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	<title>Coronavírus - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>De sobrevivente do HIV a defensora na reposta da COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Mar 2021 20:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ingrid Bretón soube que estava vivendo com HIV quando tinha 19 anos. Era 1994 e o tratamento para HIV ainda não estava disponível na República Dominicana. “Eu sobrevivi quase cinco anos viva, mas morta por dentro”, lembra ela. “Passei por todos os processos de negação pelos quais uma pessoa recém-diagnosticada passa. Os centros de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/03/de-sobrevivente-do-hiv-a-defensora-na-reposta-da-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Ingrid Bretón soube que estava vivendo com HIV quando tinha 19 anos. Era 1994 e o tratamento para HIV ainda não estava disponível na República Dominicana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Eu sobrevivi quase cinco anos viva, mas morta por dentro”, lembra ela. “Passei por todos os processos de negação pelos quais uma pessoa recém-diagnosticada passa. Os centros de saúde não quiseram me atender. Vivi todo tipo de estigma e discriminação.”</p>



<span id="more-17591"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua cidade, La Romana, ela era conhecida como “a garota da AIDS”. Era impossível encontrar trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento para HIV ajudou a mudar a trajetória de sua vida. Com a orientação de seu médico, José Román, ela se tornou a primeira mulher vivendo com HIV em La Romana que se sabe ter dado à luz um bebê sem HIV. Ao continuar o tratamento, Ingrid entendeu que estava perfeitamente saudável e que poderia viver uma vida mais significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Pensei comigo mesma: ‘não estou adoecendo, meu cabelo não está caindo, não tenho feridas, não tenho AIDS. Eu quero fazer coisas’”, lembra Ingrid.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2002, ela formou a Fundación Grupo Paloma (Fundação Grupo Paloma, na tradução livre para o português), que oferece apoio psicossocial, assistência jurídica e oportunidades de trabalho para pessoas que vivem e são afetadas pelo HIV na região leste da República Dominicana. A organização também desempenha um papel fundamental de advocacy, dando visibilidade a questões como adesão ao tratamento, prevenção e estigma e discriminação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das inovações da fundação é um projeto de agricultura que emprega pessoas que vivem com HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um processo lindo”, diz a Ingrid, enquanto caminha pelos campos ensolarados de terra vermelha, passando por tomates, mamões e bananas. “A ideia é que as pessoas que vivem com HIV possam seguir em frente, trabalhando e sustentando suas famílias.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">As famílias com as quais o Grupo Paloma trabalha foram diretamente afetadas pela pandemia da COVID-19. O trabalho da fundação foi fundamental durante esse período. As pessoas voluntárias fazem entregas em domicílio de alimentos, remédios e roupas. A fundação é uma fonte de conexão e apoio emocional em um momento em que as comunidades que vivem com HIV estão mais isoladas do que nunca devido às medidas de distanciamento social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A primeira Pesquisa Rápida sobre as Necessidades das Pessoas que Vivem com HIV na República Dominicana, no contexto de COVID-19, constatou que, embora 92% das pessoas entrevistadas recebam a terapia antirretroviral, cerca de uma em cada seis tinha medicamento para menos de um mês. Graças ao advocacy do escritório do UNAIDS na República Dominicana, os protocolos foram alterados para que as pessoas que vivem com HIV e têm acesso a tratamento por meio do sistema público de saúde possam receber um medicamentos para três a seis meses de uma só vez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O escritório da República Dominicana impulsionou o governo a fortalecer os programas de atenção integral, inclusive por meio de alianças com a sociedade civil. Por exemplo, a Fundação Grupo Paloma prestou assistência a pessoas que vivem com HIV no Hospital Provincial Francisco Gonzalvo durante um período de cinco meses em 2020, quando o profissionais médicos não estavam disponíveis nas instalações de La Romana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS na República Dominicana também pediu atenção especial às necessidades de proteção social e segurança alimentar das pessoas que vivem com HIV e se encontram em situação de fragilidade econômica. O escritório respondeu rapidamente às consequências da COVID-19, oferecendo apoio à Fundação Grupo Paloma e outras organizações comunitárias que contribuem para a resposta nacional ao HIV. A resposta geral do UNAIDS incluiu o fornecimento de equipamento de proteção individual e informação especificamente para a comunidade de pessoas que vivem com o HIV. A segunda fase da resposta incluiu a mobilização de apoio nutricional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Isso foi de grande valor para as famílias, dada a crise econômica causada pela COVID-19”, diz Ingrid.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sociedade civil desempenha o papel principal de conscientizar as comunidades e advogar em seu nome”, disse a diretora do UNAIDS para a República Dominicana, Bethania Betances. “À medida que respondemos a duas pandemias, de- HIV e COVID-19, é vital que as comunidades estejam na mesa de tomada de decisão para ajudar a moldar uma resposta eficaz e humana.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assista: <a rel="noreferrer noopener" href="https://youtu.be/67RtBDZQFf0" target="_blank"><strong><span style="text-decoration: underline;">A extraordinária história de uma mulher vivendo com HIV na República Dominicana</span></strong></a></p>



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</div><figcaption><em>Para legendas, ative closed captions (CC) em português.</em></figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>UNAIDS considera gastos com saúde e proteção social parte essencial da resposta econômica à COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2020 19:42:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A COVID-19 está matando pessoas. No entanto, a escala e as consequências da pandemia são provocadas pelo ser humano. Não era inevitável que houvesse milhares de vidas perdidas e milhões de meios de subsistência destruídos. Essas perdas são o resultado da extrema desigualdade que está ligada à nossa economia global. A inclinação das curvas, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/unaids-considera-gastos-com-saude-e-protecao-social-parte-essencial-da-resposta-economica-a-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A COVID-19 está matando pessoas. No entanto, a escala e as consequências da pandemia são provocadas pelo ser humano. </p>



<span id="more-15021"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Não era inevitável que houvesse milhares de vidas perdidas e milhões de meios de subsistência destruídos. Essas perdas são o resultado da extrema desigualdade que está ligada à nossa economia global. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A inclinação das curvas de mortalidade, a complexibilidade das perdas econômicas e as convulsões sociais em diferentes países são as consequências de nossas escolhas políticas, função do modelo econômico que criamos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A COVID-19 levou o mundo a uma recessão. O Fundo Monetário Internacional relata que o grande isolamento será pior que a crise financeira global de 2008. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a COVID-19 deve acabar com o equivalente a 195 milhões de empregos de período integral. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como sabemos a partir do HIV, as epidemias causam estragos em um mundo desigual. Alimentam-se das desigualdades existentes e atingem com mais força os mais vulneráveis e marginalizados—aquelas pessoas que não têm acesso à assistência médica, que não têm rede de segurança social, que não têm direito a licença médica ou que não têm água para lavar as mãos. As pessoas cujo direito à saúde é negado são atingidas primeiro e de forma drástica. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os governos priorizam os sistemas de saúde privatizados em detrimento dos cuidados de saúde universais financiados publicamente, eles estão fazendo uma escolha, dizendo que o direito à saúde se torna um privilégio para os poucos que podem pagar. Quando ocorre uma epidemia, essa escolha se traduz em uma decisão sobre quem viverá e quem morrerá. Aqueles com o privilégio de acesso aos cuidados de saúde vivem, aqueles sem, morrem. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os governos devem investir na proteção social universal. Nas comunidades carentes ao redor do mundo, ouvimos: &#8220;Se não pudermos trabalhar, morreremos de fome antes de adoecermos com o coronavírus&#8221;. Esta é uma escolha que ninguém deveria ter que fazer. Esta crise de saúde está rapidamente se tornando uma crise alimentar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nossa economia, vemos modelos de negócios que dependem de forças de trabalho que não são protegidas. Modelos que exploram trabalhadores e fornecedores e não que os apoiam ou protegem. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A crise climática é outra consequência do nosso modelo econômico fraudulento e explorador dos ecossistemas, dos quais dependemos. E, novamente, são os mais pobres, os menos responsáveis pela exploração, que são mais atingidos. No momento, no Pacífico, as pessoas não estão apenas lutando contra a COVID-19, mas ainda estão se recuperando das consequências do ciclone Harold. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nada disso é um acidente. Anteriormente, eu disse que estávamos vivendo a partir de escolhas feitas pelo ser humano, e há muitas maneiras em que elas são feitas pelos seres humanos. São os homens que ainda dominam as salas de reuniões corporativas e os corredores do poder político, enquanto são as mulheres que assumem o maior fardo de cuidar dos outros—mulheres que precisam cuidar de parentes doentes em uma pandemia ou que andam mais longe para encontrar água potável. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a história não é integralmente sombria. Estamos vendo o lado bom; algumas lições estão sendo aprendidas. Estamos vendo mais consciência da importância da saúde e da proteção social. Isso significa que, se quisermos nos recuperar, nós precisamos nos redefinir—não podemos voltar para onde estávamos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos vendo alguns países aplicando o que estão chamando de impostos de solidariedade às grandes empresas e às pessoas ricas. Estamos ouvindo sobre o cancelamento de dívidas de estudantes, dispensa de taxas de saúde, incluindo dispensa das taxas de usuário e mais suporte para profissionais de saúde. Esta é uma nova obrigação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, estamos vendo outros países se movendo em uma direção diferente—reduções de impostos para ricos e resgates para grandes empresas, sem nenhuma garantia de que esses resgates se traduzirão em apoio aos trabalhadores e fornecedores locais. Então, estamos vendo diferentes sinais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os gastos com saúde e proteção social devem ser ampliados. Essa pode ser a base para uma reorganização, que não seja apenas uma atualização com alguns resgates. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos sair dessa crise de maneira diferente, com a determinação de mudar o modelo econômico. Precisamos de um <em>Global Green New Deal (GGND)</em>, onde o estímulo seja o investimento nas pessoas e no planeta. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um novo modelo econômico que expande a cobertura universal de saúde e a proteção social universal a todos, que aumenta o trabalho decente e paga salários decentes, onde as recompensas são distribuídas por toda a cadeia de suprimentos e todos os interessados se beneficiam de forma equitativa. E um modelo alinhado ao Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos a chance de fazer escolhas diferentes e estou orando para que os líderes mundiais decidam fazer escolhas diferentes. </p>
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		<title>Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária vai apoiar resposta à COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2020 20:27:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Conselho do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária aprovou, por unanimidade, um novo mecanismo para apoiar os países na resposta à COVID-19 e amenizar o impacto nos sistemas de saúde e em programas de combate ao HIV, tuberculose e malária de forma eficaz, dobrando o valor do financiamento disponível para, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/fundo-global-de-combate-a-aids-tuberculose-e-malaria-vai-apoiar-resposta-a-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Conselho do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária aprovou, por unanimidade, um novo mecanismo para apoiar os países na resposta à COVID-19 e amenizar o impacto nos sistemas de saúde e em programas de combate ao HIV, tuberculose e malária de forma eficaz, dobrando o valor do financiamento disponível para até US$ 1 bilhão. </p>



<span id="more-14977"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O Mecanismo de Resposta à COVID-19 autoriza o financiamento de US$ 500 milhões, além de até US$ 500 milhões em flexibilizações de doações, anunciadas pelo Fundo Global em 4 de março, e que já estão sendo implementadas por 54 países. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Peter Sands, diretor executivo do Fundo Global, enfatizou a urgência da situação e pediu aos parceiros que unam forças para responder a uma emergência de saúde pública sem precedentes que ameaça prejudicar o progresso em HIV, tuberculose e malária, e sobrecarregar os sistemas comunitários e de saúde com consequências potencialmente catastróficas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É absolutamente crucial tomar medidas imediatas, tanto para proteger as pessoas neste momento, quanto para manter programas que salvam vidas, combatendo o HIV, a tuberculose e a malária&#8221;, disse Peter. “Enfrentamos um desafio monumental e temos que trabalhar juntos como nunca foi feito antes. Não é apenas a coisa certa a fazer, é também o mais sensato a ser feito. Devemos nos unir para lutar. ” </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fundo Global está respondendo rapidamente à pandemia de COVID-19 sob a liderança da Organização Mundial da Saúde (OMS) e em estreita colaboração com outros parceiros. O Mecanismo de Resposta a COVID-19 fornecerá apoio adicional às respostas dos países à pandemia e dará continuidade aos serviços contra o HIV, tuberculose e malária, através da rápida distribuição de fundos. Além disso, permite que o Fundo Global mobilize recursos adicionais de doadores públicos e privados dispostos a apoiar os países mais vulneráveis enquanto combatem à COVID-19. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma verba inicial de US$ 500 milhões, o Mecanismo de Resposta à COVID-19 vai alavancar o princípio de propriedade do país e permitirá que os países solicitem financiamento para controle e contenção, para amenizar o impacto no HIV, tuberculose e malária e apoiar sistemas de saúde, incluindo redes de laboratórios, cadeias de suprimentos e respostas lideradas pela comunidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na quinta-feira, a Diretoria também aprovou flexibilidades temporárias para tratar de rupturas na cadeia de suprimentos e programar a implementação devido a COVID-19. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Vários membros do Conselho enfatizaram a importância de remover as barreiras que envolvem direitos humanos e gênero para os cuidados de saúde, e o papel das comunidades, essencial para uma resposta eficaz. Assim como no HIV, tuberculose e malária, a COVID-19 afetará desproporcionalmente os mais pobres, os mais marginalizados e os mais vulneráveis. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O avanço da segurança de saúde global e o fortalecimento dos sistemas locais de saúde são fundamentais para a missão do Fundo Global de acabar com as três epidemias mais mortais do mundo &#8211; HIV, TB e malária &#8211; e combater doenças novas e emergentes como a COVID-19. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fundo Global arrecada e investe mais de US$ 4 bilhões por ano para apoiar programas de combate à AIDS, Tuberculose e Malária em mais de 100 países. A infraestrutura e as capacidades para eliminar doenças como AIDS, TB e malária &#8211; cadeias de suprimentos médicos, laboratórios, agentes comunitários de saúde, vigilância de doenças &#8211; também são necessárias para combater a COVID-19. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O Fundo Global está respondendo rapidamente e, desde 4 de março, permitiu que os países usassem até 5% do financiamento aprovado. Um orçamento de US$ 70 milhões foi aprovado em 54 países além de dois subsídios regionais, e mais solicitações de financiamento estão sendo consideradas. Sob orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo Global incentiva fortemente os países a tomarem providências imediatas para reduzir as possíveis consequências negativas da COVID-19 em programas existentes apoiados por doações do Fundo Global. </p>
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		<title>Quando os homens deixarão de pensar que os corpos das mulheres são propriedade deles?</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/04/quando-os-homens-deixarao-de-pensar-que-os-corpos-das-mulheres-sao-propriedade-deles/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2020 19:04:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Restrições de movimento, isolamento&#160;físico&#160;e aumento das pressões socioeconômicas em todo o mundo levaram a um aumento da violência contra mulheres e meninas desde o início da pandemia de&#160;COVID-19. Como afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “a paz não é apenas a ausência de guerra. Muitas mulheres&#160;em quarentena,&#160;por&#160;conta da&#160;COVID-19,&#160;enfrentam violência onde deveriam&#160;estar&#160;mais seguras:, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/quando-os-homens-deixarao-de-pensar-que-os-corpos-das-mulheres-sao-propriedade-deles/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Restrições de movimento, isolamento&nbsp;físico&nbsp;e aumento das pressões socioeconômicas em todo o mundo levaram a um aumento da violência contra mulheres e meninas desde o início da pandemia de&nbsp;COVID-19. Como afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “a paz não é apenas a ausência de guerra. Muitas mulheres&nbsp;em quarentena,&nbsp;por&nbsp;conta da&nbsp;COVID-19,&nbsp;enfrentam violência onde deveriam&nbsp;estar&nbsp;mais seguras: em suas casas. ”&nbsp;</p>



<span id="more-14939"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo antes do surto&nbsp;de&nbsp;COVID-19,&nbsp;ao menos&nbsp;uma em cada três mulheres e meninas&nbsp;já tinha sofrido&nbsp;violência física e/ou sexual, uma das violações dos direitos humanos&nbsp;mais comuns&nbsp;no mundo. Em áreas com alta prevalência de HIV, verificou-se que a violência por parceiro íntimo aumenta&nbsp;em 50%&nbsp;o risco de mulheres adquirirem o HIV. O fim da violência contra mulheres e meninas deve ser uma prioridade em todos os lugares.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Nações Unidas&nbsp;pediram&nbsp;que os governos dediquem financiamento nos planos nacionais de resposta&nbsp;à&nbsp;COVID-19 para abrigos de&nbsp;proteção contra&nbsp;violência doméstica,&nbsp;um suporte maior&nbsp;às linhas&nbsp;telefônicas de apoio, incluindo serviços de texto&nbsp;–&nbsp;para que as denúncias de abuso possam ocorrer discretamente–, suporte jurídico on-line e serviços psicossociais para mulheres e&nbsp;meninas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o UNAIDS&nbsp;bem conhece, esses serviços geralmente são administrados por organizações da sociedade civil e redes lideradas pela comunidade, que agora, mais do que nunca,&nbsp;precisam de apoio financeiro.&nbsp;Por fim, os abrigos devem ser&nbsp;considerados&nbsp;serviços essenciais e mantidos abertos, da mesma forma que as farmácias e as lojas de alimentos.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando centenas de milhões de mulheres e meninas continuam sujeitas a abuso e violência, isso tem um custo enorme para&nbsp;elas&nbsp;e para suas famílias, comunidades, sociedades e&nbsp;para o&nbsp;&nbsp;desenvolvimento econômico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Precisamos quebrar esse ciclo vicioso de violência, abuso e desigualdade&#8221;, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS, em recente&nbsp;<a href="https://unaids.org.br/2020/04/virus-expoe-desigualdades-gritantes-entre-ricos-e-pobres/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="artigo&nbsp;de opinião (opens in a new tab)">artigo&nbsp;de opinião</a>. Ela acrescentou que não pode haver impunidade, que&nbsp;as sobreviventes devem ser ouvidas e a justiça deve ser feita.&nbsp;</p>
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	            data-title="Quando os homens deixarão de pensar que os corpos das mulheres são propriedade deles?" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/04/quando-os-homens-deixarao-de-pensar-que-os-corpos-das-mulheres-sao-propriedade-deles/">Quando os homens deixarão de pensar que os corpos das mulheres são propriedade deles?</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>UNAIDS condena uso indevido e abuso de poderes de emergência para atingir populações marginalizadas e vulneráveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2020 15:53:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS está profundamente preocupado com os relatos de que a epidemia de COVID-19 está sendo usada como desculpa para atingir populações marginalizadas e vulneráveis, restringir o espaço da sociedade civil e aumentar os poderes policiais. Em particular, o UNAIDS está extremamente apreensivo com os relatos de novas leis que restringem direitos e liberdades, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/unaids-condena-uso-indevido-e-abuso-de-poderes-de-emergencia-para-atingir-populacoes-marginalizadas-e-vulneraveis/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS está profundamente preocupado com os relatos de que a epidemia de COVID-19 está sendo usada como desculpa para atingir populações marginalizadas e vulneráveis, restringir o espaço da sociedade civil e aumentar os poderes policiais. Em particular, o UNAIDS está extremamente apreensivo com os relatos de novas leis que restringem direitos e liberdades e visam atingir grupos criminalizados de maneira prejudicial aos direitos e à saúde das pessoas que vivem com HIV ou são vulneráveis ao vírus. </p>



<span id="more-14935"></span>



<p class="wp-block-paragraph">“Em tempos de crise, poderes emergenciais e agilidade são cruciais; no entanto, eles não podem prejudicar os direitos dos mais vulneráveis ”, disse Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS. “Os pesos e contrapesos que são a pedra angular do Estado de Direito devem ser exercidos para evitar o uso indevido de tais poderes. Caso contrário, podemos ver uma reversão de grande parte dos progressos realizados em direitos humanos, direito à saúde e resposta à AIDS.” </p>



<p class="wp-block-paragraph">A experiência de epidemias passadas e presentes mostra claramente que uma resposta eficaz a crises de saúde, como a da COVID-19, deve estar profundamente enraizada na confiança, na solidariedade humana e no respeito inabalável pelos direitos humanos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, surgiram recentemente relatos de que alguns países estão usando poderes de emergência ou justificativas de saúde pública para restringir direitos relacionados à autonomia pessoal, à identidade de gênero, à liberdade de expressão e à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos. Também houve relatos de aumento de penalidades criminais em relação à transmissão, exposição e não divulgação do estado sorológico positivo para HIV, além de uso de poderes policiais para atingir, por meio de prisões e brutalidade, grupos vulneráveis e criminalizados, como trabalhadoras do sexo, pessoas que usam drogas, pessoas vivendo com HIV e lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersex (LGBTI). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Hungria, foi apresentado um novo projeto de lei para remover o direito das pessoas de mudar o gênero e nome em documentos oficiais, a fim de garantir a conformidade com sua identidade de gênero, violando claramente os direitos humanos internacionais ao reconhecimento legal da identidade de gênero. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Polônia, uma emenda à lei criminal que aumenta as penalidades pela exposição ao HIV, não divulgação e transmissão de pelo menos seis meses a até oito anos na prisão, foi aprovada—uma clara violação das obrigações com os direitos humanos internacionais de remover leis criminais específicas para o HIV. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS está preocupado com relatos de países que recorrem ao uso do direito penal, como a criminalização da transmissão da COVID-19, e prendem e detêm pessoas por violarem restrições. Nossa experiência na epidemia de HIV é que a criminalização da transmissão de vírus leva a violações significativas dos direitos humanos, prejudica a resposta e não se baseia na ciência.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacidade de provar a transmissão real de uma pessoa para outra, bem como a intenção necessária, é quase impossível e falha em atender aos requisitos do Estado de Direito para criminalização. A criminalização é frequentemente implementada contra comunidades vulneráveis e estigmatizadas. Em Uganda, 23 pessoas ligadas a um abrigo para prestar serviços à comunidade LGBTI foram presas—19 foram acusadas por ato negligente que poderia espalhar infecção ou doença. Estas 19 pessoas estão detidas sem acesso a um tribunal, representação legal ou medicamento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS também está preocupado com os relatos de vários países sobre uso da brutalidade policial na aplicação de medidas, usando violência física e assédio e visando grupos marginalizados, incluindo trabalhadores do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas sem-teto. O uso da lei criminal e da violência para impor restrições de movimento é desproporcional e não é informado por evidências. Sabe-se que essas táticas são implementadas de maneira discriminatória e têm um efeito desproporcional sobre os mais vulneráveis: pessoas que, por qualquer motivo, não podem ficar em casa, não têm casa ou precisam trabalhar por razões de sobrevivência. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No Quênia, as organizações da sociedade civil, motivadas por preocupações sobre ações não consistentes com uma resposta epidêmica baseada em direitos humanos, emitiram um parecer consultivo pedindo que uma abordagem baseada em direitos humanos fosse adotada na resposta à COVID-19 e publicaram uma carta exigindo um foco no envolvimento da comunidade e no que funciona para prevenção e tratamento, em vez de abordagens desproporcionais e coercitivas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora alguns direitos possam ser limitados durante uma emergência para proteger a saúde e a segurança pública, essas restrições devem ter um objetivo legítimo—nesse caso, conter a pandemia da COVID-19. Eles devem ser proporcionais a esse objetivo, necessários, não arbitrários, informados por evidências e legais. Cada ordem, lei ou ação da polícia também deve ser passível de revisão por um tribunal. Os poderes de aplicação da lei devem igualmente ser definidos de forma estrita, proporcionale necessária. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, o UNAIDS pede a todos os países que garantam que quaisquer leis e poderes de emergência sejam limitados a um período de tempo razoável e e que sejam renováveis somente por meio de processos parlamentares e participativos apropriados. Devem ser estabelecidos limites estritos ao uso dos poderes policiais, juntamente com a supervisão independente das ações e recursos policiais por meio de um mecanismo de responsabilização e transparência.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Restrições aos direitos relacionados à não discriminação com base no estado sorológico de HIV, saúde sexual e reprodutiva, liberdade de expressão e identidade de gênero, detalhadas acima, não auxiliam na resposta à COVID-19 e, portanto, não têm um objetivo legítimo. O UNAIDS apela aos países que revoguem quaisquer leis implementadas que não possam ser consideradas com o objetivo legítimo de responder ou controlar a pandemia da COVID-19. </p>
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		<title>Profissionais do sexo não devem ser deixadas para trás na resposta à COVID-19</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Apr 2020 19:18:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pandemia da COVID-19, como em outras crises de saúde, expõe as desigualdades existentes e afeta desproporcionalmente as pessoas já criminalizadas, marginalizadas e vivendo em situações financeiramente precárias, geralmente fora dos mecanismos de proteção social. Durante esses tempos difíceis, a Rede Global de Projetos de Trabalho Sexual (NSWP na sigla em inglês) e o, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/profissionais-do-sexo-nao-devem-ser-deixadas-para-tras-na-resposta-a-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A pandemia da COVID-19, como em outras crises de saúde, expõe as desigualdades existentes e afeta desproporcionalmente as pessoas já criminalizadas, marginalizadas e vivendo em situações financeiramente precárias, geralmente fora dos mecanismos de proteção social. </p>



<span id="more-14924"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esses tempos difíceis, a <a href="https://www.nswp.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Rede Global de Projetos de Trabalho Sexual (opens in a new tab)">Rede Global de Projetos de Trabalho Sexual</a> (NSWP na sigla em inglês) e o UNAIDS desejam chamar a atenção para as dificuldades e preocupações enfrentadas pelas profissionais do sexo em todo o mundo, e estão pedindo aos países que garantam o respeito, a proteção e o cumprimento dos direitos humanos das profissionais do sexo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado da pandemia da COVID-19, as profissionais do sexo em todo o mundo estão passando por dificuldades, uma perda total de renda e maior discriminação e assédio. A criminalização de vários aspectos do trabalho sexual na maioria dos países serve para ampliar a situação já precária das profissionais do sexo na economia informal. Como as trabalhadoras do sexo e seus clientes se auto-isolam, elas ficam desprotegidas, cada vez mais vulneráveis e incapazes de sustentar a si mesmas e suas famílias. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Organizações lideradas por profissionais do sexo de todas as regiões estão relatando falta de acesso a planos nacionais de proteção social e exclusão de medidas emergenciais de proteção social sendo implementadas para diferentes trabalhadores, particularmente onde o trabalho sexual é criminalizado. Sempre que possível, as profissionais do sexo se auto-isolam responsavelmente em resposta aos apelos dos governos. No entanto, quando são excluídas das respostas de proteção social à COVID-19, as profissionais do sexo são confrontadas com a possibilidade de ter sua segurança, sua saúde e suas vidas em risco, apenas para sobreviver. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A NSWP e o UNAIDS também estão preocupadas com relatos de repressão punitiva contra profissionais do sexo, resultando em invasões de casas, testes obrigatórios da COVID-19, prisão e ameaça de deportação de profissionais do sexo migrantes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS apela aos países para que tomem ações imediatas e críticas, baseadas nos princípios de direitos humanos, para proteger a saúde e os direitos das profissionais do sexo. As medidas devem incluir: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Acesso a planos nacionais de proteção social para profissionais do sexo, incluindo planos de apoio à renda. </li><li>Um firewall imediato entre os serviços de saúde e as autoridades de imigração, a fim de garantir que as trabalhadoras do sexo migrantes possam acessar os serviços de saúde. </li><li>Apoio financeiro de emergência para profissionais do sexo que enfrentam a miséria, particularmente migrantes que não conseguem acessar o apoio financeiro baseado na residência. </li><li>Fim imediato das expulsões e acesso a moradias de emergência apropriadas para as trabalhadoras do sexo sem-teto. </li><li>Interromper as incursões nas casas das trabalhadoras do sexo e nas instalações do trabalho sexual e garantir que todas as medidas para proteger a saúde pública sejam proporcionais. </li><li>Interrupção imediata de prisões e processos por atividades relacionadas ao trabalho sexual, afastando-se de medidas punitivas e criminalização para alcançar e servir aos mais necessitados. </li><li>O fim imediato do uso da lei criminal para impor restrições relacionadas à COVID-19, incluindo testes forçados da COVID-19 e processos relacionados. </li><li>Extensões automáticas nos vistos que expiram à medida que as restrições de viagem se tornam mais rígidas. Os sistemas de detenção de imigração devem acomodar as pessoas detidas em acomodações seguras. </li><li>O envolvimento das comunidades de profissionais do sexo nas respostas—o envolvimento significativo de organizações lideradas por profissionais do sexo em grupos emergenciais de planejamento de saúde pública. </li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS, como sempre, está pronto para apoiar os países na implementação das recomendações acima. </p>
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		<title>Novo mapa de inovações fortalece a resposta à COVID-19</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/04/novo-mapa-de-inovacoes-fortalece-a-resposta-a-covid-19/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2020 19:13:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo Mapa de Inovação para o Coronavírus foi lançado pelo StartupBlink juntamente com o Health Innovation Exchange — uma iniciativa do UNAIDS para alavancar o potencial de inovações que melhorem a saúde de todos &#8211; e a Agência de Inovações de Moscou. O mapa é um diretório de centenas de inovações e soluções, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/novo-mapa-de-inovacoes-fortalece-a-resposta-a-covid-19/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Um novo Mapa de Inovação para o Coronavírus foi lançado pelo StartupBlink juntamente com o Health Innovation Exchange — uma iniciativa do UNAIDS para alavancar o potencial de inovações que melhorem a saúde de todos &#8211; e a Agência de Inovações de Moscou. </p>



<span id="more-14944"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O mapa é um diretório de centenas de inovações e soluções em todo o mundo que podem apoiar e fortalecer a resposta à COVID-19, ajudando as pessoas a se adaptarem à vida durante a pandemia da COVID-19 e a conectar iniciativas inovadoras para que consigam colaborar em soluções conjuntas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O mapa fornece informações sobre cinco categorias: prevenção, diagnóstico, tratamento, informação e adaptação à vida e aos negócios. Como parte da categoria de prevenção, por exemplo, o diretório destaca o aplicativo Track Virus, que mostra onde o vírus se espalhou em Israel, e um kit de teste para detectar a COVID-19, desenvolvido pela E25Bio (empresa especializada no desenvolvimento de testes rápidos de diagnóstico), capaz de fornecer resultados em meia hora. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O diretório também mostra maneiras pelas quais as pessoas podem obter remédios sem sair de casa &#8211; as soluções de remessa de telessaúde e de remédios caseiros serão tão relevantes para a COVID-19 quanto para a resposta à AIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A categoria de informação mostra como as pessoas podem obter informações oportunas e precisas sobre a crise e as inovações, enquanto a categoria de adaptação de vida e negócios mostra como as pessoas podem se adaptar fazendo as coisas virtualmente &#8211; em pouco tempo, escolas e universidades mudaram para o aprendizado online e escritórios foram substituídos por home-office (escritórios domésticos). </p>



<p class="wp-block-paragraph">O mapa foi desenvolvido para fornecer informações a funcionários do governo, investidores, empresários e outros, para apoiar a resposta à COVID-19 e abordar a pandemia e seu impacto. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos enfrentando um desafio como nunca havíamos antes e precisamos trabalhar juntos para trazer as melhores idéias capazes de vencer o vírus. O Mapa de Inovação para o Coronavírus visa fornecer uma plataforma para iniciativas inovadoras, cada pessoa entre nós, para colaborar e se engajar com a resposta”, disse o diretor do Escritório de Inovação do UNAIDS, Pradeep Kakkattil. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Você pode compartilhar idéias na plataforma ou entrar em contato com as pessoas e iniciativas inovadoras através da plataforma. Vimos várias ferramentas e inovações já existentes sendo adaptadas para a COVID-19 com grande sucesso e acreditamos que a plataforma ajudará a trazer novas soluções mais rapidamente para as mãos daqueles que estão na linha de frente da resposta”, acrescentou Eli David, CEO da StartupBlink. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 500 inovações já foram recebidas na plataforma e a iniciativa Health Innovation Exchange (Intercâmbio de Inovação em Saúde) produzirá um relatório sobre inovações pré-selecionadas que será compartilhado com os países parceiros para a resposta à COVID-19. </p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/04/novo-mapa-de-inovacoes-fortalece-a-resposta-a-covid-19/">Novo mapa de inovações fortalece a resposta à COVID-19</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vivendo com HIV durante a quarentena</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2020 14:37:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Pumza Mooi está preocupada. Moradora de Porto Elizabeth, na África do Sul, ela é uma das 2,5 milhões de pessoas no país que vivem com HIV, mas que atualmente não estão fazendo uso do tratamento antirretroviral. &#8220;Decidi que tenho que começar&#8221;, disse Mooi. “Não importa quão alta minha contagem de CD4 ou quão baixa, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/vivendo-com-hiv-durante-a-quarentena/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Pumza Mooi está preocupada. Moradora de Porto Elizabeth, na África do Sul, ela é uma das 2,5 milhões de pessoas no país que vivem com HIV, mas que atualmente não estão fazendo uso do tratamento antirretroviral. </p>



<span id="more-14909"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Decidi que tenho que começar&#8221;, disse Mooi. “Não importa quão alta minha contagem de CD4 ou quão baixa minha carga viral esteja, nunca será tão boa quanto em tratamento para HIV. É algo que devo fazer por mim, pelos meus filhos e por aqueles que me admiram. Tenho medo de ficar doente ”, disse ela. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão de Mooi de iniciar o tratamento para o HIV chega em um momento de incerteza para pessoas com o sistema imunológico comprometido, correndo o risco de uma infecção grave pela COVID-19. Atualmente, não há evidências de que as pessoas vivendo com HIV tenham maior risco de adquirir COVID-19, mas existe a preocupação de que uma infecção por COVID-19 possa ser mais grave para pessoas que vivem com HIV e que não estão em tratamento antirretroviral. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A África do Sul está sob uma quarentena de 21 dias para tentar retardar a disseminação da COVID-19. O Ministro da Saúde, Zweli Mkhize, pediu a todos que tomem as precauções para prevenir a infecção, enfatizando a importância de todos conhecerem seu estado sorológico para o HIV, fazerem o teste e começarem imediatamente o tratamento se os testes derem positivos.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O pensamento de pegar COVID-19 me assusta&#8221;, disse Mooi. “É assustador pensar que eu já tenho um vírus [HIV] com o qual meu corpo está lidando. Fico me perguntando: meu corpo é forte o suficiente, meu sistema imunológico é forte o suficiente? ” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mooi adquiriu HIV há muitos anos, quando o conselho predominante era iniciar o tratamento se o paciente experimentasse uma redução em sua contagem de CD4, ficando doente. Ela tem monitorado seu estado sorológico desde então. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde publicou novas diretrizes recomendando tratamento antirretroviral ao longo da vida para todas as crianças, adolescentes e adultos, incluindo todas as mulheres grávidas vivendo com HIV e que amamentam, independentemente da contagem de células CD4. Em outras palavras, qualquer pessoa diagnosticada com HIV deve iniciar o tratamento imediatamente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O UNAIDS está monitorando ativamente o impacto da COVID-19 e trabalhando com redes de pessoas vivendo com HIV, o governo e parceiros de desenvolvimento para garantir que as preocupações das pessoas vivendo com HIV sejam ouvidas e refletidas na resposta à COVID-19. Isso inclui a identificação de restrições nos serviços de saúde, o incentivo a prescrições mais longas, dispensação de medicamentos antirretrovirais para vários meses e o auxílio às comunidades para fornecer soluções. </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Redes sociais </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A vida sob quarentena é especialmente difícil para as pessoas que vivem em assentamentos informais e o UNAIDS reconhece o desafio de alcançar a autoproteção, o distanciamento físico e a contenção nessas áreas. Além disso, há relatórios imprecisos que induzem medo sobre o coronavírus. &#8220;Há muitas informações por aí, mas nem todas são verdadeiras&#8221;, disse Mooi. “Estou lembrando às pessoas que o governo nos deu um número do WhatsApp onde podemos obter boas informações e não nos preocupar com outras informações. Se for verdade, o governo nos dirá. ” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Felizmente, Mooi possui uma sólida rede de apoio depois de compartilhar online, há muitos anos, o seu estado sorológico positivo para o HIV. &#8220;Eu sei que serei cuidada&#8221;, diz. Ela modera grupos de apoio com dezenas de membros, no Facebook e WhatsApp, para pessoas que vivem com HIV. Os participantes vão desde uma pessoa de 16 anos de idade nascida com HIV até uma mulher de 62 anos que vive com HIV há muitos anos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, muitos no grupo compartilharam suas experiências de viver com HIV e suas experiências de tratamento, enfrentando o estigma e discriminação e permanecendo motivados. O consenso é que começar e aderir ao tratamento para o HIV é a melhor opção, disse Mooi. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No momento, há um novo tópico nos grupos. &#8220;Eles estão preocupados com a COVID-19&#8221;, disse Mooi. &#8220;Eu digo a eles que não se preocupem, que fiquem em casa e pratiquem boa higiene&#8221;. Por enquanto, todo mundo sabe que terá que aguentar firme e cuidar um do outro remotamente, para passar por este distanciamento prolongado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O grupo promove a discussão principalmente entre mulheres, embora os homens estejam ouvindo. &#8220;Recebo mensagens de homens perguntando por que não discutimos questões que os afetam, mas se eles não divulgam nem sempre recebem a ajuda de que precisam&#8221;. ela diz. &#8220;Encorajo os homens a compartilharem suas histórias, para ajudarmos um ao outro.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Olhando para o futuro </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a maioria, Mooi está ansiosa para movimentar-se mais livremente outra vez e iniciar o tratamento do HIV. Ela está fazendo o que pode para cuidar de sua família e incentivar suas redes de pessoas vivendo com HIV. &#8220;Estamos fazendo as coisas que nos dizem para fazer, como lavar as mãos e nos afastar de outras pessoas, orando e esperando o melhor&#8221;, disse ela. </p>
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	            data-title="Vivendo com HIV durante a quarentena" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/04/vivendo-com-hiv-durante-a-quarentena/">Vivendo com HIV durante a quarentena</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Dia Mundial da Saúde: OMS e parceiros pedem investimentos em profissionais de enfermagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2020 20:01:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A pandemia de COVID-19 ressalta a urgente necessidade de fortalecer a força de trabalho global em saúde. Um novo relatório, intitulado The State of the World’s Nursing 2020 (O Estado da Enfermagem no Mundo 2020, em tradução livre ao português), fornece uma visão aprofundada do maior componente da força de trabalho em saúde. As, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/dia-mundial-da-saude-oms-e-parceiros-pedem-investimentos-em-profissionais-de-enfermagem/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">A pandemia de COVID-19 ressalta a urgente necessidade de fortalecer a força de trabalho global em saúde. Um novo relatório, intitulado <em><a href="https://www.who.int/publications/i/item/9789240003279">The State of the World’s Nursing 2020</a></em> (O Estado da Enfermagem no Mundo 2020, em tradução livre ao português), fornece uma visão aprofundada do maior componente da força de trabalho em saúde. As descobertas identificam lacunas importantes na força de trabalho de enfermagem e nas áreas prioritárias para investimento em educação, empregos e liderança para fortalecer a enfermagem em todo o mundo e garantir saúde para todas as pessoas.</p>



<span id="more-14902"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Enfermeiras e enfermeiros representam mais da metade de todos os profissionais de saúde do mundo, fornecendo serviços vitais em todo o sistema de saúde. Historicamente, esses profissionais estão na vanguarda do combate a epidemias e pandemias que ameaçam a saúde. Em todo o mundo, estão demonstrando sua compaixão, bravura e coragem ao responder à pandemia de COVID-19: nunca antes seu valor foi demonstrado com tanta clareza.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align:left">“Enfermeiras e enfermeiros são a espinha dorsal de qualquer sistema de saúde. Hoje, muitos desses profissionais estão na linha de frente da batalha contra a COVID-19&#8221;, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. &#8220;Este relatório é um lembrete direto do papel único que desempenham e um alerta para garantir que obtenham o apoio necessário para manter o mundo saudável&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O relatório, lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em parceria com o Conselho Internacional de Enfermeiras (ICN, sigla em inglês)) e Nursing Now, revela que hoje existem pouco menos de 28 milhões de enfermeiros em todo o mundo. Entre 2013 e 2018, os números de pessoal de enfermagem aumentaram 4,7 milhões. Mas isso ainda deixa um déficit global de 5,9 milhões – com as maiores lacunas encontradas em países da África, Sudeste Asiático e da região do Mediterrâneo Oriental (da OMS), além de algumas partes da América Latina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a OMS, é revelador que mais de 80% das enfermeiras e enfermeiros do mundo trabalhem em países que abrigam metade da população mundial. Um em cada oito profissionais de enfermagem trabalha em um país diferente daquele em que nasceu ou foi capacitado. O envelhecimento também ameaça a força de trabalho de enfermagem: espera-se que um em cada seis enfermeiros e enfermeiras do mundo se aposente nos próximos 10 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para evitar a escassez global de profissionais, o relatório estima que os países que sofrem de escassez precisam aumentar em média 8% o número total de graduados em enfermagem por ano, juntamente com a capacidade aprimorada de empregar e retê-los no sistema de saúde. Isso custaria aproximadamente US$ 10 per capita por ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align:left">&#8220;Políticos entendem o custo de capacitar e manter uma força de trabalho profissional de enfermagem, mas somente agora muitos deles reconhecem seu verdadeiro valor&#8221;, disse a presidente da ICN, Annette Kennedy. “Cada centavo investido em enfermagem eleva o bem-estar de pessoas e famílias de maneiras tangíveis e claras para todos verem. Este relatório destaca a contribuição da enfermagem e confirma que o investimento na profissão é um benefício para a sociedade, não um custo. O mundo precisa de mais milhões de enfermeiras e enfermeiros, e estamos pedindo aos governos que façam a coisa certa, invistam nessa maravilhosa profissão e assistam suas populações se beneficiarem do incrível trabalho que somente estes profissionais podem fazer.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 90% de todos profissionais de enfermagem são mulheres, mas poucas delas estão em cargos de liderança – a maior parte deles é ocupada por homens. Contudo, quando países que permitem às enfermeiras assumir papeis de liderança, como chefe de enfermagem (ou equivalente), e programas de liderança em enfermagem, como condições melhores para os profissionais da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="text-align:left">&#8220;Este relatório apresenta dados e evidências muito necessários para fortalecer a liderança da enfermagem, aprimorar sua prática e capacitar essa força de trabalho para o futuro&#8221;, afirmou Lord Nigel Crisp, copresidente da iniciativa Nursing Now. “Nós acreditamos que opções políticas refletem ações que acreditamos que todos os países podem realizar nos próximos dez anos para garantir que haja enfermeiros e enfermeiras suficientes em todos os países e que esses profissionais usem todos os seus conhecimentos, capacidades e escopo profissional para melhorar a atenção primária à saúde e responder a emergências de saúde, como a causada pela COVID-19. Isso deve começar com um diálogo amplo e intersetorial, que posiciona as evidências de enfermagem no contexto do sistema de saúde de um país, força de trabalho em saúde e prioridades de saúde.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para equipar o mundo com a força de trabalho de enfermagem do qual precisa, a OMS e seus parceiros recomendam que todos os países:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Aumentem o financiamento para capacitar e empregar mais enfermeiras e enfermeiros </li><li>Fortaleçam a capacidade de coletar, analisar e agir sobre dados referentes à força de trabalho em saúde </li><li>Monitorem a mobilidade e a migração de enfermeiras e enfermeiros e gerenciá-las de forma responsável e ética </li><li>Eduquem e capacitem enfermeiras e enfermeiros em habilidades científicas, tecnológicas e sociológicas necessárias para impulsionar o progresso na atenção primária à saúde </li><li>Estabeleçam posições de liderança, incluindo enfermeiras em cargos de chefia, e apoiem o desenvolvimento da liderança entre jovens enfermeiras. </li><li>Garantam que enfermeiras e enfermeiros das equipes de atenção primária à saúde trabalhem em todo o seu potencial, por exemplo, na prevenção e manejo de doenças crônicas não transmissíveis </li><li>Melhorem as condições de trabalho: níveis seguros de pessoal, salários justos, direitos à saúde e segurança ocupacional </li><li>Implementem políticas sensíveis às questões de gênero para a força de trabalho de enfermagem </li><li>Modernizem a regulamentação profissional da enfermagem, harmonizando padrões de educação e prática e usando sistemas que possam reconhecer e processar as credenciais desses profissionais em todo o mundo </li><li>Fortaleçam o papel de enfermeiras e enfermeiros nas equipes de assistência, reunindo diferentes setores (saúde, educação, imigração, finanças e trabalho) junto às partes interessadas da enfermagem para o diálogo sobre políticas e o planejamento da força de trabalho</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">A mensagem do relatório é clara: os governos precisam investir em uma aceleração massiva do ensino de enfermagem, na criação de empregos e na liderança. Sem enfermeiras, enfermeiros, obstetrizes e outros profissionais de saúde, os países não podem vencer a batalha contra epidemias ou alcançar a saúde universal e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p>
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		<title>“De nada!”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 20:32:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sunny Dawson (nome fictício) pulou de alegria quando recebeu o seu medicamento de Bai Hua. &#8220;Você é um anjo enviado por Deus&#8221;, disse ele a Bai. Dawson é professor de inglês em uma escola de uma pequena cidade no norte da China. Em janeiro, ele saiu de férias e foi a seu país natal,, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/de-nada/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Sunny Dawson (nome fictício) pulou de alegria quando recebeu o seu medicamento de Bai Hua. &#8220;Você é um anjo enviado por Deus&#8221;, disse ele a Bai. Dawson é professor de inglês em uma escola de uma pequena cidade no norte da China. Em janeiro, ele saiu de férias e foi a seu país natal, no sudeste da Ásia, mas sua jornada de volta a China acabou não sendo tão fácil quanto a sua partida. </p>



<span id="more-14884"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O surto de coronavírus, iniciado em dezembro de 2019 na cidade de Wuhan, província de Hubei (região central da China), rapidamente se espalhou por todo o país e impôs grandes desafios na vida de todos. Porém, por ser uma pessoa vivendo com HV, os desafios provavelmente foram ainda maiores para ele. </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Correndo de volta para a China </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As notícias sobre o surto na China chegaram às manchetes de seu país de origem durante suas férias. &#8220;Toda a minha família se opôs à minha volta para a China&#8221;, disse ele. Mas ele amava o país e queria voltar. &#8220;Eu precisava voltar antes que os voos parassem&#8221;, disse ele. Sua família aceitou, e antes de sua partida, seu pai lhe deu uma bolsa com máscaras faciais para proteger-se. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele pensou que estava totalmente preparado para regressar, mas quando seu voo pousou, ele notou que as coisas estavam diferentes. Todos os passageiros tiveram que verificar a temperatura corporal, um por um. Dawson estava vestindo roupas pesadas naquele dia e estava suando um pouco — sua temperatura era de 37,6 ° C. Ele e alguns outros passageiros foram enviados para um hospital próximo para realizar mais testes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados dos seus testes para a COVID-19 deram negativos e, logo após isso, foi informado pelo Diretor da escola que a pequena cidade em que trabalhava havia sido colocada em quarentena — ele não podia voltar para onde trabalhava e morava. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo uma pessoa que vive com HIV, ele precisa fazer o uso diário de medicamentos antirretrovirais, mas havia levado para suas férias apenas medicamento suficiente para uma semana, os quais já estavam terminando. </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>A aliança BaiHuaLin para pessoas vivendo com HIV chega para ajudar </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sunny Dawson se recordou de Bai Hua, o fundador da aliança BaiHuaLin, uma organização comunitária dedicada a apoiar as pessoas que vivem com HIV, incluindo suporte com o fornecimento de medicamento extra. BaiHuaLin foi a organização que deu suporte a Dawson, quando ele estava sozinho e assustado após ter sido diagnosticado com HIV um ano antes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O surto de coronavírus deixou muitas pessoas, como Dawson, sob o risco de ficarem sem os remédios, pois estavam afastadas dos serviços que entregavam os medicamento para HIV. A aliança BaiHuaLin ajuda as pessoas que precisam de remédios para HIV, a obter seus estoques usando uma extensa rede de voluntários que abrange todo o país e se estende globalmente. “Muitas pessoas precisam de estoques para reserva hoje em dia. Estamos terrivelmente ocupados”, disse Bai Hua (Fundador da Aliança BaiHuaLin). </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Bai Hua recebeu o pedido de ajuda de Dawson, ele pediu que ele fosse ao seu escritório imediatamente, para pegar a medicação que ele havia solicitado, e suficiente para sete dias. No entanto, apenas alguns dias depois ele teve que voltar para receber mais pois sua estadia em Pequim havia sido prolongada indefinidamente. &#8220;Meus colegas me disseram para não voltar no futuro próximo porque as lojas estão fechadas sob a quarentena&#8221;, disse Dawson. Desta vez, Bai Hua deu a ele medicamentos para um mês. </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>Uma forte parceria </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O escritório do UNAIDS na China também sentiu o impacto do surto de COVID-19 em relação às pessoas vivendo com HIV. &#8220;Recebemos mensagens nas mídias sociais de pessoas vivendo com HIV, expressando sua frustração e desolação, e buscando por ajuda&#8221;, disse um funcionário do UNAIDS. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conta do estigma, quando se deparam com o risco de interrupção dos medicamentos antirretrovirais, as pessoas que vivem com HIV escolhem manter a ansiedade em sigilo, com medo de revelar seu estado sorológico positivo para o HIV. &#8220;Algumas pessoas dizem que preferem morrer a revelar seu estado sorlógico para o HIV&#8221;, diz Bai Hua. &#8220;Uma pessoa fugiu de sua vila e caminhou 30 quilômetros para conseguir o medicamento.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">O escritório nacional do UNAIDS na China tem trabalhado para garantir que os direitos das pessoas que vivem com HIV sejam totalmente protegidos. Além de fornecer informações, o UNAIDS também trabalha ativamente com o governo e organizações comunitárias, a fim de garantir que as pessoas que vivem com HIV recebam seu estoque de medicamentos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Formas especiais de envios e recebimentos de remessas de medicamentos para HIV foram organizadas pelo UNAIDS e alcançaram mais de 6000 pessoas vivendo com HIV na cidade de Wuhan, na China. </p>



<p class="wp-block-paragraph" style="font-size:18px"><strong>O melhor ainda está por vir </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dawson finalmente voltou para a pequena cidade no norte da China, depois de ficar em Pequim por mais de duas semanas. Ainda em quarentena, ele se lembrou de um senhor de idade que ficava em um parque próximo ao seu apartamento. “Ele era meu professor de caligrafia. Sempre ia ao parque e escrevia caligrafia chinesa no chão”, disse ele. O senhor deu a Sunny Dawson um pedaço de caligrafia, em uma linda moldura, que agora está pendurado na parede da sua sala de estar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estou ansioso pelo dia em que o vírus termine&#8221;, disse, &#8220;para que eu possa visitar meus amigos novamente e para aprender caligrafia no parque&#8221;. </p>
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	            data-title="“De nada!”" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/04/de-nada/">“De nada!”</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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