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	<title>DDAHV - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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		<title>Oficina aborda resposta ao HIV entre a população jovem negra</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2016 17:43:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Dados do último Boletim Epidemiológico de HIV e AIDS do Ministério da Saúde (2015) apontam que 57,2% dos óbitos em decorrência da AIDS registrados em 2014 ocorreram entre entre pretos e pardos. O mesmo documento constata igualmente um aumento da epidemia entre as faixas etárias mais jovens de brasileiros. A taxa de detecção entre, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2016/06/oficina-aborda-resposta-ao-hiv-entre-populacao-jovem-negra/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Dados do último Boletim Epidemiológico de HIV e AIDS do Ministério da Saúde (2015) apontam que 57,2% dos óbitos em decorrência da AIDS registrados em 2014 ocorreram entre entre pretos e pardos. <span id="more-4215"></span>O mesmo documento constata igualmente um aumento da epidemia entre as faixas etárias mais jovens de brasileiros. A taxa de detecção entre os de 15 a 19 anos aumentou mais de 300% de 2005 a 2014, passando de 2,1 para 6,7 casos de AIDS por 100 mil habitantes. Entre os jovens de 20 a 24 anos, a taxa de detecção quase dobrou (de 16 para 30,3 casos por 100 mil habitantes).</p>
<p>Para debater este cenário e seus desafios, diversos parceiros na resposta ao HIV/AIDS se uniram para a realização da Oficina do Grupo de Trabalho de Jovens Lideranças sobre Gênero, Raça e Vulnerabilidades ao HIV. Realizado no dia 14 de junho no Departamento de DST/AIDS e Hepatites Virais (DDAHV) do Ministério da Saúde, em Brasília, o encontro foi resultado da articulação e engajamento da juventude de diversos movimentos sociais organizados a partir da Força Tarefa Jovens Lideranças. O grupo é um desdobramento das atividades referentes às três edições do Curso de Formação de Jovens Lideranças para o Controle Social do SUS no mbito do HIV, realizadas pelo UNAIDS em parceria com o DDAHV, UNICEF, UNESCO e UNFPA.</p>
<div id="attachment_4229" style="width: 2058px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-4229" class="wp-image-4229 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13411797_1140077576052821_6092878878846411499_o.jpg" alt="13411797_1140077576052821_6092878878846411499_o" width="2048" height="1365" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13411797_1140077576052821_6092878878846411499_o.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13411797_1140077576052821_6092878878846411499_o-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13411797_1140077576052821_6092878878846411499_o-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13411797_1140077576052821_6092878878846411499_o-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13411797_1140077576052821_6092878878846411499_o-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13411797_1140077576052821_6092878878846411499_o-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><p id="caption-attachment-4229" class="wp-caption-text">Jovens selecionados de todo o Brasil participam da oficina em Brasília. Foto: Renato Oliveria/DDAHV</p></div>
<p>A oficina também contou com o apoio do Grupo Temático Intersetorial de Gênero, Raça e Etnia das Nações Unidas no Brasil e participação especial do Geledés-Instituto da Mulher Negra e da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (RENAFRO). O encontro foi construído tendo como marcos de referência a Política Nacional de Saúde da População Negra e a Década Internacional dos Afrodescentes (2015-2025).</p>
<p>O objetivo do encontro foi propor um espaço plural para construção de um plano conjunto de enfrentamento ao racismo, tendo como foco questões ligadas a gênero, identidade de gênero e diversidade sexual, genocídio negro e saúde da população negra no âmbito do HIV/AIDS, com o objetivo de promover o fortalecimento e empoderamento da juventude negra brasileira.</p>
<div id="attachment_4230" style="width: 2058px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-4230" class="wp-image-4230 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13403189_1140076762719569_34070845189676535_o.jpg" alt="13403189_1140076762719569_34070845189676535_o" width="2048" height="1365" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13403189_1140076762719569_34070845189676535_o.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13403189_1140076762719569_34070845189676535_o-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13403189_1140076762719569_34070845189676535_o-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13403189_1140076762719569_34070845189676535_o-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13403189_1140076762719569_34070845189676535_o-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13403189_1140076762719569_34070845189676535_o-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><p id="caption-attachment-4230" class="wp-caption-text">Os jovens que participaram da oficina promoverão as informações em suas comunidades. Foto: Renato Oliverira/DDAHV</p></div>
<p>Entre os diversos temas abordados durante a oficina estiveram: estratégias e ações identificadas para resposta à vulnerabilidade ao HIV com foco na juventude negra; racismo institucional; prevenção combinada; tratamento e cuidados relacionados ao HIV; participação da juventude negra na resposta à epidemia.</p>
<p><strong>O recorte racial para enfrentamento do HIV/AIDS</strong></p>
<p>Para Tamyllis Lírio, integrante do GT de Juventude Negra e presidente da Organização Não Governamental Nação Basquete de Rua, o combate à epidemia precisa promover um olhar diferenciado para as populações mais vulneráveis.</p>
<div id="attachment_4231" style="width: 2058px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-4231" class="wp-image-4231 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13422476_1140076769386235_4351350281522268259_o.jpg" alt="13422476_1140076769386235_4351350281522268259_o" width="2048" height="1365" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13422476_1140076769386235_4351350281522268259_o.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13422476_1140076769386235_4351350281522268259_o-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13422476_1140076769386235_4351350281522268259_o-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13422476_1140076769386235_4351350281522268259_o-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13422476_1140076769386235_4351350281522268259_o-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13422476_1140076769386235_4351350281522268259_o-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><p id="caption-attachment-4231" class="wp-caption-text">Tamyllis Lírio, jovem ativista, fala sobre o combate à epidemia e populações vulneráveis. Foto: Renato Oliveira/DDAHV</p></div>
<p>“Esse encontro foi uma grande conquista. Fruto de uma construção diária de jovens como nós, que moram distantes dos grandes centros e que enfrentam dificuldades de viver em uma sociedade racista, machista, LGBTfóbica e discriminatória”, ressaltou Tamyllis, que foi uma das participantes do Curso de Jovens Lideranças. “Nossa luta é diária, já que a população negra e jovem está no topo dos índices de vulnerabilidade. É um grande orgulho poder construir políticas públicas que irão atingir milhares de outros jovens que não tiveram as mesmas chances que nós.”</p>
<p>A técnica da Coordenadoria de Prevenção e Articulação Social do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais (DDAHV) do Ministério da Saúde, Damiana de Oliveira, mostrou dados que expressam os enfrentamentos da população negra quanto aos casos e mortes provocadas pelo HIV/AIDS.</p>
<div id="attachment_4232" style="width: 2058px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-4232" class="wp-image-4232 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13391398_1140076652719580_8727350026178296977_o.jpg" alt="13391398_1140076652719580_8727350026178296977_o" width="2048" height="1365" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13391398_1140076652719580_8727350026178296977_o.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13391398_1140076652719580_8727350026178296977_o-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13391398_1140076652719580_8727350026178296977_o-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13391398_1140076652719580_8727350026178296977_o-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13391398_1140076652719580_8727350026178296977_o-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/09/13391398_1140076652719580_8727350026178296977_o-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /><p id="caption-attachment-4232" class="wp-caption-text">Jovens debatem temas para agenda comum sobre saúde da população negra. Foto: Renato Oliveira/DDAHV</p></div>
<p>“Quando você faz um recorte racial no número de pessoas que estão afetadas pela epidemia, observa-se que o maior número de infectados está na população negra. Em números de óbitos por AIDS no Brasil, a maioria está entre pretos e pardos”, apontou Damiana. “Quando você diferencia por gênero entre homens e mulheres, verifica que a população mais afetada é a de mulheres. Então, a mulher negra sempre tem os piores índices em relação ao HIV, tanto em número de infecções como em óbitos. É preciso, portanto, pensar em ações voltadas para a questão racial.”</p>
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