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	<title>Artigo de Opinião - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>Artigo de Opinião - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Opinião: &#8220;Investimento público global: a estratégia certa, no momento certo&#8221;</title>
		<link>https://unaids.org.br/2025/07/investimento-publico-global-a-estrategia-certa-no-momento-certo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Jul 2025 21:26:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Banco de pautas]]></category>
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		<category><![CDATA[Winnie Byanyima]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Winnie ByanyimaDiretora executiva do UNAIDS e sub-secretária-geral das Nações Unidas O impacto do colapso repentino do financiamento internacional tem sido devastador, do ponto de vista de onde eu estou &#8211; na liderança do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS). O Prêmio de Avanço Científico do Ano de 2024, concedido pela revista Science,, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/07/investimento-publico-global-a-estrategia-certa-no-momento-certo/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><strong>Winnie Byanyima</strong><br><em>Diretora executiva do UNAIDS e sub-secretária-geral das Nações Unidas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto do colapso repentino do financiamento internacional tem sido devastador, do ponto de vista de onde eu estou &#8211; na liderança do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS).</p>



<span id="more-30373"></span>



<p class="wp-block-paragraph">O <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.science.org/content/article/breakthrough-2024#section_breakthrough" target="_blank" rel="noopener" title="">Prêmio de Avanço Científico do Ano</a></span> de 2024, concedido pela revista <em>Science</em>, abriu o ano de 2025 de forma empolgante: um novo medicamento injetável de longa duração chamado <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/tag/lenacapavir/" target="_blank" rel="noopener" title="">lenacapavir</a></span>, capaz de oferecer proteção quase total contra o HIV com apenas uma injeção a cada seis meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos próximos anos, essa injeção poderá ser aplicada apenas uma vez por ano. Não é uma vacina, mas, da perspectiva de uma pessoa expostas a situações de risco, é o mais próximo que já chegamos de uma vacina contra o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estávamos dialogando com governos, empresas &#8211; especialmente a <em>Gilead</em> &#8211; e comunidades, nos preparando para aproveitar essa oportunidade e avançar rapidamente para acabar com as novas infecções e colocar fim a essa pandemia. Estávamos em busca de uma solução global para um problema de escala global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas então vieram os cortes generalizados e abruptos dos Estados Unidos &#8211; somados a outros cortes promovidos por países ricos da Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso colocou a resposta ao HIV em uma crise. E agora, corremos o risco de perder a oportunidade histórica de desacelerar as novas infecções e nos aproximarmos do fim da AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Clínicas foram fechadas; serviços de prevenção paralisados; e pessoas estão perdendo acesso a medicamentos que são cruciais para suas vidas. Com isso, <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.independent.co.uk/tv/news/trump-usaid-funding-zimbabwe-uganda-hiv-b2758595.html" target="_blank" rel="noopener" title="">pessoas estão morrendo</a></span>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en/impact-US-funding-cuts" target="_blank" rel="noopener" title="">Nossos dados</a></span> começam a mostrar isso. <strong>Antes dessa crise, globalmente havia 3.500 novas infecções por HIV por dia. Atualmente, esse número subiu para 5.800 novas infecções/dia</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se essa situação continuar sem controle, nossos modelos preveem que, até 2029, haverá mais 6 milhões de novas infecções por HIV. E haverá 4 milhões de mortes relacionadas à AIDS além do previsto até 2029. Isso significa perder o controle da epidemia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Precisamos, portanto, de uma nova abordagem</strong>. Não podemos retroceder. Precisamos nos adaptar ou redefinir para uma nova era no desenvolvimento. Isso não significa perder a esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como disse Helen Clark: “Você não pode perder a oportunidade que uma crise traz. Precisamos aproveitá-la.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consenso por trás do modelo antigo de financiamento &#8211; por meio do qual avançamos &#8211; está terminando, mas o fim da ajuda não significa, necessariamente, o fim da cooperação global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.theguardian.com/global-development/2025/apr/30/developing-world-aid-response-hiv-aids-winnie-byanyima" target="_blank" rel="noopener" title="">fim do financiamento</a></span>, como a conhecemos, não pode ser o fim da solidariedade e da cooperação global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos nos ajustar. Fazer um novo arranjo. Precisamos apresentar formas novas e inovadoras de trabalharmos em conjunto, para continuarmos resolvendo os problemas globais de forma colaborativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É por isso que precisamos de investimento público global</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos de uma abordagem baseada em interesses compartilhados, que una países para responder aos desafios que só podem ser superados em conjunto, colaborando, trabalhando lado a lado para resolver um problema global no qual todas as pessoas podem contribuir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa contribuições compartilhadas, nas quais todos os países contribuem conforme suas possibilidades. E também decisões compartilhadas, nas quais todos os países estão à mesa, decidindo em sintonia como resolver os problemas globais. O <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://globalpublicinvestment.net/" target="_blank" rel="noopener" title="">investimento público global</a></span> oferece essa abordagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos lembrar às lideranças: os vírus não respeitam fronteiras. A crise climática não respeita fronteiras. Os desastres não respeitam fronteiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A humanidade sempre estará diante de problemas &#8211; e sempre criará oportunidades &#8211; que são de natureza global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos cooperar para enfrentá-los. E precisamos cooperar com justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O investimento público global reconhece a nossa interdependência</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é caridade. É interesse coletivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O investimento público global tornará todos os países mais seguros e lhes devolverá sua dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As contribuições compartilhadas de todos os países, de acordo com suas possibilidades, ajudarão todas as pessoas a perceberem que fazem parte da solução. Reunir recursos beneficiará todos os países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tomada de decisões compartilhada garantirá programas eficazes, que respondam às necessidades de todas as pessoas &#8211; e não programas moldados por quem tem dinheiro, supervisionados por quem tem dinheiro, para quem não tem dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O investimento público global é uma ideia cuja hora chegou</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para superar a crise em que estamos, o investimento público global é essencial &#8211; mas, permitam-me dizer, não é suficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também precisamos garantir que os países de baixa e média rendas tenham espaço fiscal para investir em saúde, educação, proteção social e outras prioridades essenciais para seus povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que também precisamos agir com urgência nas questões de dívida e acesso equitativo a financiamento, tributação e regras de comércio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, 34 dos 55 países africanos – 61% dos países do continente &#8211; <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://data.one.org/analysis/african-debt" target="_blank" rel="noopener" title="">gastam mais com o pagamento de suas dívidas do que com a saúde de seu povo</a></span> – e mais do que com a educação de suas crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mesmo continente perde mais de US$ 88 bilhões &#8211; cerca de R$ 484 bilhões &#8211; por ano em fluxos financeiros ilícitos, principalmente devido a abusos das regras tributárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos de uma ação global para resolver o problema da dívida insustentável e do acesso desigual a financiamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos avançar com o framework da ONU sobre cooperação tributária internacional, para acabar com a evasão fiscal que nega aos países os recursos domésticos de que precisam para atender às necessidades de seus povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Justiça fiscal. Justiça da dívida. Justiça da propriedade intelectual. E investimento público global</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que a rede <em>Global Public Investment</em> apoia fortemente e trabalha em aliança com as campanhas por justiça fiscal e justiça da dívida. Essas são lutas interconectadas — e as pessoas que atuam nessas frentes são aliadas vitais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não precisamos nos render nem desesperar. Podemos construir uma esperança ativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estamos em uma crise global. Podemos resolvê-la com solidariedade global. Podemos salvar vidas e manter todas as pessoas em segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E agora é a hora do investimento público global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo é uma adaptação da fala de Winnie no lançamento da campanha <em>Global Public Investment</em>, em 29 de maio de 2025. Acesse o original, em inglês, <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.linkedin.com/pulse/global-public-investment-idea-whose-time-has-come-winnie-byanyima-k4fye/?trackingId=HbDc83iaRWabQlO5tBm1tw%3D%3D" target="_blank" rel="noopener" title="">aqui</a></span>.</p>
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		<title>Opinião: Como os novos medicamentos contra o HIV podem levar ao fim da AIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2025/04/opiniao-como-os-novos-medicamentos-contra-o-hiv-podem-levar-ao-fim-da-aids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Apr 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mundo pode estar à beira de uma revolução na resposta global à AIDS. Esta é a oportunidade de uma vida. Em dezembro de 2024, a revista Science nomeou um novo medicamento de ação prolongada contra o HIV — o lenacapavir — como a Descoberta do Ano. Este novo medicamento pode prevenir novas infecções, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2025/04/opiniao-como-os-novos-medicamentos-contra-o-hiv-podem-levar-ao-fim-da-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O mundo pode estar à beira de uma revolução na resposta global à AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a oportunidade de uma vida.</p>



<span id="more-29752"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Em dezembro de 2024, a revista <em>Science</em> nomeou um novo medicamento de ação prolongada contra o HIV — o lenacapavir — como a <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.linkedin.com/redir/redirect?url=https%3A%2F%2Fwww%2Escience%2Eorg%2Fcontent%2Farticle%2Fbreakthrough-2024%23%3A%7E%3Atext%3Dmaker%252C%2520Gilead%2520Sciences%2E-%2CBut%2520that%2527s%2520not%2520the%2520only%2520reason%2520Science%2520has%2520named%2520lenacapavir%2Ccould%2520fight%2520other%2520viral%2520diseases%2E&amp;urlhash=lpRW&amp;trk=article-ssr-frontend-pulse_little-text-block" target="_blank" rel="noopener" title="">Descoberta do Ano</a></span>. Este novo medicamento pode prevenir novas infecções por HIV com apenas duas injeções anuais e também manter vivas e saudáveis as pessoas que já vivem com o vírus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este é apenas um dos vários medicamentos de prevenção de longa duração agora disponíveis. Já existem uma injeção bimestral e um anel vaginal mensal. Um anel vaginal trimestral e uma pílula de uso mensal também estão em ensaios clínicos promissores. E, justamente quando anunciaram o prêmio de Descoberta do Ano, iniciaram testes para uma versão injetável anual do lenacapavir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é a inovação científica em seu melhor estado – e pode inaugurar uma nova era no tratamento e na prevenção do HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que essa ciência notável realmente acabe com a pandemia de AIDS, precisamos de um esforço global público-privado entre empresas, governos e comunidades que vá além de qualquer coisa já vista até agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se aproveitarmos essa oportunidade, poderemos fazer algo que o mundo nunca fez antes: acabar com uma pandemia sem cura e sem vacina, enquanto as pessoas mais afetadas ainda estão vivas para contar a história.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poderemos registrar a AIDS nos livros de história – e 2025 pode ser o ano decisivo para isso.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Os benefícios de novos medicamentos contra o HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma década, o mundo adotou a meta ousada de acabar com a pandemia de AIDS até 2030. Mas não estamos no caminho certo para alcançar esse objetivo. Em 2023, o número de novas infecções por HIV foi de cerca de 1,3 milhão – muito acima da meta de 370 mil para 2025 – e, em média, uma pessoa morria por doenças relacionadas à AIDS a cada minuto em algum lugar do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas agora, esses novos medicamentos contra o HIV podem substituir os comprimidos diários por métodos que as pessoas precisam utilizar apenas algumas vezes por ano. Essas inovações não são meros sonhos distantes – algumas já estão sendo usadas em países de alta renda. Mas, para aqueles que mais precisam – pessoas em alto risco nos continentes africano, asiático e latinoamericano – esses tratamentos não estão disponíveis ou acessíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa nova era de medicamentos contra o HIV pode apresentar um estilo de prevenção semelhante a um anticoncepcional injetável ou a uma vacina sazonal. Qualquer pessoa que tenha dificuldade em tomar comprimidos todos os dias pode entender a diferença. E, quando o uso de medicamentos contra o HIV está associado a um profundo estigma e discriminação, o potencial transformador dessas ferramentas fica ainda mais evidente.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Impulsionando uma nova era na resposta ao HIV</h5>



<p class="wp-block-paragraph">Com lideranças empresariais, governamentais e da sociedade civil reunidas no <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2025/01/em-davos-unaids-pede-compromisso-e-acao-global-por-medicamentos-injetaveis-de-longa-duracao-em-resposta-ao-hiv/" target="_blank" rel="noopener" title="">Encontro Anual de 2025 do Fórum Econômico Mundial</a></span>, esta pode ser a oportunidade para renovar a resposta global à AIDS. Veja como:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Tornar os medicamentos contra o HIV acessíveis</strong></li>
</ol>



<ol class="wp-block-list"></ol>



<p class="wp-block-paragraph">Os medicamentos devem ser bens públicos globais, e não tratados como produtos de luxo. As empresas farmacêuticas ainda podem obter lucros enquanto garantem que os medicamentos contra o HIV sejam acessíveis para quem precisa. Nos EUA, os medicamentos contra o HIV podem custar até US$ 40 mil por pessoa anualmente. Não há como países de baixa e média renda pagarem por isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As empresas <em>Gilead Sciences</em> e <em>ViiV</em>, fabricantes dos injetáveis de longa duração lenacapavir e cabotegravir, anunciaram que reduzirão os preços para alguns países – embora o preço do lenacapavir pela <em>Gilead</em> ainda não tenha sido confirmado.</p>



<ol start="2" class="wp-block-list">
<li><strong>Expandir a produção</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos de múltiplos produtores desses medicamentos, e não apenas um. Isso significa envolver a inovação das empresas farmacêuticas de genéricos em países como África do Sul, Índia, Brasil, Egito e Tailândia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisas já calcularam que, se a demanda for alta o suficiente, a empresa pode produzir e vender o lenacapavir por cerca de US$ 40 por pessoa por ano, ainda garantindo lucro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <em>Gilead</em> e a <em>ViiV</em> licenciaram os medicamentos contra o HIV para empresas que produzem genéricos acessíveis em muitos países de baixa renda – mas não em todos. Alguns países, especialmente na América Latina, foram deixados de fora. Brasil, Argentina, México e Peru, que participaram dos ensaios clínicos do lenacapavir, foram excluídos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos expandir a colaboração público-privada nesta área. As Nações Unidas estão trabalhando com organizações parceiras como a <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unitaid.org/" target="_blank" rel="noopener" title="">Unitaid</a></span>, o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.hiv.gov/federal-response/pepfar-global-aids/pepfar" target="_blank" rel="noopener" title="">Plano de Emergência do Presidente dos EUA para Alívio da AIDS</a></span> (PEPFAR), a Coalizão de <em>Advocacy</em> para a Vacina contra a AIDS e o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2024/06/unaids-e-fundo-global-assinam-novo-quadro-estrategico-para-colaboracao-no-combate-a-aids/" target="_blank" rel="noopener" title="">Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária</a></span> para moldar um mercado global robusto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que isso seja transformador, mais produtores de medicamentos, bem como fabricantes de equipamentos médicos e especialistas em cadeias de suprimentos, devem se envolver. O setor privado tem um papel fundamental a desempenhar.</p>



<ol start="3" class="wp-block-list">
<li><strong>Incentivar a inovação</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Ao intensificar a inovação, fabricantes podem criar opções de tratamento que revolucionem a vida das pessoas que vivem com HIV no Sul Global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adolescentes do continente africano que cresceram com HIV dizem que sonham em se libertar da necessidade de tomar um comprimido todos os dias. Pessoas criminalizadas, como homens gays em algumas partes do mundo, precisam de opções que possam ser administradas em uma clínica, sem precisar levar os medicamentos para casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, as opções de tratamento de longa duração disponíveis funcionam bem para algumas pessoas no Norte Global, o que reduz a urgência de testar novas combinações. Os esquemas terapêuticos atuais não são ideais para contextos de poucos recursos, criando a necessidade de ensaios clínicos que combinem medicamentos de diferentes empresas.</p>



<ol start="4" class="wp-block-list">
<li><strong>Aumentar a colaboração global</strong></li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">O Fundo Global será a principal fonte de fornecimento desses novos medicamentos na África, mas atualmente não tem dinheiro suficiente para apoiar um lançamento global.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2025, o fundo está programado para uma nova captação de recursos de três anos. Os governos farão promessas financeiras em um ambiente político e econômico extremamente desafiador. Precisamos que lideranças do setor privado emprestem suas vozes e recursos para garantir o crescimento do fundo.</p>



<h5 class="wp-block-heading has-medium-font-size">Escolhendo o caminho certo</h5>



<p class="wp-block-paragraph">A história da pandemia de AIDS mostra que há dois caminhos possíveis. Entre 1997 e 2006, 12 milhões de pessoas morreram na África esperando que a primeira geração de tratamentos contra o HIV se tornasse acessível. Após anos de pressão pública, empresas, governos e a sociedade civil se uniram para reduzir os preços e incentivar que as instituições que levassem os medicamentos a milhões de pessoas por meio da produção de genéricos, do compartilhamento de conhecimento e do compromisso financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lideranças reunidas no Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial devem seguir esse segundo caminho se quisermos acabar com a pandemia de AIDS definitivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cientistas estão fornecendo a oportunidade de que medicamentos de longa ação alcancem feitos notáveis na resposta ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se empresas, governos e a sociedade civil seguirem o exemplo desse avanço, este pode ser o começo do fim da AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Winnie Byanyima é diretora executiva do UNAIDS e Subsecretária-Geral da ONU</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mais informações, baixe o novo relatório do UNAIDS: Uma oportunidade para acabar com a AIDS.</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Uma versão deste artigo de opinião foi publicada originalmente pelo Fórum Econômico Mundial (WEF) em 21 de janeiro de 2025 e posteriormente no <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.linkedin.com/redir/redirect?url=https%3A%2F%2Fwww%2Eweforum%2Eorg%2Fstories%2F2025%2F01%2Fnew-hiv-medicines-could-end-aids%2F&amp;urlhash=EdLf&amp;trk=article-ssr-frontend-pulse_little-text-block" target="_blank" rel="noopener" title="">linkedin</a></span>.</p>
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	            data-title="Opinião: Como os novos medicamentos contra o HIV podem levar ao fim da AIDS" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2025/04/opiniao-como-os-novos-medicamentos-contra-o-hiv-podem-levar-ao-fim-da-aids/">Opinião: Como os novos medicamentos contra o HIV podem levar ao fim da AIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Opinião: &#8220;Enquanto o HIV for visto como uma doença dos &#8216;outros&#8217;, e não das chamadas &#8216;pessoas decentes&#8217;, a AIDS não será vencida&#8221;</title>
		<link>https://unaids.org.br/2024/12/opiniao-enquanto-o-hiv-for-visto-como-uma-doenca-dos-outros-nao-de-pessoas-decentes-a-aids-nao-sera-vencida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2024 18:59:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Precisamos eliminar os rótulos de &#8216;nós&#8217; e &#8216;eles&#8217;, de &#8216;indignos&#8217; e &#8216;dignos&#8217;. Em 2024, vimos mais avanços científicos incríveis na resposta ao HIV, com novos medicamentos de prevenção de longa duração oferecendo esperança real de acabar com a transmissão do HIV e mostrando o melhor que a humanidade pode alcançar. Assim como esses avanços, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2024/12/opiniao-enquanto-o-hiv-for-visto-como-uma-doenca-dos-outros-nao-de-pessoas-decentes-a-aids-nao-sera-vencida/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">“Precisamos eliminar os rótulos de &#8216;nós&#8217; e &#8216;eles&#8217;, de &#8216;indignos&#8217; e &#8216;dignos&#8217;.</p>



<span id="more-29264"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, vimos mais avanços científicos incríveis na resposta ao HIV, com novos medicamentos de prevenção de longa duração oferecendo esperança real de acabar com a transmissão do HIV e mostrando o melhor que a humanidade pode alcançar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como esses avanços científicos demonstram o melhor da humanidade, no entanto, estamos testemunhando e vivendo tempos em que o pior da humanidade é exposto, onde a desumanização e o sofrimento são abundantes, e onde uma vida é considerada mais importante que outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproximadamente 9,3 milhões de pessoas vivendo com HIV não estão recebendo tratamento. Grupos marginalizados—como a comunidade LGBTQIA+, pessoas que usam drogas, mulheres e meninas—não têm o mesmo acesso a informações de saúde, medicamentos e apoio, porque suas circunstâncias de alguma forma tornam essas pessoas indignas. Chocantemente, 44% de todas as novas infecções por HIV no mundo são entre mulheres e meninas. O risco de infecção por HIV é 23 vezes maior para homens gays e outros homens que fazem sexo com homens do que para a população geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A desigualdade ameaça nosso futuro. O estigma e a discriminação, o medo e a negligência estão afastando milhões de pessoas dos serviços de saúde que salvam vidas e impedindo o fim da AIDS como uma ameaça à saúde pública. Isso, para mim, é de partir o coração, tanto pessoalmente quanto como fundador da <em><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.eltonjohnaidsfoundation.org/" target="_blank" rel="noopener" title="">Elton John AIDS Foundation</a></span></em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando criei a Fundação em 1992, não havia medicamentos revolucionários, nem apoio governamental—mas havia muito ódio aos gays e muita vergonha em relação à AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, vimos grandes avanços. Testes eficazes de HIV, tratamento, prevenção e medicamentos pós-exposição, e os fundos para expandir dramaticamente seu uso, por iniciativas como o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS (PEPFAR) e o <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://unaids.org.br/2024/06/unaids-e-fundo-global-assinam-novo-quadro-estrategico-para-colaboracao-no-combate-a-aids/" target="_blank" rel="noopener" title="">Fundo Global para Combater a AIDS, Tuberculose e Malária</a></span>, ajudaram dezenas de milhões de pessoas a acessar cuidados que salvam vidas. Mas a vergonha—a ideia de que as pessoas afetadas pelo HIV não merecem nossa ajuda—agonizantemente persiste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu conheço o sentimento de vergonha e o que ele pode fazer. Cresci em uma era em que ser gay era visto como pecado. Embora nunca tenha escondido minha sexualidade, uma das razões pelas quais, mesmo como cantor e compositor de sucesso, passei a usar drogas foi porque sentia que não era amável o suficiente. Se não houvesse pessoas que realmente me vissem pelo que sou, em vez de me descartarem por causa da minha homossexualidade ou do meu vício, eu não estaria vivo hoje.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A vergonha causa sofrimento e perda. Os custos humanos que ela carrega são monumentais. Sabemos que o suicídio, a saúde mental precária, o abuso de substâncias e o risco de HIV são exacerbados pelo medo, ódio e marginalização. É hora de entendermos o verdadeiro preço e a perda da vergonha. Quando você considera as milhões de pessoas que foram desumanizadas e desfavorecidas pela diferença e indiferença—cientistas, artistas, pessoas acadêmicas e escritoras, lideranças de todos os tipos—cujas etiquetas os definiram e, em última análise, os destruíram e os dons que tinham a oferecer—parece que, como mundo, estamos sabotando nosso futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De fato, um número crescente de &#8220;nós&#8221;, como pode ser politicamente conveniente definir, está se tornando &#8220;eles&#8221; para muitas de nossas lideranças e quem as segue. Em nosso mundo, e em um momento em que a própria democracia muitas vezes parece estar à beira do colapso, os valores democráticos de liberdade, igualdade e respeito mútuo estão sendo sistematicamente desafiados ou descartados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos eliminar os rótulos de &#8220;nós&#8221; e &#8220;eles&#8221;, de &#8220;indignos&#8221; e &#8220;dignos&#8221;, em nossas sociedades—rótulos que levam a doença para a clandestinidade, causam sofrimento imensurável e, em última análise, destroem o potencial necessário e precioso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por isso que o trabalho da Elton John AIDS Foundation se concentra nas pessoas que muitas vezes estão sendo deixadas para trás. Trabalhamos em alguns dos países e contextos mais desafiadores porque acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública depende do acesso para todas as pessoas, em todos os lugares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas também precisamos que os governos de todo o mundo invistam em programas de prevenção, testagem e cuidados que possam manter as pessoas seguras; construir sistemas de saúde que não discriminem; e investir e compartilhar a riqueza de novas tecnologias e tratamentos que podem, em última análise, acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública. Acima de tudo, as lideranças devem remover as leis que promovem o estigma e a discriminação, para que, como sociedades, possamos fomentar culturas que celebrem as diferenças, não as demonizem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há uma capela na minha casa em Windsor dedicada às amizades que perdi para a AIDS; suas memórias estão gravadas na minha alma. E de todas as pessoas que conheci nas últimas quatro décadas, desde uma jovem mãe em um bairro pobre da África do Sul até um homem gay em Kiev, aprendi que, enquanto o HIV for visto como uma doença dos &#8216;outros&#8217;, e não das chamadas &#8216;pessoas decentes&#8217;, a AIDS não será vencida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ciência, medicina e tecnologia podem ser o &#8220;quê&#8221; para acabar com a AIDS, mas inclusão, empatia e compaixão são o &#8220;como&#8221;. Demonizar outras pessoas, torná-las bodes expiatórios e assustar a sociedade sobre elas vem com muito drama e disfarce e se presta a segredos e mentiras. Abraçar as pessoas por suas diferenças honestas, reconhecer que todos temos uma contribuição única a fazer no mundo e que valemos a pena ser amados e salvos, é mais desafiador no mundo de hoje, mas, em última análise, mais enriquecedor e mais nobre. Certamente estamos à altura desse desafio?&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Elton John</strong><br>Músico e fundador da Elton John AIDS Foundation &#8211; Artigo publicado no relatório do UNAIDS “Sigamos o caminho dos direitos”, lançado em 26 de novembro de 2024</em>.</p>
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		<title>&#8220;Promessa de acabar com a Aids até 2030 está ameaçada, é hora de agir&#8221;, por Claudia Velasquez</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2022 20:15:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em artigo de opinião publicado na editoria Equilíbrio e Saúde do jornal Folha de São Paulo, dia 27 de julho, a diretora e representante do UNAIDS no Brasil, Claudia Velasquez, fala sobre os números do Relatório Global para a AIDS 2022, as principais ameaças para erradicar a AIDS até 2030 e a necessidade de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2022/08/e-hora-de-agir-por-claudia-velasquez/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Em artigo de opinião publicado na editoria Equilíbrio e Saúde do jornal Folha de São Paulo, dia 27 de julho, a diretora e representante do UNAIDS no Brasil, Claudia Velasquez, fala sobre os números do <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.unaids.org/en/resources/documents/2022/in-danger-global-aids-update" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Relatório Global para a AIDS 2022</a></span>, as principais ameaças para erradicar a AIDS até 2030 e a necessidade de agir urgentemente para que esta meta seja alcançada. Confira:</p>



<span id="more-21864"></span>



<p class="wp-block-paragraph">No ano passado, lideranças mundiais se reuniram nas Nações Unidas, em Nova York, e concordaram com uma declaração política inovadora sobre AIDS. É um plano ambicioso, que incorpora uma urgente resposta às desigualdades, ao estigma e à discriminação, e cujo objetivo é acabar com a pandemia de AIDS como uma ameaça global à saúde pública até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, dados divulgados recentemente no novo relatório do UNAIDS, Em Perigo, mostram que, infelizmente, o mundo não está no caminho certo para cumprir com essa meta fundamental para a vida de milhões de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora no ano passado tenha havido uma redução de 3,6% nas infecções por HIV no mundo, a realidade é que esta é a menor queda anual desde 2016. Mantida a trajetória atual, a projeção do UNAIDS é de que haverá 1,2 milhão de novas infecções por HIV em todo o mundo em 2025, mais de três vezes acima da meta original para aquele ano, que era de 370 mil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o Brasil sempre foi considerado um exemplo na resposta ao HIV. A possibilidade de acesso às estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV pelo Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo o acesso gratuito aos medicamentos antirretrovirais, é um modelo que serve de referência para muitos países.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o país não está imune ao perigo identificado no relatório global do UNAIDS. O fato de que exista uma oferta pública de serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e AIDS não implica, necessariamente, que as pessoas conseguirão acessar estes serviços. As desigualdades, potencializadas pela discriminação e pelo estigma, são um fator determinante para que especialmente as populações em situação de maior vulnerabilidade tenham dificuldades ou sejam impedidas de ter acesso aos serviços de HIV que podem lhes garantir uma vida saudável e produtiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, 27% das pessoas vivendo com HIV ainda não recebem o tratamento antirretroviral que pode salvar suas vidas. Isto significa que existe um trabalho ainda a ser feito para reforçar os mecanismos que permitem o diagnóstico no tempo adequado e a imediata adesão ao tratamento antirretroviral e ao acompanhamento de saúde. Este é um ponto particularmente crítico para as populações em situação de maior vulnerabilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo de ação propositiva é a possibilidade de dispensação da profilaxia pré-exposição (PrEP), um elemento importante das estratégias de prevenção combinada do HIV. Isto é impactante porque em muitas cidades e comunidades existe ainda um déficit de profissionais médicos que possam fazer este atendimento, o que impacta as pessoas em maior vulnerabilidade. A possibilidade de profissionais de enfermagem também fazerem a dispensação do PrEP amplia a possibilidade de acesso a quem mais precisa, especialmente populações-chave e prioritárias (profissionais do sexo, jovens, população negra). Este modelo poderia ser ampliado para outras categorias profissionais ligadas ao serviço de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que é possível acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui estão cinco maneiras pelas quais o Brasil pode fortalecer e expandir sua resposta ao HIV:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Garantir uma resposta firme às desigualdades que dificultam ou impedem as pessoas em maior vulnerabilidade de receber serviços de prevenção, testagem e tratamento do HIV.</li><li>Garantir o respeito e o fortalecimento dos direitos humanos e da igualdade de gênero, incluindo a remoção de leis e políticas punitivas e discriminatórias e a integração de esforços e de recursos para acabar com a violência de gênero, o estigma e a discriminação na resposta ao HIV.</li><li>Fortalecer e tornar mais abrangentes as estratégias de prevenção do HIV, incluindo o avanço na garantia de acesso de todas as pessoas que desejem e precisem a inovações como a profilaxia pré-exposição (PrEP).</li><li>Integrar as organizações da sociedade civil e comunidades aos processos de planejamento, implementação e monitoramento das respostas ao HIV nos âmbitos nacional, regional e local, incluindo o acesso a recursos e outros tipos de apoio.</li><li>Priorizar e disponibilizar recursos estratégicos suficientes para garantir que a resposta ao HIV siga sendo executada de forma abrangente e sustentável.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Acabar com a AIDS como ameaça à saúde pública até 2030 está em nossas mãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, para que esta promessa seja cumprida, precisamos agir agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Claudia Velasquez<br>Diretora e representante do UNAIDS no Brasil</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo original pode ser conferido na página da <span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2022/07/promessa-de-acabar-com-a-aids-ate-2030-esta-ameacada-e-hora-de-agir.shtml" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Folha de São Paulo</a></span>.</p>
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		<title>Opinião: A busca para acabar com as pandemias de COVID-19 e HIV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Oct 2021 17:31:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>No período em que milhões de pessoas perderam o trabalho, Queen Kennedy conseguiu um novo emprego. Como uma mulher vivendo com HIV na Nigéria, ela respondeu ao chamado para se tornar uma farmacêutica comunitária. Os lockdowns reduziram o acesso ao tratamento e prevenção do HIV. Mas através de uma iniciativa da Comunidade Internacional de, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/10/opiniao-busca-para-acabar-com-as-pandemias-de-covid-19-e-hiv/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">No período em que milhões de pessoas perderam o trabalho, Queen Kennedy conseguiu um novo emprego. Como uma mulher vivendo com HIV na Nigéria, ela respondeu ao chamado para se tornar uma farmacêutica comunitária. Os lockdowns reduziram o acesso ao tratamento e prevenção do HIV. Mas através de uma iniciativa da Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV na África Ocidental, Kennedy e colegas entregam medicamentos para HIV na casa das pessoas. O grupo também conduz sessões de prevenção ao HIV para adolescentes.</p>



<span id="more-19022"></span>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Aceitei fazer este trabalho com honra porque, como mulher vivendo com HIV, sei o que realmente significa ficar sem terapia antirretroviral&#8221;, disse Queen Kennedy. &#8220;As pessoas podem desenvolver cepas resistentes a medicamentos, cujos efeitos a longo prazo podem ser piores do que a COVID-19&#8221;, completa a ativista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Histórias como esta nos lembram que a COVID-19 não surgiu em um mundo livre de crises de saúde. Hoje, acompanhamos a colisão da COVID-19 com uma pandemia de HIV de 40 anos que já custou 37 milhões de vidas em todo o mundo. Ao mesmo tempo, a maior parte do mundo em desenvolvimento ainda lida com surtos recorrentes e emergentes de doenças que perturbaram vidas e deixaram cicatrizes duradouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em algumas regiões, estas emergências sanitárias se tornaram endêmicas, impulsionadas por vulnerabilidades interligadas, disparidades e desigualdades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De 24 a 26 de outubro, quase dois anos após o início da pandemia de COVID-19, lideranças globais de saúde de todos os setores se reunirão em Berlim, Alemanha, para a Cúpula Mundial da Saúde. Como aproveitar este momento? Que lições podemos tirar da resposta à COVID-19, HIV, malária, tuberculose, ebola e outras emergências de saúde? E como podemos melhorar os sistemas de saúde em todo o mundo e construir uma rede de saúde global que sirva a todas as pessoas, sem deixar ninguém para trás?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As primeiras respostas ao HIV aconteceram em um contexto de emergência, mas na rápida construção de estruturas, a resposta à AIDS construiu clínicas e laboratórios, expandiu a força de trabalho de saúde e ciência e apoiou inciativas lideradas pela comunidade que têm sido críticas na resposta à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sabemos agora que estes elementos têm sido imperativos para uma prevenção, preparação e resposta pandêmica mais ampla. Como resultado, o tratamento do HIV que salva vidas está sendo oferecido a 27,5 milhões de pessoas em todo o mundo, resultando em uma redução de 47% nas mortes relacionadas à AIDS desde 2010. A solidariedade global e a responsabilidade compartilhada, a ciência, o ativismo da sociedade civil, a política e o setor privado têm sido fundamentais para alcançar este progresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A infraestrutura do HIV tem sido fundamental para tornar a resposta da COVID-19 rápida, decisiva e ágil. Países como a África do Sul, a Índia e a Nigéria reestruturaram e redistribuíram esta capacidade para expandir a vigilância, testagem e as respostas lideradas pela comunidade. Isto foi particularmente importante na Nigéria, onde no início da pandemia de COVID-19 havia apenas quatro laboratórios que tinham capacidade diagnóstica para a COVID-19. Com a reorientação de alguns laboratórios de HIV e tuberculose existentes e através de outras intervenções lideradas pelo país, há agora mais de 150. Uma das principais lições de pandemias anteriores para esta, é construir uma resposta integrada desde o início.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, esta infraestrutura e capacidade não existem em todos os lugares. E o mais preocupante é que estamos testemunhando desigualdade entre países em termos de acesso às vacinas da COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As lições e a solidariedade da resposta à AIDS estão sendo ignoradas, pois as tecnologias de produção de vacinas da COVID-19 e o conhecimento permanecem nas mãos de algumas poucas empresas farmacêuticas e fabricantes de vacinas. Embora mais de 60% da população europeia tenham recebido a vacina, apenas 4% da população africana receberam sua vacina. Nove em cada 10 pessoas em países em desenvolvimento têm poucas probabilidades de receber uma dose este ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos recuperar os benefícios da solidariedade e da interconexão que nos permitirão a recuperação desta pandemia e construção um futuro melhor. Os mundos pandêmicos e pós-pandêmicos precisam de uma humanidade onde cada vida seja valorizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pandemias prosperam com as desigualdades causadas pelas pessoas, e estas desigualdades nós podemos e devemos evitar. Nas intersecções onde a COVID-19 e o HIV colidem, encontramos as pessoas expostas a maior risco e vulneráveis. Elas estão entre as primeiras a perder seu sustento e continuam a enfrentar um acesso desigual à assistência médica e aos serviços sociais. A desigualdade no acesso à tecnologia aprofundou ainda mais o impacto da COVID-19. Criou uma divisão de quem poderia continuar a trabalhar e receber por isso e de quem poderia continuar seus estudos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O registro para vacinação sobre plataformas digitais excluiu as pessoas que não têm acesso a essas plataformas. A realização da vacinação através de espaços determinados tem o potencial de deixar de fora as comunidades marginalizadas não atendidas pelo sistema de saúde tradicional, além de aprofundar a desigualdade no acesso. Para acabar com a AIDS e a COVID-19, precisamos acabar com as desigualdades, o que requer uma abordagem de toda a sociedade— onde as comunidades estão no centro da prevenção, da preparação e da resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ritmo de propagação da COVID-19 destaca a necessidade de uma resposta urgente. A ebola rapidamente sobrecarregou os sistemas de saúde dos países afetados na África Ocidental, mas a capacidade de resposta em todos os países foi perdida depois disso. Com a COVID-19 e a resposta contínua ao HIV, o foco deve ser o aproveitamento das capacidades locais e regionais e o fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde para prevenir, detectar e responder, não apenas a uma doença emergente, mas a qualquer outra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se fizermos isso da forma correta, muito será ganho. Se errarmos, o déficit global de saúde aumenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como lideranças globais, devemos várias coisas à próxima geração. Devemos ter sistemas adaptáveis capazes de lidar com os aspectos multidimensionais da prevenção e preparação para pandemias. Devemos ter serviços de saúde abrangentes e integrados através de uma cobertura de saúde universal para garantir o acesso equitativo e acessível à saúde por todas as pessoas. Devemos à próxima geração verdadeiras parcerias e colaboração globais para melhor compartilhamento de dados e conhecimentos. Devemos análises locais e globais mais rápidas para informar a inovação e a tomada de decisões. E devemos respostas de saúde pública a curto prazo e abordagens de desenvolvimento a mais longo prazo que fator de vulnerabilidades locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em última instância, precisamos de uma resposta cooperação coordenada de saúde pública e desenvolvimento que nos permita acabar com as duas atuais pandemias colidentes e estar melhor preparados para a próxima.</p>



<h6 class="wp-block-heading">Por Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS e Chikwe Ihekweazu, diretor geral do Centro de Controle de Doenças da Nigéria.</h6>
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	            data-title="Opinião: A busca para acabar com as pandemias de COVID-19 e HIV" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/10/opiniao-busca-para-acabar-com-as-pandemias-de-covid-19-e-hiv/">Opinião: A busca para acabar com as pandemias de COVID-19 e HIV</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Opinião: Um apartheid mundial sobre a vacina está se desenvolvendo. A vida das pessoas deve vir antes do lucro</title>
		<link>https://unaids.org.br/2021/02/opiniao-um-apartheid-mundial-sobre-a-vacina-esta-se-desenvolvendo-a-vida-das-pessoas-deve-vir-antes-do-lucro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Feb 2021 14:11:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo de Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[People&#039;s Vaccine]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este artigo apareceu pela primeira vez no The Guardian Nove meses atrás, lideranças mundiais faziam fila para declarar qualquer vacina contra a COVID-19 um bem público global. Hoje somos testemunhas de um apartheid de vacinas que só serve aos interesses de poderosas e lucrativas corporações farmacêuticas, ao mesmo tempo que nos custa o caminho mais rápido e menos, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2021/02/opiniao-um-apartheid-mundial-sobre-a-vacina-esta-se-desenvolvendo-a-vida-das-pessoas-deve-vir-antes-do-lucro/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Este artigo apareceu pela primeira vez no <a href="https://www.theguardian.com/global-development/2021/jan/29/a-global-vaccine-apartheid-is-unfolding-peoples-lives-must-come-before-profit" target="_blank" rel="noreferrer noopener">The Guardian</a></em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nove meses atrás, lideranças mundiais faziam fila para declarar qualquer vacina contra a COVID-19 um bem público global. Hoje somos testemunhas de um apartheid de vacinas que só serve aos interesses de poderosas e lucrativas corporações farmacêuticas, ao mesmo tempo que nos custa o caminho mais rápido e menos prejudicial para sair desta crise. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fico enjoada com as notícias da semana passada de que a África do Sul, um país cuja história do HIV deveria ter nos ensinado as consequências mais terríveis de permitir que as empresas farmacêuticas protegessem seus monopólios de medicamentos, teve de pagar mais do que o dobro do preço pago pela União Europeia para a vacina AstraZeneca para muito menos doses do que realmente precisa. Como tantos outros países de renda baixa e média, a África do Sul enfrenta hoje um cenário de vacinas de suprimento esgotado, onde é o poder de compra, e não o sofrimento, que garantirá as poucas doses restantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nove em cada 10 pessoas que vivem nos países mais pobres não devem ser vacinadas este ano. Atrasos na produção colocam até mesmo esse número em dúvida. Preços injustificadamente altos bloqueiam o acesso e ameaçam empurrar mais países para uma crise de dívida cada vez mais profunda. Se continuarmos buscando o modelo de vacina que temos, não conseguiremos controlar essa pandemia por muitos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fracasso em mudar o curso custará milhões de vidas e meios de subsistência em todo o mundo; o nosso progresso no combate à pobreza; para empresas, incluindo aquelas representadas aqui no Fórum Econômico Mundial esta semana; e para nossa saúde pública coletiva e segurança econômica. Porque não se engane, os custos da desigualdade da vacina não se limitarão aos que vivem nos países mais pobres. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais tempo o vírus puder continuar em um contexto de imunidade desigual, maior a chance de mutações que podem tornar as vacinas menos eficazes ou ineficazes – tanto as  que temos quanto as vacinas que algumas pessoas nos países ricos já receberam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma pesquisa encomendada pela Câmara de Comércio Internacional publicada esta semana prevê que atrasos no acesso à vacina em países mais pobres também custarão à economia global cerca de US$ 9 trilhões, com quase metade disso absorvido em países ricos como Estados Unidos, Canadá, Alemanha e o Reino Unido. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos retroceder os últimos nove meses ou o fracasso dos governos até agora em cumprir sua promessa de tornar as vacinas contra a COVID-19 um bem público global. Mas podemos e devemos agir agora para mudar a trajetória catastrófica desta pandemia. A ciência, o conhecimento e a tecnologia das vacinas, pagos em grande parte por mais de US$ 100 bilhões do dinheiro de contribuintes, não podem mais ser tratados como propriedade privada das empresas farmacêuticas. Em vez disso, eles devem ser compartilhados abertamente, por meio do Covid Technology Access Pool da Organização Mundial da Saúde para que mais fabricantes possam ser incluídos e um plano global seja colocado em ação para aumentar a produção de vacinas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para abrir o caminho para isso, os governos também devem apoiar urgentemente a proposta apresentada à Organização Mundial do Comércio de renunciar temporariamente aos direitos de propriedade intelectual para as vacinas, tratamentos e testes contra a COVID-19 até que o mundo alcance a imunidade coletiva extremamente necessária e esta pandemia esteja sob controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quase todas as empresas no planeta tiveram que deixar de funcionar normalmente como resultado desta pandemia. É do interesse de todas as pessoas que as empresas farmacêuticas agora façam o mesmo. Convido governos e lideranças empresariais a se unirem ao crescente apelo por uma vacina popular e de forma conjunta possamos traçar um novo caminho que pode garantir vacinas, testes e tratamentos suficientes para todas as pessoas em todas as nações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Por Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS</strong></em></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2021/02/opiniao-um-apartheid-mundial-sobre-a-vacina-esta-se-desenvolvendo-a-vida-das-pessoas-deve-vir-antes-do-lucro/">Opinião: Um apartheid mundial sobre a vacina está se desenvolvendo. A vida das pessoas deve vir antes do lucro</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Opinião: Devemos ter uma Vacina Popular, sem fins lucrativos</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/12/opiniao-devemos-ter-uma-vacina-popular-sem-fins-lucrativos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Dec 2020 20:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As primeiras injeções da vacina contra a COVID-19 estão sendo administradas no Reino Unido esta semana – uma vitória para o povo britânico e uma conquista notável para todos as pessoas envolvidas. Este acontecimento histórico, celebrado, com razão, com muito alívio e alarde, mostra o que pode ser feito quando investimento e vontade política, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/12/opiniao-devemos-ter-uma-vacina-popular-sem-fins-lucrativos/">Read More</a></p>
<p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/12/opiniao-devemos-ter-uma-vacina-popular-sem-fins-lucrativos/">Opinião: Devemos ter uma Vacina Popular, sem fins lucrativos</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">As primeiras injeções da vacina contra a COVID-19 estão sendo administradas no Reino Unido esta semana – uma vitória para o povo britânico e uma conquista notável para todos as pessoas envolvidas. Este acontecimento histórico, celebrado, com razão, com muito alívio e alarde, mostra o que pode ser feito quando investimento e vontade política se combinam para superar uma ameaça à saúde pública. Esses esforços, sem dúvida, salvarão milhares, senão milhões de vidas.</p>



<span id="more-16886"></span>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, estamos longe de celebrar uma vitória. Novas estatísticas <a href="https://www.oxfam.org/en/press-releases/campaigners-warn-9-out-10-people-poor-countries-are-set-miss-out-covid-19-vaccine" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>divulgadas hoje</strong></a> pela <em>People’s Vaccine Alliance</em> mostram que 9 em cada 10 pessoas em países pobres não terão acesso à vacina contra a COVID-19 no próximo ano. Mais uma vez, os países mais pobres se encontram no fim da fila e terão de assistir à morte de muito mais pessoas antes que uma vacina se torne acessível para eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ecoa tragicamente os primeiros dias da resposta à AIDS, quando o tratamento estava disponível apenas para as pessoas ricas, enquanto os países mais pobres tiveram que esperar anos antes de poder oferecer a seu povo o mesmo remédio que salva vidas. Foi uma tragédia evitável e não podemos permitir que isso aconteça com a vacina contra a COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os países ricos adquiriram doses suficientes para vacinar toda a sua população quase três vezes no próximo ano. Na verdade, as nações ricas que representam apenas 14% da população mundial compraram 53% de todas as vacinas mais promissoras até agora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossa melhor chance de ficarmos em segurança em relação à COVID-19 é ter vacinas, diagnósticos e tratamentos disponíveis para todas as pessoas. Ninguém está em segurança em relação à COVID-19 até que todas as pessoas estejam seguras. A resposta à COVID-19 está reforçando as desigualdades existentes entre os países e a economia global continuará a sofrer enquanto grande parte do mundo não tiver acesso a uma vacina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema atual permite que as empresas farmacêuticas usem fundos do governo para pesquisas, mas mantenham o monopólio dos medicamentos, mantendo sua tecnologia em segredo para aumentar os lucros. Como aprendemos com a crise do HIV, esse monopólio custa muitas vidas. Se a história nos ensinou alguma coisa, é que as empresas farmacêuticas criam e protegem monopólios para maximizar os lucros como um objetivo maior do que melhorar a saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As coisas estão aceleradas em relação à frente da vacina, mas os esforços para melhorar o acesso a uma vacina estão indo muito devagar. Vimos que a vacina Pfizer/BioNTech já recebeu aprovação no Reino Unido e é provável que receba aprovação de outros países, incluindo os EUA e a UE, dentro de alguns dias. Duas outras vacinas potenciais, da Moderna e Oxford (em parceria com a AstraZeneca) devem ser enviadas ou estão aguardando aprovação regulatória. As vacinas russa e chinesa anunciaram resultados positivos de testes. No entanto, todas as doses da Moderna e 96% da Pfizer/BioNTech foram adquiridas por países ricos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como destaque, a Oxford/AstraZeneca se comprometeu a fornecer 64% de suas doses para pessoas em países em desenvolvimento. No entanto, apesar de suas ações para aumentar a oferta, ainda podem atingir apenas 18% da população mundial no próximo ano, no máximo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos ter uma Vacina Popular, sem fins lucrativos. A menos que ações urgentes sejam tomadas pelos governos e pela indústria farmacêutica para garantir que doses suficientes sejam produzidas, a COVID-19 continuará a revelar as desigualdades existentes. As empresas farmacêuticas e instituições de pesquisa que trabalham com as vacinas contra a COVID-19 devem compartilhar a ciência, o conhecimento tecnológico e a propriedade intelectual relacionados às vacinas para maximizar a produção por outros produtores de qualidade. Isso permitirá que doses seguras e eficazes sejam fornecidas a todas as pessoas que precisam das vacinas ao mesmo tempo. E já existe um mecanismo global que facilita esse compartilhamento: a Organização Mundial da Saúde COVID-19 Technology Access Pool (C-TAP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembro-me dos dias da criação do Medicine Patent Pool for HIV medicines (Pool de Patentes de Medicamentos para medicamentos para HIV, na tradução livre para o português), que resultou na produção de milhões de doses de anti-retrovirais acessíveis que são usados atualmente por pessoas em países em desenvolvimento. Portanto, temos um exemplo para aprender e fazer o C-TAP funcionar para os milhões que aguardam uma vacina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os governos devem fazer tudo ao seu alcance para garantir que as vacinas COVID-19 se tornem um bem público global—gratuitamente para o público, distribuídas de forma justa e com base na impossibilidade de pagar. Um primeiro passo seria apoiar a proposta da África do Sul e da Índia ao Conselho da Organização Mundial do Comércio nesta semana de renunciar aos direitos de propriedade intelectual para as vacinas, testes e tratamentos de COVID-19 até que todas as pessoas estejam protegidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha por Vacina Popular está ganhando força. Na semana passada, nos EUA, mais de 100 lideranças de alto nível de organizações de saúde pública, justiça racial, justiça racial e de saúde pública juntaram-se a ex-membros do Congresso, economistas e artistas para assinar uma carta pública pedindo ao presidente eleito Biden que apoiasse uma vacina do povo. Na UE, uma ampla coalizão de sindicatos de profissionais da saúde, ONGs, grupos ativistas, associações de estudantes e especialistas em saúde lançou uma Iniciativa de Cidadania Europeia para uma vacina popular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora é a hora de as empresas farmacêuticas e os governos tomarem providências e garantir que uma vacina contra a COVID-19 esteja disponível para todas as pessoas, em qualquer lugar, gratuitamente no local de uso. Só então o mundo começará a virar a maré na crise de COVID-19 e garantir que todas as pessoas possam ficar seguras e prosperar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em><strong>Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS</strong></em></p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Why We Need a People&#039;s Vaccine To Beat Coronavirus" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/d5vB_kk0oQs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption>Acompanhe o vídeo (em inglês).</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre a <strong><a href="http://peoplesvaccine.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Vacina Popular</a></strong>.</p>
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		<title>Dia Mundial da AIDS 2020: Mensagem de Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2020-da-diretora-executiva-do-unaids-winnie-byanyima-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2020 02:59:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
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		<category><![CDATA[AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo de Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial Contra a AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial de Luta Contra a AIDS]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial de Luta contra a AIDS 2020]]></category>
		<category><![CDATA[World AIDS Day]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Dia Mundial contra a AIDS deste ano de 2020 será único. A COVID-19 está ameaçando o progresso que o mundo fez em relação à saúde e desenvolvimento nos últimos 20 anos, incluindo todos os passos dados na luta contra o HIV. Como em todas as pandemias, a enfermidade do coronavírus está ampliando as, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2020-da-diretora-executiva-do-unaids-winnie-byanyima-2/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O Dia Mundial contra a AIDS deste ano de 2020 será único.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A COVID-19 está ameaçando o progresso que o mundo fez em relação à saúde e desenvolvimento nos últimos 20 anos, incluindo todos os passos dados na luta contra o HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como em todas as pandemias, a enfermidade do coronavírus está ampliando as desigualdades que já existiam.</p>



<span id="more-16550"></span>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Mensagem de Winnie Byanyima para o Dia Mundial Contra a AIDS 2020" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/RuhTket7xg8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption>Para legendas em português, ative o CC (closed caption) no Youtube.</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Desigualdade de gênero, de raça, desigualdades sociais e econômicas. O mundo está cada vez mais desigual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou muito orgulhosa de que no último ano os movimentos ativistas do HIV se mobilizaram para defender nosso progresso, para proteger as pessoas vivendo com HIV/AIDS e outros grupos mais vulneráveis, e para mitigar os efeitos da COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja em campanhas para dispensação para múltiplos meses de medicamentos antirretrovirais, organizando entregas domiciliares de medicamentos ou proporcionando apoio econômico, alimentos e abrigo a grupos em situação de risco. Ativistas do HIV e comunidades afetadas, novamente, demonstraram que são o pilar na resposta ao HIV. Eu parabenizo todas e todos!</p>



<p class="wp-block-paragraph">É a força de dentro das comunidades, inspiradas pela <strong>responsabilidade compartilhada</strong> entre si, que tem contribuído em grande parte para a nossa vitória em relação ao HIV.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, precisamos dessa força mais do que nunca para vencer as epidemias concomitantes do HIV e da COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Amigos e amigas, na resposta à COVID-19, o mundo não pode cometer os mesmos erros que cometeu na resposta ao HIV, quando milhões de pessoas de países em desenvolvimento morreram à espera de tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda hoje, mais de 12 milhões de pessoas estão esperando para iniciar seu tratamento com antirretrovirais e 1.7 milhões de pessoas foram infectadas com HIV em 2019 devido à falta de acesso a serviços essenciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É por esse motivo que o UNAIDS tem sido um dos principais defensores de uma vacina contra o coronavírus para todas as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Problemas globais requerem solidariedade mundial.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que as primeiras candidatas à vacina contra a COVID-19 se mostraram efetivas e seguras, há esperança de que mais seguirão surgindo. Entretanto, há ameaças sérias que nos impedem de garantir um acesso justo equitativo para todas as pessoas. Estamos convocando os laboratórios famacêuticos a compartilhar abertamente sua tecnologia e know-how e a ceder seus direitos de propriedade intelectual, para que o mundo possa produzir as vacinas exitosas em escala e na velocidade necessária para proteger toda a população e voltar a ativar a economia mundial de volta aos trilhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nosso objetivo de acabar com a epidemia de AIDS já estava longe de ser atingida mesmo antes da COVID-19. Temos que colocar as pessoas em primeiro lugar para que voltemos a avançar na resposta à AIDS. Devemos acabar com as injustiças sociais que colocam as pessoas em risco de contrair o HIV. E devemos lutar pelo direito à saúde. Não há desculpa para os governos não investirem plenamente para o acesso universal à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres e meninas devem ter seus direitos humanos plenamente respeitados, e a criminalização e marginalização de homens gays, pessoas trans, profissionais do sexo e pessoas que usam drogas deve parar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que nos despedimos de 2020, o mundo nos alerta que nos encontramos em um lugar perigoso e que os próximos meses não serão fáceis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Somente a solidariedade mundial e a responsabilidade compartilhada</strong> nos ajudarão a vencer a COVID-19, acabar com a epidemia de AIDS e garantir o direito à saúde de todas as pessoas.<br>Obrigada!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Winnie Byanyima</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diretora executiva do UNAIDS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Subsecretária-Geral das Nações Unidas</strong></p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph">Playlist do Dia Mundial da AIDS de 2020</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Você teria acesso ao tratamento que precisa?" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/Nn2WsK535pk?list=PL06QJYA4SlQhMatJ0GboQb9n0Afab2lCf" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://spark.adobe.com/page/OdpIRTRApOghp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>Conheça a campanha do Dia Mundial contra a AIDS </strong></a>(em inglês).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><strong><a href="https://spark.adobe.com/page/OdpIRTRApOghp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Faça o Qui</a></strong><a href="https://www.qzzr.com/c/quiz/480254/world-aids-day-2020" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><a href="https://spark.adobe.com/page/OdpIRTRApOghp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>z</strong></a></a> </strong>(em inglês).</p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2020/11/mensagem-do-dia-mundial-contra-a-aids-2020-da-diretora-executiva-do-unaids-winnie-byanyima-2/">Dia Mundial da AIDS 2020: Mensagem de Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>&#8220;O poder das pessoas&#8221;</title>
		<link>https://unaids.org.br/2020/09/o-poder-das-pessoas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2020 23:35:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vencer a COVID-19, vencer a AIDS e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pode parecer especialmente desafiador agora. Mas a resposta não é mudar as datas ou mover os objetivos. Também não podemos voltar à normalidade porque o normal era o problema. Devemos reiniciar. Quarenta anos de luta contra a AIDS nos ensinaram algo, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/09/o-poder-das-pessoas/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Vencer a COVID-19, vencer a AIDS e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pode parecer especialmente desafiador agora. Mas a resposta não é mudar as datas ou mover os objetivos. Também não podemos voltar à normalidade porque o normal era o problema. Devemos reiniciar. Quarenta anos de luta contra a AIDS nos ensinaram algo vital sobre como vencer pandemias. Essa luta nos ensinou que o que impulsiona as inovações é o poder das pessoas.</p>



<span id="more-16218"></span>



<p class="wp-block-paragraph">Acompanhe o discurso de Winnie Byanyima, diretora-executiva do UNAIDS, ou confira abaixo seu discurso na íntegra.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="O poder das pessoas" width="960" height="540" src="https://www.youtube.com/embed/ExpTVoEdaUQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Olá! Eu sou Winnie Byanyima e lidero o trabalho da ONU para acabar com a AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A COVID-19 deixou muitas pessoas desoladas e com medo. Não é apenas uma questão de saúde; é uma profunda crise econômica e social que está agravando as desigualdades existentes e afetando mais fortemente as pessoas vulneráveis. Isso atrapalhou nosso trabalho com a AIDS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, estou otimista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os objetivos globais, que incluem acabar com a epidemia de AIDS até 2030 e garantir vidas saudáveis a todas as pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atingir esses objetivos pode parecer bem desafiador agora. Mas, sabe de uma coisa? 40 anos na luta contra a AIDS nos ensinou algo vital sobre combater pandemias. Nos ensinou que o que impulsiona avanços é o poder das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas vivendo com HIV se levantaram e exigiram tratamento gratuito, igualdade e direitos para todas as pessoas, sem discriminação. Elas lutaram para que as pessoas mais afetadas construíssem e prestassem serviços às suas comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo o mundo, as pessoas se organizaram e desafiaram líderes políticos e desafiaram desafiaram líderes empresariais a mudar suas políticas. Então, a mudança começou a ocorrer. Hoje, 25,4 milhões de pessoas estão recebendo tratamentos para o HIV que salvam vidas. Mais 12 milhões precisam de tratamento. A luta continua!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas mesmo agora, na crise de COVID-19, vimos grupos de base, incluindo grupos de pessoas vivendo com HIV, mobilizarem-se para apoiar suas respostas nacionais à COVID-19.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vimos comunidades documentarem e desafiarem os abusos dos direitos humanos e, como resultado, vimos vários governos mudarem suas abordagens. As comunidades estão exigindo saúde gratuita e de qualidade para todas as pessoas, e vários governos estão caminhando nesta direção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também vimos uma reunião inspiradora e poderosa de grupos de todo o mundo na campanha da People’s Vaccine (Vacina Popular), insistindo que todas as vacinas e tratamentos de COVID-19 descobertos sejamão bens públicos globais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha se baseia nas dolorosas lições da AIDS, onde novos tratamentos demoraram muito para chegar às pessoas necessitadas. As pessoas de países ricos viviam e as de países mais pobres eram deixadas para a morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os atrasos mortais e embaraçosos em garantir o acesso ao tratamento do HIV jamais devem acontecer novamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma vacina contra o coronavírus for descoberta, ela deve estar disponível gratuitamente para todas as pessoas, em todos os lugares, ao mesmo tempo. Isso só será possível se o conhecimento for compartilhado para que o maior número possível de fabricantes ao redor do mundo possa produzir uma vacina em grandes quantidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Deve ser uma Vacina Popular!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso o UNAIDS e juntamente com os nossos parceiros que têm lutado contra a AIDS, apelamos a todas as pessoas para que tornem isto realidade, unindo-se e contribuindo para soluções multilaterais: o C-TAP, o COVAX e o ACT-Accelerator.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fazemos essa convocação porque a saúde é um direito humano – não um privilégio. Nunca deve depender do dinheiro que uma pessoa tem no bolso ou do passaporte que carrega.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos garantir que as pessoas estejam antes do lucro, que os direitos humanos estejam acima dos direitos de propriedade e que o bem público global esteja acima do interesse nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vencer a COVID-19, vencer a AIDS e alcançar todos os outros Objetivos Globais pode parecer especialmente desafiador agora. Mas Aa resposta não é alterar datas ou mover metas. Também não podemos voltar ao normal, porque a normalidade era o problema. Devemos reiniciar. Devemos renovar o nosso iniciar. Precisamos renovar nosso sistema multilateral e torná-lo mais legítimo, inclusivo e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisamos de Uum novo multilateralismo com um novo conceito de solidariedade global onde todos os governos abordem as desigualdades em seus próprios países e entre países, para que todas as pessoas vivam com dignidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Devemos defender os direitos humanos contra qualquer tipo de discriminação, especialmente o racismo, e devemos garantir a igualdade de gênero. Esses são pré-requisitos para alcançar saúde para todas as pessoas e para um mundo seguro e justo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um multilateralismo renovado, a saúde e a educação devem ser bens públicos globais, fornecidos a todas as pessoas em todos os lugares, gratuitamente no ponto de uso e financiados por meio do apoio à capacidade dos governos de aumentar a receita interna.<br>Isso exigirá uma ampla reforma tributária corporativa e colaboração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No coração da visão fundadora das Nações Unidas está &#8220;Nós, os povos&#8221;. O UNAIDS trabalha para tornar essa visão uma realidade por meio de uma parceria conjunta que conecta 11 agências das Nações Unidas que trabalham juntas, e na qual a sociedade civil não é apenas uma parceira com a qual nos engajamos, mas faz parte da governança, não só tem voz, mas tem poder nesta parceria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou otimista com o que as pessoas já conquistaram juntas na luta contra a AIDS e porque o movimento coletivo que as pessoas vêm construindo nos permitirá vencer a AIDS, vencer a COVID-19 e vencer a desigualdade, .e alcançar todos os objetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estou otimista por causa do poder das pessoas.&#8221;</p>
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		<title>Vírus expõe desigualdades gritantes entre ricos e pobres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 18:07:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
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		<category><![CDATA[Artigo de Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O surto de Covid-19 está pressionando sistemas sofisticados de saúde na Europa e Ásia, com equipes médicas sobrecarregadas lutando para tratar seus pacientes, e instalações de terapia intensiva sobrecarregadas nos países ricos. Imagine então o que acontecerá com os sistemas de saúde na África quando o vírus chegar aqui. A crise está expondo desigualdades, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2020/04/virus-expoe-desigualdades-gritantes-entre-ricos-e-pobres/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">O surto de Covid-19 está pressionando sistemas sofisticados de saúde na Europa e Ásia, com equipes médicas sobrecarregadas lutando para tratar seus pacientes, e instalações de terapia intensiva sobrecarregadas nos países ricos. Imagine então o que acontecerá com os sistemas de saúde na África quando o vírus chegar aqui. </p>



<span id="more-14873"></span>



<p class="wp-block-paragraph">A crise está expondo desigualdades gritantes entre ricos e pobres no mundo desenvolvido, e está prestes a refletir desigualdades ainda maiores entre o Norte e o Sul. Nós precisamos agir. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A falta de investimento na infraestrutura social da África, incluindo seus sistemas de saúde, dívidas crescentes e enorme sonegação de impostos corporativos, deixaram o continente mal preparado para enfrentar esta emergência. Sem a prestação de serviços de saúde pública, as pessoas são expostas a doenças. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os custos para acessar os serviços de saúde negam às pessoas comuns o direito à saúde. Este é o momento de abolir estes custos. Os países ricos estão injetando bilhões de dólares em suas próprias economias e sistemas de seguridade social para manter pessoas e empresas em atividade, mas haverá um enorme apoio financeiro internacional coordenado para os países em desenvolvimento combaterem a Covid-19? Estamos nisso juntos ou ninguém está seguro. Nada além de uma resposta global derrotará esse vírus agressivo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Também estou preocupada com o que a Covid-19 pode significar para pessoas com HIV/Aids. Duas em cada três pessoas vivendo com HIV em todo o mundo residem na África Subsaariana. Milhões ainda desconhecem seu estado sorológico e não estão em tratamento. Sabemos que os idosos e aqueles com doenças cardíacas e pulmonares preexistentes, incluindo as pessoas que vivem com HIV, estão em maior risco. Portanto, é essencial que as pessoas com HIV/Aids sigam as mesmas orientações para evitar o vírus que a população em geral. Além disso, nunca foi tão importante testar pessoas para o HIV e proporcioná-las o tratamento antirretroviral. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as pessoas que vivem com HIV/Aids, e que já estão em tratamento, os governos devem seguir as diretrizes recomendadas pela Organização Mundial da Saúde de dispensação de medicamentos para vários meses. Isso ajudará a aliviar a carga nas unidades de saúde quando o Covid-19 chegar e permitirá que as pessoas mantenham seus regimes de tratamento ininterruptamente, sem correr o risco de aumentar a exposição ao vírus para coletar seus medicamentos. Devemos garantir que grupos vulneráveis de pessoas vivendo ou afetadas pelo HIV/Aids não sejam esquecidos na pressa de lidar com a crise do coronavírus. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante esta situação grave e difícil, o UNAIDS está trabalhando em estreita colaboração com redes de pessoas vivendo com HIV em todo o mundo para garantir que suas inquietações sejam ouvidas e que possam trazer soluções para a mesa. Continuaremos a fazê-lo ao longo desta crise. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta à Covid-19 na África e em todo o mundo deve ser fundamentada nos direitos humanos. Já houveram incidentes em todo o mundo em que indivíduos ou comunidades estão sendo responsabilizados pelo vírus. Isso deve parar. É errado e contraproducente para o bem público em geral. Vamos aprender as lições da resposta ao HIV/Aids e entender que o estigma e a discriminação irão atrasar os esforços para enfrentar essa pandemia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na resposta à epidemia de HIV/Aids, os serviços liderados pela comunidade foram essenciais para os nossos avanços mais importantes na prevenção de novas infecções e no tratamento de pessoas. Na resposta à Covid-19, as comunidades, sem dúvida, entrarão nessa brecha, e as autoridades de saúde pública devem se envolver com elas agora e criar confiança para a batalha que se aproxima. Não venceremos sem as comunidades. São as comunidades que projetarão e implementarão suas próprias medidas de prevenção específicas ao contexto, nos mercados, nos ônibus, nos funerais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como vimos na resposta ao HIV/Aids, na maioria das vezes, as mulheres ficarão com a responsabilidade de cuidar dos doentes e garantir que seus filhos e comunidades estejam o mais seguras possível. Devemos garantir que os recursos fluam para elas, para que possam continuar seu importante trabalho, para que sejam justamente recompensadas e que suas famílias permaneçam financeiramente seguras. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu gostaria que estivéssemos em um lugar diferente. Em um lugar que todos tivessem direito à saúde e que estivéssemos em uma posição mais forte para enfrentar esse novo desafio. Esse debate continuará e minha voz permanecerá forte. Por enquanto, devemos fazer o melhor possível para nossas comunidades. Vamos ajudar e apoiar um ao outro durante esse tempo — estamos todos juntos nisso e venceremos esse vírus através da solidariedade, compaixão e bondade.  </p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*Artigo de Winnie Byanyima, diretora executiva do UNAIDS, publicado originalmente no site Business Day. </em><a href="https://www.businesslive.co.za/bd/opinion/2020-03-26-virus-exposes-glaring-inequalities-between-rich-and-poor/?utm_source=UNAIDS+Newsletter&amp;utm_campaign=e04783ae29-EMAIL_CAMPAIGN_2020_03_31_04_25&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_e7a6256e25-e04783ae29-114169913"><em>Leia o artigo original (em inglês) <strong>aqui.</strong> </em></a></p>
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