detalham seus esforços para responder às pandemias da COVID-19 e HIV Com base em dados de pesquisa qualitativa que abrangem 225 organizações lideradas pela comunidade em 72 países, o relatório apresenta o trabalho das organizações durante o início de 2020 para sustentar a resposta ao HIV, apoiando suas comunidades durante a pandemia de COVID-19. O relatório também destaca as ações de alta prioridade que ainda são urgentemente necessárias e que garantirão a continuidade dos serviços relacionados ao HIV, bem como a sustentabilidade das organizações.</p>



<span id="more-19879"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Nas palavras das pessoas da comunidade, o relatório mostra o desenvolvimento e mobilização das organizações em locais e momentos que os governos não poderiam. Suas histórias mostram que organizações lideradas por e para pessoas vivendo com HIV e populações-chave, incluindo mulheres e jovens, têm alavancado o conhecimento sobre o HIV em uma experiência pandêmica mais ampla. Diante das interrupções nos serviços, da escassez de insumos sanitários, dos toques de recolher e das severas lacunas de financiamento, as organizações adaptaram-se rapidamente para continuar fornecendo serviços relacionados ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As organizações relataram maior envolvimento na distribuição de medicamentos antirretrovirais e kits de autoteste, negociando com profissionais do governo para garantir que os medicamentos fossem acessíveis e entregando-os às pessoas beneficiárias. Muitas organizações também relataram a mudança de seus serviços on-line, bem como a inclusão de contato telefônico e e-mail para aconselhamento pessoal e monitoramento do estado de saúde, com realização de visitas domiciliares em circunstâncias urgentes. O apoio material, incluindo cestas básicas e apoio financeiro, foram mobilizados e distribuídos às pessoas mais necessitadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As organizações também realizaram a prestação de serviços relacionada à COVID-19. Para uma melhor conscientização, iniciou-se a divulgação para a comunidade e público em geral sobre a COVID-19 e o compartilhamento informações sobre como as pessoas poderiam se proteger. Foi detectado o aumento dos níveis de violência de gênero, prestando assistência e apoio às pessoas sobreviventes. Também foram distribuídos máscaras, sabonetes e desinfetantes para as mãos, assim como a construção e instalação de locais para lavagem de mãos. Quando o custo e a disponibilidade de máscaras e sabão se tornaram um problema, muitas organizações relataram encontrar maneiras inovadoras de produzir esses itens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a maioria dessas organizações estava angustiada com a ausência—especialmente de processos de planejamento e tomada de decisão—o que resultou no fracasso das respostas nacionais de COVID-19 para atender às necessidades de suas comunidades. Foi expressa repetidamente uma grande preocupação com o impacto econômico dos lockdowns e restrições de viagem às pessoas beneficiárias. Também destacaram dificuldades contínuas na obtenção de equipamentos de proteção individual e aprovação de viagens, transporte público ou veículos particulares para as equipes de profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As organizações relataram suportar cargas extremamente pesadas com pouco apoio externo. Intensas lacunas de financiamento deixaram profissionais dessas organizações em exaustão e trabalhando noites e fins de semana para arrecadar fundos, geralmente sem sucesso, com algumas pessoas até mesmo recorrendo a seus próprios salários pessoais e economias para ajudar suas comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As organizações estão no centro de uma resposta de saúde pública centrada nas pessoas, baseada em direitos humanos. O UNAIDS pediu repetidamente apoio e financiamento para a infraestrutura, enfatizando que as comunidades precisam urgentemente do espaço e dos recursos para liderar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;As organizações lideradas pela comunidade nos guiaram através de duas pandemias, primeiro a pandemia de AIDS e agora COVID-19&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;Seu papel central e crítico na prestação de serviços no coração das comunidades, atingindo as pessoas mais vulneráveis, deve ser reconhecido e valorizado. Coletivamente, devemos fazer mais para apoiá-las financeiramente, engajá-las significativamente nos processos de tomada de decisão e garantir que elas tenham todos os recursos necessários para continuar seu trabalho na resposta ao HIV e COVID-19 e para futuras pandemias.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Onde os sistemas públicos de saúde têm engajado redes e organizações lideradas pela comunidade e capacitado as pessoas mais afetadas pelas pandemias, têm sido mais bem sucedidos no combate à desinformação, garantindo a continuidade dos serviços de saúde e protegendo os direitos e os meios de subsistência das pessoas mais vulneráveis. Isso é o que significa colocar as pessoas no centro das respostas pandêmicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir a sustentabilidade de uma resposta ao HIV liderada pela comunidade, o relatório pede que cinco medidas sejam adotadas com urgência:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>As organizações lideradas pela comunidade devem ser totalmente incluídas e integradas às respostas nacionais da pandemia, incluindo as respostas contínuas à COVID-19. Isso não pode se limitar à consulta e deve ocorrer no nível de desenvolvimento, planejamento, desenho e avaliação de intervenções.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Um financiamento emergencial de curto prazo deve ser mobilizado e disponibilizado rapidamente para organizações lideradas pela comunidade.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Uma base de financiamento estável e de longo prazo deve ser estabelecida para permitir que as organizações lideradas pela comunidade funcionem efetivamente.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>A base de informações sobre o trabalho das organizações lideradas pela comunidade deve ser ampliada e aprofundada por meio de documentação sistemática, identificação de boas práticas e compartilhamento de informações.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>A continuidade dos serviços relacionados ao HIV deve ser garantida, inclusive através da expansão do financiamento para organizações lideradas pela comunidade e do estabelecimento de acordos colaborativos entre organizações lideradas pela comunidade e instalações médicas para garantir a sustentabilidade da resposta ao HIV por meio da COVID-19 e futuras pandemias.</li></ul>
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	            data-title="Novo relatório destaca o papel das organizações lideradas pela comunidade na resposta e preparação para pandemias" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2022/01/novo-relatorio-destaca-papel-das-ongs-na-resposta-as-pandemias/">Novo relatório destaca o papel das organizações lideradas pela comunidade na resposta e preparação para pandemias</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dia Mundial da AIDS 2021. Tenham coragem para acabar com a AIDS, acabar com as desigualdades e acabar com as pandemias</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/12/dia-mundial-da-aids-2021-tenham-coragem-para-acabar-com-a-aids-com-as-desigualdades-as-pandemias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Dec 2021 14:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Dia Mundial da AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[HIV e COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[WAD 2021]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por ocasião do Dia Mundial da AIDS 2021, o UNAIDS, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e parcerias se reuniram em um evento especial em Genebra, Suíça, para destacar a necessidade urgente de acabar com as desigualdades econômicas, sociais, culturais e jurídicas que impulsionam a pandemia de AIDS e outras pandemias ao redor do, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/12/dia-mundial-da-aids-2021-tenham-coragem-para-acabar-com-a-aids-com-as-desigualdades-as-pandemias/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Por ocasião do Dia Mundial da AIDS 2021, o UNAIDS, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e parcerias se reuniram em um evento especial em Genebra, Suíça, para destacar a necessidade urgente de acabar com as desigualdades econômicas, sociais, culturais e jurídicas que impulsionam a pandemia de AIDS e outras pandemias ao redor do mundo.</p>



<span id="more-19266"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estamos lançando uma advertência urgente. Somente avançando rapidamente para acabar com as desigualdades que impulsionam a pandemia da AIDS poderemos superá-la&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. &#8220;As lideranças mundiais devem trabalhar juntas com urgência para enfrentar os desafios. Peço a vocês: tenham coragem em fazer corresponder as palavras aos atos. É inaceitável que a cada minuto que passa, nós perdemos uma vida preciosa para a AIDS. Não temos tempo a perder.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo está longe de cumprir o compromisso compartilhado de acabar com a AIDS até 2030. Em 2020, havia 37,7 milhões de pessoas vivendo com HIV, 1,5 milhão de novas infecções por HIV e 680 mil mortes relacionadas à AIDS. Cerca de 65% das infecções por HIV em todo o mundo estavam entre populações-chave, incluindo profissionais do sexo e clientes, gays e outros homens que fazem sexo com homens, pessoas usuárias de drogas e pessoas trans e suas parcerias sexuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Mesmo antes da pandemia da COVID-19, muitas das populações mais expostas a riscos não estavam sendo acessadas por testes de HIV, prevenção e serviços de atendimento&#8221;, disse Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;A pandemia piorou as coisas, com a interrupção dos serviços essenciais de saúde e o aumento da vulnerabilidade das pessoas com HIV à COVID-19. Como a COVID-19, temos todas as ferramentas para acabar com a epidemia de AIDS, se as usarmos bem&#8221;</p><cite>Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Se o mundo não combater a discriminação e as desigualdades, o UNAIDS e a OMS lembram que na próxima década poderão ocorrer 7,7 milhões de mortes relacionadas à AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://youtu.be/X39RwSObt94" target="_blank" rel="noreferrer noopener">vídeo poderoso narrado pelo Príncipe Harry, o Duque de Sussex, e por Winnie Byanyima</a></strong></span> foi exibido no evento demonstrando os paralelos perturbadores entre o acesso ao tratamento do HIV e o acesso às vacinas de COVID-19.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Os paralelos marcantes entre o HIV e a COVID-19" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/X39RwSObt94?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Entre 1997 e 2006, estima-se que 12 milhões de pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS em países de baixa e média renda, já que o preço dos medicamentos as deixou fora do alcance de muitos dos países mais afetados pelo HIV. Atualmente, 10 milhões de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso aos medicamentos para o HIV que salvam vidas. O Príncipe Harry pediu ao mundo para aprender com a história da AIDS e superar o acesso desigual às vacinas da COVID-19 e garantir que novos medicamentos e tecnologias contra o HIV estejam disponíveis para todas as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://www.unaids.org/en/resources/presscentre/featurestories/2021/december/2021-wad-prince-harry" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Uma carta do Príncipe Harry destinada à OMS e ao UNAIDS</a></strong></span>, foi apresentada e lembrou os 40 anos da AIDS e expressou sua gratidão pelo trabalho realizado até o momento. Na carta, ele enfatizou a necessidade da equidade da vacina da COVID-19, extraída das lições aprendidas com o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Palestrantes destacaram o impacto do HIV em pessoas jovens. &#8220;Jovens continuam a passar por situações estigmatizantes, especialmente quem pertence a populações-chave, e as desigualdades continuam a comprometer a qualidade de nossas vidas&#8221;, disse Joyce Ouma, da Rede Global de Jovens Vivendo com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Jovens são o futuro das nações e a pedra angular da resposta global à AIDS&#8221;, disse Anutin Charnvirakul, vice-primeiro ministro e ministro da Saúde Pública, Tailândia. &#8220;A erradicação de todos os tipos de estigma deve ser nosso compromisso global total com ação imediata&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o evento, participantes comemoraram a vida das 36 milhões de pessoas que morreram de AIDS desde o início da pandemia e destacaram a necessidade urgente de fazer mais pelas pessoas mais afetadas pelo HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A embaixadora da Namíbia, Julia Imene-Chanduru, representando a presidente da Junta de Coordenação de Programa do UNAIDS, disse: &#8220;A AIDS continua sendo uma emergência que não devemos esquecer em nossa resposta à COVID-19&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Discursantes aconselharam todos os países, parcerias e sociedade civil a ousarem levar adiante o compromisso assumido na <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2021/2021_political-declaration-on-hiv-and-aids" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Declaração Política sobre AIDS</a></strong></span> adotada na Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre AIDS de 2021 e na <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="https://unaids.org.br/2021/03/pcb-do-unaids-adota-nova-estrategia-global-para-a-aids-que-prepara-o-caminho-para-acabar-com-a-aids-ate-2030/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estratégia Global sobre AIDS 2021-2026</a></strong></span>: Acabar com as Desigualdades, Acabar com a AIDS, ambas tendo como núcleo o fim das desigualdades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Podemos ver a importância da estratégia do UNAIDS, com ênfase no fim das desigualdades&#8221;, disse Stephanie Seydoux, embaixadora da França para a Saúde Global. &#8220;Isto é o que nos permite progredir na luta contra esta pandemia e garantir a saúde para todas as pessoas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nós sabemos como vencer a AIDS e sabemos como vencer as pandemias&#8221;, acrescentou Winnie Byanyima. &#8220;As políticas para enfrentar as desigualdades que impedem o progresso podem ser implementadas, mas elas exigem que as lideranças se mobilizem e sejam ousadas&#8221;.</p>
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		<title>Opinião: A busca para acabar com as pandemias de COVID-19 e HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/10/opiniao-busca-para-acabar-com-as-pandemias-de-covid-19-e-hiv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Oct 2021 17:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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		<category><![CDATA[Chikwe Ihekweazu]]></category>
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		<category><![CDATA[Winnie Byanyima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No período em que milhões de pessoas perderam o trabalho, Queen Kennedy conseguiu um novo emprego. Como uma mulher vivendo com HIV na Nigéria, ela respondeu ao chamado para se tornar uma farmacêutica comunitária. Os lockdowns reduziram o acesso ao tratamento e prevenção do HIV. Mas através de uma iniciativa da Comunidade Internacional de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/10/opiniao-busca-para-acabar-com-as-pandemias-de-covid-19-e-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">No período em que milhões de pessoas perderam o trabalho, Queen Kennedy conseguiu um novo emprego. Como uma mulher vivendo com HIV na Nigéria, ela respondeu ao chamado para se tornar uma farmacêutica comunitária. Os lockdowns reduziram o acesso ao tratamento e prevenção do HIV. Mas através de uma iniciativa da Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV na África Ocidental, Kennedy e colegas entregam medicamentos para HIV na casa das pessoas. O grupo também conduz sessões de prevenção ao HIV para adolescentes.</p>



<span id="more-19022"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Aceitei fazer este trabalho com honra porque, como mulher vivendo com HIV, sei o que realmente significa ficar sem terapia antirretroviral&#8221;, disse Queen Kennedy. &#8220;As pessoas podem desenvolver cepas resistentes a medicamentos, cujos efeitos a longo prazo podem ser piores do que a COVID-19&#8221;, completa a ativista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Histórias como esta nos lembram que a COVID-19 não surgiu em um mundo livre de crises de saúde. Hoje, acompanhamos a colisão da COVID-19 com uma pandemia de HIV de 40 anos que já custou 37 milhões de vidas em todo o mundo. Ao mesmo tempo, a maior parte do mundo em desenvolvimento ainda lida com surtos recorrentes e emergentes de doenças que perturbaram vidas e deixaram cicatrizes duradouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em algumas regiões, estas emergências sanitárias se tornaram endêmicas, impulsionadas por vulnerabilidades interligadas, disparidades e desigualdades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De 24 a 26 de outubro, quase dois anos após o início da pandemia de COVID-19, lideranças globais de saúde de todos os setores se reunirão em Berlim, Alemanha, para a Cúpula Mundial da Saúde. Como aproveitar este momento? Que lições podemos tirar da resposta à COVID-19, HIV, malária, tuberculose, ebola e outras emergências de saúde? E como podemos melhorar os sistemas de saúde em todo o mundo e construir uma rede de saúde global que sirva a todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As primeiras respostas ao HIV aconteceram em um contexto de emergência, mas na rápida construção de estruturas, a resposta à AIDS construiu clínicas e laboratórios, expandiu a força de trabalho de saúde e ciência e apoiou inciativas lideradas pela comunidade que têm sido críticas na resposta à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos agora que estes elementos têm sido imperativos para uma prevenção, preparação e resposta pandêmica mais ampla. Como resultado, o tratamento do HIV que salva vidas está sendo oferecido a 27,5 milhões de pessoas em todo o mundo, resultando em uma redução de 47% nas mortes relacionadas à AIDS desde 2010. A solidariedade global e a responsabilidade compartilhada, a ciência, o ativismo da sociedade civil, a política e o setor privado têm sido fundamentais para alcançar este progresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infraestrutura do HIV tem sido fundamental para tornar a resposta da COVID-19 rápida, decisiva e ágil. Países como a África do Sul, a Índia e a Nigéria reestruturaram e redistribuíram esta capacidade para expandir a vigilância, testagem e as respostas lideradas pela comunidade. Isto foi particularmente importante na Nigéria, onde no início da pandemia de COVID-19 havia apenas quatro laboratórios que tinham capacidade diagnóstica para a COVID-19. Com a reorientação de alguns laboratórios de HIV e tuberculose existentes e através de outras intervenções lideradas pelo país, há agora mais de 150. Uma das principais lições de pandemias anteriores para esta, é construir uma resposta integrada desde o início.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, esta infraestrutura e capacidade não existem em todos os lugares. E o mais preocupante é que estamos testemunhando desigualdade entre países em termos de acesso às vacinas da COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lições e a solidariedade da resposta à AIDS estão sendo ignoradas, pois as tecnologias de produção de vacinas da COVID-19 e o conhecimento permanecem nas mãos de algumas poucas empresas farmacêuticas e fabricantes de vacinas. Embora mais de 60% da população europeia tenham recebido a vacina, apenas 4% da população africana receberam sua vacina. Nove em cada 10 pessoas em países em desenvolvimento têm poucas probabilidades de receber uma dose este ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos recuperar os benefícios da solidariedade e da interconexão que nos permitirão a recuperação desta pandemia e construção um futuro melhor. Os mundos pandêmicos e pós-pandêmicos precisam de uma humanidade onde cada vida seja valorizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pandemias prosperam com as desigualdades causadas pelas pessoas, e estas desigualdades nós podemos e devemos evitar. Nas intersecções onde a COVID-19 e o HIV colidem, encontramos as pessoas expostas a maior risco e vulneráveis. Elas estão entre as primeiras a perder seu sustento e continuam a enfrentar um acesso desigual à assistência médica e aos serviços sociais. A desigualdade no acesso à tecnologia aprofundou ainda mais o impacto da COVID-19. Criou uma divisão de quem poderia continuar a trabalhar e receber por isso e de quem poderia continuar seus estudos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O registro para vacinação sobre plataformas digitais excluiu as pessoas que não têm acesso a essas plataformas. A realização da vacinação através de espaços determinados tem o potencial de deixar de fora as comunidades marginalizadas não atendidas pelo sistema de saúde tradicional, além de aprofundar a desigualdade no acesso. Para acabar com a AIDS e a COVID-19, precisamos acabar com as desigualdades, o que requer uma abordagem de toda a sociedade— onde as comunidades estão no centro da prevenção, da preparação e da resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ritmo de propagação da COVID-19 destaca a necessidade de uma resposta urgente. A ebola rapidamente sobrecarregou os sistemas de saúde dos países afetados na África Ocidental, mas a capacidade de resposta em todos os países foi perdida depois disso. Com a COVID-19 e a resposta contínua ao HIV, o foco deve ser o aproveitamento das capacidades locais e regionais e o fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde para prevenir, detectar e responder, não apenas a uma doença emergente, mas a qualquer outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se fizermos isso da forma correta, muito será ganho. Se errarmos, o déficit global de saúde aumenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como lideranças globais, devemos várias coisas à próxima geração. Devemos ter sistemas adaptáveis capazes de lidar com os aspectos multidimensionais da prevenção e preparação para pandemias. Devemos ter serviços de saúde abrangentes e integrados através de uma cobertura de saúde universal para garantir o acesso equitativo e acessível à saúde por todas as pessoas. Devemos à próxima geração verdadeiras parcerias e colaboração globais para melhor compartilhamento de dados e conhecimentos. Devemos análises locais e globais mais rápidas para informar a inovação e a tomada de decisões. E devemos respostas de saúde pública a curto prazo e abordagens de desenvolvimento a mais longo prazo que fator de vulnerabilidades locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em última instância, precisamos de uma resposta cooperação coordenada de saúde pública e desenvolvimento que nos permita acabar com as duas atuais pandemias colidentes e estar melhor preparados para a próxima.</p>



<h6 class="wp-block-heading">Por Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS e Chikwe Ihekweazu, diretor geral do Centro de Controle de Doenças da Nigéria.</h6>
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		<title>Iniciativa ajuda migrantes LGBTI a entenderem seus direitos no Equador</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/09/iniciativa-ajuda-migrantes-lgbti-entenderem-direitos-equador/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Sep 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Minha vida agora está em minhas mãos&#8221;, diz Erick González, venezuelano que vive no Equador há quase um ano. Durante muito tempo, ele procurou um lugar onde pudesse se sentir parte da sociedade —e ele encontrou esse lugar no Diálogo Diverso. Com sede em Quito, a organização da sociedade civil criada em 2018 trabalha, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/09/iniciativa-ajuda-migrantes-lgbti-entenderem-direitos-equador/">Read More</a></p>
<p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/09/iniciativa-ajuda-migrantes-lgbti-entenderem-direitos-equador/">Iniciativa ajuda migrantes LGBTI a entenderem seus direitos no Equador</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Minha vida agora está em minhas mãos&#8221;, diz Erick González, venezuelano que vive no Equador há quase um ano. Durante muito tempo, ele procurou um lugar onde pudesse se sentir parte da sociedade —e ele encontrou esse lugar no Diálogo Diverso.</p>



<span id="more-18511"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Com sede em Quito, a organização da sociedade civil criada em 2018 trabalha na proteção e promoção dos direitos humanos, com ênfase em gênero e pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexo (LGBTI). Através da iniciativa <em>Hablemos Positivo</em> (Falemos Positivo, em tradução livre), apoiada pelo UNAIDS, a ONG Diálogo Diverso aumentou sua capacidade de responder às necessidades de pessoas migrantes LGBTI durante o primeiro ano da pandemia de COVID-19.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Existem poucas entidades trabalhando na prevenção ao HIV, bem como outras questões de saúde às quais estamos expostos como parte da comunidade LGBTI e migrantes&#8221;</p><cite>Erick González</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Diálogo Diverso está entre as 61 organizações que receberam fundos do Escritório Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe como parte da iniciativa <em>Soy Clave: de las Comunidades para las Comunidades</em> (Sou Chave: das comunidades para as Comunidades), uma iniciativa que visa promover soluções sociais lideradas pela comunidade para responder ao HIV durante a pandemia de COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Temos recebido solicitações de diferentes pessoas LGBTI: venezuelanas, cubanas, colombianas, entre outras. E identificamos que todas essas pessoas enfrentam um processo migratório muito semelhante&#8221;, disse Danilo Manzano, diretor e cofundador do Diálogo Diverso, que conta com uma equipe de mais de 40 pessoas trabalhando nas cidades de Quito, Guayaquil, Manta e Cuenca. &#8220;Mas, além das necessidades coletivas como migrantes e populações-chave, era importante levar em conta a interseccionalidade com os direitos humanos e o impacto dos desafios individuais que essas pessoas enfrentam em um novo país.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O HIV é uma das razões pelas quais as pessoas LGBTI deixam a Venezuela, dadas as dificuldades de acesso permanente aos antirretrovirais, a invisibilidade de seus direitos e, em outras ocasiões, os crimes de ódio&#8221;, disse Andrés Alarcón, ativista do Diálogo Diverso. &#8220;Este projeto nasceu de nossa experiência no atendimento a milhares de migrantes LGBTI. E durante a pandemia, identificamos uma tendência particular entre as pessoas que vivem com HIV: falta de informação e acesso a diferentes serviços de saúde.&#8221;</p>



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-effect="fade"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="618" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-18517" data-id="18517" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original1.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original1.jpg 960w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original1-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original1-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original1-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption class="wp-block-jetpack-slideshow_caption gallery-caption">Reprodução</figcaption></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img loading="lazy" decoding="async" width="960" height="618" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-18525" data-id="18525" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original3.jpg" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original3.jpg 960w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original3-300x193.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original3-768x494.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/09/2021_09_21_LGBTI-migrants-to-learn-their-rights-in-Ecuador_Original3-720x464.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<p class="wp-block-paragraph">Graças aos recursos fornecidos pelo UNAIDS, o projeto entregou centenas de kits de saúde sexual e reprodutiva, organizou várias conversas sobre promoção da saúde, prevenção ao HIV, infecções sexualmente transmissíveis e COVID-19 e disseminou uma campanha sobre redes sociais voltadas para a conscientização e promoção dos direitos humanos das pessoas LGBTI migrantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este é um grande exemplo de como organizações internacionais, doadores e governos podem investir em comunidades para que possam trazer soluções sociais para suas próprias comunidades, ao mesmo tempo em que lidam com questões-chave de intersecção como os direitos LGBTI&nbsp;e migração&#8221;, disse Guillermo&nbsp;Marquez&nbsp;Villamediana,&nbsp;oficial&nbsp;sênior&nbsp;para&nbsp;apoio&nbsp;comunitário do Escritório&nbsp;Regional do UNAIDS para a América Latina e Caribe.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;A&nbsp;experiência e capacidade de alcance&nbsp;das ONGs&nbsp;têm sido cruciais para manter viva a resposta ao HIV para&nbsp;as pessoas&nbsp;mais vulneráveis durante a pandemia da COVID-19.&#8221;</p><cite>Guilhermo Marquez Villamediana</cite></blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos destaques do projeto foi a criação de uma aliança entre duas organizações comunitárias que trabalham com&nbsp;pessoas&nbsp;migrantes e&nbsp;refugiadas&nbsp;no Equador,&nbsp;<em>Alianza&nbsp;Igualitaria</em>&nbsp;e&nbsp;<em>Construyendo&nbsp;Igualdad</em>, o que ampliou seu alcance e lhes permitiu trabalhar com outras populações, tais como&nbsp;profissionais&nbsp;do sexo e jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exclusão baseada na orientação sexual e identidade de gênero compõe as violações dos direitos humanos de&nbsp;pessoas&nbsp;migrantes e refugiadas LGBTI&nbsp;na Venezuela. De acordo com um estudo realizado pela ONG&nbsp;Diálogo Diverso e pela Organização Internacional para as Migrações&nbsp;(OIM)&nbsp;em 2020, 43% das pessoas&nbsp;migrantes LGBTI no país haviam sido vítimas de exclusão, discriminação ou violência. O mesmo estudo apontou que&nbsp;essa população&nbsp;tem&nbsp;dificuldade de acesso ao sistema de saúde devido à falta de informação e conscientização sobre&nbsp;isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este projeto me deu conhecimento sobre as possibilidades de evitar a infecção e transmissão do HIV&#8221;, disse Reinaldo Mendoza, migrante venezuelano que recebeu apoio do&nbsp;<em>Hablemos&nbsp;Positivo</em>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reina&nbsp;Manteña, presidente da Associação de Mulheres do&nbsp;<em>Cantón&nbsp;Milagro</em>, no Equador, disse que a parceria com&nbsp;a ONG&nbsp;Diálogo Diverso na prestação de assessoria técnica às mulheres LGBTI&nbsp;tem sido gratificante. &#8220;Muitas companheiras foram beneficiadas com os kits e os diálogos. Não esqueçamos que, diante desta pandemia, os centros de saúde não estavam fornecendo&nbsp;serviços&nbsp;nem preservativos, que são vitais para as trabalhadoras do sexo&#8221;, disse ela. &#8220;Além disso, fornecemos apoio técnico a&nbsp;profissionais do sexo&nbsp;da&nbsp;Venezuela&nbsp;para&nbsp;que pudessem&nbsp;regularizar sua situação no país&#8221;.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para&nbsp;Danilo&nbsp;Manzano e sua equipe em Diálogo Diverso, é gratificante ver estes resultados. &#8220;Nunca se tratou de quantidade, mas da qualidade da assistência que podemos oferecer e seu real impacto em suas vidas.&#8221;</p>



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<p class="wp-block-paragraph"></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/09/iniciativa-ajuda-migrantes-lgbti-entenderem-direitos-equador/">Iniciativa ajuda migrantes LGBTI a entenderem seus direitos no Equador</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Relatório do UNAIDS mostra que as pessoas que vivem com HIV enfrentam uma ameaça dupla em relação ao HIV e à COVID-19</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/07/relatorio-do-unaids-mostra-que-as-pessoas-que-vivem-com-hiv-enfrentam-uma-ameaca-dupla-em-relacao-ao-hiv-e-a-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jul 2021 08:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Relatório Global do UNAIDS 2021 “Enfrentando Desigualdades &#8211; Aprendizados dos 40 anos de AIDS para respostas a pandemias” lançado hoje, traz evidências de que as pessoas que vivem com HIV são mais vulneráveis à COVID-19, ao mesmo tempo em que indica que as desigualdades cada vez maiores impedem essas pessoas de acessar as, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/07/relatorio-do-unaids-mostra-que-as-pessoas-que-vivem-com-hiv-enfrentam-uma-ameaca-dupla-em-relacao-ao-hiv-e-a-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Relatório Global do UNAIDS 2021 <a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2021/2021-global-aids-update" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><span style="text-decoration: underline;"><em>“Enfrentando Desigualdades &#8211; Aprendizados dos 40 anos de AIDS para respostas a pandemias”</em></span></strong></a> lançado hoje, traz evidências de que as pessoas que vivem com HIV são mais vulneráveis à COVID-19, ao mesmo tempo em que indica que as desigualdades cada vez maiores impedem essas pessoas de acessar as vacinas contra a COVID-19 e os serviços de HIV.</p>



<span id="more-17925"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos da Inglaterra e da África do Sul indicam que a chance de morrer por consequência da COVID-19 entre as pessoas que vivem com HIV é o dobro da população em geral. Na África Subsaariana, onde residem dois terços (67%) das pessoas que vivem com HIV, menos de 3% receberam pelo menos a primeira dose da vacina contra a COVID-19 até julho de 2021. Ao mesmo tempo, a prevenção do HIV e os serviços de tratamento não estão sendo acessados pelas populações-chave, bem como às crianças e adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vacinas contra a COVID-19 podem salvar milhões de vidas no mundo, mas estão sendo mantidas fora do alcance de todas as pessoas, uma vez que os países ricos e as empresas mantêm firmemente o monopólio da produção e entrega de suprimentos por interesses comerciais. Isso está tendo um forte impacto em todo o mundo, à medida em que os sistemas de saúde dos países em desenvolvimento ficam sobrecarregados, como na Uganda, onde estádios de futebol estão sendo transformados em hospitais improvisados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os países ricos da Europa estão se preparando para aproveitar o verão, pois suas populações têm fácil acesso às vacinas contra a COVID-19, ao mesmo tempo em que o Sul global está em crise”, destaca Winnie Byanyima, Diretora Executiva do UNAIDS. “Não aprendemos com as lições do HIV, quando milhões de pessoas tiveram acesso negado aos medicamentos que salvam vidas e morreram devido às desigualdades no acesso. Isso é totalmente inaceitável.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O novo relatório do UNAIDS mostra como os lockdowns e outras medidas restritivas de combate à COVID-19 interromperam gravemente a testagem para HIV —em muitos países, isso levou a quedas acentuadas nos diagnósticos e encaminhamentos para serviços de cuidados e de início de tratamento de HIV. Em KwaZulu-Natal, na África do Sul, por exemplo, houve uma queda de 48% nos testes de HIV depois que o primeiro lockdown nacional foi imposto em abril de 2020. Também houve redução de novos diagnósticos de HIV e uma queda acentuada no início do tratamento, na medida em que 28 mil profissionais de saúde comunitária atuando com HIV passaram por uma transferência de trabalho de testagem de HIV para o rastreamento de sintomas de COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Números globais do HIV</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório do UNAIDS mostra que em 2020, 1,5 milhão de novas infecções por HIV ocorreu predominantemente entre as populações-chave, seus parceiros e suas parceiras sexuais (mulheres trans, profissionais do sexo, gays e outros homens que fazem sexo com homens e pessoas que usam drogas, e parceiros e parceiras sexuais dessas populações-chave), o que corresponde a 65% das infecções por HIV em todo o mundo no ano de 2020. No entanto, justamente essas populações-chave, seus parceiros e parceiras sexuais permanecem à margem e em grande parte fora do alcance dos serviços de HIV na maioria dos países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório mostra que muitos dos 19 países que alcançaram as metas 90–90–90 até 2020 são líderes na prestação de serviços diferenciados, nos quais a existência de estrutura pública de atendimento é complementada por serviços liderados pela comunidade. A maioria desses países também incluiu as populações-chave como pontos centrais de suas respostas. Na Estônia, por exemplo, a expansão dos serviços abrangentes de redução de danos foi responsável por uma redução de 61% em todo o país em infecções por HIV no país e uma redução de 97% nas novas infecções por HIV entre pessoas que usam drogas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expansão de serviços de testagem e o tratamento do HIV aumentaram massivamente nos últimos 20 anos. Cerca de 27,4 milhões das 37,7 milhões de pessoas vivendo com HIV estavam em tratamento em 2020. No entanto, as lacunas na prestação de serviços são muito maiores para as crianças do que para os adultos. Em 2020, ao redor de 800 mil crianças de 0 a 14 anos que viviam com HIV não estavam em tratamento para o HIV. A cobertura do tratamento era de 74% para pesssoas adultas, mas apenas 54% para crianças. Muitas crianças não foram testadas para HIV no nascimento e permanecem sem saber de sua condição, o que aumenta o desafio de encontrá-las e prover o tratamento necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>HIV e Desigualdades</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório <em><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2021/2021-global-aids-update" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Enfrentando desigualdades</strong></span></a></em> também mostra que as mulheres e meninas na África subsaariana continuam sendo mais expostas ao risco de infecção por HIV, principalmente em função da desigualdade de gênero e a violência baseada no gênero. As desigualdades de gênero e a violência baseada no gênero privam as mulheres e meninas de acessarem seus direitos humanos fundamentais, incluindo o direito à educação, saúde e oportunidades econômicas. Essas privações aumentam o risco de infecção por HIV e limita o acesso a serviços. Na África subsaariana, as meninas e mulheres jovens representam 25% de todas as novas infecções por HIV apesar de representarem apenas 10% da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pobreza e a falta de escolaridade também são barreiras sociais de acesso aos serviços de saúde e tratamento para o HIV. O relatório do UNAIDS mostra como os serviços de planejamento familiar para mulheres e a circuncisão médica masculina voluntária para homens e meninos têm muito menos probabilidade de serem acessados por pessoas que vivem em condições de pobreza.  Em 2020, o número de circuncisões masculinas médicas voluntárias caiu em mais de 30% em 15 países prioritários na África oriental e austral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pobreza também impulsiona a migração, que demonstrou ter um impacto severo no acesso aos serviços de HIV, ao mesmo tempo em que coloca vidas em perigo, pois as pessoas migrantes fogem do conflito e da pobreza na esperança de proteção e segurança econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pessoas bilionárias estão navegando em seus iates nas mesmas águas mediterrâneas em que migrantes estão se afogando”, diz Winnie Byanyima. “Como podemos ficar sem agir e deixar isso ser o “novo normal”?  Devemos enfrentar essas desigualdades horríveis e colocar a ênfase de volta no respeito pelos direitos humanos básicos e fundamentais.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">As desigualdades não ocorrem naturalmente. Elas são resultado de políticas e ações programáticas que dividem em vez de incluir. Por exemplo, as populações-chave são marginalizadas e criminalizadas por sua identidade e expressão de gênero, orientação sexual e meios de sobrevivência. A nova análise incluída no relatório do UNAIDS mostra uma correlação entre melhores resultados para o HIV e a adoção de leis não discriminatórias. Um estudo da África Subsaariana descobriu que a prevalência de HIV entre profissionais do sexo era de 39% em países que criminalizaram o trabalho sexual, em comparação com 12% em países onde o trabalho sexual foi parcialmente legalizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos há 40 anos trabalhando para acabar com a pandemia do HIV. Tanto os sucessos, como os fracassos, nos ensinaram que não podemos nos preparar ou derrotar uma pandemia a menos que eliminemos as desigualdades, que façamos abordagens centradas nas pessoas e baseadas nos direitos e trabalhemos em conjunto com as comunidades para alcançar todas pessoas que precisam”, finaliza Winnie Byanyima.</p>
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		<title>Junta de Coordenação discute o caminho a seguir para o novo orçamento, resultados e estrutura de responsabilidade do UNAIDS 2022-2026</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/07/junta-de-coordenacao-discute-o-caminho-a-seguir-para-o-novo-orcamento-resultados-e-estrutura-de-responsabilidade-do-unaids-2022-2026/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2021 11:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A 48ª reunião da Junta de Coordenação de Programa do UNAIDS (PCB), que teve início em 29 de junho de 2021, encerrou-se em 2 de julho. Na sua fala inicial, a Diretora Executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, atualizou o PCB sobre o progresso feito nas áreas prioritárias em que ela se comprometeu a se, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/07/junta-de-coordenacao-discute-o-caminho-a-seguir-para-o-novo-orcamento-resultados-e-estrutura-de-responsabilidade-do-unaids-2022-2026/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A 48ª reunião da Junta de Coordenação de Programa do UNAIDS (PCB), que teve início em 29 de junho de 2021, encerrou-se em 2 de julho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua fala inicial, a Diretora Executiva do UNAIDS, Winnie Byanyima, atualizou o PCB sobre o progresso feito nas áreas prioritárias em que ela se comprometeu a se concentrar em sua primeira reunião do PCB, em dezembro de 2019: desenvolver a próxima estratégia do UNAIDS, transformar a cultura interna do Secretariado do UNAIDS, aumentar e otimizar o uso de recursos para o Programa Conjunto e as prioridades programáticas emergentes para ação.</p>



<span id="more-18266"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Refletindo sobre a recente adoção da nova <strong><a href="https://unaids.org.br/2021/03/o-conselho-do-unaids-adota-nova-estrategia-global-para-a-aids-que-prepara-o-caminho-para-acabar-com-a-aids-ate-2030/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Estratégia Global para AIDS 2021-2026: Acabar com as Desigualdades, acabar com a AIDS</a></strong> e a Declaração Política da Assembleia Geral das Nações Unidas: Acabando com as Desigualdades e Entrando no caminho certo para acabar com a AIDS até 2030, Winnie Byanyima aconselhou os países a não esquecerem o HIV durante a pandemia de COVID-19. &#8220;A AIDS ainda não acabou. Ela ainda é uma das pandemias mais mortíferas de nosso tempo. Perdemos quase 35 milhões de pessoas devido à AIDS. E no ano passado, houve 1,5 milhão de novas infecções pelo HIV, todas evitáveis, e 690 mil mortes, todas tratáveis&#8221;, disse ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Winnie Byanyima falou sobre como o UNAIDS respondeu rapidamente à pandemia de COVID-19, explicando como cerca de 70 escritórios do UNAIDS em todo o mundo apoiaram os planos de resposta e estão engajados em respostas rápidas à COVID-19 e ao HIV. Ela também falou sobre como o UNAIDS está respondendo a uma série de preocupações urgentes sobre direitos humanos desencadeadas pela COVID-19 e lockdowns que estão impactando negativamente o acesso aos serviços de HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua atualização sobre a construção de um local de trabalho seguro, igual e capacitador para todas as pessoas, a Diretora Executiva expôs as ações práticas que haviam sido tomadas para mitigar o impacto da COVID-19 no bem-estar do staff, o progresso feito no Plano de Ação de Gestão para um local de trabalho saudável, equitativo e capacitador para todo o staff do UNAIDS, melhorias no sistema de justiça interna e como a transformação cultural está progredindo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a reunião do PCB, várias áreas importantes relacionadas com o trabalho do UNAIDS foram discutidas. O relatório financeiro do UNAIDS e os demonstrativos financeiros auditados para 2020 e uma atualização sobre questões estratégicas de gestão de recursos humanos foram examinados. O PCB recebeu, pela primeira vez, um relatório do escritório de ética e uma resposta da administração aos relatórios anuais de supervisão organizacional, incluindo os relatórios de auditores internos e externos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PCB também acompanhou o segmento temático da última reunião do PCB sobre câncer cervical e HIV e foi atualizado sobre a resposta ao HIV para populações migrantes e móveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a reunião, foi apresentado ao PCB um esboço do Orçamento Unificado do UNAIDS, Resultados e Quadro de Responsabilização (UBRAF) para 2022-2026. A versão final do UBRAF, que maximiza a coerência, coordenação e impacto da resposta das Nações Unidas ao HIV, combinando os esforços dos co-patrocinadores e da Secretaria do UNAIDS de 2022 a 2026, será submetida ao PCB em uma sessão especial em outubro deste ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Com a orientação e apoio do PCB, podemos moldar nossa nova UBRAF para ser uma estrutura sólida e significativa que nos permitirá traduzir nosso compromisso revigorado e o melhor valor para o investimento em ações de resultados em apoio aos países e comunidades, além de continuar a demonstrar forte responsabilidade para com o PCB e a comunidade mais ampla da AIDS&#8221;, disse Winnie Byanyima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Winnie Byanyima agradeceu a Meryame Kitir, Ministra de Cooperação para o Desenvolvimento da Bélgica, por sua liderança política e pelo anúncio de um novo acordo plurianual em apoio ao UNAIDS, modelando uma boa doação e demonstrando verdadeira solidariedade internacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">John Nkengasong, Diretor dos Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças, falou sobre o PCB em sua sessão sobre liderança na resposta ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O PCB concluiu com um segmento temático sobre COVID-19 e HIV, que explorou a epidemiologia da colisão de pandemias, como a COVID-19 está impactando a programação e as desigualdades do HIV e o papel vital que as comunidades têm desempenhado na mitigação dos impactos, além de como sustentar os ganhos obtidos na resposta ao HIV e construir de volta uma resposta melhor e mais justa ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reunião foi presidida pela Namíbia, com a Tailândia servindo como Vice-Presidente e os Estados Unidos como Relator. O relatório do PCB apresentado pela Diretora Executiva do UNAIDS e as decisões do PCB podem ser encontrados <strong><a href="http://unaids.org/en/whoweare/pcb/48" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a></strong> (em inglês).</p>
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	            data-title="Junta de Coordenação discute o caminho a seguir para o novo orçamento, resultados e estrutura de responsabilidade do UNAIDS 2022-2026" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/07/junta-de-coordenacao-discute-o-caminho-a-seguir-para-o-novo-orcamento-resultados-e-estrutura-de-responsabilidade-do-unaids-2022-2026/">Junta de Coordenação discute o caminho a seguir para o novo orçamento, resultados e estrutura de responsabilidade do UNAIDS 2022-2026</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>A continuidade no fornecimento de tratamento de HIV que salva vidas supera 100 vezes o risco de transmissão de COVID-19</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/04/a-continuidade-no-fornecimento-de-tratamento-de-hiv-que-salva-vidas-supera-100-vezes-o-risco-de-transmissao-de-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Apr 2021 16:42:00 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS e a Organização Mundial da Saúde (OMS) apoiaram a modelagem matemática para verificar os benefícios da continuidade dos serviços de HIV em comparação com os danos potenciais da transmissão adicional de COVID-19. A análise mostra que a manutenção dos serviços de HIV evitaria entre 19 e 146 mortes relacionadas à AIDS por 10 000 pessoas em uma perspectiva de 50 anos, enquanto as mortes adicionais relacionadas à COVID-19 por exposições relacionadas aos serviços de HIV seriam de 0,002 a 0,15 por 10 000 pessoas. A análise demonstra que os benefícios de continuar a fornecer serviços de HIV durante a pandemia de COVID-19 superam de longe o risco de mortes adicionais relacionadas à COVID-19.</p>



<span id="more-17482"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O mundo deveria fazer investimentos agora que não o deixem com tantas contrapartidas no futuro&#8221;, disse Peter Ghys, diretor de Informação Estratégica e Avaliação do UNAIDS. &#8220;Precisamos construir sistemas robustos de saúdeno futuro e que reconheçam as contribuições lideradas pela comunidade como parte de um sistema resiliente, não como um pensamento posterior&#8221;.<br><br>A análise olhou as interrupções de quatro serviços-chave do HIV: circuncisão médica voluntária masculina, teste de diagnóstico do HIV, teste de carga viral e programas para prevenir a transmissão vertical do HIV. Essa pesquisa comparou as mortes por COVID-19 em 2020 e 2021 entre profissionais da saúde e usuários devido à continuidade do funcionamento dos serviços de HIV, evitando mortes relacionadas à AIDS ocorridas agora e nos próximos 50 anos devido à manutenção dos serviços. As modelagens foram aplicadas a países com uma série de epidemias de HIV e COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de COVID-19 causou uma interrupção generalizada nos serviços de saúde, com restrições nos movimentos populacionais e serviços de saúde suspensos ou limitados em muitos países. A análise mostra que o dano potencial da transmissão adicional de COVID-19 que ocorre nos serviços de saúde de HIV precisa ser cuidadosamente avaliado em relação aos benefícios desses serviços &#8211; a pesquisa aponta que houve menos mortes relacionadas à AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados podem parecer intuitivos, mas é importante perceber que alguns serviços foram fechados para proteger as pessoas vivendo com HIV da exposição à COVID-19 e seus resultados potencialmente letais. Entretanto, o risco de não manter abertos esses serviços essenciais de HIV implica um maior risco geral de morte relacionado à falta de prevenção do HIV, acesso ao diagnóstico e eventual tratamento — essas situações são inaceitáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora exista algum risco adicional de transmissão de COVID-19 a curto prazo associado à prestação de serviços de HIV, o risco de mortes adicionais por COVID-19 é pelo menos 100 vezes menor do que as mortes relacionadas à AIDS evitadas pela continuação desses serviços. Pode ser necessário um esforço adicional para incentivar a busca de serviços de saúde para o HIV durante a pandemia de COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os ministérios da saúde levam em conta muitos fatores para decidir quando e como oferecer serviços essenciais de saúde durante a pandemia da COVID-19&#8221;, disse Meg Doherty, diretora dos Programas Globais de HIV, Hepatite e Infecções Sexualmente Transmissíveis da OMS. &#8220;Este trabalho mostra que, tendo uma visão a longo prazo, os benefícios de continuar os serviços essenciais de HIV são muito maiores do que os riscos de transmissão adicional da COVID-19; a prestação inovadora e segura de serviços deve continuar à medida que a pandemia é colocada sob controle.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise completa pode ser encontrada <a rel="noreferrer noopener" href="https://doi.org/10.1101/2021.03.01.21252663" target="_blank"><strong><span style="text-decoration: underline;">aqui</span></strong></a>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_04_13_Indonesia.jpg" alt="" class="wp-image-17492" width="758" height="487" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_04_13_Indonesia.jpg 632w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2021/04/2021_04_13_Indonesia-300x193.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 758px) 100vw, 758px" /><figcaption><em>Para prevenir o aumento das mortes relacionadas à AIDS, os serviços de HIV devem continuar durante a pandemia de COVID-19. Acima, uma pessoa recebe sua terapia antirretroviral na sala de espera do hospital. Indonésia, maio de 2020. Foto gentilmente cedida pela Yayasan InSET</em></figcaption></figure></div>
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		<title>Em Suas Mãos: Parceiros caribenhos pedem autoteste de HIV durante a COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Mar 2021 03:47:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>As partes interessadas da resposta ao HIV no Caribe lançaram a campanha “Em suas mãos &#8211; Autoteste HIV “, que defende que políticas de autoteste sejam desenvolvidas e implementadas como parte de uma estratégia abrangente para garantir que o diagnóstico do HIV não diminua durante a pandemia da COVID-19. Mesmo antes da COVID-19, o, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/03/em-suas-maos-parceiros-caribenhos-pedem-autoteste-de-hiv-durante-a-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As partes interessadas da resposta ao HIV no Caribe lançaram a campanha “Em suas mãos &#8211; Autoteste HIV “, que defende que políticas de autoteste sejam desenvolvidas e implementadas como parte de uma estratégia abrangente para garantir que o diagnóstico do HIV não diminua durante a pandemia da COVID-19.</p>



<span id="more-18043"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo antes da COVID-19, o Caribe não estava no caminho certo para atingir 90% da população testada, meta prevista para o final de 2020. Em 2019, 77% de todas as pessoas que viviam com HIV no Caribe conheciam seu status de HIV. Uma pesquisa realizada pela Parceria Pan Caribenha contra HIV e AIDS (PANCAP) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) mostrou que durante 2020 os serviços de testagem de HIV comunitários foram reduzidos em 69% dos países devido à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Este declínio significa que as pessoas que vivem com HIV não diagnosticadas não estão recebendo tratamento antirretroviral que salvam vidas e, é claro, continuam desconhecendo seu status de HIV, com maiores possibilidades de expor outras pessoas&#8221;, disse Sandra Jones, assessora técnica da OPAS para HIV/IST, TB e Hepatite Viral no Caribe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A pandemia de COVID-19 nos apresentou a oportunidade de explorar abordagens novas e inovadoras que são orientadas para resultados&#8221;, disse Rosmond Adams, o Diretor da PANCAP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo James Guwani, Diretor do Escritório Sub-Regional do UNAIDS no Caribe, é particularmente importante aumentar a testagem entre homens, que são mais propensos a serem diagnosticados tardiamente. Em 2019, 85% das mulheres caribenhas vivendo com HIV estavam cientes de seu estado de HIV, em comparação com apenas 72% dos homens. Há também a necessidade de aumentar a cobertura dos testes entre pessoas das principais populações, que têm reduzido o acesso aos serviços de HIV devido ao estigma e à discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde recomenda que o autoteste de HIV seja oferecido como uma abordagem adicional aos serviços de facilitação e baseados na comunidade. As evidências mostram que o autoteste é seguro e preciso e aumenta a aceitação do teste entre pessoas que podem não fazer o teste de outra forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da campanha, parceiros e parceiras estão defendendo que as políticas nacionais incluam um pacote de comunicação com informações para vincular as pessoas que mediam a testagem aos serviços de prevenção e tratamento do HIV, bem como padrões mínimos para a aquisição e distribuição de kits de autoteste de HIV nos setores privado e público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Acreditamos firmemente que o autoteste para HIV pode ajudar a fechar a lacuna da primeira meta 90. Ele pode ser direcionado a pessoas que não estão sendo alcançadas pelos serviços existentes de testagem do HIV, particularmente as populações com baixa cobertura de testagem e com maiores possibilidades de estarem expostas ao HIV. Não é um substituto para todos os serviços de testagem, mas deve ser incluído na caixa de ferramentas&#8221;, disse Victoria Nibarger, coordenadora do Programa Regional do Caribe para o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para Alívio da AIDS (PEPFAR).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob um projeto do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária para a região, está em andamento o trabalho de verificação e avaliação de viabilidade para a introdução de autoteste de HIV em todos os países. A Guiana já anunciou planos para implementar o autoteste de HIV este ano, enquanto vários países se comprometeram a desenvolver políticas ou estão agora em processo de fazê-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS está ajudando a coordenar a campanha no Caribe, com foco no apoio a uma estratégia de gestão do conhecimento que garanta que todas as partes interessadas tenham as informações, mensagens e ferramentas necessárias para fazer lobby com sucesso em nível nacional. Uma prioridade fundamental é garantir o engajamento da sociedade civil e abordar as preocupações da comunidade sobre como as políticas de autoteste serão implementadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora representantes de comunidades de pessoas vivendo com HIV e populações-chave tenham endossado o chamado para autoteste de HIV, eles aconselharam que são necessários maiores investimentos em aconselhamento pós-teste e aconselhamento de adesão para toda a resposta ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deneen Moore, um representante caribenho da Comunidade Internacional de Mulheres Positivas, disse: &#8220;Precisamos melhorar a navegação entre pares para que quando as pessoas testarem positivo, tenham alguém para ajudá-las. Também precisamos de mais contratação social para que as organizações da sociedade civil possam ajudar a alcançar as pessoas que testam positivo&#8221;. Definitivamente, há uma necessidade de nos envolvermos no processo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa de defesa é endossada conjuntamente pela UNAIDS, OPAS, PANCAP, PEPFAR e a Caribbean Med Labs Foundation.</p>
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