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	<title>11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais - UNAIDS Brasil</title>
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	<description>Website institucional do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) no Brasil.</description>
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	<title>11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais - UNAIDS Brasil</title>
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		<title>Encontros com sociedade civil e participação no HepAIDS 2017 marcam visita de Diretor Regional do UNAIDS ao Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Oct 2017 12:45:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Diretor do Escritório Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe, César Nuñez, encerrou sua visita de quatro dias ao Brasil, no dia 29 de setembro, com a participação no painel Desafios para acabar com a epidemia de AIDS até 2030 no Brasil e na América Latina: a Declaração Política de 2016, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/10/encontros-com-sociedade-civil-e-participacao-no-hepaids-2017-marcam-visita-de-diretor-regional-do-unaids-ao-brasil/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Diretor do Escritório Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe, César Nuñez, encerrou sua visita de quatro dias ao Brasil, no dia 29 de setembro, com a participação no painel <em>Desafios para acabar com a epidemia de AIDS até 2030 no Brasil e na América Latina: a Declaração Política de 2016 e a Reunião de Alto Nível do Fórum Político de 2017</em>. A mesa de debates fez parte da programação do <a href="https://unaids.org.br/2017/09/hepaids-2017-defesa-dos-direitos-humanos-para-resposta-epidemia-de-hiv-marca-cerimonia-de-abertura-em-curitiba/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">11º Congresso AIDS e 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAIDS 2017)</a>, realizado em Curitiba, de 26 a 29 de setembro.<span id="more-7358"></span></p>
<p>“Quando perguntei ao senhor César Nuñez como gostaria de ter sua biografia apresentada ao público presente, ele me pediu que fosse apenas apresentado com ‘um amigo do Brasil’”, revelou a moderadora da mesa, Juliana Givisiez, Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais (DIAHV) do Ministério da Saúde. Durante o encontro, Nuñez falou sobre o tema Avanços e desafios para o fim dia epidemia de AIDS na América Latina até 2030.</p>
<p>&#8220;É necessário acelerar a resposta à epidemia, pois precisamos de resultados mais rápidos, disse Nuñez no início de sua apresentação. &#8220;Saúde é desenvolvimento, e a união dos líderes é chave. Cada vez que não vinculamos uma pessoa ao tratamento, perdemos oportunidade de promover a saúde.”</p>
<p>Também participaram da mesa Marise Ribeiro Nogueira , Chefe da Divisão de Temas Sociais do Ministério das Relações Exteriores—com o tema Ministério das Relações Exteriores na articulação internacional da agenda do HIV—a ativista Alessandra Nilo, coordenadora do Programa de Relações e Fortalecimento Institucional da ONG Gestos e atualmente uma das representantes da sociedade civil da América Latina na Junta de Coordenação do Programa (conhecido pela sigla em inglês PCB) do UNAIDS—com o tema Importância das OSC (Organizações da Sociedade Civil) na implementação da Declaração Política sobre HIV e AIDS e na construção dos encaminhamentos da Reunião de Alto Nível do Fórum Político de 2017.</p>
<p>Durante o debate, Nuñez falou sobre temas como a importância dos direitos humanos, da inovação na prevenção combinada e dos investimentos, entre outros. “A resposta à AIDS precisa de recursos. Há dinheiro no mundo, mas muitas vezes está nos lugares errados”, ressaltou. E encerrou sua fala em tom de esperança: “A AIDS ainda não acabou, mas pode acabar!”</p>
<div id="attachment_7360" style="width: 2602px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7360" class="wp-image-7360 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836.jpg" alt="" width="2592" height="1728" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836.jpg 2592w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/IMG_4836-720x480.jpg 720w" sizes="(max-width: 2592px) 100vw, 2592px" /></a><p id="caption-attachment-7360" class="wp-caption-text">Diretora do DIAHV, Dra. Adele Benzaken; Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard; Ministro da Saúde, Ricardo Barros e o Diretor Regional do UNAIDS, César Núñez. Foto: Daniel de Castro/UNAIDS</p></div>
<p>No mesmo dia, Nuñez teve a oportunidade de saudar o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, logo após sua rápida visita ao Congresso. Além de Barros, o Diretor do UNAIDS para América Latina e o Caribe também teve uma agenda de encontros com representantes de diversos setores durante o HepAIDS 2017 para articular parcerias e conhecer de perto contextos específicos da resposta ao HIV no Brasil.</p>
<p>Na véspera (28/9), Nuñez participou de um almoço com a Diretora do DIAHV, Dra. Adele Benzaken e visitou as ONGs Grupo Dignidade e Transgrupo Marcela Prado, ambos em Curitiba.</p>
<p>“Congratulo o país pelo tema escolhido para o Congresso. Quando o Brasil demonstra o compromisso no mais alto nível em relação à prevenção combinada, isso certamente acarretará um movimento positivo em outro países da América Latina e do Caribe” afirmou Dr Nuñez em reunião com Dra Benzaken.</p>
<p>Toni Reis, Diretor-Executivo do Grupo Dignidade, e Rafaelly Weist, Presidente do Transgrupo Marcela Prado, reuniram diversos voluntários e funcionários das duas organizações para um bate-papo descontraído de apresentação das atividades, estratégias e potenciais parcerias com o UNAIDS no Brasil e na América Latina.</p>
<p>“Estas duas organizações são um exemplo concreto que como a sociedade civil tem se organizado para a defesa e promoção dos direitos humanos, em especial os direitos das pessoas LGBTI+”, explica Georgiana Braga-Orillard. “São parceiros importantes do UNAIDS no Brasil e esse encontro com o Diretor Regional do UNAIDS serviu para estreitarmos os laços e traçarmos um panorama para a continuidade dessas parcerias não só no Brasil, mas no contexto ainda mais amplo da América Latina.”</p>
<p>Em cada cinco pessoas vivendo com HIV na América Latina no final de 2016, quatro estavam cientes de seu estado sorológico positivo para o HIV—81% [58-&gt; 89%]. Dessas pessoas diagnosticadas, 72% [52-&gt; 89%] tinham acesso à terapia antirretroviral—o equivalente a 58% [42-72%] de todas as pessoas vivendo com HIV na região. Entre essas pessoas em tratamento, 79% [57-&gt; 89%] tinham carga viral suprimida—o que se traduz em 46% [33-57%] de todas as pessoas vivendo com HIV na região. A região está no caminho para alcançar as metas 90-90-90, em que, até 2020: 90% das pessoas vivendo com HIV estarão diagnosticadas; 90% destas estarão em tratamento; e 90% das pessoas em tratamento terão carga viral indetectável—o que representará 73% de todas as pessoas vivendo com HIV na América Latina e o Caribe.</p>
<p><strong>HepAIDS 2017</strong></p>
<p>Nuñez foi uma das autoridades convidadas pelo Ministro da Saúde do Brasil e pela Diretora do DIAHV para participar da solenidade de abertura do HepAIDS 2017, encontro que reuniu cerca de 4 mil pessoas em Curitiba (PR) para debater questões de ponta sobre HIV/AIDS e Hepatities Virais. A edição deste ano teve como tema Prevenção combinada: multiplicando escolhas.</p>
<p>“Não podemos falar de prevenção, tratamento e nem de fim da AIDS sem direitos humanos. Não podemos alcançar as metas com o retorno de discussões sobre a cura gay, com projetos de lei que criminalizem a transmissão do HIV ou com qualquer outra forma de discriminação”, disse o Diretor Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe em <a href="https://unaids.org.br/2017/09/discurso-de-dr-cesar-nunez-diretor-regional-do-unaids-para-america-latina-e-o-caribe-durante-abertura-do-11o-congresso-de-hivaids/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">seu discurso na solenidade de abertura do evento</a>.</p>
<p>Em seu discurso, Nuñez traçou também um panorama dos avanços na resposta à epidemia de AIDS na América Latina nos campos da prevenção, testagem, tratamento e direitos humanos, tendo como referência os compromissos e metas assumidos na Declaração Política.</p>
<p>“O tema deste congresso—prevenção combinada—, é essencial. Precisamos reconhecer que estamos falhando em relação à prevenção com várias populações e é vital rever esse fato”, disse Nuñez. “Precisamos ser capazes de falar a linguagem do jovem de hoje, capazes de engajar os homens, capazes de quebrar tabus. Apesar de estar presente de forma mais contundente em algumas populações-chave, o HIV é uma questão de todos.”</p>
<p><em>Foto de capa: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</em></p>
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		<title>Palavras não são neutras: comunicação entre médico e paciente é tema em roda de conversa promovida pelo UNAIDS</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Oct 2017 17:21:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ser capaz de comunicar-se não parece uma tarefa difícil, afinal, no dia a dia estamos em constante comunicação com tudo e com todos, seja na fala, na leitura, ou até mesmo nos gestos. Mas de que maneira essa comunicação ocorre quando se trata de saúde? Ela é eficiente? A comunicação entre o médico e, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/10/palavras-nao-sao-neutras-comunicacao-entre-medico-e-paciente-e-tema-em-roda-de-conversa-promovida-pelo-unaids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ser capaz de comunicar-se não parece uma tarefa difícil, afinal, no dia a dia estamos em constante comunicação com tudo e com todos, seja na fala, na leitura, ou até mesmo nos gestos. Mas de que maneira essa comunicação ocorre quando se trata de saúde? Ela é eficiente? A comunicação entre o médico e paciente acontece de uma maneira simples ou ela ainda encontra alguns obstáculos?<span id="more-7327"></span></p>
<p>Essas provocações foram feitas durante a roda de conversa Palavras não são neutras: intervenções para reduzir o estigma da AIDS no Brasil, promovida pelo UNAIDS Brasil durante o 11º Congresso de HIV/AIDS (HepAids 2017) em Curitiba, Paraná. O médico infectologista Marcos Borges, também conhecido como Doutor Maravilha por seu <a href="https://www.youtube.com/channel/UCFEF21WLztLKGZhhZzcIgRQ" target="_blank" rel="noopener noreferrer">canal no youtube</a>, aproveitou a oportunidade para focar em maneiras de utilizar a comunicação para melhorar as relações e o atendimento dentro dos serviços de saúde.</p>
<p>“Comunicação não é atropelar: você tem que saber o que a pessoa está sentindo, tem que ter essa capacidade empática, de poder se aproximar à medida que a pessoa deixa, sem violência, sem forçar a barra”, afirma Marcos em sua fala. O Doutor Maravilha ainda explica que quando precisa dar o diagnóstico para algum paciente, assume a postura de apoiar e deixar a pessoa se expressar, ou de lembrar os pontos positivos no trajeto de evolução da medicina em HIV/AIDS para contrapor com os medos comuns.</p>
<p>Formado em medicina, com especialização em Infectologia pela UFMG, Marcos tenta fazer do seu canal no Youtube, Doutor Maravilha, um espaço de informação em saúde para a população LGBTI+, principalmente para questões relacionadas ao HIV/AIDS. Ele também é integrante do Colegiado da Rede de Jovens que vivem e convivem com HIV do estado de Minas Gerais, urgencista e infectologista na Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.</p>
<p>“Quando a gente lida com uma pessoa vivendo com HIV, ela não se resume ao teste reagente, ela não é só o indivíduo: é um filho, é um pai, é um irmão, é uma pessoa inserida em um contexto”, lembra. O médico também se emociona ao lembrar dos amigos que vivem com HIV, e ao mencionar que o preconceito não acabou. “São pessoas que eu admiro. Eu não vivo com HIV, mas o que aprendo com essas pessoas a cada dia é muito. Eu não preciso ter HIV para defender. A gente tem que lutar, porque é isso que faz a gente ser humano”.</p>
<p>A Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard, também usou a roda de conversa, e o lançamento do <a href="https://unaids.org.br/2017/10/unaids-lanca-traducao-em-portugues-do-guia-de-terminologia-sobre-hiv-e-aids/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Guia de Terminologia do UNAIDS</a>, para destacar que a maneira como nos expressamos pode aumentar o estigma e discriminação. “A gente tem que lembrar sempre que a linguagem molda o pensamento, ela é dinâmica. As palavras são instrumentos de inclusão e de exclusão e a linguagem também evolui no tempo, mas às vezes ela tem um retrocesso.”</p>
<p>O debate, que contou com a presença de cerca de 60 pessoas na sala Guarapuava do ExpoUnimed, local onde aconteceu o Hepaids2017, foi transmitido ao vivo pela conta do Facebook do UNAIDS Brasil. A transmissão, que foi compartilhada por páginas como Põe na Roda, Projeto Boa Sorte, Revista Galileu, Gabriel Comicholi, os Discordantes, teve mais de 9 mil visualizações e um alcance de quase 40 mil pessoas.</p>
<p>Leia a primeira matéria da série <a href="https://unaids.org.br/2017/10/palavras-nao-sao-neutras-por-que-ainda-estamos-falando-sobre-estigma-pergunta-jornalista/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>.</p>
<p><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/11º-Congresso-de-HIV_AIDS.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Veja também a cobertura que o UNAIDS Brasil fez do evento pelo Twitter, através do Storify</a></p>
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2017/10/palavras-nao-sao-neutras-comunicacao-entre-medico-e-paciente-e-tema-em-roda-de-conversa-promovida-pelo-unaids/">Palavras não são neutras: comunicação entre médico e paciente é tema em roda de conversa promovida pelo UNAIDS</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Palavras não são neutras: canais no youtube são fontes importantes de informação</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Oct 2017 13:46:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O último dia do 11º Congresso de HIV/AIDS (HepAids2017) em Curitiba, Paraná, foi palco da roda de conversa Palavras não são neutras: intervenções para reduzir o estigma da AIDS no Brasil, promovida pelo UNAIDS Brasil. É fato que a tecnologia e sociedade evoluíram, e hoje o debate sobre HIV pode estar presente em conversas, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/10/palavras-nao-sao-neutras-canais-no-youtube-sao-fontes-importantes-de-informacao/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O último dia do 11º Congresso de HIV/AIDS (<a href="https://unaids.org.br/2017/09/hepaids-2017-defesa-dos-direitos-humanos-para-resposta-epidemia-de-hiv-marca-cerimonia-de-abertura-em-curitiba/" target="_blank" rel="noopener">HepAids2017</a>) em Curitiba, Paraná, foi palco da roda de conversa Palavras não são neutras: intervenções para reduzir o estigma da AIDS no Brasil, promovida pelo UNAIDS Brasil. É fato que a tecnologia e sociedade evoluíram, e hoje o debate sobre HIV pode estar presente em conversas entre amigos ou até mesmo em novelas. Entretanto, ainda há um tabu muito grande, e a falta de informação faz com que pessoas sejam passem por situações de preconceito e discriminação.<span id="more-7370"></span></p>
<p>Um dos pontos levantados pelo youtuber Gabriel Estrela, criador do <a href="https://www.youtube.com/channel/UCcg2yzyxjl1Lc8LMjo6y1Tg" target="_blank" rel="noopener">projeto Boa Sorte</a>, foi a respeito do papel da internet e da arte na redução do estigma e disseminação de informações corretas. Artista multimídia, Gabriel já desenvolveu trabalhos de teatro, fotografia, vídeo, televisão, redação, entre outros, para falar sobre HIV com foco na juventude.</p>
<p>“O Projeto Boa Sorte engloba arte, informação e acolhimento para falar sobre HIV e AIDS. A arte sempre foi uma forma de organizar a linguagem”, explica Estrela. Além disso, enfatiza que falar sobre o tema não precisa ser ruim, nem relacionado a coisas ruins. “Convenhamos: no momento em que vemos manchetes pejorativas, falar sobre HIV sorrindo é muito forte! Quer dizer: além da palavra, dos códigos que a gente usa, existe a narrativa, os discursos que a gente expressa.”</p>
<p>O <a href="https://unaids.org.br/2017/10/unaids-lanca-traducao-em-portugues-do-guia-de-terminologia-sobre-hiv-e-aids/" target="_blank" rel="noopener">Guia de Terminologia do UNAIDS</a>, lançado na roda de conversa em Curitiba, durante o Congresso, deve servir como instrumento para que cada vez mais pessoas conheçam as recomendações sobre o uso de palavras cientificamente precisas e que promovam os direitos humanos universais e a dignidade do indivíduo. “O Guia traz não somente a questão social, mas também técnica dos termos, e uma coisa eu posso falar para vocês: o Brasil tem zero contaminados, mas sim 830 mil infectados. Contaminado tem uma conotação de bomba atômica, de lixo, e está errado!”, explica a Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard.</p>
<p>O debate, que contou com a presença de cerca de 60 pessoas na sala Guarapuava do ExpoUnimed, local onde aconteceu o Hepaids2017, foi transmitido ao vivo pela conta do Facebook do UNAIDS Brasil. A transmissão, que foi compartilhada por páginas como Põe na Roda, Projeto Boa Sorte, Revista Galileu, Gabriel Comicholi, os Discordantes, teve mais de 9 mil visualizações e um alcance de quase 40 mil pessoas.</p>
<p>Leia as matérias dos outros participantes da roda: <a href="https://unaids.org.br/2017/10/palavras-nao-sao-neutras-comunicacao-entre-medico-e-paciente-e-tema-em-roda-de-conversa-promovida-pelo-unaids/" target="_blank" rel="noopener">Marcos Borges (Doutor Maravilha)</a> e <a href="https://unaids.org.br/2017/10/palavras-nao-sao-neutras-por-que-ainda-estamos-falando-sobre-estigma-pergunta-jornalista/" target="_blank" rel="noopener">Nathan Fernandes</a>.</p>
<p><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/11º-Congresso-de-HIV_AIDS.pdf" target="_blank" rel="noopener">Veja também a cobertura que o UNAIDS Brasil fez do evento pelo Twitter, através do Storify</a><br />
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2017/10/palavras-nao-sao-neutras-canais-no-youtube-sao-fontes-importantes-de-informacao/">Palavras não são neutras: canais no youtube são fontes importantes de informação</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Palavras não são neutras: ‘por que ainda estamos falando sobre estigma?’, pergunta jornalista.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Oct 2017 13:41:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>“Se o tema do HIV e da AIDS já é tratado há tanto tempo, por que ainda estamos falando sobre estigma?”. A pergunta é de Nathan Fernandes, jornalista e editor da revista Galileu. Ele foi um dos convidados do UNAIDS para participar da roda de conversas Palavras não são neutras: intervenções para reduzir o, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/10/palavras-nao-sao-neutras-por-que-ainda-estamos-falando-sobre-estigma-pergunta-jornalista/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“Se o tema do HIV e da AIDS já é tratado há tanto tempo, por que ainda estamos falando sobre estigma?”. A pergunta é de Nathan Fernandes, jornalista e editor da revista Galileu. Ele foi um dos convidados do UNAIDS para participar da roda de conversas Palavras não são neutras: intervenções para reduzir o estigma da AIDS no Brasil, realizada pelo UNAIDS durante o 11º Congresso de AIDS e 4º Congresso de Hepatites Virais (Hepaids 2017), em Curitiba.<span id="more-7312"></span><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.18.28.jpeg"><img decoding="async" class="wp-image-7313 size-large aligncenter" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.18.28-1024x576.jpeg" alt="" width="640" height="360" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.18.28-1024x576.jpeg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.18.28-300x169.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.18.28-768x432.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.18.28-720x405.jpeg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.18.28.jpeg 1280w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></a></p>
<p>Autor da reportagem de capa da edição de agosto da Revista Galileu <em><a href="https://www.google.com/url?q=http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2017/07/como-o-preconceito-contribui-para-o-aumento-da-epidemia-de-aids.html&amp;sa=D&amp;ust=1506951187642000&amp;usg=AFQjCNEZQi6yFXKf5J7e7tbwbfOWXpjlZA" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Eu vivo com HIV e o preconceito é a pior parte</a></em>—que trouxe uma ampla perspectiva sobre o impacto do estigma e da discriminação sobre pessoas que vivem com HIV—, Fernandes falou sobre o tema Abordagem do HIV na mídia impressa. O debate marcou o lançamento do <em><a href="https://unaids.org.br/2017/10/unaids-lanca-traducao-em-portugues-do-guia-de-terminologia-sobre-hiv-e-aids/#more-7304" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Guia de Terminologia do UNAIDS</a></em>, traduzido e adaptado para o português.</p>
<p>’Falar que o uso de um termo ou expressão é proibido não funciona. Acaba gerando um sentimento contrário, incentivando a pessoa a desafiar essa proibição e seguir usando essas palavras”, disse Fernandes durante o debate. “No caso do jornalista, ele deve sempre manter em mente que está lidando com a vida das pessoas e, por isso, a escolha das palavras e expressões mais adequadas é fundamental.”</p>
<p>Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, Fernandes, 29 anos, já foi repórter da revista Playboy e colaborou com publicações como Men’s Health, Superinteressante, Veja e Visão, de Portugal. Atualmente é editor da revista Galileu, onde trabalha com questões ligadas aos direitos humanos, com foco em questões LGBTI+. Em 2016, recebeu o prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.</p>
<p>“Durante nove meses, conversei com pessoas vivendo com HIV e com pessoas que trabalham nessa área, para fazer a reportagem”, conta o editor da Galileu. “Isso foi uma exceção, quase um privilégio. Mas posso dizer que a falta de tempo e de espaço talvez expliquem porque temos reportagens tão negativas sobre HIV até os dias atuais.”</p>
<p>Para a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, ao invés de apedrejar as pessoas quando elas erram no uso das palavras e expressões, temos que fazer um trabalho de insistência e de conscientização. “Algumas palavras machucam, enquanto outras têm o poder de trazer as pessoas para perto de nós”, disse. “Temos que nos lembrar sempre que a linguagem também evolui. Ela é um espelho do que pensamos.”</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.59.18.jpeg"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-7314 size-large" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.59.18-576x1024.jpeg" alt="" width="576" height="1024" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.59.18-576x1024.jpeg 576w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.59.18-169x300.jpeg 169w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.59.18-675x1200.jpeg 675w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.59.18-405x720.jpeg 405w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WhatsApp-Image-2017-09-29-at-15.59.18.jpeg 720w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" /></a></p>
<p>O debate, que contou com a presença de cerca de 60 pessoas na sala Guarapuava do ExpoUnimed, local onde aconteceu o Hepaids2017, foi transmitido ao vivo pela conta do Facebook do UNAIDS Brasil. A transmissão, que foi compartilhada por páginas como <a href="https://www.youtube.com/user/canalpoenaroda" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Põe na Roda</a>, <a href="https://www.youtube.com/channel/UCcg2yzyxjl1Lc8LMjo6y1Tg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Projeto Boa Sorte</a>, <a href="https://www.facebook.com/revistagalileu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Revista Galileu</a>, <a href="https://www.youtube.com/user/Gabrielcomicholi" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Gabriel Comicholi</a>, <a href="https://www.youtube.com/channel/UCGJ0bgsIQM-qZgCOvpHd4zw" target="_blank" rel="noopener noreferrer">os Discordantes</a>, teve mais de 9 mil visualizações e um alcance de quase 40 mil pessoas.</p>
<p><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/11º-Congresso-de-HIV_AIDS.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Veja também a cobertura que o UNAIDS Brasil fez do evento pelo Twitter, através do Storify</a><br />
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	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2017/10/palavras-nao-sao-neutras-por-que-ainda-estamos-falando-sobre-estigma-pergunta-jornalista/">Palavras não são neutras: ‘por que ainda estamos falando sobre estigma?’, pergunta jornalista.</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>UNAIDS lança tradução em português do Guia de Terminologia sobre HIV e AIDS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Oct 2017 13:27:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O UNAIDS Brasil lançou nesta sexta-feira (29/9), durante o 11º Congresso de HIV/AIDS, em Curitiba, a tradução adaptada de seu Guia de Terminologia, um documento com recomendações sobre o uso de palavras que sejam cientificamente precisas e promovam os direitos humanos universais e a dignidade do indivíduo. Um dos objetivos do guia é também, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/10/unaids-lanca-traducao-em-portugues-do-guia-de-terminologia-sobre-hiv-e-aids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O UNAIDS Brasil lançou nesta sexta-feira (29/9), durante o 11º Congresso de HIV/AIDS, em Curitiba, a tradução adaptada de seu Guia de Terminologia, um documento com recomendações sobre o uso de palavras que sejam cientificamente precisas e promovam os direitos humanos universais e a dignidade do indivíduo. Um dos objetivos do guia é também o de facilitarem a compreensão dos principais temas relacionados ao HIV e à AIDS, bem como ao estigma e à discriminação.<span id="more-7304"></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Guia1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7308 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Guia1.jpg" alt="" width="4896" height="3672" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Guia1.jpg 4896w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Guia1-300x225.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Guia1-768x576.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Guia1-1024x768.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Guia1-1600x1200.jpg 1600w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/Guia1-720x540.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 4896px) 100vw, 4896px" /></a></p>
<p style="text-align: left;">O <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/WEB_2017_07_12_GuiaTerminologia_UNAIDS.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Guia de Terminologia</a> foi lançado oficialmente durante o painel de debates Palavras não são neutras: intervenções para reduzir o estigma da AIDS no Brasil—o encontro foi <a href="https://www.facebook.com/unaidsbrasil/videos/1571860609560216/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">transmitido ao vivo pela página do Facebook do UNAIDS Brasil</a>. A Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard, abriu o debate com uma apresentação do Guia e seus objetivos. Também participaram do painel os criadores de conteúdo no Youtube Gabriel Estrela (do canal <a href="https://www.youtube.com/channel/UCcg2yzyxjl1Lc8LMjo6y1Tg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Projeto Boa Sorte</a>) e Marcos Borges (do canal <a href="https://www.youtube.com/channel/UCFEF21WLztLKGZhhZzcIgRQ" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Doutor Maravilha</a>), além do jornalista e editor da <a href="https://www.facebook.com/revistagalileu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Revista Galileu</a>, Nathan Fernandes, autor da reportagem de capa da <a href="http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2017/07/como-o-preconceito-contribui-para-o-aumento-da-epidemia-de-aids.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">edição de agosto</a>, sobre o peso do estigma e da discriminação para quem vive com HIV nos dias de hoje.</p>
<p style="text-align: left;"><span style="font-size: 1em;">O objetivo da mesa foi discutir os avanços e desafios no uso linguagem relacionada ao HIV nos mais diversos campos como social, jornalístico, mídias tradicionais e digitais, medicina, ativismo e tantos outros. O debate buscou provocar uma reflexão sobre o momento em que vivemos, em que a consolidação do ‘politicamente correto’ em diferentes esferas se depara com o extremismo, a polaridade dos pensamentos e opiniões e um perceptível aumento da intolerância.</span></p>
<p>“A linguagem não é neutra. E no contexto do HIV, essa afirmação nunca foi tão verdadeira”, explica Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil. “As palavras que escolhemos e a forma como comunicamos nossos pensamentos e opiniões têm um efeito profundo na compreensão das mensagens. A escolha cuidadosa da linguagem, portanto, desempenha um papel importante na sustentação e no fortalecimento da resposta ao HIV, para que ela seja construída sobre uma base livre de estigma e de discriminação.”</p>
<p>Expressões como “pessoa vivendo com HIV&#8221; estão gradualmente substituindo outros termos, como &#8220;vítima de AIDS&#8221;, ou termos correlatos. “Termos como ‘vítima da AIDS’ implicam que o indivíduo é impotente, sem controle sobre sua vida&#8221;, disse Alistair Craik, que coordena o Guia de Terminologia do UNAIDS original, elaborado em inglês. &#8220;Por isso, é preferível usar ‘pessoas vivendo com HIV’”, acrescentou.</p>
<p>Neste caso, como explica o Guia de Terminologia do UNAIDS, e expressão “pessoa vivendo com HIV” tem o objetivo de evidenciar o protagonismo que a pessoa HIV-positivo tem diante de sua vida, em busca de saúde, dignidade e plenitude no exercício de seus direitos. O termo atual relega, portanto, ao HIV apenas um papel de coadjuvante nesse processo. Da mesma forma, expressões de conotação bélica, como “luta contra a AIDS” e “combate à AIDS” perdem espaço para termos mais inclusivos, mais abrangentes e menos bélicos, como “resposta à AIDS”.</p>
<p>Há muito tempo, o HIV deixou de ser visto apenas como uma questão médica: o risco de infecção pelo HIV e o impacto do vírus permeiam questões sociais, incluindo discriminação contra a população LGBT e outras populações muitas vezes marginalizadas e, assim, mais expostas ao risco de infecção pelo vírus.</p>
<p>“É lamentável que as pessoas vivendo com o HIV também sejam muitas vezes sujeitas ao estigma e à violência relacionadas a sua sorologia”, explica Georgiana. “Ao longo da última década, a necessidade crítica de fortalecer os direitos humanos como parte de uma resposta efetiva à AIDS tornou-se cada vez mais clara.”</p>
<p>As diretrizes de terminologia do UNAIDS têm como objetivo promover o uso de palavras que respeitem e empoderem os indivíduos. Elas também fornecem conselhos aos escritores e jornalistas para evitar erros comuns. Por exemplo, &#8220;vírus da AIDS&#8221; não deve ser escrito porque é cientificamente errado. &#8220;Não há ‘vírus da AIDS’”, explica o Guia. &#8220;AIDS, a síndrome de imunodeficiência adquirida, é uma síndrome de infecções oportunistas e doenças que, em última instância, é causada pelo HIV”.</p>
<p>O documento também ressalta também um erro comum no uso da expressão “pessoas infectadas com a AIDS”, uma vez que a AIDS não é o fator infectante, e sim o vírus, conhecido como HIV. Além disso, o Guia explica que, como a palavra ‘HIV’ (do inglês ‘human immunodeficiency virus’) significa em português ‘vírus da imunodeficiência humana’, é incorreto escrever o ‘vírus HIV’ ou ‘vírus do HIV’ por se tratar de uma redundância.</p>
<p>Os exemplos acima mostram um pouco do que os leitores irão encontrar no Guia de Terminologia do UNAIDS. Este breve conjunto de recomendações visa promover uma linguagem sensível ao gênero, não discriminatória, culturalmente apropriada e que promova os direitos humanos universais. O UNAIDS enfatiza que suas recomendações terminológicas devem ser consideradas um trabalho contínuo, à medida que novas questões e dinâmicas emergem frequentemente.</p>
<p>Você pode acessar o Guia de Terminologia <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2015/06/WEB_2018_01_18_GuiaTerminologia_UNAIDS.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><strong>aqui</strong></a>. Estas diretrizes podem ser amplamente copiadas e reproduzidas, contanto que esse uso não seja para fins lucrativos e que a fonte seja sempre citada. Comentários e sugestões de acréscimos, supressões ou modificações podem ser encaminhadas para brazil@unaids.org.</p>
<p><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/10/11º-Congresso-de-HIV_AIDS.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Veja como foi a cobertura do debate pelo Twitter, através do Storify</a><br />
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		<title>HepAIDS 2017: Especialistas debatem avanços e desafios para a resposta ao HIV nas cidades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2017 12:43:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao lado de representantes de saúde das cidades de Curitiba, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard participou do painel de debates A resposta ao HIV/AIDS nas cidades para alcançar as metas 90-90-90, que aconteceu no dia 27/9, durante o 11º Congresso de HIV/AIDS, em Curitiba., <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/09/hepaids-2017-especialistas-debatem-avancos-e-desafios-para-resposta-ao-hiv-nas-cidades/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao lado de representantes de saúde das cidades de Curitiba, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard participou do painel de debates A resposta ao HIV/AIDS nas cidades para alcançar as metas 90-90-90, que aconteceu no dia 27/9, durante o 11º Congresso de HIV/AIDS, em Curitiba.<span id="more-7212"></span></p>
<p>O objetivo do painel foi falar sobre os resultados do compromisso das cidades com a Aceleração da Resposta ao HIV para que consigam alcançar as metas globais 90-90-90 e as metas de zero estigma e discriminação até 2020, propostas pelo UNAIDS.</p>
<p>“O futuro da saúde pública que está sendo desenhado agora é um futuro urbano. As cidades estão enfrentando mudanças em ritmos muito mais acelerados do que antigamente e as ações de gestores terão impactos profundos na saúde pública nos próximos anos&#8221;, disse a Diretora do UNAIDS ao apresentar os dados mais recentes sobre a epidemia de AIDS nas cidades brasileiras e na América Latina e os principais desafios a serem enfrentados.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;">&#8220;Acelerar a resposta à epidemia nas cidades aumenta a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV, ao mesmo tempo em que responde a outros desafios em saúde pública com caminhos inovadores para a prevenção da epidemia.&#8221;</p>
</blockquote>
<p>Georgiana também apresentou as principais iniciativas para o fim da epidemia de AIDS e os compromissos assumidos pelas cidades brasileiras signatárias da Declaração de Paris. “É muito importante termos em mente que as populações-chave não podem estar fora da resposta à epidemia”, disse. “Sem a inclusão delas, não vamos alcançar as metas 90-90-90”. A Diretora do UNAIDS destacou exemplos de boas práticas nas cidades brasileiras na resposta ao HIV, destacando iniciativas em Salvador, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, entre elas a realização das campanhas <a href="https://unaids.org.br/2014/05/unaids-e-parceiros-lancam-campanha-de-prevencao-a-aids-durante-a-copa/" target="_blank" rel="noopener">Proteja o Gol</a>, durante a Copa do Mundo de 2014, e a <a href="https://unaids.org.br/euabraco/" target="_blank" rel="noopener">#EuAbraço</a>, que aconteceu durante os Jogos Olímpicos de 2016.</p>
<div id="attachment_7232" style="width: 730px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/IMG_4420.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7232" class="wp-image-7232 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/IMG_4420.jpg" alt="" width="720" height="480" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/IMG_4420.jpg 720w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/IMG_4420-300x200.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px" /></a><p id="caption-attachment-7232" class="wp-caption-text">Diretora do UNAIDS fala sobre a importância das cidades na resposta à epidemia. Foto: Daniel de Castro/UNAIDS Brasil</p></div>
<p>Também participaram da mesa as Coordenadoras municipais de HIV/AIDS das cidades de Curitiba, Clea Elisa Lopes Ribeiro, São Paulo, Maria Cristina Abatte, de Salvador, Helena Cristina Alves Vieira Lima, e Rio de Janeiro, Luciane Oscar. Elas apresentaram os avanços e desafios para a resposta à epidemia em suas respectivas cidades, todas signatárias da <a href="https://unaids.org.br/2016/03/adesao-de-cidades-a-declaracao-de-paris-ja-beneficia-35-mi-de-brasileiras-e-brasileiros-hiv-aids/" target="_blank" rel="noopener">Declaração de Paris</a>.</p>
<p><strong>Declaração de Paris</strong></p>
<p>As primeiras cidades brasileiras a assinar a Declaração de Paris em dezembro de 2014 foram Curitiba, Salvador e Rio de Janeiro. As demais adesões aconteceram em 2015: três cidades fronteiriças do Alto Solimões (AM)—Tabatinga, Atalaia do Norte e Benjamin Constant—, além de São Paulo (SP), Manaus (AM), Belém (PA), Porto Alegre (RS) e outros 13 municípios do Rio Grande do Sul, incluindo o próprio governo do estado e o Distrito Federal. Juntas, estas 23 cidades somadas ao Distrito Federal e ao Estado do Rio Grande do Sul, contam com uma população de quase 35 milhões de brasileiras e brasileiros.</p>
<p>Em julho de 2017, outras oito cidades assinaram a Declaração de Paris no Brasil, durante o encontro da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), em Campinas, no interior paulista: Aracaju (SE), Campinas (SP), Fortaleza (CE), Palmas (TO), Santana de Parnaíba (SP), Jaguariúna (SP) e Vitória (ES). O município do Rio de Janeiro, que já havia assinado a Declaração em 2014, reafirmou seu compromisso assinando novamente o documento juntamente com as demais cidades. Lançada pelo UNAIDS em dezembro de 2014 na capital francesa, a Declaração de Paris busca mobilizar esforços locais para alcançarmos o fim da epidemia de AIDS até 2030. Os municípios brasileiros se somam a mais de 200 prefeituras ao redor do mundo que já estão mobilizadas rumo às metas de tratamento 90-90-90 para 2020: ter 90% das pessoas vivendo com HIV diagnosticadas; que destas, 90% estejam em tratamento; e que 90% deste grupo tenham carga viral indetectável. Além das metas de tratamento, os prefeitos se comprometem a colocar as pessoas no centro das ações e enfrentar as causas do risco, das vulnerabilidades e da transmissão do HIV.</p>
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	            data-title="HepAIDS 2017: Especialistas debatem avanços e desafios para a resposta ao HIV nas cidades" 
	            data-home="https://unaids.org.br"></div><p>The post <a href="https://unaids.org.br/2017/09/hepaids-2017-especialistas-debatem-avancos-e-desafios-para-resposta-ao-hiv-nas-cidades/">HepAIDS 2017: Especialistas debatem avanços e desafios para a resposta ao HIV nas cidades</a> first appeared on <a href="https://unaids.org.br">UNAIDS Brasil</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>HepAIDS 2017: Defesa dos direitos humanos para a resposta à epidemia de HIV marca cerimônia de abertura em Curitiba</title>
		<link>https://unaids.org.br/2017/09/hepaids-2017-defesa-dos-direitos-humanos-para-resposta-epidemia-de-hiv-marca-cerimonia-de-abertura-em-curitiba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Sep 2017 12:22:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>“A resposta brasileira ao HIV e às hepatites virais só é possível em conjunto com a sociedade civil, instituições da área de saúde, pesquisadores, organismos internacionais e poder público.” A afirmação foi feita pela Diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), Adele Benzaken, na solenidade de abertura do 11º Congresso de HIV/Aids e 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAids 2017), na última terça-feira (26/09), no Teatro Positivo de Curitiba.<span id="more-7201"></span></p>
<p>Em seu discurso, o Diretor para América Latina e o Caribe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), César Nuñez, destacou a importância de alcançar os jovens na resposta à epidemia de AIDS. “O tema deste Congresso: prevenção combinada, é essencial. Precisamos reconhecer que estamos falhando em relação à prevenção com várias populações e é vital rever esse fato”, disse Nuñez. “Precisamos ser capazes de falar a linguagem do jovem de hoje, capazes de engajar os homens, capazes de quebrar tabus. Apesar de estar presente de forma mais contundente em algumas populações-chave, o HIV é uma questão de todos.” (leia o discurso da íntegra <a href="https://unaids.org.br/2017/09/discurso-de-dr-cesar-nunez-diretor-regional-do-unaids-para-america-latina-e-o-caribe-durante-abertura-do-11o-congresso-de-hivaids/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>)</p>
<div id="attachment_7209" style="width: 2058px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7209" class="wp-image-7209 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1.jpg" alt="" width="2048" height="1536" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-300x225.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-768x576.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-1024x768.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-1600x1200.jpg 1600w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/DKr2EEJWkAAlLBU-1-720x540.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><p id="caption-attachment-7209" class="wp-caption-text">Diretor para América Latina e o Caribe do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), César Nuñez, discursa durante a abertura. Foto: Daniel de Castro/UNAIDS</p></div>
<p>Também estiveram presentes na mesa de abertura do encontro o Secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Loureiro Cavalcante; o presidente da Frente Parlamentar Mista de Combate às Hepatites Virais, Deputado federal Marcos Reátegui (PSD-AP); a Diretora do UNAIDS no Brasil, Georgiana Braga-Orillard; o Diretor-Geral da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Sezifredo Paz; a Secretária Municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak; a Representante do Conselho Nacional de Saúde, Heliana Hemetério; a Representante do movimento social de HIV/AIDS, João Maria de Castro; e a Representante do movimento social de hepatites virais, Sandra Dolores de Paulo Lima. “Quando trabalhamos juntos, mesmo quando temos diferenças de pontos de vista, somos mais fortes e asseguramos a sustentabilidade da resposta brasileira – e não há razão, portanto, para medo de retrocessos”, assegurou Dra. Adele.</p>
<p>Núñez também destacou a necessidade de debater direitos humanos para que a resposta ao HIV seja realmente efetiva. “Não podemos falar de prevenção, tratamento e nem de fim da AIDS sem direitos humanos. Não podemos alcançar as metas com o retorno de discussão sobre a cura gay, com projetos de lei que criminalizem a transmissão do HIV ou com qualquer outra forma de discriminação”, disse o Diretor Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe.</p>
<div id="attachment_7221" style="width: 1290px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58.jpeg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7221" class="wp-image-7221 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58.jpeg" alt="" width="1280" height="853" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58.jpeg 1280w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58-300x200.jpeg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58-768x512.jpeg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58-1024x682.jpeg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/WhatsApp-Image-2017-09-27-at-07.21.58-720x480.jpeg 720w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></a><p id="caption-attachment-7221" class="wp-caption-text">Georgiana Braga-Orillard, Diretora do UNAIDS no Brasil, Adele Benzaken, Diretora do DIAHV e César Nuñez, Diretor Regional do UNAIDS. Foto: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</p></div>
<p>Também em seu discurso, o Diretor Regional do UNAIDS parabenizou Curitiba por ter assinado, em 2014, a Declaração de Paris, comprometendo-se em acelerar os esforços locais para alcançar o fim da epidemia de AIDS até 2030.  A secretária Municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, enfatizou a atenção às pessoas com HIV e hepatites virais. “Estamos falando de cuidar, e não somente da cura: precisamos melhorar o cuidado aos pacientes”, disse. A secretária lembrou o Programa Mãe Curitibana, que, ao implantar a testagem de HIV para gestantes, reduziu a zero o índice de transmissão vertical na capital paranaense. “É importante também deixar registrado o valor do movimento de jovens—que se articulam, se mobilizam e potencializam a resposta brasileira, com muito a nos ensinar sobre como fazer prevenção a partir de suas próprias experiências e seu ciclo de vida”, disse Adele. “Os que são e os que já foram jovens sabem o quanto este período da vida é importante para a consolidação de valores e para fazer ecoar as vozes na construção de um mundo melhor para todos nós.</p>
<div id="attachment_7202" style="width: 3658px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7202" class="wp-image-7202 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o.jpg" alt="" width="3648" height="2432" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o.jpg 3648w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298403636_651d7008f7_o-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 3648px) 100vw, 3648px" /></a><p id="caption-attachment-7202" class="wp-caption-text">Ativistas em protesto pacífico durante da abertura do HepAids 2017. Foto: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</p></div>
<p>De forma pacífica, ativistas do movimento LGBTI+ e de AIDS ocuparam o palco do Teatro ao final da cerimônia, segurando cartazes e faixas que pediam mais empenho do poder público na garantia dos direitos humanos e das pessoas vivendo com HIV. Entre os pedidos estavam a manutenção da política de financiamento para AIDS, o fim do estigma e da discriminação e menos patentes.</p>
<p>Os ativistas encerraram o protesto com a leitura do manifesto AIDS no Brasil: o que não quer calar. “Precisamos de medidas urgentes para que tenhamos um sério debate nacional sobre os acertos e falhas da resposta à AIDS. Também é urgente reafirmar conquistas e princípios que sustentam social e ideologicamente nosso direito constitucional à saúde”, diz o documento. “Convocamos aos gestores, pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes, jornalistas e todos os demais setores da sociedade a juntar suas vozes ao movimento social numa avaliação profunda, honesta e transparente sobre como priorizar o que a resposta à Aids no Brasil tem de melhor e sobre como eliminar de vez aquilo que nos prende a um passado de pânico moral, exclusão social, sofrimento e morte civil.”</p>
<div id="attachment_7203" style="width: 2058px" class="wp-caption alignnone"><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-7203" class="wp-image-7203 size-full" src="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k.jpg" alt="" width="2048" height="1365" srcset="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k.jpg 2048w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-300x200.jpg 300w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-768x512.jpg 768w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-1024x683.jpg 1024w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-1800x1200.jpg 1800w, https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/37298402756_d049bac8d8_k-720x480.jpg 720w" sizes="auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px" /></a><p id="caption-attachment-7203" class="wp-caption-text">Premiação do trabalho vencedor do 1º Concurso Cultural para Seleção da Nova Arte para Embalagem da Camisinha Masculina. Foto: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</p></div>
<p>A cerimônia de abertura contou também com um show do músico Zé Rodrigo, a uma homenagem do DIAHV aos ativistas e à premiação do trabalho vencedor do 1º Concurso Cultural para Seleção da Nova Arte para Embalagem da Camisinha Masculina, realizado em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)</p>
<p>Organizado pelo DIAHV, o Congresso HepAIDS 2017 traz como tema central a Prevenção combinada: multiplicando escolhas. Cerca de 4 mil participantes participam do encontro em Curitiba, entre ativistas, cientistas, gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil, além de especialistas internacionais. O HepAids 2017 se encerra na próxima sexta-feira (29/09).</p>
<p><em>(Com informações da ASCOM do DIAHV)</em><br />
<em>Foto de capa: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</em></p>
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		<title>HEPAIDS 2017: Discurso do Dr. César Núñez, Diretor Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe</title>
		<link>https://unaids.org.br/2017/09/discurso-de-dr-cesar-nunez-diretor-regional-do-unaids-para-america-latina-e-o-caribe-durante-abertura-do-11o-congresso-de-hivaids/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Sep 2017 13:06:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na noite do dia 27 de setembro, o Diretor Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe, Dr. César Núñez, discursou na abertura do 11º Congresso de HIV/AIDS, e 4º Congresso de Hepatites Virais em Curitiba (PR). Na ocasião, ele destacou a importância do Brasil na resposta a epidemia de AIDS, e mencionou, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/09/discurso-de-dr-cesar-nunez-diretor-regional-do-unaids-para-america-latina-e-o-caribe-durante-abertura-do-11o-congresso-de-hivaids/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Na noite do dia 27 de setembro, o Diretor Regional do UNAIDS para América Latina e o Caribe, Dr. César Núñez, discursou na abertura do <a href="https://unaids.org.br/2017/09/programa-conjunto-da-onu-sobre-hivaids-marca-presenca-no-11o-congresso-de-hivaids-em-curitiba/" target="_blank" rel="noopener">11º Congresso de HIV/AIDS, e 4º Congresso de Hepatites Virais</a> em Curitiba (PR). Na ocasião, ele destacou a importância do Brasil na resposta a epidemia de AIDS, e mencionou o papel do UNAIDS na conjuntura global atual, de inspirar ações sobre HIV e AIDS. Leia o discurso na íntegra:<span id="more-7197"></span></p>
<p>Boa noite a todos!</p>
<p>Como um gesto de amizade por esse país de que gosto tanto, falarei em português. Peço que me perdoem se algumas palavras saírem em ‘portunhol’.</p>
<p>Nestas minhas palavras, gostaria de dar uma perspectiva global da epidemia e demonstrar o papel essencial que o Brasil tem tido e que continuará a ter, nessa rota de aceleração da resposta até 2030.</p>
<p>Mas primeiramente, gostaria de agradecer o convite do Senhor Ministro da Saúde Ricardo Barros, para estar aqui com vocês neste Congresso.</p>
<p>Nesta noite, o Senhor Ministro está aqui representado pelo Senhor Secretário de Vigilância em Saúde, Adeilson Loureiro Cavalcante, e ao cumprimentá-lo, estendo os cumprimentos a todos os membros da mesa e às pessoas presentes na sala, com menção especial às pessoas vivendo com HIV e as comunidades afetadas pela epidemia.</p>
<p>É uma honra, para mim, representar o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS nesta distinta cerimônia. Recebam as calorosas saudações de nosso Diretor Executivo, Michel Sidibé.</p>
<p>Estou feliz de conhecer pela primeira vez a Cidade de Curitiba. Agradeço a liderança do Governador e do Prefeito por terem acolhido este Congresso aqui.<br />
Isto tem um peso simbólico muito importante. Curitiba foi uma das primeiras cidades no mundo a assinar a Declaração de Paris, firmando o compromisso de alcançar as metas 90-90-90 até 2020.</p>
<p>O momento é oportuno. O contexto global está muito volátil e os desafios são muitos. Lidamos, ao mesmo tempo, com guerras, terrorismo, mudanças climáticas, furacões e tempestades avassaladoras, terremotos, migrações em massa, novas e antigas epidemias.</p>
<p>Existe uma competição por prioridades, e isso impacta a vida das pessoas, assim como o acesso à saúde, principalmente para as pessoas em situação de maior vulnerabilidade.</p>
<p>Temos acompanhado com atenção o que acontece ao redor do planeta. Estamos atentos aos Estados frágeis e às comunidades vulneráveis.</p>
<p>Por recomendação do nosso Diretor Executivo, Michel Sidibé, e do próprio Secretário Geral da ONU, António Guterres, o UNAIDS e a ONU não podem ficar em silêncio neste contexto, especialmente quando existe violação de direitos humanos.</p>
<p>Temos nos dedicado a cumprir nosso papel de inspirar ações sobre HIV e AIDS. Isso também significa agir sobre a saúde em geral, sobre a mudança social necessária, sobre uma esperança maior à todas as populações vulneráveis.</p>
<p>Travestis, transexuais, gays e outros homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas, trabalhadoras do sexo, pessoas privadas de liberdade, e todos aqueles que se encontram em situações críticas, devem ser incluídos em políticas públicas e na sociedade como um todo porque, como qualquer pessoa neste planeta, têm o direito a uma vida plena e digna.</p>
<p>Para isso, a estratégia de Aceleração da Resposta, ou Fast-Track, é chave. O Brasil é um dos 33 países Fast-Track. Na América Latina e no Caribe, temos também a Jamaica e o<br />
Haiti.</p>
<p>Nesse contexto, a atuação do Brasil é, e continuará sendo chave para a resposta, devido a seu tamanho continental e capacidade de implementação de políticas.<br />
Aproveito a oportunidade para agradecer a parceria e o companheirismo da Doutora Adele Benzaken. Esse trabalho conjunto é essencial. Sua liderança à frente do Departamento de IST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde tem feito uma grande diferença.</p>
<p>O Brasil &#8211; tanto governo como sociedade civil &#8211; também teve um papel essencial na construção da Declaração Política adotada pela Assembleia Geral da ONU no ano passado. Pela primeira vez nestes mais de 30 anos da epidemia, temos em mãos uma Declaração que traça o caminho para o Fim da AIDS.</p>
<p>Nesse momento de transição, o UNAIDS passou por uma grande reestruturação.</p>
<p>O Painel Global que liderou a revisão estrutural contou com o apoio do Brasil como governo e também com nossa amiga Alessandra Nilo aqui presente representando a sociedade civil.</p>
<p>O país está contribuindo nas mais altas instâncias de governança global na definição de um modelo de trabalho no marco da Agenda de Desenvolvimento Sustentável. E isso demonstra a liderança do país para o mundo.</p>
<p>Devido a esses esforços, estamos agora mais preparados e motivados do que nunca para abraçar a agenda de Reforma da ONU, proposta pelo Secretário Geral António Guterres.</p>
<p>Desde sua criação, o UNAIDS tem se consolidado como um dos melhores exemplos de reforma da ONU, ao agregar esforços coordenados de 11 organismos das Nações Unidas.<br />
Saúdo aqui os representantes das agências copatrocinadoras do UNAIDS que vieram participar desse Congresso e contribuir aos debates.</p>
<p>Temos o desafio de demonstrar a todos vocês que essa tão sonhada reforma vai além da burocracia. A reforma deve ser, antes de tudo, sobre pessoas. A responsabilidade e a transparência serão fundamentais, bem como a nossa posição em relação aos direitos humanos.</p>
<p>No centro da reforma estão os membros da sociedade civil e, em especial, da juventude. Com vocês, precisamos resgatar a história, agir no presente e preparar o futuro. Vocês são protagonistas nesse processo de mudanças, e precisam liderar essa transformação rumo ao fim da epidemia de AIDS e rumo à zero discriminação.</p>
<p>Para tanto, precisamos investir em dados, dados e mais dados. A Aceleração da Resposta vai exigir de nós algumas revoluções. A primeira delas é a revolução dos dados e das estatísticas.</p>
<p>A cada novo relatório do UNAIDS, temos nos esforçado para garantir que esses dados estejam vinculados a estratégias de comunicação e de mobilização eficazes para chegar ao maior número possível de pessoas.</p>
<p>É essencial sensibilizar sobre a importância da prevenção e tratamento, sobre o acesso à informação e ainda mais primordial falar sobre sexualidade e HIV.</p>
<p>Não podemos quebrar preconceitos, eliminar estigmas e contribuir para o fim da epidemia sem dados que apoiem esse esforço.</p>
<p>Outro ponto crucial para nós é fazer com que as estratégias de Aceleração da Resposta cheguem às crianças e suas mães.</p>
<p>É inaceitável que ainda tenhamos hoje níveis tão baixos de tratamento para crianças e suas mães em alguns países, regiões e localidades específicas.</p>
<p>Na América Latina, uma alta cobertura de serviços de prevenção da transmissão de mãe para filho tem contribuído fortemente com a redução das novas infecções em recém-nascidos. Agora, mais do que nunca, precisamos aumentar os esforços para chegar ao final desse processo.</p>
<p>Em 2015, Cuba foi o primeiro país certificado pela OMS por ter eliminado a transmissão do HIV e da sífilis de mãe para filho. 6 países do Caribe também serão certificados em breve. São fatos históricos que demonstram que alcançar o fim da epidemia de AIDS é possível.</p>
<p>Parabenizo as cidades brasileiras que também se comprometeram a eliminar a transmissão vertical. Os desafios são enormes em um país de dimensões continentais como o Brasil, mas o resultado valerá o esforço. Contem com o apoio do UNAIDS nessa empreitada.</p>
<p>Um terceiro ponto, também de extrema importância é a prevenção. Precisamos fazer uma revolução na prevenção.</p>
<p>O tema desse Congresso: prevenção combinada, é essencial. Precisamos reconhecer que estamos falhando em relação à prevenção com várias populações e é vital rever esse fato.</p>
<p>Precisamos ser capazes de falar a linguagem do jovem de hoje, capazes de engajar os homens, capazes de quebrar tabus. Apesar de estar presente de forma mais contundente em algumas populações-chave, o HIV é uma questão de todos.</p>
<p>O quadro atual ainda penaliza as mulheres e as populações-chave, em especial os jovens homens gays e outros HSH, as travestis e transexuais, e também profissionais do sexo e seus clientes, pessoas que usam drogas, pessoas privadas de liberdade, os negros, as pessoas de baixa renda e baixa escolaridade, os indígenas e tantas outras populações marginalizadas não apenas no Brasil, mas em toda América Latina.</p>
<p>Não podemos falar de prevenção, tratamento e nem de fim da AIDS sem direitos humanos. Não podemos alcançar as metas com retorno de discussão sobre a cura gay, com projetos de lei que criminalizem a transmissão do HIV ou com qualquer outra forma de discriminação.</p>
<p>Precisamos também mudar nossa forma de falar sobre prevenção. Nosso desafio é medir, monitorar e acompanhar a prevenção. A revolução de dados precisa fazer parte também das novas e criativas estratégias de prevenção.</p>
<p>Os investimentos globais em prevenção ainda são limitados. É um verdadeiro desafio para os gestores locais direcionar recursos para a prevenção porque sem dados, é difícil comprovar a eficácia e o impacto das políticas e estratégias de prevenção.</p>
<p>Por fim, temos que destacar a importância das metas 90-90-90.</p>
<p>Estas são as metas mais ousadas e claras que já tivemos na história da saúde global. Pela primeira vez, com uma meta de saúde dessa magnitude, estamos também medindo nossa capacidade de oferecer qualidade nos serviços de saúde.</p>
<p>As metas 90-90-90 foram reconhecidas pela Revista Lancet como “um ponto de referência vital para identificar o progresso, os êxitos, as insuficiências e as lacunas no combate à epidemia mundial de HIV.”</p>
<p>O terceiro 90—de garantir que 90% das pessoas em tratamento estejam com carga viral indetectável—, não significa apenas a adesão ao tratamento. Significa também melhor qualidade de vida à essas pessoas. E mais: estas pessoas passam a ser agentes protagonistas da prevenção, impactando toda a cadeia de resposta ao HIV.</p>
<p>Se não nos esforçarmos para alcançar o 90-90-90, o mundo corre o sério risco de falhar em sua missão de saúde global em relação à AIDS. Projeções mostram que os últimos 10 anos terão sido em vão.</p>
<p>Não podemos incorrer no mesmo erro que fizemos com a tuberculose. Quando poderíamos ter a eliminado nos anos 80, com os avanços da saúde pública na época, deixamos a inércia tomar conta e reduzimos as iniciativas.<br />
Resultado: hoje temos a tuberculose multi-resistente que é causa de muitas mortes de pessoas com HIV. Se não acelerarmos a resposta, veremos uma crescente resistência aos antirretrovirais, uma mortalidade crescente por causas relacionadas à AIDS e uma freada no ritmo de redução de novas infecções por HIV.</p>
<p>E para isso, temos também o desafio de tirar o HIV do isolamento. É preciso pensar na integração: HIV e tuberculose, câncer cervical, outras ISTs, doenças não transmissíveis.</p>
<p>As metas 90-90-90 são fundamentais, mas elas não acontecerão sem promoção e a garantia dos direitos humanos. Sem a mobilização e o engajamento de toda a sociedade, principalmente de comunidades e de organizações da sociedade civil.</p>
<p>Governos, sozinhos, não conseguem e não conseguirão alcançar essas metas sem o envolvimento de todos. A resposta à epidemia de AIDS é um desafio de toda a sociedade.</p>
<p>Temos que construir juntos a nossa narrativa de sucesso. Não podemos perder o legado dessas três décadas.</p>
<p>Se não fizermos isso, acredito que iremos perder a oportunidade de mudar completamente, e de uma vez por todas, o curso da epidemia.</p>
<p>Mas eu sou otimista. Nós no UNAIDS acreditamos que seremos capazes de alcançar as metas 90-90-90 até 2020 e que veremos, ainda nesta geração, o fim dos níveis epidêmicos da AIDS.</p>
<p>Meus amigos, a AIDS ainda não acabou, mas pode acabar! Bom Congresso a todos nós!</p>
<p><strong>Dr. César Núñez</strong><br />
<strong>Diretor do UNAIDS para América Latina e o Caribe</strong></p>
<p><em>Foto de capa: DIAHV/SVS/Ministério da Saúde</em></p>
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		<title>Programa Conjunto da ONU sobre HIV/AIDS marca presença no 11º Congresso de HIV/AIDS, em Curitiba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[UNAIDS Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2017 17:49:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicado de Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Sala de Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[UNAIDS]]></category>
		<category><![CDATA[11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e alguns de seus copatrocinadores—UNICEF, UNESCO, UNFPA, UNODC e OPAS—participam esta semana do 11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAIDS 2017), que acontece na cidade de Curitiba (PR) entre os dias 26 e 29 de setembro. Cerca de 4 mil, <a class="read-more" href="https://unaids.org.br/2017/09/programa-conjunto-da-onu-sobre-hivaids-marca-presenca-no-11o-congresso-de-hivaids-em-curitiba/">Read More</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e alguns de seus copatrocinadores—UNICEF, UNESCO, UNFPA, UNODC e OPAS—participam esta semana do 11º Congresso de HIV/AIDS e o 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAIDS 2017), que acontece na cidade de Curitiba (PR) entre os dias 26 e 29 de setembro. Cerca de 4 mil participantes são esperados no ExpoUnimed Curitiba, entre ativistas, cientistas, gestores e profissionais de saúde de todo o Brasil, além de especialistas internacionais.<span id="more-7156"></span></p>
<p>O HepAIDS 2017 é organizado pelo <a href="http://www.aids.gov.br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV e das Hepatites</a> (DIAHV) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br">Ministério da Saúde</a>, e tem como objetivo reunir a comunidade científica, a sociedade civil, as pessoas vivendo com o HIV e com hepatites virais, profissionais de serviços de saúde e gestores públicos, para discutir os avanços e os desafios da resposta às epidemias de HIV e hepatites no Brasil, com uma abordagem cada vez mais integrada e voltada para as necessidades e características individuais de cada pessoa.</p>
<p>O tema do Congresso deste ano é <em>Prevenção combinada: multiplicando escolhas</em>. A prevenção combinada do HIV busca obter o máximo de impacto na prevenção do vírus por meio da combinação de estratégias comportamentais , biomédicas e estruturais baseadas em direitos humanos e informadas por evidências. O termo prevenção combinada também pode ser utilizado para se referir à estratégia adotada por um indivíduo para se prevenir do HIV combinando diferentes ferramentas ou métodos (ao mesmo tempo ou em sequência), conforme sua atual situação, risco e escolhas.</p>
<p>Como membro do comitê científico do Congresso, o UNAIDS e algumas de suas agências copatrocinadoras propuseram temas e discussões que farão parte da programação do encontro, por meio de mesas redondas, sessões paralelas e a distribuição de publicações e informações em um estande do Programa Conjunto. O Diretor Regional do UNAIDS para a América Latina e o Caribe, César Núñez, irá representar as Nações Unidas na cerimônia de abertura do Congresso, marcada para dia 26 de setembro, às 18h30. Além dele, a mesa de abertura também terá a presença da Diretora do DIAHV e Presidente do Congresso, Dra. Adele Banzaken, além de autoridades de saúde, autoridades locais e representantes dos profissionais da saúde e da sociedade civil .</p>
<p>Confira abaixo os detalhes da participação do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/AIDS no Congresso:</p>
<p><strong>27 de setembro</strong></p>
<p><strong> </strong>Às 8h30, o Fundo de População das Nações Unidas (<strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/11/UNFPA-Hq.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">UNFPA</a></strong>) fará a moderação da mesa <em>Experiências e práticas bem-sucedidas no Brasil, </em>que acontece na Sala Cascavel, que terá como tema <em>o Compartilhamento de experiências sobre a educação em sexualidade nos territórios</em>.</p>
<p>No mesmo horário, outro debate sobre <em>Experiências e práticas bem-sucedidas no Brasil</em> contará com a participação da <strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/10/OMS-Hq.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">OPAS</a></strong> (Organização Pan-Americana de Saúde), que será responsável pela moderação e abordará o tema <em>Georreferenciamento para hepatites virais</em>, na Sala Colombo.</p>
<p>Às 10h30, o <strong>UNAIDS</strong> será responsável pela moderação da roda de conversa <em>A AIDS que não sai nos jornais</em>, às 10h30, no Auditório Curitiba, um debate organizado pelo DIAHV.</p>
<p>Às 14h30, a Diretora do <strong>UNAIDS</strong> no Brasil, Georgiana Braga-Orillard, participará do painel <em>Acelerando a resposta ao HIV nas cidades para alcançar as metas globais 90-90-90 e as metas de zero estigma e discriminação até 2020. </em>Ela falará sobre o tema <em>A importância das cidades na resposta à epidemia de AIDS e no alcance das metas 90-90-90</em>, no Auditório Curitiba.</p>
<p>No mesmo horário, a <strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/11/UNESCO-Hq.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">UNESCO</a></strong> (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) participará do painel sobre <em>Experiências de prevenção ao HIV e educação em sexualidade: vencendo barreiras</em> e falará sobre o tema <em>Instituições de ensino superior na prevenção ao HIV, educação em sexualidade e gênero no currículo do ensino superior</em>.</p>
<p><strong>Dia 28 de setembro</strong></p>
<p>Às 8h30, a <strong>OPAS</strong> será responsável pela moderação da conversa sobre <em>Experiências e práticas bem-sucedidas no Brasil</em> com o tema <em>Desafios da assistência farmacêutica</em>, na Sala Paranaguá.</p>
<p>Às 10h30, o <strong>UNFPA</strong> participará da mesa redonda sobre <em>Preservativo feminino: uma estratégia na prevenção combinada</em> e falará sobre os <em>Desafios para ampliação do acesso e da adesão: experiências internacionais e recomendações para aprimorar a programação do preservativo feminino. </em>O debate acontecerá na Sala Guarapuava.</p>
<p>No mesmo horário, o <strong><a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2016/10/UNODC-Hq.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">UNODC</a></strong> (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) participará da mesa redonda sobre <em>Prevenção combinada e redução de danos: interseções sobre o uso de drogas entre populações-chave e prioritárias</em> e falará sobre a <em>Prevenção combinada e o panorama das políticas sobre drogas</em>, na Sala Cascavel.</p>
<p><strong>29 de setembro</strong></p>
<p><strong> </strong>Às 10h30, o Diretor Regional do <strong>UNAIDS</strong> para a América Latina e o Caribe, César Núñez, participará da mesa redonda <em>Desafios para acabar com a epidemia de AIDS até 2030 no Brasil e América Latina: a Declaração Política de 2016 e a Reunião de Alto Nível do Fórum Político de 2017</em>. O representante do UNAIDS falará o tema <em>Avanços e desafios para o fim da epidemia de AIDS na América Latina até 2030.</em></p>
<p>Às 14h30, o <strong>UNAIDS</strong> promoverá a mesa redonda <em>Palavras não são neutras: intervenções para reduzir o estigma da AIDS no Brasil</em>, marcará o lançamento do Guia de Terminologia do UNAIDS traduzido e adaptado para o português. O debate contará com a participação da Diretora do UNAIDS Brasil, Georgiana Braga-Orillard, além dos youtubers Marcos Borges e Gabriel Estrela, bem como do jornalista Nathan Fernandes, editor da Revista Galileu. O Guia de Terminologia do UNAIDS é um documento com diretrizes que apontam a linguagem apropriada sobre os temas em torno do HIV, para fortalecer a resposta global à epidemia de AIDS. O debate acontecerá no Auditório Curitiba.</p>
<p>Além da participação nas mesas e debates, o Programa Conjunto será representado também em um estande conjunto da ONU, uma oportunidade para divulgar e dar visibilidade às ações das agências e programas no campo do HIV e direitos humanos. No estande, serão distribuídas para o público participante do Congresso as publicações mais importantes da ONU relacionadas ao tema—entre estas publicações está incluído o Guia de Terminologia do UNAIDS que será lançado em uma mesa redonda no dia 29. Também serão exibidos vídeos produzidos pelo UNAIDS e alguns de seus copatrocinadores em um telão instalado no estande.</p>
<p>A programação completa do congresso pode ser encontrada <a href="http://www.aids.gov.br/pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">no site oficial</a>.</p>
<p>Leia o comunicado de imprensa sobre a participação do UNAIDS completo <a href="https://unaids.org.br/wp-content/uploads/2017/09/2017_09_21_Congresso_AIDS_JointTeam.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui.</a></p>
<p><em>Foto de capa: <a href="http://www.aids.gov.br/pt-br" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Hepaids2017</a></em></p>
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