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	<title>Global AIDS Report - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>Global AIDS Report - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Milhões de vidas estão em risco à medida que o progresso contra a AIDS enfraquece</title>
		<link>https://unaids.org.br/2022/07/unaids-lanca-relatorio-global-2022-em-perigo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2022 19:09:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS lança hoje, 27, o relatório “Em Perigo”, disponível em inglês, que traz dados alarmantes sobre a resposta global ao HIV. O documento mostra que durante os últimos dois anos, permeados pela pandemia de COVID-19 e outras crises globais, o progresso contra a pandemia do HIV enfraqueceu, os recursos diminuíram e, como resultado,, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/07/unaids-lanca-relatorio-global-2022-em-perigo/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS lança hoje, 27, o relatório “<span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2022/in-danger-global-aids-update" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Em Perigo</a></span>”, disponível em inglês, que traz dados alarmantes sobre a resposta global ao HIV. O documento mostra que durante os últimos dois anos, permeados pela pandemia de COVID-19 e outras crises globais, o progresso contra a pandemia do HIV enfraqueceu, os recursos diminuíram e, como resultado, milhões de vidas estão em risco.</p>



<span id="more-21791"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados indicam que, mundialmente, o número de novas infecções diminuiu apenas 3,6% entre 2020 e 2021, o menor declínio anual de novas infecções desde 2016. Europa Oriental e Ásia Central, Oriente Médio e Norte da África e América Latina viram aumentos nas infecções anuais de HIV. Na Ásia e no Pacífico &#8211; a região mais populosa do mundo &#8211; os dados do UNAIDS mostram pela primeira vez que as novas infecções estão aumentando onde anteriormente tinham diminuído.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há algumas notícias positivas, incluindo um notável declínio ​​em novas infecções por HIV na África Ocidental e Central e no Caribe. Porém, mesmo nessas regiões a resposta ao HIV é ameaçada pela crise financeira e consequente diminuição de recursos disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esses dados mostram que a resposta global à AIDS está em grave perigo. Se não estamos progredindo rapidamente, isto significa que estamos perdendo terreno, pois a pandemia de AIDS acaba avançando em meio ao COVID-19, ao deslocamento de populações em massa e outras crises. Não podemos perder de vista as milhões de mortes evitáveis ​​que estamos trabalhando para impedir que aconteçam”, diz Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado do enfraquecimento no progresso da resposta ao HIV, em 2021 houve aproximadamente 1,5 milhão de novas infecções em todo o mundo. Isto é mais de um milhão de infecções além das metas globais estabelecidas para o mesmo período. A pandemia de AIDS tirou uma vida a cada 60 segundos, em média, resultando em 650 mil mortes por AIDS, apesar do tratamento eficaz do HIV e das ferramentas para prevenir, detectar e tratar infecções oportunistas. As grandes desigualdades dentro dos países e entre eles estão paralizando o progresso na resposta ao HIV, o que acaba alimentando um círculo vicioso, gerador de mais desigualdade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório do UNAIDS também mostra que os esforços para garantir que todas as pessoas vivendo com HIV tenham acesso ao tratamento antirretroviral que salva vidas estão falhando. O número de pessoas em tratamento de HIV evoluiu menos em 2021 do que nos 10 anos anteriores. Enquanto 3/4 de todas as pessoas que vivem com HIV têm acesso ao tratamento antirretroviral, ainda há aproximadamente 10 milhões de pessoas sem acesso aos medicamentos. Apenas metade (52%) das crianças que vivem com HIV em todo o mundo têm acesso a medicamentos que salvam vidas. Entre crianças e adultos não houve diminuição na lacuna de cobertura do tratamento do HIV.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Desigualdade</h5>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório expõe as consequências devastadoras que podem resultar da falta de ação imediata para combater as desigualdades que impulsionam a pandemia. Se a trajetória atual persistir, em 2025 o número de novas infecções de HIV pode chegar a 1,2 milhão. Ocorre que, para aquele ano, os Estados-membros da ONU estabeleceram uma meta de menos de 370 mil novas infecções por HIV. Isto significa não apenas perder a meta, mas ultrapassá-la em 69%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estas milhões de novas infecções evitáveis por HIV todos os anos tornam cada vez mais difícil e caro garantir que as pessoas vivendo com HIV tenham acesso ao tratamento que salva vidas. E isto amplia os efeitos das desigualdades, atingindo especialmente as pessoas em situação de maior vulnerabilidade”, ressalta Claudia Velasquez, diretora e representante do UNAIDS no Brasil. “Sem contar, também, que dificulta a meta de acabar com a pandemia de AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 seja alcançada”, completa.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Financiamento</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Os choques globais, incluindo a pandemia de COVID-19 e a guerra na Ucrânia, exacerbaram ainda mais os riscos para a resposta ao HIV. O pagamento da dívida dos países mais pobres do mundo atingiu 171% de todos os gastos com saúde, educação e proteção social combinados, sufocando suas capacidades de responder à AIDS. O financiamento doméstico para a resposta ao HIV em países de baixa e média renda caiu por dois anos consecutivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A guerra na Ucrânia aumentou drasticamente os preços globais dos alimentos, amplificando os efeitos negativos da falta de segurança alimentar das pessoas que vivem com HIV em todo o mundo, tornando-as muito mais propensas a sofrer interrupções no tratamento do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um momento em que a solidariedade internacional e um novo fluxo de financiamento são mais necessárias, muitos países de alta renda estão cortando a ajuda. Com isso, os recursos para a saúde global estão sob séria ameaça. Em 2021, os recursos internacionais disponíveis para o HIV foram 6% menores do que em 2010. A assistência ao desenvolvimento no exterior para o HIV proveniente de doadores bilaterais, que não os Estados Unidos, despencou 57% na última década. A resposta ao HIV em países de baixa e média renda está US$ 8 bilhões abaixo do montante necessário até 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2021, na Assembleia Geral da ONU, as lideranças mundiais aprovaram um roteiro pelo qual é possível acabar com a AIDS até 2030 &#8211; mas somente se as lideranças o cumprirem. O plano é realizável e acessível &#8211; e, de fato, acabar com a AIDS custará muito menos dinheiro do que não acabar com ela. É importante ressaltar que as ações necessárias para acabar com a AIDS também prepararão melhor o mundo para se proteger contra as ameaças de futuras pandemias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os passos comprovados para acabar com a AIDS até 2030 incluem: serviços liderados e centrados nas comunidades; a defesa dos direitos humanos, a eliminação de leis punitivas e discriminatórias e o combate ao estigma e à discriminação; o empoderamento de meninas e mulheres; igualdade de acesso aos serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento, incluindo às novas tecnologias de saúde; e serviços de saúde, educação e proteção social para todas as pessoas, especialmente as afetadas ou vivendo com HIV e AIDS em situação de maior vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Podemos acabar com a AIDS até 2030, como prometido, mas é preciso coragem para agir”, finaliza Winnie Byanyima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para outros dados e informações, confira a página dinâmica do <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://indanger.unaids.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Relatório Global &#8220;Em Perigo&#8221;</a></span>, disponível em inglês. </p>
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		<title>UNAIDS apela aos países para que intensifiquem a ação global e propõe novas metas para a resposta ao HIV até 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 13:07:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em um novo relatório, Vencendo as pandemias com as pessoas no centro da resposta, o UNAIDS apela aos países para que façam investimentos muito maiores em respostas globais à pandemia e a adotarem um novo conjunto de metas ousadas, ambiciosas, mas alcançáveis para o HIV. Se essas metas forem cumpridas, o mundo estará de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/11/unaids-apela-aos-paises-para-que-intensifiquem-a-acao-global-e-propoe-novas-metas-para-a-resposta-ao-hiv-ate-2025/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Em um novo relatório, <strong><em><a rel="noreferrer noopener" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/prevailing-against-pandemics_en.pdf" target="_blank">Vencendo as pandemias com as pessoas no centro da resposta</a></em></strong>, o UNAIDS apela aos países para que façam investimentos muito maiores em respostas globais à pandemia e a adotarem um novo conjunto de metas ousadas, ambiciosas, mas alcançáveis para o HIV. Se essas metas forem cumpridas, o mundo estará de volta no caminho para acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030.</p>



<span id="more-16568"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta global à AIDS estava fora do caminho antes da pandemia de COVID-19, mas a rápida disseminação do coronavírus criou contratempos adicionais. A modelagem do impacto de longo prazo da pandemia na resposta ao HIV mostra que poderia haver uma estimativa de 123.000 a 293.000 novas infecções por HIV e 69.000 a 148.000 mortes adicionais relacionadas à AIDS entre 2020 e 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A falha coletiva em investir o suficiente em respostas ao HIV abrangentes, baseadas em direitos e centradas nas pessoas teve um preço terrível”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Implementar apenas os programas politicamente mais cabíveis não mudará a corrente contra a COVID-19 ou acabará com a AIDS. Para colocar a resposta global de volta nos trilhos, será necessário colocar as pessoas em primeiro lugar e combater as desigualdades nas quais as epidemias prosperam”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Novas metas para voltar aos trilhos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora alguns países da África Subsaariana, como Botswana e Eswatini, tenham se saído muito bem e alcançado ou mesmo excedido as metas estabelecidas para 2020, muitos outros países estão ficando para trás. Os países de alto desempenho criaram um caminho para outros seguirem. O UNAIDS tem trabalhado com parceiras para aperfeiçoar essas lições em um conjunto de metas propostas para 2025 que adotam uma abordagem centrada nas pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As metas se concentram em uma alta cobertura de HIV e serviços de saúde reprodutiva e sexual, juntamente com a remoção de leis e políticas punitivas e na redução do estigma e da discriminação. As metas colocam as pessoas no centro, especialmente as pessoas em maior risco e pessoas marginalizadas—mulheres e meninas jovens, adolescentes, profissionais do sexo, pessoas trans, pessoas que injetam drogas, gays e outros homens que fazem sexo com homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As novas metas de prestação de serviços de HIV visam alcançar uma cobertura de 95% para cada subpopulação de pessoas que vivem com e sob risco aumentado de HIV. Ao adotar uma abordagem centrada nas pessoas e focar em pontos de acesso, os países estarão em melhor posição para controlar suas epidemias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As metas de 2025 também exigem a garantia de um ambiente propício para uma resposta eficaz ao HIV e incluem ambiciosas metas antidiscriminatórias, de modo que menos de 10% dos países tenham leis e políticas punitivas, menos de 10% das pessoas que vivem e são afetadas pelo HIV vivenciem estigma e discriminação e menos de 10% experimentem desigualdade e violência de gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Superando pandemias</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Investimentos e ações insuficientes contra o HIV e outras pandemias deixaram o mundo exposto à COVID-19. Se os sistemas de saúde e as redes de segurança social tivessem sido ainda mais fortes, o mundo estaria melhor posicionado para retardar a disseminação e suportar o impacto da COVID-19. A COVID-19 mostrou que os investimentos em saúde salvam vidas, mas também fornecem uma base para economias fortes. Os programas de saúde e HIV devem ser totalmente financiados, tanto em tempos de abundância quanto em tempos de crise econômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nenhum país pode derrotar essas pandemias por conta própria”, disse Byanyima. “Um desafio desta magnitude só pode ser vencido construindo a solidariedade global, aceitando uma responsabilidade compartilhada e mobilizando uma resposta que não deixa ninguém para trás. Podemos fazer isso compartilhando a carga e trabalhando de forma conjunta. ”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem pontos positivos: a liderança, infraestrutura e lições da resposta ao HIV estão sendo aproveitadas para combater a COVID-19. A resposta ao HIV ajudou a garantir a continuidade dos serviços em face de desafios extraordinários. A resposta das comunidades contra a COVID-19 mostrou o que pode ser alcançado trabalhando em conjunto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o mundo deve aprender com os erros da resposta ao HIV, quando milhões de pessoas de países em desenvolvimento morreram esperando pelo tratamento. Mesmo hoje, mais de 12 milhões de pessoas ainda não têm acesso a tratamento para HIV e 1,7 milhão de pessoas foram infectadas com o HIV em 2019 porque não tiveram acesso a serviços essenciais de HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as pessoas têm direito à saúde, e é por isso que o UNAIDS tem sido um dos principais defensores da <a href="https://unaids.org.br/2020/09/a-medida-que-as-mortes-pela-pandemia-ultrapassam-1-milhao-sobreviventes-de-covid-19-de-37-paises-se-dirigem-as-liderancas-da-industria-farmaceutica-para-exigir-uma-vacina-popular/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Vacina Popular</strong></a> contra a COVID-19. Promissoras vacinas contra a COVID-19 estão surgindo, mas devemos garantir que elas não sejam privilégio de pessoas ricas. Portanto, o UNAIDS e suas parcerias estão apelando às empresas farmacêuticas para que compartilhem abertamente sua tecnologia e conhecimento e a renunciem a seus direitos de propriedade intelectual para que o mundo possa produzir vacinas com sucesso em grande escala e velocidade necessárias para proteger a todas as pessoas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/2020_11_26-UNAIDS-call-on-countries-HIV-targets-2025.png" alt="" class="wp-image-16570"/><figcaption><em>Em um novo relatório, Vencendo as pandemias com as pessoas no centro da resposta, o UNAIDS está apelando aos países a fazerem muito mais investimentos nas respostas globais à pandemia e a adotar um novo conjunto de metas ousadas, ambiciosas, mas alcançáveis para o HIV. Acima, fragmento da capa do relatório.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><a rel="noreferrer noopener" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/prevailing-against-pandemics_en.pdf" target="_blank">Clique aqui para acesso ao relatório em inglês</a></strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/11/2020_11_26-UNAIDS-call-on-countries-HIV-targets-2025_PressRelease-1.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Clique aqui para acesso ao press release completo em português</strong>.</a></p>
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		<title>Relatório do UNAIDS mostra que metas para 2020 não serão cumpridas; COVID-19 pode prejudicar resposta ao HIV</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/07/relatorio-sobre-a-epidemia-de-aids-mostra-que-metas-para-2020-nao-serao-cumpridas-covid-19-pode-prejudicar-resposta-ao-hiv/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2020 18:03:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo relatório do UNAIDS mostra um progresso significativo, mas altamente desigual, principalmente na expansão do acesso à terapia antirretroviral. Como as conquistas não foram compartilhadas igualmente dentro dos países e entre eles, as metas globais de HIV estabelecidas para 2020 não serão alcançadas. O relatório, intitulado Agarrar a oportunidade: enfrentando as desigualdades enraizadas, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/07/relatorio-sobre-a-epidemia-de-aids-mostra-que-metas-para-2020-nao-serao-cumpridas-covid-19-pode-prejudicar-resposta-ao-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Um <a rel="noreferrer noopener" aria-label="novo relatório do UNAIDS (opens in a new tab)" href="https://aids2020.unaids.org/report/" target="_blank"><strong>novo relatório do UNAIDS</strong></a> mostra um progresso significativo, mas altamente desigual, principalmente na expansão do acesso à terapia antirretroviral. Como as conquistas não foram compartilhadas igualmente dentro dos países e entre eles, as metas globais de HIV estabelecidas para 2020 não serão alcançadas. </p>



<span id="more-15589"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório, intitulado <em><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Agarrar a oportunidade: enfrentando as desigualdades enraizadas para acabar com epidemias (opens in a new tab)" href="https://aids2020.unaids.org/report/" target="_blank"><strong>Agarrar a oportunidade: enfrentando as desigualdades enraizadas para acabar com epidemias</strong></a></em> (na tradução livre de Seizing the Moment: taclkling entrenched inequalities to end epidemics), alerta para o fato de que os ganhos obtidos até agora podem ser perdidos e o progresso interrompido se não agirmos. O relatório destaca o os países precisam redobrar seus esforços e agir com maior urgência para alcançar as milhões de pessoas ainda deixadas para trás.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Serão necessárias, em todos os dias desta próxima década, ações decisivas para colocar o mundo de volta nos trilhos rumo à meta de acabar com a epidemia de AIDS até 2030”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Milhões de vidas foram salvas, particularmente as vidas de mulheres na África. O progresso alcançado por muitos precisa ser compartilhado por todas as comunidades em todos os países. O estigma, a discriminação e as desigualdades generalizadas são os principais obstáculos ao fim da AIDS. Os países precisam se guiar pelas evidências e assumir suas responsabilidades em relação aos direitos humanos.”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quatorze países atingiram as metas de tratamento 90-90-90 (90% das pessoas que vivem com HIV conhecem seu estado sorológico positivo para o vírus; destas, 90% estão em tratamento antirretroviral; e destas, 90% têm carga viral suprimida). Entre estes países está Eswatini, que tem uma das mais altas taxas de prevalência de HIV do mundo, com 27% em 2019, e que, ao ter superado as metas de 2020, caminha para alcançar as metas 95–95–95, previstas para 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Milhões de vidas foram salvas e milhões de novas infecções por HIV foram evitadas graças ao aumento do acesso à terapia antirretroviral. No entanto, 690.000 pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS no ano passado e um terço (12,6 milhões) das 38 milhões de pessoas que vivem com HIV não tinham acesso ao tratamento capaz de salvar vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não podemos descansar à sombra dos louros alcançados, nem nos desencorajarmos por causa dos contratempos. Devemos garantir que nenhuma pessoa seja deixada para trás. Temos que fechar as lacunas. Nosso objetivo é 100-100-100 ”, disse Ambrose Dlamini, primeiro-ministro de Eswatini.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>As metas para 2020 e a realidade</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">O mundo está muito atrasado na prevenção de novas infecções por HIV. Cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas com o vírus, mais de três vezes acima da meta global, que previa baixar as novas infecções para 500.000 até 2020. Houve um progresso no leste e sul da África, onde as novas infecções por HIV diminuíram 38% desde 2010. Isso contrasta fortemente com a região da Europa Oriental e Ásia Central, que registrou um aumento impressionante de 72% nas novas infecções por HIV desde 2010. Novas infecções por HIV também aumentaram 22% no Oriente Médio e Norte da África e 21% na América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório <em><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Agarrar a oportunidade (opens in a new tab)" href="https://aids2020.unaids.org/report/" target="_blank"><strong>Agarrar a oportunidade</strong></a></em> mostra um progresso desigual, com muitas pessoas e populações vulneráveis deixadas para trás. Apesar de constituírem uma proporção muito pequena da população geral, cerca de 62% das novas infecções por HIV ocorreram entre populações-chave e seus parceiros sexuais, incluindo gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas privadas de liberdade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O estigma e a discriminação, juntamente com outras desigualdades e exclusões sociais, tem se mostrado como barreiras principais. Populações marginalizadas que temem julgamento, violência ou prisão lutam para acessar serviços de saúde sexual e reprodutiva, especialmente aqueles relacionados à contracepção e à prevenção do HIV. O estigma contra pessoas vivendo com HIV ainda é comum: pelo menos 82 países criminalizam alguma forma de transmissão, exposição ou não divulgação do HIV; o trabalho sexual é criminalizado em pelo menos 103 países; e ao menos 108 países criminalizam o consumo ou posse de drogas para uso pessoal.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mulheres e meninas da África subsaariana</strong></h4>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres e meninas na África Subsaariana continuam sendo as mais afetadas e foram responsáveis por 59% de todas as novas infecções por HIV na região em 2019, com 4.500 meninas e mulheres jovens entre 15 e 24 anos infectadas por HIV por semana. As mulheres jovens representaram 24% das novas infecções por HIV em 2019, apesar de constituírem apenas 10% da população na África Subsaariana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, onde os serviços de HIV são fornecidos de forma abrangente, os níveis de transmissão do HIV são reduzidos significativamente. Em Eswatini, Lesoto e África do Sul, uma alta cobertura de opções de prevenção combinada, incluindo apoio socioeconômico para mulheres jovens e altos níveis de cobertura de tratamento e supressão viral para populações anteriormente não alcançadas, reduziu as desigualdades e reduziu a incidência de novas HIV infecções.</p>



<h4 class="wp-block-heading">HIV e COVID-19</h4>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A pandemia de COVID-19 impactou seriamente a resposta à AIDS e pode causar uma ruptura ainda maior. Uma interrupção completa de seis meses no tratamento do HIV pode causar mais de 500.000 mortes adicionais na África Subsaariana durante o próximo ano (2020-2021), trazendo a região de volta aos níveis de mortalidade por AIDS de 2008. Mesmo uma interrupção de 20% pode causar 110.000 mortes adicionais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Aqueles de nós que sobreviveram ao HIV e lutaram pela vida e pelo acesso a tratamentos e cuidados não podem se dar ao luxo de perder os ganhos obtidos com tanto esforço. Em alguns países da América Latina, estamos vendo como os recursos, medicamentos, equipe de saúde e equipamentos de HIV estão sendo movidos para a luta contra a COVID-19 ”, disse Gracia Violeta Ross, presidente da Rede Boliviana de Pessoas Vivendo com HIV. “Algumas boas lições e práticas da resposta ao HIV, como participação e responsabilidade significativas, estão sendo ignoradas. Não permitiremos que o HIV seja deixado para trás.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para combater estas epidemias convergentes de HIV e de COVID-19, o UNAIDS e seus parceiros estão liderando um chamado global pela Vacina Popular para a COVID-19, que foi assinada por mais de 150 líderes e especialistas mundiais exigindo que todas as vacinas, tratamentos e testes sejam realizados livres de patentes, produzidos em massa e distribuídos de maneira justa e gratuita para todos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS também insta os países a aumentar os investimentos nas duas epidemias. Em 2019, o financiamento para o HIV caiu 7% em relação a 2017, para US $ 18,6 bilhões. Esse revés significa que o financiamento está 30% abaixo dos US $ 26,2 bilhões necessários para responder efetivamente ao HIV em 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não podemos ter países pobres no final da fila. As pessoas não deveriam depender do dinheiro em seu bolso ou da cor de sua pele para serem protegidas contra esses vírus mortais”, disse Byanyima. “Não podemos pegar dinheiro de uma doença para tratar outra. Tanto o HIV quanto a COVID-19 devem ser totalmente financiados para evitar uma perda maciça de vidas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Clique aqui para acesso ao relatório em inglês (opens in a new tab)" href="https://aids2020.unaids.org/report/" target="_blank"><strong>Clique aqui para acesso ao relatório em inglês</strong></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Clique aqui para ter acesso ao Press Release (opens in a new tab)" href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2020/07/2020_07_06_PR-PORT_Relatório-Global-sobre-AIDS-2020.pdf" target="_blank"><strong>Clique aqui para ter acesso ao Press Release</strong></a></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/07/relatorio-sobre-a-epidemia-de-aids-mostra-que-metas-para-2020-nao-serao-cumpridas-covid-19-pode-prejudicar-resposta-ao-hiv/">Relatório do UNAIDS mostra que metas para 2020 não serão cumpridas; COVID-19 pode prejudicar resposta ao HIV</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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