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	<title>Gita Ramjee - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>UNAIDS lamenta a morte da cientista e pesquisadora pioneira em HIV, Gita Ramjee</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2020 18:03:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS está chocado e triste com a morte repentina de Gita Ramjee, que morreu de complicações relacionadas à COVID-19 em 31 de março de 2020. Sua morte é uma imensa perda para a comunidade de pesquisa em prevenção do HIV. O UNAIDS oferece todo o seu apoio a todos os esforços para impedir, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/unaids-lamenta-a-morte-da-cientista-e-pesquisadora-pioneira-em-hiv-gita-ramjee/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS está chocado e triste com a morte repentina de Gita Ramjee, que morreu de complicações relacionadas à COVID-19 em 31 de março de 2020. Sua morte é uma imensa perda para a comunidade de pesquisa em prevenção do HIV. O UNAIDS oferece todo o seu apoio a todos os esforços para impedir a propagação da COVID-19 e impedir que mais vidas sejam perdidas. </p>



<span id="more-14824"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estou profundamente triste com a notícia da morte de Gita Ramjee&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Ela era uma cientista eminente que dedicou sua vida à prevenção do HIV com foco em mulheres e meninas na África. Sua morte é uma perda enorme, no momento em que o mundo mais precisa dela. Meus pêsames à sua família, amigos e colegas.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ramjee é reconhecida mundialmente por sua pesquisa inovadora no campo das tecnologias de prevenção do HIV para mulheres. Em 1996, ela liderou um estudo sobre microbicidas vaginais para a prevenção do HIV entre um grupo de profissionais do sexo em Durban, África do Sul. A pesquisa foi sua entrada à comunidade do HIV e foi o começo de seu compromisso com as tecnologias de prevenção do HIV para mulheres, que ela buscou com dedicação e comprometimento inabaláveis por mais de duas décadas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela ocupou o cargo de cientista chefe especialista no Instituto Aurum, onde trabalhou para melhorar a saúde das pessoas e comunidades através da prevenção, pesquisa e inovação do HIV. Anteriormente, ela ocupou os cargos de cientista chefe especialista e diretora da unidade de prevenção ao HIV do Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul e professora adjunta no Departamento de Saúde Global da Universidade de Washington. Ela também foi professora honorária do Departamento de Epidemiologia e Saúde da População da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ramjee recebeu vários prêmios e distinções por suas contribuições científicas. Em 2018, recebeu o Prêmio de Parceria de Ensaios Clínicos da Europa e Países em Desenvolvimento/Prêmio de Melhor Cientista Africana da União Europeia. Ela também co-presidiu as Conferências de Microbicidas em 2006, 2008 e 2010 e em 2012 foi homenageada com o Prêmio Lifetime Achievement da Conferência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS lamenta sua morte prematura e se esforça para honrar sua memória, continuando a apoiar os esforços globais para encontrar métodos que permitam às mulheres assumir o controle de sua prevenção ao HIV e saúde e direitos reprodutivos através de escolhas informadas.</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/04/unaids-lamenta-a-morte-da-cientista-e-pesquisadora-pioneira-em-hiv-gita-ramjee/">UNAIDS lamenta a morte da cientista e pesquisadora pioneira em HIV, Gita Ramjee</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Uma homenagem a Gita Ramjee</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/04/uma-homenagem-a-gita-ramjee/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2020 20:45:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 9 de março, fiz meu check out no hotel do Brasil. Tínhamos acabado de terminar uma reunião fascinante sobre a integração do HIV com outros programas de saúde e doenças. Haviam muitos cumprimentos com os cotovelos e sorrisos acanhados com a falta de abraços com os colegas brasileiros e globais. Sabíamos que a, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/uma-homenagem-a-gita-ramjee/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Em 9 de março, fiz meu check out no hotel do Brasil. Tínhamos acabado de terminar uma reunião fascinante sobre a integração do HIV com outros programas de saúde e doenças. Haviam muitos cumprimentos com os cotovelos e sorrisos acanhados com a falta de abraços com os colegas brasileiros e globais. Sabíamos que a onda estava chegando, mas as praias ainda pareciam lindas. Nós até bebemos cerveja Corona no jantar. </p>



<span id="more-14809"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;<br>Fiquei empolgado e reservei&nbsp;meu voo&nbsp;direto&nbsp;para a&nbsp;CROI&nbsp;2020&nbsp;em Boston, a&nbsp;Conferência sobre retrovírus e infecções oportunistas. Além da ciência consistente e de alta qualidade&nbsp;apresentada na&nbsp;CROI, eu sempre adorei&nbsp;os corredores. Sempre havia tempo de sobra para se encontrar com amigos e colegas, muitos dos quais estavam juntos nos últimos 25 anos ou mais da pandemia de HIV. Vi Gita Ramjee em todas as reuniões e estava ansioso&nbsp;para vê-la novamente.&nbsp;Tragicamente, não era para ser. Meu telefone&nbsp;vibrou&nbsp;com um e-mail anunciando que a conferência não&nbsp;iria&nbsp;mais acontecer&nbsp;em Boston,&nbsp;e que&nbsp;seria&nbsp;realizada&nbsp;virtualmente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fiquei empolgado e reservei meu voo direto para a CROI 2020 em Boston, a Conferência sobre retrovírus e infecções oportunistas. Além da ciência consistente e de alta qualidade apresentada na CROI, eu sempre adorei os corredores. Sempre havia tempo de sobra para se encontrar com amigos e colegas, muitos dos quais estavam juntos nos últimos 25 anos ou mais da pandemia de HIV. Vi Gita Ramjee em todas as reuniões e estava ansioso para vê-la novamente. Tragicamente, não era para ser. Meu telefone vibrou com um e-mail anunciando que a conferência não iria mais acontecer em Boston, e que seria realizada virtualmente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Gita já estava em Londres a caminho de uma reunião da África do Sul. Ao ouvir que a CROI havia sido “virtualizada”, Gita ficou encantada com a possibilidade de ficar em Londres por mais alguns dias. Ultimamente passava mais tempo em Londres porque queria estar com os filhos e o neto, que moram lá. Ela visitou a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, onde é professora honorária por seu trabalho com testes de prevenção ao HIV. Meus colegas me dizem que ela estava como sempre—gentil, colaborativa, direta e cheia de integridade e determinação para fazer as coisas acontecerem. Ela voou de volta para a África do Sul naquele fim de semana e deu uma palestra remota na London School no dia 17 de março. Duas semanas depois ela morreu, uma das primeiras mortes por COVID-19 na África do Sul. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Gita é um testemunho extraordinário de resiliência e determinação. Ela nasceu na Uganda e escapou do regime de Idi Amin. Ela continuou seus estudos na Índia e depois foi para a universidade no Reino Unido. Lá, ela conheceu seu futuro marido, um sul-africano, também de origem indiana. Ela se mudou para Transvaal com ele, mas odiava a vida segregada, que contrastava tão claramente com a sociedade mais aberta que havia encontrado no Reino Unido. Então eles se mudaram para Durban, o que se adequou melhor a eles, e ela começou a construir os dois pilares de sua vida—sua família e sua carreira. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sua carreira como uma forte liderança na pesquisa em prevenção ao HIV, com foco em mulheres, particularmente mulheres desprivilegiadas e trabalhadoras do sexo, lhe trouxe seu reconhecimento global—prêmios científicos vitalícios por excelência na África do Sul, prêmio de cientista feminina em destaque do European Development Clinical Trials Partnerships, e diplomas honorários. Para mim, ela sempre foi um rosto amigável e alguém para conhecer e conversar, não apenas sobre ciência, mas também sobre filhos e netos, Londres, Durban e além. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A onda da COVID-19 está se desmantelando sobre nós agora, e seu poder é impressionante. Gita foi uma vítima muito precoce da epidemia africana porque era uma estrela mundial. Sua morte é um aviso sério. Milhões de pessoas pobres que vivem no sul e leste da África, muitas delas vivendo com HIV, agora estão enfrentando um desafio devastador. Os frágeis sistemas sociais e de saúde, a dependência do trabalho, as habitações lotadas, a falta de água e eletricidade, tudo isso torna a perspectiva horrível. O número de mortos aumentará acentuadamente, em parte por causa de infecções diretas pelo vírus, mas ainda mais por causa do impacto nos sistemas de saúde sobrecarregados e nas fracas redes de proteção social. Como as milhões de pessoas assustadas que vivem em acomodações lotadas e compartilhadas e que dependem de seus salários diários para comprar comida, vão conseguir manter distância física? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Gita acreditava e lutava pelos direitos e bem-estar das trabalhadoras do sexo. Em 2007, ela disse ao jornal Guardian: “As histórias que elas costumavam nos contar eram horríveis. Foi quando eu soube que queria me envolver na prevenção da infecção pelo HIV nas mulheres.&#8221; Sei que ela gostaria que acelerássemos e enfrentássemos o desafio da COVID-19, não apenas como uma crise de saúde pública, mas ainda mais como um desafio à desigualdade, pobreza e falta de solidariedade global. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Gita já estava em Londres a caminho de uma&nbsp;reunião&nbsp;da&nbsp;África do Sul. Ao ouvir que&nbsp;a&nbsp;CROI&nbsp;havia sido&nbsp;“virtualizada”, Gita ficou encantada&nbsp;com a possibilidade de&nbsp;ficar em Londres por mais alguns dias. Ultimamente passava mais tempo em Londres porque queria estar com os filhos e o neto, que moram lá. Ela visitou a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, onde é professora honorária por seu trabalho&nbsp;com&nbsp;testes de prevenção&nbsp;ao&nbsp;HIV. Meus colegas me dizem que ela estava&nbsp;como sempre—gentil, colaborativa, direta e cheia de integridade e determinação para fazer as coisas acontecerem. Ela voou de volta para a África do Sul naquele fim de semana e deu uma palestra&nbsp;remota&nbsp;na London School&nbsp;no dia&nbsp;17 de março. Duas semanas depois ela morreu, uma das primeiras mortes por COVID-19 na África do Sul.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;<br>Gita é um testemunho extraordinário de resiliência e determinação. Ela nasceu&nbsp;na&nbsp;Uganda e escapou do regime de Idi Amin. Ela continuou seus estudos na Índia e depois foi para a universidade no Reino Unido. Lá, ela conheceu seu futuro marido, um sul-africano, também de origem indiana. Ela se mudou para Transvaal com ele, mas odiava a vida segregada, que contrastava tão&nbsp;claramente com a sociedade mais aberta que havia encontrado no Reino Unido. Então eles se mudaram para Durban, o que&nbsp;se adequou melhor a eles, e ela começou a construir os dois pilares de sua vida—sua família e sua carreira.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;<br>Sua carreira&nbsp;como&nbsp;uma&nbsp;forte liderança&nbsp;na&nbsp;pesquisa em prevenção ao HIV,&nbsp;com foco em&nbsp;mulheres, particularmente mulheres desprivilegiadas&nbsp;e&nbsp;trabalhadoras&nbsp;do sexo,&nbsp;lhe&nbsp;trouxe seu reconhecimento global—prêmios científicos vitalícios por excelência&nbsp;na&nbsp;África do Sul, prêmio de cientista feminina em destaque&nbsp;do&nbsp;<em>European Development Clinical Trials Par</em><em>tnerships</em>,&nbsp;e&nbsp;diplomas honorários. Para mim, ela sempre foi um rosto amigável e alguém para conhecer e conversar, não apenas sobre&nbsp;ciência, mas também sobre filhos e netos, Londres, Durban e&nbsp;além.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A onda&nbsp;da&nbsp;COVID-19 está&nbsp;se desmantelando sobre nós agora, e seu poder é impressionante. Gita foi uma vítima muito precoce da epidemia africana porque era uma estrela mundial. Sua morte é um aviso sério. Milhões de pessoas pobres que vivem no sul e leste da África, muitas delas vivendo com HIV, agora estão enfrentando um desafio devastador. Os frágeis&nbsp;sistemas sociais e de saúde, a dependência do trabalho, as&nbsp;habitações&nbsp;lotadas, a falta de água e eletricidade, tudo isso torna a perspectiva horrível. O número de mortos aumentará acentuadamente, em parte por causa de infecções diretas&nbsp;pelo vírus, mas ainda mais por causa do impacto nos sistemas de saúde sobrecarregados e nas fracas redes de proteção social. Como&nbsp;as milhões de pessoas assustadas&nbsp;que&nbsp;vivem em acomodações lotadas e compartilhadas e&nbsp;que&nbsp;dependem de seus salários diários para comprar comida,&nbsp;vão conseguir manter distância física?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;<br>Gita acreditava e lutava pelos direitos e bem-estar das trabalhadoras do sexo. Em 2007, ela disse ao jornal&nbsp;<em>Guardian</em>: “As histórias que elas costumavam nos contar eram horríveis. Foi quando eu soube que queria me envolver na prevenção da infecção pelo HIV nas mulheres.&#8221; Sei que ela gostaria que acelerássemos e enfrentássemos o desafio da&nbsp;COVID-19, não apenas como uma crise de saúde pública, mas ainda mais como um desafio à desigualdade, pobreza e falta de solidariedade global.</p>
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